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Extraordinário discurso

por João Campos, em 20.10.11

... do Adolfo Mesquita Nunes, na Assembleia da República, no encerramento das comemorações do centenário da República. Estás a habituar-nos mal, Adolfo. 

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36 comentários

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De João Carvalho a 20.10.2011 às 21:04

Subscrevo vivamente.
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De jpt a 22.10.2011 às 22:47

Grande, grande e necessário, discurso. Obrigado
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De VSC a 20.10.2011 às 22:05

"A democracia não pode ser a legitimação formal de decisoes estaduais" diz. Concordo totalmente.
Depois há o "acordo ortográfico" - apenas comparável a um decreto de Staline, que é um "facto" parece que não discutível.
Eu sei que são uma maçada, estas pequenas coisas.
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De Adolfo Mesquita Nunes a 21.10.2011 às 10:53

Caro VSC, não é maçada nenhuma e podemos voltar a este assunto tantas vezes quantas quiser. O acordo ortográfico foi assinado pelo Estado Português e como tal foi encarado pelo Governo. Percebo que a sua posição passa pelo rasgar desse acordo - o que compreendo. Mas tal circunstância não contamina tudo quanto dizemos de tal forma que nos desautoriza a falar de tudo o resto.
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De VSC a 23.10.2011 às 18:33

Claro que sim, está tudo bem.
Por vezes esqueço-me que os deputados portugueses são de nomeação e não podem vigiar os governos - onde está quem lhes permitiu ser deputados.
E o acordo não interesssa nada, é uma coisa menoríssima.
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De Pedro Correia a 20.10.2011 às 23:00

Excelente discurso, sem dúvida. O PCP não gostou, manifestando-se ruidosamente, o que constitui uma homenagem suplementar ao que o Adolfo disse.
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De Adolfo Mesquita Nunes a 21.10.2011 às 10:55

Tanto quanto percebi, chamaram-me de velho. E, quando citei Agustina, disseram que eu tinha a idade dela. O PCP a chamar-me de velho. Isso. O PCP...
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De Anónimo Desconhecido a 21.10.2011 às 14:40

Injusto, pois se fosse velho seria deputado da Acção Nacional Popular, a avaliar pelo discurso. Já o Pedro tem esta fixção, deve ter pesadelos em que é perseguido por uma foice e um martelo ao som da Internacional !! eheh...falem do que falarem, ele mete lá o PC, se lhe disserem que caiu muita chuva, ele responde que mais do que isso caiu o PC na Madeira ou coisa que o valha.

Abraço
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De Pedro Correia a 22.10.2011 às 02:39

O PCP cair? Impossível. Pelo simples motivo de que desde 1976 nem sequer concorre às urnas com sigla própria. Foi FEPU, depois APU, agora CDU...
Há 35 anos parado no tempo.
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De Anónimo Desconhecido a 22.10.2011 às 13:04

Eheh, essa sua fobia tolda-lhe o pensamento. Se tem mudado tanto, é sinal que não está parado no tempo, isso é um contrasenso :)
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De Arame Farpado a 20.10.2011 às 23:21

Eu, por acaso, gostava muito que a minha liberdade existisse, independentemente da forma de Governo.
E também penso que um indivíduo sem dinheiro e vergado à vontade do Governo, às suas políticas que derivam de corrupções e de erros de Governos passados tem uma liberdade medonha…

O problema é que se discursa para um lado e age-se para o outro...
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De Adolfo Mesquita Nunes a 21.10.2011 às 10:58

Caro Arame Farpado, a melhor forma, mas essa é apenas a minha opinião, de garantir a nossa liberdade independentemente da nossa forma de governo passa pela redução do papel do Estado.
E tenho de concordar que o cidadão português se encontra hoje sujeito a uma carga fiscal insustentável por muito mais tempo. Mas é preciso perceber porquê. Perceber, por exemplo, mais uma vez isto é apenas a minha opinião, que esta carga fiscal nos foi imposta precisamente em nome de um Estado protector. E o dinheiro, o nosso, chegou ao fim.
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De Arame Farpado a 21.10.2011 às 17:49

"que esta carga fiscal nos foi imposta precisamente em nome de um Estado protector."
Meu caro Adolfo, a falácia consuma-se, ainda que inadvertidamente, na sua frase. A carga fiscal até poderá ser em nome do Estado protector, mas o real motivo pela qual a pediram e pedem é por gestão danosa de dinheiros públicos. O Adolfo atente que o que é insustentável não é o Estado protector. Insustentável é continuar a gastar dinheiro como se o houvesse. Insustentável, na minha opinião, é ter boca de rico e carteira de pobre. Há que escolher melhor onde cortar. E quanto a cortes... Antes de cortar o braço, vejam lá se não rende mais dinheiro vender a faca de ouro que usam para o cortar.
Grande abraço.
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De Adolfo Mesquita Nunes a 21.10.2011 às 20:45

Caro Arame Farpado,
Quando exageradas, não há cargas fiscais virtuosas e menos virtuosas. Mas podemos identificar diferenças nos vários governos que as decretam. Neste caso, neste governo que apoio, identifico um destino muito distinto do destino a que lhe dava o governo socialista: os nossos impostos não servem agora para aeroportos onde não há aviões nem estradas onde não passam carros nem para postos de carregamento de carros eléctricos que não circulam; servem para a consolidação orçamental.
Para quem paga, bem sei, é pouco consolo. E não me passa pela cabeça relativizar esse peso nas famílias. Mas a carga fiscal com o objectivo de consolidação orçamental tem um prazo (e cá estarei para fazer ouvir a minha voz se ela se estender para lá); a casrga fiscal como instrumento de um programa socialista eterniza-se.
Quanto aos cortes, a emergência com que estes ocorrem convoca sempre injustiça. Como disse no discurso, se tivessem sido feitos a tempo, os cortes poderiam ter sido mais selectivos. Bem sei, novamente, que isto não é consolo.
Um abraço e obrigado
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De Arame Farpado a 21.10.2011 às 21:50

Caríssimo Adolfo,
antes de mais gostaria de manifestar o meu reconhecimento por se dar ao trabalho de me responder. Reconheço méritos a este Governo na forma como não desbarata dinheiro, note. Dinheiro precisa-se, sem dúvida.
Já que tenho a sua atenção, e como compreenderá, não é todos os dias que tenho a hipótese de dialogar com um representante eleito do Povo Português, gostaria de lhe colocar uma questão que muito gostaria que me respondesse, da forma tão interessante como até aqui tem feito. Afinal a Esquerda e a Direita, parece, conseguem dialogar mantendo, uns e outros, a compostura.
Esta questão deixo-a, não por dogmatismo, mas por verdadeiramente lhe querer conhecer a opinião, não com o intuito de lhe criticar a resposta, mas de a ter.

Como forma de corte na despesa do Estado, porque não as seguintes medidas?
- Limitação das reformas DE TODOS a €3000.
- Premiar APENAS os gestores públicos de empresas com resultados positivos.
- Limitar os vencimentos na função pública ao salário do P.R (admito que provocasse a fuga dos quadros mais altos para o privado, mas penso que isso também reduziria custos, mormente numa altura em que se fala em despedimentos da f.p., cumprir-se-ia o objectivo.)
- Imposto sobre lucros de transações financeiras (SGPS incluidas)
- Acabar com empresas municipais

Caríssimo, quantos milhões de €uros isto não significaria e COM justiça social?

Obrigado pela disponibilidade.
Grande Abraço.
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De Paulo Sousa a 20.10.2011 às 23:25

As novas gerações de políticos nacionais não têm só nódoas, há também sinais de esperança.
Obrigado AMN (escrever Adolfo é sempre chato...) pela luz ao fundo do túnel que vai deixando se ser um tremulo led e se vai tornando uma garantia de futuro.
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De Adolfo Mesquita Nunes a 21.10.2011 às 10:59

Passei toda a infância a rejeitar este nome, que me vem de família. Mas hoje, muitas horas de reflexão depois, já consigo: Adolfo :)
Obrigado, Paulo.
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De Ivone Mendes da Silva a 20.10.2011 às 23:59

Adolfo, é o que eu já disse: és o nosso orgulho. Foste brilhante no conteúdo e na forma, coisa que já foi mais habitual naquela casa.
Adorei ouvir-te citar Agustina e Herculano. Assim, até a minha alma monárquica gosta de ouvir celebrar a república. :)
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De Adolfo Mesquita Nunes a 21.10.2011 às 11:00

Sou republicano convicto Ivone. Daqueles que nem sequer passa pelo 'what if?..'. Mas Portugal não começou em 1910 - e o nosso melhor esteve quase sempre antes de 1910 :)
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De Laura Ramos a 21.10.2011 às 00:55

Adolfo: não estou nas tuas fileiras mas já és um dos meus 'must'. Como um Cartier: maciço, eficiente, distinto, fiável.
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De M. C. a 21.10.2011 às 01:15

Distinção da Cartier? Nas divulgações classe média, tipo botões de punho? Nãoooo....
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De MC a 22.10.2011 às 04:56

Côrror? Que horror? Não se dê demasiada importância a essas coisas, mas os botões de punho são para o possidoneco. O mesmo se diga dos relógios, a maior parte inusável. É «status» em spray, bom-gosto knorr para funcionáríos de private bank.
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De Laura Ramos a 23.10.2011 às 15:03

Pronto, pronto, MC. Mudemos isso para um samovar do Leitão.
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De Adolfo Mesquita Nunes a 21.10.2011 às 11:02

Obrigado Laura. Esta coisa de ser um cartier é gira. Vou tentar aprofundar :)
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De Laura Ramos a 21.10.2011 às 13:20

Podes pegar num isqueiro e ao fim de uma vida percebes logo os atributos ;))
Estava a brincar... variações em torno do "Must", key-word trazida para a publicidade pela Maison C.
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De José Maria Gui Pimentel a 21.10.2011 às 08:11

Boa surpresa, não sabia que ainda se falava destas coisas (liberdade) na AR! Parabéns.
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De Adolfo Mesquita Nunes a 21.10.2011 às 11:03

Falar não é mau, náo. E ajuda. Mas o importante é mesmo conseguir fazer :)
Um abraço!
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De Adolfo Mesquita Nunes a 21.10.2011 às 11:03

Muito obrigado pah!
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De José António Abreu a 21.10.2011 às 11:52

Excelente discurso, de facto. Concordo com tudo. Permite-me um conselho (é gratuito e facilmente descartável): devias procurar falar um bocadinho mais pausadamente para conferires peso às palavras e dares tempo às pessoas para processarem o conteúdo. É um dos grandes trunfos do Obama - pode estar a dizer barbaridades mas parece impossível discordar. :)
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De Adolfo Mesquita Nunes a 21.10.2011 às 13:03

Tens toda a razão. Imensa gente me diz isso. Mas da mesma maneira que sou obsessivamente pontual, sou obsessivo com o respeito dos tempos - e a verdade é que acabo sempre por querer incluir mais ideias do que aquelas que cabem no tempo que tenho e vejo-me na necessidade de começar a correr para não ter que dizer o 'termino já, senhora presidente'.

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