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"Ex aequo"

por João Carvalho, em 26.02.09

Miguel Vale de Almeida (Jugular) tem um raciocínio tão profundo que qualquer dia fica perdido nas trevas. A ginástica que ele faz para dizer o que diz aqui não lembrava ao diabo.

Resumidamente, é mais ou menos isto: ele até concorda com pessoas de quem não gosta, mas que acham que a crise e o desemprego constituem a grande preocupação dos portugueses e, portanto, a prioridade a atender. Ele concorda com isso, vá lá, só que vai logo adiantando que isso não pode servir para que outras coisas deixem de ser prioritárias, como sejam os temas «fracturantes» (por exemplo, aquilo a que chama eufemisticamente «a questão do casamento», está bom de ver).

Não perceberam? É simples: para Miguel Vale de Almeida não existe bem o prioritário; existem, sim, prioridades ex aequo. Realmente, hierarquizar os problemas para quê? Pois se as preocupações globais e as fracturantes são prioritárias por igual, não é? E andava a gente, cá em baixo com os pés na terra, a pensar que os problemas que afectam todos eram mais importantes do que aqueles que só afectam um dos lados da fractura...

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9 comentários

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De PALAVROSSAVRVS REX a 26.02.2009 às 01:44

Portanto, hierarquizar é não-hierarquizar. E fracturar é não hierarquizar na mesma. O Miguel está num granda blogue a fazer um granda trabalho, é o que é, João!

Ainda veremos gay famélicos e falidos a casar, tendo em conta a ordem prioritária das prioridades e hierarquias elencadas. ehehe

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De João Carvalho a 26.02.2009 às 01:50

Deve ser isso, meu caro.
(Bons olhos o vejam... quer dizer: o leiam!)
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De PALAVROSSAVRVS REX a 26.02.2009 às 02:00

Caro João, obrigado! Acabo de passar os olhos pelo Delito com muito gosto. Aconteceu-me reparar de esta vez sobretudo nas excelentes postas, todas elas, que tens feito. Abraço.

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De João Carvalho a 26.02.2009 às 02:07

Exagero de amigo. Um abraço para ti também.
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De Carlos Santos a 26.02.2009 às 02:19

Meus caros,

Eu tenho-me recusado a entrar no debate em si por uma razão que me foi apresentada por um leitor do meu blogue com que concordei: aquilo é um blogue de política internacional e de economia, e não é só meu -- tb é de quem o lê. Em atenção a isso, tenho tentado deixar "o valor das ideias" fora das trapalhadas do zézito.
Dito isto, e enquanto me tolerarem aqui o comentário, eu acho surreal que tanta blogosfera e tanto espaço dos media seja ocupado com o que o Sócrates quer: há uma crise? atira-se com o casamento gay para a mesa para a malta se entreter a discutir isso! Há um Freeport? Eutanásia para cima deles.
Não estou a tirar valor aos temas. Só acho é que a sociedade portuguesa está a fazer o jogo do Sócrates. O das chamadas causas fracturantes. E hoje, até o Paulo Portas foi na cantiga de levantar a eutanásia no debate?
70000 portugueses perderam o emprego no mês passado e a Aústria corre o risco de ver colapsar o seu sistema bancário por crédito mal parado ao leste europeu, no valor de 80% do PIB. A UEM pode colapsar em consequência. Não parece que há coisas menos divertidas mas mais importantes que o Sr. José Pinto de Sousa?
Desculpem o desabafo.
Já agora, sobre a eutanásia, que despoletou o tal comentário do meu leitor, para quem quiser fica o link da minha reflexão:
http://ovalordasideias.blogspot.com/2009/02/porque-sou-contra-eutanasia.html
Sejam livres de discordar lá ou aqui.
Um abraço,
Carlos Santos
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De João Carvalho a 26.02.2009 às 02:45

Sobre a hierarquização dos temas pela sua importância, totalmente de acordo. Sobre a diversidade dos temas que aqui vamos todos apresentando, salvo melhor opinião, não parece haver muitos que fiquem esquecidos.
Se há alguns que são menos importantes, a realidade continua a ser que os há. Ignorá-los como se não os houvesse não sei se seria uma boa opção.
De resto, este espaço é plural (como é fácil constatar) e, por isso, o que é menos importante para uns pode ser vital para outros. Certo?
Apareça sempre, meu caro, e debata o que entender como entender, ao seu inteiro critério, que será sempre respeitado na concórdia e na discórdia.
Abraço.
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De Carlos Santos a 26.02.2009 às 05:42

Obrigado pelas suas palavras. Permita-me inserir então um tema que me tem ocupado e que não costumo ver debatido fora de extremismos: a importância das energias renováveis para além das polémicas do aquecimento global. Atrevo-me a deixar o meu ponto de vista em:
http://ovalordasideias.blogspot.com/2009/02/os-argumentos-das-energias-renovaveis.html
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De lili a 26.02.2009 às 11:09

E então, já resolveram o problema austríaco? E em Portugal a crise já foi resolvida? Está no bom caminho?
Podemos, por favor, começar a falar de Direitos Humanos? Ou isso fica para quando o mundo acabar?!
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De Anónimo a 26.02.2009 às 10:16

Ah, o critério das prioridades. É eterno e infalível. Para quê discutirmos uma coisa e resolvermos essa coisa, se há coisas mais importantes a resolver? Boa. Portanto, proponho uma coisa: o governo apenas debate, reune, decide o que quer que seja, quando não houver nenhuma criança maltratada neste país. Esta é a prioridade das prioridades. Enquanto isso, o João Carvalho espera sentado por tudo o resto, claro, que ele é paciente.

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