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22 comentários

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De Pisca a 26.10.2011 às 13:55

Este video vem no seguimento de algo parecido que tem andado por aí e acaba sempre a ser apontado para Portugal, como um bom exemplo

Mas está a comparar o incomparável, bastam pequenos detalhes, já que em Portugal

- Os deputados no geral não têm gabinetes próprios

- Cada Grupo Parlamentar consoante o seu tamanho tem uma ou várias salas em S.Bento, unicamente e depois gerem como muito bem entendem

- Os deputados não têm apartamentos/quartos/tendas ou o mais que desejarem meter no embrulho, quando muito e consoante a morada declarada, terão subsidio diários (aqui sim algumas coisas esquisitas)

Não invalida algumas "habilidades", mas comparar com a Suécia é má fé no minimo, quando o quiserem fazer por favor vão ver as condições
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De Rui Rocha a 26.10.2011 às 14:02

O Benchmarking é uma actividade fundamental em qualquer sector. Qualquer empresa compara as suas práticas com as das suas concorrentes. Ninguém se lembra de considerar isso má-fé. Depois, cada um adopta aquilo que considera as melhores soluções.
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De Pisca a 26.10.2011 às 14:07

O palavrão a dar um ar fino à resposta, não invalida o resto
O que se pretende comparar não tem, repito não tem, paralelo, logo das duas uma

Ou há honestidade, ou procura-se baralhar os outros usando a forma tão em voga, "Olha aqueles malandros....." de qualquer maneira

Mas está sempre à vontade até pode comparar carros electricos com pianos de cauda, com esforço vai lá, basta achar um palavrão fino sempre ajuda

ps:não sou nem pretendo ser deputado
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De Rui Rocha a 26.10.2011 às 14:17

É evidente que uma reportagem de 2 minutos e pico não permite comparar nada. Mas, também é curto usar palavras igualmente finas para impedir qualquer reflexão: tudo é populismo. Ora, os resultados a que chegámos não me parecem brilhantes. Todavia, nada se pode questionar. O número de deputados actual é o adequado? O método de eleição é o melhor? A responsabilização dos eleitos perante os eleitores está assegurada. Os políticos deslocados devem ou não receber apoios? Em que casos? De que tipo?. Qual a remuneração adequada para as funções que exercem? Deve a compensação integrar subsídios de instalação, outro tipo de despesas? E o acesso dos cidadãos aos custos que o eleitos representam, existe? Pois eu, gostava muito de saber quanto custa um parlamentar ou um governante de uma forma simples e transparente, sem me perder num emaranhado de ajudas de custo, despesas, subsídios, subvenções e outras prestações que parecem criadas para ninguém perceber a imagem global.
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De Luís Reis Figueira a 26.10.2011 às 14:24

É exactamente isso, Rui, mas isso é também exactamente tudo aquilo que eles não querem, nem hão-de querer nunca.
«Transparência»??... Ah,ah,ah, deixa-me rir...
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De Pisca a 26.10.2011 às 14:28

Para mim este tipo de apresentações e a maneira como são apresentadas, cheiram-me sempre a ataques a uma coisa basica, a Democracia, usando o tal chavão "Cambada de inuteis e malandros".
Depois calmamente surgem uns "bem intencionados", a "resolver" tudo:

Por exemplo:

- Governador Civil - anunciado com pompa como a "Grande Poupança", esqueceram-se das pessoas que lá trabalham, independentemente da necessidade e funções distribuidas, concretamente são 18 salários a menos (qualquer consultoria ultrapassa isso e de que maneira)

- Mudança na forma de eleição das Câmaras Municipais, novamente a velha historia dos executivos a funcionar sem problemas, são rarissimos os casos de eleições intercalares no total das Câmaras em 35 anos

É nisto que eu falo o desviar a atenção com "chavões", para o essencial.

Porque não um post sobre uma coisa que se tem vindo a verificar nos ultimos dias ?

Uns emblemas que os Ministros e Oficios Correlactivos agora usam com a Bandeira de Portugal, num logo criado por uma empresa que enfim tem algo para contar ?

São os unicos dedicados a Pátria ? E mais ainda, resolveram agora em cada 3 palavras quando falam da oposição, afirmar sempre "o Partido X é essencial à Democracia", será que agora passam Certificados de Essenciabilidade aos outros ?
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De Rui Rocha a 26.10.2011 às 14:47

Se passam, já deve estar organizado um processo burocrático pesado e ineficiente que permita assegurar o princípio da reciprocidade.
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De Rui Rocha a 26.10.2011 às 14:06

Faltou-me dizer que uma das coisas que considero particularmente interessante é o facto de as despesas efectuadas serem de acesso público. Sobre este ponto vale a pena ler o Jaa aqui mais abaixo.
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De IsabelPS a 26.10.2011 às 21:32

Eles têm uma regra fundamental que exige que toda e qualquer actividade de um funcionário público nas suas funções ou no seu local de trabalho seja aberto a escrutínio público (das brumas da memória surgiu a palavra "offentlighet", que tive de goglar para confirmar que era o nome do conceito). Portanto, se pedir à sua secretária para telefonar para sua casa e perguntar o que é que querem que traga do chinês para o jantar e ela lhe vier com um papelinho com os desejos da família, não pode invocar a privacidade para o impedir de ser espiolhado e publicado se por qualquer razão alguém assim o entender.

Claro que, bem conversados, os suecos mais atentos lhe dirão que, por isso mesmo, nada do que é realmente importante e se pretende manter fora das vistas do público se passa nos gabinetes oficiais.

Por outro lado, se pretender ter uma sessão de cinema privada exclusivamente constituída por cenas censuradas (sim, porque eles têm censura), nada mais fácil. Vai ao sítio que trata do assunto e diz que quer ver o que é que eles censuraram e eles não se podem escusar. :-)
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De Rui Rocha a 26.10.2011 às 21:40

Ah, as notícias que a Isabel aqui nos traz. Coisas que parecem de outro mundo.
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De Luís Reis Figueira a 26.10.2011 às 14:15

Ora, finalmente, aqui está uma boa ideia trazida pelo Pisca, no comentário acima! Visto que "os (nossos) deputados não têm apartamentos/ quartos/ ou tendas..." que tal oferecermos-lhes algumas daquelas bem espaçosas? Segundo ouvi dizer, a Líbia tem algumas para vender a muito bom preço... Acho que é de aproveitar, não?
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De Rui Rocha a 26.10.2011 às 14:44

Sim, tragam as tendas que em camelos já somos execedentários.

(e, para que não restem dúvidas, não me refiro, naturalmente, ao Pisca, que trouxe à discussão argumentos válidos).
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De Luís M. Jorge a 26.10.2011 às 15:45

Bom post, Rui. E sim, o benchmarking é muitíssimo importante para explicar algumas coisas aos nossos figurões.
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De Rui Rocha a 26.10.2011 às 16:29

E figurinhas, Luís.
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De Amendes a 26.10.2011 às 16:18

"O Parlamento oferece constantemente o espectáculo do desacordo, do tumulto, da incapacidade legislativa ou do obstrucionismo, escandalizando o país com o seu procedimento e, a inferior qualidade do seu trabalho"...

Directamente das ossadas de António Oliveira Salazar....

1936 --- Pergunto: O que mudou?

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De Rui Rocha a 26.10.2011 às 16:30

Mudar, Amendes? Vou ter que tirar-lhe 10 pontos. Pronunciou a palavra proibida. Mais uma dessas e vai para a lista dos populistas.
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De Amendes a 26.10.2011 às 17:00

...Pela sua saúdinha , não me mande para o populismo..."please'

Eu só 'tava dando uma de benchmarking... aqui com o camarada Pisca.

Não manda... não?

Obrigadinho e muitas felicidades para si e para os seus...

Olhe que não é graxa...

Cumprimentos deste seu admirador ao dispôr,

AMendes

(Funcionário Intermédio da Inspecção Geral de Finanças)

Não

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De Rui Rocha a 26.10.2011 às 17:23

Pronto, Amendes. Vai ver que deixando tudo exactamente como está as coisas correm pelo melhor.
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De IsabelPS a 26.10.2011 às 20:27

Os suecos são muito peludos nestas coisas. Lembro-me do famoso caso do Toblerone que fez cair uma ministra que usou o cartão de serviço para umas compritas no aeroporto:
http://en.wikipedia.org/wiki/Mona_Sahlin

Por outro lado, quanto ao T0, estou quase como o Pisca: não se pode comparar porque devem ter sido os suecos que inventaram o sofá-cama. Pelo menos eu vi alguns do séc. XVIII. Frio, a quanto obrigas!
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De Rui Rocha a 26.10.2011 às 20:51

Se continuarmos pelo caminho que temos trilhado, frio é coisa que também não vai faltar por cá, Isabel.
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De IsabelPS a 26.10.2011 às 21:02

Chegue essa boca p'ra lá! Se nos tiram o sol, então...
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De Rui Rocha a 26.10.2011 às 21:05

Depois da carga de água de hoje, aqui por Braga já estou com a água pelo pescoço

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