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Servidão Humana

por Laura Ramos, em 18.10.11

 

Hoje é o  Dia Europeu contra o Tráfico de Seres Humanos.

Falamos da sujeição de pessoas a múltiplas formas de coacção -  como a ameaça, a força, o rapto, a fraude e o abuso de autoridade -  perpetrada sobre homens, mulheres e crianças abandonados à exploração sexual, aos trabalhos forçados, à remoção de órgãos, à escravatura.

 

Por isso mesmo, hoje não é mais um dia internacional.

Em tempos de globalização, estejam atentos, porque às vezes os sinais não estão longe e moram ao pé de nós, ingénuos distraídos.

 

Assisti e gostei: nesta data, dezasseis organizações assumem publicamente um compromisso de entendimento para a troca de dados e informações sobre vítimas e traficantes de pessoas humanas. Entre outras, representantes máximos de todos os órgãos de polícia criminal (PJ, SEF, GNR e PSP) assim como várias instituições e entidades públicas e não-governamentais como o Centro de Acolhimento e Protecção a vítimas de Tráfico de Seres Humanos e seus Filhos Menores; o ACIDI - Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural; a APAV - Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, o SJR - Serviço Jesuíta para os Refugiados, a UMAR- União Mulheres Alternativa e Resposta e a Agência Piaget para o Desenvolvimento.

 

É a única maneira que nos resta e a única arma de combate ao nosso alcance: unir forças contra a servidão humana em pleno século XXI.

Abram a pestana.

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11 comentários

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De otília gradim a 18.10.2011 às 15:13

Este é um combate duro e com meios desiguais.
A consciencialização da sociedade para o trafico de Seres Humanos é importante e pode ajudar na sua sinalização.
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De Laura Ramos a 18.10.2011 às 22:44

Armas desiguais, sem dúvida alguma. Mas acredito que se todos tivessemos um estado de consciência permanente sobre esta realidade reconheceríamos sem custo os sinais de alerta é seríamos uma das 'molas' mais importantes nesta pequena-grande guerra civil.
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De João Severino a 18.10.2011 às 17:35

Excelente post, Laura. No jornal que foi meu é publicado um trabalho interessante que gostava que lesse. Bj
http://hojemacau.com.mo/
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De Laura Ramos a 18.10.2011 às 23:17

Li, João, e os dados na RAEM são eloquentes: basta fazer a proporcionalidade.
As cifras sobre desaparecidos em que tropeçamos volta e meia nos jornais deveriam ter como subtítulo recorrente e obrigatório: "atenção, este pode ser uma caso de tráfico de seres humanos"... Digo eu, que acredito piamente que se 'abrirmos a pestana' - sem histerias, aliás sempre desaconselháveis nesta matéria-, conseguiríamos combater de alguma forma essa coisa, numa espécie de ombro a ombro civil.
(gostei de saber que andou por Macau: muito bem. Eu andei também, sim senhor, e antes de si! Na década de 40 e por uns bons anos (2 comissões). ... Mas ainda nos impossíveis da massa, através dos meus avós e da minha mãe, ainda criança :))) As recordações e a cultura vieram-me cá todas parar por osmose, é bom de ver. Obrigada pelo link).
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De João Severino a 19.10.2011 às 09:35

Pensei que a Laura estivesse louca... andar por Macau nos anos 40 teria agora a jovem Laura uns 80... hum... não podia ser. Depois é que vi o pormenor de ter sido em criança.
Quando disse "muito bem", infelizmente, Macau para mim, muito mal. A vida foi ingrata, mas isso é outra história que lhe contarei um dia, já que na sua condição de jurista vai gostar de saber. Abraço.
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De Laura Ramos a 19.10.2011 às 11:56

Não, João, nunca lá fui, hélas! "Estive", mas como lhe disse, nos "impossíveis da massa": isto é, biologicamente falando, estiveram lá de passagem apenas os meus genes, os que me produziram, e me fizeram cheia de marcas de cultura asiática ;)) Ou asiático-colonial...
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De João Severino a 19.10.2011 às 12:04

Ah!... Como diria o Vasco Santana: en-ten-di-te!

asiático-colonial? Na minha óptica o colonialista foi a China...
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De Laura Ramos a 19.10.2011 às 15:09

Sem a menor dúvida. Portugal foi sempre péssimo a colonizar... e eu por acaso gosto disso. Já a descolonizar é um ás do pedal (depois de preservar os pertences de alguns, poucos, decisores).
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De João Severino a 19.10.2011 às 15:39

Nem mais, Laura. O Otelo até ficou com uma empresa em Luanda...
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De Rui Rocha a 18.10.2011 às 18:58

Excelente alerta, Laura.
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De Laura Ramos a 18.10.2011 às 23:20

Deste lado, a coisa resume-se a isso, Rui: aprender a ver.

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