Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Já só peço uma coisa:

por Rui Rocha, em 30.09.15

Da próxima vez que houver uma injecção num banco que seja letal.

Autoria e outros dados (tags, etc)

O zigue-zague.

por Luís Menezes Leitão, em 30.09.15

António Costa derrubou Seguro com o argumento de que ele não estava a respeitar o passado de Sócrates.

 

 

Logo a seguir, no entanto, largou Sócrates à sua sorte, só o indo visitar uma vez à prisão.

 

Posteriormente, iniciou a campanha, propondo aumentos da despesa pública para estimular o consumo interno, incluindo até a delapidação de 10% do Fundo de Estabilização da Segurança Social.

 

Agora demarca-se de Sócrates, garantindo que não vai apostar em grandes obras públicas nem aumentar a despesa pública.

 

António José Seguro tem andado de forma inteligente em silêncio perante tanto disparate junto. Mas António Costa lá conseguiu que viesse um apoiante de Seguro, Carlos Zorrinho, a um comício seu. O que proclamou este, então? Que "Portugal precisa de António Costa primeiro-ministro na próxima década". Na próxima década? Só se for então a partr de 2020, que por enquanto ainda só vamos a meio desta década. De facto, a vingança serve-se fria.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Legislativas (18)

por Pedro Correia, em 30.09.15

Algumas propostas dos pequenos partidos:

 

Agir/PTP/MAS - Aumento do salário mínimo para 600 euros. Imposição de salários máximos em cada empresa, não podendo exceder 12 vezes o salário mais baixo. Descida generalizada do IVA. Criação de um imposto especial sobre as grandes fortunas.

 

Juntos Pelo Povo - Criação de um Fundo de Emergência Social para combater desemprego. Redução do IMI. Estimular a investigação científica. Criação de gabinetes móveis de atendimento ao cidadão. Valorização da pesca como recurso turístico.

 

Livre/Tempo de Avançar - Revogação do Tratado Orçamental. Plano europeu contra a pobreza infantil. Proibição da privatização da água. Reestruturação do sistema bancário. Combater os maus tratos aos animais à escala europeia.

 

Nós, Cidadãos - Criação de um Provedor do Endividado. Reactivação da Alta Autoridade Contra a Corrupção. Abertura das eleições legislativas a listas independentes. Recurso frequente ao referendo. Criação de uma Secretaria de Estado da Terceira Idade.

 

Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP) - Ruptura com a actual União Europeia. Luta do trabalho contra o capital. Semana das 30 horas. Definição de um salário mínimo europeu. Portugal fora do euro.

 

Partido da Terra (MPT) - Defesa da saúde ambiental. Promoção de uma "ética humanista, ecologista e liberal". Reconhecimento da importância do lazer para a felicidade das famílias. Introdução do indicador de Felicidade Interna Bruta em Portugal.

 

Partido Democrático Republicano (PDR) - Protecção do contribuinte contra o terrorismo fiscal. Criação de uma Câmara Alta ou Senado. Criação de um Ministério das Comunidades. Instituição dos 40 anos como idade mínima para exercer funções de juiz.

 

Partido Nacional Renovador (PNR) - Serviço militar obrigatório durante seis meses. Restabelecimento das fronteiras nacionais. Proibição da construção de novas mesquitas. Inversão dos fluxos migratórios. Redução do número de deputados de 230 para 180.

 

Pessoas-Animais-Natureza (PAN) - Reconhecimento da dignidade constitucional dos animais. Abolição de espectáculos com animais e exibição de animais. Proibição da caça desportiva. Proibição do foie gras. Fim da tauromaquia. Criminação da zoofilia.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Surpreende que a coligação possa vencer as eleições. Talvez – como sucedeu no Reino Unido – muitos eleitores tenham finalmente percebido que nem há almoços grátis nem as ilusões pagam contas. Mas é possível que – ao invés do que sucedeu no Reino Unido – desta vez ainda sejam insuficientes. Nesse caso, ficará para uma próxima.

Autoria e outros dados (tags, etc)

A Origem Transmontana

por Helena Sacadura Cabral, em 30.09.15
"...Uma empresa com o nome (um pouco estranho, há que dizer) de "Origem Transmontana" - e pergunto-me como foi possível ser autorizada uma designação tão enganadora como esta - foi acusada de comercializar produtos que se provou associados a uma doença derivada da cadeia alimentar, felizmente sem consequências mortais."
 
Este excerto pode ler-se no blogue - http://duas-ou-tres.blogspot.pt - do Embaixador Seixas da Costa e eu faço eco dele, porque lhe reconheço carradas de razão. 
Como é que a autoridade competente deixou registar uma marca que corresponde a uma designação de origem? E já agora como é que as autoridades locais e os concorrentes não reclamaram de tal autorização?
A região ficou com a sua imagem prejudicada, o que é profundamente injusto porque a generalidade deste género de produtos alimentares transmontanos é de excelente qualidade 
Este incidente, ao lançar um tal labéu, deveria levar à revisão da legislação que se ocupa de marcas e patentes, de modo a não permitir que tal possa repetir-se.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 30.09.15

1507-1[1].jpg

 

Adolescentes, de Maria do Céu Machado

Ensaio

(edição Fundação Francisco Manuel dos Santos, 2015)

"Este livro não segue as normas do novo Acordo Ortográfico"

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Talvez a maior façanha de António Costa nesta campanha

por José António Abreu, em 30.09.15

Ter cingido as opções de voto útil de qualquer pessoa sensata à que poderá evitar a chegada ao poder do Partido Comunista e do Bloco de Esquerda.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Enxovalho sem perdão

por Sérgio de Almeida Correia, em 30.09.15

"Das 17 mil denúncias feitas ao Ministério Público pela ministra da Justiça relativas a irregularidades nos honorários declarados pelos advogados, apenas seis desses casos foram a julgamento e nenhum foi condenado em tribunal"

 

Ela ia endireitar o sistema, fazer todas as reformas e mais algumas, correr com os vigaristas dos advogados, que eram aos milhares e campeavam impunes. Quatro anos depois o resultado foi este. A montanha nem para amostra conseguiu parir um ratinho. Nem uma condenação. Houve três ovelhas tresmalhadas, em milhares, que acabaram pagando para os seus processos serem suspensos, o que eu entendo como irregularidades que nem sequer eram graves, pois que de outro modo o MP, que também gosta de mostrar serviço ao povão, não trocaria a suspensão por euros.

Três, um número bem menor do que o de políticos do seu partido que já foram acusados e/ou condenados por variadíssimos crimes na última década; menor do que o número de membros deste Governo que foram forçados à demissão por se verem envolvidos em escandaleiras pouco recomendáveis para quem exerce funções políticas; menor do que o número de remodelações que o primeiro-ministro teve de efectuar, e muito menor do que o número de inconstitucionalidades promovidas pelo seu partido que o Tribunal Constitucional verificou durante a legislatura que agora termina. 

Paula Teixeira da Cruz, qual justiceira, armou um escarcéu para mostrar serviço no seu quintal. Mais grave porque partiu de quem envergou a toga e, quem sabe, talvez um dia volte a envergá-la. Ninguém estava à espera que depois da "argolada" (não foi a única que ficará do seu mandato) fosse pintar a cara de cor de laranja e tirasse uma fotografia para o Correio da Manhã, mas ao menos que tivesse havido a elevação de pedir desculpa a todos os que pautando a sua conduta profissional de forma honrada e séria, cumprindo escrupulosamente as leis e o seu código deontológico, foram de forma tão leviana e gratuita ofendidos quando ela recorreu ao megafone.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Legislativas (17)

por Pedro Correia, em 30.09.15

ng4560370[1].jpg

 

PORTUGAL À FRENTE: MEDIDAS EMBLEMÁTICAS

(para ler e comentar)

 

Programa eleitoral da coligação

Título genérico: Agora Portugal Pode Mais

Número de páginas: 148

Data de apresentação: 30 de Julho de 2015

Frase-chave: «Queremos estar ao serviço dos portugueses e de Portugal.» (Pedro Passos Coelho)

 

1. Aprofundar o quociente familiar no IRS.

2. Aumentar a cobertura na rede de creches.

3. Extender aos avós o direito de gozo de licença atribuído aos pais para acompanhamento de filho menor ou doente.

4. Introduzir a reforma a tempo parcial, "por forma a estimular o envelhecimento activo".

5. Facilitar o prolongamento da vida laboral, de forma voluntária, após os 70 anos, estendendo à administração pública o regime já existente no sector privado.

6. Universalizar a oferta da educação pré-escolar, desde os 4 anos, a partir do ano lectivo 2016/17.

7. Rever o regime jurídico das instituições de ensino superior, "garantindo uma autonomia institucional adequada à melhoria do serviço público".

8. Combater a violação do direito de autor e direitos conexos.

9. Renovar o aumento das pensões mínimas, sociais e rurais.

10. Desenvolver o Portal do Cidadão, tendo em vista funcionar como uma loja do cidadão on line.

11. Lançar Programa Saber Mais, centrado em alunos com dificuldades de aprendizagem e oriundos de famílias desfavorecidas.

12. Alterar a bonificação do abono de família por deficiência.

13. Promover o voluntariado em todas as idades.

14. Garantir que cada português tenha um médico de família até final de 2017.

15. Aumentar progressivamente a liberdade de escolha, na rede pública de cuidados de saúde, para todos os utentes do SNS.

16. Atingir uma quota de três quartos de genéricos no total de medicamentos no mercado.

17. Avançar para a criação do Hospital Lisboa Oriental.

18. Prosseguir o processo de devolução dos hospitais às misericórdias.

19. Reduzir taxa geral do IVA de 21% para 20% em 2016, prosseguindo esta redução ao ritmo de um ponto percentual por ano até 17% em 2019.

20. Consolidar o processo de liberalização do mercado da energia, "simplificando o processo de mudança de comercializador".

21. Concluir o processo de privatização da TAP.

22. Aumentar o tráfego fluvial de carga no estuário do rio Tejo.

23. Liberalizar o transporte fluvial de passageiros entre as margens do Tejo.

24. Propor a partir e 2016 a revisão do acordo com a Santa Sé sobre a questão dos feriados religiosos.

25. Criar o Portal do Empreendedorismo.

26. Abolir em 2018 a Contribuição Extraordinária sobre o Sector Energético.

27. Transferir processos pendentes nos tribunais judiciais para os tribunais arbitrais.

28. Eliminar progressivamente a sobretaxa do IRS.

29. Flexibilizar o sistema de pagamento de dívidas fiscais em prestações.

30. Prosseguir a redução da taxa do IRC.

31. Promover estágios para funcionários públicos em empresas privadas, sobretudo em áreas de forte componente tecnológica.  

32. Reverter cortes salariais na administração pública, ao ritmo de 20% ao ano.

33. Dinamizar o contrato de arrendamento, atraindo população mais jovem para os centros urbanos.

34. Fomentar o mercado social de arrendamento.

35. Alargar o peso da reabilitação urbana no volume de negócios da construção, passando de 10% em 2013 para 23% em 2030.

36. Rever o regime de referendos e de iniciativa legislativa popular, simplificando procedimentos e requisitos.

37. Desenvolvimento de projectos-piloto de voto electrónico e de voto em mobilidade, especialmente para as comunidades no estrangeiro.

38. Prosseguir a política de dignificação dos antigos combatentes.

39. Reforçar o apoio ao projecto de turismo militar.

40. Aprofundar a lei da transparência no acesso à informação pública.

41. Prosseguir o reequipamento e modernização das forças de segurança.

42. Reforçar o papel do Sistema de Informações da República Portuguesa no combate às ameaças internas e externas.

43. Intensificar acções de patrulhamento policial em "zonas urbanas sensíveis".

44. Concretizar a introdução da carta de condução por pontos.

45. Aprovar o Estatuto da Força Especial de Bombeiros, conferindo-lhe estabilidade.

46. Combinar todas as formas de discriminação de género.

47. Desenvolver acções de apoio ao empreendedorismo feminino.

48. Reforçar a formação das forças e serviços de segurança e inspectores do trabalho no combate a situações de tráfico de seres humanos.

49. Combater o terrorismo internacional, "nomeadamente o Estado Islâmico e seus aliados".

50. Incrmentar relações com a China, Indonésia, Índia, Coreia do Sul e Japão.

Autoria e outros dados (tags, etc)

As canções do século (2099)

por Pedro Correia, em 30.09.15

Autoria e outros dados (tags, etc)

Ligação directa

por Pedro Correia, em 30.09.15

Ao Alvitrando.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Se a Coligação vier a ganhar as eleições, os simpatizantes vão ter de festejar num Marquês com duas rotundas.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Fictiongram, continuação da continuação

por Patrícia Reis, em 29.09.15

Onde Paulo é salvador, a perdição é pensamento, a amizade se estilhaça, não existem pensamentos felizes, a festa podia ser outra

 

Jaime tinha garantido a Carmen que devia tudo a Paulo.

O meu irmão salvou-me. Não preciso dizer mais do que isto. Se não fosse o Paulo nunca teria feito nada da vida.

E depois contou, em resumo, por lhe ser tão difícil falar da mãe, da infância, da adolescência, que acabaram por ficar sozinhos de novo. Laura encontrou uns amigos de juventude. Iam a França, visitar uns familiares, ela podia ir, porque é que não ia? E ela, contente com o verão, feliz sem esfregona e outros utensílios, garantiu que eram duas semanas e foi.

Voltou três anos e meio depois com o François, com quem se manteve durante algum tempo. Paulo e Jaime tinham andado para a frente.

 

A nossa vida é sempre distinta do que pretendemos que seja, fica aquém dos sonhos e ilusões possíveis. Sobre isto não havia a menor dúvida, assim o pensava Carlota, ela que não sabia se deveria dizer a Carmen que estivera com Jaime, ela que não sabia como seria a tal festa onde conheceria Paulo, o salvador. Sentia-se perdida. Uma bola fora do sítio.

 

Não era nada, era apenas o mundo que a atingia em todo o seu esplendor. Carmen ouvira uma Carlota titubeante do outro lado do telemóvel. Não podia dizer do outro lado da linha, pois não? Os pensamentos atropelavam-se em disparates. Conseguia ver Carlota a sucumbir nos braços de Jaime. Conseguia ver a boca de Jaime na dela. Pensou:

Não. Calma. Não é nada disso. É tua amiga. Foi só um almoço.

Um almoço. Uma refeição como aquela que partilhavam todos os meses? Não, Carlota não tinha nenhuma ligação a Jaime, ir almoçar com ele era uma agressão. Uma agressão como um tabefe bem dado. Ou pior.

 

Carlota dividiu-se. Havia uma dentro dela que ansiava pela aventura do proibido, do moralmente discutível; era aquela que sempre pensara em Jaime como sendo seu, fantasiando com o namorado da amiga, sem o dizer, lamentando que fosse fiel a um ser tão “certinho”. A outra nela, dentro dela, mais ou menos poderosa consoante o minuto de determinada hora, insultava-se com o absurdo de considerar Jaime um potencial candidato amoroso quando ela, Carlota, tinha algumas amizades coloridas que cumpriam os desejos curtos que a assaltavam.

Sou uma contradição. Penso mal da minha amiga, gosto dela e penso mal dela.

Carmen não suspeitava. Que a sua amiga partilhasse uma refeição com o seu ex, não era natural? Não, não era.

 

Dificilmente, Carmen podia compreender. Carlota não tinha como explicar e Jaime estava fechado no seu mundo impossível de interpretar pelas redes sociais. Paulo estaria na festa naquela noite. A existência da festa, uma festa à qual Jaime queria ir, levando a sua melhor amiga, era algo que Carmen tomava como uma ofensa. Fez alguns telefonemas, espreitou o facebook e percebeu. Percebeu o onde e o porquê da festa.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Penso rápido (71)

por Pedro Correia, em 29.09.15

Na eleição legislativa contam os mandatos. Essa é a lógica desta eleição - a da conversão de votos em mandatos.

Nos escrutínios de natureza referendária não há lugar a mandatos. Interessam apenas os votos. 

A eleição autonómica catalã nunca foi referendária: só a coligação Juntos Pelo Sim pretendeu dar-lhe essas características. Se o fosse, o "não" à independência teria ganho (52,2% contra 47,8%).

O tiro aos separatistas saiu pela culatra: é o que costuma acontecer quando se quer dar o passo maior que a perna.

Além de verem rejeitadas as suas teses independentistas, que preencheram 95% da campanha, a coligação formada por Mas e Junqueras perdeu nove lugares no Parlamento autonómico. Ficou em minoria no hemiciclo.

Na anterior eleição, em 2012, a Convergência e a Esquerda Republica tinham concorrido em separado, alcançando 44,4%. Agora, em coligação, ficaram-se pelos 39,6%.

As urnas falaram. Com toda a clareza.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tem melão?

por Helena Sacadura Cabral, em 29.09.15

Melão.jpeg

 

Não deve ser fácil para certas pessoas responderem à pergunta "qual a fruta de que gosta mais?". Pois eu sou capaz de responder de imediato à pergunta, depois de uma análise aprofunfada que fiz durante esta campanha eleitoral.
Explico-me melhor. Tenho uma amiga com quem janto frequentemente e que, mal encomenda o prato, pergunta de imediato ao empregado se o peixe ou a carne são mesmo frescos. Claro que a resposta é sempre a mesma. E eu, a rir, lembro-lhe sempre que não há honestidade possível na matéria, porque ninguém lhe dirá "não, minha senhora, o peixinho ou a carninha são de há uma semana".
Pois bem, neste tempo de incertezas, em que a minha vontade de trabalhar - como já aqui referi antes -, não é nenhuma, dei-me conta de que, também eu, questiono quem me serve. Com efeito, quando chega a altura da sobremesa, sai-me sempre um " tem melão?". 
Trata-se, está visto, de uma interrogação igualmente calista. Porém, foi preciso vir esta época de tão densa inquietude, para me dar conta de que, afinal, eu posso responder à questão inicial deste post, acerca da minha fruta preferida. É, de facto, o melão... 
Mas também me tenho vindo a aperceber de que, muito possivelmente, a 5 de Outubro, o melão corre o risco de ser uma das frutas mais consumidas no país. É cá uma impressão que eu tenho, confesso!

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 29.09.15

 

Livro[1].jpg

 

Em Português, Se Faz Favor, de Helder Guégués

Guia fundamental para escrever bem

(edição Guerra & Paz, 2015)

"A presente edição não segue a grafia do novo acordo ortográfico"

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Legislativas (16)

por Pedro Correia, em 29.09.15

867005[1].jpg

 

PARTIDO SOCIALISTA: MEDIDAS EMBLEMÁTICAS

(para ler e comentar)

 

Programa eleitoral do PS

Título genérico: Tempo de Confiança

Número de páginas: 92

Frase-chave: «O País precisa de um novo rumo na governação.» (António Costa)

Data de apresentação: 6 de Junho de 2015

 

1. Extinção da sobretaxa do IRS entre 2016 e 2017.

2. Fim até 2017 dos cortes salariais extraordinários na administração pública.

3. Redução progressiva e temporária da taxa contributiva dos trabalhadores, até um mínimo de 4% em 2018, para "estimular a procura interna".

4. Relançamento do diálogo negocial e da contratação colectiva.

5. Relançamento do Simplex destinado às empresas para reduzir o tempo e o custo do investimento.

6. Lançamento do Programa Semente, com benefícios fiscais a quem invista em pequenas empresas.

7. Lançamento de um programa de apoio ao emprego jovem intitulado "Contrato Geração".

8. Redução do IVA da restauração para 13%.

9. Combate activo à precariedade laboral com o agravamento da contribuição para a segurança social das empresas que revelem "excesso de rotatividade dos seus quadros".

10. Promoção da conciliação laboral através de mecanismos de arbitragem.

11. Reforma da lei eleitoral através da introdução de círculos uninominais.

12. Adopção de um orçamento participativo a nível do Orçamento do Estado.

13. Adopção de um Código da Transparência Pública para todos os titulares de cargos políticos.

14. Regulação do lobbying em nome da transparência.

15. Criação de um registo público de interesses nas autarquias locais.

16. Aprovação de legislação no Conselho de Ministros apenas uma vez por mês.

17. Constituição de um Conselho Superior de Obras Públicas.

18. "Divulgar informação sobre as leis publicadas, em linguagem clara, em português e em inglês, acessível a todos os cidadãos, incluindo um sumário em suporte áudio para invisuais."

19. Dignificação dos antigos combatentes e apoio às famílias dos militares em missões externas.

20. Conclusão do processo de instalação do Hospital das Forças Armadas.

21. Reforço do combate ao ciberterrorismo.

22. Reforço dos laços identitários com as comunidades de língua portuguesa.

23. Criação de um Programa Nacional de Prevenção e Segurança de Proximidade.

24. Instalação de sistemas de videovigilância em mais zonas de risco.

25. Combate à vigilância de género e doméstica.

26. Investimento na formação profissional dos reclusos.

27. Plano Nacional de Protecção da Circulação Pedonal e Combate aos Atropelamentos.

28. Correcção dos erros de execução do mapa judiciário.

29. Criação de um portal da justiça na internet.

30. Abertura do exercício de funções de juiz especializado a juristas ou docentes universitários, "mediante regime especial de acesso".

31. Instituição de prémios para trabalhadores que contribuam para a inovação na administração pública.

32. Regresso ao regime das 35 horas de trabalho regular.

33. Promoção de uma governação local mais democrática, escrutinada e transparente.

34. Reforço das competências das autarquias locais na área dos transportes.

35. Abertura de novas lojas do cidadão.

36. Criação de um Programa Nacional de Educação para a Saúde.

37. Criação de cem novas unidades de saúde familiar.

38. Garantia de que todos os portugueses terão médico de família até ao fim da legislatura.

39. Criação de um Simplex da saúde para acesso mais fácil ao Serviço Nacional de Saúde.

40. Aposta no pré-primário como combate ao insucesso escolar, garantindo que até ao fim da legislatura todas as crianças a partir dos 3 anos terão acesso a este grau de ensino.

41. Investimento na educação de adultos e na formação ao longo da vida.

42. Aumento da mobilidade dos docentes do ensino superior.

43. Promoção de Portugal como destino de formação superior graduada e pós-graduada, em vários idiomas. 

44. Plano de incentivos para os emigrantes que queiram regressar a Portugal.

45. Apoio ao investimento na reabilitação urbana.

46. Revisão do regime do arrendamento urbano.

47. Proibição das execuções fiscais sobre a casa de morada de família relativamente a dívidas de valor inferior ao valor do bem executado.

48. Relançamento da política de habitação social.

49. Apoio ao transporte marítimo de curta distância e às "auto-estradas do mar".

50. Incentivos à fixação de jovens no interior do País, designadamente através do apoio a projectos empreendedores de base tecnológica e da recuperação de habitações abandonadas nas vilas e aldeias.

Autoria e outros dados (tags, etc)

As canções do século (2098)

por Pedro Correia, em 29.09.15

Autoria e outros dados (tags, etc)

Da Importância da Primeira Frase de um Livro

por Francisca Prieto, em 28.09.15

"Quando está doente, todo o homem quer a mãe; se ela não está por perto, outras mulheres têm de a substituir".

 

Philip Roth em "A Lição de Anatomia"

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Uma perguntinha:

por Rui Rocha, em 28.09.15

Depois de resolverem a questão das emissões poluentes de várias marcas de automóveis poderão dedicar algum tempo à desconformidade, conhecida desde sempre, entre os consumos prometidos e aqueles que efectivamente são registados na utilização dos veículos? É para um amigo...

Autoria e outros dados (tags, etc)

E se o PS tiver entrado numa espiral recessiva?

Autoria e outros dados (tags, etc)

O escândalo Volkswagen.

por Luís Menezes Leitão, em 28.09.15

O escândalo Volkswagen constitui um exemplo típico da forma como as empresas podem usar os desenvolvimentos tecnológicos para a fraude e como tantos discursos sobre a corporate responsability afinal podem conduzir a isto.

 

O software na indústria automóvel tem contribuído para tornar os automóveis mais seguros. Um dos exemplos é o ABS que permite perceber quando o carro está em derrapagem com uma roda a deslizar sem rodar, compensando a situação travando e libertando as rodas. A empresa lembrou-se de usar o mesmo princípio para detectar se o carro estava a ser usado não em estrada, mas num banco de ensaios, recolhendo como indícios só estarem a rodar as rodas da frente (as únicas com tracção) ou o volante estar fixo, ou o carro estar numa altura maior ou sem alterações na pressão atmosférica exterior. Nesses casos, o motor reduzia a emissão de gases poluentes, permitindo bons resultados nos testes.

 

Como aqui se explica, o assunto só foi descoberto porque na América surgiu uma associação privada, o International Council on Clean Transportation, que decidiu fazer testes às emissões dos carros na estrada, descobrindo que o VW Passat tinha emissões 5 a 20 vezes superiores aos resultados anunciados. Contactada a Volkswagen, esta respondeu que tinha sido um erro de medição nos testes feitos pelo ICCT. Este não ficou, porém, satisfeito, denunciando o assunto publicamente, desencadeando a intervenção da United States Environmental Protection Agency (EPA). Esta pressionou várias vezes a Volkswagen para explicar o que se estava a passar, mas esta limitava-se a dizer que se tratava de meras falhas técnicas. Até que a EPA informou a Volkswagen de que, se o assunto não fosse esclarecido, proibiria a comercialização dos carros nos Estados Unidos. Só com essa ameaça a Volkswagen confessou a criação do software. A EPA deu então uma resposta lapidar: o assunto deixa de ser da nossa competência e passa para a esfera do Departamento de Justiça. Ao mesmo tempo, nos Estados Unidos estão a ser preparadas inúmeras class actions contra a Volkswagen, com um exército de advogados americanos a querer representar os compradores de carros enganados.

 

A Volkswagen corre o risco assim de enfrentar inúmeros processos a nível mundial, que no limite podem pôr em causa a sua própria sobrevivência. É extraordinário que uma fábrica que sobreviveu à destruição total após a II Guerra Mundial e chegou a ser um ícone da cultura pop com modelos como o Carocha e o Pão de Forma, tenha agora a sua sobrevivência ameaçada por um escândalo desta proporção. E que sucedeu ao seu CEO Martin Winterkor, responsável por este escândalo? Foi para casa com uma indemnização de 28 milhões de dólares. Há algo de muito errado em tudo isto.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Frases de 2015 (40)

por Pedro Correia, em 28.09.15

«Não há-de ser por mim que a coligação ganha.»

Pacheco Pereira, SIC Notícias, 24 de Setembro

Autoria e outros dados (tags, etc)

Já vejo laranjas em todo o lado:

laranjas.jpg

Autoria e outros dados (tags, etc)

Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 28.09.15

capa_viagem_a_marrocos_ebook[1].jpg

 

Viagem a Marrocos, de Luís Soares

Policial

(edição Chiado Editora, 2015)

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Mas afinal ficou com menos

por Pedro Correia, em 28.09.15

25n-elecciones_autonomicas_cataluna-artur_mas-inde

 

Como escrevi aqui mais de uma vez, não há independências por metade: um processo soberanista ou resulta de um amplo movimento colectivo ou está condenado ao fracasso. Artur Mas, o presidente do Governo catalão, quis transformar as eleições autonómicas de ontem num plebiscito ao corte de laços políticos com o Estado espanhol, rompendo com a Constituição de 1978. Ameaçou até dar esse passo se conseguisse um só boletim acima da metade dos sufrágios expressos neste escrutínio. Alegando que cada voto conta.

Pela segunda vez, falha o objectivo - tal como já sucedera há dez meses, ao convocar um referendo-fantoche, sem validade jurídica, reduzido a escombros pelo Tribunal Constitucional. Os catalães acorreram às urnas, recusando-lhe a maioria que pediu. Apesar de coligada com a Esquerda Republicana, sua rival histórica, a Convergência de Mas desce nove lugares no Parlamento de Barcelona (os dois partidos somavam 71 lugares na legislatura anterior e recuam agora para 62, seis assentos abaixo da maioria absoluta) e fica atrás da soma dos partidos constitucionalistas, que alcançam 63 postos. Sobra a CUP, da extrema-esquerda hipernacionalista, que aspira à independência no minuto seguinte e já deixou claro que não viabilizará um novo mandato de Mas, expoente da burguesia conservadora.

 

Em números e percentagem de votos expressos, a coligação liderada por Mas somada à CUP queda-se nos 47,8% (1,946 milhões de sufrágios), sem conseguir transpor a barreira psicológica dos 50%. Abaixo das forças constitucionalistas, de esquerda e de direita, que somaram 52,2% (1,952 milhões de sufrágios), destacando-se o excelente desempenho eleitoral do partido Cidadãos, que quase triplica o número de parlamentares (subindo de 9 para 25).

Estamos perante um claro "fracasso do soberanismo", como bem sublinha David Jiménez, director do El Mundo. O que não impediu alguns telediários portugueses, com o alarido habitual de quem prefere "noticiar primeiro" em vez de noticiar com rigor, de se apressarem a proclamar o "triunfo independentista" em terras catalãs, com base numa projecção à boca das urnas da oficialista Antena 3, que há muito funciona como mero veículo da propaganda governamental de Mas.

 

"Os independentistas ganham em assentos mas não em votos", sintetiza em manchete outro jornal, El País. Fica quase tudo dito nesta frase. Se as eleições autonómicas fossem o plebiscito que os separatistas queriam, tinham acabado de sofrer uma derrota. Porque cada voto conta.

E, se é ridículo fundar-se um país com 50%+1 das opiniões expressas, pretender fundá-lo com menos de 50% é ainda mais impraticável. Mas queria mais, afinal ficou com menos. Os espanhóis ganharam com isso - a começar pelos espanhóis da Catalunha, que com o seu voto souberam travar um aventureirismo irresponsável.

Autoria e outros dados (tags, etc)

As canções do século (2097)

por Pedro Correia, em 28.09.15

Autoria e outros dados (tags, etc)

castellers.jpg

 

Sentes-te desconfortável por não perceberes uma botifarra sobre a momentosa questão catalã? Nada temas. Segue estas simples indicações e, com sorte e uma abundante cabeleira, poderás ser um novo Nuno Rogeiro. Com menos cabelo e a mesma sorte, serás talvez um mais velho Loureiro dos Santos:

1 - Começa qualquer discussão sublinhando que a questão é muito mais complexa do que simplesmente optar entre a visão centralista e a independentista. Adopta pose circunspecta e conclui referindo que devemos resistir a análises simplistas num mundo global e multipolar.

2 - Salienta o papel nuclear da Catalunha no contexto da dimensão ibérica de Espanha e na sua história. Liga o simbolismo da Estátua de Colombo às relações diplomáticas da Coroa Espanhola com os países andinos. Se puderes, leva um mapa-mundi. Com traços seguros, une Barcelona (convém que tentes perceber previamente o local aproximado onde se situa) com diversos pontos espalhados ao acaso. Reforça a dimensão geoestratégica da localização e relaciona-a com grandes migrações passadas, presentes e futuras. Toca, en passant, no tema dos refugiados da Síria e revela que o Aeroporto Del Prat pode ser utilizado para reabastecimento de bombardeiros envolvidos nas acções de punição do regime de Bashar al-Assad (é importante que digas o nome completo do tiranete pois assim revelarás o teu conhecimento profundo dos actores envolvidos).  Se te lembrares, fala de estudos secretos da OPEP sobre possíveis reservas petrolíferas ao largo de Tarragona e da possibilidade de a UE ter em carteira a construção de um gasoduto alternativo entre LLoret de Mar e a Ucrânia para furar o bloqueio russo.  O importante não é que alguma coisa destas faça sentido. O fundamental é passar a ideia de que tens uma visão global sobre o tema.

3 - Abusa das alusões históricas. Compara Artur Más com grandes líderes e momentos do imaginário independentista: José Martí, Grito do Ipiranga, Grito de Munch, Cataratas do Niagara, Alberto João Jardim, Afonso Henriques. Refere a Finlândia várias vezes como exemplo de uma independência bem sucedida. Deixa cair, como se nada fosse, que Suomi é uma expressão eslava que significa liberdade e prosperidade ainda que não seja realmente assim. Traça um paralelo entre Rajoy e Pedro o Grande, Anastácia ou Shakira enquanto abres os braços lentamente para sublinhares a abrangência das ligações históricas e políticas convocadas pelo momento. Se não te lembrares de falar no Pedro, refere outro Grande qualquer. Pode ser o Alexandre, o Líder ou a Muralha. Usa e abusa de palavras começadas em geo: geo-política, geo-estratégico, geo-lógico, geo-désico, geo-térmico e por aí foraSempre que disseres uma palavra começada por geo faz uma ligeira pausa para que a audiência saboreie o peso dos teus conhecimentos.

4 - Faz uma alusão ao sentimento nacionalista. Aos perigos que estes representam. A episódios não nomeados de fracturas insanáveis. A casos que conheces de vizinhos que nunca mais se falaram por causa de uma questão toponímica. A vinganças terríveis motivadas por disputas de terras e águas. Se te sentires completamente à vontade, faz neste preciso momento uma alusão ao estilicídio. Embala e recorda ainda o regicídio e o atentado de Sarajevo. Não deixes nenhum destes pontos para mais tarde. Se permitires que a discussão prossiga sem aproveitares a deixa, outro tertuliano avançará ele próprio com algum destes excelentes argumentos.

5  - Se em algum momento te sentires entalado, leva a discussão para a arte. Com um sorriso enigmático, fala de Dali e conclui que há sempre neste mundo coisas que não percebemos. Em caso de dificuldade extrema, recorre ao argumento de autoridade. Cita um artigo perdido do Financial Times ou da Caras Magazine. Se as autoridades no assunto o afirmam, está por nascer o primeiro opositor na discussão que o contradiga.

6 - Conclui a tua intervenção cofiando hipotéticas e proféticas barbas e salientando o risco de uma nova guerra fria, de consequências energéticas inimagináveis e de um possível cisma religioso entre a Igreja Católica de Castela e seitas que se movimentam na sombra da Sagrada Família. Fecha em crescendo, aludindo a perigos de dimensão dificilmente antecipável relacionados com a afirmação de usos e símbolos tipicamente catalães como a senyera, a crema catalana, os castellers ou o pa amb tomàquet e a terrível possibilidade de proibição de touradas com picadores em Tossa de Mar.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Fotografias tiradas por aí (262)

por José António Abreu, em 27.09.15

Blogue_grafismo4_2_Viana2015.jpg

Viana do Castelo, 2015 (hoje).

Autoria e outros dados (tags, etc)

Manobras de diversão

por Rui Rocha, em 27.09.15

Muito se diz sobre o escândalo da Volkswagen mas pouco se fala das emissões em que participa o Pacheco Pereira.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Blogue da semana

por Isabel Mouzinho, em 27.09.15

Gostando tanto de fotografia como gosto, volto a destacar um blogue onde ela ocupa um lugar central. E faço-o, também, porque é um blogue "ressuscitado", após uma pausa de muitos meses. 

Conheço-o desde que aqui cheguei, há três anos e tal, mas a sua existência é muito mais antiga. Julgo que terá uns onze anos. Em Outubro do ano passado, o seu autor, mfc, decidiu pôr-lhe fim, mas felizmente, no final de Julho deste ano, o blogue Pé de Meia voltou, para alegria dos que o visitam quase diariamente, como eu.

É um blogue feito a norte, que publica invariavelmente "uma fotografia por dia", sempre lindíssima, com a sensibilidade de quem é capaz de captar os mais simples e singulares detalhes do que nos cerca e o "pensamento do dia... profundo", de que não sou tão grande fã.

Seja como for, este é um daqueles blogues que visito com prazer e que, por isso, é muito "cá de casa", onde gosto de me deter só a olhar, e onde tenho muitas vezes a sensação de que, por instantes, o tempo se suspende.

Autoria e outros dados (tags, etc)

O comentário da semana

por Pedro Correia, em 27.09.15

paura dell'ignoto[1].jpg

 

«O medo é a sensação mais básica de todas. Viver o terror, soma de todos os medos, fruto do horror, do desespero e do caos manieta qualquer reacção e o primeiro impulso é fugir. É instintivo.
Um mito (ou não) sobejamente conhecido é o dos lemmings, que durante as suas migrações destruiriam tudo à sua passagem, cometendo no fim suicídio em massa, levando de arrasto consigo tudo e quem lhes obstruísse o passo no caminho da perdição.
Temo que a horda nos empurre inexoravelmente para um abismo com proporções bem mais negras do que este em que vivemos. Não sou desumana nem indiferente ao que se está a passar a leste, mas conheço tanta gente aqui, ali, ao virar da esquina, refugiados na indignidade a que a vida os votou, sem saber como ultrapassar as barreiras farpadas da humilhação, da vergonha da fome e da tristeza, da incerteza do porvir. Não fazem manchetes, não abrem jornais televisivos, não contam. São os danos colaterais de um laboratório de sucessivas experiências políticas falhadas. São o demérito de todos nós, mas não contam porque não fugiram, ficaram a expiar pecados que provavelmente nem são os seus.
Indignemo-nos pois contra as injustiças, mas façamos primeiro o trabalho de casa com consciência.»

Da nossa leitora Maria Dulce Fernandes. A propósito deste meu texto.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 27.09.15

 

SENA demonios[1].jpg

 

Antigas e Novas Andanças do Demónio, de Jorge de Sena

Contos

(reedição Guimarães, 2015)

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Legislativas (15)

por Pedro Correia, em 27.09.15

18323896[1].jpg

 

BLOCO DE ESQUERDA: MEDIDAS EMBLEMÁTICAS

(para ler e comentar)

 

Programa eleitoral do BE

Título genérico: Fazer a diferença - Gente de verdade

Número de páginas: 68

Frase-chave: «Existe alternativa à austeridade.» (Catarina Martins)

Data de apresentação: 21 de Julho de 2015

 

1. Reestruturação de 60% da dívida pública portuguesa, com juro de 1,5% e pagamento adiado para o período entre 2022 e 2030.

2. Auditoria à dívida "para determinar a parte que seja ilegítima".

3. Instituição de um imposto sobre as grandes fortunas.

4. Agravamento das taxas sobre bens de luxo.

5. Instituição de uma taxa sobre transacções bolsistas e dividendos aos accionistas.

6. Diminuição do IVA da restauração para 13% e do IVA da electricidade e gás para 6%.

7. Eliminação imediata da sobretaxa do IRS e reposição dos oito escalões deste imposto que vigoravam antes da intervenção da tróica.

8. Fim da isenção do IMI aos fundos imobiliários, igrejas, partidos políticos e colégios privados.

9. Fim das deduções fiscais nos rendimentos superiores a 40 mil euros.

10. Devolução dos cortes salariais aos trabalhadores da função pública.

11. Descongelamento das carreiras na administração pública.

12. Alargamento do subsídio social de desemprego.

13. Reposição do abono de família cortado em 2010 e respectivas bonificações.

14. Taxa de 0,5% sobre os "activos não-produtivos da banca e das empresas".

15. Aumento imediato do salário mínimo nacional para 600 euros.

16. Redução do horário laboral para as 35 horas semanais.

17. Reposição dos feriados que foram cortados durante a intervenção da tróica.

18. Proibição das empresas de trabalho temporário.

19. Vinculação dos trabalhadores precários no Estado e nas empresas públicas e instituições financiadas pelo Estado, "incluindo estagiários e contratos emprego-inserção".

20. Limitação dos contratos a prazo ao período máximo de um ano.

21. Aumento da licença parental obrigatória de 10 para 20 dias.

22. Proibição dos despedimentos colectivos em empresas que apresentem resultados positivos.

23. Proibição da distribuição de dividendos durante três anos nas empresas onde se registarem despedimentos.

24. Recuperação da negociação colectiva.

25. Fim da apresentação quinzenal obrigatória das pessoas que recebem subsídio de desemprego.

26. Extensão para dois anos da educação pré-escolar.

27. Distribuição gratuita de manuais e material escolar durante todo o período da escolaridade obrigatória.

28. Limitação do número de alunos por turma (até 20 no pré-escolar e básico, até 22 nos restantes graus de ensino).

29. Revogação dos mais recentes programas de português e matemática, com reposição dos programas anteriores.

30. Revogação do modelo de gestão das universidades e politécnicos, com reposição da paridade entre estudantes e professores na composição dos órgãos directivos.

31. Aprovação do novo estatuto do investigador científico, com contrato de trabalho e protecção social.

32. Criação do estatuto do artista para os trabalhadores do espectáculo e do audiovisual.

33. Fim da taxa da cópia privada.

34. Instituição de um serviço público de acesso à internet gratuito "ou de muito baixo custo".

35. Eliminação das taxas moderadoras na saúde.

36. Criação de uma Secretaria de Estado para a Promoção da Saúde e Prevenção da Doença.

37. Alargamento da rede das urgências básicas.

38. Taxa de 0,75% sobre o valor acrescentado das grandes empresas para financiamento solidário da segurança social.

39. Aumento imediato da pensão social de invalidez.

40. Revogação da nova Lei do Arrendamento Urbano.

41. Reforço do combate à violência de género.

42. Reconhecimento do "acesso à gestação de substituição".

43. Reconhecimento dos direitos das "pessoas trans e intersexo".

44. Criminalização do enriquecimento ilegal, com confisco de bens.

45. Tornar obrigatório o regime de exclusividade dos deputados à Assembleia da República.

46. Abertura das eleições legislativas a listas de cidadãos independentes.

47. Alargamento do direito de voto aos cidadãos com mais de 16 anos e a estrangeiros residentes há três anos em Portugal.

48. Criminalização de toda a conduta negligente na condução de veículos como forma de combater os acidentes rodoviários.

49. Isenção de portagens nas ex-SCUT.

50. Saída de Portugal da NATO.

Autoria e outros dados (tags, etc)

As canções do século (2096)

por Pedro Correia, em 27.09.15

Autoria e outros dados (tags, etc)

A Bimby, a política e eu

por Helena Sacadura Cabral, em 26.09.15

Bimby.jpeg

A Bimby e eu não somos, certamente, compatíveis, porque ela faz tudo aquilo que eu gosto de fazer e não quero que ninguém faça por mim.

Não tem conto as vezes que já me tentaram vender um destes robots, esclarecendo, mesmo, que todos os Chef’s a têm, como se eu fosse um deles. Até o meu filho Miguel – e ambos os meus filhos cozinham bem –, uma vez, se prontificou a oferecer-me uma a meias com o irmão.

É uma luta que tem anos. Tenho seis livros de cozinha publicados, gosto muito de cozinhar, tenho uma biblioteca gastronómica de fazer inveja a muitos especialistas, uso varinha, picadora, liquidificadora e muitos outros utensílios mais, mas nunca usei uma Bimby. E acredito que não será património que deixarei aos meus.

Porquê? Primeiro, porque a julgo uma peça muito cara. Segundo, porque ela me tira o prazer de ser a autora directa daquilo que preparo. Terceiro, porque eu gosto de ver a evolução gradual do que cozinho.

A Bimby parece-se com a política: metem-se nela os produtos e sai sempre o mesmo preparado, seja quem for que a maneje...

Autoria e outros dados (tags, etc)

Na década de oitenta, já ela falecera, Yves Montand teve um comentário cruel: «Apaixonei-me pela Casque d'Or, encontrei-me a viver com Madame Rosa.» Referia-se a dois papéis de Simone Signoret: a luminosa Marie, com a sua cabeleira dourada (Casque d'Or / Aquela Loira, 1952), e a idosa e pouco atraente Madame Rosa, sobrevivente de Auschwitz, ex-prostituta, ama de filhos de prostitutas, do filme de 1977 La Vie Devant Soi, baseado no livro de Romain Gary com o mesmo título (última edição portuguesa em 2011, pela Sextante, ainda em português não mutilado).

Em abono de Montand, deve salientar-se que a perda de beleza de Signoret não quebrou a relação de décadas que mantiveram e que terminou apenas com a morte dela, em 1985, na sequência de cancro do pâncreas (Montand faleceu seis anos mais tarde e foi sepultado a seu lado, no cemitério Père Lachaise). De resto, ainda que cruel, o comentário mostra-se relativamente exacto (a rodagem de Casque d'Or correspondeu ao período inicial da relação entre ambos, tendo Montand - que não entrava no filme - assistido à filmagem de muitas cenas) e, acima de tudo, útil para perceber o temperamento de Signoret, que fumava e bebia em excesso, era senhora do seu nariz e se mostrava pouco preocupada com a manutenção da beleza da juventude (algo aparentemente impensável para as actrizes - e actores - dos dias de hoje, que começam a esticar a pele da cara mal saem da adolescência) mas muito preocupada com a genuinidade das suas interpretações. (Haverá certamente por aí quem se lembre dela na série policial Madame Le Juge, de 1978, transmitida pela RTP há cerca de 35 anos.)

Nasceu Simone Kaminker no ano de 1921, em Wiesbaden, na Alemanha, ocupada pelos franceses na sequência da Primeira Guerra Mundial. O pai era um judeu de ascendência polaca que servia no exército e mais tarde seria tradutor (em 1934, traduziu em directo para a rádio um famoso discurso de Hitler em Nuremberga). Signoret era o apelido da mãe. A família fixou-se nos arredores de Paris e Simone deixou-se atrair pelos círculos intelectuais, tornando-se parte do grupo de escritores e artistas que frequentava o Café de Flore. Passou a Segunda Guerra Mundial desempenhando pequenos papéis em filmes, sem licença de trabalho devido ao pai, que fugira para Inglaterra em 1940. Em 1944 iniciou uma relação com o realizador Yves Allégret, o qual, numa fase em que já era relativamente conhecida, viria a dar-lhe dois papéis cruciais - em Dédée d'Anvers (Vidas Tenebrosas), de 1948, e em Manèges, de 1950. Teve uma filha com Allégret em 1946 e casou-se com ele em 1948 mas no ano seguinte conheceu o tal rapaz - jovem cantor e actor também nascido em 1921 - que se apaixonou pela Casque d'Or e acabou casado com Madame Rosa. Foi um coup de foudre que resultou em três décadas e meia de vida em comum, durante as quais Simone participou em alguns filmes fundamentais na história do cinema: Les Diaboliques (1955), de Henri-Georges Clouzot, Room at the Top (1959), de Jack Clayton (que, muito justamente, lhe valeu o Óscar de melhor actriz em 1960), Ship of Fools (1965), de Stanley Kramer (ao lado de Viven Leigh, no último desempenho desta), L'Armée des Ombres (1969), de Jean-Pierre Melville.

Como tantas vezes no início da carreira, em Casque d'Or desempenha o papel de uma prostituta. Na Paris dos primeiros anos do século XX, Marie é a preferida de Roland, um criminoso que não vê com bons olhos a entrada em cena de Georges Manda (Serge Reggiani), carpinteiro desde que saiu da prisão por crimes que nunca ficam claros. Numa luta nas traseiras de um bar, Manda mata Roland. Leca, líder do bando a que Roland pertencia e também ele de olho em Marie, incrimina Raymond, amigo de infância de Manda. Para evitar que o amigo seja guilhotinado, Manda tem que escolher entre a liberdade (e Marie) e a confissão que o conduzirá à guilhotina no lugar do amigo.

O filme baseou-se numa história verdadeira ocorrida em 1898 e não teve grande sucesso em França aquando da estreia (ao contrário do que sucedeu em Inglaterra, onde Signoret ganhou um BAFTA). O tom de tragédia iminente terá algo a ver com o assunto, como talvez a recusa em fazer julgamentos de moral (Manda não julga o passado de Marie, a esta não interessa o dele) e a falta de tiradas grandiosas e de juras reiteradas de amor. A relação entre Marie e Manda desenvolve-se muito mais à base de gestos, posturas e, acima de tudo, olhares do que de palavras: Manda quase não se dirige a Marie em todo o filme e esta pouco fala com ele. Tem lógica (as palavras são supérfluas para pessoas que já viram muito e estão cientes da fragilidade da situação e da necessidade de aproveitar o pouco tempo disponível) mas terá sido um pouco desconcertante para o público (e para os críticos) de então. Porém, em grande medida, é este à-vontade imediato, instintivo, que transmite a sensação de estarmos perante um encontro de almas gémeas  (estar confortável com os silêncios é algo que costuma ocorrer muito mais tarde nas relações). Jacques Becker, um realizador lento, perfeccionista, discretamente romântico, que - como Jean Renoir, de quem foi assistente - gostava de filmar em exterior sempre que possível (o que fazia disparar os custos), reforça esta sensação através de imagens luminosas, precisas, sem elementos supérfluos, ainda que frequentemente pontuadas com detalhes do quotidiano.

(Casque d'Or pode não ter tido sucesso comercial mas marcou várias pessoas, entre as quais uma rapariga chamada Eunice Waymon, nascida na Carolina do Norte em 1933, que adoptaria o nome artístico Nina Simone em homenagem ao desempenho de Signoret.)

Becker - que nunca obteria um grande sucesso de bilheteira - não foi o primeiro realizador a pegar no projecto de Casque d'Or. Porém, torna-o seu conferindo-lhe uma simplicidade e uma fluidez desarmantes (características dificílimas de obter mas tantas vezes desvalorizadas). Intuindo-se que dificilmente o final será feliz, há na forma como a história se encontra apresentada uma faceta de redenção, de aproveitamento pleno do pouco tempo disponível, que a torna estranhamente optimista - talvez uns quantos dias de felicidade absoluta valham mais do que uma vida de frustrações. Signoret e Reggiani eram actores com estilos muito diferentes - ela mais instintiva, ele mais necessitado de «habitar» a personagem - mas criam ambos figuras memoráveis. Sem uma ponta de overacting, Reggiani compõe um solitário de poucas palavras que não deseja problemas mas não recua perante eles e a quem o destino surge sob a forma de um amor incontornável. Quanto a Signoret, imbui Marie de uma dignidade e de uma força por vezes roçando a insolência (é ela quem escolhe Manda desde o início, circunstância que torna o final ainda mais pungente) que transformam a Casque d'Or numa das personagens femininas mais marcantes da história do cinema e viriam a caracterizar muitos outros papéis seus (recorde-se, por exemplo, a amante preterida de Room at the Top). Nos melhores e nos piores momentos, Marie domina - e ilumina - a tela. Esteja o seu cabelo de ouro apanhado ou caindo-lhe esplendorosamente sobre os ombros.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Leituras

por Pedro Correia, em 26.09.15

02_MISS_MARPLE_INVESTIGA_400px__82434[1].jpg

 

«A depravação da natureza humana é inacreditável.»

Agatha Christie, Miss Marple Investiga, p. 42

Ed. ASA/Público, 2015. Tradução de Luísa Luiz-Gomes

Autoria e outros dados (tags, etc)

Parabéns Ana Cláudia!

por Patrícia Reis, em 26.09.15

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 26.09.15

 

Prod1010[1].jpg

 

Uma Caneca de Tinta Irlandesa, de Flann O' Brien

Tradução de Maria João Freire de Andrade

Romance

(edição Cavalo de Ferro, 2ª ed, 2015)

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Legislativas (14)

por Pedro Correia, em 26.09.15

ng3354661[1].jpg

 

PARTIDO COMUNISTA: MEDIDAS EMBLEMÁTICAS

(para ler e comentar)

 

Programa eleitoral do PCP

Título genérico: Política patriótica e de esquerda

Número de páginas: 83

Data de apresentação: 7 de Julho de 2015

Frase-chave: «Temos de preparar o País para se libertar da submissão ao euro.» (Jerónimo de Sousa, secretário-geral comunista)

 

1. Ruptura com as políticas e orientações da União Económica e Monetária, do Tratado Orçamental e da governação económica da União Europeia.

2. Renegociação da dívida directa do Estado português, num montante nunca inferior a 50% do seu valor nominal.

3. Revogação imediata da sobretaxa extraordinária do IRS.

4. Fixação de dez escalões para o IRS.

5. Criação de taxas de 60% e de 75% para rendimentos colectáveis superiores a 152 mil e a 500 mil euros anuais.

6. Redução para 21% da taxa normal do IVA e fixação em 13% do IVA da restauração.

7. Criação de um imposto sobre transacções financeiras.

8. Criação de um imposto sobre património mobiliário.

9. Reposição imediata dos cortes salariais na administração pública.

10. Aumento do salário mínimo nacional para 600 euros a partir de Janeiro de 2016.

11. Reposição do pagamento dos complementos de reforma em empresas do sector empresarial do Estado.

12. Aprovação de um Programa Nacional de Combate à Precariedade e ao Trabalho Ilegal.

13. Redução do horário laboral para as 35 horas semanais, extensível a todos os trabalhadores.

14. Promoção da contratação colectiva, "reconhecendo o seu papel insubstituível enquanto fonte de consagração de direitos e instrumento de desenvolvimento e progresso social".

15. Revogação da legislação que integra o Código de Trabalho.

16. Reposição dos feriados que foram suprimidos.

17. Alargamento do subsídio social de desemprego.

18. Renacionalização da TAP.

19. Reversão da ANA para o sector público.

20. Redução em 50% das contratações de serviços externos do Estado.

21. Travar a emigração de jovens qualificados.

22. Desenvolvimento da produção nacional como motor do crescimento económico.

23. Fortalecimento do investimento público da administração central, das regiões autónomas e das autarquias.

24. Reindustrialização do País.

25. Rearranque das obras das infraestruturas rodoviárias e ferroviárias paralisadas e em processo de degradação.

26. Recuperação do controlo público da banca.

27. Recuperação do controlo público das telecomunicações, comunicações, serviço postal e respectivas infraestruturas, comprometido pela privatização da PT e dos CTT.

28. Reposição das freguesias extinguidas pela lei de 2012.

29. Fim das taxas moderadoras nos hospitais.

30. Alargamento do médico de família a todos os utentes no período máximo de dois anos.

31. Reposição de transporte gratuito a doentes não urgentes.

32. Integração de todos os "hospitais empresa" do Serviço Nacional de Saúde no sector público administrativo.

33. Criação de um estatuto do doente crónico destinado a assegurar direitos específicos na área da saúde, do trabalho e da segurança social.

34. Dispensa gratuita nos centros de saúde e nas farmácias dos medicamentos para os doentes crónicos.

35. Aumento anual das reformas e pensões e do conjunto das prestações sociais.

36. Alargamento do tempo de licença obrigatória da trabalhadora de seis para nove semanas.

37. Alargamento do período de licença de paternidade de dez para vinte dias facultativos.

38. Reposição da idade legal de reforma aos 65 anos.

39. Reposição da universalidade do direito ao abono de família como direito da criança.

40. Acesso a creches de todas as crianças com menos de 3 anos.

41. Descontos de 50% nas tarifas dos transportes públicos para os utentes a partir dos 65 anos.

42. Fim das portagens em todas as vias ex-SCUT.

43. Projectar o novo aeroporto de Lisboa em Alcochete e a terceira travessia do Tejo, rodo-ferroviária, entre Chelas e Barreiro.

44. Revogação da Lei das Rendas.

45. Redução do número de alunos por turma em todos os ciclos de ensino.

46. Reforço da Acção Social Escolar directa, através do aumento do valor das bolsas de estudo e do número de estudantes elegíveis.

47. Distribuição gratuita de manuais escolares a todos os alunos que frequentem o ensino obrigatório. 

48. Valorização do papel da RTP como "instrumento fundamental de difusão da produção nacional, da língua portuguesa e da cultura".

49. Refundação do Sistema de Informações da República.

50. Dissolução da NATO "para a afirmação da soberania nacional e a paz mundial".

Autoria e outros dados (tags, etc)

As canções do século (2095)

por Pedro Correia, em 26.09.15

Autoria e outros dados (tags, etc)

A eloquência da língua gestual

por Rui Rocha, em 25.09.15

 GESTO3.png

Autoria e outros dados (tags, etc)

Where have you gone, Seguro?

por Pedro Correia, em 25.09.15

SeguroCosta.jpg

 

Maio de 2014: As eleições para o Parlamento Europeu deram uma vitória indiscutível ao PS, a segunda depois de ter conquistado, nas últimas autárquicas, a liderança em 150 municípios.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Frases de 2015 (39)

por Pedro Correia, em 25.09.15

«Tenho alguma simpatia pelo Syriza.»

Manuela Ferreira Leite, ontem, na TVI 24

Autoria e outros dados (tags, etc)

Caramba, já nem disfarçam...

por José António Abreu, em 25.09.15

Blogue_DescCartão_1.jpg

 Cada vez mais relegados para segundo plano.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Legislativas (13)

por Pedro Correia, em 25.09.15

 

 

DEBATES: O MEU BALANÇO

 

Dos oito debates televisivos, a meu ver, só um terminou empatado. Refiro-me ao debate Catarina Martins-Passos Coelho. Nos outros houve claros vencedores.


António Costa venceu três. Contra PassosCatarina e Jerónimo.

 

Catarina Martins venceu dois. Contra Jerónimo e Portas.

 

Passos Coelho venceu um. Contra Costa.


Paulo Portas venceu um. Contra Heloísa Apolónia.

 

Jerónimo de Sousa não venceu nenhum.

 

Não houve frente-a-frente Jerónimo-Passos. Nem Costa-Portas.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 25.09.15

a u´ltima missa-o[1].jpg

 

A Última Missão, de José Manuel Barata-Feyo

Romance

(edição Clube do Autor, 2015)

"Por vontade expressa do autor, a presente edição não segue as regras do Acordo Ortográfico de 1990"

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Belles toujours

por Pedro Correia, em 25.09.15

queenDM_468x652[1].jpg

 

Princesa Margarida de Inglaterra

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Um problema de cultura

por Sérgio de Almeida Correia, em 25.09.15

Bvh951CCMAAM5UA.jpg

Nunca gostei do fulano e também já critiquei, há alguns anos, quando amiúde ainda acompanhava processos de natureza penal, o papel desempenhado por muitos juízes de instrução, o que me dá mais liberdade para escrevê-lo. E o homem, como muitos dirão, até pode ter todos os defeitos do mundo e ser um estafermo da pior espécie, mas é inaceitável que tenha chegado até aqui, como agora se vê, com menores garantias de defesa do que qualquer outro arguido, sendo prejudicado pelo facto de ser quem é ou por mero capricho daqueles a quem o processo está confiado.

Um atropelo de garantias de defesa é sempre um assunto grave em qualquer instância e qualquer que seja a identidade do arguido ou o crime que lhe seja imputado. O facto dos crimes em causa serem graves, e são, não justifica todos os atropelos. Mais grave ainda quando todo o sistema de justiça necessita urgentemente de se prestigiar aos olhos dos seus destinatários e isso acontece num Estado que se reclama de direito democrático.     

Quando um acórdão, que nuns pontos dá razão ao Ministério Público e noutros à defesa, vem dizer, por unanimidade dos senhores desembargadores, que "toda esta auto-estrada do segredo, sem regras, passou sem qualquer censura pelo juiz de instrução, desprotegendo de forma grave os interesses e garantias da defesa do arguido, que volvido tanto tempo de investigação, continua a não ser confrontado, como devia, com os factos e as provas que existem contra si", a única coisa que posso pensar é que a justiça continua doente, muito doente, e que se isto acontece uma vez deve acontecer duas, três, muitas vezes, com outros que não têm os mesmos meios para se defenderem, nem gozam de igual projecção pública.

É isso que me preocupa. É muito mau que um tribunal superior, qualquer que seja a imagem que cada um de nós tem do arguido, tenha necessidade de escrever o que escreveu, volto a frisar, por unanimidade, para repor a igualdade de armas entre o Ministério Público e a defesa do arguido.

Há qualquer coisa que está muito mal. E não é nas leis.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pág. 1/5



O nosso livro


Apoie este livro.



Links

Blogue da Semana

  •  
  • Afinidades

  •  
  • Lá fora cá dentro

  •  
  • Mais ligações

  •  
  • Informações úteis


    Arquivo

    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2016
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2015
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2014
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2013
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2012
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2011
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2010
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2009
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D