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Levantamento de peso em Pyongyang

por Pedro Correia, em 31.07.12

No 5 Dias, há quem suspire por medalhas olímpicas para a Coreia do Norte - esse paraíso da livre opinião, sem sombra de censura.

 

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Leituras

por Pedro Correia, em 31.07.12

 

"Os homens da beira do cais só têm uma estrada na sua vida: a estrada do mar. Por ela entram, que seu destino é esse. O mar é dono de todos eles. Do mar vem toda a alegria e toda a tristeza porque o mar é mistério que nem os marinheiros mais velhos entendem, que nem entendem aqueles antigos mestres de saveiro que não viajam mais, e, apenas, remendam velas e contam histórias. Quem já decifrou o mistério do mar? Do mar vem a música, vem o amor e vem a morte. E não é sobre o mar que a Lua é bela?"

Jorge Amado, Mar Morto.

Grapiúna, Rio de Janeiro, 2008 (original de 1936).

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infinitamente pessoal

por Patrícia Reis, em 31.07.12

O tempo de verão deveria ser uma pausa, programada ou não.

Quando se tem uma empresa - opção absurda e infinitamente pessoal - tudo muda.

Já não sei o que é parar.

Não sei o que é ter subsídio de férias ou de Natal há 15 anos.

Pago os impostos, pago o IVA de facturas que ainda não consegui receber, faço contas e refaço as contas até à exaustão e o mau gosto de tudo isto é o cansaço e a mente apavorada.

Sim, a idade faz diferença.

E ter filhos.

E outras coisas.

Não quero sair daqui, por isso é um exercício de masoquismo.

O atelier chama-se 004. Ninguém sabe, mas é assim.

A equipa é maravilhosa, o espaço pequeno e ali se exibe um saco de boxe para afogar as maiores mágoas.

Dizem que fazemos a Egoísta, é verdade, mas fazemos tanto mais que é impossível colocar aqui a lista e pouco serviria para me animar.

Este post não é para ninguém, é para mim, para ter pena de mim.

Para me sentir mal e colocar esse mau estar ao vivo.

Uma forma de arranjar soluções por saber que, daqui a duas horas, chegará o arrependimento e pensarei: que merda de post! Eu tenho tantas coisas boas e tantas por fazer.

Chama-se isto terapia. Acho eu.

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Prezidente,

Escrevo-le porque o Prezidente sabe ca se for preciso comer a relva para sermos campiões eu fácio. E até sou gajo pra deitar fora a pastilha. E ca não gosto de tratar de açuntos do forno interno do clube na praça da república. E o Prezidente sabe ca eu confio no Prezidente. Prexemplos, quando diziam ca o Prezidente só ia buscar muntos estranjeiros, eu sabia ca o Prezidente estava a tratar do processo de neutralização. Mesmo nos momentos mais defíceis, dei-le a dúvida Prezidente. E o Prezidente sabe caté alombei com o Emerso e tudos. E protegio quando queriam fazer-le o bode respiratório. Mas eu sou Jasus, não sou Deus, Prezidente. Eu estou cá para dezer aos rapazes que vaiam à bola coma ca fossem leõzes. Mas o Prezidente  é ca tem ca tratar das aquesissões. E o clube preciza de um lateral esquerdo coma de pão pá boca, Prezidente. O Malaguejo é munta pôquechinho pra encarararmos a época de frente. Sem um lateral esquerdo de raiz mundial qué cagente havemos de fazer, Prezidente? O clube está em prigo, Prezidente. Salvio, Prezidente. Salvio já, Prezidente.

Sou quem sabe, O Mister, Jorge Jasus

 

*publicado também aqui.

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Para para pensar!

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Que se lixem as eleições? Nada disso. No DELITO DE OPINIÃO, quem decide são os e-leitores. Agora que o elenco para um filme dos Sete Anões com actores nacionais está praticamente fechado, falta escolher a Branca de Neve. Ao longo da série já foram dadas algumas sugestões: José Sócrates, Passos Coelho, Cândida Almeida e Aguiar Branco. Mas a decisão é sua. Então, qual é a sua escolha?

 

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Ai a bardina!

por Rui Rocha, em 31.07.12

Enquanto os líderes políticos de certos países do sul da Europa suam as estopinhas para preparar o orçamento para 2013, estando em alguns casos impedidos, inclusivamente, de gozar férias no estrangeiro, Frau Merkel repousa numa estância do Tirol italiano. Depois venham contar-nos histórias sobre a  cigarra e a formiga.

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A Lua e os pequenos animais

por João Carvalho, em 31.07.12

«A China quer voltar à Lua em 2013». Como é possível voltar onde nunca se esteve? «A China vai tentar no próximo ano aterrar pela primeira vez uma sonda exploratória na Lua». Curiosamente, «a terceira tentativa lunar da China será lançada no segundo semestre de 2013, informou a agência Xinhua, que indica que o objectivo da expedição é a recolha de dados sobre a superfície da Lua.» Como se os dados sobre a superfície da Lua não fossem já conhecidos há mais de quatro décadas. Se não fosse a actual liquidez financeira de Pequim, acho que os EUA já teriam manifestado estranheza.

Três pontos da notícia prenderam a minha atenção de modo especial, o primeiro dos quais é que, em 2001, a China mandou para o espaço a nave Shenzhou-2 «com pequenos animais a bordo». Alguém se lembra se foram baratas, grilos, formigas ou outros ainda mais pequenos?

O segundo ponto é que o recente lançamento da Shenzhou-9 «ganhou destaque por incluir a primeira mulher astronauta». O eixo da Terra oscilou quando os chineses tremeram ao saber do caso. Como se sabe, os chineses dão um enorme valor ao papel das mulheres.

Finalmente, Pequim considera que o projecto para 2013 «evidenciará a importância crescente do país como potência, a sua capacidade tecnológica e o sucesso do Partido Comunista na transformação de uma nação pobre num país próspero». Ora aqui está o que pode ser muito pedagógico para os partidos comunistas. E não só: Portugal também poderá passar com facilidade da pobreza à prosperidade: basta mandar uma nave para o espaço. Se for com pequenos animais a bordo, falem comigo que eu tenho algumas ideias.

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Deng Xiao Doping?

por Rui Rocha, em 31.07.12

 "A história da natação mostra-nos que, sempre que vemos algo inacreditável, vimos a saber mais tarde que havia doping envolvido", afirmou John Leonard, director-executivo da Associação Mundial de Treinadores de Natação e da Associação de Treinadores de Natação dos EUA, citado pelo diário Guardian. A insinuação refere-se à utilização de doping pela chinesa Ye Shiwen, 16 anos, medalha de ouro e recordista mundial nos 400m estilos.

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As canções do século (943)

por Pedro Correia, em 31.07.12

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Captain Renault

por Rui Rocha, em 30.07.12

 

Annina: Monsieur Rick, what kind of a man is Captain Renault?

Rick: Oh, he's just like any other man, only more so.

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Alerta de tsunami

por José António Abreu, em 30.07.12

Telma Monteiro perdeu, esboroando-se assim uma das raras hipóteses de atletas portugueses (e não de Portugal) chegarem a uma medalha nestes Jogos Olímpicos. Aguarda-se enxurrada de críticas por parte de gente que nunca esteve em posição de conseguir o que quer que fosse por nem sequer alguma vez se ter aplicado a fundo a tentar consegui-lo.

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As soluções "marxistas" perante a crise

por Rui Rocha, em 30.07.12

Groucho: Tens motorista... Qual é a marca do teu automóvel?

Chico: Não tenho automóvel. Só motorista.

Groucho: Bem... posso estar a ver mal, mas se tens motorista não devias ter um automóvel?

Chico: Bem, eu tinha um, mas ficava muito caro ter um automóvel e um motorisa, por isso vendi o automóvel.

Groucho: Bem, isso demonstra o pouco que sei sobre as coisas. Eu teria vendido o motorista e ficado com o automóvel.

Chico: Não pode ser. Preciso do motorista para me levar ao trabalho.

Groucho: Mas... se não tens automóvel, como pode ele levar-te ao trabalho?

Chico: Não é preciso levar-me. Não tenho trabalho.

 

The Marx Brothers, Horse Feathers (tradução livre)

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Os jornanalistas 2

por Teresa Ribeiro, em 30.07.12

A Associated Press distribuiu aos seus jornalistas um caderno de encargos que ajuda a dividir as águas entre opinião e jornalismo. Algo que se impõe num universo em que as redes sociais vieram baralhar ainda mais a comunicação, expondo os profissionais de informação a situações pouco recomendáveis - diz a AP - como emitir opinião nas suas páginas de Facebook sobre os assuntos que andam a escrever para a agência. Não se trata de não reconhecer a estes profissionais o direito a expressar livremente opiniões em canais de comunicação pessoais e privados, sublinha, mas de admitir que não é possível fazê-lo sem que tal tenha reflexos na credibilidade do seu trabalho, supostamente independente e, por consequência, na credibilidade da agência.

Elementar? Só se for para estes senhores, pois por cá é ver a confusão que reina nos twiters, blogs e páginas de facebook de jornalistas que às horas de expediente produzem informação "escorreita, objectiva e independente" e nas folgas e horas nocturnas a comentam livremente nas suas redes pessoais. Alguns, como já aqui afirmei, até se dão ao luxo de comentar na televisão o que escrevem.

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Londres, 2012

por Pedro Correia, em 30.07.12

Também vou escrevendo sobre os Jogos Olímpicos. Aqui e aqui.

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A procurar abrir caminho.

por Luís Menezes Leitão, em 30.07.12

 

Estas declarações de António Costa a referir que tem qualidades úteis para ser secretário-geral do PS e que houve alturas em que desejou o cargo são, como é óbvio, um frontal ataque à liderança de Seguro. O mesmo, aliás, não tardou a responder-lhe, dizendo que se sentia muito feliz com a qualidade dos dirigentes do partido.

 

É evidente que António Costa deseja ser Presidente da República ou Primeiro-Ministro, tendo a sua ida para a Câmara de Lisboa o objectivo apenas de arranjar um perfil mais presidenciável, à semelhança do que fez Jorge Sampaio. Com isso António Costa evitou ser arrastado pela desgraça em que ele bem percebeu que iria cair o governo Sócrates, de que fazia parte. Por esse motivo, António Costa não se envolve nos assuntos correntes da Câmara de Lisboa, apenas aparecendo nas grandes cerimónias, e deixando as polémicas para Manuel Salgado.

 

Aquando da queda de Sócrates, e perante a tragédia em que o país tinha caído, António Costa pensou que o secretário-geral seguinte seria inevitavelmente queimado por essa pesada herança, e recusou-se a avançar, deixando Seguro ser devorado pelas feras. Era de facto o cenário mais previsível, ainda mais tendo o PS um grupo parlamentar maioritariamente socratista e que não hesitaria em desafiar Seguro, como se viu no episódio da fiscalização do corte de subsídios pelo Tribunal Constitucional.

 

Os cálculos de Costa, no entanto, saíram furados. Em primeiro lugar, Seguro não hesitou em afrontar Costa, como se viu no episódio de ter interrompido uma entrevista que ele estava a dar num programa de televisão. Em segundo lugar, apesar de estar a fazer uma oposição fraquíssima, Seguro tem vindo paulatinamente a ganhar pontos, capitalizando os sucessivos erros e as hesitações em que o governo tem caído. E, por último, a gestão da Câmara de Lisboa está a revelar-se um desastre total, por muitas ajudas que tenha do governo, como foi esta entrega de 286 milhões apenas em troca de um "reconhecimento da propriedade".

 

Costa sentiu por isso que precisava de desafiar Seguro quanto antes. Efectivamente, o seu caminho aberto pode afinal revelar-se bem fechado e cheio de espinhos.

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Sulfúricas

por Laura Ramos, em 30.07.12

«Divergências, tudo bem. Traições, não.»

Miguel Relvas, a um seu opositor político

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Pequena história das Olimpíadas

por Rui Rocha, em 30.07.12

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As canções do século (942)

por Pedro Correia, em 30.07.12

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O comentário da semana

por Pedro Correia, em 29.07.12

 

«O Jasus até "pensou" nisso, isto é, estava de mãos atrás das costas no relvado e de repente olha para o Eduardo e exclama: Aquele não é o coiso? o c´agente fomos buscar dos outros da pedreira? Atão mas tá ali a fazer de defesa! olha se calhar meto o gajo ali à esquerda, o coiso... Nisto, deslumbrado com mais este "pensamento" (ele por vezes não acredita nas suas enormes capacidades), mete-se a caminho para dar a boa nova ao coiso (continua sem se lembrar do nome dele...). Pelo caminho mete à boca a sua quarta pastilha gorila, sempre lhe disseram que mascar pastilha, de preferência de boca escancarada, fazia com que o seu "pensamento" fluisse melhor. O facto de ter sido num sonho e o tal conselho ter vindo do tareco lá de casa e, embora não soubesse o significado de pensamento e fluir, tomou esse conselho à letra e desde então (há uns bons vinte anos) que despacha gorilas à velocidade de um Ayrton Senna. Com o pensamento a fluir em cascata, já via o coiso a valer uns bons 30 milhões e tal, esqueceu-se de, ao meter a quarta gorila na boca, tirar a terceira, junto com a segunda. Aquilo foi, mesmo para Jasus, gorilas a mais na cavidade bocal. As palavras saíam-lhe da boca, o pensamento escorria célere, mas o acto de caminhar de boca aberta a gesticular e a gritar: "Oh Coiso! Oh Coiso!" soava, ao coiso, como uma avalache de sons guturais sem sentido. A aproximação levou a que o coiso se assustasse. Ao vê-lo recuar Jasus acrescentou um adjectivo ao coiso: "Óh Coiso! Pára, seu filha duma pu...!" Foi a gota de água, para o coiso. Agora tinha-lhe parecido que o seu treinador falava russo, queres ver que pertence a alguma máfia de leste? Decidiu por-se a milhas e só parou na Turquia. O Jasus continua sem defesa esquerdo, mas continua a mascar gorilas. E sem se lembrar do nome do coiso.»

 

Do nosso leitor Tiago. A propósito deste post do Rui Rocha.

 

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Londres, o paraíso dos carteiristas

por Rui Rocha, em 29.07.12

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Blogue da semana

por Ana Vidal, em 29.07.12

 

Em época de leveza e ainda embalada pelos ares das Astúrias, aqui fica esta sugestão divertida e irónica que me chegou pela mão da jornalista, escritora e amiga Rosa Montero. O blogue da semana é uma espécie de associação de escritoras... Mal Educadas, mas só no bom sentido da palavra: o da irreverência. Espero que vos divirta um pouco, que os tempos andam negros.

 

E agora, se me dão licença, vou uns dias de férias.

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O especialista

por Teresa Ribeiro, em 29.07.12

Entrou em casa, pousou a pasta, largou os sapatos e antes mesmo de tirar o casaco e a gravata ligou o computador e a televisão. Depois do palco, aquele silêncio doméstico incomodava-o sempre. Ainda pensou em telefonar a alguém, mas imaginar o tipo de conversa que fatalmente se estabeleceria foi o suficiente para o demover.

Despiu-se, serviu-se do whisky e pegou no comando da televisão. No ecrã, às imagens fragmentadas dos diversos canais sobrepunham-se os sorrisos bajuladores dos seus fãs. Havia gente que o seguia para todo o lado, mulheres que lhe davam o número do telemóvel, homens cuja dependência o assustava.

Sabia que a essa hora já o Facebook fervilhava de comentários. Olhou o computador de relance. Não iria lá. Responder-lhes era prolongar o trabalho. Instalou-se no sofá. O corpo pesava-lhe. Pousou o copo na mesa de apoio e estendeu-se. O sono apanhou-o de bruços, a vogar numa sala juncada de jornais atrasados e livros a cheirar a novo, alguns empilhados, outros espalhados sem critério pelo chão, todos iguais. De pescoço torcido e braço pendente, acabou por libertar o comando para cima de um deles, tapando parcialmente a foto da capa que era a do seu rosto sorridente, encimado pelo título "Aprenda a Ser Feliz". 

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Pretérito prefeito

por Rui Rocha, em 29.07.12

Gerhard Müller, o novo prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, considera que a exclusão das mulheres da ordenação sacerdotal na Igreja Católica segue a vontade e chamamento de Cristo. Se virmos bem, é capaz de ter razão. Os apóstolos eram todos homens. Já então, para que eles pudessem acompanhar Jesus na proclamação da Boa Nova, era preciso que ficasse alguém a trabalhar. Assim sendo, presumo que não será nada fácil mudar este estado de coisas. A menos que, um dia destes, Deus nos envie uma filha para salvar as mulheres (e, já agora, se tiver tempo, também os homens que andamos bem precisados). Com um bocado de sorte, a filha de Deus calha de ser negra e ficamos logo com dois problemas resolvidos: o do machismo e o do racismo. Pensando bem, melhor seria que viessem duas filhas, sendo a segunda chinesa. Para além do racismo e do machismo, ainda dávamos um passo de gigante no domínio de outros direitos humanos.

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Frases de filmes (29)

por Pedro Correia, em 29.07.12

 

"Shane, Shane. Volta!"

Joey Starrett/Brandon de Wilde

em Shane, de George Stevens (1953)

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A banhos

por Rui Rocha, em 29.07.12

Pelo visto, o bom velho Winston Churchill também gostava de ir a banhos. Se bem o conhecemos, deve ter visto o pôr-do-sol on the rocks. Pertinho do mar.

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As canções do século (941)

por Pedro Correia, em 29.07.12

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Comissão de Serviço - XXIII

por Fernando Sousa, em 28.07.12

[Motivos passageiros descontinuaram estas memórias, que agora voltam]

 

MAUSER

 

O 7 de Setembro (1974) foi uma data traumática para Moçambique. Mas para mim também.

Aborrecidos com os acordos de Lusaca, grupos de naturais brancos, incluindo soldados, quiseram travar o processo de independência e instaurar uma solução rodesiana, ocupando instalações importantes, por exemplo as emissoras.

Soares e Machel tinham apertado a mão. Crespo estava a caminho de Lourenço Marques para integrar o Governo de Transição. Para o engenheiro Jardim e outros descontentes o tempo esgotava-se.

Confusão. Revoltosos e grupos da Frelimo desataram as tiros uns nos outros, opositores da independência tomaram de assalto o Rádio Clube de Moçambique. Daniel Roxo, o Diabo Branco, líder das milícias do Niassa, chamou a sua gente

Em Nampula, fazendeiros e familiares cercaram, num anel, o emissor da estação, mulheres e crianças à frente. Tensão ao minuto.

Os quartéis fecharam os portões. A ordem foi que nos armássemos para manter as unidades e neutralizar a revolta.

Foi o que fiz também, claro. O problema é que a arma que me puseram nas mãos, uma velha Mauser, estava emperrada. Que nervos!

Valeu-me – valeu-nos a todos! – um expedito oficial que, mandado reocupar o emissor da RCM, não longe dali, subiu a um poste, cortou a corrente aos microfones e o sonho rodesiano morreu por ali. 

 

(Notinhas de uma guerra engolida)

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Havana, Julho de 2012

por Pedro Correia, em 28.07.12

 

Em pleno século XXI, ainda há quem seja preso por dar vivas à liberdade. Neste mesmo mês de Julho de 2012, ainda há quem seja ameaçado pela polícia política por citar Gandhi. Em Cuba, a ilha-prisão. Gerida há 53 anos por dois irmãos. Como resumia há três anos o Observatório de Direitos Humanos, referindo-se ao irmão mais novo, "um novo Castro, a mesma Cuba". Nada de significativo mudou de então para cá. Toda a informação permanece asfixiada sob torrentes de propaganda. O regime continua a promover purgas ocasionais entre os seus serventuários, o que apenas se destina a reforçar as estruturas repressivas. E as desigualdades, em diversas situações do quotidiano, são cada vez mais chocantes.

Foi um mês particularmente infeliz para Cuba. Por ter desaparecido Oswaldo Payá, um dos mais tenazes opositores à ditadura. Prémio Sakharov dos Direitos Humanos, concedido em 2002 pelo Parlamento Europeu, e promotor do inédito Projecto Varela, que reuniu 11.020 assinaturas de cidadãos cubanos em defesa de um referendo pela abertura democrática, logo inviabilizado pela petrificada cúpula do regime.

Sem ele, tudo volta a ser mais difícil. Como escreveu Yoani Sánchez no seu blogue, "ninguém devia morrer antes de alcançar os seus sonhos de liberdade".

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"Há muitos anos li, não me recordo exactamente onde, mas talvez num policial, que as esquadras de polícia de Nova Iorque entram de prevenção nos dias muito quentes. O calor, explicava o autor cujo nome já esqueci ou nunca soube, enlouquecia as pessoas, e a violência subia assustadoramente, acompanhando o termómetro.
Enquanto esses picos de calor não desciam, os polícias mantinham-se nas esquadras, à espera de mais um homicídio. E, todos os verões, o que eles previam acontecia.
Alguns anos mais tarde, ouviria muitas vezes uma formulação semelhante para explicar o feitio ou a personalidade dos habitantes da cidade em que B. nascera. Sempre que alguém se excedia, fosse por que razão fosse, por vezes pelos motivos mais banais, eu escutava a sentença fatal:
não tem culpa, nasceu assim.

E assim, curiosamente, o meu mundo dividia-se em dois, nesse tempo: as pessoas a quem era permitido dizer e fazer tudo porque o muito calor (ou o muito frio, apesar de nesses dias pouco se sair à rua e a indulgência ser menor) era o verdadeiro culpado e as outras, as estrangeiradas, isto é, eu." O Verão de Todos os Silêncio, Maria Manuel Viana, absolutamente excelente, edições Planeta.

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Fotografias tiradas por aí (59)

por José António Abreu, em 28.07.12

Figueira da Foz, 2010.

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Primeiro balanço

por Rui Rocha, em 28.07.12

A originalidade das histórias mirabolantes de férias é inversamente proporcional à qualidade dos destinos.

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Confirma-se. A música pop está mais chata e barulhenta do que nunca. A coisa é de tal ordem que, em desespero, e estou ciente do risco que corro ao admiti-lo em público, já dei comigo a sintonizar a Rádio Renascença. Nesses momentos, com sorte, até é possível que esteja a passar a Gloria Gaynor. Por incrível que pareça, o I will survive ganha uma dimensão transcendental quando um tipo acaba de sair das profundezas da playlist da RFM ou da Comercial.

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Frases de filmes (28)

por Pedro Correia, em 28.07.12

"Prefiro ter sorte a ser bom."

Chris Wilton/Jonathan Rhys Meyers

em Match Point, de Woody Allen (2005)

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As canções do século (940)

por Pedro Correia, em 28.07.12

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North Atlantic

por Helena Sacadura Cabral, em 27.07.12

Vale a pena ver até ao fim. Depois, se quiserem, cliquem em VOTING CLOSED, em cima à esquerda, e podem ter acesso a todas as curtas deste festival. Talvez valham mesmo a pena…

 

"Podemos escolher o que semear, mas somos obrigados a colher aquilo que plantamos"
"Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós; deixam um pouco de si, levam um pouco de nós".
Antoine de Saint-Exupéry

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Abelardo e Heloísa

por Ana Vidal, em 27.07.12

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Resposta a Zélia Parreira

por Rui Rocha, em 27.07.12

A propósito da trágica situação de Lal Bibi, a Zélia Parreira partilhou a seguinte reflexão:

 

Venho aqui penitenciar-me. Comentei 4 ou 5 vezes "o misterioso caso do vestido repetido" e nem uma palavra a esta história de vida que nos envergonha a todos. Deitamos a cabeça nas nossas almofadas escolhidas a preceito e choramos as férias que queríamos ter, o carro dos nossos sonhos, a mansão com piscina para fazer inveja aos amigos. E ao mesmo tempo, à mesma hora, há mulheres que perdem a vida desta maneira, há famílias que escolhem enfrentar o mundo para salvar a vida de uma filha, há pessoas, seres insignificantes num mundo de biliões que não se importam com elas, que escolhem ser corajosas. Eu, que ando sempre a dizer que sou muito forte e lutadora, sinto-me envergonhada, cobarde e fútil.

 

Parece-me um comentário exemplar da desorientação e da impotência que todos sentimos, sobretudo aqueles que ainda não desistimos da sensibilidade e da empatia, quando somos confrontados com a barbárie, ou quando constatamos que, apesar de todas as nossas razões de queixa, existe alguém que está, algures, pior do que nós. E existe sempre alguém que está muito pior do que nós.

 

No essencial, trata-se do impasse moral que Adorno traduziu na frase Nach Auschwitz ein Gedicht zu schreiben ist barbarisch (algo como escrever poesia depois de Auschwitz é uma barbaridade). Sim, como é possível escrever poesia, rir, gostar de futebol, perdermo-nos com futilidades, experimentar a felicidade ainda que momentânea e fugaz, se aconteceram atrocidades? Se, na verdade, as atrocidades continuam a acontecer a cada segundo. Se, na verdade, a maioria dos seres humanos vive em condições de extrema pobreza, em sofrimento ou na injustiça mais intolerável? Ou, se quisermos ser ainda mais totalitários em relação à nossa conduta, como é possível queixarmo-nos nestas circunstâncias?

 

Nos dias que correm, esta aporia pode tornar-se ainda mais inexpugnável. Com o fluxo de informação constante, multidireccional, é fácil aceder a cada momento à tragédia, à guerra, à desgraça. Elevamo-nos à condição de Deuses num certo sentido de omnisciência, mas faltam-nos os meios de que estes dispõem(?) para actuar sobre o mundo.

 

Todavia, se aceitássemos submeter a nossa conduta à existência da barbaridade, perder a poesia por Auschwitz, o riso pelos Taliban, a natural e corriqueira futilidade por cada gulag, era a nossa própia humanidade que perderíamos. O fundamental não é deixar de sermos lá o que somos. Porque se deixássemos de ser assim, podendo sê-lo, isso representaria a vitória da opressão sobre Lal Bibi e também sobre nós. Lal Bibi não está disposta a render-se. Não há nenhuma razão para que nós, para quem é mais fácil mantermos o que somos, nos rendamos antes dela. No fundo, o importante não é calar a poesia. O fundamental é não esquecer. A nossa futilidade, que a temos, não se dirige contra Lal Bibi. Dirige-se, precisamente, contra os seus opressores porque só a ostentamos na medida em que eles não nos podem tirá-la, tal como fazem ao direito básico à dignidade de Lal Bibi. E, sobretudo, não sejamos mais duros connosco do que aquilo que merecemos. O desvio está na brutalidade quando se manifesta, na fome onde existe, na injustiça que se comete. Fique a vergonha e a cobardia para os opressores. E também para o(s) Deus(es). Sim, onde está (ou onde estão) e o que faz(em), sabendo de tudo isto e com tantos meios à disposição, relativamente às crianças do Corno de África, às mulheres do Afeganistão ou às vítimas dos gulags e dos holocaustos que se vão sucedendo?

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Choque eléctrico (e, acima de tudo, ruivo)

por José António Abreu, em 27.07.12

O tema já tem dois anos e, OK, a letra não é Shakespeare mas quem se importa?  De resto, estamos no Verão, época adequada a musiquinhas alegres e despretensiosas. Já agora, a frase na t-shirt é I'll do your homework; e sim, fiz pausa para a ler: leitura de t-shirts é um dos meus vícios, sendo que já cheguei a duas conclusão: muita gente não sabe o que traz escrito na roupa e algumas mulheres – desconfiadas, caramba – parecem achar que o meu objectivo é outro.

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Os tempos não estão mesmo para grandes investimentos. Depois de Angela Merkel ter dado o exemplo, foi Kate Middleton que decidiu associar-se ao espírito olímpico com um vestido de 35 libras:

 

* Vi aqui.

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Uma de olimpíadas

por Rui Rocha, em 27.07.12

Os Jogos Olímpicos são como as eleições: realizam-se de quatro em quatro anos e a esmagadora maioria dos portugueses acaba por perder.

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Belles toujours

por Pedro Correia, em 27.07.12

 

Emily Procter

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Frases de filmes (27)

por Pedro Correia, em 27.07.12

 

"Para o caso de eu me esquecer, digo já: gostei muito desta noite."

Vivien Ward/Julia Roberts

em Um Sonho de Mulher, de Garry Marshall (1990)

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As canções do século (939)

por Pedro Correia, em 27.07.12

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