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A vida continua...

por Helena Sacadura Cabral, em 30.04.12
 
"Os filhos são um empréstimo de Deus."
Depois da missa de ontem o meu coração serenou. Fiz tudo quanto o Miguel pediu antes de morrer. Acabei como devia, entregando-o nas mãos de quem mo emprestou. Amanhã ele faria 54 anos.
Hoje recomecei, mansinho, a trabalhar. Como ele desejaria. Mais uma vez em sua homenagem. Aquela que só uma mãe pode dar.
Porque a vida continua e, felizmente, ainda tenho vivos de quem me ocupar.

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"Gorduras do Estado" (44)

por Pedro Correia, em 30.04.12

Caso BPN: Estado colocou gestores em banco falido a ganhar 17 mil euros por mês

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Milagre!

por Rui Rocha, em 30.04.12

 

Sim, já todos sabemos que o futebol é terreno fértil em factos assombrosos. E que desde que um célebre dirigente viu um porco a andar de bicicleta os fenómenos sobrenaturais começaram a suceder-se a uma velocidade vertiginosa. Se dúvidas houvesse, aí teríamos o cabelo de Jorge Jesus a comprová-lo. Todavia, há fronteiras que eu próprio acreditava serem insuperáveis. Por exemplo, parecia-me impossível que uma equipa com um guarda-redes e sete jogadores de campo pudesse actuar em 4x3x3. Mas isso foi antes de ler a edição online do Record.

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Acordo burrográfico (62)

por Pedro Correia, em 30.04.12

- Trinta e oito anos depois do 25 de Abril, o que temos?

- Temos abril.

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Imagem que marca (9)

por André Couto, em 30.04.12



(O medo que se instalou nas pessoas é preocupante. / Assustadas, as pessoas retraem-se e não consomem, o que prejudica o crescimento da economia. / Então é preciso que as pessoas percam o medo. / Está louco? Isso é um perigo! Se as pessoas perderem o medo não vão querer consumir, vão querer mudar a sociedade!...)

"Os homens hesitam menos em prejudicar um homem que se torne amado, que outro que se torne temido, pois o amor quebra-se, mas o medo mantém-se" (Maquiavel).

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Cadáver esquisito (11)

por José Gomes André, em 30.04.12

1. UM LIVRO2. CA...... SARKIS G........N3. OLHOS4. ESCAVAR, 5. IN VINO VERITAS6. TO THE LEFT, AS PERNAS DE STELLA7. O MEDALHÃO8. O SEGREDO9. LABIRINTOS, 10. FRAGMENTOS DE HISTÓRIA

11

UMA VIAGEM

 

Valerya não lhe respondeu. Um pesado silêncio preenchia a sala, entre rostos cabisbaixos e esgares de incómodo. João Cosme esboçou um leve sorriso. Também ele estava surpreendido com aquela estranha revelação, a de um livro com uma data escrita aparentemente dez anos antes da sua publicação. Mas a primeira – a única – resposta que lhe ocorreu para tão invulgar mistério era tão simples quanto divertida. Talvez aquele número rabiscado tivesse sido de facto escrito em 1942. Nada de tão anormal assim, para um homem que durante anos devorara H.G. Wells, Sprague de Camp e Michael Moorcock. Que passara infindáveis tardes imaginando-se para lá dos limites do tempo, capaz de superar as barreiras da física e de conhecer outras realidades, outros homens, outros mundos. Porventura recuar até à época em que os seus dias não eram ainda turvos e o crepúsculo não teimava invadir os seus pensamentos.

1937 – disse em voz baixa Valerya, rompendo o silêncio da sala e cortando abruptamente a intempestiva reflexão de João Cosme.

 

(Este é o décimo primeiro capítulo do nosso 'cadáver esquisito', explicado aqui. A próxima mão a embalar o cadáver é a do José Maria Gui Pimentel.)

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As canções do século (851)

por Pedro Correia, em 30.04.12

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Ligação directa

por Pedro Correia, em 30.04.12

Ao Desfazer Nós, Criar Laços...

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Miguel Portas

por Pedro Correia, em 29.04.12

Uma das melhores definições sobre Miguel Portas vem num texto de Ivan Nunes no Público (hiperligação só para assinantes): «Numa vida muito intensa, tocou uma quantidade extraordinária de pessoas e era - isso é verdade, e é raro - um tipo sem maldade nenhuma.»

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Exílio parisiense

por José Navarro de Andrade, em 29.04.12

Afonso Costa em Paris

Sidónio varreu tudo com um gesto.

Tudo, era a República tal como fora até aí e o gesto incluiu a olvidada batalha do Rato, em que na noite de 5 de Dezembro de 1917 os marinheiros governamentais carregaram pela R. da Escola Politécnica apontando à S. Filipe Nery, acabando em combates corpo a corpo, à baionetada, debaixo de fogo de metralhadora, contra as trincheiras sidonistas do Largo do Rato. Houve quem contasse 200 cadáveres no rescaldo, embora os números certos nunca tivessem sido apurados. “A marinha foi beber água ao Rato” fez-se verso de fado cantado pelas esquinas e tabernas lisboetas.

A república como fora até aí chamava-se Afonso Costa. Ele era dono e senhor do PRP (Partido Republicano Português), pôs e dispôs dos governos, distribuiu o tesouro a quem quis e como quis, remeteu para os confins da oposição quem se lhe atravessou ao caminho, como Brito Camacho e António José de Almeida, aos quais foram reservados papéis meramente decorativos.

Afonso Costa era frio com os inimigos, irascível com os chegados, implacável com todos – inamovível. Além disso tinha sempre razão, o que era sobejamente legitimado pelas aclamações que qualquer plano ou pensamento seu sempre concitava entre os apoiantes. Os erros eram doutros e para lá do círculo de fiéis em que se concertou, só via impostores, oportunistas e mal intencionados. O ídolo não tinha pés de barro, durou 7 anos de poder e moldou o regime à sua feição e a seu bel-prazer, mas quando foi derrubado ninguém socorreu a apanhar os estilhaços.

Que sucedeu a Afonso Costa, depois do golpe de Sidónio? Foi para Paris num exílio de prata (não existe tal coisa como um exílio dourado). Só regressou em 1971, 34 anos depois da sua morte, direito ao jazigo familiar em Seia.

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Blogue da semana

por João Campos, em 29.04.12

Esta semana calha-me a mim escolher o blogue da dita, e confesso que o exercício se torna cada vez mais difícil. Os arquivos já vão longos, e a maior parte dos blogues que leio regularmente com gosto já foram seleccionados. De qualquer forma, ainda tenho um ou dois na manga; e para esta semana escolho o Estado Sentido: um blogue sempre interessante, com boa escrita e reflexões pertinentes sobre este nosso país. 

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O comentário da semana

por Pedro Correia, em 29.04.12

«O Miguel Portas (trato-o assim por sentir certas afinidades de respiração comum) foi uma alma grande e inteira, feita de um corpo de inquietação pelo mais alto das nossas vidas: a justiça, sobretudo para os mais fracos.

Os seus gestos públicos, marcados pela inteligência, tolerância, convicção e empenho, são afinal a expressão de um amor apaixonado por um Portugal, que queria livre e fraterno a sua Mátria a quem serviu de cem maneiras, que foi também uma Pátria em construção no diálogo com o Outro, a Europa, o Mundo.
As suas andanças pelo Médio Oriente, que a RTP transmitiu em programas, à procura das marcas que a nossa história aí deixou, apontam assim no mesmo sentido: elas falam de nós quando nos afastámos para além de nós, dão-nos a ver o Outro que já fomos, mas o Outro é o pano de fundo onde se inscreveram os nossos gestos.
É assim no diálogo do presente com o nosso passado e de nós com o Outro que se encontra o caminho a trilhar para que Portugal possa hoje reorientar a sua situação debilitada. E é a reafirmação política da Europa que há-de condicionar a nossa reabilitação.
Nós assistimos a este compromisso firme, que Miguel Portas traçou até ao fim, entre o destino da Europa na sua conexão orgânica com Portugal.
Obrigado, Miguel, por tudo o que fizeste no plano público. Oxalá bebamos a lição do teu exemplo.»


Do nosso leitor Vasco Tomás. A propósito deste texto do João Carvalho. 

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Frases

por Ana Vidal, em 29.04.12

"Adorávamo-nos para além de todas as diferenças. Mais: adorávamo-nos também por causa das nossas diferenças. Cada um de nós procurava no outro a sua parte de maior verdade."

Paulo Portas sobre Miguel Portas, agora mesmo

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Pontos nos is (15)

por João Carvalho, em 29.04.12

LIMITES

I

Um juiz do tribunal de Portalegre «entendeu que a entrega da casa ao banco liquida toda a dívida do empréstimo do crédito à habitação», o que contraria o hábito instalado na banca de ainda exigir amplas responsabilidades aos exaustos devedores hipotecados.

Vai daí, a Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP) veio a público considerar que «a decisão do Tribunal de Portalegre, sobre uma casa entregue ao banco, prova que os juízes se sabem adaptar às novas realidades do País». Disse a ASJP: "É uma decisão nova que se aplica num tempo novo. É importante que a jurisprudência e as decisões dos tribunais se adaptem à realidade que nós temos."

II

Uma vez mais, a ASJP ultrapassou os limites e fez letra-morta da independência dos juízes, que não obedecem a qualquer hierarquia no seu exercício de julgar, e da sua respectiva irresponsabilidade no que respeita à sua competência decisória.

Que um cidadão opine sobre decisões de tribunais é um direito corrente. Que um dirigente da ASJP e juiz faça o mesmo já é mais duvidoso, por se tratar de um magistrado judicial a comentar decisões que lhe são alheias por pertencerem a processos entregues a outros magistrados judiciais. Que um magistrado judicial o faça em nome da ASJP é claramente abusivo.

Por este caminho e por absurdo, a ASJP parece querer passar a tecer considerações sobre todas as decisões de todos os tribunais judiciais ou, pelo menos, sobre aquelas que puderem fazer jurisprudência. A menos que a notícia, tal como tem estado a ser divulgada, esteja incorrecta e, nesse caso, a ASJP já teve muito tempo para correr a corrigi-la.

III

Curioso é ninguém, por uma vez, restabelecer os limites que a ASJP não consegue respeitar. Está mais do que provado o que sempre achei (e muitos juízes também, felizmente): tentar juntar conceitos de associativismo profissional com posições de organização sindical é uma enorme confusão que devia manter-se bem longe dos respeitáveis limites dos órgãos de soberania.

Ser membro de um órgão de soberania às segundas, quartas e sextas e sindicalista às terças, quintas e sábados não augura nada de bom — nem aos domingos, porque a Justiça não encerra.

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How to cry with words

por Ivone Mendes da Silva, em 29.04.12

No Público de hoje, Miguel Esteves Cardoso escreve uma crónica lancinante. Escolhi este adjectivo criteriosamente, porquanto todos nós desenvolvemos ao longo da vida aquilo a que gostaria de poder chamar a reacção semântica. Reagimos às palavras com preconceito. Eu tenho essa atitude, muitas vezes. Lembro-me de já ter escrito por aí o quanto detesto a palavra comiseração. Li, algures, alguém que dizia ter sentido comiseração pelas manifestações de um amor a que não podia corresponder. É horrível. A comiseração sente-se de cima para baixo, é um ai-coitadinho-tenho-tanta-pena-de-de-ti-mas-não-posso-fazer-nada-estou-aqui-muito-bem.

A comiseração implica uma enorme e detestável sobranceria. É preferível não sentir nada. Digo eu, claro.

Voltando ao lancinante da primeira linha. A palavra pressupõe um cortejo lexical de peso, de lágrima, alguma complexidade sintáctica ao nível da hipotaxe, uma escolha de palavras-setas que entrem em cheio nos olhos do leitor. Pois. Mas, quem muito bem escreve, não precisa da parafrenália gongórica habitual. Depura as palavras que jorram e elas caem sobre a folha reduzidas ao essencial que tudo contém.

Maria João piorou. Diz o MEC:

A minha pessoa é a Maria João e a Maria João passa mal. Nem o amor nem a sabedoria médica a podem salvar. Só a conjugação das duas coisas, mais um acrescento de milagre. O cabrão do cancro alastra-se. (...) Hoje, domingo, é o último dia em que estaremos juntos (...) amanhã logo às nove estaremos na consulta (...) onde nos avisarão das complicações possíveis. (...) Vai morrer o meu amor. Não vai. Como o meu amor por ela, nunca há-de morrer. As coisas acontecem sem acontecer o pensamento nelas. A alma, o coração e a cabeça são coisas diferentes. Que se dão bem. E são amigas. E deixam de ser quando morrem.


É assim que se chora com palavras. Fazer milagres com elas, não sei como é.

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Da capa como arma de sedução

por Pedro Correia, em 29.04.12

 

Um dia destes, quando parar de chover, lanço aqui uma série sobre capas de livros, a partilhar com os colegas de blogue que queiram juntar-se a ela. Hoje, à laia de prelúdio, deixo as capas das edições portuguesas de Paul Auster (chancela ASA). Cada uma delas é uma pequena obra de arte.

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Até já

por Patrícia Reis, em 29.04.12

Por razões de sanidade mental, de tempo e mais uma montanha de outros argumentos extremamente válidos, vou ali e voltarei um dia destes. Desejo-vos dias bons e felizes. Eu estou encerrada para balanço.

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Frases de 2012 (20)

por João Carvalho, em 29.04.12

«[O líder do PS] sucede a um delinquente político chamado Sócrates, o pior exemplo que jamais, na História de Portugal, foi dado ao País (...)»

Maria Filomena Mónica em entrevista ao i

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As canções do século (850)

por Pedro Correia, em 29.04.12

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«Ele merece, sem dúvida»

por Pedro Correia, em 28.04.12

 

A meio da tarde, enquanto aguardava duas horas, numa imensa fila de pessoas que se estendia do Campo Pequeno à Avenida Defensores de Chaves, dobrando duas esquinas sucessivas, escutei um homem que por ali passou dizer a outro: «Ele merece, sem dúvida.» Sabia a razão daquela fila interminável: durante cerca de cinco horas, milhares de pessoas deslocaram-se hoje ao Palácio Galveias para prestar uma sentida e expressiva homenagem ao eurodeputado Miguel Portas, que morreu terça-feira em Antuérpia a poucos dias de completar 54 anos.

Escutei por acaso aquela frase, que me pareceu uma excelente legenda para esta romagem de apreço por um homem que soube cativar figuras dos mais diversos quadrantes ideológicos. Por isso não me admirei de ver por lá gente tão diversa como Mário Soares, Maria Barroso, Ramalho Eanes, Jorge Sampaio, Pedro Passos Coelho, Assunção Cristas, António Costa, Marcelo Rebelo de Sousa, Manuel Carvalho da Silva, Pedro Santana Lopes, Teresa Villaverde, Pina Moura, Almeida Santos, Luís Fazenda, Ruben de Carvalho, Manuel Graça Dias, Bagão Félix, Maria João Avillez, João Cravinho, António-Pedro Vasconcelos, Rui Vilar, Ricardo Costa, Pezarat Correia, António Vitorino d'Almeida, Inês de Medeiros, Mário Crespo, Pedro Choy, João Botelho, José Fonseca e Costa, Mário Tomé, Maria Antónia Palla, Vítor Dias, António Pires de Lima, Joana Amaral Dias, Ângelo Correia, Judite Sousa, Pedro Rolo Duarte, António Perez Metelo, Vasco Vieira de Almeida, José Sá Fernandes e José Ribeiro e Castro - entre tantas outras personalidades.

Enquanto abraçava os dirigentes do Bloco de Esquerda presentes junto à urna (Francisco Louçã, João Semedo, Fernando Rosas e José Manuel Pureza) e os familiares mais próximos de Miguel Portas, incluindo os irmãos Catarina e Paulo e a nossa Helena, ia confirmando este raro condão do eurodeputado bloquista que perdurou para além do seu desaparecimento físico: ele era capaz de congregar a admiração sincera de muitos que não pensavam como ele. Por ser veemente na defesa dos seus ideais, transparecendo calor humano e convicção, sem nunca confundir claras divergências políticas com animosidades pessoais.

«Ele merece, sem dúvida.» Em dia de despedida, Miguel Portas podia ter muitos epitáfios. Este - espontâneo, genuíno e popular - foi um dos mais certeiros. 

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Ler

por Pedro Correia, em 28.04.12

Miguel Portas (1958-2012). Da Ana Cristina Leonardo, no Vias de Facto.

Isto irá. De Rui Tavares.

IRS. Do José Adelino Maltez, no Forte Apache.

Tristes trastes. Do Pedro Rolo Duarte.

Tribunal Constitucional, somas e subtracções. De Zélia Pinheiro, no Gremlin Literário.

Da arte de não saber fazer. Da Catarina Reis da Fonseca, no Impressões.

Guardiola: um homem excepcional. Do Rui Herbon, n' A Escada de Penrose.

Uma derrota gloriosa. Do Adelino Cunha, no És a nossa Fé.

Fame Monsters. De Mary, n' A minha vida dava uma série.

Oxalá. De Cristina Nobre Soares, no Come chocolates, pequena.

A minha amiga Constança. Da Sónia Morais Santos, no Cocó na Fralda.

O retorno. Do Bruno Faria Lopes, no Elevador da Bica.

A Festa dos Livros. Do Luís Milheiro, no Largo da Memória.

O sonho e a grandeza. Do Manuel S. Fonseca, no Escrever é Triste.

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Uma terra onde as flores crescem

por Ana Vidal, em 28.04.12

 

Proponho que se prenda a criatura numa cela pequena mas com muito boa acústica. Depois, que lhe instalem em sessões contínuas uma eterna banda sonora: a canção que quarenta mil pessoas lhe cantaram à porta do tribunal. Ele alega que não é louco? Pois bem, ficaria louco em pouco tempo, e da forma mais adequada. Talvez antes de enlouquecer conseguisse entender o que significa "uma terra onde as flores crescem".

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Fotografias tiradas por aí (39)

por José António Abreu, em 28.04.12

Junto a Pinhanços, entre Seia e Gouveia.

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Sulfúricas

por Laura Ramos, em 28.04.12

A oposição desapareceu. O PS não existe, nem sei o que é aquilo. O líder não tem carisma, não sabe o que há-de fazer, está condicionado pelo acordo com a troika. E sucede a um delinquente político chamado Sócrates, o pior exemplo que jamais, na História de Portugal, foi dado ao país: ir para Paris tirar um curso de “sciences po”, depois daquela malograda licenciatura – à qual não dou a menor importância, pois há muitos excelentes políticos que não são licenciados.
O engenheiro Sócrates foi o pior que a política pode produzir.

Depois de tantos processos em que mentiu, aldrabou, não depôs, ninguém percebeu o que se passou com o Freeport, os portugueses perguntam-se onde foi ele buscar dinheiro para estar em Paris.
- Quem é que lhe paga as despesas e o curso?
A esquerda socialista tem ali este belo exemplar a viver no 16ème, e um sucessor que não inspira ninguém. 


Maria Filomena Mónica, 27-04-2012

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A vida toda

por José Navarro de Andrade, em 28.04.12

Onde, senão à mesa?

 

 Duarte Amaral Netto, "Lisboa", 2002

 

 Michael De Brito, "The Gathering", (óleo s/ tela), 2006

  

 Olivia Arthur, "In the kitchen during a house party in Teheran", 2009

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As ilhas que eu vejo (7)

por João Carvalho, em 28.04.12

 

Tanto verde, tanta cor...

 

 

... e todos os caminhos vão dar ao azul imenso.

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As canções do século (849)

por Pedro Correia, em 28.04.12

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Um imenso abraço

por Helena Sacadura Cabral, em 27.04.12

Com o meu filho Miguel foi uma parte de mim. Possivelmente a melhor. Mas o que ele me deixou de amor será o suporte dos dias que ainda irei viver até o voltar a encontrar.

A todos os que aqui me acarinharam vai o meu imenso e reconhecido abraço. Bem hajam!

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Governo dá novas excepções salariais a institutos públicos. Vergonha não lhes falta. Lata também não. Respeito pelos portugueses é nulo. Corro o risco de me repetir ad eternum. Infelizmente.

 

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Lakraus

por Ana Vidal, em 27.04.12

"Ouvir um poeta é como ver um cozinheiro comer", parece que dizia Kraus. Pelo menos é o que afirma este dono e senhor da "boa poesia", seja lá isso o que for. Como já vi vários cozinheiros comer e isso nunca me chocou, não percebo muito bem o que significa o aforismo. Admito que os cozinheiros amigos de Kraus fossem menos civilizados do que os que conheço, e que o espectáculo não fosse agradável. Ainda assim, seria sempre preferível ao de um ressabiado a destilar ódios avulsos.

 

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"Gorduras do Estado" (43)

por Pedro Correia, em 27.04.12

Refer e metros somaram 10,6 mil milhões aos défices desde 1995

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Sentir tudo

por José António Abreu, em 27.04.12

Fiona Apple é indubitavelmente uma extraordinary machine – mas uma machine lenta. Isto foi há quase sete anos. Felizmente, parece que agora é a sério e que o novo álbum (o quarto em dezasseis anos), com o fantástico título de The Idler Wheel is Wiser than the Driver of the Screw and Whipping Cords Will Serve You More than Ropes Will Ever Do (nada de novo: o título completo do segundo era um poema com oito versos) será lançado em Junho. No site dela pode escutar-se o primeiro single (e ver-se Fiona interpretando-o ao vivo, bem como a outro tema, mas ambos os vídeos têm fraca qualidade de som). No refrão, ela canta: Every single night is a fight with my brain / I just want to feel everything. Sim, acabei de suspirar.

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Piano Bar

por Laura Ramos, em 27.04.12

    Hoje faço minha a escolha do Miguel Portas no facebook, em 18 de Abril, por sugestão de um amigo libanês

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No fundo é isto.

por Luís M. Jorge, em 27.04.12
O endividamento das famílias, das empresas e dos Estados tem servido para discursos simplistas (...). Hoje, toda a economia e toda a sociedade vive para financiar a banca e os mercados financeiros em vez de acontecer o oposto. O que tem de acontecer para voltar a pôr as instituições financeiras no lugar que lhes tem de caber é global e exige uma extraordinária coragem política - aquela que nem aos islandeses está a chegar. A dividocracia (...) é, depois das ideologias totalitárias dos anos 30, o mais poderoso instrumento de subjugação dos cidadãos e dos Estados a poderes não eleitos. Vencer a chantagem do poder financeiro - que alimenta a dívida e se alimenta da dívida - é, neste momento, a primeira de todas as batalhas de quem se considere democrata. É aqui que se fará a trincheira de todos os combates políticos deste início de século.

Dois comentários: 1) isto não se resolve com o mesmo vocabulário altermundialista do costume. Nunca se muda o mundo sem mudar primeiro a retórica. 2) Isto também não se faz sem valores de direita: autonomia, patriotismo, respeito pelo dinheiro.

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Bodes expiatórios

por Ana Lima, em 27.04.12

Por motivos que agora não interessam, mas que basicamente se prendem com a minha incapacidade de me integrar em muitos dos pressupostos da economia capitalista, sou a feliz proprietária de um automóvel que fará, em Março do próximo ano, 20 anos desde que foi matriculado. Sempre esteve na minha mão. Foi o meu primeiro e único carro até ao presente. Só duas vezes me deixou ficar mal (ambas porque a bateria não colaborou). O que eu espero dele, ele tem-me dado. É certo que o seu aspecto já demonstra a sua idade mas não sinto qualquer vergonha quando, nos semáforos ou  em filas de trânsito, fica lado a lado com modelos novos em folha, ou quando tenho que fechar manualmente portas e vidros; ou ainda quando, nas manobras, a inexistência de direcção assistida me obriga a fazer mais movimentos que os outros condutores.

A perspectiva de uma avaria que o impeça de circular assusta-me porque me faz falta no meu dia a dia e porque sei que não tenho hipóteses de comprar outro; mas também porque gosto genuinamente dele.

Por ser uma defensora do uso dos transportes públicos só utilizo o meu automóvel quando preciso dele, nas deslocações em que as alternativas são más ou não existem. Não é o caso do centro da cidade de Lisboa, onde trabalho. Comboio, metro, autocarro são meios de transporte que nos levam a praticamente todo o lado e não é preciso fazer grandes testes “à la Top Gear” para perceber que, quase sempre, um percurso feito por estes meios nos permite ganhar mais tempo e diminuir a irritação das filas de automóveis a certas horas.

Mas, até há algumas semanas atrás, eu tinha a opção de preferir os transportes públicos. Agora, caso queira circular, em determinados dias e determinadas horas em determinadas vias, não o posso fazer sem correr o risco de ser multada. Dizem que é para restringir a circulação de veículos poluentes.  Ora eu sei que existem estudos que levaram a este tipo de medidas em alguns países europeus mas eles não provam uma relação absoluta de causa-efeito entre o número de anos que tem um automóvel e a emissão de gases poluentes.  Não sei se a carta, referida, por ex., aqui, obteve resposta, mas as questões nela colocadas parecem-me pertinentes.

Eu não quero alterar os meus hábitos e por isso continuarei a utilizar os transportes públicos. Aliás os proprietários de carros mais velhos, tratando-se de carros únicos (não falo de quem colecciona automóveis antigos ou tem vários), não têm normalmente capacidade económica para se deslocarem diariamente, para o trabalho, de carro. Entre outras, a dificuldade em pagar a gasolina deve-se, não ao receio de que ela se liberte em excesso, para a atmosfera, sob a forma de gases tóxicos, mas ao seu preço, que teima, esse sim, em se manter bem lá em cima.

A necessidade de diminuir os níveis de poluição em Lisboa parece-me inquestionável. Mas que seja à custa destes bodes expiatórios, tão fracos no seu poder, quanto na sua efectiva responsabilidade no problema, parece-me a forma mais fácil, pois não toca os que, tendo mais poder, poderiam levantar questões de forma mais comprometedora; mas a que menos resultados poderá alcançar. Até porque, num país em que trocar tantas vezes de carro, só porque sim (nem que para isso a família, a empresa, o organismo público tenha que se endividar) é uma prática tão comum, a percentagem de veículos abrangidos não é significativa.

Primeiro foram os veículos anteriores a 1992. Agora são os anteriores a 1996. Qualquer dia só os últimos modelos circularão no centro da cidade. E aí sim, teremos uma cidade moderna, com ruas cheias de reflexos nos metais brilhantes e a cheirar a plástico novo. Já menos poluída, duvido.

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Belles toujours

por Pedro Correia, em 27.04.12

 

 

Zooey Deschanel

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Alteração de data

por Ana Vidal, em 27.04.12

Por razões meteorológicas, a data do lançamento deste livro foi alterada para o último dia da Feira do Livro: Domingo, 13 de Maio. Mesma hora e local. Obrigada.

 

 

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As canções do século (848)

por Pedro Correia, em 27.04.12

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Reflexão do dia

por Pedro Correia, em 26.04.12

«A notícia da sua morte causou-me uma profunda tristeza, como não é costume ter-se com pessoas que conhecemos mal. Atribuo isso ao carácter expansivo e à energia generosa de Miguel Portas. Inteligente, culto, criativo, ele pertencia a essa casta de seres humanos que procuram tornar o mundo num lugar um pouco mais civilizado. Por vezes erram, por vezes acertam. Nunca desistem dessa esperança. Miguel Portas deixa um vazio de inteligência e ousadia na esquerda portuguesa, deixa uma memória do que fez, e foi muito, e a inquietação do que poderia ter feito, dada a sua criatividade e ainda relativa juventude; e deixa sobretudo a melancolia do seu eterno riso que representava uma forma especial de olhar para a vida e para o mundo.»

Francisco Assis, no Público

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"Gorduras do Estado" (42)

por Pedro Correia, em 26.04.12

Renda milionária em sede da PSP

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Acordo burrográfico (61)

por Pedro Correia, em 26.04.12

- Você atua?

- Ia dizer-te que podias tratar-me por tu mas vejo que afinal já tratas.

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Pontos nos is (14)

por João Carvalho, em 26.04.12

LAMAS

Pela boca do deputado Basílio Horta, o PS «considerou hoje "um mau negócio" a Oferta Pública de Aquisição (OPA) da Camargo Corrêa à Cimpor, afirmando que "lesa" o interesse público e o Tesouro.» Até pode ser, mas José Sócrates e os seus pares de má memória também foram um péssimo negócio para o País e fartaram-se de desprezar o interesse público e o Tesouro sem que o ex-centrista ou qualquer outro deputado socialista abrisse a boca para denunciar o descalabro.

A OPA à Cimpor e o desgoverno de Sócrates representam bem o modo como o PS costuma reflectir: dois pesos e duas medidas. Com a agravante de termos agora de vender os parcos haveres nacionais para tentarmos sobreviver e sair do charco socialista e lamacento em que mergulhámos.

Se Basílio Horta ainda vivesse à sombra do CDS-PP, por certo conseguiria reflectir melhor sobre a crise que nos entalou e os maus negócios lesivos do interesse público seriam então outros lamaçais.

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Socorro!

por José Navarro de Andrade, em 26.04.12

 http://www.tvi24.iol.pt/politica/25-de-abril-deputados-ignorancia-tvi24/1343694-4072.html

 

Estas imagens são arrasadoras. O respeito que se deve à função de deputado é curto-circuitada pelo própria ignorância dos eleitos acerca do regime no qual ascenderam à condição de protagonistas. Isto não é uma questão de cultural geral, de conhecimento escolar da história - é uma questão política. Quem é que eles representam além da organização que os escolheu?

Depois é sempre a descer: a língua de pau  do rapazinho engravatado que foge à questão com ridículas generalidades; a total falta de decoro emocional (falta de educação, filha) da menina do PSD; a submissa ortodoxia da jovem do PC a dizer que foi ali parar porque o partido mandou e o relaxamento blasé do moço creio que do Bloco, o partido que tem os quadros políticos há mais tempo em actividade do espectro parlamentar. Para maior desconsolo resta-nos imaginar que a tremenda má fé desta reportagem poderia fazer ricochete se fosse atirada contra as redações que gostam tanto de apontar o dedo - diz o roto ao nu.

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Imagem que marca (8)

por André Couto, em 26.04.12



25 de Abril e o que os deputados (não) sabem. Inenarrável. Só vendo.
(Parabéns ao jovem Deputado do CDS/PP Michael Seufert.)

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Passado presente (especial)

por João Carvalho, em 26.04.12

 

Televisão analógica (Portugal, 26 de Abril de 2012)

(Para alguns parece que o sinal de televisão foi a enterrar)

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Lá vem ele outra vez com esta chatice...

por José Navarro de Andrade, em 26.04.12

Ian Baxter, "Television works" (detalhe), 1999-2006 

 

A categoria filosófica que se denomina como “altruísmo”, quando desce ao campo da ideologia recebe à direita o nome de “caridade” e à esquerda o de “solidariedade”. Não são exactamente iguais porque em ambos os casos é necessário adequar o altruísmo aos conceitos que o vão rodeiar e conformar. Comum a eles é a imposição de um princípio moral ao “interesse”, que sobre este deve ter a primazia sobretudo em caso de conflito. Desde pelo menos Adam Smith que se percebeu que esta imposição é contrária à lógica e ao bom senso, pois em todas as circunstâncias agimos verdadeiramente movidos pela necessidade e pelo interesse. A única razão que legitima a prevalência da moral sobre os interesses, é, na verdade, bastante interesseira, e por isso frequentemente iludida: pratico a caridade ou a solidariedade enquanto um contrato social, o qual consiste, de forma genérica em dar um pouco aos outros de modo a prevenir que eles tenham motivos para me tirarem tudo.

Vem este altissonante parágrafo a propósito (ou despropósito) de ser hoje o dia em que assistimos ao desfecho da maior agressão feita ao consumidor (ou ao cidadão) português nos últimos anos, perpetrada sem o rebuço da má consciência, perante o silêncio e a passividade da maioria.

Estou a falar da TDT (televisão digital terrestre).

Há uma enorme probabilidade, diria mesmo garantia, que ao leitor destas linhas o problema lhe seja de todo indiferente, precisamente por estar ler estas linhas. Se o faz é porque tem acesso à internet; se o tiver em casa aposto singelo contra dobrado que ela lhe chega através de um pacote de triple play (tv-internet-telefone) com uma operadora de telecomunicações, pacote esse que é de todas as opções a mais racional porque a mais económica. Se por outro lado estiver a ler estas linhas no emprego (não se preocupe, são milhares que o fazem…) é provável que tenha um estatuto suficientemente elevado (ou seja de simples classe média) para ter em casa pelo menos a tv por cabo. Em qualquer um dos casos a TDT não lhe diz respeito. Dirá, talvez à sua mãe, já idosa, ou aos primos lá da aldeia, distantes.

Foi isto, o facto: de TDT passar ao lado da classe média; de a TDT ser indiferente, senão antagónica, aos interesses dos mídia a que essa classe média tem acesso; de a TDT ser irrelevante às preocupações dos agentes económicos que investem nos mídia; e de a TDT não proporcionar significativos ganhos políticos aos deputados e organizações com assento parlamentar, nomeadamente porque o afastamento dos mídia não lhes oferece exposição neles; foi isto a tempestade perfeita que varreu a questão para debaixo do tapete – nenhuma indignação moral, portanto.

Too much adoo about nothing? Nem por isso, se olharmos para o fracasso (fraude?) da TDT como um exemplo do estado económico e político em que estamos atolados. E já agora do estado ético, coisa bem diferente de moral.

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Publicidade nr qualquer coisa

por Patrícia Reis, em 26.04.12

 

Grande anúncio, homenagem às mães, totalmente omissão de marcas até ao genérico final. Música de Einaudi. Uma ideia que dignifica a vida dos atletas profissionais e da sua claque pessoal. Muito bom.

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As ilhas que eu vejo (6)

por João Carvalho, em 26.04.12

 

É bom estar de novo nos Açores, ainda que este regresso seja só por uns dias.

 

 

Em breve estarei de volta ao meu velho Porto, mas faz bem à alma vir aqui.

 

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Bom dia

por Patrícia Reis, em 26.04.12

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As canções do século (847)

por Pedro Correia, em 26.04.12

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