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O golpe mau e o golpe bom

por Pedro Correia, em 28.02.14

O PCP, em sintonia com a Rússia de Putin, condena firmemente aquilo a que chama "autêntico golpe de Estado" na Ucrânia. Mas houve um tempo em que os comunistas portugueses apoiavam golpes de Estado. O de 19 de Agosto de 1991, por exemplo -- tentativa desesperada da velha guarda soviética de travar o passo às reformas de Mikhail Gorbatchov, resistindo a todo o preço ao desmoronamento da ditadura. Três dias depois, a golpada malogrou-se. E a obsoleta União Soviética recebeu aí o seu dobre a finados.

"Quando um dos meus colegas da rádio me comunicou que o Partido Comunista Português tinha anunciado o seu apoio ao golpe, não senti espanto, mas alívio, porque eu já não fazia parte dessa organização. Caso contrário, talvez tivesse morrido de vergonha ao confirmar que a miopia política dos dirigentes comunistas portugueses era bem maior do que eu imaginava. Depois caiu a noite trágica de 19 para 20 de Agosto, quando os tanques esmagaram mortalmente três jovens que lhes tentaram cortar o caminho para a Casa Branca, lugar onde se encontrava Boris Ieltsin", lembrou José Milhazes no seu blogue, Da Rússia.

Vinte anos depois, o PCP ainda chorava a "desagregação da URSS", confirmando nada ter aprendido. Nem com os próprios erros nem com as lições da História. Não admira por isso que os comunistas portugueses sejam os últimos defensores do indefensável: a Coreia do Norte, governada há sete décadas com punho de ferro pela dinastia Kim, monarquia vermelha que continua a merecer um indecoroso aplauso do "partido irmão".

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De blogue em blogue

por Pedro Correia, em 28.02.14

Há dez anos, com este texto de apresentação, nascia o Blasfémias. Um caso raro de popularidade e persistência na blogosfera portuguesa. Parabéns aos seus autores.

 

Também de parabéns está O Insurgente, que ontem festejou o nono aniversário. Mantendo-se em excelente forma.

 

Um abraço agradecido ao Fernando Lopes. Pelas palavras tão simpáticas que nos dirige no seu Diário do Purgatório.

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Há festa em Hollywood

por José Navarro de Andrade, em 28.02.14

 

Durantes as próximas horas metade da comunicação social vai perguntar à outra metade quais são as suas previsões para os Óscares.

Personalidades-de-reconhecido-valor serão interrogadas por microfones ansiosos e debitarão opinativamente acerca da “celebração do cinema”, as “virtualidades de Hollywood”, ou o “apogeu da narrativa ficcionada”. Haverá quem esteja contra (“repensar o imaginário veiculado pela cultura [imperialista] americana”) ou a favor (“o potencial eufórico da cultura cinematográfica”). Lá mais para o fim, caso seja necessário encher o ar televisivo, serão recolectadas as pungentes opiniões de Carlos Mané, Paula Bobone, ou Marcelo Rebelo de Sousa. Certo será que ninguém desperdiçará a oportunidade de se elevar à posição de oráculo, prevendo os resultados dos Óscares, com pose de meteorologista a explicar a evolução do anticiclone dos Açores.

Por mim, só tenho pena de já fazer uns anitos que não ponho os pés no Ivy’s, na Robertson (“Get shorty” – “Jogos quase perigosos”), onde o pessoal da indústria bisbilhota e conspira durante o brunch; nem tenho frequentado o Dan Tana’s, em West Hollywood, observando os produtores serrarem bifes e roerem charutos, e cujos empregados são todos potenciais figurantes de um filme de wise guys. E sobretudo deploro nunca ter recebido um convite para a imprescindível festa da Vanity Fair, que  anda com tenda às costas desde que o Morton’s fechou.

Mas quem quiser espreitar como funcionam os sindicatos de voto nos Óscares, visione ou revisite, o 7º episódio da 6º temporada de “Sopranos”, intitulado “Luxury Lounge”, no qual o instável Imperioli/Moltisanti de visita a Hollywood, percebe que as vedetas de Los Angeles têm mais borlas com menos esforço do que os pobres mobsters de New Jersey. Certificam esta informação os sarcásticos cameos de Ben Kingsley e Laureen Bacall nesse episódio.

Conheci um jornalista português que foi à cerimónia dos Óscares. E o que aconteceu foi terem arrebanhado a malta de jornalistas, e depois de lhes oferecerem o biscoito de uns minutos passados na orla da passadeira vermelha – na qual os repórteres são parte fundamental do cenário e da festa, acrescentando-lhe excitação, barulho e flashes – conduziram-nos pressurosamente para uma sala nas catacumbas do Kodak Theater (hoje rebaptizado com o naming de Dolby Theater) onde puderam ver o show… pela televisão. Na verdade o meu amigo esteve lá, pode dizer que respirou o ar elétrico de Hollywood, mas viu exatamente o mesmo que eu vi, sentado num sofá a 8 fusos horários de distância.

Aliás, nem a maior parte dos convidados e participantes para a gala assistem ao espectáculo, pois, como é sabido, passam a maior parte do tempo a tagarelar, a conviver e, sobretudo, a beber dry martinis nos bares do cinema, enquanto as suas cadeiras são preenchidas por um batalhão de figurantes de smoking, que asseguram o aspeto da sala cheia durante a transmissão. As vedetas, mais que os restantes (noblesse oblige…), só estão realmente sentadas no anfiteatro os curtos momentos em que as vemos presentes.

Lamentavelmente não sei quem vai ganhar os Óscares, mas vou-me divertir imenso este fim de semana à custa deles.  

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As versões da discussão...

por Helena Sacadura Cabral, em 28.02.14
 
Em Portugal, quando se quer adiar uma discussão, cria-se um grupo de trabalho. Ou sugere-se um referendo.
Quando chega a hora da decisão, ela não existe. Na Assembleia vão estar, hoje, quatro propostas de resolução.
Uma, que invoca razões legais e outras, parte de uma petição de cidadãos e propõe a desvinculação do AO ou, no mínimo, a retirada do conversor Lince, que considera violar as bases do próprio AO.
A segunda, dos deputados Ribeiro e Castro, Michael Seufert e Mota Amaral propõe um grupo de trabalho que “faça o ponto da situação” e apresente num prazo de quatro meses “um relatório objectivo e factual” da aplicação do AO.
A terceira, do PCP, propõe o prolongamento do prazo até 31 de Dezembro de 2016 e que Portugal se desvincule do AO nessa data, se não for aceite por “todos os países” de Língua Portuguesa.
Finalmente o BE propõe a “revisão técnica” do AO e conclui que, “se não houver uma aplicação plena da parte brasileira, Portugal não pode ficar preso a uma grafia singular e individual.”


Ora aqui reside o nó górdio da questão. É que mesmo que no Brasil venha a haver aplicação plena, já hoje, Portugal fica para sempre preso a uma grafia de que muitos frontalmente discordam. Se a ortografia era diferente nos dois países, continua a sê-lo. Mas agora com imensas opções e erros de palmatória. 
O AO é, desde o seu início, uma enorme ilusão e um tremendo erro. À falta de coragem para lhe pôr cobro, estaremos condenados a ver arrastar, penosamente, o seu cadáver adiado.
 
Veremos se não iremos continuar a velar o cadáver...

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Exilado até na morte

por Pedro Correia, em 28.02.14

 Huber Matos, com Fidel Castro e Camilo Cienfuegos em 1959

 

Huber Matos, um dos heróis da revolução cubana, morreu ontem, aos 95 anos. No exílio, em Miami, onde se encontrava desde 1979, após uma longa detenção nos cárceres castristas. Manteve-se fiel ao ideário por que lutou na Sierra Maestra contra a ditadura de Fulgencio Batista -- ideário logo atraiçoado pela nova ditadura imposta aos cubanos por Fidel Castro.

A 19 de Outubro de 1959 -- apenas dois dias antes de ser encarcerado e a nove dias do desaparecimento de outro herói da revolução, Camilo Cienfuegos, cuja morte permaneceu sempre envolta em mistério -- este antigo professor que comandou a chamada Coluna 9 do Exército Rebelde na quase mítica investida contra Santiago escreveu uma corajosa e premonitória carta a Fidel Castro em que renunciou a todos os cargos e honrarias do novo regime. Uma carta que lhe valeu duas décadas de privação da liberdade.

Vale a pena lê-la: é um documento extraordinário. Escrito por um lutador contra a opressão que soube detectar os primeiros indícios da deriva autocrática do novo regime e que recusava ver uma ditadura substituída por outra: "Es bueno recordar que los grandes hombres comienzan a declinar cuando dejan de ser justos."

 

Pagou um preço duríssimo pela coerência. E por ter ousado dizer em voz alta aquilo que o ditador não tolerava escutar. Foi o primeiro de muitos, condenados à morte cívica pela tirania de Castro -- antes de Cabrera Infante, Carlos Franqui, Heberto Padilla, Virgilio Piñera, Néstor Almendros, Reinaldo Arenas, Norberto Fuentes, Jesús Díaz, Eliseo Alberto, Carlos Alberto Montaner, Raúl Rivero, Zoe Valdés e tantos outros. Nos círculos do regime passaram a chamar-lhe "terrorista anticubano", com a linguagem típica das ditaduras, sempre prontas a instrumentalizar o vocabulário ao serviço da oligarquia dominante.

Os restos mortais de Huber Matos -- exilado até na morte -- só serão depositados em Cuba, por sua vontade expressa, quando a liberdade por que ele tanto lutou ali enfim chegar. Pode ser a passo de tartaruga, como ironiza Yoani Sánchez no seu blogue, mas chegará. Como escreveu Padilla, um dos poetas banidos pela ditadura, "protege-te dos vacilantes / porque um dia saberão o que não querem".

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Cá por Casa

por Francisca Prieto, em 28.02.14

Mãe no mimo "ó Rodrigo, tu és tão giro. Quem me dera ser uma miúda de 2003. Olha que não me escapavas". E ele todo derretido "ó mãe eu é que gostava de ser, eu é que gostava de ser de... de... mil novecentos e tal".
E é assim que uma pessoa se fica a sentir do século passado.

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 28.02.14

 

 

O Estranho Caso de Sebastião Moncada, de João Pedro Marques

Romance histórico

(edição Porto Editora, 2014)

"Por vontade expressa do autor, a presente obra não segue as regras do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa"

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O PSD não se prostitui

por Teresa Ribeiro, em 28.02.14

Nisto como em tudo, o que é preciso é deixar o mercado funcionar. Ainda que na clandestinidade.

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Belles toujours

por Pedro Correia, em 28.02.14

 

Carla Quevedo

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Reflexões (1)

por Sérgio de Almeida Correia, em 28.02.14

 

All the men of the Machine may be divided into three categories representing tree distinct grades: the ´boys´, the ´henchmen´ and the ´bosses´. The boys are the simple men who do the rough work, very often the dirty work of politics. (…) The ´henchmen´ are the lieutenants and helps of the bosses.(…) The henchman is a sort of prefect or vicar who “works” for the boss, who manages the subordinate politicians and the electorate on his behalf.” - Moisei Ostrogorski, Democracy and the Party System in the United States, A Study in extra-constitutional government, The MacMillan Company, New York, 1910, pp. 230-234

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Hasta la vista, hermano

por Sérgio de Almeida Correia, em 28.02.14

 

Hoy las nubes me trajeron,
volando, el mapa de España.
¡Qué pequeño sobre el río,
y qué grande sobre el pasto
la sombra que proyectaba!

Se le llenó de caballos
la sombra que proyectaba.
Yo, a caballo, por su sombra
busqué mi pueblo y mi casa.

Entré en el patio que un día
fuera una fuente con agua.
Aunque no estaba la fuente,
la fuente siempre sonaba.
Y el agua que no corría
volvió para darme agua.

autógrafo

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As canções do século (1520)

por Pedro Correia, em 28.02.14

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Boas maneiras

por Teresa Ribeiro, em 27.02.14

"Ignorar é a forma mais elegante de maldade" - postou ela no Facebook

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Pequenas irritações

por Pedro Correia, em 27.02.14

O telemóvel a tocar.

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Pequenos prazeres

por Pedro Correia, em 27.02.14

O telemóvel sem som.

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Foram três meses e manhãs seguidas.

por Gui Abreu de Lima, em 27.02.14

Todo o Outubro, todo o Novembro e o Dezembro até ao último cacho, ao derradeiro bago, murcho. Não lhes sei o nome, vinha cada um de sua vez, numa acrobacia sem rede, sem poiso, e zás, está no bico, e na corda da roupa chega ao papo. Não lhes sei o nome, nunca os vira aqui, só comem uvas de vinha virgem, parecem piscos de peito claro. Agora, moem-me as saudades. Também sou de hábitos. E Aquilino, te-los-á visto? Espero que sim, que agora moem-me as saudades.

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 27.02.14

 

 

Tempo de Combate, de Baptista-Bastos

Crónicas

(edição Parsifal, 2014)

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Mais um tema para a Universidade de Verão

por Sérgio de Almeida Correia, em 27.02.14

"O vice-presidente da bancada do PSD, Miguel Frasquilho, defendeu esta quarta-feira, perante representantes da troika que Portugal deveria ter um programa cautelar, depois de terminar o resgate. Horas mais tarde corrigiu as declarações."

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Para ler e pensar

por Sérgio de Almeida Correia, em 27.02.14

Este artigo do circunspecto The Guardian pode não contribuir para a regeneração da terceira via ou da imagem de Tony Blair. Mas pelo menos deixa-nos a pensar sobre o perfil dos governantes que queremos. O que vale para os britânicos também vale para nós, portugueses.

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As canções do século (1519)

por Pedro Correia, em 27.02.14

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Em louvor de Clement Attlee

por Pedro Correia, em 26.02.14

 Attlee com a mulher, Violet, logo após a vitória eleitoral dos trabalhistas em 1945

 

Clement Richard Attlee (1883-1967) era um homem destituído de carisma. Um esforçado militante de esquerda que, superando inúmeras crises nas suas hostes, alcançou em 1935 a liderança do Partido Trabalhista britânico.

Estavam então no poder os conservadores -- primeiro liderados por Stanley Baldwin, depois por Neville Chamberlain. Quando ocorreu a guerra -- a mais devastadora de todas as guerras -- outro conservador, Winston Churchill, ascendeu à chefia do Governo londrino.

Attlee podia ter-se refugiado na trincheira partidária. Mas não: assumiu uma atitude patriótica, aceitando integrar o executivo liderado por Churchill. Sempre na segunda linha, inicialmente apenas como ministro, depois como vice-primeiro-ministro -- posto até aí inexistente, criado especialmente para ele.

Foi de uma lealdade inquebrantável a Churchill durante os cinco penosos anos de guerra. O governo de unidade nacional -- que integrava ainda os liberais, além dos conservadores e dos trabalhistas -- funcionou sempre como um bloco. Sem que a liderança de Churchill fosse alguma vez discutida, sem que a lealdade de Attlee fosse alguma vez posta em causa.

 

Vencida a guerra, em Maio de 1945, a coligação dissolveu-se e realizaram-se eleições. E os mesmos britânicos que aplaudiram a gestão de Churchill durante o conflito que deixou o Reino Unido depauperado, tanto em vidas humanas como nas finanças públicas, disseram nas urnas que era tempo de confiar a outro político os destinos do país.

Ganhou Attlee, com 47,7%, contra 36% de percentagem atribuída aos conservadores: pela primeira vez o Partido Trabalhista dispunha de uma larga maioria na Câmara dos Comuns. E nos anos seguintes, sob a sua liderança, a esquerda britânica assumiu o poder. Governando com tanta eficácia a Grã-Bretanha em tempo de paz como Churchill a governara nos dias incertos da guerra.

Depois de enterrar os mortos, chegara o tempo de cuidar dos vivos -- como ensinou o nosso Marquês de Pombal. Attlee soube cuidar dos vivos: lançou as bases do Serviço Nacional de Saúde britânico, de base universal e gratuita, alargou a segurança social e delinelou um ambicioso programa de habitação pública -- marcos modelares daquilo a que por estes dias chamamos "Estado Social". De tal maneira modelares que Churchill manteve-os inalterados quando regressou ao poder, em Outubro de 1951.

 

Attlee, o político sem carisma, é hoje recordado como um dos melhores primeiros-ministros britânicos de todos os tempos. Quando morreu, em Outubro de 1967, o Guardian acertou em cheio ao prever que a passagem do tempo só engrandeceria a sua figura. Assim aconteceu. Uma sondagem realizada pelo Times em 2010 considerou-o o mais qualificado de todos quantos governaram no século XX.

 

Porquê?

Porque soube agir em dois tempos, conforme as circunstâncias exigiam: baixou bandeiras partidárias quando era esse o seu dever patriótico no momento em que a soberania britânica estava em risco e foi recompensado por isso com dois mandatos sucessivos que lhe permitiram enfim aplicar o seu programa de vastas reformas sociais. Deixando o país numa situação de pleno emprego e a crescer ao ritmo de 3% ao ano.

 

Por vezes lembro-me de Attlee ao analisar o percurso de certos políticos contemporâneos. E concluo sempre que o seu exemplo ganharia em ser seguido por todos quantos, manifestamente equivocados, ambicionam o máximo para o momento seguinte. Como se não houvesse amanhã. Como se o decurso do tempo funcionasse como adversário e não como aliado. Como se a política não fosse sobretudo um exercício inteligente e laborioso de persuasão e persistência. Como se os livros de História pesassem menos do que as manchetes da manhã seguinte.

 

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Enquanto a presumível futura presidente vai a tratamentos talvez nalguma clínica do Bundestag, outro candidato tem em casa a mais alta condecoração civil alemã. Pelo meio, a populaça da praça decidiu suspender a democracia e optar por processos revolucionários que bolcheviques e SA's não desdenhariam. O próximo passo, imagino, será um enforcamento público, talvez juntamente com alguma amante.

 

A coisa ainda poderá correr bem, mas a cada dia duvido mais.

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Momento Parvo num Prestigiado Blogue

por Francisca Prieto, em 26.02.14

A senhora terminou a sessão com o psicólogo que lhe diz:
- "Para a semana trabalharemos com o inconsciente".
Responde ela:
- "Não acredito que o meu marido queira vir"

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Camões pôs o dedo na ferida

por Rui Rocha, em 26.02.14

"Um dos problemas fundamentais da informação e das citações disponíveis na internet é a nossa incapacidade para percebermos se são autênticas ou uma mera falsificação."

Luís de Camões, Livro do Desassossego.

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 26.02.14

 

 

Memórias da Minha Vida e do Meu Tempo, de Joaquim Paço d' Arcos

Prefácio de Guilherme d' Oliveira Martins

(reedição Guimarães, 2013)

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"Economia portuguesa vulnerável ao fator externo, diz Bruxelas. Contribuição das exportações para o crescimento vai descer, inflação vai continuar baixa, desemprego vai subir e custos reais do trabalho vão continuar a cair em Portugal, concluem as "Previsões de inverno" da Comissão Europeia." - Expresso, 26/02/2014

 

"Nos próximos dias, a idade de reforma aumentará para os funcionários públicos já que, segundo apurou o Diário Económico, o Presidente da República promulgou o diploma da convergência das pensões. Com a aprovação de Belém, além do aumento da idade de reforma, de 65 para 66 anos, as novas pensões da CGA também sofrerão cortes significativos." - Diário Económico, 26/02/2014

 

"A Caixa junta-se, assim, ao BCP e ao Santander Totta na cobrança de comissões em transferências de montantes inferiores a 100 mil euros, mesmo nas operações nacionais feitas nas páginas dos bancos na internet ['homebanking'], sem intervenção de operador." - Jornal de Negócios, 26/02/2014

 

"A Caixa Geral de Depósitos (CGD) aumentou a comissão de acompanhamento e gestão cobrada nas linhas de crédito, multiplicando por dez o encargo para as empresas." - Jornal de Negócios, 26/02/2014

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Partiu o grande capitão

por Sérgio de Almeida Correia, em 26.02.14

A velha Lourenço Marques vira-o nascer em 6 de Agosto de 1935. A jovem cidade do Maputo viu-o ontem partir. Pelo caminho ficam 57 jogos com a camisola de Portugal, capitaneando a selecção nacional que brilhou no Mundial de 1966. Com um domínio perfeito dos espaços, uma presença física que impunha respeito e uma calma e lucidez que desconcertavam qualquer um, dominava o centro do terreno como poucos. Com a camisola das quinas ou a do Benfica representava na hora de defender a primeira barreira dos adversários. E quando se tratava de construir o jogo ofensivo era o motor que fazia disparar os homens das alas e o foguete Eusébio. O último golo fê-lo no antigo Estádio da Luz, no dia 25/10/1969, numa tarde em que o Boavista saiu da Luz com oito golos no cabaz. Com Mário Coluna vão dez títulos de campeão nacional, mais sete taças de Portugal e duas taças dos campeões europeus, registando-se que marcou nas duas em que esteve presente. Irá agora fazer companhia ao seu protegido e amigo Eusébio, no Olimpo das lendas, deixando por aqui muitas saudades pelo exemplo e pela classe.

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As canções do século (1518)

por Pedro Correia, em 26.02.14

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Ligação directa

por Pedro Correia, em 26.02.14

Ao Outro Sentido.

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António José Seguro testou uma nova linha de discurso sobre o seu "plano nacional" no encerramento das jornadas parlamentares do PS. Para sustentar o seu objecto de um “novo desenvolvimento” para o país, o líder socialista avançou com a criação de clusters em sectores com elevado potencial de crescimento. (...) E interligando mesmo algumas áreas. Propôs “criar um cluster na Saúde aproveitando os recursos do nosso mar”.

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Frases de 2014 (4)

por Pedro Correia, em 25.02.14

"A vida das pessoas não está melhor mas a do País está muito melhor."

Luís Montenegro, líder parlamentar do PSD

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Aqui escrevem os comunistas puros e duros. Sem punhos de renda, como antes da queda do Muro de Berlim. Com linguagem típica de Guerra Fria. Querem derrubar nas ruas o Governo português, que recusam qualificar de democrático, aplicando a cartilha marxista-leninista sobre "violência revolucionária". Enquanto se enfurecem ao ver as ruas da Ucrânia e da Venezuela encherem-se de protestos do povo, a quem não hesitam em chamar fascista.

 

Sobre Portugal:

«Urge apressar o derrubamento deste governo de máscara democrática que é na prática uma ditadura do capital.»

Sobre a Ucrânia:

«Uma vaga de anticomunismo selvagem varre grande parte da Ucrânia. Na capital e nas cidades da Ucrânia Ocidental, organizações de extrema-direita praticam crimes abjetos, perante a passividade do exército e das polícias. Desde o III Reich nazi que não acontecia algo comparável na Europa. O fascismo exibe na Ucrânia, com arrogância desafiadora, a sua face hedionda.»

Sobre Portugal:

«Anima-me a convicção de que o povo português, ao reencontrar-se com a História, volte em breve a assumir-se como sujeito. O aumento torrencial das lutas sociais e da combatividade das massas reforça a esperança de que os trabalhadores, liderados pela CGTP, se mobilizem para enfrentar e afastar do poder os que hoje os oprimem, roubam e humilham.»

Sobre a Venezuela:

«Uma campanha de desinformação, que envolve os grandes media dos EUA e da União Europeia, transmite diariamente a imagem de uma Venezuela onde a violência se tornou endémica, manifestações pacíficas seriam reprimidas, a escassez de produtos essenciais aumenta, a inflação disparou e a crise económica se aprofunda. Ocultam a realidade. Quem promove a violência é a extrema-direita, quem incendiou lojas da Mision Mercal que vende ao povo mercadorias a preços reduzidos, quem saqueia supermercados é essa oposição neofascista que se apresenta como "democrática".»

Sobre Portugal:

«A demissão deste governo, que há muito já deveria ter ocorrido, torna-se cada dia mais urgente. Não é previsível que Cavaco Silva assuma – como não assumiu outros – o dever constitucional de o fazer. Está nas mãos e na luta do povo realizar essa tarefa essencial de saneamento político e democrático.»

Sobre a Ucrânia:

«Os desmandos e violências em curso dos grupos fascistas são inquietantes. Nas cidades que controlam destruíram estátuas de Lenine, ilegalizaram o Partido das Regiões (que apoiava o Presidente) e o Partido Comunista da Ucrânia e em alguns casos fecharam as suas sedes. É transparente que o fascismo ucraniano exibe o seu rosto hediondo.»

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 25.02.14

 

 

A Despedida de José de Alemparte, de Paulo Bandeira Faria

Romance

(edição Teorema, 2012)

"O autor escreve de acordo com a antiga ortografia"

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Ventos da Ucrânia

por Sérgio de Almeida Correia, em 25.02.14

"The Ukrainians are free, how long will we Chinese have to wait?"

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O milagre de que falava Pires de Lima

por Sérgio de Almeida Correia, em 25.02.14

"A economia portuguesa conseguiu registar em 2013 um excedente externo de 2,6% do PIB, mas, apesar dessa melhoria, a posição líquida de investimento internacional (PLII) agravou-se em 2,7 pontos percentuais, segundo dados do Banco de Portugal (BdP) na sua Nota de Informação Estatística.

Este indicador, no caso português, é negativo, sendo o mais elevado da zona euro em relação ao PIB, superior inclusive ao registado para a Grécia e Irlanda. A PLII da economia portuguesa subiu de -116,1% do PIB em 2012 para 118,9% em 2013. A posição de Portugal como devedor líquido face ao exterior piorou. (...)

Em relação aos dados finais do terceiro trimestre de 2013, as posições eram a seguintes entre os periféricos da zona euro: -115,7% do PIB para Portugal; -108,2% para Grécia; -107,8% para Irlanda; - 96,6% para Espanha; - 88,3% para Chipre. O rácio para Itália não estava ainda disponível; é negativo, também, mas é muito inferior." - Expresso, 24/02/2014



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Sem truques

por Sérgio de Almeida Correia, em 25.02.14

Espero que alguém em Moçambique mostre estes segundos de arte ao Coluna. A ver se ele melhora depressa.

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As canções do século (1517)

por Pedro Correia, em 25.02.14

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Pergunta para queijo:

por João Campos, em 24.02.14

Que qualificações ou pensamentos habilitam alguém como Marinho Pinto a falar na televisão sobre redes sociais?

 

 

(certo: é o "Prós e Contras"; já se sabe que o nível dos convidados não costuma, passe o eufemismo, ser elevado. Mas ainda assim)

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História ilustrada da música

por Helena Sacadura Cabral, em 24.02.14

 

Este vídeo foi-me enviado por um comentador que considero meu amigo. São seis minutos que merecem ser vistos e ouvidos, porque se aprende alguma coisa sem sequer se dar por isso!

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Da Segunda Circular ao Coliseu

por Pedro Correia, em 24.02.14

 

Marcelo Rebelo de Sousa deu o pontapé de saída na campanha presidencial sem necessidade sequer de abordar o tema. Fê-lo em horário nobre, com os canais informativos de televisão a transmitir em directo, e aproveitando a seu favor o palco do congresso do PSD, que fora montado para outro efeito. Bastou-lhe aparecer quando ninguém esperava e falar com a habitual desenvoltura durante meia hora: obteve audiência máxima, o aplauso caloroso dos congressistas e o sorriso condescendente de Passos Coelho.

Tornou-se ele próprio a notícia da reunião magna dos sociais-democratas e condicionou por completo a margem de manobra da direcção laranja, condenando à irrelevância  a moção de estratégia global de Passos, na parte referente às presidenciais, ainda antes de ser votada.

Com brilho formal, perfeito controlo do tempo e um notável sentido de humor -- confirmando neste caso um dos atributos mais raros da política portuguesa, como o JAA justamente observou aqui. E lançando um novo mito na iconografia laranja: depois de Aníbal Cavaco Silva a rodar o Citroën no vitorioso congresso de 1985, tivemos desta vez o futuro candidato presidencial Marcelo descobrindo a estrada de Damasco capaz de conduzi-lo a Belém, via Coliseu dos Recreios, enquanto seguia de táxi na Segunda Circular.

É em momentos como este que devemos render tributo ao mérito. Marcelo dá dez-a-zero ao melhor especialista em marketing político. Comparado com este profissional, todos os outros são amadores.

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O Acordo Ortográfico na Assembleia

por Helena Sacadura Cabral, em 24.02.14

"No próximo dia 28 a Assembleia da República vai discutir a "Petição pela desvinculação de Portugal do Acordo Ortográfico de 1990". O qual era suposto ter entrado em vigor a 1 de Janeiro de 1994. Mas calma, ainda só passaram 10 anos. E se tudo não piorar nunca chegará a vigorar.

Não nos antecipemos porém. Primeiro faça-se uma declaração de interesses. Assim:

1) Apesar de não ser membro do Parlamento, também quero ser parte dessa discussão. Porque a Língua Portuguesa não é do Estado. Nem sequer só de Portugal.

2) Não sou nem pretendo ser imparcial nesta questão. Como sabe quem me lê, recuso-me a escrever segundo as pretensões da pretensa ortografia pretensamente nova.

3) Fui um dos primeiros subscritores contra o assim chamado “Acordo Ortográfico “ e editei mais do que um livro contra o dito cujo.

Entre 1712 e1720 foi publicado o primeiro grande inventário da nossa Língua  (o monumental “Vocabulário portuguez e latino”, de Rafael Bluteau). De então para cá tivemos, nomeadamente, a 1ª reforma ortográfica de 1911 e o 1° Acordo Ortográfico entre Brasil  e Portugal em 1931. Mas a língua é uma realidade dinâmica, pelo que a fixação das regras da sua sintaxe e da sua ortografia incumbe aos filólogos, às universidades e às academias. Já a fonética, o léxico e a semântica são aquilo que em cada momento os seus falantes decidirem."

                              ( Paulo Teixeira Pinto no Jornal Publico )

 

Todos os que me lêem sabem o que penso do Acordo Ortográfico. Espero que haja o bom senso que esta questão exige e que a petição cumpra o seu objectivo!

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Sensibilidade e bom senso

por Teresa Ribeiro, em 24.02.14

Chegar a três meses do fim da troika e ouvir que "a vida das pessoas não está melhor, mas o país está muito melhor" é chocante. - Pedro Santos Guerreiro, na última edição do Expresso.

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Não vi nada do congresso do PSD...

por João André, em 24.02.14

... mas pelo que leio foi feito em 1989 numa sala acústica e electronicamente isolada do mundo, não fosse a realidade confundir os participantes enquanto passavam o charro de mão em mão.

 

Uma boa notícia, no entanto: se forem iguais a si mesmos (em vez de alinharem com o histerismo dos seus partidos), Rangel e Assis poderão trazer-nos os debates mais interessantes desde há muito tempo.

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Pequenos prazeres

por Pedro Correia, em 24.02.14

O futebol ao domingo.

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Pequenas irritações

por Pedro Correia, em 24.02.14

Os programas sobre futebol à segunda-feira.

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 24.02.14

 

 

Júlio Gonçalves - de Goa a Lisboa, de Mário Cordeiro 

Biografia

(edição Glaciar, 2013)

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As canções do século (1516)

por Pedro Correia, em 24.02.14

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Como a globalização nos impede de sonhar

por Joana Nave, em 23.02.14

Há uns tempos fui a um hipermercado fazer umas compras rápidas e, ao percorrer apressadamente os corredores, destacou-se um expositor inserido no espaço gourmet, onde esplendorosas e reluzentes se exibiam umas dezenas de latas de chá da Mariage Frères. Fiquei surpresa e contente por encontrar disponível um produto que julgava só haver na própria Mariage Frères, ou Museu do Chá, em Paris. Pensei logo que poderia comprar mais latas, com diferentes variedades de chá para juntar à que adquiri na viagem que fiz à capital francesa. Porém, com o turbilhão de pensamentos outro sentimento se apoderou de mim, um que me fez até ficar triste, pois apercebi-me da falta de magia que há em toda a globalização. A ideia de irmos a um lugar distante, adquirir artigos que só existem nesse mesmo lugar, por fazerem parte da história, da cultura, das características da região, está completamente posta de lado. A descaracterização é crescente e fatal. É certo que traz para os que não viajam uma possibilidade única de tocar os pedacinhos que compõem o mundo, mas retira por completo a unicidade a quem viaja, a quem sente o cheiro de outras terras que não a sua. E o pior é que nos rouba os sonhos, porque materializa aquilo que antes só os livros e os filmes nos davam a conhecer.

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Fotografias tiradas por aí (193)

por José António Abreu, em 23.02.14

Porto, 2014 (terça-feira passada ao final da tarde).

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