Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Amor de pai

por Rui Rocha, em 19.10.11

 

O Presidente Cavaco Pai do Monstro Silva não podia ficar calado perante o ataque à criatura. Por isso, saca da espada e vem a terreiro afirmar que o corte dos subsídios é a violação de um princípio de equidade fiscal. Pois muito bem. O que propõe S/ Excelência em alternativa? O despedimento valha-nos Deus nem pensar nisso de 100 mil dos seus filhos? Ou o aumento da carga fiscal que incide sobre toda a população para suportar um custo que o Estado não pode pagar? Claro, seria sempre esta última, não é... Sim, porque fazer os filhos é fácil. O que é difícil é criá-los e sustentá-los. E nada melhor do que o dinheiro de terceiros para lhes prover ao sustento. Ora tem S/ Excelência bom caminho para dar voz à sua indignação. Um dia destes vem por aí Greve Geral. Piquete à porta da Presidência e desfile de braço dado na Avenida com o Carvalho de um lado e o Proença do outro. Com uma vantagem. Atendendo ao extraordinário contributo que Cavaco Silva tem dado ao país no exercício de funções de Presidente da República não vai passar pela cabeça de ninguém fixar serviços mínimos para o Palácio de Belém. Bem abaixo dos mínimos tem andado a coisa mesmo sem pré-aviso de greve.

Autoria e outros dados (tags, etc)


41 comentários

Sem imagem de perfil

De lucklucky a 19.10.2011 às 12:24

O corte de despesa para o Presidente Cavaco é aumentar os impostos para manter a despesa.


A definição de equidade dele também é muito curiosa. Desde os anos 90 que os impostos vêm a ser aumentados para pagar aumentos de salários na função publica, mais contratações e mais promoções. Só assim é que a Dívida Publica se manteve nos 60% de 1985 a 2005.
Aliás em 1995 adivinhe-se ano de eleições legislativas a Dívida Publica subiu acima de 60% e depois desceu a seguir imagine-se a razão...

E se quer equidade fiscal em vez de desvirtuar o conceito que tal falarmos de flat rate?
Sem imagem de perfil

De João Teago Figueiredo a 19.10.2011 às 12:37

«Ou o aumento da carga fiscal que incide sobre toda a população para suportar um custo que o Estado não pode pagar?». esta frase é todo um programa.

cmpts,
jtf
Sem imagem de perfil

De João Teago Figueiredo a 19.10.2011 às 14:23

começo por agradecer-lhe os links. lerei com a atenção possível. aproveito para sublinhar que, pelos vistos, a minha observação foi corroborada; o que já é uma vitória.

o meu programa é desavergonhadamente mais utópico e distante do que o seu. mas as «massas» - expressão esquerdalha - organizam-se, as «massas» vão-se organizando.

um abraço,
jtf
Imagem de perfil

De Rui Rocha a 19.10.2011 às 15:24

A organização será o fim desse programa, caro JTF. Como bem sabe.

Um abraço.
Sem imagem de perfil

De João Teago Figueiredo a 19.10.2011 às 15:28

olhe que não, olhe que não.

um abraço,
jtf
Sem imagem de perfil

De Javali a 19.10.2011 às 14:23

E discordar dela é outro programa. Pior, por sinal.
Sem imagem de perfil

De João Teago Figueiredo a 19.10.2011 às 14:28

caro javali, nunca disse o contrário.
Sem imagem de perfil

De João Teago Figueiredo a 19.10.2011 às 15:38

calma, «nunca disse o contrário», excluindo a parte do «pior», claro :)

um abraço,
jtf
Imagem de perfil

De Rui Rocha a 19.10.2011 às 16:24

E eu a pensar que tinha visto a luz
Imagem de perfil

De J.M. Coutinho Ribeiro a 19.10.2011 às 12:53

O mais incensado dos políticos portugueses já ganhou o direito a uma pequena nota de pé-de-página na história de Portugal. E nada mais do que isso. Se não estou em erro, ouvi-o em directo na última campanha eleitoral para as presidenciais a dizer que tinha a solução para o problema português. Pois, bem: está na hora de dizer qual é. Quanto ao mais: não digo o que digo de CS só porque neste momento é o PSD quem governa. Já o dizia antes, no tempo de Sócrates. O supra-sumo transformou-se num simples marcador de eleições.
Imagem de perfil

De Rui Rocha a 19.10.2011 às 13:06

Sim, Joaquim. E é também verdade que a sua posição não mudou.
Sem imagem de perfil

De Utópico a 19.10.2011 às 13:07

o homem que NUNCA se engana

http://utopiarealista.blogspot.com/2011/10/entao-xo-presidente.html
Imagem de perfil

De Rui Rocha a 19.10.2011 às 13:08

E agora já nem sequer tem dúvidas.
Sem imagem de perfil

De Javali a 19.10.2011 às 14:25

Está nos livros. Temos que seguir os livros. Os livros. Os livros.
Imagem de perfil

De Rui Rocha a 19.10.2011 às 15:32

Certos livros, entenda-se.
Sem imagem de perfil

De AMendes a 19.10.2011 às 16:29

Ha algo de estranho na politica caseira:

- "O PCP... ainda....não exigiu a queda do governo"
Sem imagem de perfil

De singularis alentejanus a 19.10.2011 às 17:27

Caro AMendes, no meio desta taciturnês, só você me faz rir. A bandeiras despregadas.
Imagem de perfil

De Rui Rocha a 19.10.2011 às 17:55

Espero, caro Singularis, que tenha procedido ao pagamento do impostozinho devido por despregar a bandeira.
Sem imagem de perfil

De singularis alentejanus a 19.10.2011 às 21:59

Pronto, já uma pessoa não pode cometer uma gaffe e reparam logo. Retiro o despregadas e coloco o desbragadas.
Mas o riso era mesmo muito.
Imagem de perfil

De Rui Rocha a 19.10.2011 às 22:09

Pois, pois. Mas o desbragadas paga taxinha agravada.
Imagem de perfil

De Rui Rocha a 19.10.2011 às 17:55

Com os resultados que teve nas últimas sondagens?
Sem imagem de perfil

De Pedro a 19.10.2011 às 18:28

Meus caros, os funcionários públicos têm pai e mãe, que não são certamente o presidente Cavaco e mulher. Foram contratados, mal ou bem, para uma função, contrataram com o Estado, de boa fé. Funcionário públicos não são o Estado, uma entidade abstracta, são pessoas que, como qualquer outra, têm de sobreviver, pagar casa e alimentação para os próprios e os filhos e que, surpresa, até pagam impostos. Então, é assim: Se partirmos do princípio que eles são os culpados da crise, então, devemos exigir que eles paguem a TOTALIDADE dos impostos. Não é? Se, pelo contrário, considerarmos que eles são tão vitimas como qualquer um, não vejo porque terão de ser mais sacrificados do que os outros.
Conclusão: o Cavaco será o pai do Monstro, mas espero que não pensem que o Monstro não sejam conhecidos ou familiares vossos funcionários públicos.
Sem imagem de perfil

De lucklucky a 19.10.2011 às 20:08

Devem ser despedidos então?
Quase 20% do que gasta o Estado é pedido emprestado.

Certamente seria menos mau se se definisse o Estado de acordo com o que se pode gastar e depois se cortasse.
Agora tente colocar isso em prática.
Sem imagem de perfil

De Pedro a 19.10.2011 às 21:57

Dás como absolutamente certo que a alternativa é despedi-los. Acontece que o Orçamento do Estado não é a Biblia, nem o Vitor Gaspar um profeta. Estás por isso à vontade para discutir o que diz o ministro e para só aceitares que é essa a alternativa, se não pensares tu noutra. Essa de a alternativa ser o despedimento dos funcioários públicos é a repetição do que já ouviste mil vezes e que nem te dás ao trabalho de questionar, provavelmente porque dá muito trabalho. Eu não sei se não serás tão culpado da crise como um qualquer funcionário público. Todos os portugueses beneficiaram das causas da crise, contribuindo uns mais directamente para a dívida privada, outros para a pública. Trabalhas? És assalariado na privada? Então prepara-te que o teu patrão tem alguma coisa preparada para ti, e por isso não cuspas para o ar. Depois vem dizer que a alternativa é despedir-te.
A minha solução é que todos os portugueses devem contribuir por igual, de acordo com os rendimentos de cada um, através dos impostos. Esta é a minha opinião, discutivel como qualquer outra. O que não aceito, e isso não discuto, é que se tratem os funcionários públicos como leprosos, pior, como filhos da puta, como faz o autor do post.
Imagem de perfil

De Leonor Barros a 19.10.2011 às 22:07

Tratar os funcionários públicos como FdP está na ordem do dia. É fácil arranjar um bode expiatório. Não há paciência.
Imagem de perfil

De Rui Rocha a 19.10.2011 às 22:29

De facto, não há. Previsão de 13,4% de desemprego para 2012 (770.00 desempregados, a correr bem), redução dos prazos de atribuição do subsídio de desemprego e perspectiva de emigração maciça, isso sim são boas notícias para os contemplados. Bodes, esses? Não. Cordeiros. Em fila, para o sacrifício.
Imagem de perfil

De Leonor Barros a 19.10.2011 às 23:15

Estamos todos no mesmo barco. Não há inocentes nem ninguém está a salvo. Recuso-me é a ver o mundo a preto e branco, isso sim. Já o disse várias vezes. De repente só há dois pólos: de um lado os zelosos cumpridores, carneiros para a matança, os trabalhadores do privado, do outro os funcionários públicos prontos para a chacina, essa cambada que tens brindado com sucessivos posts como tem sido visível aqui. Já chega, não?
Imagem de perfil

De Rui Rocha a 19.10.2011 às 23:20

É preciso então não se julgar dono do arco-íris quando se tem uma visão monocromática.
Imagem de perfil

De Rui Rocha a 19.10.2011 às 22:19

Não há paciência. Ninguém insultou os funcionários públicos. O que já ninguém atura é tanta auto-comiseração quando existem 700.000 desempregados e vão mais 70.000 a caminho. A maioria são trabalhadores do sector privado. Por essa lógica, esses são filhos de quem?
Sem imagem de perfil

De Pedro a 19.10.2011 às 23:07

Portanto, o Rui Rocha não tem nada contra os bastardos, apenas agradece que chiem mais baixinho, que lhe dói a cabeça e já não tem pachorra para os ouvir. O pai deles que os ature, se quiser. ;)
Rui Rocha, cada um é que sabe onde é que lhe dói. E agora vou pregar para outra freguesia antes que o Rui Rocha fique mais enfadado com a "auto-comiseração".
Imagem de perfil

De Rui Rocha a 19.10.2011 às 23:21

O Pedro continua com necessidade de me imputar insultos à função pública. Evoluiu de filhos da puta para bastardos. Isso chama-se auto-comiseração (se é funcionário público ou comiseração, se não for). É evidente que cada um chia de acordo com a dor que sente e que o direito à indignação deve ser exercido nessa medida. Não é isso que está em causa. O que se passa é que Cavaco Silva e o Pedro querem substituir a suspensão dos subsídios que consta do OE por mais impostos. E isso não me parece aceitável. Por várias razões que fui escrevendo aqui ao longo dos últimos dias. Tenho tanto direito a manifestar a minha opinião, como o Pedro a defender a sua. O que não sou obrigado a aceitar é que por esse facto me acusem de insultar seja quem for. E tenho ainda o direito de comentar, ainda sem insultar ninguém, que os que clamam estar a ser injustiçados não tenham uma palavra para quem está e vai ficar bem pior. Quanto ao mais, desejo-lhe boa viagem.
Sem imagem de perfil

De Pedro a 19.10.2011 às 23:44

Perdi o comboio, afinal ainda cá venho. Diz que as crias não têm uma palavra para com os privados? Não sei. Sei de algumas que até conseguiram acasalar com privados. Eu sei que é extraordinário, mas o João Zilhão também não descobriu que um espécime de homo neendarthalensis se cruzou com um homo sapiens?

(pronto, a gente tem de se rir um bocado, que há-de a gente fazer)
Imagem de perfil

De Rui Rocha a 19.10.2011 às 23:49

Ai que riso.
Sem imagem de perfil

De AMendes a 19.10.2011 às 18:44

A crise e o Amor de Pai...

Diálogo super-rápido:

- Pai estou a considerar a hipótese de fazer carreira no crime organizado.

- No Governo ou no sector privado?

Quem adivinhar qual foi a opção... habilta-se a fazer parte da quadriha! TM 91 91 91 91 ( á prova de escuta )

Imagem de perfil

De Rui Rocha a 19.10.2011 às 22:21

Que pergunta difícil, Amendes. Neste momento, há filas de funcionários públicos a abndonarem o sector público para trabalharem no privado. E outras tantas de funcionários públicos que se vão dedicar ao empreendedorismo.
Sem imagem de perfil

De Beirão a 19.10.2011 às 19:05

Também ouvi essa atoarda de Cavaco e, confesso, fiquei banzado, ou, dizendo melhor, até porque foi nele que votei e de que já estou arrependido, fiquei indignado.
Onde queria o Senhor Silva (parafraseando O Senhor Jardim da Madeira) que este governo fosse buscar a massa para poder cumprir o Memorando imposto pela troika e aceite pelo PS e partidos da coligação deste governo?
Violação dos princípios de equidade é os trabalhadores do 'privado' serem despedidos a torto e direito, tantas vezes injustamente , e os funcionários públicos terem emprego e regalias para toda a vida (tantos deles sem fazerem a ponta dum corno, ou a brincarem aos jogos de computador ou, mesmo, a verem, à sorrelfa, sites eróticos ou pornografia para matar o tempo).
Ou quereria o Senhor Cavaco que o governo - que não tem outra saída - mandasse para o olho da rua 100 a 120 mil funcionários públicos de uma assentada?
Ou, se o Senhor Presidente tem outra alternativa , então diga lá ao país onde, a que mercados financeiros vai o governo, este ou outro qualquer , buscar os milhares de milhões de euros que precisa para pagar vencimentos e pensões e, claro, pôr o país a funcionar? E a que taxa de juros?
Mas, afinal, não foi Cavaco Silva, no tempo em que foi primeiro-ministro, que fez crescer o tal 'Monstro', de que ele depois veio a falar, fazendo engordar a administração pública em muitos milhares de funcionários públicos que faziam/fazem tanta falta ao Estado como uma viola num enterro?
Por que não manda Cavaco Silva, como Presidente, averiguar junto da PGR , como foi possível que Portugal chegasse a esta trágica situação de bancarrota, e serem levados à justiça os responsáveis (os socialistas que nos últimos anos irresponsavelmente estiveram no poder) pela gestão danosa da coisa pública?
Uma bela oportunidade perdida por Cavaco Silva para ficar de boquinha fechada.
Imagem de perfil

De Rui Rocha a 19.10.2011 às 22:22

E teve tantas oportunidades para falar.

Comentar post



O nosso livro


Apoie este livro.



Links

Blogue da Semana

  •  
  • Afinidades

  •  
  • Lá fora cá dentro

  •  
  • Mais ligações

  •  
  • Informações úteis


    Arquivo

    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2016
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2015
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2014
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2013
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2012
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2011
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2010
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2009
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D