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As canções de Dezembro

por Pedro Correia, em 30.11.15

É oficial: a série Canções do Século aproxima-se a passos largos do fim. Após quase seis anos de inexistência ininterrupta.

Houve sempre música, dia a dia, noite a noite, aqui no DELITO. Em momentos de alegria, em momentos de tristeza. Música de todo o género e para diversos gostos. Música de várias proveniências mas que deixou rasto no século XX - de 1902 (a mais antiga) até 1999.

É minha intenção encerrar esta série em grande, com um conjunto de canções especialmente memoráveis. Não podendo faltar alusões especiais, neste mês de Dezembro, a dois gigantes da música popular, que nasceram vai fazer cem anos: Edith Piaf e Frank Sinatra.

Aguardarei outras sugestões vossas. Com a disponibilidade de sempre.

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Quando a má consciência se torna viral

por Teresa Ribeiro, em 30.11.15

É impossível ficar indiferente a este vídeo natalício, da cadeia de supermercados alemã Edeka. A maioria de nós lá saberá porquê...

 

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O fim do Sol e do jornal I

por Patrícia Reis, em 30.11.15

A morte de um jornal é sempre triste. A morte de dois jornais duplica a tristeza? Não. Assusta. Assusta muito. Para os meus colegas de profissão, do jornal I e do Sol, fica a minha solidariedade. O jornalismo precisa de bons profissionais, de seguir o código deontológico, de ser sério. Quando os grupos económicos apostam na comunicação social e falham, a culpa não é dos jornalistas. Disso tenha a certeza.

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Fernando Pessoa

por Patrícia Reis, em 30.11.15

(...)
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente
[o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais,
[se puder ser,

Ou até se não puder ser...

 

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Mais e mais despesa pública

por Pedro Correia, em 30.11.15

 

«Entre um ministro com razão e um aliado sem ela, Costa escolherá o aliado: é o que resulta da natureza dos acordos que assinou.»

...................................................

«O que Costa acordou com o PCP e o BE é simples: uma aposta determinada no engrandecimento do Estado assistencial e da população subsidiodependente. Mais e mais despesa pública, coberta por mais e mais impostos sobre "os mesmos de sempre": aqueles que já pagam mais. Até secar a mina de ouro - coisa de que já há sinais à vista nos últimos dados da cobrança do IRS.»

...................................................

«Costa, que no seu discurso de posse se queixou das divisões cavadas entre os portugueses pelo anterior governo, vai contribuir decisivamente para cavar mais fundo um fosso que, a prazo, não tem remédio e vai custar muito caro ao País e aos mais pobres: o fosso entre uma cada vez mais larga maioria que só recebe e nada paga ao Estado e a minoria que apenas paga.»

 

Miguel Sousa Tavares, no Expresso de 28 de Novembro

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 30.11.15

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Tóquio vive longe da terra, de Ricardo Adolfo

Crónicas

(edição Companhia das Letras, 2015)

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Espanha a vinte dias de eleições

por Pedro Correia, em 30.11.15

Empate absoluto a três: Partido Popular (22,7%), Cidadãos (22,6%) e Partido Socialista Operário Espanhol (22,5%). Tudo em aberto.

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As canções do século (2160)

por Pedro Correia, em 30.11.15

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Espero ver-vos na terça-feira

por Pedro Correia, em 29.11.15

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O livro tem prefácio de Luciano Amaral e será apresentado por José Adelino Maltez.

 

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Fotografias tiradas por aí (271)

por José António Abreu, em 29.11.15

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Porto, circa 1999.

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António Costa?

por Rui Rocha, em 29.11.15

Um líder nato. Quer dizer... nato não, porra!

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O comentário da semana

por Pedro Correia, em 29.11.15

«Eu diria que um blogue é - é também - um porto de abrigo.

Será um local de debate e de confronto de ideias, confronto desejavelmente civilizado (mesmo que firme). O que, admita-se, nem sempre é conseguido. E se há zelotas que rejeitam qualquer desvio ao que tomam como a linha do "seu" blogue, mesmo ou sobretudo que nele simples comentadores, há também os que por lá passam, apenas e sistematicamente para discordar. Discordar de tudo, da mais reflectida análise de uma questão política, económica, social, o que seja. Até mesmo de uma opção estética (feminina ou outra).

Discordar porque sim, amiúde, sem preocupação de especial fundamentação ou refugiando-se numa subjectividade que tanto legitima, afinal, a sua opinião como a do autor ou comentador tão pressurosa e vivamente criticado. Há quem escreva, num blogue, em desvio da perspectiva nele dominante (o que dentro da civilidade está muito bem) e há quem nele comente, uma e outra e outra vez, sabendo de antemão que vai colidir - e frequentemente colidir de forma grosseira, de forma e conteúdo - com essa perspectiva dominante. Fazendo-o, dir-se-ia, de forma deliberadamente provocadora e sem outra perspectiva que não perturbar.

Porque um blogue é também um porto de abrigo. Onde procuramos quem pense como (ou perto de) nós. O que, sendo um blogue coisa privada, é absolutamente legítimo. E nada há nisso que encerre a nulidade, o pejorativo, de "falar sozinho" ou "nada ter a comentar". É tão natural debater ideias diversas, como o é procurar a partilha e consolidação de ideias comuns.

Ou não haveria blogues de esquerda e blogues de direita, creio (a permanecer agarrados a tal critério). Sendo que ser de um ou outro desses lados não encerra por si e sem mais a virtude e a razão. E de esquerda ou de direita, não há felizmente blogues de regime, de frequência obrigatória. Só os frequenta quem quer; só neles comenta e escreve quem quer. E tenha algo de útil (pelo menos que sinceramente lhe pareça) a escrever.

Ou assim deveria ser.»

 

Do nosso leitor Costa. A propósito deste texto do José António Abreu.

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Frutos da adesão do companheiro Obiang à CPLP

por Sérgio de Almeida Correia, em 29.11.15

 

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(Nacho Doce/Reuters) 

"During the Third Extraordinary Congress of the Democratic Party of Equatorial Guinea, held from November 10 to 12 in the capital of Malabo, President Teodoro Obiang Nguema Mbasogo declared that anyone who kills two or more people “has to be punished by death” and argued that the country should “cut the tendons” of delinquents, so as to facilitate their identification by the population." - Paulo Gorjão, Portugal and Equatorial Guinea: Respect for Human Rights is Not Optional, in IPRIS Viewpoints, 27/11/2015

 

Embora não seja tão optimista quanto o autor do texto, que já foi nosso colega aqui no Delito de Opinião, não escreve de cor e é insuspeito de alinhar com a esquerdalhada, o Paulo Gorjão deixou uma belíssima imagem dos avanços dos direitos humanos na Guiné-Equatorial no último número da Viewpoints do Instituto Português de Relações Internacionais.

Um ano depois, pelo que se vê, a CPLP continua a semear os direitos humanos na Guiné Equatorial. É pena que é seja aos bocados, isto é, em bocados de gente. Mas convenhamos que ouvir Obiang a sugerir o corte de tendões aos delinquentes e a pena de morte a quem matar duas ou mais pessoas é um avanço civilizacional indiscutível e a confirmação de que a adesão da Guiné-Equatorial à CPLP foi um acto de grande alcance, um verdadeiro exemplo para o mundo sobre a arte de bem receber e integrar estafermos.

O locatário do Palácio de Belém, o tal que não acredita nos acordos parlamentares de António Costa com o PCP, o BE e os Verdes, e fez questão de dizê-lo no dia em que deu posse ao XX Governo Constitucional, foi o mesmo que acreditou em Obiang e que já via os direitos humanos como uma espécie de alecrim a ser espalhado aos molhos pelas ruas e prisões de Malabo. Estou certo que Cavaco Silva, com Passos Coelho, Rui Machete, José Sócrates e Luís Amado, cada um com a sua dose de humildade pelo respectivo contributo, sentir-se-ão hoje muito orgulhosos com os avanços verificados na Guiné-Equatorial e não deixarão de incluir nos seus currículos uma nota de destaque sobre um trabalho que engrandeceu, e continua a engrandecer, na frente externa os seus belíssimos desempenhos domésticos.

Não há, pois, razões para agora, depois de todos os avisos, incluindo deste blogue, Portugal se sentir hipocritamente chocado

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Parabéns Adolfo!

por Patrícia Reis, em 29.11.15

 

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Mais de cem mil visualizações

por Pedro Correia, em 29.11.15

Nos últimos 20 dias, registámos cerca de 70 mil visitas e mais de cem mil visualizações.

Segundo as estatísticas do Sapo, concretamente, neste mesmo período houve 69.073 visitas e 109.083 visualizações aqui no DELITO DE OPINIÃO, que continua a ser paragem diária obrigatória para muitos e bons leitores.

Nós agradecemos.

 

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 29.11.15

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Verdes Moradas, de W. H. Hudson

Tradução e apresentação de José Domingos Morais

Romance

(edição Sistema Solar, 2015)

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As canções do século (2159)

por Pedro Correia, em 29.11.15

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Ler

por Pedro Correia, em 28.11.15

Um Governo do PS com o apoio da esquerda. De José Guinote, no Vias de Facto: «Há aqui uma clara demissão que aparece disfarçada de fidelidade aos princípios.»

 

Anotações para uma estratégia. Do Luís M. Jorge, na Vida Breve: «Se os partidos da Esquerda perderem o desejo, perde-se o Governo.»

 

Pequeno guia para a oposição à coligação negativa: sim, pasarán! Do Filipe Nunes Vicente, no Nada os Dispõe à Acção: «Não contemos com os iletrados da carne assada e das Jotas: um cão cego seria mais útil.»

 

Os novos camaradas. De Francisco Seixas da Costa, no Duas ou Três Coisas: «O medo leva ao oportunismo e este é um espelho do carácter.»

 

Heliogábalo. De Carlos M. Fernandes, n' O Insurgente: «Quando há dinheiro, é fácil arregimentar sabujos.»

 

Distância=angústia=lucidez. De Carlos Natálio, no Ordet: «A perda maior é apenas uma pedra maior num charco que comporta a toda a hora perdas menores, reequacionamentos de caminho.»

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Separados à nascença?

por Rui Rocha, em 28.11.15

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Os blogues e a vida real

por José António Abreu, em 28.11.15

Começa-se sem saber bem no que vai dar. Mantêm-se imensas ilusões mas temem-se a indiferença e o desprezo, bem como a incapacidade de estar à altura da tarefa. Responde-se de forma desajeitada às primeiras - e memoráveis - pessoas que estabelecem relação. Quem chega mais tarde obtém uma realidade parcial. Tentar descobrir o que ficou para trás pode reforçar -  ou fazer desvanecer - a atracção mas dá trabalho e poucos o fazem. Quase sem dados concretos elaboram-se imagens e verdades, que permanecem apesar de serem  desmentidas uma e outra vez. Há quem fique pouco tempo e, desinteressado quando não desiludido, logo desapareça. Há quem se empenhe - aconselhe, critique, procure moldar - e resista durante períodos surpreendentemente longos. Há o cansaço que, de um lado e do outro, se instala e as pausas que urge introduzir. Há os erros, as hesitações, as desilusões, os entusiasmos repentinos, as discussões estimulantes e as discussões cansativas - pelo momento, pelo tom mas, acima de tudo, por já terem ocorrido inúmeras vezes. Há afinidades que se referem com frequência e ódios de estimação que também se referem com frequência mas em tom completamente diferente. Há a passagem do tempo e a ideia de que se tem afinal menos controlo, menos originalidade e menos relevância do que era suposto.

Os blogues não são a vida real mas arranjamos sempre forma de tudo parecer a vida real. Talvez por a consciência - esse factor que nos diferencia dos restantes animais - nos permitir intuir que, em grande medida, a vida real é uma ficção.

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Resistência activa ao aborto ortográfico (113)

por Pedro Correia, em 28.11.15

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Espectáculos de Filipe La Féria

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 28.11.15

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Biblioteca, de Pedro Mexia

Crónicas literárias

(edição Tinta da China, 2015)

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Blogue da semana

por Pedro Correia, em 28.11.15

Até há bem pouco tempo não faltavam por aí vozes lamurientas, queixando-se do primado da economia, que relegava a política para segundo plano. Essas vozes devem andar agora bem mais risonhas: a política voltou ao quotidiano português - e em força.

É um fenómeno que encontra ecos naturais na blogosfera, a que alguns se apressaram a passar certidões de óbito com manifesto exagero. Os blogues políticos aí estão, com várias tendências e de várias cores, contribuindo para o debate de ideias. Alguns - bem conhecidos - já existem há vários anos. Outros surgiram em data recente. Entre estes encontra-se aquele que decidi eleger como Blogue da Semana: o Kapagêbê.

Parece comunista. Mas em política nem sempre o que parece é.

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As canções do século (2158)

por Pedro Correia, em 28.11.15

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Um castelo na areia

por Pedro Correia, em 27.11.15

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Detesto a atitude daquelas pessoas que se entretêm a fazer os mais negros vaticínios seja sobre o que for para um dia poderem gabar-se, levantando o queixo, com uma espécie de superioridade moral: "Eu bem avisei..."

Em Portugal, no espaço mediático, há gente em excesso a proceder assim.

 

Vem isto a propósito do XXI Governo Constitucional, que ontem tomou posse.

É o segundo maior, em 40 anos de democracia, desde o infausto executivo de Pedro Santana Lopes - o que talvez baste para sobressaltar alguns supersticiosos. Dezassete ministros e quarenta e um secretários de Estado, além do primeiro-ministro: quase seis dezenas de figuras,  o que satisfaz certamente aqueles que equiparam quantidade a qualidade.

 

Não é o meu caso.

Olho para o novo Governo e em vez de observar uma construção sólida vejo um castelo de areia. Erguido pela negativa, com o propósito de "travar a direita". Sem uma base parlamentar consistente, sem um só membro à esquerda do PS - mera emanação de 32% do eleitorado.

Bloco de Esquerda e Partido Comunista, que reivindicavam pertencer ao "arco governativo", optaram afinal por ficar de fora, na posição sempre cómoda de tentar ditar a táctica no conforto da bancada. E o secretário-geral do PCP nem se dignou comparecer na cerimónia de posse do Executivo, o que não deixa de ser sintomático sobre a frouxidão dos elos entre as diversas esquerdas. Em política, estes gestos contam muito.

Na sessão parlamentar de hoje já ficou patente como será difícil alcançar consensos em temas tão diversos como a supressão da sobretaxa do IRS, o descongelamento das pensões, a  reposição integral dos cortes salariais na função pública, a legalização das barrigas de aluguer e a  anulação das subconcessões nos transportes públicos urbanos em Lisboa e Porto.

Todas baixaram às comissões para debate suplementar. Questões adiadas, sem votação.

 

Auguro pouco de bom a este Governo, embora reconheça que integra personalidades com prestígio profissional, de perfil centrista e dotadas de inegável competência técnica.

Conheço vários dos novos ministros e secretários de Estado há anos suficientes para saber que farão o seu melhor e tenho estima pessoal por alguns. Mas os desafios que enfrentarão são imensos. Em várias frentes. E devem acautelar-se desde logo com o "fogo amigo".

 

Espero sinceramente estar enganado.

Desde logo porque qualquer governo deve sempre merecer uma expectativa benevolente dos cidadãos, tenham ou não votado nele. E também por sentir pouca vocação para engrossar o coro das cassandras. Jamais me congratularei com fracassos de um executivo, na medida em que isso também representa um fracasso do País.

Não desejo, de todo, ser mais um a proferir a fatídica frase "eu bem dizia..."

 

Mas olho para lá e só continuo a ver o tal castelo.

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Até no dia da posse

por Sérgio de Almeida Correia, em 27.11.15

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Se tinha dúvidas não aceitava a solução proposta e dizia-o logo, assumia-o, no limite até podia ter arranjado outra solução. Não podia era aceitar a solução que lhe foi oferecida e depois criticar a posse que ele próprio conferiu. Muito menos fazer ameaças veladas. No mesmo dia. Um fraco traído pelo seu próprio carácter. Não esteve à altura das circunstâncias, não soube honrar o seu destino, foi igual a si próprio, incapaz de disfarçar o azedume, incapaz de um gesto de elevação. Nisso foi coerente até ao fim.

A História não o absolverá porque não perderá tempo a julgá-lo. 

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 27.11.15

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O Paraíso Segundo Lars D., de João Tordo

Romance

(edição Bertrand, 2015)

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Michel Giacometti e o Plano de Trabalho e Cultura - Serviço Cívico Estudantil

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À atenção da esquerda radical

por Pedro Correia, em 27.11.15

Bruxelas vigia de perto as contas portuguesas. As coisas são o que são.

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Belles toujours

por Pedro Correia, em 27.11.15

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Anna Arqué

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As canções do século (2157)

por Pedro Correia, em 27.11.15

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Ligação directa

por Pedro Correia, em 27.11.15

AO Independente - A Máquina de Triturar Políticos.

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Treze gráficos

por José António Abreu, em 26.11.15

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Atente-se no gráfico sobre o investimento: até 2003, em Portugal investiu-se sempre mais do que na Irlanda - com muito piores resultados. Não interessa: há quem continue a ver o Estado como o principal dinamizador da economia. Repare-se também no gráfico sobre a despesa pública: após o disparo causado pelo salvamento dos bancos, a Irlanda centrou a correcção nos cortes de despesa e regressou a níveis inferiores a 40% do PIB. Portugal não atinge esse patamar desde a década de 1980; não atinge sequer um nível em torno dos 42% ou 43% - que já seria incrivelmente libertador para a economia - desde a de 1990. Não importa: há quem continue a defender que um Estado pesado não trava o desenvolvimento de uma economia débil. Veja-se o curioso gráfico acerca dos trabalhadores sindicalizados: com um modelo menos apoiado no sector público, a Irlanda consegue apresentar uma percentagem mais elevada. De somenos: o papel dos sindicatos é defender leis laborais rígidas e a manutenção de empresas deficitárias na esfera pública. Analise-se a taxa de mortalidade infantil (um dos justificados orgulhos de Portugal, que afinal a Troika não destruiu): parece que também pode ser garantida por um sistema de saúde em que o Estado chegou a despender anualmente menos 1,5% do PIB (conforme o gráfico sobre os gastos públicos com saúde). Que importa? Os números não dizem tudo; a saúde tem a ver com «pessoas». Mas, a propósito de pessoas, estude-se o gráfico sobre o coeficiente de Gini: com menos dinheiro público, a Irlanda criou uma sociedade mais igualitária (nota adicional: ao contrário do que afirmam muitas vozes, em Portugal não houve aumento da desigualdade com a chegada da Troika mas uma ligeira redução). Vergonhoso, fazer tal referência: o papel do Estado é apoiar quem precisa, sem olhar a custos. Notem-se ainda o saldo das contas públicas, o PIB per capita (indicador de produtividade e justificação de factores tão irrelevantes como o nível salarial), a taxa de desemprego, o nível da poupança (depauperado em Portugal e na Grécia pelo crédito barato e por estímulos públicos errados), o valor dos salários. Irrelevante, uma e outra vez: o modelo de desenvolvimento seguido em Portugal e na Grécia está correcto. Os problemas advêm do euro, da «austeridade» e da Alemanha.

Uma e outra vez, recusamos as evidências e cometemos os mesmos erros. Guterres sabia o que era necessário fazer mas desistiu antes de começar. Durão foi eleito prometendo fazê-lo mas fugiu quando isso se revelou difícil. Sócrates garantiu tudo e o seu oposto e só fez o oposto. Apenas Passos avançou realmente no sentido correcto. Timidamente. Com erros, constrangimentos (incluindo os gerados por facções dentro do PSD e CDS), adiamentos (fatais, num país de tamanha inércia). Enfrentando bloqueios constitucionais e níveis recordes de demagogia (por parte do PS, que levara o país à beira do abismo, mas também de inúmeras vozes com direito a tempo de antena). Obteve resultados ténues (tudo isto demora, exige paciência e capacidade de perseverança) mas encorajadores. Nos próximos meses, Costa e Centeno, agrilhoados às fantasias utópico-revolucionárias de Jerónimo, Catarina e Arménio, inverterão o ciclo. O sector público será novamente privilegiado à custa do privado. O investimento e o emprego (este muito em particular se a CGTP conseguir juntar o reforço da contratação colectiva e a limitação dos recibos verdes ao já programado aumento do salário mínimo) ressentir-se-ão. É verdade que, no imediato, haverá mais dinheiro disponível e tudo parecerá correr melhor. Depois, os problemas regressarão - mais graves, esgotada a acção do BCE e o capital de simpatia conseguido junto dos parceiros europeus, com os investidores cada vez menos predispostos a apostar num país que muda de ideias a cada governo e uma economia mundial que dificilmente escapará a uma crise (basta a FED subir as taxas de juro e os BRICs ressentir-se-ão).

Em Portugal - como na Grécia, como na maioria dos países da América Latina, como até em Itália e em França -, continua a acreditar-se que a riqueza é gerada através da despesa pública, da governação por decreto, da perseguição ao lucro. Acontece desta forma porque os cidadãos temem a mudança e porque dá jeito aos políticos que assim seja: um Estado leve, com menos a distribuir (empregos, contratos, obras, apoios), não liberta apenas a economia; liberta também os eleitores.

Treze gráficos. E podiam ser mais. Mas para quê? Em Portugal, poucos os querem ver, menos ainda os desejam perceber.

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Há 40 anos começou a acabar | 04. Casa para todos

por Tiago Mota Saraiva, em 26.11.15

Continuar a viver - Índios da Meia Praia de António da Cunha Telles

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 26.11.15

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Pan, de Knut Hamsun

Tradução de João Cruz e Mário Cruz

Romance

(reedição Cavalo de Ferro, 2ª ed, 2015)

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Verdades simples de um homem às direitas

por Sérgio de Almeida Correia, em 26.11.15

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"Foi indigitado na terça-feira o novo Primeiro-Ministro. Como olha para este Governo, resultante de uma maioria de esquerda no parlamento? Na ala direita houve quem falasse em golpe de estado...

Esses qualificativos são um disparate. Eu creio que que a PÀF [coligação Portugal à Frente] se bateu pela maioria absoluta, era indispensável ter a maioria absoluta. A coligação de listas conjuntas era um tiro de uma só bala. Ou se tinha a maioria absoluta, e se ganhava, ou não se tinha, e se perdia. E não se conseguiu e perdeu-se. Tem havido grandes discussões sobre o funcionamento da Constituição: "criou-se um precedente gravíssimo, a direita não poderá governar sem ter maioria absoluta". Sempre foi assim. Esta legislatura teve algumas coisas que são completamente novas e que não tinham acontecido. O PSD é o maior grupo parlamentar e a PÀF não tem maioria parlamentar. Nunca tinha acontecido que o partido mais votado não tivesse uma maioria no seu campo, ou à direita ou à esquerda, e isso aconteceu. E aconteceu existir uma maioria de esquerda e o partido líder de uma maioria de esquerda não ser o partido mais votado, também nunca tinha acontecido. É uma coisa que é frequente noutros países. Fartamo-nos de ver isso na Bélgica, na Dinamarca. Um Governo ser liderado não pelo partido mais votado, mas pelo segundo. Mas, de facto, era evidente na noite das eleições que, havendo uma maioria de esquerda, que havia uma possibilidade de se entenderem para formar Governo e foi isso que aconteceu. Eu acho que é perfeitamente normal que isto acontecesse, anda aí uma grande perturbação de ânimos quanto a isso. Acho, todavia, que tem uma legitimidade questionável. Eu não vou dizer que é ilegítimo. É um Governo perfeitamente legítimo, só que tem uma componente política que é nova e de que ninguém estava à espera. Sou completamente contra governos de gestão, o Governo de Passos Coelho caiu no Parlamento, acho que Cavaco Silva fez bem em designar Primeiro-Ministro o líder do segundo maior partido. Nem podia ter sido feito de outra maneira: nós temos um país democrático, temos um Parlamento a funcionar, o Parlamento exerceu as suas prerrogativas constitucionais. Concordemos ou não concordemos, rejeitou a investidura do Governo, há uma maioria parlamentar que oferece uma outra solução de Governo, tem que se seguir. Depois é uma questão da legislatura poder ser abreviada, e termos eleições antecipadas, que se realizariam em fim de Maio ou Junho, na melhor das hipóteses, e isso é que eu acho que um candidato presidencial devia dizer. Há aqui um fenómeno que cria instabilidade, que cria incerteza, que cria falta de cooperação parlamentar entre os partidos, porque a PÀF sente-se desrespeitada, diz que não colabora e está numa atitude de grande confrontação, e portanto devemos ouvir o soberano. O soberano é o povo. Se se mantiver a situação deteriorada, irmos para novas eleições. Essa é a solução que eu daria. Acho que este debate político que aqueceu o nosso dia-a-dia devia ser canalizado para as eleições presidenciais, porque é o Presidente que viermos a eleger que tem uma palavra a dizer sobre isso."

 

Não superando a falta que nos irá fazer no Parlamento, a excelente entrevista que José Ribeiro e Castro deu ao Ponto Final poderá, mais logo, ser lida (e relida) na íntegra aqui.   

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As canções do século (2156)

por Pedro Correia, em 26.11.15

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De blogue em blogue

por Pedro Correia, em 25.11.15

Eles não assinalaram o aniversário, mas merecem os parabéns à mesma: o blogue Causa Nossa completou 12 anos no dia 22. E acaba de fornecer uma ministra ao novo Governo: Maria Manuel Leitão Marques.

 

Parabéns também ao 31 da Armada, que hoje festeja o nono aniversário. No dia em que se celebram 40 anos de uma  data muito especial para os democratas portugueses.

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2016, ano de comemorações

por Pedro Correia, em 25.11.15

Ontem alguém me disse que o ciclo comemorativo da democracia portuguesa se "esgotava" neste 25 de Novembro - o Termidor de 19 meses de processo revolucionário, selado faz hoje 40 anos no confronto do quartel da Ajuda entre os comandos vitoriosos de Jaime Neves e a Polícia Militar ultra-esquerdista encabeçada por Cuco Rosa e Mário Tomé. Com a região de Lisboa em estado de sítio, que implicou o recolher obrigatório nocturno e impediu a circulação de jornais durante vários dias.

Pelo contrário, 2016 será um ano de grandes e gratas comemorações. Todas assinalam as quatro décadas de implantação da democracia representativa no nosso país. Com sete efemérides políticas que merecem ser recordadas:

 

2 de Abril de 1976 Aprovação da Constituição da República Portuguesa pela Assembleia Constituinte, apenas com o voto contra do CDS liderado por Diogo Freitas do Amaral.

25 de Abril de 1976 - Eleição do primeiro parlamento genuinamente representativo da população portuguesa, por voto directo, secreto e universal, com o PS e o PPD (futuro PSD) como partidos mais votados.

27 de Junho de 1976Primeira eleição presidencial por voto secreto, directo e universal da história de Portugal, com a vitória do general Ramalho Eanes (61,6%, com quase três milhões de votos).

27 de Junho de 1976 Eleição do primeiro parlamento autónomo da Madeira (com vitória do PPD), concretizando o poder legislativo regional consagrado na nova lei fundamental do País.

27 de Junho de 1976 Os açorianos foram pela primeira vez às urnas para elegerem os seus representantes no parlamento insular, consagrando assim a autonomia regional prevista na Constituição.

23 de Julho de 1976 - Tomada de posse do I Governo Constitucional, tendo Mário Soares como primeiro-ministro, na sequência das legislativas que atribuíram a vitória eleitoral ao PS (com 34,9% dos votos).

12 de Dezembro de 1976 - Primeiras eleições autárquicas em Portugal, que permitiram lançar os alicerces do poder local e a descentralização das estruturas de decisão política no País.

 

Não devemos esquecer estas datas, apesar de serem muito pouco evocadas pelos cultores de emoções fortes na política. Todas permitiram dar expressão concreta à democracia portuguesa - o pior dos sistemas, com excepção de todos os outros.

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Fictiongram, continuação da continuação

por Patrícia Reis, em 25.11.15

Onde se esconde a dor; o caminho é desconhecido; o outro irmão também é central; não gostar é uma imposição; a mãezinha entra ao barulho; há uma liga de mães;

 

O olhar dela seria inesquecível se Jaime fosse esse tipo de homem. Não era. A insensibilidade podia ser uma acusação demasiado leviana, excessiva. Ele era comedido e tinha aprendido a isolar os episódios da vida, obrigara-se a uma memória selectiva. Não queria recordar os olhares de Carmen na dor, da mesma forma que não queria saber de certas coisas da mãe. Ou de Paulo.

Paulo deixou-se guiar pela cidade. Pouco importava onde fossem tomar o tal copo, não tinha nada para dizer a Carmen, porém estava satisfeito por estar ali. Sendo uma sensação quase inexplicável, era o caso: satisfeito. Odiava festas, não entendia a razão pela qual a Carlota estava tão desvanecida com o outro tipo, o tal de Martim, e foi isso que disse

 

Quem era aquele tipo? Armado aos cágados...

 

É o meu irmão.

 

Ah, desculpa.

 

Não peças. Se ele fosse só um homem com manias era mais simples, mas não é. É maquiavélico.

 

Como assim?

 

Paulo podia mostrar-se interessado, afinal era uma das suas técnicas de eleição, essencial para a sua vida profissional. Carmen não se fez rogada e, enquanto acelerava pela avenida mais larga de Lisboa, contou o que lhe ocorreu sobre Martim.

 

Podia ser boa pessoa. Nunca foi. Mesmo em pequeno sempre foi mau.

 

E Paulo ouviu, com mais atenção do que seria de esperar, os pequenos dramas da família de Carmen. O amor pela avó, a incompreensão da mãe, a rigidez do pai, o facto de Martim ter escapado a todas as ameaças paternas, castigos e rupturas.

 

Ele faz o que quer e, porque o mundo não é justo, tem sucesso. É um filho da puta com sucesso.

 

Não gostas mesmo do teu irmão.

 

Paulo, não gosto do meu irmão, já não gosto do teu irmão e também não gosto de ti.

 

Paulo sorriu. Carmen tinha qualquer coisa. Não era só a miúda da província com meia dúzia de traumas familiares, com necessidade de vingar para estar no jogo de competição com Martim, o irmão. Ela negaria. A vida não é um jogo, diziam-lhe os seus pacientes. Paulo estava convicto do contrário desde sempre. Culpa de quem? De Laura, é evidente, a mãe seria sempre o começo de tudo. Para Carmen, a mãe não parecia ser um problema e, por isso, perguntou

 

E da tua mãe, gostas?

 

Carmen olhou-o de lado, um nano segundo, sempre concentrada na estrada. Se amava a mãe? Se gostava dela? Se a admirava? Decidiu responder com honestidade

 

Respeito a minha mãe. É tudo o que posso fazer.

 

Respeitar já é muito.

 

Achas? Não sei, Paulo. A vossa mãe pertence a uma liga diferente da minha. Acredita no que te digo.

 

Não tenho a menor dúvida.

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Novembro

por Luís Naves, em 25.11.15

No final de 1975, Portugal era controlado pelo Conselho da Revolução, uma junta militar de onde tinham sido afastados, em Março, todos os membros conservadores. Em Abril desse ano, nas primeiras eleições livres, e contra as expectativas da esquerda revolucionária, o país votara nos partidos burgueses, mas o conteúdo político da nova Assembleia Constituinte não se reflectia nos governos provisórios que o Conselho da Revolução escolhia. Sob o quinto governo provisório (radicalizado e sem ministros do Partido Socialista, que vencera as eleições) a economia portuguesa estava essencialmente nacionalizada e os revolucionários, usando assembleias populares fáceis de controlar, tentavam apoderar-se das empresas, do aparelho de estado e de todas as instituições civis, incluindo os órgãos de comunicação. No início de Novembro, a Assembleia Constituinte foi cercada, numa evidente humilhação dos deputados eleitos, e um novo governo menos radical estava à beira de ser derrubado na rua. O país enfrentava três cenários: triunfava a democracia, havia guerra civil ou a revolução evoluía para um processo soviético de tomada de poder.

O golpe militar de 25 de Novembro de 1975 permitiu o triunfo da democracia, mas a elite que beneficiou do regime resultante tem hoje vergonha do que aconteceu naquele dia. Ao pôr fim ao chamado “Verão Quente”, o 25 de Novembro representou o triunfo da facção militar democrática que mais tarde devolveria o poder aos partidos que tinham vencido as primeiras eleições livres e de sufrágio universal. Graças ao 25 de Novembro, Portugal teve uma nova Constituição em 1976, curiosamente hoje defendida sobretudo pelos mesmos partidos que procuraram destruí-la à nascença. Sem o 25 de Novembro, Portugal não seria hoje uma democracia ou teria um regime com mais feridas por cicatrizar. É por isso estranho ver agora os três antagonistas de ontem a tentarem disfarçar as duas trincheiras de 1975: de um lado estava o PS, que liderou com coragem a resistência à tomada de poder pelos radicais; do outro lado, os comunistas e a extrema-esquerda, tentando apoderar-se de um país que os rejeitava ou não compreendia.

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 25.11.15

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Alexandra Alpha, de José Cardoso Pires

Prefácio de Ana Margarida de Carvalho

Romance

(reedição Relógio d' Água, 2015)

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Há 40 anos começou a acabar | 03. Reforma Agrária

por Tiago Mota Saraiva, em 25.11.15

Torre Bela de Thomas Harlan

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Notas sobre o Executivo de Costa

por João André, em 25.11.15

Do governo de António Costa pouco tenho a dizer (e haverá quem, com toda a razão, se pergunte porque escrevo o post). Dos nomes que conheço, Vieira da Silva parece uma boa escolha para a Segurança Social dado o seu peso político, a sua experiência e a natureza sensível da pasta. Santos Silva parece também bem escolhido para os Negócios Estrangeiros: é polémico mas aberto a discussões, tem também peso político e é um europeísta convicto. Capoulas Santos parece ser um nome óbvio mas numa pasta que conheço mal. Cabrita teve um episódio no parlamento acerca de um microfone que não augura coisas boas para um governo que dependerá tanto da Assembleia da República. João Soares poderá trazer peso à Cultura e, se souber escutar os interlocutores, poderá ter um bom mandato (não se esperem milagres, no entanto).

 

Dos outros conheço demasiado pouco. Centeno é-me conhecido apenas do "programa económico" do PS. De Leitão Marques conheço o nome em Coimbra, de um ou outro post no Causa Nossa e pouco mais (se foi responsável pelo "Simplex" terá pelo menos experiência em tarefas complexas e abrangentes). De Manuel Heitor conheço o nome, tal como de Caldeira Cabral, Ana Paula Vitorino ou Azeredo Lopes. Infelizmente pouco mais.

 

A única excepção é Tiago Brandão Rodrigues, que conheço dos tempos de Coimbra. Do que conheço dele pessoalmente não tenho forma de dizer se dará um bom ministro da educação (espero que sim). Esperaria mais que aparecesse na Ciência e Tecnologia, mas Costa lá saberá.

 

Únicos dois comentários extra: é bom ver um governo com uma ministra negra. Portugal não é um país activamente racista mas o racismo passivo continua a fazer-se sentir em pequenas coisas. Por outro lado é pena ver tão poucas mulheres no governo. Não é preciso fazer um esforço para encontrar mulheres competentes (serão 50% do pool), pelo que não é necessário sacrificar essa vertente. Para encontrar um executivo mais paritário bastaria um pouco de vontade política. E num governo tão dependente da AR, ter mais mulheres poderia ser uma vantagem*.

 

* - sei que me meto em areias movediças com esta opinião. A minha lógica é a seguinte: as mulheres enfrentam mais dificuldades de progressão nas suas carreiras, pelo que se habituam mais a negociações, cedências e aceitação de outros pontos de vista. É neste aspecto que mulheres poderiam oferecer uma vantagem extra ao governo nas suas negociações parlamentares (e com outros parceiros sociais).

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Acabou-se o recreio

por Sérgio de Almeida Correia, em 25.11.15

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(Steven Governo/Global Imagens)

 

Meu caro António,

O essencial sobre aquilo que penso e o que aconteceu na Assembleia e em Belém depois de 4 de Outubro pp. resume-se a três textos publicados no Delito de Opinião, cujos conexões deixo para o caso de quereres ler (Talvez com mais umas 50 propostas, uns robalos e umas notas de rodapé, Não se aproveita nada e Omeletas). 

Sei de onde vens, conheço o teu percurso, ainda não sei para onde irás. Não será por isso, evidentemente, que deixarás de ter o mesmo benefício que dei ao XIX Governo Constitucional. Mas, tirando isso, poderás contar com a franqueza de sempre na apreciação do muito bom, do bom, do assim-assim e do péssimo. Seja do que tu fizeres ou de que outros fizerem à tua sombra ou que queiram fazer à sombra do PS.

Tenho por natureza ser mais exigente com os meus do que com os outros, com os de casa do que com os de fora, com os da minha equipa do que com os das equipas dos outros, sendo por isso natural que de mim não virá solidariedade na asneira. Já o disse antes, reafirmo-o desde já. A apreciação será por isso mesmo implacável, com a lealdade e a distância de sempre, que a mim "o aparelho" nunca me toldou as ideias nem me limitou o discurso, tirando daquela vez em Braga quando a Maria de Belém me disse que estava a esgotar os meus três minutos.

Posso não concordar, e não concordo, desde já te digo, com uma ou outra escolha, mas são escolhas tuas e vejo em todos a vontade para fazer melhor e diferente. Que o façam com transparência (esta não é uma palavra vã, como sabes) e seriedade (os últimos seis anos deverão servir de exemplo e de medida para se avaliar a falta dela). Oxalá que também não lhes falte a competência, o arrojo, a visão, e a sorte, que nestas coisas também dá jeito, só que estando o mundo cheio de boas intenções e a situação do país tão difícil terei tantas expectativas, por outras razões, quanto ao vosso desempenho quanto a tua oposição parlamentar.

Sobre as condições que tens só tu te podes pronunciar, mas se disseste ao PR que estavas em posição de apresentar um governo forte, estável e com apoio parlamentar para te fazer, e a nós, portugueses, navegar durante toda a legislatura, só temos que confiar e estar atentos. Sabes bem que não te serão perdoadas quaisquer falhas, por mais insignificantes que sejam. A artilharia dos apeados e ressabiados, que não há só nos outros partidos, está toda a postos para desferir os primeiros golpes.

Ainda que estando longe não deixarei de estar atento. Tenho bem presente o que critiquei aos anteriores governos, que nestas coisas, felizmente, tenho boa memória. Não esperes, por isso mesmo, condescendência, tolerância ou silêncio quando tiver de colocar o dedo na ferida. 

Posto isto, sabendo que serás, seremos, todos julgados pelo que for feito, pelo que ficar por fazer e pela forma como for feito, digo-te aquilo que o Professor Marcelo já disse: "é bom que corra bem este Governo, para que corra bem a Portugal". Bom trabalho. 

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As canções do século (2155)

por Pedro Correia, em 25.11.15

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Consultando Costa

por Bandeira, em 24.11.15

Jose Bandeira/DN

Cravo & Ferradura, José Bandeira/DN

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Notas políticas (9)

por Pedro Correia, em 24.11.15

Cavaco Silva optou pela solução mais razoável no actual quadro político. Como aqui escrevi há mais de um mês, "se Passos Coelho vir o programa do seu novo executivo chumbado em São Bento, resta ao Presidente da República chamar o líder do PS, segundo partido mais votado, para tentar formar governo e submeter-se por sua vez à apreciação parlamentar".

Goste-se ou não, e digam os profetas da desgraça o que disserem, os mecanismos da democracia representativa em Portugal estão bem e recomendam-se. O que é de aplaudir. Tal como devemos congratular-nos também pelo facto de o Chefe do Estado não ter sujeitado os portugueses a experimentalismos constitucionais, confirmando-se também o cenário que antecipei aqui.

Sobre o Executivo socialista - aquele que resulta da segunda mais reduzida base eleitoral de sempre em quatro décadas, logo após o Governo minoritário de Cavaco Silva  empossado em 1985 - haverá mil ocasiões para nos pronunciarmos. O momento agora é de congratulação. Porque a nossa democracia funciona de forma irrepreensível.

nervosismo de alguns, nas últimas semanas, não tinha qualquer justificação.

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Primeiro de Dezembro à vista

por Sérgio de Almeida Correia, em 24.11.15

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"As informações recolhidas nas reuniões com os parceiros sociais e instituições e personalidades da sociedade civil confirmaram que a continuação em funções do XX Governo Constitucional, limitado à prática dos a[c]tos necessários para assegurar a gestão dos negócios públicos, não corresponderia ao interesse nacional." - Aníbal Cavaco Silva, Presidente da República 

 

Espero que a coligação PSD/CDS-PP não se esqueça de propor um voto de louvor à actuação do Senhor Presidente da República. É o mínimo. O homem não conseguiu fazer melhor. E não foi por falta de esforço ou por se esquecer dos amigos.

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 24.11.15

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Em Nome do Pai e do Filho..., de Luciano Amaral

A história do Grupo Espírito Santo, da privatização à queda

(edição D. Quixote, 2015)

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