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Como foi que uma coisa destas aconteceu ao PSD?

por Jorge Assunção, em 16.03.09

 

Pergunta o Pedro Magalhães no Margens de Erro.

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22 comentários

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De Carlos Santos a 16.03.2009 às 18:24

Jorge,

Pessoalmente eu penso que há uma semelhança estrutural entre o que tem sido ao eleitorado do PSD e ao do GOP. Isto é uma tese em que ando a trabalhar há algum tempo:
- o eleitorado do GOP arrisca-se, de acordo com as exit polls de 4 de Novembro a ser caracterizado como branco, masculino e do Sul e das zonas rurais;
- no caso do PSD a questão racial será menos importante (embora não me pareça dos estudos que conheço que o partido penetre bem nos concelhos periféricos de Lisboa onde haja maior diversidade étnica, mas penso que o efeito de alheamento político dessas comunidades será mais forte); Também não é uma questão do Sul (é uma questão do litoral versus interior. Em termos de distritos, penso que a força do PSD se vê constrangida ao interior norte e centro. Há excepções, eu sei. Mas os grandes distritos urbanos do litoral têm favorecido outras forças. Não é seguramente (acho, não tenho dados, uma questão homem/mulher).
- o GOP foi fortemente penalizado pela imagem de Bush. O PSD é a meu ver vítima entre os que o apoiavam no litoral norte e centro de Santana Lopes, Luis Felipe Menezes e outras figuras. A permanente instabilidade directiva é uma fragilidade que já parece estrutural (infelizmente faz-me lembrar o Benfica onde todos querem ser Presidente).
Enfim, haveria mais a dizer nessa tese. Mas este blogue não é meu:) Não sei se em traços gerais te revês nisto e em caso afirmativo se encontras causas que o justifiquem?

Abraço,
Carlos Santos
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De Jorge Assunção a 16.03.2009 às 20:11

Carlos,

acho que será dificil extrapolar do contexto americano para o português, apesar de tudo, alguns pontos:

- o GOP faz algum tempo que já é assim, não? Nestas eleições ainda ficou mais restricto ao seu eleitorado habitual e foi muito penalizado pelo voto entre os mais jovens, mas no essencial essa caracterização é anterior às exit polls de 4 de Novembro.
- na questão racial subscrevo o que dizes; a questão do Sul não sei se não pode ser colocada, é que em distritos como Beja, Évora e Setúbal o PSD perde fortemente para as forças de esquerda independentemente da demografia: litoral, interior, zonas urbanas ou rurais; sobre o sexo do eleitorado de um e outro partido, o Pedro Magalhães tem um gráfico no blogue dele sobre o assunto relativo às eleições de 2005 - o PS é o único partido português que em 2005 teve mais votos de mulheres do que de homens, mas também não me parece que isso seja uma questão muito relevante na distinção do eleitorado entre os dois partidos.
- é certo que o GOP foi penalizado pelo Bush, mas nos EUA será muito mais fácil ao partido libertar-se dessa imagem do que em Portugal. Para além disso, Bush sempre ganhou um segundo mandato e o McCain, não fosse a crise económica, ainda ganhava as eleições ao Obama (aqui, McCain cometeu o que foi para mim o maior erro da sua campanha, quando decidiu apoiar o primeiro plano de Bush para a crise financeira).
- o problema do PSD é em parte esse que apontas, o da instabilidade permanente (no GOP ainda está por descobrir se tal vai acontecer).

Sobre a instabilidade permanente no PSD muito havia a dizer, especialmente sobre as correntes que o compõem, o que misturado com a luta pelo poder tem levado à destruição do partido pelo seu interior. Mas o que é curioso no gráfico é que logo após a conquista do poder pelo PSD em 2002, o PS voltou a assumir a liderança nas sondagens. Em parte, isto é explicado porque Guterres em boa hora desapareceu e deixou ao PSD a obrigação de colocar travão no sonho cor-de-rosa que entretando nos tinham vendido. Mas uma coisa parece-me certa, a inabilidade e os problema políticos do PSD antecedem as lideranças de Santana Lopes e Menezes...
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De Carlos Santos a 17.03.2009 às 01:28

Jorge,

Respondendo sequencialmente:
1) Não. Nem sequer recentemente. Em 2004 Bush venceu o Ohio e o Indiana, estados da Rust Belt e não estados do Sul. Bush venceu também no MidWest estados como o Iowa e o Missouri (e desta feita McCain ganhou o Missouri após 4 ou 5 semanas de contagem). Bush ganhou também o Nebraska, e Obama foi buscar um dos votos eleitorais que o Nebraska admite dividir. Isto é, os resultados de McCain deram conta de perdas avultadas do GOP no MidWest, nos estados da Rust Belt e nos estados da Pradaria. Ele ficou praticamente confinado à velha Confederação do Sul, mas perdendo a Virginia e a Carolina do Norte. Porque mesmo no Oeste Sul, o New Mexico foi-se. Resumindo, é este ano que o mapa eleitoral americano permite caracterizar o GOP como partido do SUL. Quando disse que não se aplicava ao PSD referia-me em termos geográficos: o SUL não é do PSD claramente. Mas é também um partido cuja base eleitoral mais sólida não se dispersa por 18 distritos, antes se confina ao interior Norte e Centro. Cavaco chegou a ganhar Portalegre! Hoje isso parece-me impensável.
2) As exit polls de 4 de Novembro demonstram duas coisas clárias em termos etários: a maior participação eleitoral dos mais jovens, e o domínio de Barack Obama nesse escalão. Olhando para os resultados McCain só venceu no grupo +65 anos. Igualmente em Portugal, o PSD tem-se revelado um partido não só do eleitorado rural interior mas também com uma base envelhecida.
3) Que a renovação de imagem é mais fácil nos EUA estaremos de acordo (apesar de Bobby Jindal ter sido consensualmente desapontante na sua primeira grande chance nacional). Em todo o caso, essa de Obama ter ganho pela crise é desculpa a franqueza, factualmente errada. Obama liderava as sondagens até surgir Sarah Palin e a convenção do GOP. Passada a convenção McCain teve o clássico bounce, muito por conta da curiosidade em torno de Palin. Quando o Lehman faliu, ele nunca mais liderou sondagens. Isto não é culpa da crise: é culpa de se ter um candidato que não sabia duas linhas de economia, que se contradisse múltiplas vezes no discurso económico, que quis ser a encarnação de Reagan (e aí concordo contigo: não podia ter apoiado o TARP). Mas qualquer candidato republicano depois de Bush estaria condenadao a perder mesmo sem o fenómeno Obama. O que me pergunto é quem é no PSD poderia ter ganho em 2005 após os meses de Santana Lopes?
Sócrates está a milhas de galvanizar como Obama. Mas o que ele ganhou em 2005 foi, como já alguém disse um referendo nacional sobre Santana Lopes. O PSD fez-lhe o jeito de viver 4 anos em desnorte de liderança. Até ao momento presente em que basta ver a blogosfera de direita para perceberes o alinhamento de alguns sítios com Pedro Passos Coelho e de outros com Manuela Ferreira Leite (quando não se ocupam a falar de mim, é isto que separa o 31 e o Insurgente, como eles admitem).
- O abandono de Guterres foi fatal ao PS. Mas despois o discurso da Tanga e o rigor orçamental de Barroso custaram popularidade: é normal. Faltaria saber se Barroso levasse ao mandato ao fim se Sócrates tinha possibilidades. Agora o drama, a meu ver passa por já se estar a perfilar a instabilidade pós Manuela Ferreira Leite: pelo menos Passos Coelho está em campanha, PSL está sempre, Alexandre Relvas dizem fontes próximas que aspira ao lugar...
Há contudo um factor de ajuda ao PSD. A desertificação que Cavaco deixou à sua volta em 1994 é claramente o que se está a ver no PS pós-Sócrates. Se o PS tiver um governo estável de 4 anos e Sócrates saír, terá secado o partido. E um Fernando Nogueira desempenhará o infeliz papel....
O que erro crasso nisto tudo, a meu ver, foi o abandono de Marcelo em 99. Por ter confiado em Paulo Portas. Marcelo podia, como mostrou nos referendos, baralhar as cartas como ninguém...

Carlos
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De Jorge Assunção a 17.03.2009 às 08:23

Carlos,

alguns pontos breves:

2) Discordo que a base eleitoral do PSD esteja envelhecida ou, pelo menos, mais envelhecida que a dos restantes partidos (à excepção do BE). Dá uma vista de olhos por este gráfico do Pedro Magalhães sobre o eleitorado português em 2005:
http://4.bp.blogspot.com/_wktdR0F6ueQ/SaVlxCAkZaI/AAAAAAAAA48/bPA0Ufv9P_U/s1600-h/idade+partido.bmp

3) Eu acho que McCain podia ter ganho - não era preciso ele perceber de economia, mas bastava ter uma boa equipa de estrategas, coisas que obviamente não tinha. Mas na essência concordo contigo, até vou mais longe e penso que neste ponto também concordas: McCain começou a descer nas sondagens antes de crise financeira, devido às entrevistas absurdas de Palin - a reacção estúpida à crise (de que ia anular o debate, etc...) apenas acelerou esse processo de descida nas sondagens.

"O que me pergunto é quem é no PSD poderia ter ganho em 2005 após os meses de Santana Lopes?"

Ninguém. A questão é qual devia ter sido o comportamento do partido nos meses imediatamente antes, durante e depois das legislativas de 2005. O 'golpe de estado´ não foi só de Sampaio para com o governo de Santana Lopes, mas também de membros do interior do PSD para com o seu próprio partido. E desde aí anda muita gente equivocada - pensam que o problema de raiz do actual PSD deriva da liderança de Santana Lopes quando a mesma antecede-o.

"A desertificação que Cavaco deixou à sua volta em 1994 é claramente o que se está a ver no PS pós-Sócrates. Se o PS tiver um governo estável de 4 anos e Sócrates saír, terá secado o partido."

Concordo em parte. E tenho muitas dúvidas de um governo de Sócrates estável durante 4 anos se a crise financeira internacional prolongar-se por muito mais tempo (a somar aos problemas estruturais que nós já temos).

"O que erro crasso nisto tudo, a meu ver, foi o abandono de Marcelo em 99. Por ter confiado em Paulo Portas. Marcelo podia, como mostrou nos referendos, baralhar as cartas como ninguém..."

Mas Marcelo sempre teve maus resultados nas sondagens. Esse é outro problema do sistema: um líder partidário desgasta-se demasiado antes de ir a votos (Sócrates, pelo contrário, assumiu a liderança na altura certa e foi beneficiado pelo timing de Sampaio).
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De Anónimo a 17.03.2009 às 14:06

«que erro crasso nisto tudo, a meu ver, foi o abandono de Marcelo em 99. Por ter confiado em Paulo Portas»

Barbaridade! O PSD desconfiava de Paulo Portas. O PSD conspirava contra Portas! E agora diz que confiava em Portas?!
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De Carlos Santos a 17.03.2009 às 14:41

O PSD não suportava Paulo Portas. Mas Marcelo convenceu-se que era possível uma parceria entre os dois. O que não foi, e toda a gente se lembrará por culpa de quem....
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De João Carvalho a 16.03.2009 às 18:27

Por que é que o gráfico tem uma linha rosada e uma linha alaranjada? Não combinam bem...
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De Jorge Assunção a 16.03.2009 às 18:42

Dado que compara a venda de rosas e laranjas num dado período de tempo, melhor escolha era impossível.
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De TalvezTeEscreva a 16.03.2009 às 18:34

Demasiados gatos a bofes, a molhe dentro de um saco.
[Um saco vez vez menor, como se vê.]
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De PDuarte a 16.03.2009 às 19:29

foi um micróbio.
o caciquismococus.
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De Jorge Assunção a 17.03.2009 às 00:08

E isso tem cura?
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De Daniel João Santos a 16.03.2009 às 19:56

Manuela Ferreira Leite.
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De Jorge Assunção a 17.03.2009 às 00:05

Daniel,

desta vez sou eu que te digo: és um exagerado!
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De Pedro Correia a 16.03.2009 às 21:25

Pergunta muito bem. A resposta parece-me cada vez mais evidente: Sócrates ocupou o espaço político tradicional do PSD, aumentando a crise de identidade deste partido, que suspira por uma 'liderança forte'. O PS tem um problema proporcionado por este seu progressivo deslizamento para o centro-direita: desguarneceu o flanco esquerdo. Mas é um problema menor, em termos estratégicos, pois as eleições costumam decidir-se ao centro. E o facto de Sócrates ter iniciado a carreira política como militante da JSD dá-lhe um certo 'pedigree' laranja que não deixa de afagar o ego de alguns sociais-democratas.
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De Jorge Assunção a 16.03.2009 às 21:52

Pedro,

concordo que o PSD suspira por uma 'liderança forte', mas parece-me que esse é um problema que existe desde o ínicio da década e julgo que a questão não se limita a isso. Ferro Rodrigues era um 'líder fraco' e nem por isso deixou de, tendo em conta as circunstâncias, obter um bom resultado na legislativas de 2002 e colocar o PS à frente do PSD nas sondagens logo depois disso.

É certo também que Sócrates ocupou o centro, mas já tenho mais dúvidas sobre se a desguarnição do flanco esquerdo é um problema menor. É que, sendo certo que as eleições ganham-se ao centro, há uma grande diferença entre a maioria absoluta e a relativa. E a perda de votos à esquerda poderá muito bem custar a maioria absoluta a Sócrates.
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De Pedro Correia a 16.03.2009 às 22:40

Sem dúvida, Jorge. Também já escrevi isso: o crescimento da esquerda vai roubar a maioria absoluta ao PS. Mas isso continua sem explicar o progressivo definhamento do PSD.
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De Jorge Assunção a 16.03.2009 às 23:31

Correcto, Pedro. Para mim, como digo ao Carlos, uma das principais explicações está no facto do PSD, com Ferreira Leite como ministra das Finanças, ter travado a fundo após anos de ilusões socialistas - o que deixou marcas junto do eleitorado (é fácil dizer que Guterres foi o responsável pela crise, mas foi com o PSD que as pessoas sentiram na pele as primeiras consequências da mesma). Depois seguiu-se o 'golpe de estado' contra Santana, que deixou marcas quer no eleitorado, quer no partido. E para piorar as coisas, os militantes do partido são de uma miopia terrível, a ponto de ainda hoje oferecerem como opção ao eleitor Manuela Ferreira Leite e Santana Lopes - que juntos, a fazer fé nas últimas directas do partido, valem qualquer coisa como 70% dos votos no interior do PSD. Mais havia a dizer, mas perante isto pouco mais importa.
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De J.M. Coutinho Ribeiro a 17.03.2009 às 01:28

Jorge:
Isto só se resolve quando o PSD e o PS forem diferentes não só nas questões ditas "fracturantes". Ou enquanto o mapa partidário não for redesenhado. Enquanto isso não acontecer - enquanto tudo funcionar como grande centrão dos interesses - ora pena um, ora pena outro, enquanto os senhores de um e de outro se vão abotoando, perante a complacência de todos.
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De Jorge Assunção a 17.03.2009 às 08:29

Joaquim, subscrevo na íntegra o comentário.
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De Carlos Santos a 17.03.2009 às 01:44

Só uma nota sobre o "golpe de Estado". Eu penso que Sampaio esteve bem em Julho de 2004 ao permitir que a maioria parlamentar continuasse. E não critico Barroso por ter aceite o cargo de Presidente da Comissão. Critico antes a promoção que ele fez de Santana dentro do partido para conquistar um inimigo que já tinha sido amigo. Depois,...bom não havia forma de saindo impedir que o número 2 do partido chegasse a PM o que precipitou tudo:
- Santana não tem substância para líder político de um governo. É instável. E tem tendências de dizer tudo e o seu contrário. Em poucos meses conseguiu anunciar 4 secretarias de Estado para 4 cantos do país, desperdiçar a contenção orçamental e ... na suprema estudpidez, permitir a Marcelo fazer de vítima na TVI. Quando Sampaio se decidiu a dissolver, eu já o teria feito no lugar dele. O erro de base foi, repito a promoção interna de Santana até nº2 de Barroso.
Golpe de Estado? Sampaio exerceu poderes que a constituição lhe dava. E não o fez por amiguismos ou popularidade: ele comprou o conflito com o PS em Julho ao deixar ascender Santana.
- a subida de Santana teve outro custo claro, que o pobre do Marques Mendes pagou caro: a CMLisboa. Que agora Santana precisa de um milagre para recuperar. Dizem que ele tem mel...Mas não seria melhor para o PSD Santana perder a CML e ficar de vez na lista dos perdedores?...para perceber o que significa travessia do deserto. Coisa que Cavaco domina brilhantemente e ele nem sabe o que é.

Quanto ao que diz o Pedro, eu concordo completamente que o Bloco é neste momento a maior ameaça do PS. E que Alegre parece potenciar. O que não concordo é com o palco que Sòcrates dá a Louçâ ao elegê-lo como inmigo. Se o Bloco já era um perigo por si (e tem o apelo das zonas urbanas que o PSD perdeu, bem como dos mais jovens), ao desviar os olhos de Manuela para Alegre e Louçã Sócrates arrisca-se a estar a promover quem lhe tira a maioria. Porque se ele não tem atacado o Bloco como fez no congresso, esse fim de semana teria sido de tempo de antena exclusivo dele. Assim, dividiu as ondas com o Bloco. E arranjou um candidato, que me merece respeito intelectual, mas que não facilita nada a vida ao PS nas europeias.

Carlos Santos
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De Jorge Assunção a 17.03.2009 às 08:46

Carlos,

"Santana não tem substância para líder político de um governo. É instável. E tem tendências de dizer tudo e o seu contrário."

Não sei porquê, isso faz-me lembrar Sócrates e este vai-se aguentando bem no governo. O problema de Santana foi ter aceite participar no jogo seguindo as regras de Sampaio e não ter contado desde o ínicio com o apoio das elites do partido.

"Golpe de Estado? Sampaio exerceu poderes que a constituição lhe dava. E não o fez por amiguismos ou popularidade: ele comprou o conflito com o PS em Julho ao deixar ascender Santana."

Não digo o contrário, por isso coloco a expressão entre aspas. Mas já sobre Sampaio permite-me discordar - a explicação não é tão simples, porque quando Sampaio deixou ascender Santana tinha Ferro Rodrigues na liderança do PS. Assim que se apanhou com Sócrates na liderança, tudo o que o homem queria era afastar Santana do poder.

"O erro de base foi, repito a promoção interna de Santana até nº2 de Barroso."

O erro de base foi o governo Barroso - que nunca foi popular e ao qual não faltavam pessoas mais incapazes (para o cargo que ocupavam, depreenda-se) do que Santana.

"a subida de Santana teve outro custo claro, que o pobre do Marques Mendes pagou caro: a CMLisboa."

Foi um custo que Marques Mendes aceitou pagar. Como se verifica em todas as restantes câmaras do país com autarcas envolvidos em casos de corrupção (poderia ir mais longe e referir o caso Freeport?), o que aconteceu a Carmona não era necessário. Sobre essa decisão de Marques Mendes muito havia a dizer - especialmente sobre a falta de beneficios que retirou da mesma e a forma como isso demonstra que os eleitores têm prioridades trocadas em relação aquilo que mais interessa.

Quanto ao que dizes sobre o BE, a estratégia do congresso de Sócrates e Vital Moreira, concordo genericamente contigo, embora não coloque para já de lado a hipótese de um bom resultado do PS nas europeias - é que Ferreira Leite é de uma inabilidade tremenda.

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