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E o que diriam todos aqueles que se entusiasmam com a jogada política brilhante de Papandreou e com os benefícios da democracia directa e de devolver ao povo grego a decisão sobre o resgate se, tomemos uma hipótese meramente académica, Merkel tivesse decidido convocar um referendo para ouvir a opinião dos alemães sobre o bailout da Grécia?

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13 comentários

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De DRT a 02.11.2011 às 19:39

Bem... creio que ao votar pensariam na repercussão do seu voto sobre as acções de bancos alemães que têm directa ou indirectamente através de fundos de investimento.
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De Rui Rocha a 02.11.2011 às 20:59

Sim, é possível. Mas a pergunta não é o que fariam os alemães. É sobre o modo como encarariam tal situação os que agora se entusiasmam com a decisão de Papandreou.
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De zedeportugal a 02.11.2011 às 20:16

Ó meu caro Rui Rocha! Nada de confusões.
O Papandreou não está a fazer democarcia directam e aquilo q que os ignorantes jornalistas chamam referendo não passa de um plebiscito popular - que não são a mesma coisa.

Aconselho a leitura regular deste sítio:
http://democratadirecto.wordpress.com/

Como está por lá explicado, o plebiscito é uma consulta popular de inciativa governamental, o referendo é uma consulta popular da iniciativa dos cidadãos.
Ora, que eu tenha dado por isso, os cidadãos lá do país do sr. Papandreou não pediram consulta nenhuma, andam apenas a ver-se gregos...
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De Rui Rocha a 02.11.2011 às 20:59

Pois era também aí que eu queria chegar, Ze.
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De Pedro Correia a 02.11.2011 às 21:07

Este plebiscito envenenado nada tem a ver com escolhas democráticas. É uma chantagem aos eleitores gregos. E uma inadmissível bofetada de Papandreou aos restantes cidadãos europeus.
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De Rui Rocha a 02.11.2011 às 21:10

Nem mais, Pedro.
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De lucklucky a 02.11.2011 às 22:15

Uma excelente decisão de Papandreou e a Merkel e qq outro deveria fazer o mesmo.
Merkel & Co. não têm legitimidade eleitoral para colocar o dinheiro dos alemães, franceses etc. na Grécia.
Tudo o que não consta do programa de um Governo deve ser referendado.
.
Mas mais uma vez se vê por aqui e não só como todas as regras são para ser atropeladas quando é importante para a elite.
As regras são para ser violadas sempre que conveniente, parece ser a educação em vigor.
Regras que existem supostamente por causa do mau tempo, não por causa dos ventos a favor...
Ou seja o povo só será chamado para coisas que agradem à elite. Ou vota-se até ter o resultado desejado por esta.
As sementes do Neo-Napoleanismo e Neo-Bismarkismo ,do mandarins continuam a mandar no espiríto dos Unionistas Europeus.
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De Rui Rocha a 03.11.2011 às 12:09

A sua posição é perfeitamente clara e coerente com aquilo que lhe vi escrever sobre estes assuntos, Lucky. O que já não aceitável é a posição dos que defendem o "referendo" na Grécia como uma solução brilhante e não colocam sequer a possibilidade de os contribuintes alemães serem consultados.
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De José António Abreu a 03.11.2011 às 08:45

Não sei. Eu diria, em sequência: "Merda" e "Oh, well". É que, num plano puramente interno, talvez fosse mesmo uma jogada política brilhante de Merkel. Mas parece que, por enquanto, apesar de tudo aquilo de que é acusada, ela mantém alguma sensatez e ainda cumpre os acordos que estabelece.
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De Rui Rocha a 03.11.2011 às 12:10

Ou seja, dirias exactamente o mesmo que disseste para o referendo grego. Coerência, portanto.
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De l.rodrigues a 03.11.2011 às 10:15

A maior parte do dinheiro alemão que foi para a grécia, foi por via dos bancos que alegremente compraram dívida pública desse país, cujo valor foi devidamente ocultado com a cumplicidade da omnipresente Goldman Sachs... No meio do ultraje todo, o que devia estar a arder eram os bancos e não a bandeira Europeia. Mas cá temos os nossos "estadistas" para evitar isso...
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De Rui Rocha a 03.11.2011 às 12:11

E, se aceitarmos o seu ponto de vista e tomando por referência a situação simétrica da Grécia, qual é a obrigação que os contribuintes alemães têm de pagar para isso, sem que lhes seja perguntado?
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De l.rodrigues a 03.11.2011 às 18:18

A pergunta a fazer aos alemães é:
Foi para os vossos bancos andarem a fazer apostas de casino que aceitaram ganhar menos pelo vosso trabalho?

Entre subsidiar apostas de casino ou uma melhor construção e coesão da europa, mantendo um melhor nivel de vida, talvez os alemães tivessem uma escolha a fazer há uns anos atrás.

Não esquecer que a relutância franco-alemã em aceitar um default grego tem que ver com a protecção às suas bancas. No fundo o dinheiro mal sai dos respectivos países.

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