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Se não for pedir muito

por Leonor Barros, em 16.10.11

E já agora, para o bem de todos, agradecia que dessem um jeitinho aqui também: "Hoje há vários jornalistas e dirigentes – da área de informação, dos canais e antenas e dos centros regionais – que auferem mais do que o Chefe de Estado. Na informação da RTP, há vencimentos superiores a 10 mil, 13 mil e 14 mil euros, e muitos outros acima dos 6000 euros."

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15 comentários

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De João Carvalho a 16.10.2011 às 16:44

Muito bem assinalado, Leonor. Trata-se de um escândalo que vem de longe e que nos põe, contribuintes, a pagar duas vezes a políticos em exercício: uma pelos cargos e outra pelas avenças na RTP.
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De Leonor Barros a 16.10.2011 às 16:48

Vem de longe e continua. Anúncios de que se está a pensar em acabar com isto não chegam. Isto é uma afronta e uma ofensa a todos nós, João. Tenham-nos no lugar e acabem com isto. Depois de acabarem com estas e outras aberrações podem pedir sacrifícios mas primeiro provem que fizeram tudo. Não é o que acontece e pouco me interessa que venham com a conversa de que isto é irrelevante para um orçamento. Pode até ser mas moralizem primeiro.
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De Pedro Correia a 16.10.2011 às 16:51

Nada é irrelevante para um orçamento, nomeadamente ao nível da moralização do sector empresarial do estado. Nada mesmo.
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De Leonor Barros a 16.10.2011 às 16:56

É o que eu acho mas de economia percebo zero. Percebo o suficiente para gerir o meu dinheiro.
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De Pedro Correia a 16.10.2011 às 17:04

A questão é mesmo essa, Leonor: o nosso dinheiro. Os excessos gritantes no sector empresarial do Estado acabam por ser pagos pelo nosso dinheiro - e isso é que é intolerável, sobretudo numa altura destas. Deve ser estabelecido um tecto salarial para os gestores públicos com base no salário do Presidente da República. Isto é válido para membros dos conselhos de administração e cargos directivos e chefias intermédias. Nem é aceitável que os órgãos sociais das empresas públicas tenham o número médio actual de titulares remunerados: devem ser circunscritos aos patamares mínimos definidos por lei. E o mesmo se aplica aos prémios e regalias inerentes a essas funções.
Isto são exigências de cidadania. Precisamente em nome do nosso dinheiro.
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De Leonor Barros a 16.10.2011 às 17:09

E isso é para ser feito já? Está contemplado no próximo OE? É que a par destas medidas draconianas seria do mais elementar bom senso, é que já nem falo de nada mais, que assim fosse. O povo precisa de saber que não é sempre o mesmo a pagar.
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De Leonor Barros a 16.10.2011 às 16:49

E quem diz a RTP diz a TAP e outras que tais.
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De Pedro Correia a 16.10.2011 às 16:50

Ver a RTP praticar os 'cachets' que vigoram em canais privados ou até mais que isso já seria, em qualquer outro contexto, algo que suscitaria indignação. Mas neste contexto indigna ainda mais. Fizeste bem em trazer aqui esse caso, tal como os outros mencionados um pouco mais abaixo.
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De Leonor Barros a 16.10.2011 às 16:55

Pois, Pedro, mas tal como anunciaram sem apelo nem agravo o corte total dos subsídios, deviam antes fazer uma razia neste tipo de coisas. É claro que se fizeram a média dos ordenados da função pública com estes insultos, ela irá subir. Não há qualquer dúvida. A minha pergunta é: num país como Portugal e com o serviço que prestam estes ordenados justificam-se? Ganham mais que o Presidente da República? Não pode haver tolerância nem compaixão com isto. Tomem uma atitude já.
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De Rui Rocha a 16.10.2011 às 16:53

Não é pedir muito. É pedir o mais elementar sentido da realidade, Leonor.
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De Leonor Barros a 16.10.2011 às 17:01

Que não é de agora, Rui. Nunca estivemos em situação para pagar isto, acho eu. Como na TAP. Não é fácil de entender que tenham prejuízo. Não souberam inovar e acompanhar a tendência low cost, continuam nos píncaros como se fossem os maiores, cheios de uma arrogância que não entendo. É claro que se tiver uma companhia que não a TAP e que me leve ao destino que quero por uma preço inferior, mas sem a sandocha lusa, é que nem penso duas vezes. Ainda por cima sempre que voei com a TAP atrasaram-se imenso, o que é um factor determinante. Por que razão hei-de voar com eles? Por nenhuma, claro.
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De Rui Rocha a 16.10.2011 às 17:28

Leonor, exactamente como eu. Tenho tido férias que nunca seriam possíveis se não tivesse uma companhia low cost a operar no Porto para dezenas de destinos. Na TAP, voo em trabalho. Invariavelmente, chego atrasado. Da última vez, para Londres, foram só três horas.
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De Leonor Barros a 16.10.2011 às 17:37

E nem sabes a inveja que te tenho nesse aspecto :) A última vez que voei com a TAP foi há quatro anos para Praga. Atrasou-se à partida daqui e deixou-nos cinco horas no aeroporto de Praga sem qualquer informação. Foi a última vez. Se não houvesse outras companhias não teria conseguido sair daqui no que diz respeito aos preços. Pelo que li por aí, querem transformar o Terminal 2 aqui em Lisboa para voos low cost, mas não se entendem. A TAP tem medo da concorrência obviamente. Não querem perder o tacho. Numa altura destas tudo o que possa movimentar dinheiro e gente é bem-vindo mas não é assim para todos neste país. E depois admiram-se.
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De Luís Reis Figueira a 16.10.2011 às 18:11

Exactamente! E depois toca a cortar a 100% durante dois anos nos "chorudos" subsídios dos funcionários públicos, pensionistas e áreas adjacentes que são uns "autênticos nababos" desde que ganhem acima de 1000 € e só "meios nababos" se ganharem entre 485 e 1000 €, não é assim? Só os indigentes e os pé-descalço ficam a salvo deste autêntico «assalto à mão armada», com o qual ninguém se pode nem deve conformar. Indignemo-nos, pois, com todas as nossas forças e não permitamos mais que continuem a tratar-nos como uns imbecis. É mais do que tempo de dizer «basta»!
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De Leonor Barros a 16.10.2011 às 18:17

É impressionante mesmo, Luís, mas quanto a isso já discuti amplamente num post meu lá em baixo. Não me conformo nem aceito. Já estava à espera que houvesse um corte como o de este ano, mas zero? Enquanto isso, é o que se vê. Há áreas onde as coisas levam tempo mas para nos cortarem foram rápidos a carregar no gatilho. Digamos "Basta!", sim.

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