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A utopia de Romney

por José Gomes André, em 31.08.12

Embora extraordinária no aspecto mediático e formal, a Convenção Nacional Republicana deixou-me algo perplexo quanto à substância das propostas da dupla Romney/Ryan nos EUA. Em síntese, os Republicanos propõem reduzir o desemprego, criar 12 milhões de postos de trabalho, revitalizar o crescimento económico, estimular as pequenas e médias empresas, diminuir os impostos aos mais ricos, criar um novo paradigma energético que não dependa da importação de petróleo (limitando contudo a indústria carbonífera e rejeitando igualmente as "energias verdes"), fortalecer o aparato militar (com maior apoio a Israel e um desafio explícito à Rússia de Putin), endurecer globalmente a política externa e reafirmar o poder americano no mundo.

 

Propõem fazer tudo isto sem criar novos impostos às classes médias, nem limitar os gastos militares (em Defesa e Segurança), reduzindo o défice orçamental e diminuindo a dívida pública (nomeadamente a contraída face à China), no meio da maior crise mundial económica e financeira dos últimos 80 anos. Espantoso. Obama foi (justamente) criticado por prometer este mundo e o outro. Mas o que são as propostas de Romney/Ryan senão um programa de intenções absolutamente utópico, tão irresponsável quanto irrealizável?

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Frases de filmes (42)

por Pedro Correia, em 31.08.12

 

"Adoro o cheiro do napalm ao amanhecer."

Coronel Kilgore/Robert Duvall

em Apocalypse Now, de Francis Ford Coppola (1979)

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Romance de parede

por Pedro Correia, em 31.08.12

 Lisboa, Rua Marquesa de Alorna

 

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Bate, bate coração

por Teresa Ribeiro, em 31.08.12

Charlotte Rampling, aliás, Elizabeth Hunter, vai morrer, mas de barriga cheia. Só a saciedade lhe poderia estampar no rosto aquela mistura de serenidade e malícia que apesar da avançada idade ainda revela uma mulher atraente. Será possível amar a vida e os outros com a mesma intensidade? Esta é a questão de fundo do filme, que Charlotte se coloca. E como no leito de morte não vale a pena iludir a verdade, ela admite que não amou ninguém o suficiente. Ao constatá-lo sorri, auto-complacente, sem sombra de culpa.

Os filhos, Basil (Geoffrey Rush) e Dorothy (Judy Davis), que vivem noutro continente, vêm visitá-la. Ele é um actor decadente, ela divorciou-se de um aristocrata e vive de parca renda. Mal sucedidos e ressentidos com aquela ânsia de viver materna que sempre se sobrepôs ao amor que lhes era devido, ambos vêm para vê-la, enfim, morrer.

Baseado no romance "The Eye of the Storm", de Patrick White, "O Coração da Tempestade", do australiano Fred Schepisi, bate ao compasso desta mãe sexuada e hedonista: "Tudo o que levamos desta vida são os momentos inesquecíveis que vivemos. O resto são intervalos maçadores" (cito de cor), foi o seu lema de vida. Haverá filhos que perdoem numa mãe tanta volúpia e ausência de culpa?

Como todas as famílias infelizes, esta tem as suas especificidades, mas a contabilidade do deve e haver é um padrão comum a  todas. Ressentimento, ciúme, inveja, tudo o que dá sustento aos amores ínvios das famílias disfuncionais se expõe neste filme com esmero, no ambiente requintado da classe média alta. A elegância, de resto, é o pivot desta película de Schepisi. Nos décors, nos exteriores, filmados algures na costa australiana, nos sentimentos vis que se reprimem a elegância pontua, envolvente, sobretudo quando se passeia por Charlotte, pelos magníficos olhos que ganharam um dia direito ao epíteto The Look. 

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O Coração da Tempestade (The Eye of the Storm), realz: Fred Schepisi, intérpt: Charlotte Rampling, Geoffrey Rush e Judy Davis

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Charmer(s)

por José António Abreu, em 31.08.12

Oh, come oooooooooon! Aimee Mann e Laura Linney no mesmo vídeo?!
 

(O novo álbum de Amy – não é erro; vejam o vídeo – sai no próximo dia 17.)

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«Continuar a escrever poemas líricos depois de Auschwitz é um acto de barbárie.»

Theodor Adorno (1903-1969)

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Matemática ou a falta dela

por Leonor Barros, em 31.08.12

"Ministério promete quadro a 8000 professores" hoje na capa do Diário de Notícias. Por outro lado e "de acordo com o ministério, o número de professores efectivos que integram o concurso de mobilidade interna, no ano lectivo de 2012/2013, é de 5733",  diz-se no Público.

Se bem entendi, existem neste momento mais de cinco mil professores do quadro sem lugar, e já nem falo dos contratados, e o Ministério da Educação, que engendrou legislação, mexeu airosamente na estrutura curricular com pompa e circunstância, aumentou o número de alunos por turma e os horários dos professores e remeteu esses quase cinco mil para a antecâmara do desemprego, quer que oito mil passem a integrar os quadros. Tudo isto numa altura em que Vítor Gaspar se prepara para cortar na Educação. Gostava de saber quem andam a tentar enganar. Já que o Crato é das Ciências Exactas, exactas e precisas na forma como desbaratinando a Educação neste país, podia pelo menos apresentar algo minimamente credível  ou será pedir muito?


Também aqui.

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Sabes quem sou?

por Rui Rocha, em 31.08.12
(a imagem de ontem era de Leonardo DiCaprio)

 

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Belles toujours

por Pedro Correia, em 31.08.12

Martha Freud

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Fatalismos históricos

por José Navarro de Andrade, em 31.08.12

O sr. Manuel Loff é materialista dialético e também historiador, uma união com reputação de infalível, pelo menos desde 1871. Couraçado no sentido objectivamente desvendado da História, do qual tem a chave, o sr. Manuel Loff desmascarou o sr. Rui Ramos, historiador "neo-liberal" (se o sr. Manuel Loff diz que é, então é) mais as suas artimanhas no sentido de reabilitar o defunto e horripilante (digo eu que não sou nem materialista-dialético, nem neo-liberal, nem historiador - presumo) Sr. Salazar, Oliveira, de Sta. Comba Dão. Isto sucedeu nuns artigos do "Público" inacessíveis online (se alguém quiser dar uma ajudinha...)

Só que o sr. Rui Ramos não esteve pelos ajustes e, com a insolência dos vencidos da História, ousa defender-se aqui.

À liça acorreu também  sr. António Araújo, fautor do blog Malomil. Parece que o sr. Loff em tempos trocou e pôs ao contrário umas palavras de um texto dele, mudando-lhe de todo o sentido. Foi há tempo tempo, queixa-se o sr. Loff - historiador, recorde-se. E além disso - digo eu - um dialético, para mais materialista, tem todo o direito  de fazer da tese, antítese e vice-versa, se lhe apetecer, porque a síntese da História, essa já se sabe qual é.

Está armado o arraial. E embora eu não tenha jeito nenhum para prever futuros inevitáveis, embora temporaramente reversíveis, ia jurar que ainda vai haver quem diga que isto é uma conspiração.

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As canções do século (974)

por Pedro Correia, em 31.08.12

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Ligação directa

por Pedro Correia, em 31.08.12

A Bomboca Mais Doce.

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RTP (2)

por José António Abreu, em 30.08.12

1. Ajudada pela restante comunicação social, pouco interessada no aumento da concorrência, e pelo Partido Socialista (já lá vamos), a RTP tem-se esforçado por passar a ideia de que dá lucro. Não dá. A RTP, cuja situação financeira na última década melhorou muito mais à custa de transferências obscenas de dinheiro público do que por mérito próprio (ainda que algum seja de admitir), exige anual e directamente (isto é, sem as transferências do orçamento do Estado) 140 milhões de euros aos contribuintes. Uma empresa que necessita de injecções anuais de dinheiro dos accionistas não dá lucro. Aliás, seguindo esta lógica, seria sempre possível fazer com que a RTP desse lucro: bastaria ir ajustando a taxa do audiovisual na proporção adequada.

 

2. Politicamente, a actuação do governo tem sido desastrosa: hesitante, incoerente, fazendo avançar quem se devia manter em silêncio e recuar quem devia dar a cara; já a actuação do PS tem sido simplesmente vergonhosa: sabemos que as promessas são baratas e que o povo costuma apreciá-las, mas contestar soluções como se os problemas não existissem é a táctica mais básica que um partido pode utilizar. A parte positiva é nem valer a pena perder muito tempo com as intenções de Seguro e companheiros: tão cedo não haverá dinheiro para repor o que quer que seja.

 

3. A RTP é um luxo demasiado caro para um país falido, mesmo no cenário cor-de-rosa (perdão: cor-de-laranja) de «só» lhe custar 140 milhões de euros por ano. Mas, ainda que os portugueses aceitassem continuar a pagá-los para receber parte daquilo que a RTP hoje lhes fornece (e apenas parte, visto o cenário do «equilíbrio» pressupor apenas um canal), o risco de derrapagens futuras, que, seja qual for o modelo escolhido (de concessão a privados ou de empresa pública), o contribuinte acabaria pagando, é demasiado real. Também por isso se torna crucial diminuir o nível de custos.

 

4. A Constituição Portuguesa, esse texto pejado de incongruências que, nas actuais circunstâncias, o PS, necessitado de parecer um partido de esquerda, nunca aceitará rever, obriga a que exista um serviço público televisivo. Fica assim estabelecido um custo para os contribuintes. Resta saber o que é isso de «serviço público», para depois se poder avaliar quanto dinheiro é preciso. Constituirá a informação serviço público quando ela está disponível noutros canais e é cada vez mais obtida por outros meios? E as novelas? Os concursos? Os programas humorísticos? As transmissões de jogos de futebol (e de tudo o que os antecede e das intermináveis análises que se lhes seguem)? Programas de música como o Top Mais? E, permitam-me uma pergunta de algibeira, que canal associariam mais depressa a documentários de qualidade, a RTP1 ou a SIC? No fundo, da programação actual da RTP1, o que não se obtém noutros canais de sinal aberto? O Prós e Contras? OK, salvemos a Fatinha. Constatada esta realidade, torna-se muito mais fácil chegar aos únicos modelos simultaneamente lógicos e que permitem poupar dinheiro aos contribuintes.

 

5. Com esse ou outro nome, a RTP2 permanece um canal público, dedicando-se essencialmente a conteúdos alternativos: filmes antigos e/ou pouco comerciais, teatro (por que desapareceu dos ecrãs?), música, documentários, debates, magazines de divulgação cultural, desporto amador, etc. Talvez um par de espaços informativos por dia mas com imagens que poderiam muito bem ser fornecidas pelos operadores privados (por acordo entre estes, concurso público, whatever). Custando actualmente a RTP2 cerca de 40 milhões de euros, não há razões para o novo canal custar muito mais (até porque, não concorrendo verdadeiramente com os privados, deveria estar livre para recolher algumas receitas publicitárias). Mas, considerando ainda outros custos (por exemplo, a questão da manutenção do arquivo da RTP), admitamos como razoável um orçamento de 60 a 70 milhões de euros. Este valor permitiria não só evitar transferências do orçamento de Estado como reduzir para metade a taxa do audiovisual, o que, para um governo que começou por alardear convicções liberais, devia constituir um incentivo (antes) e um motivo de orgulho (depois).

 

6. Resta a questão da RTP1, para a qual há duas soluções: privatização ou fecho. Pessoalmente, gostaria de ver o mercado funcionar; se o Estado conseguisse uma oferta razoável, excelente (não estamos em tempo de desperdiçar dinheiro). Mas, claro, isso exigiria aceitar a hipótese de um canal televisivo de acesso geral vir a ser controlado por estrangeiros (sejamos directos: por angolanos) e de o mercado publicitário não chegar para todos os players (é assim que se diz, não é?). Como, por cá, preferimos «almofadar» as decisões e não chatear empresários instalados, talvez a melhor opção seja partir desde já para o encerramento. Necessitando o novo canal público de muito menos gente, de muito menos equipamento e de instalações muito mais modestas (boa parte dos conteúdos deveria ser contratada a empresas externas, de modo a permitir ajustar mais facilmente os gastos ao orçamento disponível), as indemnizações aos funcionários da RTP seriam compensadas pela venda do edifício e do equipamento da RTP.

 

 7. Nah, por agora chega.

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O país circular

por Teresa Ribeiro, em 30.08.12

Porque permitem os media que ex-governantes ascendam à condição de senadores mal saem da política activa? Que sentido tem este jogo do faz de conta, em que gente que recentemente teve responsabilidades ao mais alto nível reclama sem pudor as reformas estruturais que "há muito deviam ter sido feitas" e jornalistas reverentes os deixam perorar sem ousar uma pergunta que os confronte?

Estou farta de levar com estas pescadinhas de rabo na boca todos os dias ao jantar, sempre que assisto aos telejornais. Enquanto for cómodo para qualquer "senador" a cheirar a tinta fresca ir à televisão falar de cátedra sobre o que está mal neste país, não será justo acusar os portugueses de maledicência, cinismo e falta de fé.

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«O mundo nunca foi redimido pelo ódio.»

Hermann Broch (1886-1951)

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Sabes quem sou?

por Rui Rocha, em 30.08.12

(a imagem de ontem era de David Bowie)

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As canções do século (973)

por Pedro Correia, em 30.08.12

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28 de Agosto de 1915- 29 de Agosto de 1982

por Patrícia Reis, em 29.08.12

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Fotografias tiradas por aí (68)

por José António Abreu, em 29.08.12

Rio de Onor, 2005.

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Baixa política

por Teresa Ribeiro, em 29.08.12

O argumento de que a RTP era um sorvedouro de dinheiro, que sugava aos contribuintes 1 milhão por dia, sensibilizou-me. De resto, há muito que me interrogava sobre o interesse de manter dois canais, sobretudo em manter um canal com características indistintas dos outros canais generalistas, com o dinheiro do Estado. Agora, do nada, caem do céu números que nos apresentam outra realidade e que - pasme-se - são grosso modo corroborados pelo governo.

Sabendo-se que a privatização de mais um canal vai rebentar com o mercado publicitário, base de sustentação dos media e que essa crise vai ter um efeito dominó, afectando não só as televisões como todos os outros órgãos de informação,  porque raio não se fecha pura e simplesmente um dos canais? Se afinal o "sorvedouro" até já pode dar lucro, chamem as coisas pelos nomes e não afirmem que é por razões financeiras que querem descartar o canal público de televisão. Não vou sequer discutir aqui a importância de manter o serviço público. Propositadamente limitei-me às razões financeiras, as que sempre têm sido invocadas para defender a necessidade de despachar a RTP.

Mas se dúvidas houvesse, percebe-se agora que esta decisão é política e de forte base ideológica. E se é política e lesiva para um sector estratégico como o da Comunicação Social, então é muito grave o que se está a preparar.

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Economia doméstica

por Teresa Ribeiro, em 29.08.12

Não reforçaram o investimento, apostaram em acções que não lhes trouxeram qualquer mais valia e acabaram a delapidar aos poucos todo o património acumulado. Se pudessem, separavam-se, mas a crise não lhes permite equilibrar as contas.

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«Só temos direito a odiar o que é eterno.»

Giuseppe Tomasi di Lampedusa (1896-1957)

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Sabes quem sou?

por Rui Rocha, em 29.08.12

(a imagem de ontem era de Demi Moore)

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Que inveja deste Sporting!...

por António Manuel Venda, em 29.08.12

 

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Blergh

por Leonor Barros, em 29.08.12

"Aquilo que nos une a todos é a língua e a língua é o petróleo desta relação, é o que nos dá força, é o combustível desta relação e nós temos de continuar nesse caminho”.

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As canções do século (972)

por Pedro Correia, em 29.08.12

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o regresso

por Patrícia Reis, em 28.08.12

Somewhere over the rainbow, já se sabe, estará uma caixa com um tesouro, um duende para nos reconfortar.

Esta canção é para o Manuel António Pina.

 

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Quem arrisca uma legenda? (12)

por Ana Vidal, em 28.08.12


Legenda vencedora da semana passada: "Então? Sais a bem ou sais a mal?" (Luís Sousa)

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Convenção Nacional Republicana

por José Gomes André, em 28.08.12

Começa hoje a Convenção Nacional Republicana, que oficializará a escolha de Mitt Romney e Paul Ryan como candidatos à Casa Branca. Encontro de debate político e grande mediatismo, as Convenções partidárias marcam o início "a sério" das campanhas presidenciais americanas. O meu amigo Nuno Gouveia está na Florida, em reportagem especial para o 31 da Armada e o Era uma vez na América. Em jeito de prognóstico, deixo a minha leitura sobre as "forças" e "fraquezas" do evento:


Forças

- o "timing" não podia ser melhor: os dados da economia e desemprego são desanimadores para os Democratas; as sondagens mostram uma subida de Romney; e a nomeação de Paul Ryan animou a base conservadora. A Convenção pode ser a cereja no topo do bolo numa campanha em crescendo.

- foi uma boa ideia focar a Convenção nos temas económicos e fiscais, a principal preocupação dos americanos e o campo onde os Republicanos mais podem capitalizar com as fragilidades da Administração Obama.

- apesar das renitências iniciais do "establishment" em relação a Romney, a "máquina Republicana" conseguiu reunir as maiores figuras do Partido na Convenção, que terá como oradores Condoleezza Rice, John McCain, Marco Rubio, Rand Paul, Mike Huckabee, Jeb Bush, Christ Christie e Tim Pawlenty, entre outros. 

 

Fraquezas

- um azar chamado "Isaac": não é uma novidade, mas a coincidência entre a chegada do furacão ao Sudeste dos EUA e a realização da Convenção Republicana traz problemas organizacionais e também riscos mediáticos, uma vez que a "mensagem política" poderá ser parcialmente abafada pelas notícias sobre o furacão.

- a Convenção serve também para definir a "plataforma ideológica" do Partido, e neste caso os Republicanos vivem uma autêntica crise de identidade, presos entre facções que pouco têm em comum: libertários, "conservadores sociais", apoiantes do "Tea Party", neoconservadores, "conservadores fiscais" e elites financeiras. Não vai ser fácil transformar esta manta de retalhos num partido coeso.

- apesar do esforço para combater a imagem de partido "WASP" (white anglo-saxon protestant), os Republicanos continuam a prestar pouca atenção aos grupos minoritários; se exceptuarmos Condoleezza Rice e os casos peculiares de Rubio (um latino da linha dura) e Fortuño (Governador...de Porto Rico), não há praticamente na Convenção representantes significativos de grupos sócio-políticos cruciais, como negros, hispânicos e mulheres.

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Todos os políticos têm sorte

por Leonor Barros, em 28.08.12

Os nossos políticos têm muita sorte. Somos tão mansos que aturamos tudo. Enquanto o povo é esmifrado até ao tutano por impostos, taxas, cortes, há quem ainda veja o seu rendimento aumentado. Poupem-nos a balelas inúteis sobre a culpa e o termos de pagar agora e façam-nos um favor: sigam o conselho que nos deram e emigrem. Este país está irrespirável e não é por causa dos portugueses.

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Cunha escondida com a Vera de fora

por Teresa Ribeiro, em 28.08.12

coisas que não mudam.

 

Adenda: diz que afinal não foi cunha, foi estímulo.

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Estás com medo? Ou estás com medo?

por André Couto, em 28.08.12

Afinado coro, o das últimas horas, a pedir a demissão da Conselho de Administração da RTP, por este ter opinado contra a concessão da empresa a privados. Surgiram-me, entretanto, uma dúvida e uma certeza. A dúvida é a de não perceber se o anúncio do Mr. Goldman Sachs é, afinal, uma medida oficial, debatida e aprovada em Conselho de Ministros. Opinar sobre cenários durante um debate não me parece motivo de demissão, a menos que se lide mal com a liberdade de opinião. A certeza foi ter percebido o medo que está por trás das sugestões de demissão: gestores públicos, sérios e honestos, que fazem empresas públicas entregarem lucro ao Estado e não aos privados com os quais pouco tem a ver? "Eh lá! É melhor correr com eles não vão as pessoas perceber que a gestão pública, se séria e honesta, como se supõe, reverte o lucro a favor do Estado e não dos interesses da malta...".

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«Tudo é interessante quando se viaja, até aquilo que o não é.»

Jules Verne (1828-1905)

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Sabes quem sou?

por Rui Rocha, em 28.08.12

(a imagem de ontem era de Tom Cruise)

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As canções do século (971)

por Pedro Correia, em 28.08.12

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O jornalismo-alforreca

por João Campos, em 27.08.12

 

A propósito de recentes incidentes em praias na costa portuguesa, alguém pode mandar para as redacções uma nota a explicar que a caravela portuguesa não é uma alforreca?

 

Eu sei que hoje em dia há pouco tempo para investigar os assuntos sobre os quais se escreve, e que é muito mais fácil pegar nos textos (frequentemente mal escritos) da Lusa, mas neste caso bastam dois minutos no Google - não é preciso ir ao terreno ver esta criatura, que, muito curiosamente, é designada em todo o mundo por "Caravela Portuguesa" (ou Portuguese Man O'War). O rigor no jornalismo científico português partiu para parte incerta, o que é uma pena.

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Deixou-nos a pele

por António Manuel Venda, em 27.08.12

 

Este fim-de-semana, por aqui.

 

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Para pensar...

por Helena Sacadura Cabral, em 27.08.12

Aqui está uma matéria para pensar enquanto aguardamos por notícias da silly season que entre nós parece continuar...

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«Não existe a liberdade, mas a busca pela liberdade, e essa busca é que nos torna livres.»

Carlos Fuentes (1928-2012)

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Igualdade de oportunidades. Até para as Bestas.

por André Couto, em 27.08.12

 

Paul Ryan, a escolha de Mitt Romney para candidato a vice-presidente dos Estados Unidos, é um ideólogo como muitos em Portugal. É contra a Segurança Social nas suas várias vertentes, como saúde, educação e apoios sociais, querendo assumidamente terminar com ela. O curioso é que Ryan, quando mais novo e perante a morte do seu pai, foi salvo pela Segurança Social que hoje quer destruir. Doutra forma, sem apoio do Estado, não teria tido a possibilidade de estudar e hoje ser candidato a tamanha responsabilidade.

É por isto que defendo o Estado Social com unhas e dentes, porque garante igualdade de oportunidades ao longo da vida. Até a bestas ingratas, como é o caso.

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Sabes quem sou?

por Rui Rocha, em 27.08.12

(a imagem de ontem era de Nicole Kidman)

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Dos cães e dos homens

por José Gomes André, em 27.08.12

Por estes dias multiplicam-se notícias de pessoas atacadas violentamente por cães. O tema é polémico. Quem invoca o problema é prontamente criticado por insensibilidade ("coitadinhos dos cães") e aversão primária a animais ("tu não gostas de animais, não percebes!"), ou então bombardeado pelos habituais clichés (do tipo "não há cães perigosos, só donos perigosos"). É o politicamente correcto no seu melhor, a impedir um debate sem "cortinas de fumo", e cuja expressão máxima ocorre diariamente no espaço público: apesar dos enquadramentos legais (que obrigam ao uso de trela e de açaime em determinados casos), milhares de pessoas continuam a passear os seus cães na rua sem trela, sem controlo, sem cuidado - ou seja, autenticamente à margem da lei.

 

Por mais que custe aos "amigos dos animais", a verdade é que estes últimos podem iniciar acções violentas sem motivo aparente, tornando-os um perigo permanente para quem com eles se cruze. E uma vez que os animais não podem ser responsabilizados, são os seus donos os culpados por esta ameaça ao bem-estar público. Vejo aliás, com frequência, a satisfação quase mórbida com que muita gente passeia os seus cães sem trela, à espera de encontrar um olhar atemorizado ou um transeunte que pára a marcha ou muda de passeio com medo. Mas ai de quem se atreva a criticar a irresponsabilidade do dono (só explicável por uma qualquer insegurança freudiana): é de imediato adjectivado de medricas ou "insensível". E se por acaso o cão tem um ataque de raiva, ainda somos nós os culpados - "porque mostrámos medo". Afinal de contas, dizem, "ele nunca fez mal a ninguém"...

 

Considero esta forma de intimidação absolutamente inaceitável. Pouco importa se mostrei medo ou não mostrei, se o cão costuma ser calmo ou não. O comportamento de um animal escapa a padrões seguros de racionalidade - e não lhe podendo imputar a responsabilidade de um acto nocivo, não lhe posso igualmente atribuir o direito de limitar a minha liberdade de movimento e acção. Entendam-me: reconheço o direito de qualquer pessoa ter animais, dentro dos quadros legais previstos. Mas essa pessoa não pode usar o seu animal para cercear o meu direito a andar tranquilamente na rua, sem temer que acabe no hospital desfigurado ou com uma perna desfeita por causa de um cão que não é da minha responsabilidade.

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As canções do século (970)

por Pedro Correia, em 27.08.12

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Como se a Lua estivesse de luto

por Pedro Correia, em 26.08.12

 

A infância desaparece-nos definitivamente quando vemos partir os nossos primeiros e mais remotos heróis. Eu cresci num mundo onde alguns me garantiam já não haver heróis. Nada mais disparatado: nunca duvidei que havia heróis e Neil Armstrong - o primeiro homem a pisar a Lua, naquele inesquecível mês de Julho de 1969 - sempre foi um deles. Num certo sentido, foi o herói - assim mesmo, com artigo definido. Não havia nenhum que se lhe equiparasse. Nem haverá. O que restava da minha infância eclipsou-se ontem, com a inesperada morte do astronauta norte-americano que liderou a missão da Apolo XI.

Sinto-me de luto. Era de noite quando me chegou a notícia: procurei a Lua no céu e não a encontrei. Como se ela estivesse de luto também.

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Blogue da semana

por Teresa Ribeiro, em 26.08.12

Há quem insista em confundir arte urbana com pichagens, como o Pedro comentou há dias. Arte urbana é, por exemplo, o que faz JR, um artista com forte espírito cívico que também por isso tem feito, a par das suas exposições, muitas intervenções sobre a liberdade de expressão artística e os seus limites. Se ainda não conhecem, passem por aqui.

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Frases de filmes (41)

por Pedro Correia, em 26.08.12

 

"Nunca abras uma porta sem teres fechado a anterior."

Grace Stewart/ Nicole Kidman

em Os Outros, de Alejandro Amenábar (2001)

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silly season TV

por José Navarro de Andrade, em 26.08.12

Jeff Wall, "A sudden gust of wind (after Hokusai)", 1993

 

A RTP1 é invendável por falta de comprador – repitam como um mantra: “não há mercado, não há mercado…”

A RTP1 só poderia tornar-se apetecível se for subsidiada pela taxa. Ideia genial: a taxa não sai dos cofres do Estado mas do bolso dos consumidores de eletricidade. Donde a “concessão de gestão” sugerida pelo sr. António Borges.

Mas uma RTP1 de operação privada e subsidiada seria um atentando – pode-se dizer criminoso? – contra as regras normais de um mercado normal. Com esta fórmula, um concorrente teria acesso à cabeça a uma fonte de receita vedada aos outros, graças a um mero dispositivo legal de circunstância.

Porque não haveriam os srs. Balsemão e Pais do Amaral ter também o direito a parte igual dessa taxa? Não são também eles afinal concessionários de uma frequência que é pertença do Estado? E a RTP1 continuaria com a restrição de 6 minutos por hora de publicidade em vez dos 12 minutos dos operadores privados, ou será uma questão de somenos para o fulminante, embora etéreo, espirito do sr. António Borges?

Agora que este problema está resolvido, proponho que o sr. António Borges nos diga que planos tem para a comercialização do bosão de Higgs – segundo creio ele também não percebe nada de física…

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O comentário da semana

por Pedro Correia, em 26.08.12

«O único belga muito, muito fixe que conheço chama-se Tintin e não me parece que se oponha a um bom piropo. Um rotundo piropo daqueles que vêm de muito lá do fundo, de um balde de pedreiro ou de um de fato Giorgio Armani: não há nenhuma mulher no mundo que não os aprecie. Roliços, reimosos, picantes, melosos ou a transbordar de malícia e sexo rápido no vão da escada. Um piropo depois de um dia de muita raiva, ramelas e uma troca de galhardetes com a colega competente de serviço é o melhor que nos pode acontecer: «És gira de pai e mãe!»; «Tens tudo no lugar»;«Não nos conhecemos de qualquer lado?», ou a melhor que já ouvi «As tuas não são de silicone» - apesar de uma míope copa B/C - são piropos que ajudam o dia de qualquer mulher, reconciliam-na com o espelho e, muito melhor que tudo isto, põem-lhe no rosto o brilho que deveríamos ter todos os dias, quanto mais não fosse para que no emprego nos perguntassem se nós somos como as hienas. Hi! Hi!
Não imagino a minha vida sem um bom (ou mesmo um mau) piropo. Também valem os dos filhos e o "Bom dia" mais conspícuo do senhor da portaria, nos dias em que o eye-liner não ficou às curvas. Mas isto digo eu que não sou belga.
Confesso que, às vezes, me apetece assobiar a umas belas cãs ou uma gravata bem escanhoada. Confesso que já pensei em muitos piropos que gostava de ter dito... Multar quem diz piropos?!
Não compreendo! E que fazer a quem está sempre de mau humor e tem a arrogância de pensar que o seu sofrimento é superior ao de todos os outros mortais?
(Se calhar passará a haver piropos normalizados...)»

 

Da nossa leitora Linda David. A propósito deste texto da Laura Ramos.

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E depois dizem que não querem ser tratados assim

por José Navarro de Andrade, em 26.08.12

Um das expressões mais bizarras do léxico português é o substantivo plural “políticos”, quase sempre acompanhado pelo artigo definido, pronunciado com inflexão e acinte – “os políticos”.

É uma estranha palavra porque indiferencia uma ampla e heterogénea colecção de objectos, abrangendo na mesma penada os deputados Ribeiro e Castro e Mariana Aiveca, que nada têm em comum, e é incapaz de distinguir entre o sr. Luís Montenegro, prestimoso líder da bancada do PSD, e o sr. Sérgio Azevedo, por exemplo, importante figura do PSD da freguesia do Sacramento (624 eleitores) e de resumidíssima intervenção parlamentar. Um substantivo que se aplica tanto a um Presidente de Junta de Freguesia como ao Presidente da República, deve faltar-lhe alguma qualidade.

E no entanto a expressão “os políticos” costuma fazer todo o sentido na linguagem comum. Porquê? Será porque as pessoas são grosseiras, incultas e pouco dextras com a língua? Ou será porque há qualquer coisa muito nítida que atravessa todos “os políticos” que permite reduzi-los à indiferenciação?

Por exemplo: no dia 29 de Junho a Assembleia da República (AR) votou por unanimidade a transmissão do Canal Parlamento na TDT. Disto pode-se retirar uma importante conclusão: a AR, na abstracção jurídica representante da nação, na prática representa tão somente os interesses corporativos dos seus ocupantes – precisamente “os políticos”.

Tal como os rios, a atmosfera, ou a orla marítima, as frequências televisivas e radiofónicas são considerados bens comuns, pelo que se diz que devem estar sob a alçada do Estado. Este só as cede à prática de terceiros, mediante minuciosa e cuidadosa legislação, concurso público e caderno de encargos. Ora, quando a AR toma a TDT como propriedade sua e não do Estado e delibera o usufruto próprio de uma frequência de TDT, fora das condições que impõe ao resto da sociedade, ela está a ser autocrática, conveniente e irresponsável. Havendo unanimidade nesta votação, só demonstra que os deputados, ou por ignorância ou por má-fé, agiram como uma corporação, ou seja, mesquinhamente em busca da satisfação dos seus interesses particulares.

Assim sendo, a expressão “os políticos” é estúpida, mas, talvez por isso mesmo, faz todo o sentido.

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