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Parece-me uma boa ideia, mas...

por Carlos Barbosa de Oliveira, em 12.01.09

A avaliar pelo número de beatas que se vêem nas ruas de Lisboa, é bem provável que  uma parte do surto de gripe que entupiu os hospitais se deva à fundamentalista lei anti-tabágica que obriga os portugueses a fumar na rua. Se o governo fizesse contas, já teria descoberto que a Lei só dá prejuízo. Arrecada menos impostos e gasta mais em despesas de saúde.
As elevadíssimas temperaturas que se fazem sentir em alguns espaços públicos, como centros comerciais, restaurantes e cinemas, também dá uma preciosa ajuda ao vírus da gripe.

É por isso que não percebo a razão de o o governo continuar a adiar a publicação de uma lei que estabeleça valores mínimos (no Verão) e máximos (no Inverno) para a temperatura dentro dos edifícios, como já se faz em alguns países. Afinal, trata-se de uma questão de saúde pública e de poupança de energia, como já escrevi aqui
 

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13 comentários

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De João Carvalho a 12.01.2009 às 11:32

Estou a ver. Trata-se, portanto, de legislação sobre poupança pública. Certo. Constâncio estará vocacionado para regular os ares-condicionados?...
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De Carlos Barbosa de Oliveira a 12.01.2009 às 11:44

Vade Retro, João! Não faltarão entidades melhor vocacionadas para o efeito, como é o caso da ASAE. Já que tem as costas largas...
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De João Carvalho a 12.01.2009 às 12:00

Talvez, Carlos, mas eu explico a minha ideia: trata-se de regular e não de fechar os ares-condicionados...
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De Nelson Gonçalves a 12.01.2009 às 11:37

"Afinal, trata-se de uma questão de saúde pública e de poupança de energia, como já escrevi aqui"

Se o objectivo é a saúde pública, então deve-se proibir o tabaco. E proibir andar vestido de forma inapropriada para a estação. E proibir o sal nos alimentos (este já andam a tentar). E proibir cinturas demasiado largas (como já se faz no Japão). E proibir ficar doente. E proibir....
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De Carlos Barbosa de Oliveira a 12.01.2009 às 11:51

Eu sou do tempo do "É proibido proibir", Nelson! Sou contra a uniformização de comportamentos ou padronização do tamanho das cenouras, curvaturas dos pepinos e todas essas coisas disparatadas "made in UE".
Acontece, porém, que o pretexto invocado para proibir o tabaco aplica-se igualmente à situação que descrevo. Já tive de sair de uma sala de cinema por não suportar o frio do ar condicionado, numa tarde em que cá fora estavam mais de 30 graus e fui obrigado a trabalhar num gabinete com duas jovens que, no Inverno, regulavam o ar condicionado para os 35 graus.
Ora, se invocam que a Lei anti-tabágica pretende defender os interesses dos não fumadores, parece-me que haverá que defender outros interesses, de outros consumidores, relacionado com a saúde pública. Não sei se me fiz entender...
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De Nelson Gonçalves a 12.01.2009 às 13:44

"Ora, se invocam que a Lei antitabágica pretende defender os interesses dos não fumadores, parece-me que haverá que defender outros interesses, de outros consumidores, relacionado com a saúde pública. Não sei se me fiz entender..."

Claro que sim, percebi aonde queria chegar. Mas espero que também tenha percebido o meu ponto: é tudo uma questão de bom senso. Como é que você pretende legislar sobre o bom senso, sem violar regras básicas de respeito pelas pessoas ? Porque se é para defender a saúde pública, os mesmos argumentos podem ser utilizados para proibir o sal, obrigar ao exercício físico, etc... Em Inglaterra fala-se de proibir televisões de plasma porque consomem muito mais. E alguém quantificou o custo em CO2 de uma pesquisa do google , argumentando em seguida que deveria ser restringido o acesso à net . O caminho por onde quer ir é muito escorregadio.
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De Luís Lavoura a 12.01.2009 às 16:31

Quer dizer, o CBO queixa-se do ar condicionado no cinema e do calor que o obrigavam a suportar no seu gabinete de trabalho, mas acha tolerável que se fume no interior dos edifícios de trabalho?

Acha que "é proibido proibir", mas também considera que o Estado deveria impôr limites às temperaturas nos edifícios?

Bolas, CBO, Você é um poço de contradições...
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De Carlos Barbosa de Oliveira a 12.01.2009 às 16:44

Importa-se de me dizer, em que parte do post é que eu digo que é tolerável que se fume no interior dos edifícios de trabalho?
AH, LL, você é um poço de incompreensões...
Claro que, por razões de coerência, deveria impôr limite às temperaturas no interior do edifícios públicos. Ou será que só os fundamentalistas anti-tabágicos é que têm direito a ser defendidos?
E já agora, para que conste, vou desludi-lo... Sabe que não sou fumador? Ou melhor.,.. fumo umas cigarrilhazitas no final de refeições com amigos.
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De Pedro Oliveira a 12.01.2009 às 11:41

Talvez uma massiva campanha de vacinação contra a gripe também desse uma ajuda.
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De Carlos Barbosa de Oliveira a 12.01.2009 às 11:53

Não sei se essa é a solução, Pedro. Já ouvi médicos a aconselharem algumas pessoas para não se vacinarem contra a gripe...
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De Tarzan a 12.01.2009 às 12:28

É! Ponha-se com ideias e ainda temos os Governos a estabelecerem temperaturas máximas e mínimas em nossa casa. Ou isso não é saúde pública?
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De Rui a 12.01.2009 às 13:10

já existe legislação que incide sobre o desempenho energético dos edifícios, nomeadamente sobre aspectos ligados à climatização, restringindo o consumo energético dos mesmos. Os valores da temperatura interior são indicativos. O legislador deixou, e bem, ao bom senso dos proprietários essa escolha.
Dito isto, não deixo de concordar consigo quando fala nos excessivos valores utilizados habitualmente nos edifícios mencionados. Valores entre 18 e 20º C seriam perfeitamente suficientes.
cpts
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De Luís Lavoura a 12.01.2009 às 16:26

A lei não obriga ninguém a fumar na rua. As pessoas podem deixar de fumar, ou então só o fazerem ocasionalmente, por exemplo em casa. Absolutamente ninguém é obrigado a ir fumar para a rua. Eu, por exemplo, estou aqui calmamente no meu gabinete de trabalho, e ninguém me vem cá obrigar a ir para a rua fumar.

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