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Parece que já há uma ideia mais concreta da parte do Governo sobre que transportes públicos estoirar na cidade de Lisboa. A lista pode ser consultada aqui. Alguns comentários:

 

22: faz algum sentido retirar um autocarro que liga directamente o Aeroporto ao centro da cidade (Marquês de Pombal), quando nem há metro ou comboio para lá chegar? A única coisa disparatada no 22 é acabar às nove e meia da noite.

 

Rede da Madrugada (201, 202, 203, 205, 206, 207, 208, 210): É o fim do transporte nocturno em Lisboa. Ou ganham os táxis em serviço, ou ganha o INEM a transportar malta que foi sair à noite e levou carro. A cidade é que perde, naturalmente.

 

76: É bom que a malta que estuda na Faculdade de Motricidade Humana tenha carro...

 

Eléctrico 18: É certo que o 18, ao contrário dos restantes eléctricos, não tem grande relevância turística, mas não deixa de ser uma pena ver a cidade perder o seu mais bonito meio de transporte. 

 

Metro: valeu a pena prolongar as linhas até à Amadora e Odivelas para encerrá-las a partir das 21 horas?

 

Desconheço o impacto que a supressão das restantes carreiras vai ter na cidade, mas imagino que seja grande.

 

Falta sabermos qual vai ser o plano de redução e reconfiguração de carreiras na Carris, e o que vai acontecer ao Metro. De qualquer forma, se isto passar e se o Metro passar a fechar às 23h, o Governo pode enfiar no cu qualquer ideia de promover o transporte público e de retirar carros da cidade. 

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110 comentários

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De Leonor Barros a 03.11.2011 às 21:56

Pensam com os pés. Vão acabar de vez com tudo. Quando derem conta é tarde.
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De João Campos a 04.11.2011 às 00:32

Chato é que Lisboa não é um bom sítio para pensar com os pés (ou seja, para andar a pé). No ano passado, durante uma greve da Carris, fiz a experiência de ir do trabalho (Marquês) até casa (Ajuda) a pé. A coisa faz-se, mas não duas vezes por dia, todos os dias.
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De fofocas a 04.11.2011 às 17:02

Já alguem apelidou este governo de "Comissão Liquidatária" eu porém digo: este governo vai ser um autêntico coveiro do País.
Depois vão apresentar a conta ao BPN...
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De João Campos a 04.11.2011 às 19:11

Vamos ver. Para o bem ou para o mal, ainda a procissão vai no adro.
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De sampy a 03.11.2011 às 22:08

Caro João, lá voltamos ao mesmo.
Resta dizer: put your money where your mouth is.
Ou então, é convocar um referendo. Seria de génio.
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De João Campos a 04.11.2011 às 00:37

Sampy, e voltaremos ao mesmo mais vezes. Todas as que eu entender falar no assunto (serão mais, descanse).

Sobre o put your money where your mouth is: já o faço - não é por acaso que continuo a usar os transportes públicos.

Referendo em Lisboa? Que avisem com antecedência para eu mudar a minha residência eleitoral.
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De Luís M. Jorge a 03.11.2011 às 22:20

Todos temos de fazer sacrifícios, João.
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De João Campos a 04.11.2011 às 00:33

Concordo. Acabe-se então com os carros de serviço no Estado, para os nossos governantes e deputados passarem a usar os transportes públicos. Talvez assim percebam as consequências do que estão a fazer.
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De MCA a 04.11.2011 às 14:53

Todos temos????Mas são mesmo todos????
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De gena a 04.11.2011 às 21:24

Todos?
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De rosa a 03.11.2011 às 22:40

O que é lhe diz k o governo pensa em tal coisa?Transporte publico é coisa de socialista!
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De João Campos a 04.11.2011 às 00:38

Se houver privados que queiram entrar no jogo, força. Se o serviço for bom terão o meu apoio (como cliente).
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De Sara a 03.11.2011 às 22:44

Acabar com o 76? Isso é escandaloso! Falo deste caso porque me é o mais próximo: não é só a malta que anda na faculdade que fica sem maneira de se deslocar desde Algés até à FMH (serão uns 40 minutos a pé no mínimo), são os 100 e tal estudantes e desportistas que moram nas residências universitárias e nos centros de alto rendimento ao lado da faculdade que ficam isolados! Não é possível.. não estou a acreditar... Tem de haver outra explicação.

Isto é o fim completo do serviço público de transportes. Os pases ficam mais caros e as pessoas ficam mais mal servidas. Entretanto, a gasolina aumenta, as portagens aumentam, a EMEL aumenta o parqueamento. Isto tem algum cabimento? É um incentivo a quê, ao regresso ao antigamente, em que as pessoas andavam horas a pé todos os dias?

Isto é um escândalo! Uma demonstração pública de estupidez!
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De João Campos a 04.11.2011 às 00:39

Como não tenho carta, acho que me vou informar dos preços dos fardos de palha, para comprar um cavalo. Ou um burro. Acho que jumentos é o que não falta no Portugal de hoje.
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De gena a 04.11.2011 às 21:30

eh...eh...diplomacia...
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De gena a 04.11.2011 às 21:32

eh...eh...diplomacia!!!!!
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De jj.amarante a 03.11.2011 às 22:44

E o trabalho noturno passou no tempo do Sócrates das 20:00 para as 22:00. Não faz sentido que as pessoas que estão a trabalhar "de dia" não tenham transporte público para regressar a casa.
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De João Campos a 04.11.2011 às 00:40

Mas a ideia não é fazer sentido.
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De André Miguel a 03.11.2011 às 23:05

Qual é a estratégia deste plano estratégico?
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De João Campos a 04.11.2011 às 00:40

A estratégia é 4-4-2, mas só até às onze da noite. Depois dá o Vitinho.
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De Anónimo a 03.11.2011 às 23:33

Depois é só dar à emel prolongamento do horário de estacionamento, que agora termina às 20 na maior parte do casos e temos a anarquia total na cidade.
É o fartar vilanagem......
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De João Campos a 04.11.2011 às 00:41

Qualquer dia lembram-se das portagens para entrar em Lisboa, e aí é que a coisa vai ser realmente engraçada.
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De rosa a 04.11.2011 às 01:08

Oh, se vai...!
A mim parece-me que o Gov. testa a nossa paciência.È sabido que os portugueses são pacientes, mansos, humildes e tal... será que nunca ouviram falar da temivel furia dos mansos?!
Na minha familia (alentejo) ainda correm histórias da nossa ultima guerra civil...e aquilo ñ foi bonito.E parece-me que o povo também era português... e manso, nessa altura.
Cada vez compreendo mais os gregos- e compreender ñ é desculpar- e começo a sentir a medo como nunca senti.
Obrigada pelo post
Saudações
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De João Campos a 04.11.2011 às 01:44

Se quiser começar uma revolta no Alentejo, conta com o meu apoio (pode ser que arranje mais malta lá na Costa Alentejana). Até já temos aeroporto - sempre há a possibilidade de, em caso de necessidade, negociarmos uma ponte aérea com algum país aliado :)

(enfim, isto já sou eu a divagar)
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De Maria a 04.11.2011 às 22:52

O de Beja? Pois...
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De paulo,sj a 03.11.2011 às 23:35

Caro João,

Parece-me uma óptima estratégia... Ora, menos transportes públicos, aumento dos transportes individuais, aumento do consumo de combustíveis (que continuamente aumentam os preços), logo, aumento da receita para o Estado... Simples, rápido e directo.

Ah, quem não tem transporte individual, pois... que altere a sua vida.

Em relação ao 76: eu fui um dos que o usei durante alguns anos, já que estudei por aqueles lados. Conheço bem a realidade. Os senhores e as senhoras do plano estratégico devem pensar que na FMH, como tem a Lic. em Ciências do Desporto, todos os alunos podem fazer o aquecimento no caminho de Algés para a faculdade. A questão é que nem só de Ciências do Desporto vive a FMH...

Andamos um pouco baralhados em Portugal ou é impressão minha?


Cumprimentos!
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De João Campos a 04.11.2011 às 00:42

Baralhados? Não. Onde foi buscar essa ideia? :)
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De nanocas a 04.11.2011 às 14:47

Também eu sei o que é andar no 76, pois também me licenciei em Ciencias do Desporto na FMH, e também sei o que é subir toda aquela encosta a pé (quando não havia um 76 ali por perto) e digo-vos que quando chove não é nada agradável.
primeiro dize-nos para andarmos mais de transportes publicos e deixarmos o carro em casa, depois aumentam constantemenete o valor dos passes e títulos de viajem e para acabar com o resto limitam o horário dos transportes ou simplesmente terminam com as "carreiras".
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De João Campos a 04.11.2011 às 19:11

Precisamente.
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De Pedro a 04.11.2011 às 15:20

Aumento da receita de quem? Do estado é que não é pois o combustível tem de ser importado!
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De Maria Santinho a 04.11.2011 às 16:25

Baralhados não estão de certeza. Sabem muito bem o que estão a fazer. Estes senhores que "estudam" estas alterações não sabem o que é um transporte público.
Preparemo-nos, pois quando estes senhores acabarem de "brincar" não vai restar pedra sobre pedra ....
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De João Pedro a 04.11.2011 às 02:14

Já não vivo em Lisboa, mas enquanto lá estive usei sempre os transportes públicos (embora também seja dado às caminhadas). Em boa hora regressei ao Norte do Douro! Percebo que as empresas de transportes tenham de cortar custos e até que tenha de haver fusões de serviços (o que pode até ser positivo para os utentes na uniformização dos bilhetes, coisa que aliás já é prática comum em Lisboa). Mas que raio...como é que quem trabalha à noite ou até mais tarde e usa o metro vai fazer? Será que a ideia é tirar a malta que ao fim de semana vai ao Bairro alto e usa o metro? Mas o que me parece mais iníquo é que ainda há bem pouco tempo o preço dos passes e dos títulos de transporte aumentou brutalmente; seria de esperar, no mínimo dos mínimos, que os serviços não perdessem qualidade, já que não há dinheiro para os melhorar. Afinal até os suprimem!
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De João Campos a 04.11.2011 às 19:23

Estamos de acordo, caro homónimo. Eu também percebo que haja a necessidade de cortar custos nos transportes públicos, mas sendo uma área tão sensível convém que esses cortes sejam feitos de forma planeada e estratégica. Ora este Plano Estratégico parece pouco planeado e de estratégia, nada tem; a ser colocado em prática, arrisca-se a matar a vida nocturna lisboeta (não confundir com "noite") e a causar um enorme problema a muita gente que trabalha até mais tarde e precisa dos transportes. É incrível, mas nisto até estou de acordo com as palavras de Jerónimo de Sousa: parece um recolher obrigatório.

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