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Profetas da nossa terra (43)

por Pedro Correia, em 30.06.14

«Prognóstico: três-um, Portugal ganha [o jogo Portugal-EUA].»

Marcelo Rebelo de Sousa, 22 de Junho de 2014

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As receitas do Delito (1)

por Helena Sacadura Cabral, em 30.06.14

TÁRTARO DE SALMÃO

 

Ingredientes

salmão fresco

salmão fumado

presunto

cebola roxa cortada em cubos finos

alcaparras a gosto

sumo de lima ou limão

mostarda Dijon

Cebolinho fresco.

 

Confecção:

Cortar o salmão fresco em pequenos cubos. Cortar do mesmo modo o presunto, o salmão fumado e cebola vermelha. Misturar bem os ingredientes todos. Acrescentar as alcaparras e esmagar tudo com garfo ou o esmagador de puré. Envolver com sumo de lima e mostarda de Dijon. Adicionar pimenta.

Depois de tudo bem misturado, refrigerar durante cerca de 3 horas. Retirar do frigorífico e preparar várias bolas achatadas que se servem sobre folhas de alface e se ornamentam com cebolinho picado. Acompanha com salada. Contar com duas bolas médias por pessoa. Servir com tostas finas e vinho branco bem fresco. 

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Penso rápido (12)

por Pedro Correia, em 30.06.14

Vivemos num tempo fragmentado, que convida à dispersão. E somos vítimas crescentes dessa fragmentação. A nossa capacidade de concentração é cada vez mais escassa. Paramos a série televisiva a meio para ver não importa o quê, tornámo-nos incapazes de assistir a um filme de duas horas sem interrupções, espreitamos a todo o momento o ecrã do telemóvel em busca de novas mensagens mesmo sem esperarmos mensagem alguma, as redes sociais solicitam-nos adesões ou indignações contínuas, os dias vão-se dissolvendo em 24 horas de espuma. Este estúpido frenesim em que mergulhámos graças aos avanços tecnológicos impede-nos quase sempre de pensar. E afinal era nisto que devíamos investir muito mais do nosso tempo: pensar.

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Mundial no sofá (8)

por João André, em 30.06.14

Vi pouco futebol nos últimos dias, mas fica aqui a reflexão, especialmente sobre a saída de Portugal.

 

Portugal - Gana

Tacticamente, do meu ponto de vista, Paulo Bento não fez grandes asneiras. No papel Veloso seria a melhor opção para o lado esquerdo da defesa, de forma a poder subir no corredor e fazer cruzamentos de pé esquerdo e tentar aproveitar a fraqueza dos centrais ganeses. As suas subidas seriam compensadas pelo posicionamento de Ruben Amorim, que cobriria as suas costas. No lado direito João Pereira não precisaria de subir tanto, uma vez que Nani seria um extremo teoricamente mais clássico. William Carvalho funcionaria como médio mais recuado, como segurança defensiva (Quinito chamou em tempos a essa posição "líbero do meio campo").

 

No papel nada a apontar, o problema é que o futebol se joga no campo. Veloso estava obviamente sem ritmo, Nani não existiu durante 85 minutos (cada vez que passava a bola correctamente eu suspirava de alívio) e João Pereira também não anda bem. Aqui se viu a falta que Coentrão fez à equipa, tal como um segundo lateral para quem o pé esquerdo seja mais que para correr. Também se viu que Éder deve ser solteiro, bom rapaz e é esforçado, mas quem lhe viu qualidades de ponta de lança deveria passar pelo oculista. Igualmente que Varela deveria ter começado a ser titular ao segundo jogo, uma vez que em 30 minutos (bem espremidos entre 3 jogos) fez mais que Nani.

 

Isso quanto às escolhas e à táctica. Já quanto a Ronaldo, sinceramente, não lhe aponto nada. Falar-se-á mais do cabelo que do futebol, mas a verdade é que a quem aparece a 50% e ainda se esforça como ele se esforçou não se pode pedir muito mais. Tal como não se lhe pode pedir que seja o líder verdadeiro da equipa. Não o é, não tem temperamento para tal. Entreguem já a braçadeira a Moutinho, Patrício, William ou outro qualquer. Retirem esse peso a Ronaldo. É como se pedissem a Bruno Alves que se mexesse ou se concentrasse sem falhas por 90 minutos. Não funciona.

 

Habituemo-nos a isto. O próximo europeu não deve estar em causa, até porque será mais difícil a não qualificação. Mas as vacas emagreceram e muito.

 

Outras notas

Scolari continua o mesmo de sempre. Equipas unidas e com grande espírito, mentalidade de cerco, táctica básica e fé em um ou dois jogadores para resolver, e de resto porrada neles. Neste mundial ele beneficia disso, porque ninguém quer despachar o Brasil demasiado cedo. Mas, muito a contragosto, tenho que apontar que Scolari não tem sorte. Parece, mas não tem. Quem tem sorte tantas vezes e em momentos tão importantes não é sortudo: é alguém que procura esses acasos felizes. Nisso, tem muito mérito.

 

Tenho pena que o Chile tenha saído. Gostei do futebol deles, cheio de energia, feito de pressão e crença que podem derrotar qualquer um. Gostei do treinador, que corre tanto para cima e para baixo na área técnica que deve deixar um sulco no chão. Tenho pena que tenham saído.

 

Espero que se comece a notar que a Holanda não é das equipas mais interessantes do mundial. Poderão ganhar, mas a táctica pouco mais é que uma actualização mais sofisticada da de há 4 anos. Reconhecer que não tem uma boa defesa e compensá-la, porrada nos adversários para quebrar o ritmo e fé em Robben. Este é o facto decisivo: sem Robben a Holanda estaria já fora. As duas principais diferenças entre a Holanda e Portugal são Robben vs Ronaldo e Juventude vs Veterania. Claro que isso em muito deve a van Gaal.

 

Grécia está fora: é pena, gosto dos tipos, mesmo que o futebol seja chato. Costa Rica continua mais uma ronda: é agradável, mas a defesa subida deles deverá ser um gelado para o Robben nos quartos de final.

 

Hoje joga a Alemanha e não deverá ser desta que a Argélia exorciza 1982 e Gijón. No entanto ando à espera do momento em que a Alemanha impluda por causa de guerras internas entre jogadores. Está divertido: a Holanda faz o papel de Alemanha e a Alemanha de Holanda. O mundo de pernas para o ar: o mundial é no hemisfério sul.

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 30.06.14

 

 

Os Saneamentos Políticos no Diário de Notícias no Verão Quente de 1975

de Pedro Marques Gomes

Investigação

(edição Alêtheia, 2014)

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Doze obras-primas dos museus de França (2)

por Sérgio de Almeida Correia, em 30.06.14

A paixão entre um homem e uma mulher foi sempre motivo de inspiração para qualquer artista. Da poesia à música, passando pela literatura e a pintura. O Ferrolho, de Jean Honoré Fragonard (1732-1806), é mais um desses exemplos. Pintado por volta de 1777, depois de uma segunda viagem a Itália e do rompimento do pintor com Madame du Barry, a amante favorita de Luís XV, esta tela retrata uma cena de paixão e reflecte as influências e a admiração que o artista terá tido pelos mestres do Barroco (Rubens) e da Escola Holandesa (Rembrandt), inaugurando um novo estilo. As cores, em tons pastel, típicas do Rococó, apresentam-se neste quadro como uma ponte entre as cores fortes do Barroco e o período neoclássico. Para alguns tratar-se-ia de uma resposta a Viens, a favor de quem o pintor perdeu o apoio de Madame du Barry. O quadro é atravessado por uma linha imaginária que liga o ferrolho à maçã, não se percebendo se a cena antecede ou sucede ao encontro entre os amantes. Se por um lado se fica com a sensação de que o ferrolho está a ser corrido, por outro verifica-se que as almofadas estão em desalinho. Um quadro que há muitos anos não via e que voltou a impressionar-me pela cor e a luz que o atravessam.   

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Perpétuos Enganos

por Francisca Prieto, em 30.06.14

Nadação

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As canções do século (1642)

por Pedro Correia, em 30.06.14

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Ligação directa

por Pedro Correia, em 30.06.14

Ao A-24.

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O comentário da semana

por Pedro Correia, em 29.06.14

«A minha pegada de carbono já tem um peso considerável, depois de ter largado os cigarros há 5 anos e 12 quilos, o que faz com que o meu centro de gravidade e o meu eixo de suspensão entrem frequentemente em conflito.
Daqui a 35 anos, com o rumo que as coisas levam por cá, não poderemos ser mais canibalizados do que já fomos, faremos seguramente parte do novíssimo décimo mundo e os Hunger Games serão uma realidade, mas o Peeta, o destruidor, não será o tributo, pois foi seu o contributo para a futura realidade.»

Da nossa leitora Maria Dulce Fernandes. A propósito deste meu texto.

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Expressões que detesto (71)

por Pedro Correia, em 29.06.14

"ÍNDICE DE SUSPEIÇÃO LESIONAL"

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Para encher a barriga

por Pedro Correia, em 29.06.14

 

Manhã muito cedo, já o pescador veio aviado. Traz um carregamento de peixe que vai amanhando e atirando para um grande balde. Com gestos mecânicos e expeditos, serve-se da faca para lhes retirar as vísceras, que deposita ali, nas águas plácidas da ria. As incisões são feitas a bom ritmo e com precisão cirúrgica: não tarda, o balde vai enchendo.

O homem prossegue a tarefa, imperturbável. Está descalço, de pés plantados na ria, calças de ganga arregaçadas. Esquarteja ferreiras e besugos que daqui a poucas horas estarão estendidos nas grelhas.

O sol já se ergueu acima da linha dos telhados, o calor aumenta, a faca prossegue o seu curso na mão direita do homem, seco e tisnado. Há um frenesim de gaivotas em seu redor: disputam as vísceras dos peixes numa atmosfera de solene algazarra. As mais possantes afastam a concorrência à força de bicadas, o alarido de umas depressa atrai as atenções de outras que logo se aproximam.

Mas não parece haver necessidade de lutas: o petisco chega para todas.

 

Da marginal de Cabanas, uma senhora pergunta ao pescador a como lhe vende o peixe. O homem informa-a sem sequer a olhar nem abrandar o ritmo: extrai as entranhas, lava o peixe e atira-o para o balde.

A senhora aproxima-se, interessada, já de nota na mão.

"Eu quero aquele maior para encher a barriga", diz-lhe, apontando com o dedo. O peixe recém-pescado salta do balde para um saco de plástico em poucos segundos. O homem prossegue o seu labor, imperturbável. As gaivotas navegam à sua volta, como se fossem patos num inquieto alvoroço. A senhora regressa à marginal em passo pausado por força conjugada da idade e do calor.

Espreita o saco: o peixe é grande. O almoço de hoje está garantido, amanhã logo se vê.

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 29.06.14

 

 

Reforma Agrária - A Revolução no Alentejo, de José Soeiro

Memória

(edição Página a Página, 2013)

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Doze obras-primas dos museus de França (1)

por Sérgio de Almeida Correia, em 29.06.14

Da autoria de Fraçois Boucher, pintor que viveu entre 1703 e 1770, "Diana saindo do banho" foi pintado em 1742 e mostra a deusa, depois de uma caçada e de um banho retemperador, a preparar-se para se arranjar enquanto segura um colar de pérolas. A seu lado uma ninfa que a ajuda. O quadro é todo ele um hino à feminilidade e à beleza da mulher, sendo Diana apresentada em toda a sua graça e sensualidade, em comunhão com a natureza. A luz vem toda da esquerda e a profundidade do azul faz realçar ainda mais a frescura e brancura da pele da deusa e o verde da vegetação. Ao seu lado, no chão, os troféus da caçada.

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Jorge Gomes Miranda

por Patrícia Reis, em 29.06.14

Às vezes tenho medo de esquecer tudo:
a casa onde nasci, o recreio da
escola, essas vozes
que lembram um copo de água
no verão.

 

O que no protege, 1995

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As canções do século (1641)

por Pedro Correia, em 29.06.14

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Vencedores & vencidos (5 notas)

por José Navarro de Andrade, em 28.06.14

É verdade que a selecção da Grécia joga um futebol brusco e picotado e tem um treinador que lhes grita – vimos todos – “calma, car@#§&!”, comprovando a perfeita capacidade comunicacional do calão português. Mas os gregos são a mais nostálgica colecção de cromos deste Mundial; cada um deles ostenta o fácies proletário dos jogadores dos anos 50 e 60, como se tivessem sido recrutados nas docas do Pireu. Katsouranis está ao nível de selvajaria a que sempre nos habituou e Karagounis segue demonstrando a sua incompatibilidade com as lâminas de barbear e com as decisões dos árbitros. Eles são a perfeita reminiscência física do futebol de outrora, antes desta gentrificação feita de penteados espampanantes e palmadinhas nas costas.

 

É de lamento a eliminação da paradoxal selecção inglesa. Por uma vez não entrou em campo com aquele tradicional sense of entitlement de quem vem repor uma verdade histórica, nem  encarou a derrota com o stiff upper lip presunçoso de quem acha que foi espoliado de direitos naturais. Os ingleses vieram jogar e fizeram-no com franqueza e elegância, tanto que perderam os dois jogos que necessitavam de ganhar aos pés da pragmática Itália e do furibundo Uruguai. É pena porque constituíam um agradável intermezzo ao futebol assanhado que veremos daqui em diante. Além de que a sua prematura eliminação redundará em grande rombo económico na indústria cervejeira mundial.

 

Em vez dos 90 e picos minutos da praxe os jogos da Argentina só têm 5’’ – os 5’’ de Messi. Da primeira vez foi o tempo necessário para partir a Croácia, da segunda venceu o Irão. No resto do tempo a selecção argentina troca a bola entendidamente à espera do instante em que o pequenote liga o botão, é uma espécie de desacelerador de partículas. Com isto, mesmo ostentando o pior treinador do certame (demasiados jogadores, demasiado bons, para fazer confusão a um táctico simples), querem ver que ainda chega à final?

 

Num ranking da revista Forbes do rendimento anual auferido pelos treinadores deste Mundial Paulo Bento está em 12º (nada a contestar) e o do Professor Carlos Queiroz, treinador do Irão, em 13º, com uma diferença de apenas €62.110 – menor que o preço de um Porsche. Diferença essa que daria singelo por dobrado em como não cobre a expropriação do fisco português a que Bento está sujeito. Ambos saíram no final da primeira ronda, Queiroz saiu felicíssimo por ter conseguido empatar um jogo em resultado da inovadora táctica do autocarro; Bento saiu acabrunhado por só ter vencido um jogo. Quem é o esperto, quem é?

 

Foi preciso chegar ao último jogo da fase de qualificação para descobrir a selecção que dá vontade de odiar. Consuetudinariamente reservado ao futebol panzer da Alemanha ou ronhoso da Itália, capazes de tirar do sério o adepto mais cerebral, desta vez a desonra a cabe ao sórdido Uruguai. Se Freitas Lobo viu 3 milhões de uruguaios a rematar com o pé de Suarez no golo contra a Inglaterra (uma imagem maior que o cinema, cujo máximo até hoje foi o filme “300”) então que não lhe tenha doído a dentada do mesmo Suarez em 61 milhões e 321 milhares de italianos por via do ombro de Chiellini. Felizmente os pigmeus da América Latina caíram aos pés do belíssimo James da Colômbia. Agora é preciso detestar outros – talvez o sorumbático Brasil, convencido que não precisa de jogar bem porque joga em casa?

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Delito à Mesa

por Francisca Prieto, em 28.06.14
 
Hoje foi dia de tertúlia no estrangeiro da Ana Vidal. A meia hora de Lisboa, almoçaram os membros do Delito, quais Lordes Byron, numa faustosa varanda escondida por vasos de hortenses. Ficámos para ali noutro meridiano, em amena cavaqueira, enquanto nos fomos servindo de extraordinárias vitualhas que incluíram um escabeche de pato coroado com raspas de laranja, praliné de citrinos a cavalo numa salada, aspic de tomate à chef Navarro e, meu Deus, uma selecção de sobremesas de fazer saltar as papilas gustativas.

A gastronomia foi, por estas e por outras, o tema dominante da tarde, embora também se tenham abordado assuntos menores tais como o estado da nação, a situação económica mundial e o mistério das conquistas amorosas de Hollande.

Mais para a tardinha, num momento de descontrolo, uma facção da mesa defendia a necessidade de se criar um partido composto pelos políticos de maior sex appeal do país (um critério como outro qualquer), enquanto do outro lado alguém confessava uma velha fraqueza por Cristiano Ronaldo, agarrando com veemência o pescoço e proferindo que “aquele rapaz, daqui para baixo, é um monumento”. Mas a decência rapidamente regressou à mesa, para se discutir ética jornalística, dobragens de filmes estrangeiros e até poesia.

Esteve-se tão bem nesta família que foi a custo que nos arrastámos porta fora para regressar ao azimute de origem. Eternamente gratos à Ana pela trabalheira de nos receber em sua casa.

 

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Eusébio vs. Ronaldo

por Rui Rocha, em 28.06.14

É ou foi Ronaldo o melhor do mundo? Provavelmte sim, em determinadas épocas ou períodos. Sempre, se lhe perguntarem a ele ou se ele perguntar ao seu espelho. Mas essa corrida, com Messi, Robben, Ribéry ou Neymar, diz-nos pouco. Os terrenos onde se travam as suas batalhas principais são a Champions. É mais coisa de Real Madrid, Barcelona e Bayern do que de Portugal contra o resto do mundo. O duelo que verdadeiramente nos interessava que Ronaldo vencesse é aquele que disputa com Eusébio. Infelizmente, parece nunca mais chegar lá. A Eusébio sobra-lhe Coreia, entroniza-o a epopeia, ali onde Ronaldo fica de escasso. E nós trocaríamos de bom grado o seu título individual de melhor do mundo num determinado momento pela eternidade de ter feito o que sempre lhe falta para ser o melhor futebolista português de todos os tempos.

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Penso rápido (11)

por Pedro Correia, em 28.06.14

Os especialistas alertam: em 2050, caso se mantenham os hábitos actuais, metade da população dos países desenvolvidos será obesa. Isto numa altura em que o planeta terá cerca de 40% por cento mais habitantes do que tem hoje, podendo totalizar 9,1 mil milhões. Haverá portanto cada vez mais gente a comer em excesso, por um lado, e cada vez mais gente a comer de menos, por outro. As assimetrias vão ampliar-se em progressão geométrica. Com os consequentes riscos para a saúde. E até para a estabilidade social. Porque o progresso, com ou sem aspas, é sempre uma arma de dois gumes.

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O regresso da idade das trevas (3)

por Sérgio de Almeida Correia, em 28.06.14

Foto: Scholar Éric Sautedé was sacked from the University of Saint Joseph (USJ) due to his regular commentary on public affairs in local mediaMacau Daily Times © 27.06.2014

(cartoon de Rodrigo no Macau Daily Times)

 

"(...)

Na minha solidão, as minhas lágrimas
Hão de ter o gosto dos horizontes sonhados na adolescência,
E eu serei o senhor da minha própria liberdade.
Nada ficará no lugar que eu ocupei.
O último adeus virá daquelas mãos abertas
Que hão de abençoar um mundo renegado
No silêncio de uma noite em que um navio
Me levará para sempre.
Mas ali
Hei de habitar no coração de certos que me amaram;
Ali hei de ser eu como eles próprios me sonharam;
Irremediavelmente...
Para sempre." - Ruy Cinnati

 

Por cada dia que passa vão-se sabendo mais pormenores e as águas, tal como pretendia o reitor da Universidade de S. José, Peter Stilwell, vão sendo separadas. Para já, alguns factos novos ontem conhecidos vão compondo o puzzle.

Um comunicado do Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura do Governo de Macau, entidade que tutela as universidades, veio esclarecer que dali nunca partiu qualquer indicação no sentido do afastamento de Eric Sautedé e recordou o princípio da autonomia das universidades.

O segundo facto é um comunicado da Universidade de Macau (UM) lamentando a expulsão do seu auditório, durante a cerimónia anual de graduação, de uma estudante, que exibira um cartaz exigindo que cessassem as perseguições de académicos, e de um fotógrafo, que concluiu com um pedido de desculpas a todos os que se sentiram afectados com a situação.

Depois, a juntar aos anteriores, foi divulgado pelo Ponto Final que Eric Sautedé já fora afastado do cargo de responsável pela organização de eventos académicos na Universidade de S. José, depois de uma palestra do historiador holandês Frank Dikötter sobre a revolução chinesa. De acordo com o referido matutino, a palestra fora sugerida por Sautedé e aprovada pela instituição, tendo ocorrido no dia 3 de Abril pp.. Poucos dias antes de ter lugar esteve para ser abortada, devido a pressões externas, mas os convites já tinham sido enviados. O tema da palestra centrou-se no último livro de Dikötter com o título “A tragédia da libertação” que versa sobre os primeiros anos do comunismo chinês e que de acordo com o historiador holandês foram marcados pela violência sistemática. Nessa palestra, Dikötter afirmou que “Mao quebrou todas as suas promessas” e “o investigador defendeu que a reforma agrária foi um acto de violência em que a maioria das pessoas foi incitada a denunciar um pequeno grupo”, afirmando na ocasião que “a fundação da República Popular da China está escrita em sangue”.

Por fim, para que tudo seja ainda mais estranho, o mesmo jornal dá conta de existir uma instrução com cerca de vinte anos do ex-cônsul dos EUA em Hong Kong, James B. Cunningham, emitida aquando da criação do Instituto Inter-Universitário de Macau (IIUM), que daria lugar à actual Universidade de S. José, informando que havia dois temas intocáveis: o princípio “um país, dois sistemas” e o “Politburo do Partido Comunista Chinês”. Esse documento publicado pela Wikileaks terá sido enviado em 2008 ao Vaticano, à Autoridade Nacional de Segurança de Portugal e às embaixadas americanas em Luanda, Maputo e Brasília. De acordo com a diplomacia norte-americana, a Universidade “não contestou a instrução”. O Ponto Final refere ter o consulado norte-americano sido contactado em 1996 por Ivo Carneiro de Sousa, que então apresentou o IIUM como um exemplo da máxima “Pequim fala e Macau escuta”, mas o jornal não conseguiu obter um comentário do visado sobre as declarações que lhe são imputadas.

Um dos leitores do Delito de Opinião sugeriu num comentário que aqui deixou estar a haver uma "perseguição" à Igreja católica em Macau. Nada de mais falso. Não há, nem nunca houve, qualquer problema com a Igreja católica na RAEM. Em Macau todas as religiões vivem em harmonia, têm o seu espaço, continua a haver feriados religiosos, mesmo feriados que foram suprimidos em Portugal pelo Governo de Passos Coelho. Há missas em português, chinês, inglês e até filipino e continuam a ser realizadas procissões em Macau pelas ruas do centro da cidade, sendo as mesmas religiosamente respeitadas por todos. A comunidade cristã de Macau continua forte e sólida, sobre isso não há a mínima dúvida, tendo até a Igreja um jornal, o semanário O Clarim, que já leva 58 anos e vai agora passar a ser publicado em três línguas.

Refira-se, aliás, que a primeira página da edição desta semana do semanário da diocese de Macau contraria de forma flagrante as justificações dadas por Peter Stilwell para o despedimento sumário de Eric Sautedé, à boa maneira salazarista, e a despromoção da mulher, a investigadora Emily Tran. Recorde-se que Stilwell afirmou que a Igreja católica não se pronunciava sobre a política interna dos locais onde está instalada. Pois bem, O Clarim, na primeira página, anunciava que os padres João Lau e Francisco Hun foram escolhidos por D. José Lai para integrarem a Comissão Eleitoral que irá escolher o futuro Chefe do Executivo e clamava por mais habitação e combate à inflação que são necessidades e preocupações recorrentes da população nos últimos anos. Penso que para quem disse que a Igreja devia ficar à margem, mais político do que participar na escolha do mais alto dirigente político da RAEM, deixando de fora dessa escolha mais de 600.000 pessoas, era impossível. A não ser que para Peter Stilwell a única intervenção aceitável da Igreja católica deva ser para apoiar o poder político.   

Quanto a um eventual aumento de influência da comunidade judaica, que também foi sugerido, é facto que desconheço por completo já que não possuo dados que me permitam tirar essa conclusão. Sabe-se, isso sim, que a própria Universidade de S. José tem recebido, como é de esperar de uma universidade, investigadores de áreas temáticas relacionadas com o judaísmo e, curiosamente, ou talvez não, no mesmo dia em que se confirmava publicamente o despedimento de Eric Sautedé, a Universidade de S. José enviava convites a promover uma palestra com o seguinte tema: "The rethoric of concealed Judaism: the Inquisition and the New Christians of Macao in the late-sixteenth century". O Clarim, que há pouco referi, publica um texto do investigador Miguel Rodrigues Lourenço sobre o tema.  

Os factos estão aí. Quem quiser que julgue a atitude do reitor Peter Stilwell. Por mim estou esclarecido. Seguramente que o seu amigo Ruy Cinatti estará atento, lá em cima e sabendo o que passou em vida, com o que por cá se passa. Espero que amanhã, quando envergar as vestes para celebrar a missa de Domingo, na Sé, tenha cara para enfrentar o Senhor. E que Ele na sua infinita bondade lhe perdoe o que fez a um homem bom e a uma família. Porque quanto à comunidade de Macau, duvido que enquanto se lembrar do que sucedeu o faça.

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 28.06.14

 

 

Pai, Tiveste Medo?, de Catarina Gomes

Testemunhos da guerra em África

(edição Matéria-Prima, 2014)

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Blogue da semana

por Teresa Ribeiro, em 28.06.14
"Há alturas em que me sinto à beira de fraquejar, tal a injustiça que me rodeia (não me refiro a mim em particular), mas sei que não posso, por mim e por aqueles de quem gosto (e que gostam de mim). Nunca tendo defendido as ideologias que defendem que os fracos têm que ficar para trás, ideologias essas que abomino, sei bem que é precisamente isso que sucede na maioria dos casos. É por isso que devemos lutar até ao limite, ou até para além disso. Nas tais alturas, penso sempre: não fui educado para ser fraco e não o serei. Tem resultado." - este é um dos posts da autoria de Carlos Azevedo, português recém-emigrado em Londres, que podemos ler no The Cat Scats, um blogue de partilha de tudo quanto é bom.

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As canções do século (1640)

por Pedro Correia, em 28.06.14

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Leituras

por Pedro Correia, em 27.06.14

 

«O homem, na escala dos seres, representa um degrau não muito elevado; do verbo até ao homem existem, suponhamos oito, suponhamos sete, suponhamos cinco degrauzinhos. Mas, caramba, a Natureza trabalhou com afã durante milhares e milhares de séculos para subir estes cinco degrauzinhos, desde o verme até ao homem. Esta matéria teve de evoluir, não é verdade, para atingir como forma e como substância este quinto degrauzinho, para se tornar este animal que rouba, este animal que mata, este animal aldrabão, este animal que também é capaz de escrever a Divina Commedia

Luigi Pirandello, O Falecido Mattia Pascal (1904), p. 140

Ed. Cavalo de Ferro, 2010. Tradução de José J. C. Serra

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Profetas da nossa terra (42)

por Pedro Correia, em 27.06.14

«Até ao final do ano o PS vai apresentar uma proposta de alteração da lei eleitoral para a Assembleia da República [para reduzir o número de deputados].»

António José Seguro, 2 de Outubro de 2012

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Penso rápido (10)

por Pedro Correia, em 27.06.14

Há cinco décadas, numa tertúlia parisiense, dois escritores que viriam a ser galardoados com o Prémio Nobel dialogavam animadamente. Um deles era Albert Camus, o outro Czeslaw Milosz. Falavam de livros e dos seus confrades das letras. Assunto dominante, nesse ano de 1954, eram os ataques que Simone de Beauvoir dirigira a Camus na sua obra Os Mandarins, então acabada de lançar nos escaparates. Milosz perguntou ao autor de A Peste por que motivo não replicava aos ataques. Camus respondeu: "Não vale a pena discutir com o esgoto."

Esta é uma regra que devemos seguir na vida: não discutir com o esgoto. Agora e sempre.

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 27.06.14

 

 

Café Negro, de Agatha Christie

Peça dramática adaptada a policial por Charles Osborne

Tradução de John Almeida

(edição Asa, 2ª ed, 2013)

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Eli Wallach (1915-2014)

por João André, em 27.06.14

 

Foi um Misfit (imagem acima), mexicano, americano-siciliano-mafioso, super-rico e simplesmente homem comum. Era um actor extraordinário que iluminava na mesma medida filmes fantásticos ou simplesmente medíocres. No teatro fará mais falta, já que no cinema temos os seus filmes. Deixa saudades. Muitas.

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Belles toujours

por Pedro Correia, em 27.06.14

 

Stefanía Fernández

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As canções do século (1639)

por Pedro Correia, em 27.06.14

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Mundial 2014: estatísticas

por Rui Rocha, em 26.06.14

Messi: 3 jogos, 4 golos.

Ronaldo: 3 jogos, 3 cortes de cabelo.

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Im Büro*

por João André, em 26.06.14

18' - duas oportunidades falhadas. A primeira apenas meia. O Ronaldo não é de invenções no remate e por isso julgo que queria cruzar. A segunda num cabeceamento que deveria ter dado golo. Ao menos esforçam-se.

23' - duas oportunidades para o Gana. Aqueles centrais já deveriam ter sido recambiados para Portugal. William Carvalho parece o Busquets quando tem a bola. É daqueles que tem mais tempo que os outros.

30' - 1-0. sorte, é verdade, mas é um começo. A equipa está a atacar bem, Veloso está a subir como tem que subir e Amorim tenta compensar. A táctica não está má. Considerando o resultado necessário, é isto que a equipa precisa de fazer. mesmo sabendo dos riscos. (no jogo da Alemanha, um jogador americano mergulhou depois de acertar com a cabeça no ombro do árbitro).

38' - olha, o Nani está em campo. Pensei que estivéssemos a jogar com 10, que os outros estavam lesionados.

41' - de tão anjinho, o Éder deve ser solteiro e bom rapaz.

43' - os ganeses decidiram que a melhor forma de parar Portugal é à cacetada no Moutinho. Não estarão errados.

 

Intervalo - o Éder não salta, mas corre. O Boye (defesa que fez o auto-golo) deve estar comprado (ainda não foi pago). O comentador alemão acabou de dizer que Portugal faria melhor em colocar a bola na sua direcção que na do Ronaldo. Se o Nani não sai depois desta miséria o resto da equipa vai acabar de rastos.

 

50' - sempre que o Bruno Alves faz um passe a mais de 80 cm, a bola é perdida.

54' - as decisões do Nani são tão más que se ele pegasse agora nuns óculos escuros eu sacaria do guarda-chuva. (só para me chatear ainda marca um).

55' - os alemães macaram. Já só nos faltam 3.

56' - agora só nos faltam 4. Ao Gana 1. Tchauzinho cara.

60' - a sério que o Veloso era central nas camadas jovens?

69' - Éder sai, correcto. Mas que está o Nani a fazer em campo? O Varela fez mais em 5 minutos. E deveria era entrar o Rafa.

72' - Nani a ponta de lança? A sério? Se é para evitar que faça estragos, metam-no no banco.

73' - Já quase estou pelo Gana, só para que sigam para os oitavos de final.

79' - o Boye mereceu mesmo o bónus. O português, claro.

86' - a coisa não corre mal. No jogo de palpites apostei numa vitória por 2-1 de Portugal e num 1-1 dos boches com os americanos. Força Dempsey.

88' - Eduardo? Ainda bem que o mundial acaba para nós, só levámos 3 guarda-redes.

92' - Ronaldo está a golear em oportunidades falhadas. O Nani só precisou de 90' para aquecer. Agora é que vai resolver o jogo para Portugal.

Fim - a Alemanha fez a sua obrigação. Portugal despede-se pelo menos com uma vitória. A equipa médica de Portugal deve estar feliz com a eliminação, já não tinham espaço na enfermaria.

 

Obrigado a quem quer que tenha tido paciência para estes comentários. Amanhã logo analiso a coisa.

 

* - No escritório. Hoje tive de aqui ficar para ver Portugal. Os bares estão todos com a Alemanha.

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Profetas da nossa terra (41)

por Pedro Correia, em 26.06.14

«O Tribunal Constitucional torna claro que [a obrigação de fazer o pagamento de salários e subsídios] só se aplica realmente a partir de 31 de Maio. E, portanto, relativamente àqueles que já receberam subsídios de férias com cortes, não há qualquer alteração a fazer.»

Miguel Poiares Maduro, 18 de Junho de 2014

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 26.06.14

 

 

Hoje Sonhei que Voava, de J. M. Debord

Tradução de Jorge Lima

Manual de interpretação de sonhos

(edição Bizâncio, 2014)

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Mundial no sofá (7)

por João André, em 26.06.14

Este tem sido um mundial atípico para mim. Pelo que parece, será o mais interessante em termos de futebol jogado desde o EUA/94 ou mesmo Espanha/82. Por outro lado, não tendo televisão em casa, estando há já umas semanas sem internet (é conspiração dos alemães, eu bem digo) e sendo os jogos tão tarde (o que complica ir para um bar ver os jogos quando se tem que trabalhar no dia seguinte), a quantidade de jogos que tenho visto é relativamente reduzida. Por isso mesmo, as minhas observações têm que estar limitadas ao que vi e ao que vou conseguindo perceber. Vamos a elas.

 

Portugal: entre uma vitória portuguesa e uma derrota americana, a soma tem que dar 5 golos de diferença. Para o Gana a coisa tem que ser completamente ao contrário. O seleccionador americano é alemão e foi o chefe do seleccionador alemão que é um dos seus melhores amigos. Quando o alemão seleccionador americano era o seleccionador alemão, muitos dos actuais jogadores alemães tiveram a sua estreia. O empate serve aoe alemães e americanos (que, para complicar as coisas, têm uns três ou quatro jogadores nascidos na Alemanha). Não fora o Klose andar atrás do recorde de golos do Ronaldo fenómeno gordo fenomenal, a coisa acabaria num churrasco em pleno campo. Assim imagino o Klose a marcar um golo ao fim de 1 minuto de jogo, os americanos a marcarem um 1 minuto mais tarde e o resto da tarde a ser passada em clima de Biergarten.

 

Grécia: tem que se gostar destes tipos. Continuo sem conseguir chatear-me com eles por nos terem levado o título do Euro 2004. Sei que vão ser postos a andar pela Costa Rica (olha outros adoráveis patifes), mas adorava vê-los a vencer o mundial. A festa seria de arromba. E a seguir provavelmente saíam do Euro...

 

França: a única selecção que, para mim, demonstrou ser sólida. Deschamps era um médio fabuloso e a peça fundamental da França de 98 e 2000. Como treinador continua a ser excelente. O meio campo atropela jogadores sem dar por ela e o ataque tem um poder de fogo impressionante. Se não implodirem são para já a melhor equipa no torneio.

 

Robben: a Holanda não me tem impressionado assim tanto quanto isso. A defesa é suspeita, o meio campo anda a repetir as tácticas de 2010 a 75% (sem van Bommel não chegam aos 100) e Sneijder (nota para os comentadores portugueses: lê-se "Snèidér" e não "Chnáider") anda a pouco mais que passear. Mas têm van Persie (golos do nada) e Robben (melhor jogador até agora) em forma. Num mundial atacante isso pode chegar.

 

Brasil: Chile! Chile! Chile! (quero o Sampaoli no Benfica).

 

Suárez: não o suspendam. Sem Zlatan, o mundial precisa de um vilão de pantomina e adoro ver os ingleses a gastarem rios de tinta com ele. O tipo é irritante e desportivismo é palavra desconhecida no vocabulário. Por outro lado ainda não lesionou ninguém e não é verdadeiramente maldoso. Se a FIFA punisse as faltas duras (Holanda, Honduras...) como quer punir Suárez, o futebol talvez fosse mais interessante. Coitadinho do Chiellini, tem um dói-dói, é?

 

Bélgica: repito, sem laterais ofensivos (são centrais convertidos) o estilo não funciona. Precisam de jogar com Mertens.

 

Pirlo e Xavi: fim de uma era.

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O regresso da idade das trevas (2)

por Sérgio de Almeida Correia, em 26.06.14

Esta manhã ficámos a saber que Émily Tran, a directora da Faculdade de Administração e Liderança da Universidade de S. José, mulher de Eric Sautedé, não será reconduzida no cargo. Ao mesmo tempo, foram-nos dadas a conhecer um pouco melhor as razões do reitor Peter Stilwell para o despedimento de Eric Sautedé.

O reitor, em carta dirigida ao Macau Daily Times, assume a responsabilidade pelo despedimento sem processo disciplinar. E vai mais longe, esclarece que as razões para o termo do contrato residem precisamente no seu respeito pelas convicções do despedido, confirmando o que já todos sabiam: "Did financial issues figure in all this process? I will not deny that I was aware such concerns existed, whether real or imagined".

A carta, como bem assinala Carlos Morais José no Hoje Macau, é uma prova da incapacidade do reitor para perceber onde está e de qual a importância da Igreja católica em Macau e na China, pois que desconhece o que seja o segundo sistema e está, no mesmo dia em que se deu um histórico encontro a nível ministerial entre Pequim e Taipé, a colocar no centro da discussão uma questão - a liberdade de expressão - que nunca se colocou desde a transferência de administração para a China. Depois compara a sua acção à do Cardeal Tournon, "o grande responsável pela má situação dos jesuítas na China durante o século XVII", porque "Stilwell está a fazer mais ou menos a mesma coisa. As suas atitudes e palavras implicam que não tem confiança no segundo sistema (...) e julga que está em Chonqing ou Ningbo, onde vigora o primeiro sistema. Isto é grave. Era preciso cair aqui um português de pára-quedas para estragar o trabalho que andamos a fazer há décadas. Um trabalho que implica confiança mútua, diálogo e a amizade entre portugueses e chineses e nunca a desconfiança e o insulto", para concluir dizendo que "não perceber que a China pretende que Macau seja uma terra de liberdade é não perceber o que é hoje a RPC".

Em resposta a Stilwell, que perguntou na sua carta como se deveria posicionar a universidade católica em Macau, de modo a manter-se fiel a uma tradição de 400 anos de valores humanistas, escreve Inês Santinhos Gonçalves no Ponto Final que a melhor resposta talvez seja "não abdicando desses mesmos valores humanistas". Também me parece.

Como escreve o director do Macau Daily Times, não se compreende como é que alguém que não foi sujeito a qualquer acção disciplinar, que é respeitado pelo próprio reitor, segundo este afirma, e por muitos outros dentro da Universidade de S. José, deva ser afastado da docência.

Stilwell refere ainda, enigmaticamente, a existência de "interesses estrangeiros" mas não esclarece quais sejam.

Entretanto, um grupo de estudantes da universidade escreveu à Prof.ª Maria da Glória Garcia (UCP) pedindo a sua intervenção, e um grupo de docentes católicos da S. José escreveu no mesmo sentido ao Bispo de Macau.

Stilwell, como se lê na carta que escreveu, considera que o despedimento de Sautedé faz parte do "job", mas, pergunta Paulo Coutinho no Macau Daily Times, de que trabalho, a que trabalho se refere ele? De facto, não se percebe que estranha missão foi essa que lhe encomendaram que envolve o desprezo pelos valores cultivados pelo humanismo cristão, o desprezo das mais elementares regras de justiça e a comissão de actos ofensivos do direito à liberdade de expressão e de opinião dentro de uma universidade?

Gostaria de sublinhar que durante muitas semanas li as crónicas de Eric Sautedé desconhecendo por completo a sua condição de professor da Universidade de S. José, o que só muito mais tarde vim a descobrir em conversa com um amigo comum, pelo que posso testemunhar que foi sempre feita uma separação claríssima de águas entre a sua intervenção e a instituição onde se acolhia, cujo nome jamais apareceu nas páginas dos jornais. 

Rocha Dinis, na Tribuna de Macau, ao comentar a justificação de Stilwell de que a Igreja "não intervém no debate político dos locais onde está implementada" diz que não sabe de que Igreja fala Stilwell, e recorda o papel de João Paulo II na viragem da Polónia e no desgaste do império soviético.

A situação da academia em Macau é neste momento de tal forma grave que Choi Chi U, professor universitário e antigo presidente da Associação de Escolas de Macau, em entrevista ao Hoje Macau, foi ao ponto de afirmar que a situação é pior do que a que se vive no interior da China ou em Taiwan.

Não creio que seja normal o que por aqui está a acontecer. Menos ainda a atitude do reitor da Universidade de S. José. E o que mais me incomoda e mais incompreensível se torna, como aos olhos de muitos outros portugueses e chineses que aqui vivem, é saber como é possível que atitudes desta natureza e com o efeito multiplicador que comportam sejam desencadeadas e assumidas por parte de quem chegou vindo de onde veio, com indiscutível capacidade intelectual, preparação académica e teológica, tendo todas as condições para fazer um trabalho que não deslustrasse a acção da Igreja católica em Macau e contribuísse para o aprofundamento dos valores do humanismo cristão neste pequeno e pacífico recanto do Sul da China.

Um episódio lamentável cujas ondas de choque ainda estão por avaliar, recordando os piores dias e todos os vícios de alguns ex-governadores e dirigentes do tempo colonial.

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As canções do século (1638)

por Pedro Correia, em 26.06.14

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Ligação directa

por Pedro Correia, em 26.06.14

Ao Se a Alma não é Pequena.

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HUNOS

por Joana Nave, em 25.06.14

 

Hunos é uma marca que simboliza a força de vontade, a confiança e a determinação que une os elementos de uma equipa em prol de um objectivo comum. Conheci os Hunos em 2005, quando me juntei à equipa da BP Portugal. Desde logo me fascinaram pela forma altiva, e até um pouco arrogante, com que corriam pelos trilhos desconhecidos e deixavam um rasto de pó aos que, confusos, iam caminhando um pouco à toa e a medo. Os Hunos não têm receio de perder, partilham uma sede de conquista que não lhes permite fraquezas, apenas agilidade nas pernas, destreza nas façanhas e a inteligência que completa o círculo. O primeiro grupo chamava-se simplesmente "Retalho" e era composto por: Abel Pina, Francisco Cardoso, José Callé e José Romão. Participaram no 1º Mini Challenger em 1993 em Sintra/Cabo da Roca e ficaram em 3º lugar. Pedro Oliveira entrou para a BP Portugal em 1996 e integrou a equipa de Santa Iria no 4º Mini Challenger em Loures. Este foi o ano em que os Hunos, que na altura se chamavam "Sem Bússola", ficaram em 1º lugar. Em 1997 Pedro Oliveira integra a equipa dos Hunos no 5º Mini Challenger. A partir desta data os Hunos entraram numa espiral de sucesso com vários triunfos. Os Hunos contam ainda com a presença de António Rosa e Rui Resende.

Mas afinal o que é esta história do Mini Challenger da BP Portugal? A BP Portugal tinha uma equipa que participava na competição Challengers Trophy, que consistia essencialmente numa prova de orientação. Com o dinheiro gasto nesta participação optou-se por fazer uma prova idêntica, mas onde pudessem participar todos os coloboradores da BP Portugal. O espírito do Mini Challenger nasce de uma vontade de dinamizar o grupo de colaboradores da BP Portugal. É certo e sabido que equipas motivadas são mais competitivas e esta é a chave do sucesso da BP Portugal, motivar os seus colaboradores para fazerem parte de uma equipa, para trabalharem em conjunto, para enfrentarem obstáculos e irem mais longe.

Os Hunos são o símbolo desta equipa. Amados e odiados, inspiraram muitos outros a seguir-lhes os passos. Todos eles homens bens sucedidos e profissionais de excelência. Pedro Oliveira, por exemplo, ocupa actualmente a presidência da BP Portugal e é um líder carismático.

Em breve vou deixar de seguir de perto esta equipa, pois também eu tenho novos desafios pela frente, mas levo comigo 9 anos de aprendizagem fantástica junto destes colegas de equipa que me ensinaram valores fundamentais, tanto a nível profissional como pessoal, e essencialmente uma mão cheia, para não dizer duas, de experiências inesquecíveis do espírito que move uma equipa líder e vencedora. Obrigada à BP Portugal, e em particular aos Hunos!

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Primárias já!

por Rui Rocha, em 25.06.14

Paulo Bento recusa demitir-se.

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De blogue em blogue

por Pedro Correia, em 25.06.14

Jorge Lopes de Carvalho encerra o seu Manual de Maus Costumes. Iniciando, noutro registo, o Diário da Borda d'Água.

 

Luís M. Jorge, de volta à blogosfera, recomeçou a Vida Breve. Que promete ser longa.

 

Oito anos de Ana de Amsterdam. Sempre sob o signo de Chico Buarque.

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Ler

por Pedro Correia, em 25.06.14

Sociedade civil subterrânea. De Daniela Silva, n' O Insurgente.

A angústia da influência. Do João Gonçalves, no Portugal dos Pequeninos.

Generosidades. Do Filipe Tourais, n' O País do Burro.

E depois de nós. Do Luís Novaes Tito, n' A Barbearia do Senhor Luís.

Um PS em forma de assim. Do Paulo Gorjão, na Bloguítica.

Já se percebeu. Da Helena Matos, no Blasfémias.

O acto ilocutório rejeitativo. De Pinho Cardão, na Quarta República.

Felipe VI. Do João Pedro Pimenta, n' A Ágora.

Elogio da impassibilidade. De Rui Ângelo Araújo, n' Os Canhões de Navarone.

Divagações várias que passam por Ronaldo. Da Helena Ferro de Gouveia, no És a nossa Fé.

Garrafas ao mar. De J. Rentes de Carvalho, no Tempo Contado.

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Há encruzilhadas tramadas. Imagina que tinhas de escolher entre o Rantanplan e o novo melhor amigo do Joe Dalton... Lixado, não é? Pois é exatamente nessa posição que estarão os militantes e simpatizantes do PS quando, mais tarde ou mais cedo, tiverem de optar entre Seguro e António Costa. O próprio método da moeda ao ar tende a ser pouco aconselhável quando se trata de decidir entre o lume e a frigideira. A menos, claro, que a decisão seja tomada pelo tacho.

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Romance de parede

por Pedro Correia, em 25.06.14

Tavira, Calçada D. Paio Peres Correia

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Coisas realmente importantes

por Teresa Ribeiro, em 25.06.14

Ao contrário do que se costuma afirmar, as mulheres não querem modificar os homens. Pelo contrário, desejam que sejam exactamente como se descrevem.

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 25.06.14

 

 

O que é que os famosos têm de especial?, de Ana Jorge

Ensaio sobre a cultura das celebridades e os jovens

(edição Texto, 2014)

"Este livro respeita a ortografia anterior ao novo Acordo Ortográfico de 1990"

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António Costa e os media.

por Luís Menezes Leitão, em 25.06.14

 

Ontem escrevi aqui que politicamente o avanço de António Costa era imparável e que só a blindagem dos estatutos realizada por António José Seguro o estava a conseguir travar processualmente. Uma das razões para esse avanço de Costa é a sua habitual boa imprensa e o extraordinário acesso aos media, coisa que Seguro nunca teve. Basta lembrar que, para ser entrevistado numa altura em que ganhou o congresso, Seguro teve que interromper uma entrevista de Costa, coisa que este nunca lhe perdoou e que explica bem as razões de consciência que ditaram o seu avanço nesta altura.

 

Em termos de acesso aos media, António Costa não apenas dispõe de um debate semanal na quinta-feira com dois adversários que já o reconhecem como líder natural do seu partido, como ainda ontem foi chamado pela Sic Notícias a uma entrevista à terça-feira, noticiando os media amplamente o seu percurso triunfante pelo país. Quanto a Seguro, apesar de ter apelado a debates com Costa, nenhuma televisão os organizou, nem sequer convidou Seguro para uma simples entrevista. É evidente que, nas tais absurdas "primárias" que convocou, Seguro vai ser trucidado sem ter sequer oportunidade para dizer um "ai".

 

Entretanto António Costa já começa a dizer ao que vem e é o pior que se poderia esperar. Agora veio dizer que o IMI dos lisboetas é que vai servir para pagar os prejuízos das empresas de transportes, podendo esse IMI até aumentar. Neste momento, os cidadãos já têm o IMI em valores estratosféricos, multiplicam-se as execuções fiscais, e grande parte das pessoas vai perder as suas casas por não conseguir pagar o imposto, mas isto não interessa nada. O que interessa é que a Câmara possa adquirir empresas de transportes com dívidas colossais, nem que para isso tenha que desbaratar o dinheiro dos contribuintes. Transponha-se isto para a escala nacional e ficamos a saber que um governo de António Costa pode ser ainda mais catastrófico para o país que o de Sócrates foi. Sinceramente neste momento, entre Costa e Seguro, já não sei qual dos dois é pior.

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O regresso da idade das trevas

por Sérgio de Almeida Correia, em 25.06.14

Ainda há dias, quando passou mais um aniversário sobre os acontecimentos de Tiananmen, publicámos aqui uma foto tirada por um académico de Macau. Pois bem, numa decisão inédita, o professor de Ciência Política e senior lecturer of Asian Politics da católica Universidade de S. José acaba de ser despedido, sem apelo nem agravo, pelo reitor, o padre Peter Stilwell.

Eric Sautedé tem sido nos últimos anos uma das vozes mais respeitadas da Universidade de S. José, e até há bem pouco tempo muitas das suas opiniões eram publicamente divulgadas pela instituição no seu Facebook, incluindo a visão daquele sobre múltiplos assuntos, nomeadamente sobre as eleições para a Assembleia Legislativa de Macau. Para além de dedicar o seu tempo ao ensino, Eric Sautedé colabora regularmente com um diário local, o Macau Daily Times, onde assina uma coluna de opinião.

Pois bem, a partir de 11 de Julho, numa decisão muito pouco cristã, Sautedé, ao fim de sete anos, deixará de dar aulas na Universidade de S. José por decisão do reitor Peter Stilwell. Depois de ter invocado para o afastamento do académico o facto daquele não ter ainda completado o doutoramento, argumento que não colheu, Stilwell "escorregou" e veio afirmar que "se há um docente com uma linha de investigação e intervenção pública, coloca-se numa situação delicada". E acrescentou que "[t]rata-se de clarificar as águas. Há um princípio que preside à Igreja de que não intervém no debate político dos locais onde está implementada".

Acontece que é esta mesma universidade que dá as boas-vindas aos estudantes afirmando que "the University has strategically elected to be a university on the cutting edge of ideas and knowledge, defined by its adherence to humanitarian and humanistic values and principles, bound to the development of autonomous and creative thinkers, pledged to the highest forms of learning, teaching and research, and committed to the promotion of life, education and culture", e foi o actual reitor quem escreveu que o programa de ensino da universidade "provide students with the essentials of their major field of knowledge, but include modules to broaden their outlook on the world and stimulate creative thinking. We care for the competence of our graduates in their future professions, but our privilege and mission is to introduce them to a university environment where they learn to analyze, question, evaluate and decide in the context of consciously assimilated values and culture".

O Bispo de Macau diz não ter sido informado do afastamento de Eric Sautedé, embora presida à Fundação que detém a Universidade de S. José e da qual fazem parte três pessoas com cargos políticos. É o caso de Lionel Leong, membro do Conselho Executivo, Dominic Sio, deputado nomeado, e Eric Yeung, delegado à Conferência Consultiva Política do Povo Chinês.

Entrevistado pela Rádio Macau e questionado sobre a sua atitude e aquela que tem sido a posição da Universidade Católica, em Portugal, designadamente quanto a alguns dos seus professores que, à semelhança de Sautedé, têm lugar na academia e assumem posições críticas no debate político, como João César das Neves ou João Pereira Coutinho, o reitor veio dizer que Portugal não é Macau. O reitor Stilwell foi mesmo mais longe e referindo-se à actividade de Eric Sautedé, enquanto professor de Ciência Política, declarou que se podem estudar os sistemas políticos e a Lei Básica, mas que aos docentes (staff) não deve ser permitido intervir nos assuntos correntes políticos e da governação porque existe uma linha muito fina que torna difícil a separação entre a intervenção política e o comentário académico.

Na Universidade de S. José já foram tomadas posições de apoio e solidariedade para com Eric Sautedé, temendo-se agora o despedimento da sua mulher, que também integra os quadros daquela instituição académica.

Tudo isto acontece quando o Chefe do Executivo de Macau, tendo sido confrontado com crescentes posições críticas saídas de dentro das universidades e a reacção precipitada destas, que para além do despedimento de Sautedé já incluem a suspensão do politólogo Bill Chou, da Universidade de Macau, veio dizer que não houve quaisquer instruções do executivo para serem tomadas atitudes persecutórias dentro das universidades e que é natural que dentro das escolas seja estimulado o espírito crítico dos estudantes.

A imprensa de Macau já reagiu ao sucedido, primeiro pelo Ponto Final, hoje também no Macau Daily Times e no Hoje Macau. Ao que consta, tudo se deve ao facto do reitor entender que posições públicas críticas para com o governo de Macau por parte de académicos da casa poderem inviabilizar as chorudas benesses com que a instituição conta para desenvolver o seu novo campus académico.

Ou seja, tudo se resume, em termos muito básicos, a trocar a liberdade de expressão, o espírito crítico, a autonomia universitária, por um prato de lentilhas, sendo que nesta questão o reitor quis ser mais papista que o Papa.

Num momento em que a sociedade de Macau mais precisava de instituições fortes e de uma igreja activa e actuante, ao lado da sociedade e dos seus fiéis, os péssimos exemplos que chegam da Universidade de Macau e, agora, da Universidade de S. José e do seu reitor são uma vergonha e causam repugnância à luz do legado histórico e civilizacional de Portugal. E no caso da Universidade de S. José também envergonham a própria Igreja, que em Macau nunca se coibiu de manifestar as suas posições no passado, como sucedeu pela pena do padre Luís Sequeira ou até de Monsenhor Teixeira. E essa atitude é na sua essência ofensiva da herança de homens que dentro da Igreja, nestas questões, souberam estar à altura do seu tempo, como D. José Policarpo, D. Manuel Martins ou até D. António Ferreira Gomes, que pagou com o exílio o seu amor à verdade.

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Perpétuo Engano do meu Amigo Jorge

por Francisca Prieto, em 25.06.14

Relembremos um grande êxito do Rui Veloso, que versa:

"Disseste que se eu fosse ao gás, tu tiravas o vestido. E o prometido é devido."

Perfeitamente credível, defendia ele, já que, a seguir, a canção prossegue com "e eu que vinha de tão longe, do outro lado da rua", e uma pessoa ficava a achar que, de facto,  não era pêra doce alombar com uma bilha às costas e vir do outro lado da rua.

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