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As canções de Março

por Pedro Correia, em 28.02.15

As sugestões têm sido tão variadas e tão boas que decidi prolongar um pouco mais esta série, que devia terminar a meio do ano mas vai prolongar-se até ao final de 2015. Decisão que acabei de tomar agora.

Em Março teremos por cá Ella Fitzgerald, Billie Holiday e Ketty Lester, entre as senhoras, e Elvis Presley, Carlos Gardel e Buddy Holly, entre os cavalheiros. Enquanto continuo a aceitar as vossas sugestões musicais, naturalmente. Porque estas Canções do Século XX não são minhas. São nossas.

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Afinal, qual é a cor deste vestido política de Costa? A polémica parece não ter fim e há opiniões para todos os gostos. Alfredo Barroso vê laranja. Capoulas Santos diz que é rosa. Quem é o daltónico? Vieira da Silva, por seu lado, diz que esta polémica sobre a cor do político pretende desviar a atenção das questões que realmente importam. Os portugueses, em geral, veem a coisa muito negra. Entretanto, uma especialista em tratamento de imagem garante que é uma questão de saturação da cor política. Cansados de mudanças constantes de tom de discurso, os eleitores ficam saturados e passam a ver as coisas cada vez mais sombrias. Estes resultados são confirmados pelo uso da ferramenta de conta-gotas do software que captura amostras de áreas específicas do tecido político. Este software identifica o código de cor de qualquer pixel do discurso. E neste caso também gera resultados em tons muito escuros. As conclusões são confirmadas por parte de sectores que foram responsáveis pela promoção da imagem de Costa, que não escondem o seu desconforto. Apesar das expectativas iniciais, depois de sucessivas gaffes de Costa, falam agora de um futuro cinzento. O site de tecnologia Wired.com, por seu lado, refere que a chave para decifrar o enigma da cor política de Costa está na forma como os olhos e o cérebro evoluíram para ver cores ideológicas. Como os seres humanos evoluíram para ver as coisas de acordo com os seus interesses, os seus cérebros começaram a levar em conta o facto de a sua visão ter o poder de mudar as cores. Os objetos têm um certo tom vermelho rosado de madrugada, mais azul-branco ao meio-dia, e voltam a ser mais avermelhadas no pôr-do-sol. Tal como o discurso de Costa. O cérebro tenta então descontar o efeito da luz ideológica para chegar a uma cor "verdadeira". No final, é uma questão de filtro usado por cada um. Se virmos bem, trata-se de um fenómeno que existe há milhares de anos, mas há algo especial na intervenção de Costa que tornou as diferenças na forma como vemos a cor política mais claras do que nunca. Ou é isto, ou Costa é um camaleão.

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A esquerda cega e surda

por Pedro Correia, em 28.02.15

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 Boris Nemtsov, opositor de Putin, ontem assassinado no centro de Moscovo

 

Na Rússia de Putin é assim: esmaga-se o pluralismo, segregam-se as minorias religiosas, discriminam-se os homossexuais, silenciam-se os jornalistas incómodos, armam-se milícias para invadir países estrangeiros, anexa-se a Crimeia à margem do direito internacional. E matam-se os opositores políticos, a dois passos do Kremlin, com quatro tiros nas costas.

Na Venezuela de Maduro é assim: fecham-se canais de televisão e jornais críticos, transforma-se o poder judicial numa delegação do poder político, condena-se a população à maior penúria do continente americano. E prendem-se "preventivamente" os opositores políticos. Incluindo os que foram  eleitos pela população.

Rússia e Venezuela: duas lamentáveis manchas no mapa político internacional. Que continuam, apesar disso, a merecer o aplauso e o apoio de uma certa esquerda, que integra o bloco da  Esquerda Unitária Europeia no Parlamento Europeu. Uma esquerda cega e surda aos sinais dos tempos e à inapelável evidência dos factos.

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Alexis Chávez ou seguindo o modelo à risca

por José António Abreu, em 28.02.15

Passos elevado à condição de «grande satã» Bush é que não lembrava ao diabo.

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Laura(s)

por José António Abreu, em 28.02.15

Sou um fã DESTE TAMANHO de Laura Darling. Marling. Laura Marling. Sou fã de mais duas Lauras (a do Preminger e a que costumava escrever aqui no Delito, hoje tão desaparecida - e tão saudável, espero - como a do Preminger) mas esta é a que me acompanha mais frequentemente. O novo álbum chama-se Short Movie e sai no dia 23 de Março. A avaliar pelas amostras (está disponível uma segunda), é mais rock do que folk, tendo o intimismo e a sonoridade acústica do anterior dado lugar a energia e electricidade. Parece-me bem. Deve-se variar. O corte de cabelo (visível no link do segundo tema) é que talvez fosse dispensável. Faz com que, nesse campo, a minha Laura favorita seja a do Preminger (obviamente, apenas por nunca ter visto a do Delito). Mas isso é pouco relevante - um tipo que começa a ficar com entradas nem sequer pode ser exigente a respeito de cabelo.

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O estado da nação

por Rui Rocha, em 28.02.15

O país está diferente, para melhor, por comparação com a situação de 2011. Esta é, nomeadamente, a opinião do líder da oposição António Costa que não se coíbe, todavia, de afirmar o contrário quando pensa que está a ser ouvido. Por outro lado, é evidente que essa evolução não ficou a dever-se ao cumprimento de obrigações contributivas por parte do líder do governo Passos Coelho.

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No seguimento do texto anterior

por José António Abreu, em 28.02.15

(Este texto.)

Os partidos populistas, baseando a conquista de votos não apenas em promessas impossíveis de concretizar mas na denúncia da promiscuidade entre os governos dos partidos «tradicionais» e o sector privado, caem numa aparente contradição quando exigem uma moeda - seja esta um euro fraco ou novas-velhas moedas nacionais - capaz de a disfarçar. Uma moeda fraca está inextricavelmente  ligada a regimes mais corruptos e a menores níveis de riqueza geral. Compare-se outro Sul com o Norte de sempre. Os países da América Latina têm tradicionalmente moedas que acomodam a corrupção e os exageros populistas dos políticos - até ao momento em que mesmo isso deixa de ser possível. Os países do Centro e do Norte da Europa favorecem tradicionalmente moedas fortes e estáveis, que obrigam os empresários a apostar na competitividade e os políticos a justificarem opções perante o eleitorado. Por não disfarçar os problemas, a moeda forte torna os eleitores mais exigentes e dificulta a realização de promessas vãs. Ou seja, dificulta os populismos. É por isso que a contradição não passa de aparência e é também por isso que os políticos minimamente honestos enfrentam enormes dificuldades em épocas de crise.

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Da culinária

por Teresa Ribeiro, em 28.02.15

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O António Costa estampou-se. Como líder da oposição não podia ter usado aquele qualificativo. "Diferente" foi um termo demasiado ambíguo e, não há como iludi-lo, soava a elogio. O país incendiou-se. O Governo a bater palminhas, o PS a bufar, os media frenéticos. Desde que Costa pregou aos chineses que não se fala de outra coisa. Análises, debates, opiniões elevam o caso a questão de fundo.

É assim a política. Estridente, balofa, sempre muito ocupada com os detalhes. Note-se, não estou a desculpar o Costa. Um político experiente tem que saber de culinária e há pelo menos 100 maneiras diferentes de fazer um discurso. Mas o que nunca me deixa de espantar é esta harmonia que se gera em torno de um caso político. Coordenadamente todos os que nele intervêm agem como se não soubessem o que realmente aconteceu - um discurso para investidores chineses em que o que foi dito em contexto de diplomacia económica foi aproveitado politicamente contra Costa. Nem mais, nem menos. A poeira politico-mediática do costume, sempre mais cintilante que a substância. 

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Penso rápido (66)

por Pedro Correia, em 28.02.15

Apesar de tudo, fomos galgando patamares civilizacionais. Adquirimos - e bem - tabus culturais que nos distanciaram do ser cavernícola dos primórdios. A antropofagia, o incesto, o esclavagismo, a violentação, a tortura e tantas outras expressões da "besta" foram sendo alvo de sucessivos anátemas sociais, formando uma espécie de cartilha universal de valores. O problema é que tudo está envolvido numa redoma demasiado fina, que se estilhaça com excessiva facilidade. Os últimos cem anos de história humana demonstram isso mesmo. E as chamadas "redes sociais", num revelador efeito de espelho, confirmam a curta distância que ainda separa a civilização da barbárie.

Nunca podemos dar nada por garantido: a via do retrocesso está sempre latente. As tecnologias contemporâneas só a potenciam, em vez de a afugentarem.

 

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Um homem invulgar

por Sérgio de Almeida Correia, em 28.02.15

Em especial nos esquecimentos.

Para quem não tem, nunca teve, um tostão de dívida à sua Caixa de Previdência ou à sua Ordem, mesmo nos meses mais difíceis, não deixa de ser estranho que gente com estes telhados e uma esteira tão obscura - pelos vistos a todos os níveis -  se dedique a gerir a coisa pública e se atreva a falar de ética e de rigor.

Ainda se fosse por receber o salário mínimo nacional ou rendimentos exíguos...

 

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 28.02.15

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Uma boa razão para se matar, de Phillippe Besson

Tradução de Luís de Barros

Romance

(edição Teodolito, 2013)

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As canções do século (1885)

por Pedro Correia, em 28.02.15

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A lei do menor esforço

por Isabel Mouzinho, em 27.02.15

A recente proposta do CNE no sentido acabar com as "retenções" no Ensino Básico e Secundário é muito mais que uma aberração. Parte mais ou menos do pressuposto que se o número de reprovações é demasiado elevado e atinge proporções "preocupantes", acaba-se com elas e está o problema resolvido. As consequências destas "passagens administrativas", que me recordam vagamente os tempos do PREC, já não são relevantes. A formação de cidadãos cada vez mais incultos, incapazes de pensar e de emitir opiniões consistentes também não é de todo pertinente.

É o expoente máximo do facilitismo reinante. Assustador, no mínimo...

Dei-me ao trabalho de ler a recomendação do CNE de uma ponta à outra. Cita uns números do PISA, como convém a qualquer estudo/relatório para que ele pareça ter maior seriedade e rigor "científico", e faz uma série de recomendações muitíssimo genéricas, que se traduzem em pouca coisa, para não dizer coisa nenhuma. Deste género: que têm que ser dadas condições às escolas para isto e aquilo, que as dificuldades de aprendizagem têm que ser diagnosticadas precocemente para se poder apoiar os alunos com dificuldades e, claro, como não podia faltar, lá surge o inevitável  apelo ao maior envolvimento das famílias.

Só quem está na escola e a vive por dentro todos os dias no que ela tem de mais duro e desgastante do ponto de vista físico e psicológico sabe como tudo isto é pura "conversa fiada". Sabe, também, que 95% dos maus resultados escolares não representam quaisquer dificuldades de aprendizagem, mas apenas falta de trabalho, de empenho e de esforço, promovidos por uma cultura de anos que, a pretexto da "democratização" do ensino e absurdas experimentações / reformas foi sempre nivelando por baixo, promovendo o facilitismo mais ou menos generalizado, a lei do menor esforço, a incompetência e a falta de rigor e de profissionalismo.

Este é só mais um passo no caminho do abismo. Ou talvez até o empurrão final...

Fico sempre a pensar por que se pedem estes pareceres a quem pensa muito, mas faz pouco. Quantos destes "conselheiros" saberão o que é a realidade de uma sala de aula actualmente?

E, já agora, faço(-lhes) também uma recomendação: e pensar em fechar as escolas de vez? Não?

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Resumo da semana

por José Navarro de Andrade, em 27.02.15

Quando a casa começa a arder, vai tudo à procura do culpado. E quem procura culpados acaba sempre por encontrá-los.

Do mesmo modo, quem procura a verdade já sabe de que verdade anda à procura. Assim, mesmo que lhe passem diante dos olhos outras verdades, muito transparentes apesar das evasivas, não as consegue ver, porque não são as verdades ou os culpados que procura.

E no fim toda a gente diz que já percebeu, precisamente porque não percebeu nada.

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O calendário político foi ignorado

por Luís Naves, em 27.02.15

Passamos o tempo em querelas estéreis. Ontem, nem sequer percebi as notícias sobre as advertências da Comissão Europeia ao governo português, que me pareceram muito semelhantes às que surgiram no ano passado, já depois de terminado o memorando da troika. Tive de ler o jornal Le Monde para compreender que o alvo de Bruxelas era a França: Paris pedira para abrandar o ritmo de cumprimento das metas orçamentais, mas a Comissão recusou, pois havia países com números semelhantes aos franceses a cumprir calendários apertados. Um deles era Portugal. No editorial do jornal francês referia-se que Portugal, Espanha e Irlanda fizeram “esforços consideráveis” que custaram “dolorosos sacrifícios à sua população e classe política”. A França não podia deixar de ser “chamada à ordem” e não poderia beneficiar de “novos adiamentos”, acrescentou o editorialista.

A análise das críticas de Bruxelas ao governo português permite perceber que a comissão contesta o valor governamental do défice deste ano, considerando que a meta de 2,7% é optimista e prevendo um valor mais elevado, de 3,2%. Se o governo português estiver errado, haverá portanto medidas adicionais, mas a notícia foi transformada num psicodrama, com reacções histéricas e explicações que envolviam catástrofes iminentes. O facto é que a Comissão mantém críticas que já fez antes e a novidade era que Paris tem apenas dois anos para trazer o défice orçamental (4,1% em 2015) abaixo dos 3% do PIB, o que obriga a medidas difíceis no período anterior às presidenciais de 2017. O calendário político foi ignorado e os países tiveram tratamento semelhante.

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Grécia: da euforia à decepção

por Pedro Correia, em 27.02.15

Ladrões de Bicicleta é um blogue sério, sobre pensamento económico, de um ponto de vista da esquerda. Não do centro-esquerda, da esquerda descafeinada, mas da esquerda-esquerda.

Basta ler o que se foi publicando ao longo das últimas semanas nesse blogue para se perceber bem o excesso de expectativas geradas pelo Governo de coligação Syriza-Gregos Independentes, a oscilação de sentimentos provocada pelo processo de negociação entre Atenas e o Eurogrupo, e enfim a decepção que já não consegue ser ocultada.

 

Passo a transcrever alguns excertos, com a devida vénia aos autores.

 

João Rodrigues, 22 de Janeiro:

«O futuro está em aberto. Vemo-nos cada vez mais gregos.»

José Castro Caldas, 26 de Janeiro:

«Ganhou a democracia. Ganhou a esperança. A Grécia mostra hoje o caminho que pode ser de todos: deter a austeridade, renegociar a dívida, garantir a saúde, a educação, as pensões e o emprego, desenvolver.»

José Gusmão, 26 de Janeiro:

«Se o Syriza se amarrasse a um parceiro cuja primeira preocupação é entender-se com as instituições europeias, o Governo do Syriza não durava três meses.»

Nuno Teles, 27 de Janeiro:

«O Syriza terá pois que optar, muito rapidamente, entre a vitória de Pirro que a UE lhe oferece ou levar o confronto até às últimas consequências, saindo do euro.»

Jorge Bateira, 6 de Fevereiro:

«A celebração de um acordo entre a Grécia e a UE apenas suavizará a austeridade, não permitindo ao governo executar a política económica de que o povo grego está à espera.»

Alexandre Abreu, 10 de Fevereiro:

«A direita está preocupada, isso sim, porque o governo grego é o primeiro a confrontar directamente os mecanismos de subjugação a que tem vindo a ser sujeito o seu povo e porque o seu exemplo tem um enorme potencial de alastramento.»

José Gusmão, 16 de Fevereiro:

«Quem apostava na refundação democrática da União Europeia, bem pode tirar o cavalinho da chuva. Quem manda é a Alemanha, ponto, parágrafo. O governo grego não pode, não deve e não vai aceitar semelhante barbaridade. Uma coisa é negociar e fazer cedências, coisas que só o governo grego fez em todo este processo. Outra coisa seria trair de forma grotesca o seu principal compromisso eleitoral.»

João Rodrigues, 21 de Fevereiro:

«O que era dito [por Varoufakis] pareceu-me que estava longe disso, aproximando-se de um Ministro das Finanças, mais um, a falar de confiança entre parceiros e das imposições de austeridade como forma de evitar tentações e outras coisas mais: palavras, as coisas significam o que eu quero que elas signifiquem e por aí fora. Suspirei, profundamente desanimado, porque nesse momento a capitulação pareceu mais provável do que a sua única alternativa real.»

Ricardo Paes Mamede, 24 de Fevereiro:

«O acordo obtido na reunião do Eurogrupo da passada sexta-feira não representa seguramente uma vitória do governo grego.»

Alexandre Abreu, 26 de Fevereiro:

«Há limites para a latitude das interpretações e, na minha opinião, engana-se quem, defendendo o fim da austeridade e pugnando por uma alteração da relação de forças na Europa, considerar que este acordo foi uma vitória.»

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O objectivo

por José António Abreu, em 27.02.15

Acontece que para os gregos, o euro não é apenas uma moeda a que a sua economia esteja mais ou menos adaptada. É um projecto político, um ideal: é a possibilidade de, um dia, viverem num país onde o Estado, dominado por interesses de todo o tipo (sindicais, empresariais, corporativos, clientelares, etc.), não abuse da moeda para servir esses interesses à custa de todos os outros cidadãos. É isso que os exercícios de análise económica não apanham, nem o discurso corrente da integração europeia, que reduz tudo a uma questão técnica: como conter, numa união monetária, economias divergentes e políticas contraditórias.

Rui Ramos, no Observador.

 

Não somente para os gregos. Para os portugueses também. De resto, não será apenas coincidência que, em Portugal, não obstante as incapacidades próprias do governo, as mil e uma obstruções que enfrentou e os interesses corporativos dos partidos que o formam, os últimos anos tenham revelado uma progressiva «limpeza» na relação entre o Estado e outras entidades. A forma como não se salvou o grupo Espírito Santo, a profusão de casos judiciais contra políticos e empresários, a limitação do (ou, pelo menos, a pressão pública contra o) poder discricionário de conceder favores (veja-se a polémica actual sobre o planeado perdão da autarquia de Lisboa a uma entidade com tantos fãs como o Benfica) são também efeitos de uma moeda que deixou de ser um fantoche nas mãos dos políticos.

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Presidenciáveis (20)

por Pedro Correia, em 27.02.15

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João Cravinho

 

Se existem senadores no PS - no que esta expressão conjuga de experiência, sensatez e capacidade de expressar opiniões com substância e uma voz inconfundível - um deles é seguramente João Cravinho. Este socialista habituou os militantes - e o País - a falar com desassombro, tendo por vezes razão antes de tempo, como quando invocou a necessidade de se combater com eficácia a corrupção ainda antes de os casos mediáticos actuais terem rumado às primeiras páginas. É sem dúvida presidenciável. Mas uma corrida a Belém, para ele, jamais seria numa auto-estrada sem custos para o utilizador. Até porque as SCUTs - de que ele foi o inspirador - passaram de moda.

Tem 78 anos. Signo: Virgem.

 

Prós - Costuma dizer o que pensa, o que é caso raro na classe política portuguesa. Tem um currículo apreciável como governante: foi ministro da Economia, Planeamento e Administração do Território.

 

Contras - O facto de dizer o que pensa criou-lhe anti-corpos no PS de Sócrates. O seu percurso no período imediatamente posterior ao 25 de Abril, quando foi dirigente do Movimento de Esquerda Socialista, pode ainda hoje afugentar alguns eleitores do centro.

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Leituras recomendadas

por Pedro Correia, em 27.02.15

Syriza dumps Marx for Blair. De Robert Peston, na BBC.

 

Syriza's scattergun. Na Economist.

 

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 27.02.15

O livro "Fernando Pessoa - Sobre o Fascismo, a Ditadura Militar e Salazar", foi organizado pelo historiador José Barreto, com textos inéditos do poeta

 

 Fernando Pessoa sobre o Fascismo, a Ditadura Militar e Salazar

Antologia

(edição Tinta da China, 2014)

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Chatices

por Sérgio de Almeida Correia, em 27.02.15

Há muito que digo que na política não se pode ter um discurso para dentro e outro para fora. Por isso, a questão de fundo não é o incómodo que provoca. Ou a saída de Alfredo Barroso. Isso é o que menos importa, como o próprio Barroso certamente concordará.

A questão que releva é curta, não precisa de alarido, e resume-se a isto: com que legitimidade, com que autoridade, se criticarão amanhã os deslizes dos outros? É só isto.

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Coerência.

por Luís Menezes Leitão, em 27.02.15

António Costa derrubou António José Seguro porque achava que ele não fazia suficiente oposição ao governo nem defendia adequadamente o governo de José Sócrates. António  Costa vem depois reconhecer perante uma plateia de chineses que o país está melhor do que há quatro anos. Depois da perplexidade que o discurso causou, os seus acólitos no PS elogiam o sentido de Estado de António Costa. A seguir António Costa afirma que o facto de estar na oposição não o impede de defender os interesses de Portugal, que pelos vistos estarão a ser bem conduzidos pelo Governo. O PS ainda está mesmo na oposição?

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Belles toujours

por Pedro Correia, em 27.02.15

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Claudia Schiffer

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O tableau de bord pifou

por Sérgio de Almeida Correia, em 27.02.15

Tirando as partes gagas, que obviamente têm de ser contextualizadas perante os interlocutores externos, o rapaz esteve muito bem. À rasca mas bem. 

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As canções do século (1884)

por Pedro Correia, em 27.02.15

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Ligação directa

por Pedro Correia, em 27.02.15

Ao Desenvolturas & Desacatos.

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Relatos Selvagens

por Helena Sacadura Cabral, em 26.02.15

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Dirigido por Damian Szifron, o filme é dividido em seis episódios. Todos são muito bons. E, do meu ponto de vista, três são mesmo excepcionais.

O filme começa de forma brilhante, com um curto episódio passado num avião, que é uma história rápida, inteligente, envolvente e com um final extraordinário.

No seguinte, deparamo-nos com uma jovem empregada de um restaurante de beira de estrada, que recebe a visita de um homem que acabou com sua família, mas que a não reconhece.

Depois temos um episódio sobre dois sujeitos que se encontram no meio da estrada e se desentendem por causa de uma ultrapassagem.

O outro é sobre um pai rico que tenta livrar o filho de ser preso pelo atropelamento de uma mulher grávida.

O penúltimo relata a "estória" de um homem comum que vê o seu carro injustamente rebocado e é obrigado a pagar uma taxa e uma multa.

O último mergulha numa festa de casamento, que é muito bem filmada e que conta com uma actuação espetacular de Erica Rivas a lembrar-nos as mulheres de Pedro Almodovar.
Dito assim, parece uma manta de retalhos. Não é. Muito longe disso. Trata-se, sim, de sucessivos relatos sobre o que pode um ser humano fazer sob o efeito da raiva, mas contados com um subtilíssimo sentido do humor e cuja pegada social, tão característica deste realizador, está bem evidente.
Um dos principais méritos de Relatos Selvagens está no facto espantoso de não haver qualquer quebra de ritmo entre todos os episódios.

Damián Szifron é considerado por muitos uma espécie de Quentin Tarentino da Argentina. Não só por utilizar a violência, muitas vezes gráfica, em prol do humor, mas também pelo uso preciso da banda sonora na construção do clima.

Uma película para se rir e se divertir. Muitíssimo!

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Resistência activa ao aborto ortográfico (110)

por Pedro Correia, em 26.02.15

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Presidenciais (19)

por Pedro Correia, em 26.02.15

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António Sampaio da Nóvoa

 

De vez em quando alguém se lembra de tirar sugerir um ilustre catedrático para candidato presidencial. Nada que não tenha já ocorrido num passado próximo ou distante, nada que não venha a ocorrer algures no futuro.

António Sampaio da Nóvoa, reitor honorário da Universidade de Lisboa, é o académico mais em voga nesta saison pré-presidencial. Por cortesia de Mário Soares, que adora descobrir candidatos desde que deixou Belém (há cinco anos foi ele quem desafiou Fernando Nobre a avançar).

Nascido em 1954, Sampaio da Nóvoa distinguiu-se fora do perímetro universitário como orador oficial do 10 de Junho de 2012, tendo empolgado uns quantos espíritos com a sua peça oratória. "Foi o melhor discurso que ouvi na vida", confessaram alguns dos que o escutaram.

É de esquerda, sem ortodoxias, mas assume-se como compagnon de route do PS desde que participou no congresso socialista de Novembro. Ostenta um currículo académico irrepreensível, com doutoramentos em Ciências da Educação (Genebra) e História (Sorbonne). Além disso já garantiu aos indígenas ter "uma relação forte com o País" - algo que soa sempre bem mesmo quando não percebemos ao certo o que significa.

 

Prós - Praticamente sem anti-corpos, ao contrário de quase todos os outros candidatos a candidatos. Tem o dom da palavra e apresenta-se bem (de cravo na lapela, a 25 de Abril).

 

Contras - Poucos sabem quem ele é fora dos círculos universitários. O apelido Nóvoa presta-se a trocadilhos demasiado fáceis, podendo confundir-se com névoa.

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Chinesices.

por Luís Menezes Leitão, em 26.02.15

Se há coisa que caracteriza os actuais políticos portugueses é a sua total subserviência em relação ao estrangeiro, situação que não tem paralelo na História de Portugal, se exceptuarmos o período do Ultimato, que desencadeou precisamente a queda do regime monárquico. Da mesma forma que Passos Coelho manda a sua Ministra das Finanças participar numa operação de propaganda do Ministro Schaeuble para consumo interno alemão, António Costa acha que deve agradecer, atento, venerador e obrigado, a compra das empresas portuguesas a pataco por parte dos chineses. Os que acham que isto é sentido de Estado, não devem fazer a mínima ideia do que é o sentido de Estado. Ainda outro dia na série Borgen, uma personagem dizia que o resultado da austeridade no sul da Europa estava a ser a entrada em força dos capitais chineses, de tal forma que a curto prazo na Europa do Sul só se falaria mandarim. E de facto, enquanto abolimos os feriados da independência nacional e do regime republicano, já começamos a celebrar a passagem do ano do cavalo para o ano da cabra. Resta-nos assim imitar António Costa e agradecer aos investidores chineses (謝謝 xie xie, ou seja obrigado).

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Pensamento da semana

por Rui Rocha, em 26.02.15

Que a mão esquerda de Costa não saiba o que diz a mão direita.

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Twilight zone (parte 2)

por Pedro Correia, em 26.02.15

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«Eles [governo grego] recuaram muito, mas a Alemanha recuou muito mais. (...) Conseguiu dobrar a Alemanha, que não queria nenhum acordo e foi forçada a engolir. (...) Terminou a austeridade pura e dura [na Grécia].»

Freitas do Amaral (ontem, na Grande Entrevista da RTP Informação), comentando a decisão do Eurogrupo de estender por quatro meses a assistência financeira à Grécia sob a condição de Atenas manter o programa de austeridade

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 26.02.15

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 Caminho como uma Casa em Chamas, de António Lobo Antunes

Romance

(edição D. Quixote, 2014)

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Cá por Casa

por Francisca Prieto, em 26.02.15

Rodrigo Prieto chega a casa todo desconsolado porque tinha ido à casa de banho da escola e, sem querer, tinha deixado cair na sanita uma bolacha que lhe estava mesmo a apetecer comer. Comentei que essa podia ser considerada a digestão mais rápida do mundo, mas não me parece que o tenha animado.

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As canções do século (1883)

por Pedro Correia, em 26.02.15

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Inseguro

por Pedro Correia, em 25.02.15

Começo a dar razão às vozes críticas no PS: de facto, António José Seguro faz uma oposição muito frouxa ao Governo. Percebe-se agora melhor por que motivo não descola nas sondagens.

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Como sempre

por Pedro Correia, em 25.02.15

O DELITO de regresso ao Blogómetro. Sem perder leitores, antes pelo contrário: 2532 visitas e 4845 visualizações diárias. Mais de 125 mil por mês.

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Ler

por Pedro Correia, em 25.02.15

Vertigem grega (15). De Vital Moreira, na Causa Nossa.

O homem tranquilo. Do João Gonçalves, no Portugal dos Pequeninos.

A minha gente. Do Carlos Azevedo, no The Cat Scats.

Ex-votos. Do José Pimentel Teixeira, na Ma-Schamba.

Os velhinhos do banco do jardim. Do Damas, n' As Redes do Damas.

Gostos de gaja. Do Mr. Brown, n' Os Comediantes.

As leituras "intragáveis". Da Carolina, no Entre Parêntesis.

De "general coca cola" a santo de altar? Do João Tunes, na Água Lisa.

A provinciana - mas só de espírito. De Mário Amorim Lopes, n' O Insurgente.

Avisado em sonhos. Do Pedro Mexia, no Malparado.

Animal racional, dizem eles. De Luís Eusébio, n' A Jangada do Desassossego.

J' aime la vie na Culturgest. Do Nuno Costa Santos, n' O Marginal Ameno.

Wings of the Hawk. Do Henrique Fialho, na Antologia do Esquecimento.

O comício dos Óscares e a culpa católica. De Carlos Natálio, no Ordet.

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Alexandre O'Neil

por Patrícia Reis, em 25.02.15

Dai-nos, meu Deus, um pequeno absurdo quotidiano que seja,
que o absurdo, mesmo em curtas doses,
defende da melancolia e nós somos tão propensos a ela!
Se é verdade o aforismo faca afia faca
(não sabemos falar senão figuradamente
sinal de que somos pouco capazes de abstracção).
Se faca afia faca,
então que a faca do absurdo
venha afiar a faca da nossa embotada vontade,
venha instalar-se sobre a lâmina do inesperado
e o dia a dia será nosso e diferente.
Aflições? Teremos muitas não haja dúvida.
Mas tudo será melhor que este dia a dia.
Os povos felizes não têm história, diz outro aforismo.
Mas nós não queremos ser um povo feliz.
Para isso bastam os suíços, os suecos, que sei eu?
Bom proveito lhes faça!
Nós queremos a maleita do suíno,
a noiva que vê fugir o noivo,
a mulher que vê fugir o marido,
o órfão que é entregue à caridade pública,
o doente de hospital ainda mais miserável que o hospital
onde está a tremer, a um canto, e ainda ninguém lhe ligou
nenhuma. Nós queremos ser o aleijado nas ruas, a pedir esmola, a
abardalhar-se frente aos nossos olhos. Queremos ser o pai
desempregado que não sabe que Natal há-de dar aos seus.
Garanti-nos, meu Deus, um pequeno absurdo cada dia.
Um pequeno absurdo às vezes chega para salvar.

 

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Regresso ao futuro.

por Luís Menezes Leitão, em 25.02.15

Portugal sob vigilância de Bruxelas por desequilíbrios económicos excessivos.

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Dr. Jekyll & Mr. Hyde

por José António Abreu, em 25.02.15

“Em Portugal, os amigos são para as ocasiões, e numa ocasião difícil em que muitos não acreditaram que o país tinha condições para enfrentar e vencer a crise, a verdade é que os investidores chineses disseram ‘presente’, vieram, e deram um grande contributo para que Portugal pudesse estar na situação em que está hoje, bastante diferente daquela em que estava há quatro anos”, disse António Costa.

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Frases de 2015 (6)

por Pedro Correia, em 25.02.15

«O juiz Carlos Alexandre que se cuide.»

Mário Soares

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Presidenciáveis (18)

por Pedro Correia, em 25.02.15

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António Bagão Félix

 

Um dos benfiquistas mais conhecidos do País, fervoroso crente em Jesus, não teria dificuldade em obter sucesso na campanha presidencial à boleia do futebol. O democrata-cristão Bagão Félix, especialista em finanças públicas e "pai" de um polémico Código do Trabalho agora lembrado com saudade pela mesma esquerda que o contestou, tem motivos para sorrir: faz figura de Keynes em comparação com Maria Luís Albuquerque e quase parece um dirigente da CGTP no confronto com o ministro Mota Soares, de quem deveria estar mais próximo por afinidade partidária.

Sorri tanto que talvez até sonhe com Belém, onde poderia distribuir pastelinhos conservadores polvilhados com canela socialista.

 

Prós - A experiência adquirida como vice-governador do Banco de Portugal levaria este nativo de signo Carneiro, de 66 anos, a falar de cifrões tu-cá-tu-lá com Angel Merkel, que controla as nossas contas públicas. Numa nação com seis milhões de benfiquistas, andar de águia ao peito é um trunfo que não pode ser menosprezado. O cineasta João Botelho, seu amigo, realizaria os vídeos da campanha. Francisco Louçã, também seu amigo, talvez integrasse a Comissão de Honra da candidatura.

 

Contras - Muitos benfiquistas preferiam vê-lo na presidência do clube, não do País. Alguns eleitores ainda não esqueceram o atribulado e brevíssimo governo de Santana Lopes, em que Bagão foi ministro das Finanças. Os vídeos de João Botelho poderiam levá-lo a perder os votos de benfiquistas com veia cinéfila, como António-Pedro Vasconcelos. O apoio de Louçã talvez causasse ciúmes em presidenciáveis próximos do BE, como Pacheco Pereira e Manuela Ferreira Leite.

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50 sombras de Abril

por Sérgio de Almeida Correia, em 25.02.15

schneider-81817114_109208b.jpgNão tenho nada contra, apesar de não me parecer bem, digo-o já, que comentem em público desta forma despudorada o que andam a fazer em privado. Vir desvendar para os jornais que tiveram um "convívio", por sinal de natureza "íntima", que meteu almoço, na sede da Associação 25 de Abril, não creio que seja o mais curial para o bom nome das instituições que representam. Bem sei que o cavalheiro, embora um militar de Abril, sempre com o dedo no gatilho, não será o Marlon Brando. Nem a senhora presidente da Assembleia da República é a Maria Schneider. Mas, ainda assim, um pouco de recato não ficaria mal. Fico satisfeito por saber que foi "quente e agradável", pois é sinal de que o objectivo foi atingido. Ainda bem. Escusado era mandar o gabinete dizer que "vai repetir-se". Fica a vizinhança toda a saber e à espreita da próximo "convívio", o que pode inibir a performance, dando cabo da intimidade do momento. Além de que há pormenores que ninguém quer saber. E filmes que não são para todas as audiências.

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Realidade e perfeição

por José António Abreu, em 25.02.15

Blogue_Photocopy.jpg

Como ainda não está em francês pós-acordo ortográfico, permito-me comprar a Photo de Janeiro com as fotos enviadas pelos leitores. E confirmo novamente. O digital fez com que criar imagens perfeitas se tornasse irresistível. Apagam-se linhas eléctricas cruzando o céu e pacotes de batatas fritas caídos no chão, torna-se o céu mais azul, eliminam-se (ou amplificam-se) rugas e sinais. Porém, a realidade não é perfeita. Nela, as linhas, os pacotes de batatas fritas e as rugas existem, o céu nem sempre está azul. Não interessa. A realidade é uma maçada. Na fotografia, como em tudo o resto (até na política), já só apreciamos a perfeição. Por isso, corta-se, apaga-se, alisa-se. E a realidade torna-se-nos cada vez mais insatisfatória.

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 25.02.15

putos_da_minha_rua[1].jpg

 

 Putos da Minha Rua, de Raul Patrício Leitão

Romance

(edição Âncora, 2014)

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As canções do século (1882)

por Pedro Correia, em 25.02.15

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José Sócrates fica mais três meses em prisão preventiva.

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A ver se entendi

por José António Abreu, em 24.02.15

O governo grego compromete-se a:

- Pagar a dívida pública;

- Manter as privatizações feitas e em curso; avaliar a melhor altura para executar as restantes;

- Combater a evasão fiscal;

- Reduzir a despesa pública;

- Aumentar impostos;

- Cortar pensões, poupando as mais baixas.

- Rever o código laboral e não aumentar para já o salário mínimo;

- Aumentar o nível de concorrência na economia;

- Liberalizar o enquadramento de profissões reguladas;

- Estudar medidas de apoio social que não tenham impacto negativo nas contas públicas.

E ainda se dizia que não existiam alternativas.

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Déjà Lu

por Joana Nave, em 24.02.15

A Livraria Solidária Déjà Lu abre portas ao público no próximo dia 28 de Fevereiro. Situa-se na Cidadela de Cascais e é um projecto da nossa querida Francisca Prieto.

As receitas da venda dos livros revertem na totalidade para a Associação Portuguesa de Portadores de Trissomia 21. No caso desta Associação, importa ainda referir que este projecto pretende apoiar a profissionalização dos jovens portadores de Trissomia 21 uma vez que, após a grande conquista da inserção no ensino regular, é agora importante orientar estes jovens para o futuro.

Esta livraria já existia de certa forma através do blog Déjà Lu, que leiloava livros “já lidos”. O espaço virtual ganhou forma e conta com o apoio de todos os que queiram dar a mão a esta causa.

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