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A minha próxima vida

por Teresa Ribeiro, em 11.01.09

Na minha próxima vida quero viver de trás para a frente. Começar morto, para despachar logo esse assunto. Depois, acordar num lar de idosos e ir-me sentindo melhor a cada dia que passa. Ser expulso porque estou demasiado saudável, ir receber a aposentadoria e começar a trabalhar, recebendo logo um relógio de ouro no primeiro dia.

Trabalhar por 40 anos, cada vez mais desenvolto e saudável, até ser jovem o suficiente para entrar na faculdade, embebedar-me diariamente e ser bastante promíscuo.

E depois estar pronto para o secundário e para o básico antes de virar criança e só brincar sem responsabilidades. Aí  torno-me num bebé inocente, até nascer. Por fim passo nove meses flutuando num "spa" de luxo, com aquecimento central, serviço de quarto à disposição e espaço maior dia-a-dia. Por fim - "voilà!" - desapareço num orgasmo - não, infelizmente não é da minha autoria. Quem assina este texto, se não me enganaram, é Woody Allen. Pareceu-me uma ideia genial. Com umas assinaturas ainda vira petição e às tantas, quem sabe, as nossas vozes podem mesmo chegar ao céu...

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31 comentários

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De Pedro Correia a 11.01.2009 às 01:16

Estás a dar uma excelente ideia para o próximo cabaz de promessas eleitorais de Sócrates...
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De André Couto a 11.01.2009 às 01:21

Tinha de vir a piadinha do Sócrates! Essa testosterona política está a ferver! Eh! Eh!
Abraço, Pedro!
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De Pedro Correia a 11.01.2009 às 01:23

Dizes bem. E ainda agora o ano começou...
Abraço
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De André Couto a 11.01.2009 às 01:39

Este ano vai ser bonito. Então na parte política da blogosfera vamos parecer milho a saltar na máquina das pipocas...
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De Teresa Ribeiro a 11.01.2009 às 01:27

Ora nem mais! :)
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De André Couto a 11.01.2009 às 01:19

Teresa, esse texto é mesmo de Woody Allen, simplesmente genial como quase tudo o que escreve. Pessoalmente prefiro o texto em inglês, a tradução faz com que perca o toque especial que a língua mãe lhe dá.
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De Teresa Ribeiro a 11.01.2009 às 01:24

Também sou fã dele, André. Este texto chegou-me por email, sem indicação da fonte, mas pareceu-me ter sérias possibilidades de ser mesmo da sua autoria. Acho-o uma delícia :)
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De J.M. Coutinho Ribeiro a 11.01.2009 às 02:23

Eu quase jurava que, já li este texto em português de Portugal e que não era de Woody Allen. Mas não consigo recordar-me de quem.
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De João Carvalho a 11.01.2009 às 04:54

Seja de quem for, o André continuará a arriscar-se «parecer milho a saltar na máquina das pipocas»! Hehehe...
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De André Couto a 11.01.2009 às 14:58

Pelo que tenho visto tu já és! Eh! Eh! Dá-me mais dois meses e voltamos a este post...
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De João Carvalho a 11.01.2009 às 05:03

Genial. Tem tudo para ser de Woody Allen.

Se a próxima vida for por estes anos mais que correm, a ideia de receber a reforma e depois ir trabalhar pareceu-me tentadora e adequada. Com os baixos salários e o desemprego que se prolongam, imaginem só o jeitaço que dará. Ainda por cima, descontando cada vez menos para o Estado. Ou será recebendo cada vez mais do Estado???
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De Ana Gabriela A. S. Fernandes a 11.01.2009 às 10:52

Teresa, esse texto do Woody é mesmo "à Woody"...
Mas acho que aí não reflectiu bem nos inconvenientes da infância... Seria melhor ficar ali pela idade poética e impressionável...
Cumprimentos.
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De Teresa Ribeiro a 11.01.2009 às 22:32

A idade poética e impressionável também é a idade das angústias existenciais, Ana. Para expurgar tudo isso, o melhor mesmo é voltar aos cueiros :)
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De Leonor Barros a 11.01.2009 às 15:41

O texto é curioso mas não sei se a ideia me agradaria, Teresa.
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De João Carvalho a 11.01.2009 às 15:48

Tem razão. Estive a pensar melhor e não sei se me agradaria desaparecer num orgasmo. É que, bem vistas as coisas, quem é que me garante que não desapareceria num anti-orgasmo? Ainda por cima, nem consigo imaginar o que isto seria...
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De Leonor Barros a 11.01.2009 às 16:18

Pareceu-me doloroso esse final...
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De Teresa Ribeiro a 11.01.2009 às 22:35

Para começo de conversa despachamo-nos do que mais nos angustia, que é a morte. Depois vamos recuperando o vigor à medida que o tempo passa. Humm, a mim não me parece nada mal...
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De POS a 11.01.2009 às 15:56

O texto poderá ser do Woody Allen, mas a ideia não é dele. Há um conto do F. Scott Fitzgerald que assenta numa dessas existências do avesso e que, no ano passado, inspirou um guião para o cinema: "The curious case of Benjamin Button".
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De Teresa Ribeiro a 11.01.2009 às 16:11


POS: Agora que fala nisso, lembro-me de ver o trailler desse filme, mas curiosamente não me motivou para ver o resto. Quanto ao conto de Scott Fitzgerald, apesar de ser um dos autores da minha vida, não conheço. De qualquer forma tal não retira mérito a W. A., que conseguiu extrair desta inversão da cronologia todo o seu potencial cómico.
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De André Couto a 11.01.2009 às 16:14

Descobri entretanto numa busca rápida que há diversos sites que atribuem este texto a Woody Allen. Como é obvio isto não quer dizer que seja mesmo.
De qualquer forma quando à noite chegar a casa tratarei de confirmar a informação para por fim às dúvidas.
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De João Carvalho a 11.01.2009 às 16:51

Assim não sei se confirmará alguma coisa, André. Aceite a minha sugestão: comece por jantar cansado e saia de casa à tardinha, sinta-se espevitar ao longo da tarde interminável, almoce rapidamente, deixe a manhã correr, veja como está fresco a ler o jornal e entre em casa para o pequeno-almoço...
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De Ana Vidal a 11.01.2009 às 22:19

O texto é genial, Teresa. Já o conhecia (passou pela Porta do vento há algum tempo) e eu diria que é mesmo do Woody Allen, porque tem o ferrete dele. Mas não posso jurar, claro. Publiquei-o como sendo dele porque foi nessa qualidade que me chegou ás mãos...
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De Teresa Ribeiro a 11.01.2009 às 22:43

Coincidência! Também me parece o estilo dele. E adorei a ideia. Pergunto-me é se essa história de desaparecermos num orgasmo não acabaria por ter repercussões negativas. Às tantas ficava tudo angustiado a pensar se estaria a fazer desaparecer alguém... no acto :))
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De João Carvalho a 11.01.2009 às 22:59

No acto?!? Fazer desaparecer alguém? Uma espécie de GVI? Gravidez da voluntária interrupção?...
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De Teresa Ribeiro a 11.01.2009 às 23:42

Eh!eh!eh! Essa ideia estraga o orgasmo de qualquer um!
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De João Carvalho a 12.01.2009 às 00:39

É uma variante do 'sexo seguro', Teresa: orgasmo estragado é mal espantado! Hehehe...
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De Ana Vidal a 12.01.2009 às 00:30

("às" mãos, claro.)

E concordo: o terror de estar a fazer desaparecer alguém iria assombrar todos os orgasmos... livra! :-))
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De onitsuaf a 12.01.2009 às 16:53

em Portugal arriscávamo-nos a desaparecer num orgasmo fingido... é melhor não.

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