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Um bolso meio cheio

por Ana Margarida Craveiro, em 24.10.11

Há uma conversa importante a ter sobre quanto ganham os políticos, e que relação deve o salário ter com a economia real. Em Inglaterra, essa conversa surgiu depois dos escândalos com os lagos de patos, cozinhas e casas de campo pagas pelos contribuintes. Em França e outros tantos países europeus, tem havido denúncias semelhantes. Em Portugal, o assunto costuma ser arrumado com a compensação justa por estarem ao serviço do povo, e não a ganhar dinheiro no privado. A crise e o orçamento são a oportunidade de ouro para levantar este assunto.

 

Na Eslováquia, a responsabilidade política passa directamente pelos bolsos dos políticos. Para começo de conversa, o salário dos deputados tem uma relação com o salário médio nacional. O texto que linko abaixo não a refere, mas uma pesquisa rápida diz-me que o salário de um deputado era três vezes superior ao salário médio. Era esta a relação considerada justa e necessária. Depois, com défices acima dos 7%, o parlamento voltou a olhar para a relação salarial, e optou por lhe acrescentar um pozinho: se o défice está acima dos 3%, os seus responsáveis (i.e., os altos funcionários do Estado, incluindo ministros e deputados) têm um corte salarial proporcional. Se o défice melhorar, retomam o salário anterior. Os incentivos para o cumprimento de umas finanças públicas saudáveis não podiam ser maiores...

 

More quirkily, the parliament already passed a law in December that ties salaries of top government officials to the fiscal deficit. Up to now, the salaries of senior public servants – ranging from the president, prime minister, ministers and deputy ministers through parliamentarians to judges and prosecutors, as well as heads of nearly all important public institutions – have been linked solely to the country’s average wage and expressed as its multiple. The new system preserves the link, but adds a catch. If the fiscal deficit is above the EU threshold of 3% of GDP, then the following year salaries of all senior government officials are cut by a percentage that is tied to the size of the deficit. For example, if the deficit is above 7% – as it is in 2010 – then 2011 salaries are going to be cut by 15% compared to where they would be normally. If the budget situation improves, this ‘deficit deduction’ is reduced or eliminated in the following years.

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2 comentários

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De Carlos Cunha a 24.10.2011 às 21:28

o "more quirkily", no início do texto em inglês, diz tudo sobre a prática adoptado pelo governo eslovaco.
porque, se os governantes quiserem, e a isso se sentirem pressionados, fazem o mesmo que os governantes cá do burgo para garantir o défice: cortam salários, aumentam impostos, etc...e aí garantem o cumprimento das metas e asseguram o seu vencimento (mas não ser por muito tempo).
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De Amendes a 24.10.2011 às 22:09

Até no "gamanço" somos modestos...ninharias...


Grecia

1 - Em 1930, um lago secou, mas o Estado Social grego mantem o Instituto para a Protecção do Lago Kopais, que, embora tenha secado em 1930, ainda tem, em 2011, dezenas de funcionários dedicados ha conservação.
2- Na Grécia as filhas dos funcionários têm direito a uma pensão vitalicia, após a morte do pai/mae . Recebem 1.000€ mensais... são 40.000!
3- Num hospital público, existe um jardim com 4 (quatro) arbustos. Ora, para cuidar desses arbustos o hospital contratou 45 ( quarenta e cinco funcionários)
4- Existem 600 (seiscentas) profissões que podem pedir a reforma aos 50 anos (mulheres)... cabeleireiras, apresentadoras de TV, musicos de instrumentos de sopro, etc
5- As Pensões de reforma de 4.500 funcionários, no montante de 16 milhões por ano, continuam a ser depositadas , mesmo depois dos idosos terem morrido...
6- Ha viaturas oficiais que têm 50 condutores. Cada nomeado para um cargo pode requisitar 3/4 condutores... como os despedimentos não são permitidos... os anteriores vão mantendo o salário...
7 - É o país da UE que mais gasta com a defesa ... 3 vezes mais que Portugal.
Etc, Etc

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