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Solidariedades

por Leonor Barros, em 24.10.11

Na sequência da comunicação de ontem de Miguel Macedo, já falada aqui e aqui, hoje foi a vez de Aguiar-Branco acrescentar os seu dois cêntimos. Diz então que, em solidariedade com os seus colegas de negregura, também ele renunciará aos mil euros, ai mil euros, o que eu dava para receber importância igual em 2012 e em 2013, lá quando são Nicolau aparece e os corpos se desnudam, que é como quem diz, no Natal e no Verão. O insólito é esta prova de solidariedade. Pensei que estávamos de tanga e que era esperado que todos fizéssemos sacrifícios e, se assim fosse, Aguiar-Branco e todos os outros não fariam mais do que é que pedido aos portugueses em geral.

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17 comentários

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De Sérgio de Almeida Correia a 24.10.2011 às 15:08

Leonor,

Deve ser só mais um problema de comunicação..., eles já são tantos (em 4 meses apenas).

Depois de se terem esquecido das subvenções vitalícias, esqueceram-se dos subsídios. Só do desgraçado do costume é que eles não se esquecem de "esfolar".
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De Leonor Barros a 24.10.2011 às 15:14

Sim, Sérgio, são sempre os mesmos a ser esfolados. Espero que a comunicação social e a blogosfera contribuam para denunciar todos os casos e responsabilizar o Governo. Os tempos mudaram. É mais difícl calar as pessoas agora.
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De Atento a 24.10.2011 às 15:15

O estranho é que aquando da apresentação do OE2011 ninguém se tenha lembrado de referir os 3 elementos do anterior governo que estavam na mesma situação. Será certamente um erro de comunicação de alguma comunicação social.
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De Leonor Barros a 24.10.2011 às 15:19

O estranho é ao longo destes 30 anos, PS e PSD terem feito o que fizeram ao país. São eles e só eles responsáveis por este estado de coisas. Não há inocentes.
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De Atento a 24.10.2011 às 15:41

Certo, ambos têm culpa. A quota parte é que não é a mesma.
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De Arame Farpado a 24.10.2011 às 16:54

Leonor, perdoar-me-á a acidez da linguagem mas aqueles que nos indignámos devemos estar satisfeitos por, nos blogues e redes sociais termos contribuido não só para fazer política, como justiça.
Apesar de achar bem, não estou satisfeito.

«No entanto, José Cesário decidiu abdicar do subsídio para não introduzir qualquer tipo de ruído na gestão política da secretaria de Estado que tutela”»

Leia-se: Abdicou não porque esteja arrependido, não porque tenha a consciência pesada, não porque de facto é inadmissível receber um subsídio com uma casa "ao lado" da Assembleia da República.

Nada disso.

Abdicou por causa do ruído. Sensibilidade auricular.
Por acaso tenho bastante pena que essa sensibilidade auricular do Sr. secretário de Estado não acompanhe maior sensibilidade no que tem entre os dois ouvidos.
Já agora podia ter vergonha na cara e DEVOLVER o dinheiro que já recebeu.

O Sr. José Cesário terá sido "convidado" a abdicar deste subsídio já que, depois de se ter sabido desta legal roubalheira, e da renúncia à mesma por parte de Miguel Macedo, a margem de manobra do secretário de Estado passou a ser pouca, ou nenhuma.
Não há, aparentemente, consciência própria neste governo. Rectifica-se o que se vai descobrindo e apenas por causa da opinião pública.

Este novo conceito de "consciência externa" é de se lhe tirar o chapéu...
Isto encerra um significado terrível para o Povo Português:
É melhor nem pensar nas roubalheiras que eventualmente pagamos mas que, como não sabemos, não acabam com elas.

O que importa, parece, é mamar caladinhos, para ver se ninguém ouve o ruído e faz barulho!

Cumprimentos.
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De Leonor Barros a 24.10.2011 às 18:01

Tem toda a razão. Como já disse algures é lamentável que estes assuntos tenham de ser levantados pela blogosfera, comunicação social ou redes sociais. O Governo já devia ter acabado com algumas destas mordomias e devia tê-las incluído no orçamento de estado. O mesmo é válido para os ordenados absurdos de alguns funcionários da RTP e da TAP, por exemplo.
Neste caso concreto, parece-me de muito mau gosto que tanto Miguel Macedo como José Cesário, habitando em Lisboa, tivessem usufruído do dito subsídio e que agora ainda argumentem com a legalidade. Como diz, deviam repor o dinheiro. Era o que aconteceria a qualquer um de nós se tivesse recebido indevidamente.
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De Luís Reis Figueira a 24.10.2011 às 22:45

Em minha opinião, Leonor, considero extremamente saudável que sejamos também nós blogosfera , comunicação social e redes sociais - a levantar estas lebres, pois como já hoje escrevi num comentário a um outro post , nós estamos aqui (também) precisamente para isso, para alertar, para reflectir, para "incomodar". E a verdade é que, aos pouquinhos, aos pouquinhos, a "coisa" tem vindo a mexer-se. Só de ontem para hoje, note-se, já foram três os «incomodados» e hão-de ser muitos mais, estou certo. É um "trabalho de sapa", lento e que exige muita paciência, mas havemos de concluir como Galileu: "e pur si muove ". Ai move, move, podem ter a certeza...
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De Leonor Barros a 24.10.2011 às 23:05

É saudável que possamos fazê-lo e que se sinta que a blogosfera tem o poder de agitar as águas e denunciar, Luís, mas não acha que tendo em conta o momento actual, já para nem falar de valores éticos que há muito deviam ter sido tomados em conta, o próprio Governo devia estar mais atento e não ser um foco de ainda maior instabilidade? Eu acho que sim. Tem obrigação de ter passado a pente fino todas as incongruências e de não permitir que uns se sintam filhos e outros enteados.
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De Luís Reis Figueira a 24.10.2011 às 23:52

É evidente que acho, Leonor. Aliás, até vou mais longe: acho que qualquer Governo digno desse nome, (fosse ele qual fosse), deveria abster-se em absoluto de lançar qualquer espécie de labéu sobre os funcionários públicos como este o fez, de uma forma perfeitamente desajustada e injustificada, criando uma enorme (e evitável) cisão entre "públicos e privados". Já aqui falamos disto há poucos dias, como decerto se recorda. Porém, temos de pensar que isto é Portugal e que, (como muitos de nós também já sabíamos), PS e PSD não são, afinal, mais do que as duas faces de uma mesma moeda. Nas últimas três décadas, alternadamente, ambos se têm empenhado a fundo, de uma forma olímpica e sem tréguas num verdadeiro "assalto ao Estado" em todos os seus sectores, que lhes tem enchido os bolsos duma forma escandalosa e esvaziado os nossos de uma maneira despudorada. É por isso que chegamos até aqui.
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De Leonor Barros a 24.10.2011 às 23:59

Estamos de acordo, Luís. Lembro-me da nossa conversa. Acho que é nesta caixa de comentários que refiro a culpa repartida de PS e PSD. Não há qualquer dúvida de que foram eles com a ajuda do CDS que deixaram o país neste estado. E não foi Sócrates sozinho que o fez. Deu uma ajuda, mas são três décadas de se servirem em vez de servirem o Estado.
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De Anónimo a 24.10.2011 às 18:19

O meu respeito por gente assim já não era nenhum, mas depois de os ver, muito ofendidos, dizer que abdicavam do dinheiro só para não terem de levar com a opinião pública (são palavras minhas, mas que me parecem ser, à letra, o significado das explicações), o desprezo aumenta. Ainda por cima, falam de 1000 euros, como se fossem trocos, peanuts.
Eu estou como a Leonor. Quem me dera receber 500 euros por mês, quanto mais mil.
Só para terem uma noção, este ano, a maioria dos meses, não ganhei o suficiente para pagar a SS, que me obrigam a pagar, mesmo que não tenha trabalho. É o milagre dos recibos verdes.
Por isso, ouvir esta gente falar desta forma, só cria revolta.
Ainda por cima, obrigam me a viver com uma marginal, vigarista, ladra, à qual neste último ano, já comeram mais de 600 euros.
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De Leonor Barros a 24.10.2011 às 18:48

A sua indignação é legítima. Para eles 1000 euros são 'peanuts'. O que é muito revoltante é que tenham cortado abonos de família a quem ganha uns míseros 500 euros, ainda na era Sócrates, e os governantes e ex-governantes continuarem a ganhar como se vê. Imoral. Uma total falta de respeito pelo povo que os elegeu, estes e todos os anteriores.
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De Anónimo a 24.10.2011 às 19:27

Leonor, a revolta ainda é maior, quando os ouço cascar no funcionários públicos.
A minha mulher é professora, trabalha mais em casa que na escola, todos os dias lhe pergunto se demora muito a vir para a cama, à uma, duas, três da manhã. E levanta-se todos os dias às sete.
Reuniões constantes, sempre depois do horário e até horas pouco próprias.
Aulas de substituição, sem ganhar mais por isso. Etc, etc, etc
Mas é uma mandriona, na boca do governo. Deste e dos que passaram. E deslocada para fora da área de residência, não tem quaisquer subsídios para casa, carro ou alimentação.
Revolta??? Já não, é ÓDIO.
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De Leonor Barros a 24.10.2011 às 19:56

Eu sou professora. Sei bem o que isso é, mas, sabe, já desisti de falar sobre isso porque sou sistematicamente mal interpretada como se me estivesse a vangloriar ou a vitimizar. É apenas a rotina de um professor que leva a profissão a sério. E, sim, é mesmo muito revoltante cumprir e depois sermos tratados assim. Pior ainda com o argumento de que merecemos. Isso já foi conversa aqui também: http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/3589839.html.
Cumprimentos
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De Carlos Cunha a 24.10.2011 às 21:16

não seja tão rigorosa para com o aguiar tracinho branco.
na página do ministério da defesa, dedicada ao currículo do ministro, ele mostra bem aquilo que está a perder com a sua dedicação ao serviço público (era presidente da mesa da assembleia geral de 7 empresas mais todas as sociedades portuguesas do grupo e.leclerc, para além das suas actividades no seu escritório de advogados).

http://www.mdn.gov.pt/mdn/pt/mdn/mdn/

e depois, era o maior usurpador do subsídio de habitação, porque tem uma residência oficial, como ministro da defesa, que não utiliza porque não quer.
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De Leonor Barros a 24.10.2011 às 22:31

É uma opção dele. Não precisa é destes heroísmos de pacotilha.

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