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Esclareçam-me sff

por Leonor Barros, em 03.11.11

Além de terem sido elegidos pelos seus próprios povos alguém mais se lembra de ter votado no par de jarras aí em baixo para pôr e dispor dos desígnios da Europa? Pois. Eu também não.

 

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24 comentários

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De Alexandre Carvalho da Silveira a 03.11.2011 às 16:24

Sem me querer armar em "Advogado do Diabo", sempre lhe digo que nós não votamos no "par de jarras", mas os alemães e os franceses votaram. E Sarkozy explicou hoje numa conferencia de imprensa, porque é que eles aparecem como lideres desta enorme e perigosa confusão em que estamos metidos: porque são os que pagam mais, e porque têm eleitores/contribuintes a quem têm que prestar contas. E se calhar, digo eu, porque não há mais ninguem para fazer o papel.
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De Leonor Barros a 03.11.2011 às 16:39

Isso é válido para todos os países da zona euro. Mesmo pagando mais não lhes dá o direito de se arvorarem em líderes da União Europeia. Um pouco menos de arrogância não lhes fazia mal.
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De Alexandre Carvalho da Silveira a 04.11.2011 às 01:21

Já sabemos que a Leonor não reconhece legitimidade à Mme Merkell e a Sarkozy para falarem em nome dos paises do euro. Mas a Leonor não nos diz quem o deveria fazer.
A Europa ainda não adoptou o federalismo como muitos defendem, portanto alguem tem que liderar este processo, e embora a Leonor ache dispiciendo o facto de a Alemanha e a França serem os maiores contribuintes, que eu saiba o Durão Barroso ainda não assina os cheques, e o outro senhor é irrelevante.
O eixo Paris-Berlim não nasceu agora. Já no tempo do Kohl e do Miterrand eram eles que "cortavam o toucinho", só que esta parelha é mais mediatica pela força das circunstancias.
Parece-me que estamos na epoca propicia para se discutir um governo da Europa com uma verdadeira legitimidade democratica. Goste-se mais ou menos dessa solução, o futuro da Europa terá que passar por aí.
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De Leonor Barros a 04.11.2011 às 11:25

A questão é que a Europa é a 27 e não a dois. A União Europeia e não dois líderes de dois países deviam liderar este processo. É claro que acho despiciendo porque vai contra os princípios da União Europeia. O que me parece que se deve discutir é se a Europa assim faz sentido, já que uns são bandalhos e desonestos e usaram a UE para enriquecer, como em Portugal nos anos 80 e 90 e pelos vistos a Grécia, e outros pagam.
Agora a arrogância da perda da soberania dos estados em falta é inadmissível. A Alemanha também já esteve em falta, não em termos económicos. E se não tivesse havido plano Marshall? E se ninguém os tivesse ajudado? Menos arrogância não ficava mal a Frau Merkel. É bom que se olhe a História.
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De Picapau Amarelo a 03.11.2011 às 16:52

O enunciado do seu "post" parte de um pressuposto erado:o de que o voto é tudo, o "abracadabra" da legitimidade total e infinita.
Nada mais errado! Ponha-se na pele de um eleitor alemão ou francês e interiorize por onde anda o dinheiro dos seus impostos, ou seja, a pagar vícios dos sulistas; desde 127 profissões de desgaste rápido (na Grécia), a auto estradas mastodônticas e vazias (Portugal), isto para só dar um exemplo.
Ele há Povos mal habituados a viverem com o dinheiro dos outros. Acaso consente que eu gira o seu orçamento?
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De Leonor Barros a 03.11.2011 às 17:04

Eu ponho-me na minha pele que vivi honestamente sem luxos, a pagar escrupulosamente impostos e cumprindo sempre e agora estamos nisto. Não acho bem que na União Europeia uns países prevaleçam sobre os outros e se dêem ao direito de mandar.
A Alemanha também recebeu ajudas no passado. É certo que as aproveitou e que levantou o país de escombros. E se todos lhes tivessem virado as costas e os deixassem perecer entre os escombros apenas porque eles e só eles foram os responsáveis?
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De Leonor Barros a 03.11.2011 às 17:05

E ainda. Não estou a falar da situação criada agora pelo suposto referendo da Grécia.
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De Adérito a 03.11.2011 às 16:54

Sei que ganharam em votos para liderarem os respectivos países.
Calculo que devam ser dos que mais pagam para e UE.
Assim como já li que são os que mais ultrapassam o tecto imposto para não ser ultrapassado.
Enfim, tudo assuntos que lhes podem dar alguma legitimidade para emitirem opiniões válidas.
Mas não sei se lhes concede o leme da Europa pois ainda não houve eleições (nem referendos) a propósito disso.
Acho que quem se quer auto-afirmar como lider deve ter antecedentes que lhe dêem legitimidade para tal.
Não me parece que seja esse o caso deste "par de jarras".
Também acho que ambos têm "culpas no cartório" e apoiando-se mutuamente consideram que talvez se salvem no meio do turbilhão que está em crescendo.
Mas se calhar sou eu que estou a ver mal a coisa...

Cumprimentos!
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De Leonor Barros a 03.11.2011 às 17:01

O meu ponto é esse: nada lhes concede o direito de liderarem a Europa. Nada.
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De Picapau Amarelo a 03.11.2011 às 17:35

Enterremos os "amanhãs que cantam" e sejamos honestos connosco e com ou outros.
Tal como a autora do texto, trabalho e pago os meus impostos e não gosto de trabalhar para aquecer.
A questão põe-se a vários níveis e é transversal a um sem número de items interligados.
Usufruímos da Europa para compra de habitação (1.ª e 2.ª- onde já se viu um país com tantos proprietários?), automóveis (o parque mais moderno da europa), férias nas caraíbas e destinos similares(o banco empresta), etc, etc, etc...
Agora é altura de pagar!Não me condoo com quem quis ter tudo e agora anda a mendigar junto da DECO para renegociar dívidas.Foram cigarras?Sejam agora formigas.
A Autoridade moral dos países que nos sustentaram (literalmente, uma vez que nunca produzimos para o nosso nível de vida e de bem-estare)é total.Esse é o ponto!
Pretender que não fomos nós que os elegemos, não é solução para nada.Quem entra para um clube submete-se às regras prévias.
Como desatar o nó?Acho que só com um Governo Europeu, com Banco Central e Ministros Europeus.A nossa soberania foi alienada há muito, pese só agora nos lembrarmos dela porque temos de pagar as dívidas e negociar em desvantagem.
Bem vindos aos Estados Unidos da Europa.
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De Leonor Barros a 03.11.2011 às 17:50

Quem entra para um clube submete-se às regras, certíssimo. Por isso mesmo acho que estes dois se metem demasiado. O 'clube' não é o do eixo Merkel/Sarkozy.
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De Picapau Amarelo a 03.11.2011 às 18:13

Dear: não gosto daquela par, da sua arrogância e autoritarismo mas, concedo-lhes razão. Sejamos pragmáticos, por mais que isso nos custe: quem paga, manda! O resto é filosofia barata.
Lamento que o País que eu Amo esteja nesta situação mas, não culpo os outros. Culpo este Povo manso (nah, mansa não á a "tia" do outro, somos quasi todos) que alimentou o dito "monstro", os políticos (blá-blá-blá, conversa justa mas esgotada), os banqueiros (blá-blá mas é pura verdade que foram alimentando o nosso super ego a juros leoninos) e a nossa soberba em ostentar o que não podemos e não devíamos ter.Tal não tem nada a ver com o fado do desgraçadinho, apenas com a realidade que se nos impõe pelos olhos adentro.
Investimos os fundos estruturais em cimento, esquecemos o conhecimento, a formação e a Educação. Em três penadas é isto.
Faço fé, muita fé mesmo, nas gerações que agora têm 15 anos e menos.Estão a crescer com uma realidade que não desejam para si quando fôrem pais. Abominam os políticos que temos e não querem ser como eles.Têm MUNDO na cabeça e ausência de preconceitos atávicos. O futuro só pode ser mesmoi deles.
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De Leonor Barros a 03.11.2011 às 18:22

Numa coisa, provavelmente mais, concordamos: somos mansos e permitimos que isto tivesse chegado a este estado calamitoso. Quanto às gerações futuras, vamos ver. O futuro será deles sempre.
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De zedeportugal a 03.11.2011 às 20:15

Usufruímos da Europa para compra de habitação (1.ª e 2.ª- onde já se viu um país com tantos proprietários?), automóveis (o parque mais moderno da europa), férias nas caraíbas e destinos similares(o banco empresta)

O Picapau fala por si? É que eu cá não ususfrui/o de nada disso.

Agora é altura de pagar!

Pois. Que pague quem usufruiu.

A Autoridade moral dos países que nos sustentaram

Que nos sustentaram? Ou que usaram, deliberadamente, de todos os meios para tornarem Portugal dependente deles?

Quem entra para um clube submete-se às regras prévias.

Não me lembro mesmo nada de ter sido perguntado se queria fazer parte deste clube...


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De Leonor Barros a 03.11.2011 às 20:52

Também acho uma certa piada ao argumento que andámos a viver acima das nossas possibilidades. Quem foi que se acuse e que pague o que deve.
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De Joao a 03.11.2011 às 18:06

Isto é como quem diz

"Além de terem sido elegidos pelos seus próprios eleitores alguém mais se lembra de ter votado no PSD e PP para pôr e dispor dos desígnios de Portugal? Pois. Eu também não."

Visto que a presença na Europa é dirigida pelos governos dos próprios países membros, e estes governos têm o mandato dos próprios povos, neste momento os Países do Euro são dirigidos por representantes escolhidos por 44% da população.

Também discordo do que fazem, mas daí até andar a dizer que não têm legitimidade porque não concordo... É um grande salto...
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De Leonor Barros a 03.11.2011 às 18:13

Não, não concordo, porque os princípios da Europa não passam por dar liderança a nenhum dos Estados Membro. Que eu saiba estão todos em pé de igualdade.
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De zedeportugal a 03.11.2011 às 20:34

neste momento os Países do Euro são dirigidos por representantes escolhidos por 44% da população

Gosto mesmo quando começa a demagogia numérica. Palavra. Sabe porquê João? Porque se desmonta fácil e rapidamente.

Alors, voyons:

População actual da União Europeia: 474 milhões

População da França: 65 milhões

População da Alemanha: 82 milhões

Soma das populações da França e da Alemanha: 147 milhões

Percentagem relativamente à população total da U.E.: 29,7%

Daí até 44%, "É um grande salto..." numérico. E de "legitimidade", mesmo que esquececemos o direito à soberania (previsto e articulado nos tratados da União) de cada uma das nações europeias.
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De Leonor Barros a 03.11.2011 às 20:49

A questão da 'legitimidade' foi a que me levou a escrever o post. Qualquer um verá que não têm legitimidade à luz da União Europeia.
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De lucklucky a 03.11.2011 às 22:58

Mais um texto que mostra o estado arrogante, ignorante e sem vergonha de muitos, Portugueses.

Não querem, que Sarkozy e Merkel não lhes peçam dinheiro.
Ninguém obriga ninguém.
Não querem Merkel e Sarkozy, abandonem mais de 20% do salário que é pedido emprestado todos os anos.

Vivam com o que produzem.

Ou seja Défice Zero.

E depois ainda têm a lata de dizer não são responsáveis.
Quem não é responsável é quem não votou em nenhum partido que aceita o Poder Total do Estado em endividar os cidadãos.

E todos os partidos do CDS ao PCP querem esse Poder Total.

Défice Zero na Constituição? Quem defende?
Não existe nenhum partido.

Os Portugueses são culpados.
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De Leonor Barros a 03.11.2011 às 23:01

Já cá faltava. As caixas de comentários servem exactamente o mesmo fim: para mostrar o 'estado arrogante, ignorante e sem vergonha de muitos'. Mas será que não se consegue conversar sem ofensas? Passe bem.
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De Leonor Barros a 03.11.2011 às 23:07

E o lucklucky é o quê? Espanhol? Não há paciência.
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De lucklucky a 04.11.2011 às 17:08

Sou Português mas provavelmente nasci no país errado. Partilho de culpas - como não voto em nenhum partido/presidente desde o início deste século são limitadas. A única coisa de que pode acusar é de não ter tentado fundar um partido.
Responda a uma pergunta simples: quer ou não défice zero?
Aquele endividamento que diz que não teve nada com ele supostamente levaria a pensar que quer défice zero ou é só figura de estilo.
Se os Portugueses quiserem défice zero Sarkozy e Merkel não são precisos para nada.
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De Aefetivamente a 04.11.2011 às 10:21

Decididamente, trata-se de um par que não seduz.
Por mim, não compro bilhete.







:)
:)

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