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Aos defensores da equidade

por Ana Margarida Craveiro, em 08.11.11

Têm surgido bastantes, dos lados mais improváveis. Clamam que é injusto, que os privados também deveriam "pagar a crise". Hoje, queria só recordar a esses paladinos da equidade que há quem receba a recibos verdes, doze meses por ano (isto quer dizer que não há cá lugar a subsídios), e tem de pagar uma tal de sobretaxa extraordinária. No caso dos restantes mortais, essa taxa é aplicada sobre o subsídio de Natal. No caso dos desgraçados a recibos verdes, já que não têm o referido subsídio, é aplicada sobre os restantes rendimentos (os tais doze meses que o ano tem). Nessa altura, ninguém se lembrou da equidade, não foi? 

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11 comentários

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De lucklucky a 08.11.2011 às 09:52

E também não se lembraram da "equidade" quando foi para subir impostos durante estes anos todos.
Qualquer subida de impostos beneficia os funcionários publicos, perdem de um lado ganham noutro.

A "equidade" é conversa de gente que quer que fique tudo na mesma. Que os incentivos sejam os mesmos que nos levaram onde estamos.
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De João Carvalho a 08.11.2011 às 10:30

Palpita-me que deste um valente abanão por aí.
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De Amendes a 08.11.2011 às 10:58

Se o principal arauto da "equidade" - "sabem de quem eu estou a falar"...em devido tempo tivesse combatido a "curroptiblidade" e os "mostrengos" , hoje não falaria de "equidade"!
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De jj.amarante a 08.11.2011 às 11:10

Devemos então lutar para que todos os trabalhadores sejam pagos em recibos verdes?
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De João Carvalho a 08.11.2011 às 12:55

Acho que não. Quem tem recibos verdes não me parece que queira ser pago em recibos verdes. Ser pago em dinheiro deve dar mais jeito.
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De Sílvia a 08.11.2011 às 11:32

O seu raciocínio parece-me um tanto ou quanto enviesado, padecendo de vícios de argumentação óbvios. Nem sei como consegue comparar o incomparável. Os recibos verdes estão associados ao exercício de uma actividade por conta própria. Os subsídios associados à prestação de trabalho dependente por conta de outrem. Retirar uma percentagem do rendimento a trabalhadores por conta de outrem ou a trabalhadores a recibo verde representa o mesmo sacrifício, porque as pessoas dimensionam com maior ou menor custo o seu modo de vida e consequentes responsabilidades ao rendimento que têm, de acordo com a opção que fizeram em termos profissionais (condicionada ou livre, não importa).
"Como eu não tenho, parece-me justo que os outros que tinham, deixem de ter" - é este o raciocínio subjacente à deturpada equidade que aqui nos traz?
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De Sara a 08.11.2011 às 11:39

Tirando os precários inflexíveis e o Movimento Ferve, ninguém mais se lembrou da injustiça que isto é. Eu vou senti-la, ainda que pouco (a corresponder ao que ganho, pois claro).
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De Laura Ramos a 08.11.2011 às 13:10

Ana Margarida, os casos que conheço (e em cuja definição participei) não dando lugar aos subsídios típicos do trabalho por conta de outrém - nem podiam, tratando-se formalmente de trabalho autónomo - têm os 13º e 14º meses incorporados, em duodécimos, na mensalidade.
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De Pois...Pois. a 08.11.2011 às 14:20

Para ver e ouvir.

http://www.youtube.com/watch?v=Hx9xbARgjhc
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De Carlos Cunha a 08.11.2011 às 17:04

a maior parte dos trabalhadores no activo não conhece a história da retribuição do trabalho e da evolução das leis laborais, não apenas em portugal mas no mundo civilizado, e parece que ainda pensa que os "subsídios" de férias e natal são benesses que não estão directamente ligadas ao seu trabalho, mas resultam da boa vontade e dos humores dos empregadores.
há quem queira passar esta idéia, por isso era muito importante que as centrais sindicais explicassem as origens destes "subsídios" para os trabalhadores por conta de outrém.
sobre a sua história nos eua pode ser obtida alguma luz neste artigo:
http://www.politics.ie/forum/economy/140505-how-company-christmas-bonus-screwing-workers.html

vamos todos, e cada um, discutir este assunto a partir da advinhação ou vamos primeiro entender porque estes "subsídios" se tornaram rendimentos de trabalho expectáveis, para os trabalhadores por conta de outrém?
se calhar era mais inteligente optar por esta segunda via.
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De Laura Ramos a 09.11.2011 às 01:45

Boa achega, Carlos. Conhecimento de causa.

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