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Ligação directa

por Pedro Correia, em 21.02.17

À Lili in the Woods.

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RH Music Box (387)

por Rui Herbon, em 21.02.17

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Autor: Susan Christie

 

Álbum: Paint A Lady (1969)

 

Em escuta: Rainy Day

 

 

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Descubra as diferenças

por Inês Pedrosa, em 20.02.17

Na reportagem que o Expresso online publicou sobre a leitura pública do romance O Nosso Reino, de Valter Hugo Mãe, realizada na Fundação José Saramago, escreve-se: "Foi a escritora e antiga presidente da Casa Fernando Pessoa quem deu início à leitura, lembrando que estavam todos ali por serem amigos do Valter" (conferir aqui). A gravação video da minha prestação demonstra que eu não "lembrei" isso - nem nunca o "lembraria", não só porque não sou íntima do Valter, mas sobretudo porque se tratava de valorizar a qualidade de um livro e de um escritor. O reconhecimento do talento faz muita confusão a certa imprensa; custa-lhe a crer que haja outras coisas entre a terra e o céu além do corporativismo. Deixo aqui a gravação, para mostrar a diferença.

 

 

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Um olhar sobre a deriva feminina

por Teresa Ribeiro, em 20.02.17

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 Mulheres do Século XX 

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Justamente nomeada para os globos de ouro, em "Mulheres do século XX" , de Mike Mills (também autor do argumento), Annette Bening dá-nos um retrato pungente do desamparo feminino ao encarnar Dorothea Fields, uma mulher madura e emancipada, mãe de um adolescente que cresceu só com ela e que, como a maioria dos adolescentes, a subavalia com crueldade e ligeireza.

Trata-se de um drama familiar banal, já vimos centenas, se não milhares no celulóide, mas rodado com uma frescura surpreendente. Gosto das acelerações de imagens em cores psicadélicas de Mills, das narrativas na primeira pessoa dos protagonistas, das bios das diferentes personagens apresentadas em esboço e depois a encaixar como um puzzle na história que as juntou. Esta construção, nada naturalista, liberta-nos, pois evita que nos transportemos para dentro do filme.

Há filmes para ver e filmes para mergulhar. Este é dos que nos conservam à janela, simples voyeurs de vidas que de alguma forma já observámos a correr em pista, mesmo ao nosso lado.

Não sendo o filme do ano, "Mulheres do Século XX" (no original, "20th Century Women"), nomeado para os globos de ouro também na categoria de melhor filme de comédia ou musical e para os oscares na categoria de melhor argumento original,  é uma experiência que nos convoca a ternura e a ironia a propósito de um tema inesgotável, o das mulheres a abrir caminho num mundo que não foi feito à sua medida.

 

Realizador: Mike Mills

Actores: Annette Bening, Elle Fanning, Greta Gerwig

EUA, 2016

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Ler

por Pedro Correia, em 20.02.17

Premiar o homicídio premeditado. Da Carla Hilário Quevedo, na Bomba Inteligente.

Desobedecer. De Rita Carreira, n' A Destreza das Dúvidas.

Das boas ideias. Da Daniela Major, no Aventar.

Trabalhos forçados. Da Zélia Parreira, no Açúcar Amarelo.

Em bicos-de-pés. Da Vanita, na Caixa dos Segredos.

O segredo da felicidade. Da Maria João Caetano, n' A Gata Christie.

Trovoada. De Ana Cássia Rebelo, na Ana de Amsterdam.

Choupos. Da Cristina Nobre Soares, no Em Linha Recta.

Mar alto, rodeada por golfinhos. Da Joana Lopes, no Entre as Brumas da Memória.

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Palavras para recordar (18)

por Pedro Correia, em 20.02.17

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NICOLAU SANTOS

Expresso, 20 de Fevereiro de 2010

«Vítor Constâncio foi eleito pelo Ecofin como o nome a apresentar ao Conselho Europeu de Março para ocupar o lugar de vice-governador do Banco Central Europeu. Foi uma escolha unânime, batendo os outros dois candidatos ao lugar. É uma grande vitória para o país e uma grande vitória para Constâncio, pois resulta essencialmente do prestígio nacional e internacional de que o governador do Banco de Portugal desfruta. (...)

Constâncio resistiu a todas as acusações e sai por cima para um cargo de grande responsabilidade e prestígio. Merece-o inteiramente. Foi um grande governador do Banco de Portugal. E a solidez com que o sistema financeiro português ultrapassou a crise é a prova disso mesmo.»

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Pensamento da semana

por Teresa Ribeiro, em 20.02.17

Em defesa de Centeno há que reconhecer que a solução que ele encontrou para convencer António Domingues a ir para a CGD foi muito fora da caixa.

 

Este pensamento acompanha o DELITO durante toda a semana

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Girls, Fleabag, Roth, Steiner e sexo

por José António Abreu, em 20.02.17

Há uns anos, ao ver os primeiros episódios da série Girls (tão recente e já tão imitada que até fica difícil recordar quão inovadora foi),  lembrei-me de O Animal Moribundo, de Philip Roth. A certa altura, o professor David Kepesh afirma:

Enquanto cresci, o homem não era emancipado no reino sexual. Era um homem de segunda apanha. Era um ladrão no reino sexual. Surripiávamos uma apalpadela. Roubávamos sexo. Adulávamos, suplicávamos, lisonjeávamos, insistíamos - todo o sexo exigia luta, tinha que ser disputado aos valores, senão à vontade da rapariga.

Mais tarde, referindo-se à actualidade (de 2001), acrescenta:

Aparecem antigas namoradas de há vinte e trinta anos. Algumas já se divorciaram numerosas vezes e outras têm andado tão ocupadas a afirmarem-se profissionalmente que nem tiveram a oportunidade de casar. As que ainda estão sós telefonam-me para se queixarem daqueles com quem se encontram. Os encontros são detestáveis, os relacionamentos são impossíveis, o sexo é um risco. Os homens são narcisistas, não têm sentido de humor, são doidos, obsessivos, autoritários, grosseiros, ou então são muito bem-parecidos, viris e cruelmente infiéis, efeminados, ou são impotentes, ou são simplesmente demasiado estúpidos. (*)

 

A abordagem da revolução sexual ocorrida na década de 1960 é quase sempre feita partindo da perspectiva feminina. Antes de qualquer outra análise, salienta-se o modo como a pílula e a evolução dos costumes libertaram as mulheres para o sexo sem (demasiados) receios. Mas a liberdade feminina também representou o fim da submissão masculina a qualquer tipo de compromisso. O facto de, ao longo das últimas décadas, as mulheres terem exigido e obtido não apenas o mesmo estatuto no que respeita ao sexo, mas poder total sobre os seus corpos - incluindo o de terminar gravidezes indesejadas - foi extraordinariamente libertador para os homens. O esforço de cortejar, apoiar, assumir responsabilidades tornou-se-lhes opcional, em especial quando favorecidos pelo sorteio genético (i.e., quando atraentes). Nem sequer as regras do politicamente correcto - em muitos sentidos, a prisão dos tempos actuais - os forçam ao que quer que seja: adquirida a igualdade, as mulheres perderam o direito a queixarem-se de terem sido iludidas. Durante séculos, no mundo «civilizado», os homens viram-se obrigados a conjugar instintos e convenções sociais. Agora, estão livres para dar largas ao egoísmo. Às acusações de insensibilidade, podem responder que se limitam a «dar espaço» às mulheres; que estão a «respeitar» a «autonomia» delas.

 

Nos primeiros tempos de Girls, esta realidade saltava à vista. Hannah desesperava com a passividade de Adam. Para ele, a relação apenas parecia existir enquanto decorria o acto sexual. Em todos os outros momentos, Hannah sentia-se esquecida: ele não telefonava, não respondia às mensagens, demonstrava indiferença quando a encontrava. Fleabag, uma série de 2016 produzida pela BBC e pela Amazon, escrita e interpretada por Phoebe Waller-Bridge, atinge um novo extremo. Apresenta uma mulher que parece vogar entre relações sexuais sem significado (mas não sem consequências), nas quais se submete (sem ser explicitamente forçada) a actos que tem dificuldade em racionalizar. Tudo estaria bem se não as usasse como forma de evitar enfrentar o vazio e a infelicidade que a dominam. Fleabag vai tão longe que se permite incluir um indivíduo nada atraente e bastante irritante no séquito de homens que não têm qualquer dificuldade em ir para a cama com ela.

 

 

Sejamos francos: nas últimas décadas, o sexo tornou-se um produto de consumo como qualquer outro; mais uma forma semidescartável de sentir algo, totalmente desligada de sentimentos profundos. Em 1975, Woody Allen afirmava: «O amor é a resposta, mas enquanto se espera pela resposta, o sexo coloca perguntas interessantes.» A resposta continuará a mesma, mas as perguntas parecem ter vindo a perder interesse. Se a consequência óbvia de tanto desejo de independência (por parte das mulheres como por parte dos homens) é a solidão, a consequência óbvia de tanto sexo (real, imaginado, visualizado em ecrãs e na rua) só pode ser a banalização do acto e dos termos que se lhe referem. Em Os Livros que Não Escrevi, George Steiner dedica um capítulo à linguagem do erotismo. Considera-a - como ao próprio acto - cada vez menos subtil, mais baseada nos códigos instituídos pelo cinema, pela televisão, pela publicidade. Escreve ainda: Será fascinante descobrir os novos factores de complexidade e os contributos enriquecedores que poderão vir das correntes feministas. Produziram já uma poesia poderosa e uma prosa acusadora. Poderá a sua política da sensibilidade ser causa de novas orientações e de uma criatividade nova nos dialectos do amor? Até ao momento, os indícios nesse sentido são marginais. O que parece prevalecer entre as mulheres emancipadas é a adaptação, quase desdenhosa, do que eram a obscenidade e a licenciosidade clandestina do discurso masculino.(**)

Talvez não apenas do discurso. Talvez de todo o comportamento. Sexualmente, as mulheres parecem-se cada vez mais com os homens. Mas isso - a acreditar em exemplos como Girls e Fleabag, eles próprios, será conveniente ressalvá-lo, provenientes da cultura cinematográfica e televisiva - não parece torná-las felizes. À liberdade, que neste campo tende a equivaler a quantidade, contrapõe-se a estandardização (nada é novo, pouco permanece tabu), e o novo poder masculino: um egoísmo assumido, que a igualdade torna inatacável.

Sobra a desilusão. Ou a busca de uma «novidade» cada vez mais extrema. Para mulheres, como para inúmeros homens, quando nada no sexo nem na linguagem do e sobre o sexo for misterioso, talvez actos como o que encerra o filme O Império dos Sentidos ou o que encerrou a vida do actor David Carradine (as referências do entretenimento são afinal úteis e variadas) constituam a única solução lógica.


____________________

(*) Edição Dom Quixote, 2006, p. 61 e 91, tradução de Fernanda Pinto Rodrigues.

(**) Edição Gradiva, 2008, p. 132, tradução de Miguel Serras Pereira.

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 20.02.17

 

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Pastoralia, de George Saunders

Tradução de Rogério Casanova

Contos

(edição Antígona, 2016)

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RH Music Box (386)

por Rui Herbon, em 20.02.17

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Autor: Mandy More

 

Álbum: But That Is Me (1972)

 

Em escuta: God Only Knows

 

 

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Blogue da semana

por João Campos, em 19.02.17

Numa época em que os blogues caíram em desuso e foram ultrapassados pela irrelevância acelerada das redes sociais, é sempre interessante notar que ainda existem alguns fenómenos de longevidade - blogues criados durante a época de maior dinamismo da blogosfera que durante o seu ocaso têm mantido tanto a actividade regular como a pertinência. É o caso do Rascunhos, que desde 2006 tem vindo a deixar óptimas sugestões de leitura e reflexões interessantes sobre os livros e as bandas desenhadas que a Cristina Alves, com quem já tive o privilégio de partilhar algumas mesas redondas no Fórum Fantástico, vai lendo (e lê muitos). Pela longevidade e pela qualidade, será o blogue desta semana.

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Fotografias tiradas por aí (343)

por José António Abreu, em 19.02.17

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Vila Nova de Gaia, 2005.

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Tapar o sms com a peneira

por Rui Rocha, em 19.02.17

As tentativas de paralisar o acesso de uma Comissão Parlamentar de Inquérito aos sms de Mário Centeno têm sido, em geral, atabalhoadas. Mas, de todos os argumentos já utilizados com esse objectivo, o mais ridículo é aquele que afirma que o prolongamento da discussão do tema põe em causa o futuro da Banco público. Jerónimo afirmou mesmo que uma nova CPI corresponde a fabricar o caixão da CGD, mas o próprio Marcelo não anda longe disso embora com uma formulação mais cuidada. Vamos lá ver. Passámos semanas a ouvir dizer que o que está em causa são tricas e questões sem importância. Se é assim, nunca uma CPI que revelasse tais insignificâncias poderia pôr em causa o que quer que fosse. Aliás, se insignificâncias fossem, o caminho seria bem simples: revelar de uma vez por todas o que foi escrito e deixar a nu a falta de fundamento das acusações da direita. O ponto tem, portanto, de ser outro. As esquerdas e não só sabem que o conteúdo dos sms é grave. Mas não percebem que, se continuarem a prometer o apocalipse para a Caixa perante uma nova CPI, acabam não tarda, por dispensá-la. As afirmações dos geringonços e respectivos padrinhos constituem já uma confissão liminar da gravidade dos factos. Não se imaginava que as esquerdas, na ânsia de esconder, pudessem ser tão transparentes nas suas intenções.

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 19.02.17

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Quero Acreditar, de Laurinda Alves

Reflexões

(edição Clube do Autor, 2016)

"Por vontade expressa da autora, a presente edição não segue a grafia do novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa"

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RH Music Box (385)

por Rui Herbon, em 19.02.17

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Autor: Lee 'Scratch' Perry + Dub Syndicate

 

Álbum: Time Boom X De Devil Dead (1987)

 

Em escuta: S.D.I.

 

 

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Sobre o livro de Cavaco

por Rui Rocha, em 18.02.17

Considero o timing e o conteúdo (li em diagonal, saltando de capítulo para capítulo) no mínimo questionáveis. Desde logo, porque nada acrescenta à imagem daquele que parece ser o seu alvo principal. José Sócrates é um trambiqueiro volúvel, manipulador, irascível e perigoso? Obrigado, já sabíamos. Mas, sobretudo, porque é do senso comum que uma troca de argumentos com Sócrates é mergulhar na lama e só serve para dar palco a um cadáver político. Nestes casos, vale sempre a pena ter em atenção o conselho de Mark Twain: nunca discutas com um cretino; ele arrasta-te até ao nível dele e depois vence-te em experiência.

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Passado presente (CDXXIII)

por Pedro Correia, em 18.02.17

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  Taunus 17M

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 18.02.17

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Música no Coração, de Maria Augusta Trapp

Prefácio de Filipe La Féria

Tradução de Ana Paula Florindo

Memórias

(edição Verso de Kapa, 2017)

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Antes de eu voltar

por Sérgio de Almeida Correia, em 18.02.17

 

Antes de voltar às lides, e de me pôr a comentar o livro de Cavaco Silva, os emails da CGD ou as arbitragens no Dragão, convém ter uma ideia do mundo em que estamos...

Just in case.

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RH Music Box (384)

por Rui Herbon, em 18.02.17

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Autor: Suicide

 

Álbum: Suicide (1977)

 

Em escuta: Rocket USA

 

 

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Pensamento da semana

por Pedro Correia, em 17.02.17

 

No país do achismo, quem tem olho é tudólogo.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

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Portugal

por Rui Rocha, em 17.02.17

O país em que o Ministro das Finanças, o Primeiro-Ministro e o Presidente da República se enterram num lodaçal que envolve diplomas feitos à medida, normas ditadas pelos advogados do interessado, publicações fora de tempo, compromissos espúrios, negociações por sms, meias-verdades, versões contraditórias, novilíngua, mentiras, conferências de imprensa ridículas, bloqueios institucionais à descoberta da verdade e raspanetes públicos e, no fim, o único que apresenta a demissão é o Matos Correia da Comissão de Inquérito.

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Música recente (71)

por José António Abreu, em 17.02.17

Osso Vaidoso, álbum Miopia.

Ana Deus e Alexandre Soares num segundo álbum de sonoridade mais «suja», assente em letras de gente como Jorge Luis Borges, Natália Correia, Nicolau Tolentino, Rainer Maria Rilke e Sá de Miranda.

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Diz-me quem te critica...

por Pedro Correia, em 17.02.17

A semana começou com críticas do PSD a Marcelo Rebelo de Sousa e aproxima-se do fim com críticas do PS a Marcelo Rebelo de Sousa.

Prova evidente de que o Presidente da República está a cumprir bem o seu papel.

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As eleições presidenciais francesas.

por Luís Menezes Leitão, em 17.02.17

Há uma coisa que me tem surpreendido em absoluto nos últimos tempos: a total falta de profissionalismo na condução das campanhas eleitorais. Mesmo na América, onde as campanhas eleitorais são habitualmente conduzidas com enorme eficácia, Hillary Clinton fez uma campanha desastrosa, acabando por perder a eleição.

 

Em Franca, no entanto, parece que isto atingiu o absurdo total, estando todos os candidatos a dar sucessivos tiros no pé, parecendo que a única coisa que querem garantir a eleição a Marine Le Pen. O último episódio é esta entrevista de Macron. Será que ele acha mesmo que este discurso é a resposta adequada a esta campanha da sua adversária principal? Depois não estranhem o resultado.

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 17.02.17

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Crónicas Moralistas, de João Távora

Prefácio de J. Rentes de Carvalho

Comentários, notas e memórias

(edição Páginas e Letras, 2017)

NOTA: o livro só se encontra à venda na internet, via este endereço: http://joaotavora.pt/index.php/cronicas-moralistas

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Frases de 2017 (6)

por Pedro Correia, em 17.02.17

«Como ministro das Finanças, Mário Centeno não está fragilizado.»

Manuela Ferreira Leite, ontem, na TVI 24

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Belles toujours

por Pedro Correia, em 17.02.17

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Adriana Ugarte

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As etiquetas partidárias

por Pedro Correia, em 17.02.17

 

Ouço por vezes falar em "ideologias" na política portuguesa. Há até uns sábios que se assumem como guardiães dos respectivos templos.

Mas que ideologias, afinal?

 

O CDS reivindicou-se sempre como partido "do centro". C de centro, aliás. Mas esteve sempre à direita do centro, contrariando aliás a vontade de um restrito núcleo dos seus fundadores.

O PCP só seria comunista se fosse um partido revolucionário. Mas é um partido institucionalista, com base social no funcionalismo público a nível nacional e local. Nada tem de revolucionário.

O PSD nunca foi social-democrata. Foi - e é - um partido liberal, conservador, com matizes populistas nas suas adjacências regionais.

O PS meteu o socialismo na gaveta ainda na década de 70. Teve sempre uma matriz dominante - a da social-democracia clássica, com erupções sociais-cristãs sobretudo no consulado de António Guterres.

O Bloco de Esquerda é vagamente "socialista" mas contemporizador com a UE capitalista, da qual não quer dissociar-se. Burguês até à medula, com representação residual junto dos segmentos mais pobres da sociedade. 

O PEV é tão ecologista como eu sou evangélico, xintoísta ou libertário. Eterna muleta do PCP, sempre foi muito mais vermelho que verde.

 

Esqueçamos portanto as etiquetas. Dizem-nos muito pouco ou quase nada dos partidos portugueses.

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RH Music Box (383)

por Rui Herbon, em 17.02.17

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Autor: Die Jungen

 

Álbum: At Breath's End (2012)

 

Em escuta: The Sun Is Coming Up

 

 

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 Livraria Bertrand, Campo Pequeno (Lisboa), 11 de Fevereiro

 

Depois do sucesso registado em Lisboa, a Política de A a Z terá a próxima sessão de lançamento já no próximo dia 25, a partir das 17 horas, em Braga. Na Livraria Bertrand do Shopping Liberdade. Com apresentação de Luís Marques Mendes e Nuno Barreto.

Esta obra, que assino em parceria com Rodrigo Gonçalves, já foi pretexto para entrevistas na TVI 24, SIC Notícias, Lusa, Antena 1, Antena 3, M80, Rádio Amália, Rádio Cidade de Tomar, Rádio Voz da Golegã, Rádio de Vila de Rei e revista Novos Livros, além de ter justificado referências no Diário de Notícias, Jornal de Negócios, TSF, CMTV e revista Sábado.

Em breve darei aqui nota mais detalhada sobre os ecos que já mereceu este livro, entretanto destacado por Francisco Louçã, João Pereira Coutinho, Helena Sacadura Cabral, Carlos Vaz MarquesJoão Céu e Silva e Fernando Sobral.

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Tenham lá paciência

por Rui Rocha, em 16.02.17

Vejo que muitos dos que agora estão incomodados com a discussão da "questão de carácter" de Mário Centeno exigiram na altura (e bem, também o fiz) a demissão de Relvas. Naquele momento, fizeram-no porquê? Por causa da Lei da Rádio, foi?

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 16.02.17

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Ema, de Maria Teresa Horta

Novela

(reedição D. Quixote, 2017)

"Este livro segue a grafia anterior ao Novo Acordo Ortográfico de 1990"

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Ligação directa

por Pedro Correia, em 16.02.17

 

Ao Comentador de Bancada.

 

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RH Music Box (382)

por Rui Herbon, em 16.02.17

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Autor: Talking Heads

 

Álbum: 77 (1977)

 

Em escuta: Who Is It

 

 

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Estrelas de cinema (24)

por Pedro Correia, em 15.02.17

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O SONHO E O PESADELO

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“O mito é o nada que é tudo.” O verso de Fernando Pessoa podia servir de epígrafe a este filme focado na jovem viúva do malogrado 35.º Presidente norte-americano que contorna todos os lugares-comuns relacionados com o magnicídio de Dallas. Já vimos mil imagens alusivas ao drama, mas muito poucas concentradas na dama - de algum modo é quase como se estivéssemos a vê-las pela primeira vez nesta notável realização do chileno Pablo Larraín.

Jackie, como o nome indica, coloca por inteiro Jacqueline Lee Bouvier Kennedy no cerne da acção, desenrolada em Novembro e Dezembro de 1963, da antevéspera do crime às semanas que se seguiram aos disparos fatais de Lee Oswald na Praça Dealey.

 

O inquilino da Casa Branca surge aqui como mero figurante: só Jackie interessa como ponto fulcral da dramaturgia, enquanto edificadora do mito post mortem que perdurará por gerações. Este é um dos aspectos raramente realçados a propósito do casal Kennedy, que ocupou a Casa Branca durante pouco mais de mil dias: John não teria passado à história tal como o recordamos sem a laboriosa construção da sua imagem levada à prática por Jackie – primeiro por instinto, depois por decisão deliberada.

O mito nascia logo ali, em Dallas, naquele vestido manchado de sangue que ela recusou trocar durante todo o dia. Prolongava-se nas solenes exéquias de Estado, que fez decalcar do funeral de Lincoln, e na escolha do cemitério militar de Arlington para a deposição dos restos fúnebres do Presidente. E culminava na entrevista concedida dias depois por Jackie ao jornalista Theodore White, da revista Life, em que surgiu a primeira alusão ao musical Camelot, comparando a presidência Kennedy à lendária corte do Rei Artur, “momento fugaz e radioso” que alargou as fronteiras do sonho americano, dando-lhe projecção universal.

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O rosto magoado de Jacqueline Kennedy – num prodigioso trabalho de composição dramática que ficará como marco na carreira de  Natalie Portman – acompanha-nos ao longo de todo o filme, de modo obsessivo e quase compulsivo, com a câmara ficcional autorizada enfim a desvendar o lado oculto da jovem primeira dama, sempre tão ciosa da sua intimidade.

Partilhando a dor mais íntima com o mundo, talvez por ser a única forma de suportar tal fardo, Jackie – com a vida virada do avesso aos 34 anos, mãe de dois órfãos de tenra idade – contribuiu para transformar a tragédia em epopeia e dar aos Estados Unidos um dos seus mártires mais perduráveis. Evitando assim que do mandato de Kennedy ressaltasse a desoladora memória de uma ruína.

 

Acontece que um filme é também a sua circunstância: esta obra de Larraín ganha novo significado neste instante preciso em que os EUA, traindo o melhor da sua história, cedem aos ventos da irracionalidade e anunciam que vão fechar-se ao mundo. Invertendo a Nova Fronteira de John Kennedy que conduziu o homem à superfície lunar.

Camelot, senha de um sonho, brilha por contraste de forma ainda mais intensa em tempos de pesadelo.

 

 

Jackie (2016). De Pablo Larraín. Com Natalie Portman, Billy Crudup, Peter Sarsgaard, Greta Gerwig, John Hurt, Richard E. Grant, Caspar Phillipson, John Carroll Lynch.

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Já li o livro e vi o filme (172)

por Pedro Correia, em 15.02.17

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MACBETH (1623)

Autor: William Shakespeare

Realizador: Orson Welles (1948)

A imortal tragédia de Shakespeare sobre os mecanismos de perversão do poder deu origem a um dos mais originais filmes de Welles, opressivo e labiríntico, rodado em apenas três semanas nos estúdios da modesta Republic, especializada em westerns.

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Ups

por Rui Rocha, em 15.02.17

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O valor dos argumentos

por Diogo Noivo, em 15.02.17

Sou, sempre fui, favorável à despenalização da interrupção voluntária da gravidez. Porém, discordâncias à parte, tenho de aplaudir o João Pedro Pimenta pela forma como responde aos talibãs do komentariado nacional que, nesta e noutras matérias, procuram fazer da ética um argumento de disciplina (e de imposição) em detrimento de um debate são, sério e democrático. 

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Frases de 2017 (5)

por Pedro Correia, em 15.02.17

«Neste momento não tenho nenhum interesse pela política portuguesa. Nem os noticiários portugueses vejo.»

José Pacheco Pereira, 9 de Fevereiro, SIC Notícias

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 15.02.17

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Voss, de Patrick White

Tradução de João Reis

Romance

(edição E-primatur, 2016)

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RH Music Box (381)

por Rui Herbon, em 15.02.17

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Autor: Lucia Cadotsch

 

Álbum: Speak Low (2016)

 

Em escuta: Slow Hot Wind

 

 

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Playboy volta a ter fotografias de mulheres nuas.

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Música recente (70)

por José António Abreu, em 14.02.17

Minor Victories, álbum Minor Victories.

Um projecto só possível nos tempos actuais. Rachel Goswell, dos Slowdive, Stuart Braithwaite, dos Mogway, e Justin Lockey, dos Editors, trabalharam à distância e nunca gravaram todos no mesmo local.  O resultado mistura a tendência pop de Lockey com a guitarra densa de Braithwaite. A voz de Goswell acrescenta o toque de leveza e fragilidade.

 

(Sempre me pareceu que o planeta seria destruído por um gato - o de Blofeld, por exemplo. Ou então por um humano com cabelo alaranjado.)

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"Erro de percepção mútuo"

por Pedro Correia, em 14.02.17

O léxico político português acaba de ser enriquecido com uma nova expressão, proferida pelo dúctil ministro Centeno: entre ele e António Domingues, o malogrado presidente da Caixa Geral de Depósitos, houve afinal um  "erro de percepção mútuo".

Extraordinária expressão, apropriada que nem uma luva a estes tempos de pós-verdade.

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O local mais espaçoso no Metro de Lisboa

por Diogo Noivo, em 14.02.17

Em Lisboa, ficar em casa é um acto de rebeldia. Exposições modernaças, bares trendy, restaurantes étnicos, arquitectura (ou arquitetura?) desempoeirada, lançamentos de livros de dietas detox, lançamentos de lojas, lançamentos de “conceitos”, enfim, uma canseira de solicitações. Só ao Tejo é que ninguém se lança – já não se fazem portugueses como o Marcelo, o que, pensando bem, não é mau de todo.
Lisboa está na moda, Lisboa é sexy, Lisboa é cosmopolita. Desde que não seja para viver e trabalhar. Sobre as digressões cosmopolitas da capital muito há a dizer, começando pelos “happenings” e pelos “conceitos”, na sua maioria cópias baças daquilo que se faz noutras paragens. No entanto, o drama está no penoso quotidiano.
Regressado de Madrid, onde desta vez vivi cerca de um ano, as diferenças no dia-a-dia são esmagadoras. Na capital espanhola consigo tratar da minha vida usando os transportes públicos, em particular o Metro. Profissionalmente, mesmo que num só dia tivesse de estar em três ou quatro sítios diferentes, o Metro dá abasto. Para as coisas mundanas, como ir ao supermercado, ia a pé. Ao contrário do que sucede em Lisboa, Madrid mantém o comércio local vivo. Em todos os bairros da cidade há supermercados, farmácias, pastelarias, lojas de informática, livrarias, ginásios, cabeleireiros, lojas de roupa, restaurantes, enfim, tudo o que faz falta. Em matéria de acesso à cultura, voltamos aos transportes públicos. Cinema, teatro, livrarias grandes ou especializadas, todos têm uma estação de Metro por perto. Não conheço na cidade de Madrid um único trajecto que se percorra com maior rapidez e conforto de carro do que em transportes públicos. Já em Lisboa conheço vários.
É verdade, as estações de Metro em Madrid são feias, algumas causam mesmo repulsa. Pelo contrário, as de Lisboa são verdadeiras obras de arte. Reconhecida a diferença, importa salientar um aspecto relevante quando falamos de transportes públicos: o Metro de Madrid funciona. O metropolitano da capital espanhola apostou na dimensão e na funcionalidade da rede, a segunda mais extensa na Europa. O de Lisboa apostou na imagem. Em hora de ponta, o intervalo de tempo entre metropolitanos em Madrid ronda os 3 minutos. Em Lisboa, também em hora de ponta, o intervalo de tempo oscila entre os 5 e os 15 minutos, isto quando não temos as célebres “perturbações de linha” – eufemismo para o muito português “desemerdem-se”.
Dir-me-ão que as coisas por Madrid também não são fáceis, ao ponto de ter sido necessária a contratação de empurradores. Certo, mas isso só demonstra o quão eficazes são por lá: Lisboa não tem empurradores, mas devia. O grau de intimidade entre estranhos proporcionado pelo Metro de Lisboa em hora de ponta está à beira de desafiar as noções mais lassas de libertinagem. Mas até nem é mau dar por mim nessa situação. Não porque seja um tipo devasso, mas porque é sinal de que consegui entrar na carruagem. Depois de uns bons 15 minutos de indagações anatómicas mútuas e forçadas, que inevitavelmente levam a comparações, quase sempre desfavoráveis à minha pessoa, lá chegarei ao meu local de trabalho sem grande atraso. Amaçado, com a paciência na reserva, com odores no corpo que não são os meus (por princípio, não me oponho a ter no corpo odores de terceiros, mas ao menos que me paguem um copo primeiro), exausto, mas a horas.
Nada disto parece interessar. O que importa é que a cidade é famosa. E o Metro de Lisboa “é nosso”, novamente público, livre do jugo capitalista previamente autorizado por uma infame concessão a um nefando privado. Se o regresso ao perímetro público traz dificuldades, paciência, é o preço a pagar. Além do valor do passe, claro. Bom, o valor do passe é claro, mas a correspondente factura tem uma tonalidade tão escura que nauseia.
Aqueles que pugnaram por um Metro público, ignorando por completo a sua funcionalidade, eficácia e o serviço prestado aos passageiros, deveriam meter as suas ideias no mesmo sítio onde eu meteria a minha pasta se eles viajassem ao meu lado. Ainda que por definição seja um sítio aconchegado, é mesmo o único local com espaço num Metro lisboeta em hora de ponta.

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O novo sistema político.

por Luís Menezes Leitão, em 14.02.17

Se há alguém que tenha dúvidas sobre a fraqueza que constitui a solução política engendrada por António Costa, o imbróglio em que se envolveu Centeno e especialmente a resposta de Marcelo demonstram-no claramente. Sobre Centeno nada mais há a dizer e a avaliação está feita. Vir afirmar que houve conversas informais, mas não acordo, e que tudo não passou de um mal-entendido, corresponde à velha desculpa esfarrapada de quem não honra a palavra dada, quando António Costa gosta tanto de dizer que ela tem que ser honrada. Querer fazer as pessoas acreditarem que não havia acordo, quando até se colocou um escritório de advogados a redigir leis à medida do presidente da Caixa, que pelos vistos foram depois assinadas e promulgadas de cruz pelos órgãos de Estado, é chamar parvos aos portugueses. Mas a personagem vai se manter no cargo, em homenagem ao "estrito interesse nacional", que determina a abolição de qualquer responsabilidade política. Noutros países há outra concepção do "estrito interesse nacional" que implica não deixar degradar as instituições. Mas aqui, tudo como dantes, quartel-general em Abrantes.

 

O que é novo, no entanto, nisto tudo é o comunicado de Marcelo, que dá a entender que o Ministro das Finanças se mantém no cargo por decisão sua. Será que Marcelo não conhece o art. 191º da Constituição que diz claramente que não há responsabilidade política dos Ministros perante o Presidente da República? Como se já tinha visto no caso da Cornucópia, Marcelo parece querer assumir-se como chefe do governo, ouvindo explicações dos Ministros, dando-lhes ordens e até os podendo demitir, enquanto que o Primeiro-Ministro assiste a isto tudo sem um protesto, assumindo perante o presidente a posição mais subserviente que alguma vez teve um Primeiro-Ministro de um governo constitucional. Nem nos governos de iniciativa presidencial de Ramalho Eanes se assistiu a algo semelhante.

 

Há uns anos, quando estava na Guiné-Bissau, houve nesse país uma crise política, porque o Presidente exigiu a demissão de um Ministro e o Primeiro-Ministro recusou-se a fazê-lo, dizendo que a competência era sua, o que era verdade em termos constitucionais. Na altura, discutindo com colegas juristas guineenses, os mesmos foram de opinião que tinha sido um erro o país ter adoptado o sistema político semipresidencial, por recomendação dos constitucionalistas portugueses. Segundo eles, em África o sentimento popular exigia uma autoridade forte, e o povo não conseguia compreender que alguém pudesse ser Presidente e não mandar no governo. Concordei com eles, e por isso não me espantei quando posteriormente Angola alterou a sua constituição, abandonando o sistema semipresidencial, e concentrando o poder executivo no Presidente.

 

O que nunca pensei é que em Portugal o sistema político também pudesse ficar ameaçado por estas sucessivas investidas de Marcelo, a querer assumir competências que manifestamente não tem. Mas o que isto demonstra claramente é a fragilidade política de António Costa. Estando o seu apoio parlamentar em colapso, Antóno Costa precisa do braço do presidente para se manter no arame, pelo que o deixa ingerir-se nas suas próprias competências. Só que em política nem tudo vale a pena, e António Costa deveria pensar se o seu apego ao poder justifica permitir tanta menorização do seu próprio cargo.

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 14.02.17

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Gosto de ti, e então?, de Rita Leston

Romance

(edição Lua de Papel, 2015)

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RH Music Box (380)

por Rui Herbon, em 14.02.17

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Autor: Sun Ra

 

Álbum: Space Is The Place (1973)

 

Em escuta: Images

 

 

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Tenho uma dúvida

por Rui Rocha, em 13.02.17

Quando o Dr. Centeno pôs o lugar à disposição do Dr. Costa assinou alguma coisa ou foi só de trinta e um de boca?

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