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Da repartição do esforço

por Teresa Ribeiro, em 21.10.11

Antes de pôr "quem pode" a pagar a educação e a saúde, que tal começar por estabelecer um tecto para as vossas reformazinhas? E já agora deixar de as acumular? Hum? Em tempo de crise, nada como contribuirmos todos com boas ideias e esta, de facto, não podemos esquecer. Pela parte que me toca, vou-me empenhar nisso. É uma promessa.

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13 comentários

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De Joao e. Severino a 21.10.2011 às 13:02

Grande post Teresa. Estes dois nunca mais se divorciam...
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De Teresa Ribeiro a 22.10.2011 às 00:44

São almas gémeas, João. A Maria que se cuide.
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De João Severino a 22.10.2011 às 10:13

Não tem qualquer hipótese. É a canção do Marco Paulo a funcionar... hehehe... bfs
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De Leonor Barros a 21.10.2011 às 13:20

Mas aí ninguém mexe. É escandaloso, ainda mais quando se pedem sacríficios deste calibre.
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De Leonor Barros a 21.10.2011 às 13:22

No tempo da Manuela Ferreira Leite tiveram a lata de não aumentar os funcionários públicos mas no mesmíssimo dia anunciar que iriam aumentar 30% os gestores hospitalares. Só não há dinheiro para alguns. É assim há décadas.
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De Teresa Ribeiro a 21.10.2011 às 13:34

É tudo isso que temos o dever - e sublinho dever - de resgatar, Leonor. Há "munta falta de memória" e isso tem sido um descanso para quem governa.
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De Leonor Barros a 21.10.2011 às 18:55

Tens toda a razão, Teresa. Junto a minha à tua voz :)
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De Carlos Cunha a 21.10.2011 às 13:58

existem aspectos interessantes no que respeita a vencimentos, subsídios e pensões, nesta nossa "realidade".

por exemplo, os trabalhadores do sector público e privado recebem "subsídios" de férias e natal (trabalho no privado e é assim que consta no meu contrato de trabalho).

já os titulares de cargos políticos "percebem" um "vencimento extraordinário":

Estatuto Remuneratório dos Titulares de Cargos Políticos

Artigo 2.º
Vencimentos e remunerações dos titulares de cargos políticos
1 ‐ Os titulares de cargos políticos têm direito ao vencimento mensal, abonos para despesas de
representação, ajudas de custo e demais abonos complementares ou extraordinários previstos
na presente lei.
2 ‐ Os titulares de cargos políticos têm direito a perceber um vencimento extraordinário de
montante igual ao do correspondente vencimento mensal, nos meses de Junho e de
Novembro de cada ano.

no que respeita a pensionistas, existem ou co-existem os pensionistas do regime geral (CNP), do funcionalismo público (CGA) e dos fundos de pensões privados ou autónomos.
sobre estes, a tal retenção dos "subsídios" vai abranger exactamente quem?
no caso do cavaco, por exemplo, esta retenção incide sobre as suas duas pensões, ou a do banco de portugal fica de fora?
não é que aprove a medida, não estou a discutir isso, mas não estou esclarecido sobre o seu alcance.

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De Alexandre carvalho da Silveira a 21.10.2011 às 15:59

Parece que o disparate acentou arraiais nas hostes cavaquistas, com o "chefe" a abrir as hostilidades. Eu pensava, e já o escrevi aqui na blogoesfera, que isto fosse acontecer só lá para a proxima primavera, e que o PR que não morre de amores pelo 1º ministro, lhe ajudasse a calçar os patins, e patrocinar a seguir aquela que é a solução politica preferida dele para resolver os nossos problemas: um governo de salvação nacional apoiado pelo PSD cavaquista, pelo PS de Seguro, e pelo CDS. Com ele a "cortar o toucinho", já se vê.
Ter deixado o Socrates à solta, é uma enorme mancha no 1º mandato do PR. A unica maneira que ele tem de se limpar, e ficar para a historia associado à "salvação da patria" é uma solução deste tipo.
VPV exagera claramente no que escreveu hoje no Publico; se não reelegessemos o Cavaco teriamos a calamidade acrescida de termos o " bardo da Rua da Sofia" (ah! ah! ah!) como PR.
Certos comportamentos de Cavaco no 1º mandato teriam sido muito diferentes, se ele não pensasse na reeleição. Por isso, devemos começar a pensar em mudar os mandatos do PR em Portugal: no lugar de dois com cinco anos cada, apenas um com sete anos, e sem direito a reeleição. A eleição e respectiva reeleição de quatro PRs após o 25/4, são suficientes para percebermos que a regra vigente, não é boa. Esta é a altura ideal para se mudar.
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De Tiro ao Alvo a 21.10.2011 às 18:46

Custa-me ouvir, frequentemente, dizer que A ou B recebe duas reformas, quando isso, muitíssimas vezes, não corresponde à realidade. Eu explico.
Se alguém trabalhar para duas entidades distintas, e cada uma delas estiver sujeita a sistemas diferentes de protecção, na reforma, dos seus colaboradores, é natural que essa pessoa acumule as duas pensões de reforma.
Que essas duas reformas deveriam ser fundidas e transformarem-se numa única reforma, de acordo.
Que há reformas injustas, isso também é certo, assim como há salários injustos, que ninguém pode negar.
Que alguns políticos auferem "reformas" que conseguiram em condições que se não entendem e que, parece-me que não serão aceitáveis, sobretudo enquanto têm muito bom corpo para trabalhar, isso é verdade.
Que alguns privilegiados, tipo Mira Amaral, recebem "reformas" que lhe foram concedidas de forma escandalosa, também concordo.
Mas dizer que o Cavaco, e outros como ele, recebem duas reformas, acho mal, parecendo-me, até, que uma grande parte dessa malta fala por inveja.
Declaração de interesses: Eu não recebo, nem vou receber, duas reformas.
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De Arame Farpado a 21.10.2011 às 19:53

Isto da equidade, se calhar era colocar a pagar a crise quem mais contribuiu para este estado de coisas primeiro, quem mais pode e merece, em segundo e quem menos pode, em terceiro.

Dou exemplos:
Imposto Europeu sobre transacções financeiras

Imposto Português sobre transacções financeiras (ah e tal que já existe - as SGPS têm de pagar)

Acabar com PPP, Fundações e outras confusões.

Não haver reformas superiores a 3000€. Ninguém morre à fome com este dinheiro por mês. A reforma é uma fonte de subsistência. Se não há dinheiro para uns também não pode haver para os outros. Não me venham com a treta dos direitos adquiridos porque hoje em dia todos são ignorados.

Ninguém na Administração Pública pode auferir mais do que o 1º Representante do Estado. (Ok, é o Cavaco, mas é o que temos)

Não dar prémios a gestores de empresas públicas que dão prejuízo! Estão a premiar o quê? Incompetência?

Colocar as empresas públicas a dar lucro ao invés de as vender ao desbarato.

Alguém imagina quantos milhares de milhões de €uros isto representa?

Cumprimentos.
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De Laura Ramos a 22.10.2011 às 00:42

Tens razão, claro. Mas há muito mais com que nos escandalizar. Quanto mais!
Pessoalmente, gostaria (esperava) que CS que tivesse abdicado de alguns proventos. Mas temos de perceber que não é isso que é o mais escandaloso, em termos relativos (e, aliás, democráticos.). O que nos devia tirar do sério são os que embolsam dez vezes mais, dentro do Estado: que os há.
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De Teresa Ribeiro a 22.10.2011 às 00:49

Tudo isso deve ser revisto, Laura. Se antes já era injusto, agora é inadmissível.

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