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Parabéns, Luís

por Pedro Correia, em 30.11.13

Julgo falar por todos os membros do DELITO DE OPINIÃO ao deixar aqui um caloroso abraço de felicitações ao nosso colega de blogue Luís Menezes Leitão. Pela sua eleição, já confirmada, para a presidência do Conselho Superior da Ordem dos Advogados. Na certeza de que o lema "Ao serviço da advocacia" será integralmente cumprido no exercício das novas funções, dando natural sequência à confiança nele depositada pelos seus pares.

Parabéns, Luís.

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Agradeço, com todas as letras (parte I)

por Pedro Correia, em 30.11.13

 

O meu livro Vogais e Consoantes do Acordo Ortográfico foi editado há seis meses, pela Guerra & Paz. É tempo, pois, de fazer um balanço global dos ecos que foi encontrando de então para cá.

Em primeiro lugar, deixo o registo, necessariamente incompleto, de quem mencionou esta obra nos mais diversos media. Com um agradecimento a todos os nomes e órgãos de informação aqui referidos:

 

Sábado: «Pelo menos 35 colunistas de seis jornais e revistas que aderiram ao último acordo ortográfico recusam-se a escrever de acordo com as novas regras. A lista vem no livro Vogais e Consoantes Politicamente Incorrectas do Acordo Ortográfico, de Pedro Correia, que será lançado no dia 21 [de Maio]. Esta frente contra o acordo, que inclui pelo menos seis editoras de livros e dezenas de escritores e poetas, não olha a clubes nem a partidos: também estão lá o Avante! e o jornal do Sporting.» (9 de Maio, sem hiperligação)

 

Francisco José Viegas, Correio da Manhã: «Pedro Correia escreveu um dos livros mais tentadores do mês [Maio]. Apetece discuti-lo, sim senhor.» (16 de Maio)

 

Nuno Pacheco, Público: «A recente edição de mais um livro sobre o AO, Vogais e Consoantes Politicamente Incorrectas do Acordo Ortográfico, assinado pelo jornalista Pedro Correia e em boa hora editado pela Guerra & Paz, é óptimo pretexto para voltar a um tema caro e que nos está a sair caro a todos, mesmo aos que acham que não pagam nada para este "negócio". Pedro Correia faz, no livro, uma resenha muito actual e essencialmente jornalística do processo que nos conduziu até aqui. As reformas do passado, as promessas dos paladinos da coisa, a ignorância e a avidez dos políticos. Se o acordo, entretanto inoculado em diversas instituições e nos nossos computadores como um vírus, servisse de facto para o que dele disseram, a língua portuguesa tinha à sua frente um futuro bem radioso. Sucede que não tem, antes pelo contrário.» (19 de Maio)

 

Francisco José Viegas, Correio da Manhã:  «Pedro Correia é um partizan. Fazem-nos falta pessoas comprometidas que proponham soluções e caminhos, ao contrário do que acontece no pobre mundo da política, onde a irresponsabilidade ganha votos. Mas o Acordo Ortográfico é mais mobilizador do que a política destes dias, e compreende-se: tem a ver com a nossa vida.» (20 de Maio)

 

Duarte Branquinho, O Diabo: «A oposição ao Acordo Ortográfico continua, demonstrando que esta imposição de um disparate linguístico não deixa os portugueses indiferentes. Desta vez, coube ao jornalista Pedro Correia a publicação de mais um livro que denuncia este atentado contra a Língua Portuguesa.» (21 de Maio)

 

Fernando Alvim, Prova Oral, Antena 3: «O Acordo (as más línguas dizem desacordo) Ortográfico volta ao nosso programa. O convidado é Pedro Correia.» (22 de Maio)

 

Carlos Vaz Marques, O Livro do Dia, TSF: «O livro de Pedro Correia é uma espécie de argumentário anti-acordo, apresentando - uma por uma - as razões daqueles que rejeitam a mudança de grafia.» (23 de Maio)

 

Pedro Mexia, Expresso: «Este acordo não serve, não presta, é preciso denunciá-lo ou, no mínimo, revê-lo em profundidade. É preciso acabar com aberrações como a recessiva "receção" e o tauromáquico "espetador" e a lasciva "arquiteta". E com a fantasia de que as consoantes que abrem as vogais são mudas". E com a ideia de que a escrita é uma transcrição da fonética.» (25 de Maio)

 

 

Fernando Sobral, Jornal de Negócios: «Pedro Correia vem, neste inteligente e conciso livro, mostrar os absurdos de muitas das decisões de alguns académicos que acabaram por causar o caos no meio das vogais e consoantes, causando calafrios a quem tem de escrever. Revelador.» (25 de Maio)

 

Nuno Galopim, Diário de Notícias: «Começa assim, lembrando que "surgiu com a ambição de alcançar o inalcançável: a unidade ortográfica da língua portuguesa." (...) Vogais e Consoantes Politicamente Incorrectas do Acordo Ortográfico apresenta-nos uma história e defende uma tese que vê este acordo como "tecnicamente insustentável, juridicamente inválido, politicamente inepto e materialmente impraticável". A sua análise anda pelo tempo, recordando outros episódios da história da língua, contribuindo para este tão importante debate sobre a forma como lemos e escrevemos." (25 de Maio, sem hiperligação)

 

Ana Cristina Leonardo, Expresso: «Como é hábito em Portugal, a discussão sobre o AO foi sendo desviada do essencial, com a irracionalidade a invadir o debate. Os contra eram uma cambada de retrógrados, os apoiantes davam provas de progressismo. O curioso é que, nesta matéria, o sonho imperial e saloio do cavaquismo linguístico deu as mãos ao deslumbramento modernaço e igualmente saloio do socratismo. Prova de que les beaux esprits se rencontrent, mesmo em francês.» (1 de Junho)

 

João Pereira Coutinho, Folha de São Paulo: «Pedro Correia acaba de publicar em Portugal Vogais e Consoantes Politicamente Incorrectas do Acordo Ortográfico (Guerra & Paz, 159 págs). Atenção, editores brasileiros: o livro é imperdível. E é imperdível porque Pedro Correia narra, com estilo intocável e humor que baste, como foi possível parir semelhante aberração.» (4 de Junho)

 

Sara Figueiredo Costa, Time Out: «O livro de Pedro Correia será útil a ambos os lados do debate, porque apresenta com detalhe os vários momentos do processo, organizando-os de modo claro e sem ceder ao hermetismo que o tema por vezes revela. Não é preciso ser um especialista em linguística para perceber tudo o que aqui se escreve e a reflexão sobre aquilo que tantos dizem ser apenas pequenas alterações torna-se mais produtiva se recuarmos à noção de ortografia (nada compatível com a ideia permitida pelo AO de que cada um escreve como fala) e se conhecermos as declarações dos vários protagonistas desta história. Serviço público, portanto.» (5 de Junho)

 

Pedro Rolo Duarte, Hotel Babilónia, Antena 1: «Vogais e Consoantes Politicamente Incorrectas do Acordo Ortográfico é basicamente um trabalho jornalístico que explica e enquadra o Acordo Ortográfico num contexto histórico, ideológico e político. (...) É o primeiro trabalho em que consegui perceber com rigor o processo que levou a este acordo. E é também a desmontagem sistemática, e na minha opinião bem argumentada, deste acordo. Parabéns.» (15 de Junho)

 

Francisco José Viegas, Ler: «Pedro Correia traça, em Vogais e Consoantes politicamente Incorrectas do Acordo Ortográfico, o destino do AOLP: parar, corrigir, refazer. É o que vai acontecer, se quisermos, algum dia, falar de uma língua comum aos países que a têm como emblema.» (edição de Junho)

 

Ernâni Pimentel (professor de Linguística brasileiro), TV Senado, do Rio de Janeiro: «Pedro Correia fez uma pesquisa muito boa. (...) Ele fala de todas as reacções que estão acontecendo na maioria desses países [lusófonos] e está mostrando que é realmente muito difícil que esse acordo [ortográfico] venha a ser adoptado em países como Angola e Moçambique, que são importantes na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. É muito interessante o que ele relata que está acontecendo nos demais países. Fala sobre as reacções fortes em Portugal, fala do improviso com que esse acordo foi votado lá em Portugal e fala das reacções populares, dos abaixo-assinados, dos movimentos...» (1 de Novembro)

 

Imagem de cima: livraria Ler, de Campo de Ourique. Outra imagem: livraria Bertrand do Campo Pequeno (Lisboa)

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Agradeço, com todas as letras (parte II)

por Pedro Correia, em 30.11.13

 

Fica igualmente a referência aos blogues que aludiram ao meu livro. Também com o meu agradecimento e um pedido de desculpa por alguma eventual omissão, que prontamente corrigirei.

 

A Barbearia do Senhor Luís

A Bem da Nação

A Dignidade da Diferença

A Ronda dos Dias

A Viagem dos Argonautas

Acordar Melhor

Açúcar Amarelo

Ainda que os amantes se percam...

ALCA

Andanças Medievais

Antes que eu me esqueça...

Atentado ao Pudor

Aventar (1, 2, 3)

Bandeira ao Vento

Bibliotecário de Babel

Biblos - AEFCR-BE

Bic Laranja

Blog do Bianchi

Bloguítica (1, 2)

Books Around the Corner

Cá Entre Nós

Cabeça de Cão

Cadeirão Voltaire

Carlos Emerson Junior

Cidadão do Mundo

Colóquios da Lusofonia

Core Catholica

Corta-Fitas

Crónicas de Além Tejo

Declínio e Queda

Descomplicómetro

Dias Imperfeitos

É Fartar, Vilanagem

És a nossa Fé

Estado Sentido

Eternas Saudades do Futuro

Fio de Prumo

Floresta do Sul

Forte Apache

Grande Hotel

Isto e Aquilo

História Maximus

José Cipriano Catarino

Lados A/B

Luminária

Ma-Schamba

Meditação na Pastelaria

Memória Virtual

O Andarilho

O Bacteriófago

O Escafandro

O Jornaleiro

Palavrossavrvs Rex

Pena e Espada

Perca Tempo - O Blog do Murilo

Ponte Vertical

Por A mais B

Portugal dos Pequeninos (1, 2, 3)

Portugal Glorioso

Português de Facto!

Praça da República

Quousque Tandem

Rabiscos de uma Leitora

Rangers & Coisas do MR

Real Associação da Beira Litoral

Risco Contínuo

Robssoares's Blog

Scriptum

Tertúlias à Lareira

Um Jardim no Deserto

2711

 

..........................................................................

 

E ainda um abraço muito especial ao meu editor, Manuel S. Fonseca, e à Tânia Raposo, leitora infatigável e paciente. Graças a eles publiquei um livro e ganhei mais dois amigos.

Valeu a pena.

 

Imagem: livraria d' El Corte Inglés (Lisboa)

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Evitar o contágio

por Sérgio de Almeida Correia, em 30.11.13

O Público revela na sua edição de hoje alguns pormenores a propósito do convite e da recusa de Rui Rio em assumir a liderança do Banco de Fomento.

Fazendo fé no que ali se conta, e não há razões que me levem a duvidar da seriedade do relato ou acrescento de qualquer ponto, o episódio confirma em absoluto tudo o que eu pensava antes de quem convidou e de quem recusou. E, mais do que isso, demonstra como é fácil a estupidez cruzar-se com a inteligência mantendo-se tudo na mesma.

Desconheço se o ex-presidente da Câmara Municipal do Porto leu Mazarin e o que este escreveu em 1684 no seu "Breviarium Politicorum". Se não leu indicia todas as qualidades que poderão um dia, se lhe derem o privilégio de umas primárias, vir a ocupar à frente do PSD o lugar que espera António Costa no PS logo que lhe desimpeçam a loja.

Mesmo quem não goste, ou não morra de amores por Rio, desde que conhecesse o seu percurso e estivesse atento à forma como gere as suas intervenções públicas e os tempos em que as faz, dificilmente acreditaria que fosse homem para aceitar liderar neste momento uma instituição - com a importância que nunca terá - como o novel Banco de Fomento. Em especial com o peso político que significa para o actual primeiro-ministro. Menos ainda se o convite formulado por Passos Coelho trazia consigo, como foi o caso, a inacreditável escolha antecipada da equipa que se queria que Rui Rio dirigisse.

Nenhum homem decente, inteligente e sensato q.b. aceitaria, por muito ambicioso ou tributário que fosse ao convidante, ser colocado à frente de uma entidade como o tal Banco tendo de engolir todos os "Franquelins" que lhe fossem impingidos.

O lastro de confusões, demissões, golpadas, convites, "desconvintes" e cegadas várias em que o primeiro-ministro, ou os seus homens de confiança por ele, se tem envolvido desde Junho de 2011, bastariam para obrigar o mais desprevenido a pensar duas vezes antes de, numa altura destas, aceitar meter-se numa embarcação, em mar revolto, sabendo que o almirante que escolheu a tripulação não distingue bombordo de estibordo, é atreito a levantamentos de rancho entre a sua gente, confunde proa com popa e na embarcação que ele próprio dirige já viu a maioria dos seus tripulantes enjoar na ponte, enquanto os sobrantes e os passageiros que foram obrigados a seguir viagem, quase todos velhos, doentes e reformados, se atropelam para ver quem primeiro se atira borda fora na esperança de serem recolhidos por alguém que passe ao largo e lhes atire uma bóia e uma lata de sardinhas.

Uma das coisas que Mazarin aconselhava a um político era que se tivesse de responder negativamente a um pedido fingisse que precisava de reflectir. E que depois se mostrasse sinceramente desolado por não poder atendê-lo. Desconfio que Rio, mesmo que não tenha lido a obra que me veio à memória, nunca precisaria de recorrer a um grau tão grande de perfídia e hipocrisia para recusar o convite. Bastar-lhe-ia ser coerente, como parece ter sido.

Aquilo que para qualquer um de nós seria uma evidência, como o resultado da imposição de uma cura de emagrecimento em quem já dava sinais de subnutrição, não o foi para Passos Coelho.

Pessoalmente estou convencido, no que até Pedro Lomba ou Poiares Maduro num momento de lucidez serão capazes de admitir, que de mais este triste episódio sai um Rio de caudal reforçado que ameaça galgar as margens a qualquer momento, correndo ainda mais violento para a sua foz.

Quanto a Passos Coelho, que neste desgraçado filme comprido e chato faz papel de marujo arvorado, fica a eliminação das dúvidas que restassem sobre a preparação política que recebeu. Ou seja, confirma-se que politicamente possui a preparação de um tarimbado servente de S. Bento. A grande diferença é que este, ainda que convidado para universidades de Verão e convivendo com professores doutores, não aspira ser primeiro-ministro. Nem sequer quando com um grão na asa adormece destapado e virado para a esquerda. Um néscio político não faria pior. Bastar-lhe-ia ir ao calendário e ver que o Primeiro de Dezembro estava à porta e gritar a plenos pulmões: Viva Portugal!

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Fotografias tiradas por aí (181)

por José António Abreu, em 30.11.13

Ria de Aveiro, 2010.

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Desconexos

por Teresa Ribeiro, em 30.11.13

Desligados

O tema da falta de comunicação entre as pessoas nas sociedades modernas já é tão banal que aflorá-lo sem cair em lugares comuns começa a ser difícil. "Desligados" é pois um filme  que se arrisca à irrelevância ao focar-se por inteiro neste tópico, sem recurso a enredos paralelos ou notas de humor que nos surpreendam. Mas tal como as melhores obras de ficção esta película, premiada nos festivais de Veneza e de Toronto, não precisa de subterfúgios para conseguir a nossa atenção.

Às vezes basta uns minutos de realidade para entrarmos de cabeça numa boa história, pois é o que acontece com "Desligados". Às primeiras cenas ligamo-nos. A identificação imediata com o que vamos observando é a opção mais tentadora, embora também seja possível ficar só a ver. O que não se torna viável desde o começo é o descomprometimento. A acção em mosaico flui de acordo com a narrativa serena que se faz em torno da incomunicabilidade, um terreno que nos é tão familiar. No centro destas desconexões está a tecnologia, a grande facilitadora, que quase dispensa a intervenção humana. Mais um pouco e não é preciso fazer nada para comunicar. Nem falar, nem estar, nem escrever. Estamos perto disto ou já la estamos e visto de fora, no escuro de uma sala de cinema, juro que parece um filme futurista, daqueles em que os humanos se parecem com robots. Mas isto já sou eu a divagar, porque em momento algum neste filme se faz por interposta personagem estes juízos de valor. Como nos contos de Hemingway o conteúdo de "Desligados" é descritivo, não interpretativo. Essa parte, a mais dura, fica para nós. Se quisermos, antes de retomar as nossas rotinas virtuais, darmo-nos ao trabalho.

 

Título original: Disconnect

Realização: Henry Alex Rubin

Intérpretes: Jason Bateman, Frank Grillo, Hope Davis, Michael Nyqvist, Paula Patton

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De blogue em blogue

por Pedro Correia, em 30.11.13

Dez anos de Causa Nossa: uma efeméride que merece ser assinalada. Ainda chego a tempo.

 

Sete anos depois, o 31 da Armada mantém o sentido de humor.

 

A Mentira renascida. De verdade.

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 30.11.13

 

As Paixões de Pessoa, de George Monteiro

Ensaios literários

Tradução de Margarida Vale de Gato

(edição Ática, 2013)

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As canções do século (1430)

por Pedro Correia, em 30.11.13

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No reino dos eufemismos

por Pedro Correia, em 29.11.13

 

Acabo de ouvir num canal televisivo que uma determinada empresa construtora "rescindiu com 300 colaboradores". Está tudo errado nesta frase. No espírito e na letra. O mundo laboral parece ter sido liofilizado no discurso jornalístico corrente. Como se a palavra trabalho queimasse. Como se trabalhar fosse algo indigno. Como se um trabalhador devesse ocultar esta sua condição numa sociedade - e num continente inteiro, como bem revelam as estatísticas europeias - onde um posto de trabalho é um bem cada vez mais escasso.

Trabalho, palavra bíblica. "Bem basta a cada dia o seu trabalho", diz Jesus no Sermão da Montanha. Reescrita à luz da novilíngua dominante, quem trabalha deixou de ser trabalhador: é "funcionário" ou, de modo ainda mais eufemístico, "colaborador". Pela mesma lógica, não pode ser despedido mas "dispensado". Ou, de modo ainda mais eufemístico, alguma Alta Entidade da corporação empresarial "prescinde" dos seus serviços. Ou da sua colaboração.

Sempre me ensinaram que o discurso jornalístico, para ser eficaz e competente, devia descodificar todo o jargão encriptado, que obscurece a mensagem em vez de a tornar transparente. Nos dias que correm, sucede precisamente ao contrário: o jornalismo abdica demasiadas vezes de clarificar a mensagem, obscurecendo-a por cumplicidade activa com as "fontes" ou por mera preguiça intelectual.

No reino dos eufemismos, não se trabalha: "colabora-se". E ninguém é despedido: há apenas quem "cesse funções" ou veja os seus préstimos "prescindidos" por alguma entidade empregadora em fase de "reestruturação" ou "reavaliação" das potencialidades do mercado. Mas as coisas são o que são, mesmo que as palavras ardilosas procurem camuflar uma realidade nua e crua.

A empresa construtora despediu 300 trabalhadores. Assim mesmo, ponto final. A realidade, só por si, já é suficientemente dura. Não juntemos ao drama do despedimento a injúria de ver esta palavra banida do dicionário jornalístico quando está mais presente que nunca na vida real.

 

Texto reeditado. Publicado originalmente no DELITO DE OPINIÃO a 28 de Maio de 2012

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Tempos bem modernos

por Fernando Sousa, em 29.11.13

 

Charlie Chaplin, 1936, "futurista" e tudo...

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Cravo & Ferradura

por Bandeira, em 29.11.13

José Bandeira/DN

José Bandeira/DN

José Bandeira/DN

 

(José Bandeira/DN)

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Bandeira de Canto

por Bandeira, em 29.11.13

 

 

 

(José Bandeira/JN)

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Marinho Pinto

por Fernando Sousa, em 29.11.13

Goste-se ou não dele é um português que não se engasga: António Marinho Pinto. Não há muito disto. A última entrevista dele como bastonário foi hoje para o ar na Antena 1. Nos seus dois mandatos meteu muitas vezes o pé na argola, outras chamou os bois pelos nomes. Mas que deu vida à Ordem dos Advogados, isso parece-me que sim. 

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"Gorduras do Estado" (88)

por Pedro Correia, em 29.11.13

Autarcas reformados recebem subsídio extinto em 2005

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 29.11.13

 

 

Citações e Pensamentos de Fernando Pessoa, organização de Paulo Neves da Silva

(reedição Casa das Letras, 9ª edição, 2013)

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A crise e as oportunidades

por João André, em 29.11.13

Um dos momentos mais interessantes de cada nova discussão com colegas - oriundos de outras unidades de negócio - ou com pessoas de outras empresas alemãs é quando chega o momento de dizer que sou português. Quase todos perguntam pela situação em Portugal, lamentam as dificuldades e desejam que passem depressa. Sentimentos genuínos, sem dúvida, tal como o são quando alguém falava sobre a fome no Biafra com um bife no/do lombo.

 

Aquilo que muitas vezes se me depara é outra coisa: acabam quase todos a perguntar se será então um bom local de recrutamento de pessoas, especialmente com formação técnica.

 

De uma penada vejo um certo tipo de mentalidade: uma cristã preocupação pelo sofrimento no mundo e um muito prático aproveitamento das oportunidades geradas. Pedro Passos Coelho tinha de facto razão: a crise e o desemprego são oportunidades. Para os outros países.

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Belles toujours

por Pedro Correia, em 29.11.13

 

Rin Takanashi

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Na minha leitura diária dos posts do Delito detive-me neste da Patrícia. E pensei logo nesta entrevista que li hoje. É um facto que as ideias não são novas. Mas é bom que, nestes tempos em que a Economia e a sua linguagem imperam, possamos encontrar quem chame a atenção para outras formas de ver. E que lucidez, a deste autor!

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Parabéns Adolfo!

por Patrícia Reis, em 29.11.13

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As canções do século (1429)

por Pedro Correia, em 29.11.13

 

Dedicada ao Adolfo Mesquita Nunes

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A notícia da morte dos dinossauros autárquicos era francamente exagerada. A tal ponto que um deles passou a presidir à Associação Nacional de Municípios Portugueses.

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Insegurança social - VII

por Teresa Ribeiro, em 28.11.13

Não me esqueço do dia em que ao sentar-me para mais uma "entrevista", informando enquanto tirava um molho de papéis da mala que tinha vários assuntos a tratar, uma funcionária de olhos nos meus me diz em voz baixa: "Desculpe, mas eu vou ter que lhe pedir para não demorar muito tempo. É que eu fui aqui colocada pelo centro de emprego há poucos meses e tenho ordens para não perder mais do que 15 minutos com cada pessoa. A minha chefe não quer saber se atendo bem ou mal. O que não posso é baixar a média de atendimento de quatro pessoas por hora. Quando me avisou que tinha muitos assuntos para tratar achei melhor pedir-lhe desde já este favor porque é a manutenção do meu emprego que está em causa, entende?"

Foi surreal, mas entendi. Longe de mim comprometer o emprego da senhora. Entendi tudo: o stress dela e a suprema hipocrisia dos responsáveis pelos "serviços de apoio" aos contribuintes, onde o que contam são os índices de produtividade e não a qualidade da resposta que é dada aos utentes.

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A denúncia.

por Luís Menezes Leitão, em 28.11.13

 

Mário Soares: "O papa disse que isto vai resultar numa grande violência dois dias depois de eu dizer".

 

Depois desta denúncia, Mário Soares vai naturalmente processar o papa Francisco por plágio na sua exortação apostólica Evangelii Gaudium.

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Expressões que detesto (60)

por Pedro Correia, em 28.11.13

"ESPIRAL RECESSIVA"

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 28.11.13

 

 

Ar de Dylan, de Enrique Vila-Matas

Romance

Tradução de Miranda das Neves

(edição Teodolito, 2012)

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Indignidades

por Sérgio de Almeida Correia, em 28.11.13

A riqueza nunca me afligiu. Sempre convivi bem com ela mesmo quando tinha muito pouco. Porém, não deixo de pensar sobre o sentido que terá a elaboração dos rankings dos mais ricos, dos mais opulentos, dos mais ostensivos na exibição. O voyeurismo é um passatempo de todos os tempos a que sempre se dedicaram alguns pobres de espírito. Mas num momento como este, que Portugal e uma boa parte do mundo cruzam, em que a pobreza cresce a olhos vistos, em que a imprensa relata casos de crianças que chegam à escola sem pequeno-almoço, e outras ainda nem sequer adolescentes que se limitam a ter uma exígua refeição diária, faz algum sentido anunciar aos quatro ventos, como ainda há dias se dizia na rádio, que a fortuna de 870 milionários portugueses cresceu 715 mil milhões de euros, apesar da crise económica?

Saber, segundo revelava um relatório da UBS, que há mais 85 milionários no meu país devia ser motivo de satisfação. Lamento que não seja esse o caso. As novas teorias da relativização da pobreza substituíram a velha teoria da relatividade. Não sei se alguém saberá hoje qual o quadrado da distância que separará aqueles novos milionários dos novos pobres, nem se existe alguma relação proporcional entre ambas. São equações que me ultrapassam. Saber que os ricos estão mais ricos ou que aumentou o número de milionários só pode ser motivo de satisfação numa sociedade civilizada quando esse crescimento corresponde a um enriquecimento global, a uma diminuição do número de miseráveis, de sem-abrigo e de pobres em geral. Uma sociedade que se compraz a atribuir prémios de mérito a ricos que enriquecem num ambiente de miséria, desconstrução social e desestruturação dos laços de solidariedade em que assenta uma comunidade, é uma sociedade em estado terminal. E não é preciso um tipo chamar-se Mário ou Francisco para percebê-lo. Basta abrir os olhos. A pobreza e a forma como ela cresce em Portugal, perante a indiferença de uma casta de serventuários do poder, é que me aflige e nos torna a todos ainda mais indignos do chão que pisamos.

A Exame e outras revistas e jornais de negócios e de economia deviam dedicar-se à elaboração de rankings dos mais pobres. Deviam dá-los a conhecer, dar-lhes as capas das melhores revistas, o melhor papel, os melhores fotógrafos, o melhor espaço na comunicação social. Essa gente merece. A luta que diariamente travam pela sobrevivência vale mais do que o conforto de qualquer gabinete. E podia ser que dessa forma aparecessem uns quantos "Amorins" para os irem tirando da pobreza.

Uma sociedade que se alheia da pobreza que medra no seu meio está condenada a desaparecer. E temo que o que se siga não seja melhor, porque o problema não se resolve com bancos alimentares. As pessoas ainda sentem. Felizmente.

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As canções do século (1428)

por Pedro Correia, em 28.11.13

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O farol que os guia

por Rui Rocha, em 27.11.13

Contudo, no sábado passado, pela primeira vez, o Presidente foi aplaudido. Porquê? Certamente porque percebeu - e sentiu - o que ocorreu na Aula Magna e resolveu dizer que vai mandar para o Tribunal Constitucional o regime de convergência de pensões. 

Mário Soares em 26 de Novembro de 2013

 

O Papa disse que isto vai resultar em violência dois dias depois de eu dizer.

Mário Soares em 27 de Novembro de 2013

 

Pela minha parte, esmagado pela capacidade que Soares tem de influenciar o curso da história e a história dos discursos, aguardo com ansiedade que possa dedicar alguns minutos do seu tempo a dizer umas palavras  sobre a imperiosa necessidade de uma vitória do Sporting no campeonato.

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Fotografias tiradas por aí (180)

por José António Abreu, em 27.11.13

Vale de Maceira (Serra do Açor, entre Oliveira do Hospital e Arganil), 2003.

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a vidinha

por Patrícia Reis, em 27.11.13

Todos sabemos que isto está mau. Até os miúdos mais pequenos sabem que isto está mau. Pior fica quando ouvimos barbariedades.

Eu ouvi: "a cultura não interessa para a promoção do país, o que importa são as empresas, promover as empresas lá fora e, já agora, não me fale de escritores." Posto isto, fiquei calada, como é bom de ver.

Temos as fronteiras mais antigas da Europa. Temos escritores e escritoras maravilhosos, poetas e poetisas. Como temos músicos, actores, etc e tal. E temos empresas e um mercado que está como está. A identidade nacional é feita pela cultura, nos vários âmbitos, ou estou enganada?

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Soares

por Teresa Ribeiro, em 27.11.13

Não há democracia séria sem preocupação social - Mário Soares (citado na biografia de Joaquim Vieira "Mário Soares - Uma vida")

 Pode ter exagerado na Aula Magna, mas nisto ele tem toda a razão.

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Insegurança social - VI

por Teresa Ribeiro, em 27.11.13

Há trabalhadores independentes que para fugir à mão pesada da Segurança Social passam a vida a abrir e a fechar actividade. Uns porque têm rendimentos irregulares, outros porque apesar de exercerem actividade regular ou mesmo contínua, recebem quando o rei faz anos. Nestas andanças pode haver desnorte, como foi o caso de uma senhora que sem se aperceber manteve a actividade aberta apesar de ter estado sem trabalhar vários meses.

Enquanto esperava pela sua entrevista sentada ao meu lado confidenciou-me: "Não tenho esperança de reaver o dinheiro que eu sei que me hão-de cobrar". E eu perguntei-me se ela estava a ser realista ou se aquele conformismo não tinha razão de ser. Poderá a Segurança Social cobrar sobre rendimento zero só porque o trabalhador, por algum motivo, não deu baixa da sua actividade?

A sua entrevista decorreu muito antes da minha, de modo que quando já estava de saída pude perguntar-lhe: "Então?" Respondeu-me: "Entreguei um pedido de reavaliação da minha dívida mas a funcionária que me atendeu não me deu esperança. Eu não lhe dizia?"

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Leituras

por Pedro Correia, em 27.11.13

 

«La gran tragedia de los seres humanos es haber venido al mundo llenos de ansias de vivir y estar condenados a una existencia efímera. Las vidas son siempre mucho más pequeñas que nuestros sueños; incluso la vida del hombre o la mujer más grandes es infinitamente más estrecha que sus deseos. (...) Necesitamos vivirnos a lo ancho en otras existencias, para compensar la finitud. Y no hay vida virtual más poderosa ni más hipnotizante que la que nos ofrece la literatura

Rosa Montero, El Amor de Mi Vida, p. 14

Ed. Alfaguara, Madrid, 2011

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Aonde é que pára a polícia? Parte 2 1/2.

por Luís Menezes Leitão, em 27.11.13

 

aqui tinha escrito que o assalto às escadarias do parlamento era a ultrapassagem de uma linha, cujo alcance só os próximos capítulos revelariam. Depois disso Miguel Macedo fez uma patética cerimónia de tomada de posse de um novo comandante da PSP, curiosamente o mesmo que não foi capaz de impedir o derrube das barreiras na escadaria do parlamento. Nessa cerimónia proclamou urbi et orbi que "a invasão da escadaria faz parte da história" e que "não pode nem vai repetir-se". E de facto, em vez da escadaria, ontem foram invadidos quatro ministérios, tendo inclusivamente alguns governantes aproveitado para agendar audiências com os manifestantes, numa curiosa demonstração de Governo aberto. Quanto à PSP e ao SIS dizem que foram apanhados de surpresa. Há muito que acho que este Governo, com os dias de trabalho para a Nação e os confiscos que decreta, fez o país regressar ao PREC. Ontem tivemos um claro exemplo disto. Não me espantaria um destes dias ouvir também o actual Primeiro-Ministro neste registo.

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A violência só pode aumentar

por Fernando Sousa, em 27.11.13
"É impossível sossegar indefinidamente os cidadãos”, disse esta manhã, em entrevista à Antena 1, o sociólogo Moisés Martins, director do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho. Sem uma mudança das políticas que são contestadas, a violência dos protestos deverá aumentar nos próximos tempos. O investigador argumenta que a classe política em geral – com a condescendência dos média – descolou do país real e dos cidadãos reais, ou seja, do sofrimento da população. Refere ainda que é difícil para os cidadãos terem voz, visto que o espaço público foi tomado de assalto pela classe política, com os profissionais da informação a desistirem de informar e formar os cidadãos cercando-se de analistas comprometidos com os partidos, pelos banqueiros e financeiros. O poder político, que feitas as contas ao pormenor representará uma minoria do eleitorado, espera dos cidadãos um desespero, um sofrimento, um protesto "cordato", isto é, que não incomode. A raíz do problema é o sistema político e económico em que vivemos. E não atacando a raíz do problema, a violência só pode aumentar. Uma entrevista a ouvir aqui

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 27.11.13

 

A Vida Inútil de José Homem, de Madalena Ferraz

Romance

Prémio Literário Revelação Agustina Bessa-Luís 2012

(edição Gradiva, 2013)

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As canções do século (1427)

por Pedro Correia, em 27.11.13

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Ligação directa

por Pedro Correia, em 27.11.13

À Retórica Bugalhónica.

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A riqueza das mulheres

por Helena Sacadura Cabral, em 26.11.13

De acordo com uma investigação desenvolvida pela revista ‘Spears' e pela empresa WealthInsight - cujo objectivo principal era analisar a igualdade entre géneros, relativamente à riqueza pessoal - 23% das pessoas mais ricas no nosso país são do sexo feminino.

Para Josh Spero, editor da citada revista, no topo da lista estão os países asiáticos. Esta conclusão é igualmente partilhada por Oliver Williams, da WealthInsight.

Para além de Portugal, nos primeiros dez lugares surgem as Filipinas, o Peru, Hong Kong, a Turquia, Israel, Singapura, a Tailândia, Espanha e Itália.

Ao invés, entre os países com menos mulheres milionárias, contam-se a Holanda, Rússia, México, Arábia Saudita e Japão.

A ser verdadeira a informação, ela não me surpreende. E reflecte a tendência de que na gestão da riqueza o género contará cada vez menos. 

 

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Tina Turner faz 74 anos hoje

por Patrícia Reis, em 26.11.13

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Mau Maria

por Teresa Ribeiro, em 26.11.13

Não é por acaso que o culto mariano tem um papel fulcral na liturgia católica. A tolerante Virgem Maria toda ela doçura e perdão sempre me pareceu a intermediária ideal numa religião que caminhou na História ao lado do poder temporal. Jesus, ao invés, é incómodo. Não por acaso há quem lhe chame, por provocação, "o primeiro comunista da História". Francisco, que os sectores mais conservadores da Igreja acusam de populismo, pauperismo e demagogia tem fundamentado os seus discursos reformistas na mensagem de Cristo que consta dos evangelhos. Mas para algumas criaturas de Deus invocar a cada passo a fonte doutrinária de uma religião que tem raiz revolucionária é inquietante. Da mensagem essencial habituaram-se a apreciar a música, não necessariamente a letra, pois que esta, na sua génese como agora, se destina a pôr em causa o status quo.

Estes estetas de alma conservadora, capazes de matar pelo direito à vida, odeiam quando o discurso papal resvala para a qualidade de vida.

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Descubra as diferenças.

por Luís Menezes Leitão, em 26.11.13

José Sócrates, Março de 2011:

"Portugal não precisa de ajuda externa".

 

Carlos Moedas, Novembro de 2013:

"Portugal não precisa de novo resgate".

 

A seguir adivinhem o que aí vem...

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Soares e o bulliyng preventivo

por Rui Rocha, em 26.11.13

Agora que já passaram uns dias sobre as declarações de Mário Soares na Aula Magna talvez já seja possível discutir isto com alguma serenidade. Vejamos. Ou o intitulado pai da democracia sabe o que diz, ou nem por isso. Confesso que não tendo encontrado grande lucidez nas posições que foi assumindo desde que me interesso pelo debate político (a partir do início dos anos noventa, portanto), sou levado a considerar como pouco provável que tenha adquirido por estes dias uma renovada clarividência. Todavia, devo admitir que num país em que o primeiro-ministro é Passos Coelho e o líder da oposição é TóZé Seguro devemos estar preparados para todo o tipo de fenómenos. O certo é que devemos ser coerentes. Os que consideram que Mário Soares está mais lúcido do que nunca, devem também assumir integralmente o teor das suas afirmações. Com esse pressuposto, estas não podem ter duas interpretações. Desde logo, Mário Soares legitimou a utilização de violência. Aconselhar alguém a demitir-se para evitar uma eventual agressão sem condenar o comportamento agressivo não pode ter outro entendimento. Note-se que o conselho não é dirigido a potenciais agressores no sentido de não adoptarem uma conduta violenta, mas ao eventual agredido recomendando-lhe que adapte o seu comportamento face a uma eventual agressão. Mais do que isso, é óbvio que as palavras de Mário Soares incitam à violência. A antecipação de um evento violento como possível e legítimo por alguém como Mário Soares, nos termos descritos, certifica-o como desejável para um certo tipo de públicos. O ponto é assim o de considerar Mário Soares inimputável ou não. Se é responsável pelo que diz, as suas palavras podem ser objecto de repúdio ou de adesão e o acto fica, nesse caso, com que o pratica. Todavia, e curiosamente, foram sobretudo alvo de branqueamento: que não, que Mário Soares apenas pretendeu avisar os destinatários da mensagem (que amiguinho que está, não é verdade...). Ora isto é que é francamente inaceitável. Os defensores da tese do aviso colocam Mário Soares na posição do pai que pratica bullying preventivo em casa para preparar o filho para as agruras dos comportamentos agressivos dos colegas de escola. Convenhamos que isto, como conceito, é razoavelmente ridículo.

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Insegurança social - V

por Teresa Ribeiro, em 26.11.13

Há casos que ecoam pela sala enquanto se espera por vez, como o daquela mulher que desesperada vociferou: "De 800 euros que recebi no ano passado a Segurança Social tirou-me mais de 400 e você diz-me que isto pode acontecer?!"

Fiz contas por alto. Distribuídos pelos 12 meses do ano não chega a 80 euros por mês. Se aquela era a única fonte de rendimento não dava para viver. Como se tivesse adivinhado os meus pensamentos, a mulher acrescentou: "Não dá para sobreviver. Só me aguento porque tenho marido".

Perguntei-me se isto é legal. Se é possível não em teoria - porque em teoria não pode ser - mas na prática, derivado de alguma depravação do sistema tributário. A avaliar pelo que me ia chegando do discurso da funcionária que a atendeu sim, é possível.

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Como numa prisão de Piranesi ao som de Bach

por Patrícia Reis, em 26.11.13

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 26.11.13

 

 

Ara, de Ana Luísa Amaral

Romance

(edição Porto Editora, 2013)

"Por decisão da Autora, o presente livro não segue o novo Acordo Ortográfico"

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As canções do século (1426)

por Pedro Correia, em 26.11.13

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Ligação directa

por Pedro Correia, em 26.11.13

A Um Reino Maravilhoso.

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Ler

por Pedro Correia, em 25.11.13

Os donos do regime. Do Paulo Gorjão, na Bloguítica.

Show must go on. Do Mr. Brown, n' Os Comediantes.

Adversativos. De Francisco Seixas da Costa, no Duas ou Três Coisas.

Sobre o aumento do salário mínimo. De Luís Aguiar-Conraria, n' A Destreza das Dúvidas.

O euro e as tarefas da democratização. De Miguel Serras Pereira, no Vias de Facto.

A vingança. Do João Gonçalves, no Portugal dos Pequeninos.

Partidos à medida. De Vital Moreira, na Causa Nossa.

Causas de esquerda. De Mário Amorim Lopes, n' O Insurgente.

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