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As canções de Dezembro

por Pedro Correia, em 30.11.14

Série ininterrupta com maior longevidade da blogosfera portuguesa, que assinala o início de cada dia aqui no DELITO DE OPINIÃO, As Canções do Século aproximam-se do fim. Mas haverá ainda um pouco mais de duzentos temas musicais até à melodia do adeus. E faço questão que sejam temas de qualidade irrepreensível, de modo a que a despedida ocorra em beleza.

Em Dezembro, tal como vem sucedendo desde 2010, não faltarão temas alusivos à época natalícia e aos dias subsequentes que nos separam do novo ano.

Mas aproveito precisamente a mudança do mês para vos pedir mais sugestões.

Quais as vossas canções (não portuguesas) preferidas do século XX que gostariam de ver por cá? Todas as sugestões - prometo - serão acolhidas.

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Qué los hay, los hay

por Rui Rocha, em 30.11.14

Sócrates sente-se mais livre que nunca.

 

Costa recusa que PS fale de Sócrates no Congresso.

 

Padre aconselha a não brincar ao "Jogo dos Espíritos" uma vez que esta prática pode atrair espíritos maus.

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Fotografias tiradas por aí (202)

por José António Abreu, em 30.11.14

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Perto de Mesão Frio, 2014.

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O blogue da semana

por Rui Rocha, em 30.11.14

Pensamento crítico, análise inteligente, resistência sem concessões ao políticamente correcto e visão aguda da realidade são marcas distintivas do José Meireles Graça, um dos autores que muito aprecio na blogocoisa. Razão mais do que suficiente para recomendar vivamente uma visita ao Gremlin Literário onde é acompanhado por outros autores que leio sempre, também, com muito proveito.

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O comentário da semana

por Pedro Correia, em 30.11.14

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«Se me lembro [do 25 de Novembro de 1975]. Prestava serviço militar em Castelo Branco como oficial miliciano.
O clima de indisciplina era insuportável, minado pelos SUV (soldados unidos vencerão) a soldo do Partido Comunista, da mesma forma que o é hoje a Intersindical. A ponto de um praça urinar no balcão da messe dos oficiais, porque era permitida a sua frequência. Não fossse a estaleca dos militares que tinham passado pela guerra colonial, que com a sua experiência conseguiram domar ímpetos mais vincados, leia-se "paninhos quentes", e teria havido uma guerra civil originária nos quartéis.
Nunca esquecer Ramalho Eanes e o seu colaborador mais directo, Jaime Neves, que com as suas portuguesíssimas genuidade e engenho conseguiram deitar por terra as aspirações de uma minoria para a instalação de um totalitarismo.
Perante o que se está a passar neste momento, também não é de mais lembrar o posicionamento de Ramalho Eanes perante certas mordomias concedidas pelo poder político à sua pessoa e que ele rejeitou. Creio que terá sido o único a fazê-lo.»

 

Do nosso leitor Singularis Alentejanus. A propósito deste texto da Helena Sacadura Cabral.

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Ontem não o acompanhei e hoje apenas assisti ao momento em que António Costa aproveitava o início do discurso final para desmentir todos os que o acusam de não ter boas ideias, sem custos excessivos para o erário público, saudando os presentes. Depois fui almoçar.

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O Congresso do PS constituía um tremendo desafio. Costa não podia permitir que o partido ficasse refém dos graves acontecimentos mais recentes e que esta reunião magna viesse a tornar-se apenas mais um elo dessa cadeia de acontecimentos. Tinha ainda que demontrar que este novo PS não foi capturado pelos interesses que têm dominado a sociedade portuguesa nos últimos anos. Por motivos pragmáticos, era ainda fundamental que não ficasse cativo da agenda política dos partidos da esquerda mais radical, nem confinado a um espaço ideológico que não lhe permita apelar aos eleitores mais à direita. O país pede um PS que não se vire para si próprio, que não fique aferrolhado a ideias velhas ou pré-concebidas, nem trancafiado nos seus próprios problemas, sob pena de a curto prazo ficar condenado à irrelevância. Um partido enclausurado nunca serve, sequer, os seus próprios interesses.  Qualquer propósito de cegueira perante a realidade deve ser imediatamente detido. É, em qualquer circunstância, imperioso saber resistir à coacção dos media e da opinião pública que exigem acções que, quantas vezes, são irreflectidas. Os dados estão lançados. O futuro dirá se o PS ficou ou não prisioneiro das circunstâncias e se está preso ao passado.

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Perdidos e achados

por Luís Naves, em 30.11.14

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Um historiador de arte foi ao cinema e ficou estupefacto ao ver numa das cenas do filme, pendurada sobre a lareira, uma obra desaparecida. Interessou-se pelo caso, fez perguntas aos produtores da película e descobriu que o “adereço” tinha sido comprado por tuta-e-meia num antiquário da Califórnia, parecendo perfeito para decorar a cena do filme Stuart Little. A história pode ser lida com mais detalhe aqui e também aqui, em inglês (não consegui encontrar um artigo em português e, caso exista link, as minhas desculpas antecipadas).

Afinal, a obra era uma preciosidade europeia perdida, pintada por Robert Berény (1887-1953), um dos mais importantes mestres húngaros do século XX. Os trabalhos deste pintor são relativamente raros, devido à destruição do seu atelier, no final da II Guerra Mundial, mas sobretudo por essa guerra ter incinerado parte muito relevante do riquíssimo património artístico do país. Passada uma década depois de aparecer num filme de Hollywood, o quadro “Mulher Adormecida com Vaso Negro” será vendido em Budapeste, em leilão. A obra tem uma história fantástica, que provavelmente vai criar um mito artístico: foi levada para a América em 1928 e ali mudou sucessivamente de mãos, pelos vistos sem ninguém reparar na assinatura (a parte estranha da história). Depois, num desenvolvimento ainda mais bizarro, a descoberta acidental. Na imagem, um dos quadros famosos de Berény, “Mulher com Violoncelo”, da mesma época, 1928.

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PS em congresso (10)

por Pedro Correia, em 30.11.14

António Costa falou bem a abrir e a fechar um congresso que pouco teve de empolgante - como era de prever, dadas as circunstâncias. É certo que quase nada detalhou das receitas que preconiza para o crescimento económico do País e a sua reiterada intenção de obter maioria absoluta nas legislativas parece um alvo inalcançável. Mas interpelou com vigor as forças à sua esquerda, exigindo que abandonem o gueto do protesto. Demonstrou sensibilidade social com a surpreendente homenagem às vítimas de violência doméstica. Declarou que continuará a celebrar com orgulho o dia da restauração da independência, que o Governo absurdamente riscou da lista dos feriados nacionais. E sobretudo vincou a sua autoridade, impondo que a questão Sócrates ficasse à margem dos trabalhos e dos discursos.

Este era o principal desafio e acabou por ser ganho - em benefício do partido e, por extensão, da democracia portuguesa. Porque um PS que permaneça órfão ou refém do rasto de Sócrates será incapaz de trilhar com sucesso as rotas do futuro.

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PS em congresso (9)

por Pedro Correia, em 30.11.14

Com Assis de fora e Seguro ausente, Pedro Adão e Silva fala na SIC Notícias em "pacificação interna". A fé move montanhas.

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PS em congresso (8)

por Pedro Correia, em 30.11.14

Em nome do "combate à direita", muitos socialistas insistem em imaginar coligações com o PCP e o BE. Esbarram no entanto com um obstáculo óbvio: estes partidos também querem "combater a direita". E, para eles, a direita inclui o PS.

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PS em congresso (7)

por Pedro Correia, em 30.11.14

Há quem troque a reunião do partido em Lisboa por uma ida ao Alentejo. Informava ontem a TVI, com um toque de humor talvez involuntário: «Em dia de visitas para os presos preventivos, foi agitada a tarde no estabelecimento prisional de Évora. José Sócrates recebeu a visita de três deputados do PS.»

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 30.11.14

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Lx70 - Lisboa, do Sonho à Realidade, de Joana Stichini Vilela, Nick Mrozowski e Pedro Fernandes

Memória

(edição D. Quixote, 2014)

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PS em congresso (6)

por Pedro Correia, em 30.11.14

Até ao momento não ouvi uma palavra sobre o assunto, mas talvez algum congressista ainda acabe por fazer um apelo enérgico ao combate contra a corrupção.

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PS em congresso (5)

por Pedro Correia, em 30.11.14

Francisco Assis, líder dos deputados socialistas na Europa e uma das vozes mais lúcidas do PS, viu-se impedido de falar por alegadas falhas na gestão de tempo do congresso. Não merecia ser tratado assim.

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PS em congresso (4)

por Pedro Correia, em 30.11.14

Dir-se-ia que o nome dele queima. De tal maneira que ainda ninguém ousou pronunciá-lo no palco do congresso. José Sócrates, o inominável.

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"Em 14 anos de rankings das escolas secundárias nunca as públicas tinham sido tão ultrapassadas pelos colégios como agora — para se encontrar a primeira no ranking geral é preciso descer até ao 34.º lugar, que é ocupado pela Raul Proença das Caldas da Rainha, com uma média de 12,41, numa escala de 0 a 20."

 

Pois é, as escolas privadas, que vivem e enriquecem com as subvenções dos contribuintes, é que são boas.

As secundárias e também as universidades apadrinhadas pelo ex-primeiro-ministro Cavaco Silva, de onde têm saído os "visionários" que há uma década governam Portugal. Convém não esquecer.

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As canções do século (1795)

por Pedro Correia, em 30.11.14

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Caras novas no Congresso do PS

por Rui Rocha, em 29.11.14

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Em jeito de balanço do primeiro dia

por Rui Rocha, em 29.11.14

Desculpar-me-ão os caríssimos congressistas, mas já vi arguidos em preventiva bastante mais animados.

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O PS não renega o passado

por Rui Rocha, em 29.11.14

Muito bem. Mas, pelo que se vê, também não tem ideiazinha nenhuma do que vai fazer com o presente de Sócrates ou com o futuro do país.

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Nasceu uma estrela

por Sérgio de Almeida Correia, em 29.11.14

sitesabadoborlido2-0a14.jpg"Por 643 milésimos de segundo! Foi por esta margem que Bruno Borlido não conquistou o título de campeão do Mundo de Karting na categoria Senior Max. O promissor piloto de 17 anos colocou a bandeira portuguesa no lugar intermédio do pódio na 15ª edição das Rotax MAX Challenge Grand Finals – vulgo Finais Mundiais –, que decorreram desde terça-feira até hoje no Kartódromo Internacional Lucas Guerrero, em Chiva, a cerca de 30 quilómetros de Valência." - Autosport

Recordo apenas que Ayrton Senna da Silva foi vice-campeão do Mundo de Karting no Estoril, naquele campeonato que definitivamente o lançou antes de iniciar a sua fulgurante ascensão no automobilismo mundial.

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Acabam de sobreviver a mais um discurso do Ferro Rodrigues.

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Sempre em prol da justiça

por Rui Rocha, em 29.11.14

Indigno-me contra a leviandade dos que insistem em considerar que os casos de Vale e Azevedo e Sócrates são comparáveis. Exigia-se, parece-me, maior contenção.Tenha-se em conta, por exemplo, que ainda ninguém veio acusar Sócrates de ficar a dever o pagamento das casas em que viveu.

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O problema de Isaltino Morais é que a cara dele condiz com o que o tribunal o acusa de ter feito. Não apenas as provas e as suas fracas justificações: a cara, também. Ensinou-me a minha mãe, há muitos anos, que se deve olhar bem para a cara das pessoas, antes de ajuizar sobre elas. Confesso que é um conselho que nem sempre me lembro de seguir e, quando me esqueço de o fazer, normalmente acabo por me arrepender. O tribunal acusou e condenou Isaltino por coisas nada brandas, no exercício de funções públicas: fuga ao fisco, branqueamento de capitais, abuso de poder e corrupção passiva. E eu olho para a cara dele, penso na inexplicável fortuna do sobrinho da Suíça, lembro-me das declarações da ex-secretária e recordo a 'arrogância', de que fala a sentença, com que ele respondeu às acusações, e acho-o bem capaz disso.

Pois, é verdade, permanece a presunção de inocência. Enquanto todos os recursos que vão ser sucessivamente interpostos não estiverem decididos, enquanto esta sentença não transitar em julgado (o que irá demorar anos), Isaltino Morais tem o direito a ser presumido inocente. Mas as coisas mudaram muito com a sentença: um tribunal já o julgou culpado e agora é ele que tem de provar a sua inocência, e não o tribunal que tem de provar a sua culpabilidade. Tem de provar que o tribunal se enganou e que se enganou grosseiramente, julgando-o culpado de quatro crimes dos quais não terá cometido nenhum.

Miguel Sousa Tavares, Expresso, 10 de Agosto de 2009

 

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Os objectos também morrem

por Teresa Ribeiro, em 29.11.14

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Tal como as pessoas, os objectos organizam-se segundo categorias distintas, numa escala hierárquica, mas é quando se desfaz uma casa que os pormenores da sua existência se tornam mais evidentes. No topo estão os ícones, cuja personalidade fortíssima domina e define o espaço onde se instalaram. Na base amontoam-se os clips, os elásticos, lenços de papel, lupas, tesouras, isqueiros, molas da roupa, pilhas, pentes, uma tropa desordenada, de repente sem missão na Terra. "Alô, alô, daqui fala o esquadrão dos artigos de limpeza, aguardamos instruções, escuto".

Nunca o frasco da água oxigenada se imaginaria a acabar os seus dias ao lado de uma panela de pressão e no entanto essas coisas acontecem quando se apaga uma casa. Torres de babel de cordas, panos da loiça, secadores de cabelo, caixas de alfinetes e champôs crescem nos tampos das mesas. Os utensílios são os objectos mais estridentes. Gritam: "E agora? E agora? E agora?" Não admira, eram os que tinham os papéis mais definidos, circunscritos a uma geografia que na maioria dos casos não excedia os limites de uma divisão doméstica. Agora questionam-se aflitos, sob o olhar pesado da mobília.

Só quem nunca desmantelou uma casa esquece que cada objecto tem o seu passado. Já não é do meu tempo, mas tenho a certeza que aquelas contas começaram por ser um colar de várias voltas que passeou glamour por festas e jantares de família. Para mim, que as conheci já soltas, metidas naquela caixa transparente, foram pérolas verdadeiras, que eu primeiro espalhei e depois já com o meu escafandro imaginário colhi quando mergulhei a metros de profundidade no tapete de carpélio do quarto dos meus tios. Aqueles pêlos desgrenhados pareciam mesmo  plantas marinhas a ondular no soalho daquele terceiro andar de Campolide com uma vista fabulosa para o aqueduto. "Teresinha, sai daí, não te debruces!"

Mas fazer o luto ao mesmo tempo que se trata de todas as questões práticas associadas ao fim de uma vida é tarefa de adultos. E enquanto escolhemos, guardamos, oferecemos, vendemos e profanamos coisas,  a morte, a morte, a morte é a conversa intelectual e obsessiva dos objectos que nos cercam. Nós atarefados a tratar de intendências e eles, junto com as paredes, a zurzirem. É preciso, no entanto, que se lhes diga que isso de os objectos sobreviverem aos donos é pura ficção. É claro que também morrem. Morrem quando mudam de mãos, morrem quando vão para o lixo e até quando vão para reciclar. A diferença - tenho que lhes dizer na última vez que lá for - a diferença é que podem, se tiverem alma, morrer de várias vidas.

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Frases de 2014 (31)

por Pedro Correia, em 29.11.14

«Sinto-me mais livre do que nunca.»

José Sócrates

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PS em congresso (3)

por Pedro Correia, em 29.11.14

Sócrates igual a si próprio: na manhã da abertura do congresso do PS não resiste em dominar as atenções com uma declaração telefónica que fez a manchete do Expresso. Como costumava dizer Hercule Poirot, «o fundamental é conhecermos a natureza humana».

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PS em congresso (2)

por Pedro Correia, em 29.11.14

José Lello à RTP: «Mantenho Sócrates no coração.»

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PS em congresso (1)

por Pedro Correia, em 29.11.14

Carlos César, na primeira intervenção de maior fôlego no congresso do PS, lança a sua pré-candidatura à Presidência da República.

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Pós-química

por José António Abreu, em 29.11.14

Nos tempos actuais - e ainda que a ciência o tenha validado -, a química é um conceito pouco exacto para descrever o mecanismo de atracção entre duas pessoas. As reacções químicas tendem a alterar significativamente os elementos que as sofrem. Mais correcto e moderno será ver as relações como redes Wi-Fi, nas quais se saltita entre hotspots consoante a força do sinal.

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À porta do congresso

por Sérgio de Almeida Correia, em 29.11.14

António Costa não será credível no país se não limpar o partido com grande clareza e grande determinação. Sofrerá com os estilhaços do que vier a acontecer com o eng. Sócrates."

Ou compreende isto e aproveita para mudar a política e apresentar novas ideias – e para haver novas ideias é preciso ter dirigentes que não estejam comprometidos com o passado – ou faz uma fusão entre os que vieram do passado e meia-dúzia de caras novas e não será credível no país. É o grande momento de António Costa.

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Vamos lá saber...

por Rui Rocha, em 29.11.14

Quem foi o engraçadinho que lhe levou livros do Paulo Coelho para a choça?

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 29.11.14

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Mar, de Afonso Cruz

Ficção

(edição Alfaguara, 2014)

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Antes que a memória me falhe

por Sérgio de Almeida Correia, em 29.11.14

"Quando enfrentar os sindicatos todos reclamarão o anúncio para o dia seguinte. Pedem-nos mais impostos, para quê? Pedem-nos mais trabalho, para quê? Impõem-nos novas regras no trabalho e na segurança social, para quê? Propõem-nos alterações importantes na saúde, para quê? Qual é o caminho? E para chegar onde? A estas questões triviais, a ministra não responde.

Em rigor, a ministra não tem culpa nenhuma. Trata das finanças do país e, com isso, faz o que deve. A insuficiência transcende-a. Não obstante, a falha existe e é cada vez mais ostensiva.

Ao lado da ministra, falta Governo. Por ela passa tudo. Mas, numa implicação forçosa, também a ela tudo se reduz. A lógica das várias medidas prometidas parece ser eminentemente financeira. O Estado não tem dinheiro e, sendo consabido que é mais fácil arrecadar do que poupar, está apontado o caminho.

Em nenhum passo alguém se detém na busca de outros desígnios. Que país teremos dentro de cinco ou dez anos? Que país queremos ter? Qual o rumo? Qual a estratégia? Ninguém ousa aventar nada. E é manifesto que ninguém parece estar a pensar no assunto." - Diário Económico, 18 de Outubro de 2002, arquivado aqui pela autora.

 

Que Governo seria este? E quem seria a ministra? Perante tal estado de coisas, com as elites que tínhamos, e com aquelas com que ficámos, era natural que nove anos depois estivessem a chamar a troika.

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A cabala (11)

por Pedro Correia, em 29.11.14

«Com tanto segredo devassado na "Operação Marquês", os cidadãos ficam sem perceber para que serve a justiça. Porque, de facto, José Sócrates está já a cumprir a "pena" a que foi condenado por todos os crimes e intrigas que lhe são imputados nos órgãos da comunicação social.»

 

«Subsistem dúvidas legítimas quanto à real motivação do tribunal.»

 

«O secretismo da fundamentação alimenta difusas suspeitas de arrogância e discricionariedade, de cumplicidades corporativas, de hipotética cedência a pressões políticas incompatíveis com a independência dos tribunais.»

 

Pedro Bacelar de Vasconcelos (Jornal de Notícias, 28 de Novembro)

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Parabéns a Adolfo Mesquita Nunes, beijos nossos

por Patrícia Reis, em 29.11.14

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As canções do século (1794)

por Pedro Correia, em 29.11.14

 

Dedicada ao Adolfo Mesquita Nunes

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O Estado de Direito a funcionar

por Pedro Correia, em 28.11.14

Duarte Lima - ex-vice-presidente da Comissão Política Nacional do PSD, ex-presidente da Comissão Política Distrital de Lisboa do PSD e ex-presidente do grupo parlamentar do PSD - foi hoje condenado a dez anos de prisão efectiva por burla qualificada e branqueamento de capitais.

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cante quem for de lá

por José Navarro de Andrade, em 28.11.14

Os deserdados cantam. Os negros das charnecas do Mississippi, os ciganos andaluzes, os ganhões do Alentejo – e outros, noutros lugares, haverá – cantam para levantarem a voz ao céu e tirarem-se da terra, num instante de liberdade. O canto trabalha como as vacinas: cantam-se os lamentos para aliviar a tristeza e espantá-la para bem longe. Cantar é primitivo, é anterior aos sentimentos e aos sentidos, não se canta por revolta ou submissão, canta-se para desafiar a sorte e o destino. Por isso o cante do Alentejo é irredutível e impermeável ao verniz da cultura; o resto da humanidade, nós, pode escutá-lo - que eles são generosos e partilham-no - mas só os alentejanos é que o sabem.

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Frases de 2014 (30)

por Pedro Correia, em 28.11.14

«Não falo à porta de cadeias.»

João Araújo, advogado de José Sócrates

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Frases de 2014 (29)

por Pedro Correia, em 28.11.14

«Super-juiz [Carlos Alexandre] é o herói dos tablóides.»

Proença de Carvalho, ex-advogado de José Sócrates

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Depois da crise

por Luís Naves, em 28.11.14

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Um País que durante séculos se habituou à impunidade dos poderosos assiste com espanto a uma vaga de inquéritos judiciais. Os altos escalões da administração, a banca, os partidos, tudo isto parecia intocável. E, no entanto, na comunicação social, onde antes se reclamava quase todos os dias por mais transparência e pela remoção imediata das maçãs podres, esta semana quase só se ouviram as vozes daqueles que, sem conhecerem os factos, contestam a actuação dos juízes.

É talvez cedo para se avaliar o impacto das grandes mudanças que Portugal sofreu nos últimos seis meses, sobretudo com o escândalo do BES e a queda da PT, o caso dos vistos dourados, a detenção de José Sócrates. E, no entanto, está em curso uma transformação no regime democrático, que coincide com o fim do período de ajustamento. A opinião pública sai deste longo período de sacrifícios muito mais exigente em relação à transparência do sistema político e ao uso do dinheiro dos contribuintes. Em texto anterior afirmei que Portugal está a sair da crise e a frase foi imediatamente recusada por leitores que nem sequer consideraram a hipótese.

É altura de tentar explicar. Durante três anos, os partidos e os média impuseram à sociedade portuguesa uma narrativa de extremo pessimismo sobre a situação nacional e europeia. Por vezes, Portugal era descrito em tons neo-realistas, como se estivéssemos nos anos 40, outras vezes parecia saído do expressionismo dos anos 20, onde pairavam as sombras fundas do pós-guerra. O naufrágio estava sempre na vaga seguinte.

 

 

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Estas controvérsias, porém, servem apenas para consumo público. A culpa ou a inocência dos visados, a regularidade dos procedimentos judiciais ou a justeza do trabalho da imprensa só comovem os oligarcas durante a gravação no estúdio. Longe dos microfones, o que verdadeiramente lhes importa é o modo como tudo isso vai afectar a distribuição do poder por via eleitoral. No regime vigente, os escândalos deixaram de fazer parte do domínio da reprovação moral ou do apuramento jurídico da verdade. São, simplesmente, ingredientes do campeonato de futebol político.

[...]

Noutras épocas, o poder político quase se confundia com as hierarquias sociais ou profissionais. Isso acabou, tal como também acabaram as organizações partidárias capazes de mobilizar correntes de opinião ancoradas em identidades sociais ou em ideologias políticas. A velha sociedade e a teoria gramsciana da hegemonia já deram o que tinham a dar. O que resta, para dominar uma sociedade que, por si, não acredita, não apoia e não respeita, embora vote? Essa máquina que é Estado, o grande Estado deixado pelas aspirações desenvolvimentistas, sociais e justicialistas do passado.

O Estado, porém, é uma máquina pesada, que só gera poder a favor de um partido ou de uma facção quando usada implacavelmente, para além de todas as virtudes e castidades.

Rui Ramos, no Observador. Vale a pena ler o texto completo.

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O Malhão de Interrogatório

por Rui Rocha, em 28.11.14

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 28.11.14

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O Caminho das Aves, de José Casanova

Romance

(edição Página a Página, 2014)

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A cabala (10)

por Pedro Correia, em 28.11.14

«Se José Sócrates for acusado e condenado, é um problema não apenas para José Sócrates e o PS: é um problema para o regime.»

 

«Temos muitos sinais de que há uma espécie de transferência da legitimidade política na nossa república do soberano, isto é, do poder legislativo, do parlamento, para o poder judicial.»

 

«A nossa vida em comum, numa sociedade decente, não é compaginável com este tipo de funcionamento e de equilíbrio entre a justiça e a política.»

 

Pedro Adão e Silva (SIC Notícias, 24 de Novembro)

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Regresso

por José António Abreu, em 28.11.14

O vídeo é um nadinha estranho e apresenta uma versão do tema mais curta e menos conseguida do que a incluída no álbum. Ainda assim, vale a pena assinalar o regresso de Damien Rice, oito anos depois. De resto, para quem nada tenha contra ruivos (conheço uma combinação cromossomática XX que, nesse campo, apenas gosta do Fassbender - provavelmente por lhe ter visto o pénis em Vergonha), o rapaz nem é mal parecido (digo eu, que ando a tentar contrabalançar uma tendência excessiva para apreciar mulheres mantendo-me atento à beleza masculina). Desta feita Rice escolheu um título com um número de caracteres onze vezes e meia superior ao obtido somando todos os caracteres existentes nos títulos dos dois álbuns anteriores (parece muito mas dá apenas 2,875 caracteres por ano de espera, tudo isto sem contar os espaços) que consegue ser simultaneamente evocativo e aliterativo: My Favourite Faded Fantasy. Decididamente, a Irlanda está a recuperar.

 

Disclaimer: O segredo (enfim, o meio segredo) constante do texto pode ter sido ligeiramente violado mas não era de Justiça.

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Citação clássica.

por Luís Menezes Leitão, em 28.11.14

A propósito disto recordo uma citação clássica: "Donec eris felix, multos numerabis amicos; tempora si fuerint nubila, solus eris" (Ovidius, Tristia, I, 9, 5,).

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Um Presidente das Arábias

por Sérgio de Almeida Correia, em 28.11.14

Cavaco_na__torre_Burj_Khalifa_no_Dubai6803982c_664(Foto: Estela Silva/Lusa)

Vender o País a retalho não é bonito de se ver. Mas se daí vier algum proveito, menos mal. Agora que queiram misturar os cavalos com as nossas mulheres é que não me parece grande ideia. Deviam ter-lhe dado uma fatia de bolo-rei.

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