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É preciso saber...

por Helena Sacadura Cabral, em 30.06.12

Ora aqui está uma canção que me acompanha há muitos e muitos anos, cuja letra jamais esqueci, porque considero que contém uma autêntica lição de vida, quer sejamos novos, velhos, ou assim assim.
Saber sair a tempo - dos deslizes possíveis, das amarguras eventuais, das falsas alegrias, enfim, daquilo que nos pode tornar infelizes -, é uma escola de vida e meio caminho andado para se ser mais feliz. Há muito que a pratico e não me tenho dado nada mal!

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Elvas e as suas muralhas

por João Carvalho, em 30.06.12

 

As muralhas de Elvas passaram a ser hoje património mundial classificado pela UNESCO na categoria de bens culturais. Uma classificação justíssima para um extenso conjunto de património histórico construído que inclui todas as fortificações da cidade, um forte do século XVII e outro do século XVIII, três fortins do século XIX, três muralhas medievais, uma muralha do século XVII e o aqueduto.

Trata-se da maior fortificação abaluartada do mundo. O conjunto remonta, nos seus primórdios, ao reinado de D. Sancho II e tem um perímetro com cerca de dez quilómetros e uma área que ronda os 300 hectares.

Cenário de contadas e recontadas batalhas e de encontros e desencontros luso-espanhóis, Elvas pode ser uma bela visita de férias, pela exemplar conservação patrimonial que versa grandes momentos da nossa História e agora com o interesse a que acresce a honrosa classificação.

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Macau: laços de ternura

por Pedro Correia, em 30.06.12

Nunca me esquecerei da imagem. Numa luminosa manhã de Inverno, descia a colina de São Januário em direcção ao Jardim de São Francisco quando os vi, subitamente, numa curva do caminho. Andavam num ritmo oscilante, medindo cada passo transposto na calçada. Pareciam um casal como tantos outros. Mas não eram. Ali à minha frente estava a real explicação para a presença multissecular de Portugal em Macau.

O senhor idoso, de longo bigode grisalho, era inequivocamente português; a senhora idosa que seguia a seu lado, envergando seda estampada, tinha traços fisionómicos claramente chineses. Iam de braço dado, unidos num elo que parecia indestrutível, como se aquela fosse a primeira manhã do mundo.

Fiquei a vê-los passar na lenta ascensão rumo ao hospital, situado no topo da colina – uma das sete de Macau. Iam decerto a uma consulta médica. Já não me lembro se conversavam: talvez lhes bastasse um ténue fio de ternura para estabelecerem comunicação, como acontece a tantos casais idosos. Este quadro humano teve, para mim, o efeito de uma revelação: aquele português e aquela chinesa de braços entrelaçados, apesar do óbvio desgaste dos anos, eram uma metáfora viva da própria Cidade do Nome de Deus.

O nosso maior vínculo a Macau não vem estampado em nenhum manual de história: ali deixámos pouca fé, nenhum império, quase nem vestígio de negócios da China. Se contássemos, por exemplo, com o dinamismo empresarial para perpetuar os pergaminhos lusos naquelas paragens, bem podíamos esperar sentados. Até a comercialização dos nossos pastéis de nata se deveu à inspirada iniciativa de um súbdito britânico…

“Outros países têm igrejas, palácios, museus ou mesmo cataratas do Niágara e Vesúvios para mostrar. A China tem, em vez de tudo isso, um muro”, lamentava Alberto Moravia. De certa forma, só os portugueses conseguiram suplantar o muro: fomos o único povo ocidental que se uniu à etnia chinesa para formar uma comunidade mestiça. Os macaenses comprovam tal facto.

Os discursos oficiais de louvor ao entendimento luso-chinês são levados pelo vento, os interesses económicos mudam ao sabor das circunstâncias, as garantias seladas em acordos podem ser rasgadas, até as pedras ameaçam ruir. Só os laços de sangue perduram. Falam mais alto e calam mais fundo do que tudo o resto. Esta voz do afecto em que fomos pioneiros há-de continuar a repercutir, como eco de longínquo búzio, o doce nome de Macau.

 

                         

Imagens: Ruínas de São Paulo (em cima), Porto Interior e Ilha Verde há cerca de cem anos (ambas do blogue Macau Antigo)

 

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Fotografias tiradas por aí (51)

por José António Abreu, em 30.06.12

Porto.

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DSK e Sinclair

por Helena Sacadura Cabral, em 30.06.12

 

O ex-director do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, que actualmente enfrenta uma investigação sobre um suposto envolvimento com uma rede de prostituição em França, estará em processo de divórcio com a mulher, Anne Sinclair.

Sinclair, de 63 anos, retomou a sua carreira como directora editorial da edição francesa do “Huffington Post”, depois de ter abdicado da sua profissão para apoiar as ambições políticas do marido, dirigente do Partido Socialista Francês e até ao episódio do Hotel Sofitel em Nova Iorque, o favorito para enfrentar Nicolas Sarkozy nas presidenciais francesas.                                         

Depois de 20 anos juntos, Sinclair – que se apaixonou pelo antigo ministro das Finanças depois de o ter entrevistado – manteve-se firme ao lado do marido durante todo o escândalo da alegada violação de uma funcionária do Hotel Sofitel de Nova Iorque, em Maio de 2011.                                

Em Março deste ano, a justiça de Lille acusou DSK de “proxenetismo agravado em rede organizada” no âmbito de um processo relacionado com festas e orgias no hotel Carlton. Uma vez que o sexo com prostitutas não é crime em França, o que está a ser investigado é a suspeita de que essas orgias possam ter sido organizadas por empresários amigos de DSK e financiadas com verbas de empresas de Lille – que a par de Paris e Washington terão sido palco das festas.

 

Se tudo isto for verdadeiro - confesso que ainda duvido -, mais uma vez se prova que sexo e política é uma mistura explosiva...

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Da vida dos insectos

por Bandeira, em 30.06.12

José Bandeira


Uma cidade é sempre duas: a que se vê à luz do dia e a que se adivinha de noite. Banalidade, eu sei, sempre foi assim e tal. Mas a luz do néon, mesmo se sem o fulgor e o fascínio de outrora, quase sempre surpreende no caminho escuro. Olhando-a por algum tempo sobrevém-nos a melancolia. E tem-se um vislumbre do encanto sórdido que atrai o insecto para a sua própria morte.


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(Guimarães, 2012, foto José Bandeira)

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As ilhas que eu vejo (9)

por João Carvalho, em 30.06.12

 

Cá estou eu a respirar o verde intenso...

 

 

... e a sentir o azul imenso.

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Passado presente (CCCLXXXI)

por Pedro Correia, em 30.06.12

 

Almanaque (1959-61)

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Quando regressava hoje a casa, no final de um mês em que, em anos anteriores, a minha conta bancária estava um pouco mais aliviada, ouvi uma notícia extraordinária. Pois parece que o governo teve que alargar o prazo para os contribuintes portugueses, com contas no estrangeiro não declaradas em Portugal, regularizarem a sua situação tributária. Isto porque, a "corrida" ao RERT (Regime Excepcional de Regularização Tributária) registou uma afluência tal nos últimos dias que os próprios serviços "entupiram".

Ora sendo o RERT um regime especial de incentivo à regularização de dívidas fiscais relativas a contas e participações financeiras não declaradas por contribuintes portugueses, sedeadas fora da União Europeia (paraísos fiscais incluídos), ele permite também a "Exclusão da responsabilidade por infracções tributárias que resultem de condutas ilícitas que tenham lugar por ocultação ou alteração de factos ou valores que devam constar de livros de contabilidade ou escrituração, de declarações apresentadas ou prestadas à administração fiscal ou que a esta devam ser revelados, desde que conexionadas com aqueles elementos ou rendimentos", ou seja uma espécie de amnistia fiscal aos contribuintes com património não declarado no estrangeiro. O regime impõe uma taxa única de imposto de 7,5% sobre os valores, não faz qualquer pergunta sobre a sua origem e não implica o seu repatriamento.

O que eu considero extraordinário nem é o facto deste regime existir. Ele é mais favorável ao Estado que o anterior, que previa uma taxa de apenas 5%, e o valor do imposto pago até agora, segundo as Finanças, supera já os 150,1 milhões de euros, sendo a receita superior à acumulada nos dois regimes de regularização anteriores. Boas notícias para os cofres do estado, portanto.

Mas o que não deixa de me espantar é a existência de tanto dinheiro nesta situação. Se 150,1 milhões de euros são 7,5% há, por esse mundo fora, muito dinheiro que, se tributado cá, seria certamente uma grande ajuda. E estes milhões dizem apenas respeito aos pagamentos de quem quis regularizar a situação. Imaginemos os outros...

Não pude deixar de me lembrar desta canção da Gal Costa que deixo aqui. Outro país, outros tempos. É verdade, mas, não estamos assim tão longe e, tal como na canção, assim não se pode (mesmo) ser feliz.

 

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Sting: a música que faltou hoje

por Patrícia Reis, em 30.06.12

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As canções do século (912)

por Pedro Correia, em 30.06.12

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Cogitação de fim de dia

por Leonor Barros, em 29.06.12

Mas alguém ainda em acredita em políticos destes ou destes?

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De acordo com o novo calendário escolar ou proposta dele, as crianças do 4º ano poderão vir a ter aulas até 5 de Julho. Esta extensão de calendário será apenas para as crianças com dificuldades, pobres delas, duas vezes castigadas, uma porque têm dificuldades, seja lá o que isso for num quarto ano de escolaridade, mas depois de ter ouvido que uma criança ia mal preparada do infantário para o primeiro ano do Básico vale tudo, a segunda porque não terão descanso nem tempo para ser o que são: crianças. Algo me diz que é escola a mais e infância a menos. Feliz de mim e de outros como eu que tinham tempo para brincar na rua em Junho quente, sem preocupação de aulas no dia seguinte, Verões que se arrastavam lânguidos e felizes. 

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A imagem do dia: Mario Ballomonti

por Rui Rocha, em 29.06.12

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Muito mais do que um desporto

por Pedro Correia, em 29.06.12

 

Fértil em imagens iconográficas, este Euro 2012 acaba de fornecer-nos mais uma: o abraço emocionado de Mario Balotelli - herói da meia-final de ontem entre a Itália e a Alemanha, que afastou a equipa germânica do embate final contra a Espanha em Kiev - à sua mãe adoptiva. O futebol é muito mais do que um desporto: este abraço, ganhando a força de um símbolo, adquire dimensão universal.

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Quando a norma equivale ao erro

por Pedro Correia, em 29.06.12

«Invejo a burrice, porque é eterna.»

Nelson Rodrigues

 

O que dantes era emendado como erro básico de ortografia, próprio de gente burra, agora é mantido solenemente em artigos de jornal por vir com a chancela quase oficial da agência Lusa, primeiro órgão de informação a substituir o português pelo acordês. Os resultados estão à vista: a palavra contacto, que nem o "pacto de submissão" aos interesses das editoras brasileiras previa, é amputada duas vezes no mesmo texto de origem (e felizmente emendada no título do jornal). Na dúvida, opta-se pela burrice à boleia do tal acordo destinado a suprimir consoantes.

Começa-se pelas chamadas "consoantes mudas" e logo se transita para a caça às sonoras, que assim deixam de o ser. Até cada um passar a escrever como lhe der na real gana. Sem norma, com imensas "facultatividades", sem a noção básica da etimologia. Como António Guerreiro sublinha aqui, a propósito de panóptico, palavra que «nunca teve outra pronúncia que não fosse a da 'norma culta'» e que apesar disso passou alarvemente a escrever-se panótico por imposição dos "corretores ortográficos" em acordês.

À falta de um vocabulário ortográfico comum - promessa nunca concretizada pela brigada acordista - passa a valer tudo: erro e norma tornam-se irmãos siameses. «O AO, estúpido como é - de uma estupidez cómico-grotesca -, promove constantemente erros de hipercorrecção, sem fornecer meios que os possam evitar. E, hipertélico, acaba por ir além dos seus próprios fins e anulá-los. Sem o 'p' a palavra refere-se à audição, e não à visão, ou então é utilizada no campo da química para designar um corante», sublinha Guerreiro, crítico literário do Expresso.

Sábio - nesta matéria, como em tantas outras - era Fernando Pessoa. Que escreveu, cheio de razão: «A ortografia é um fenómeno da cultura, e portanto um fenómeno espiritual. O Estado nada tem com o espírito. O Estado não tem direito a compelir-me, em matéria estranha ao Estado, a escrever numa ortografia que repugno, como não tem direito a impor-me uma religião que não aceito.»

Sobretudo quando procura impor uma norma que equivale ao erro.

Publicado também aqui

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Spain x Italy

por Rui Rocha, em 29.06.12

 

Who will rwin the Euro?

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Dificuldades de comunicação

por Ana Lima, em 29.06.12
Perante esta imagem duas hipóteses se colocam: ou, numa tentativa de tornar mais compreensível a linguagem hermética das explicações dos homens de Bruxelas, Durão Barroso tem aproveitado o seu tempo para aprender língua gestual (tendo começado pela LGA, a alemã) e, a partir de agora, nas conferências de imprensa, enquanto Van Rompuy se exprime verbalmente, o presidente da Comissão Europeia acompanha-o, utilizando este outro sistema de comunicação; ou, por analogia com a publicidade a uma marca de iogurtes destinados ao público infantil, e num assomo de optimismo, embora desmentido pela sua expressão, mostra que "falta um bocadinho assim" para que se chegue a um acordo exequível.
Seja como for, nem com esta ajuda extra parece possível, ao cidadão comum, entender como vai este pacto contribuir para o crescimento e o emprego.
  
imagem aqui

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Belles toujours

por Pedro Correia, em 29.06.12

Elizabeth Olsen

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Et tu, Marcellus?

por Luís Menezes Leitão, em 29.06.12

 

Com estas palavras, Marcelo Rebelo de Sousa tirou completamente o tapete a Passos Coelho, assumindo-se mesmo como uma alternativa do PSD para Primeiro-Ministro. Quando se pensa que no ano passado foi Marcelo quem anunciou o corte dos subsidios, percebe-se que o Comentador-Candidato a Presidente, e agora, se calhar, igualmente a Primeiro-Ministro, decidiu descolar de vez do actual Governo. Passos Coelho que se cuide.

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Incentivos ao visionamento do Euro 2012, #3

por Ana Cláudia Vicente, em 29.06.12

 

 O jovem Mats aparenta estar um bocado em baixo (e com frio?), o que se compreende: quando a nossa selecção tem uma grande final à vista e lá não consegue chegar, a coisa maneiras-que-mói. 

Nome: Mats Hummels

Selecção: Alemanha

Clube: Borussia Dortmund (alias Ballspiel-Verein Borussia 1909 e. V. Dortmund)

Posição: Defesa Central

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As canções do século (911)

por Pedro Correia, em 29.06.12

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De blogue em blogue

por Pedro Correia, em 28.06.12

Depois de sete romances, Domingos Amaral em estreia na blogosfera. E logo com uma grande polémica, que diz muito sobre a sociedade portuguesa. Quem tem sucesso, por mérito próprio, paga sempre tributo à mais rasteira dor-de-cotovelo nacional. É, de longe, o pior defeito dos portugueses. Não por acaso, Camões termina Os Lusíadas com a palavra inveja.

 

Pensamentos da Vida: outro blogue recém-estreado.

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Mais um...

por Helena Sacadura Cabral, em 28.06.12

 

O Banco Monte dei Paschi di Siena, banco mais antigo de Itália, planeia pedir 3,4 mil milhões de euros em ajuda estatal para resolver uma falha de capital descoberta pelo regulador europeu.
O banco transalpino deve ainda tentar angariar mil milhões de euros adicionais junto de investidores privados, de acordo com um comunicado ontem divulgado. O Monte Paschi, terceiro maior banco de Itália em termos de activos, está a proceder a este encaixe, depois de não ter conseguido solucionar o défice de 3,3 mil milhões de euros identificado pela avaliação da Autoridade Bancária Europeia (EBA).

 

Quais se seguirão e quando é que a Itália irá pedir ajuda externa?

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Vi aqui.

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Bandeira de papel

por Bandeira, em 28.06.12

José Bandeira/JN

José Bandeira/JN)

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Machismo bom, machismo mau

por Pedro Correia, em 28.06.12

Ouço, a todo o momento, jornalistas e comentadores referirem-se a Angela Merkel chamando-lhe "senhora Merkel". Como se fosse a Dona Rosa do lugar da hortaliça. Isto podia obedecer a um critério, mas não obedece. Os mesmos jornalistas e os mesmos comentadores não aludem a Barack Obama chamando-lhe "senhor Obama". Nem a Vladimir Putin chamando-lhe "senhor Putin". Nem a Durão Barroso chamando-lhe "senhor Barroso". Nem ao Presidente venezuelano chamando-lhe "senhor Chávez". Nem ao Chefe do Estado angolano chamando-lhe "senhor Santos".

Existe um preconceito óbvio nesta forma de tratamento jornalístico da chanceler germânica. Não certamente por ser alemã, mas por ser mulher. Acho indefensável esta forma de machismo insidioso, aliás com precedentes: quantos de nós não ouvimos apelidar Margaret Thatcher de "senhora Thatcher" com o mesmo suave desdém reservado às mulheres que ousam atingir elevados cargos no universo político?

Confesso não espantar-me por ouvir Mário Soares aludir vezes sem conta à "senhora Merkel" enquanto faz vénias rasgadas ao "Presidente Obama". Todos nos lembramos da forma descortês como se referiu a Nicole Fontaine quando esta o derrotou em 1999 na votação para a presidência do Parlamento Europeu: com mau perder, procurou desvalorizá-la chamando-lhe "dona de casa". Suponho que não tardou a arrepender-se de ter cometido tamanha deselegância.

Já me espanto por ver comentadores e jornalistas muito mais jovens, com idade para serem netos de Soares, falarem do mesmo modo. E o espanto aumenta ainda mais um pouco quando são mulheres a falar desse modo.

Falam, no fundo, como se avalizassem essa inaceitável modalidade de machismo. E o pior é que, na primeira oportunidade, talvez estejam sempre disponíveis para chamar 'machista' a outros.

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Hallelujah!

por Rui Rocha, em 28.06.12

De facto, já ninguém suportava os comentadores de futebol, as reportagens dos bastidores de selecção, as conferências de imprensa dignas da descendência, por linha directa, de Monsieur de La Palisse e as notas biográficas sobre a adolescência dos jogadores nascidos na freguesia vilacondense das Caxinas. Menos mal que agora, com a eliminação do Euro 2012, podemos voltar a nossa atenção para notáveis momentos televisivos como as Manhãs da Júlia, o Prós & Contras, os debates entre o Alfredo Barroso e o Ângelo Correia ou as análises políticas do Pacheco Pereira, do António Costa e do painel residente do Eixo do Mal.  

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M.I.A.

por José Navarro de Andrade, em 28.06.12


Este senhor vai ser decisivo na Cimeira Europeia, certo?

Foi para isso que se fez e aprovou o Tratado de Lisboa, certo?

E o Tratado de Lisboa foi um grande passo em frente na construção europeia, certo?

E a partir dele as instituições europeias, magnificamente legitimadas, funcionam muito melhor e com enorme eficácia... certo?

Ou então - hipótese macabra - o seu total desaparecimento de cena e a nulidade do seu cargo comprovam o descalabro institucional da UE.

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Reflexão do dia

por Pedro Correia, em 28.06.12

«O futebol não é a coisa mais importante do Mundo. Mas às vezes faz-nos sentir importantes no Mundo. Assim foi ao longo das últimas semanas. Assim foi ontem, mesmo perdendo contra a Espanha. Não apenas porque a equipa perdeu de pé. Mas porque a Selecção pôs de pé o país que anda de rastos. A bandeira esvoaça hoje por nós em cada cidade. Mesmo nas cidades estrangeiras. A Selecção fez um campeonato extraordinário. Do princípio ao fim. Quando teve o melhor Ronaldo e quando não o teve. O seu desempenho foi não só notável como surpreendentemente melhor do que esperava. Antes, muitos, como eu, descreram da equipa, mal embalada por jogos particulares medíocres. Antes, alguns, como Manuel José e Carlos Queiroz, chamaram os jogadores de vedetas coquetes. Pedirão agora desculpa? Não precisam: devem estar suficientemente corados de vergonha.»

Pedro Santos Guerreiro, no Record

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Muitos e bons leitores

por Pedro Correia, em 28.06.12

Já ultrapassámos a fasquia dos dois milhões e 500 mil leitores. Um número de que nos orgulhamos. Por serem muitos. E bons.

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As canções do século (910)

por Pedro Correia, em 28.06.12

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Não podemos pedir mais aos rapazes

por Rui Rocha, em 27.06.12

Afinal de contas, só grandes penalidades marcadas contra Portugal foram praí umas cinco.

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Força, PORTUGAL!!!!!!!!!!!!!!!!!

por Leonor Barros, em 27.06.12

Noventa minutos de evasão total e nervos de aço.

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Fotografias tiradas por aí (50)

por José António Abreu, em 27.06.12

Viseu.

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Imagem que marca (12)

por André Couto, em 27.06.12

627 anos depois, agora rumo a Kiev!

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Telefones e gravadores

por Teresa Ribeiro, em 27.06.12

 

É irresistível, agora que voltou à liça, comparar o caso do desvio dos gravadores com o do Público/Relvas. Factos: um confiscou os gravadores dos jornalistas que o entrevistavam, o outro perdeu as estribeiras ao telefone com uma jornalista, ambos na sequência de perguntas que os incomodaram. Quando posteriormente apresentaram desculpas pelo seu comportamento os dois alegaram sentir-se pressionados. Ricardo Rodrigues usou para o efeito a expressão violência psicológica

Francisco Assis, na época líder parlamentar do PS,  recusou-se a fazer comentários "sobre o que se passou exactamente, porque se tratou de uma reacção motivada por uma grande indignação". Os deputados socialistas decidiram igualmente não discutir o assunto na Assembleia da República e a Comissão de Ética decidiu não analisar o caso, com os votos contra do PSD e CDS.

Quanto a Relvas, como se sabe, os apoios e acusações registam-se em idêntica proporção, com o PSD e o PS mais a ala do PSD que o odeia a assumirem posições inversas. Na bloga, esta alternância democrática também se registou, como lembra aqui Miguel Noronha.

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Desafio....

por Helena Sacadura Cabral, em 27.06.12

“Há que regular a máquina do Estado com tal precisão que os ministros estejam impossibilitados, pela própria natureza das leis, de fazer favores aos seus conhecidos e amigos”.

 

Quem disse isto? E quando?

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Morreu a guionista e realizadora Nora Ephron

por Patrícia Reis, em 27.06.12

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Sulfúricas

por Laura Ramos, em 27.06.12


Isto que eu vou dizer vai parecer ridículo a muita gente.

Mas houve um tempo em que as pessoas se lembravam, ainda, da época da infância, da primeira caneta de tinta-permanente, da primeira bicicleta, da idade adulta, das vezes em que se comia fora, do primeiro frigorífico e do primeiro televisor, do primeiro rádio, de quando tinham ido ao estrangeiro.

Houve um tempo em que, nos lares, se aproveitava para a refeição seguinte o sobejante da refeição anterior, em que, com ovos mexidos e a carne ou peixe restante, se fazia "roupa velha".

E não era só no Portugal da mesquinhez salazarista. Na Inglaterra dos Lordes, na França dos Luíses, a regra era esta. Em 1945 passava-se fome na Europa, a guerra matara milhões e arrasara tudo quanto a selvajaria humana pode arrasar.

Houve tempos em que se produzia o que se comia e se exportava. Em que o País tinha uma frota de marinha mercante, fábricas, vinhas, searas.

Veio depois o admirável mundo novo do crédito. Os novos pais. Pais que se enforcavam por carrões de brutal cilindrada para os encravarem no lodo do trânsito e mostrarem que tinham aquela extensão motorizada da sua potência genital.

Foram anos em que o Campo se tornou num imenso resort de Turismo de Habitação, as cidades uma festa permanente, entre o coktail party e a rave.

O país que produzia o que comíamos ficou para os labregos dos pais e primos parolos, de quem os citadinos se envergonhavam.

A agiotagem financeira, essa, ululava. Viviam do tempo, exploravam o tempo, do tempo que só ao tal Deus pertencia, mas, esse, Nietzsche encontrara-o morto em Auschwitz. Aguilhoando pela publicidade enganosa os bois que somos nós todos, os Bancos instigavam à compra, ao leasing, ao renting, ao seja como for desde que tenha e já, ao cartão, ao descoberto-autorizado.

Claro que os da política do poder, que vivem no pau de sebo perpétuo do fazer arrear, puxando-os pelos fundilhos, quantos treparam para o poder, querem a canalha contente. E o circo do consumo, a palhaçada do crédito servia-os. Com isso comprávamos os plasmas mamutes onde eles vendiam à noite propaganda governamental e, nos intervalos, imbelicidades e telefofocadas, que entre a oligofrenia e a debilidade mental a diferença é nula. Estamos nisto.

Que interessa? O Império Romano já caiu também e o mundo não acabou. Nessa altura, em Bizâncio, discutia-se o sexo dos anjos. Talvez porque Deus se tivesse distraído com a questão teológica, talvez porque o Diabo tenha ganho aos dados a alma do pobre Job na sua trapeira. O Job que somos grande parte de nós.

"A trapeira do Job" (excertos)

José António Barreiros

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Lições de rico...

por Helena Sacadura Cabral, em 27.06.12

 

Lições de rico dá-as quem pode, de facto. Ou seja quem tem pilim, muito pilim, e não sabe o que será viver de salários mínimos. Mas há sempre quem esteja disposto a ouvi-los.

Na revista francesa Le Point da última semana, uma pequena notícia dá conhecimento que Carlos Slim, mexicano de 72 anos e tido pelo homem mais rico do mundo, terá explicado, no forum da ONU, a sua visão do futuro.

Para ele, os países em crise deverão aumentar os impostos, reduzir as despesas públicas, vender todos os activos - aeroportos, auto estradas, energia - e organizar o sector produtivo com três dias de trabalho por semana e quatro para a família, a educação e o descanso.

Preconiza, igualmente, a utilização da alta tecnologia informática e coloca nos setenta anos, a idade para a reforma, à excepção dos trabalhos mais duros.

Perante tal cenário, as troikas são peanuts... 

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O PS relativo

por Teresa Ribeiro, em 27.06.12

Apesar de ter sido condenado em primeira instância por atentado à liberdade de Imprensa, Ricardo Rodrigues vai continuar vice-presidente da bancada parlamentar do PS.

Os socialistas não escondem a esperança que depositam na justiça, já que a defesa do deputado vai recorrer da sentença. No íntimo esperam que confiscar gravadores a jornalistas possa passar como um acto irreflectido, um ataque de nervos, vá lá, uma maroteira. E continuarão, intrépidos, as suas actividades fiscalizadoras da liberdade de expressão. Ricardo Rodrigues, além de vice-presidente da bancada socialista também é representante no parlamento do Centro de Estudos Judiciários, actividade que, imagina-se, continuará a exercer sem quaisquer constrangimentos. 

 

Adenda: Ricardo Rodrigues acaba de suspender funções no PS. Ah, valente!

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O jogo da morte

por Rui Rocha, em 27.06.12

 

9 de Agosto de 1942. Kiev, depois de anos de submissão à chibata de Stalin, fora ocupada pelas botas nazis. Alexei Klimenko estava sentado no balneário. Ao seu lado, Trusevich sacudia a poeira da camisola de guarda-redes. Em frente, Goncharenko apertava lentamente os cordões gastos das chuteiras. Quando o oficial das SS entrou, fazendo soar os tacões nos ladrilhos, o pensamento de Klimenko voou para muito longe dali. Para os tempos em que jogava no Dínamo. Nos últimos dias, a memória era o seu único refúgio. Habituara-se a encadear os factos a uma velocidade vertiginosa. Um segundo de ausência do presente valia-lhe por meia vida. Meia vida vale muito quando o presente não vale nada. Recordou a chegada dos alemães à cidade. As atrocidades que presenciara. O campeonato de futebol promovido pelos nazis para iludir a crescente hostilidade da população. A fome. As vitórias fáceis contra as outras equipas locais. A humilhação. O baile de bola contra os húngaros. A vergonha. O jogo fatal de 17 de Julho contra a PGS, uma equipa de militares alemães que a sua, o FC Start, devia ter perdido. E que ganhou. A raiva. O jogo de 6 de Agosto contra a Flaklef, composta por pilotos da Luftwaffe. Que a sua equipa devia ter perdido. E que ganhou. O medo. O agendamento de nova partida contra a Flaklef para esse dia 9 de Agosto. O cansaço. A visita do outro oficial das SS ao balneário antes deste jogo começar. E a advertência de que deviam perfilar-se perante o público, fazer a saudação nazi e gritar Heil Hitler. E perder. As pernas a tremer. Os braços esticados antes de pousarem sobre o peito. O grito de Fizkulthura que saiu, em desafio, da garganta de Trusevich, entrou pelos seus ouvidos e saiu pela sua boca e pela de todos os outros. A dor. Nas pernas, nos braços, na cabeça. Dos pontapés e cotoveladas dos alemães a que o árbitro fechava os olhos. E a que não deviam responder. E a que responderam. Com três golos contra um. Agora, no presente que não valia nada, o oficial das SS aproveitava o intervalo para os ameaçar. Se teimassem em derrotar a Flaklef, o seu destino estava traçado. Klimenko voltou ao campo. As pernas tremiam-lhe de atrocidades, de fome, de vergonha, de raiva, de cansaço. Já só ouvia o grito de Trusevich que, sem saber como, saíra da sua própria boca.  O FC Start marcou mais duas vezes. Tantas como a Flaklef. Quando faltavam alguns minutos para o fim do jogo, Klimenko fintou o guarda-redes alemão. Correu para a baliza deserta. Parou a bola sobre a linha de golo. Virou as costas às redes e chutou-a de novo para o meio-campo. Nesse momento, os olhos de Klimenko viram simultaneamente o presente e o futuro. A humilhação dos alemães e a derrota da propaganda nazi aos seus pés. E os interrogatórios da Gestapo, a tortura, os fuzilamentos ou o campo de concentração que se seguiriam para si e para os seus colegas de equipa. Ninguém dirá que chorou. Porque nesse preciso momento começou a cair sobre o Estádio Zenit uma chuva mansa que lhe lavou as lágrimas.

 

* Escrito a partir de factos reais que podem ler-se, aqui, aqui ou aqui. Ou no livro de Andy Dougan.  Fotografia retirada daqui. Os jogos de vida, como aquele que hoje tem lugar em Donetsk, a umas centenas de quilómetros de Kiev, devem festejar-se independentemente do resultado. Os jogos de morte são bem outra coisa.                    

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Parabéns!

por João Carvalho, em 27.06.12

 

Quem faz anos cá em casa, quem é?

Hoje é o nosso Luís Menezes Leitão, pois é.

Parabéns da tribo delituosa, Luís!

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As canções do século (909)

por Pedro Correia, em 27.06.12

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Ups!

por Rui Rocha, em 26.06.12

Egan-Jones cuts Germany on exposure to euro zone.

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Incentivos ao visionamento do Euro 2012, #2

por Ana Cláudia Vicente, em 26.06.12

 

Podemos não ter ficado tristes com a saída de Inglaterra do Euro 2012, mas Scott Parker, o mais trim and dapper deles todos, deixa saudades. Sniff. Ei-zi-o aqui a dizer farewell - confio que, em estrita observância ao velho Tratado de Windsor (ou, como disse em tempos uma aluna minha, ao «Tratado de Whiskas») - à Selecção Espanhola.

 

Nome: Scott Parker

Selecção: Inglaterra

Clube: Tottenham (alias Tottenham Hotspur Football Club)

Posição: Médio

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As palavras necessárias

por Ana Margarida Craveiro, em 26.06.12

"Creio, porém, que aprendi muito no processo de escrevê-las, e sinto-me satisfeito por tê-las escrito. A minha dificuldade era comprimir o que tinha de contar dentro de certo número de palavras, que não devia ser excedido, deixando ao leitor, ainda assim, a impressão de que contara tudo quanto havia para contar. Foi isto que tornou divertida esta empresa. Foi, também, salutar. Eu não podia desperdiçar uma só palavra. Tinha de ser sucinto. Surpreendi-me ao verificar quantos advérbios e adjectivos podia dispensar sem causar qualquer dano ao assunto ou à forma. Com frequência, escrevemos palavras desnecessárias porque dão à frase um torneio melhor. Foi, para mim, um óptimo exercício procurar o equilíbrio de uma frase sem utilizar uma palavra que não fosse necessária ao sentido."

 

Somerset Maugham, no Prefácio de Em Terras Estranhas, colectânea de contos.

 

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Um caso exemplar

por Pedro Correia, em 26.06.12

 

Nunca li nada do escritor francês Antoine Volodine. Mas vou comprar o mais recente livro dele editado em Portugal, intitulado Macau. Por vários motivos, o primeiro dos quais devido à seguinte nota aos leitores incluída na obra pela editora Sextante: "Por decisão do autor, o presente livro não segue o novo Acordo Ortográfico".

Soube disto pelo José Mário Silva, que justamente sublinha: "Não deixa de ser extraordinário que um autor de língua francesa seja mais aguerrido na defesa das nossas consoantes mudas do que muitos escritores portugueses, indiferentes ou cúmplices perante as amputações e alterações absurdas à grafia da língua."

Um caso exemplar.

 

ADENDA: vai acesa a polémica na caixa de comentários deste texto. Ainda bem. A ideia era mesmo essa.

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