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por Pedro Correia, em 31.01.12

Fact Check #1 - Miguel Sousa Tavares. Do João Caetano Dias, no Blasfémias.

Quando os extremos se tocam, apedrejam e pontapeiam. De Carlos Guimarães Pinto, n' O Insurgente.

Denúncia à Inspecção Geral do Trabalho III (por e mail). Do Rodrigo Moita de Deus, no 31 da Armada.

Agitprop patética. De Fernando Lopes, no Diário do Purgatório.

Vacas sagradas, não tenho. De M, n' 1 Dia Atrás do Outro.

Uma Europa pisada e exangue. Do Rui Bebiano, n' A Terceira Noite.

Umberto Eco e a identidade europeia. De João Vacas, no 31 da Armada.

O problema das traduções. De ASM, no África Minha.

Lixo e Lídia. De Maria do Rosário Pedreira, no Horas Extraordinárias.

A propósito de um comentário meu não aprovado. Do Luís Naves, no Forte Apache.

Nos 90 anos de Nuno Teotónio Pereira. Da Joana Lopes, no Entre as Brumas da Memória.

Louvor às caixas de comentários. Do Ferreira Fernandes, no DN.

 

(em actualização)

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De blogue em blogue

por Pedro Correia, em 31.01.12

Aparecem agora estes a dar réplica a estes. Certamente para aplaudirem coisas como esta. Só não vê quem não quer: a bloga anda animada.

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Pérolas a PIIGS.

por Luís M. Jorge, em 31.01.12

Correndo o risco de maçar a poetisa Elisabete, o doutor Amorim e outros vultos tormentosos do liberalismo e da moral, aqui deixo o envio para um artigo recente de Paul Krugman no New York Times. Chama-se “O Fiasco da Austeridade“. E como sei que a sabedoria, principalmente a que nos chega  dos sãos princípios da escola da vida, nem sempre é acompanhada por um conhecimento profundo de línguas estrangeiras, eis um bom resumo em português.

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E está tudo dito... ou não?

por Patrícia Reis, em 31.01.12

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Nicholas Ray

por Helena Sacadura Cabral, em 31.01.12

 

"Take care of each other. It’s your only chance of survival. All the rest is vanity”.

Este é o testamento do realizador Nicholas Ray, um dos últimos românticos de Hollywood e que eu adoro.

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A nova Judite

por Helena Sacadura Cabral, em 31.01.12

Não sei o que se passa com a Judite de Sousa. Antes tinha um chic natural e uma conversa inteligente. Agora o espalhafato das toilletes e dos penteados, o botox labial, a cor das unhas e a dimensão dos aneis distrai-me de tal modo, que não oiço o que diz. Medina Carreira, esse, parece que a não vê. Estranho...

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Romance de parede

por Pedro Correia, em 31.01.12

Lisboa, Rua Quirino da Fonseca

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Encontros felizes (20)

por Ana Vidal, em 31.01.12

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Transportes públicos? (43)

por João Carvalho, em 31.01.12

 

O transporte certo é o que consegue levar todos os nossos amigos e os seus respectivos pertences... 

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A biblioteca na paragem

por João Carvalho, em 31.01.12

 

Depois deste e deste posts, ficamos agora a dever estas fotografias de bibliotecas em paragens de transportes públicos à nossa comentadora Madalena. São em Israel e recomenda-se que quem levar livros das prateleiras montadas nos abrigos os devolva ou deixe ficar outros, mas ninguém é obrigado a isso.

 

 

A verdade é que os livros andam de mão em mão e a iniciativa é apreciada por muita gente. Passageiros ou não.

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Frases de 2012 (5)

por Pedro Correia, em 31.01.12

Tenho mais que fazer do que andar a ver blogues.»

Judite Sousa para Medina Carreira, esta noite, no programa Olhos nos Olhos (TVI 24)

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As canções do século (761)

por Pedro Correia, em 31.01.12

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Ligação directa

por Pedro Correia, em 31.01.12

Ao Viseu, Senhora da Beira.

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Trocadilhos & Proporções

por Rui Rocha, em 30.01.12

 

Os Maias estão para a Meyer como a Livraria Portugal está para a FNAC.

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Suicídio.

por Luís M. Jorge, em 30.01.12

A Deco informa que um terço dos jovens com mais de 18 e menos de 34 anos pensou em matar-se. Está mal. Numa altura destas, não me parece recomendável que as associações para a defesa dos consumidores andem por aí a dar ideias ao Governo.

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O homem duplicado

por Pedro Correia, em 30.01.12

 

Há oito anos, escrevi no Diário de Notícias que Arménio Carlos seria o sucessor de Manuel Carvalho da Silva na CGTP. Lembro-me de que na altura não foi fácil encontrar fotografia do obscuro coordenador da União dos Sindicatos de Lisboa, então totalmente desconhecido da opinião pública. Sabia-se, isso sim, que a cúpula comunista estava irritada com as contínuas fugas à ortodoxia de Carvalho da Silva e pretendia substituí-lo por um homem aparentemente mais duro mas afinal muito mais dócil no cumprimento das directivas partidárias. Por um motivo fácil de explicar: a CGTP é o mais poderoso instrumento de acção estratégica do Partido Comunista, que após ter perdido os seus bastiões operários e autárquicos recuou com a tenacidade de sempre -- um passo atrás, dois passos à frente, recomendava Lenine -- para o seu derradeiro reduto, o do sindicalismo nas áreas da administração pública e das empresas públicas, designadamente na área dos transportes. Quanto mais Estado, tanto mais a CGTP se robustece. E quem diz CGTP diz PCP. Não faz qualquer sentido a actual correlação de forças -- firmada durante os anos do "processo revolucionário" -- na cúpula da central sindical onde os comunistas estão em larga maioria, remetendo independentes, socialistas, católicos e bloquistas para posições minoritárias. Algo sem paralelo na sociedade portuguesa.

Essa foi talvez a cacha mais fácil da minha carreira jornalística, à semelhança de outra -- que escrevi com meses de antecedência -- em que garantia, também no DN, que Jerónimo de Sousa seria o sucessor de Carlos Carvalhas como secretário-geral dos comunistas. Porque não há nada mais previsível do que o ritmo "lento" e "vertical" -- sem qualquer traço revolucionário -- em que ocorre o processo de tomada de decisão no PCP. E se a ascensão de Arménio Carlos acabou por ficar quase uma década no congelador isso deveu-se apenas à fortíssima popularidade de Carvalho da Silva na sociedade portuguesa, alcançada não por causa da sua ligação enquanto militante de base aos comunistas mas apesar dela.

 

Virada a página, reforça-se a ligação orgânica da central ao partido com a promoção a dirigente máximo de um membro (desde 1988) do Comité Central do PCP, vinculado às rígidas normas de disciplina interna impostas pelo "centralismo democrático". Esta subordinação -- que Carvalho da Silva nunca aceitou na integridade -- torna agora mais nítido o controlo comunista da CGTP, onde o direito de tendência é rigorosamente interdito e as "minorias" (largamente maioritárias na sociedade) servem apenas para conferir um vago verniz pluralista a uma organização que o PCP passa a tutelar de forma ainda mais inflexível.

Era isto que eu gostaria de ter visto dissecado e debatido nos dias que precederam a entronização de Arménio Carlos, o homem que se prepara para duplicar sem deslizes o discurso sindical de Jerónimo de Sousa em todos os telejornais, tal como o PEV duplica a retórica comunista na frente parlamentar. Mas isso seria talvez exigir demasiado de um certo jornalismo e de uma certa "opinião" que se esgotam na poeira do instantâneo sem repararem no essencial.

Publicado também aqui

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Tal como o próprio nome indica

por Rui Rocha, em 30.01.12

Os cavaquistas anónimos têm dificuldade em ser sóbrios.

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Não faltam vozes de escândalo perante a intenção da Alemanha de impor um comissário que passaria a decidir as questões orçamentais gregas. Vejamos então:

- Que soberania existe em precisar de dinheiro emprestado para pagar aos médicos, professores e polícias?

- Alguns dos que agora se indignam passam os dias a clamar contra as vergonhas do nosso país (nomeações de boys, desperdício de dinheiros público, regabofe na Madeira, buraco das autarquias, evasão fiscal, desigualdade na tributação em favor dos de sempre, parcerias público-privadas, privilégios do BES ou da MOTA ENGIL, etc). Estão errados? Claro que não. Tudo isso acontece. Na Grécia é pior.

- Não falta quem aponte as questões estruturais de concepção do Euro (défices de balança comercial da periferia) como única causa do descalabro grego. Talvez fosse bom recordar que a adesão à moeda única foi voluntária (soberana). Se a escolha foi errada... E, para dizer tudo, essa visão esquece todas as desgraças que ninguém nega (as situações descritas no ponto anterior são meros exemplos e existem em dobro na Grécia). Estamos então a defender a soberania do país ou a corporacia dos interesses para os quais é essencial que tudo fique na mesma, lá como cá?

- Em certos discursos parece ser que a única soberania que merece protecção é a dos países devedores. Quando se trata de usar os impostos dos cidadãos para socorrer os devedores, a ideia de soberania some-se. Os interessados não devem pronunciar-se.

Esta é uma questão que vai até ao osso. A ideia de criar um comissário orçamental é péssima. Mas, a sua recusa não se pode fundamentar numa soberania ancorada em factos folclóricos passados porque estes são igualmente péssimos. Só pode fundamentar-se num certo futuro: o de um país responsável, com cidadãos adultos e políticos exemplares. Capazes de libertar o Estado das dependências, vícios, teias e ilusões em que se deixou envolver. Se acreditarmos nisto, percebo a defesa sem concessões da soberania. Se não for assim, o discurso inflamado reduz-se a berrar que os nossos são uns bastardos, mas são os nossos bastardos. Não me importo de participar. Mas, nesse caso, apresentemo-nos todos com a bandeira, à guisa de barrete, enfiada até às orelhas.

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Política na parede

por Pedro Correia, em 30.01.12

Lisboa, Rua de Campo de Ourique

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Delito breaking news

por Rui Rocha, em 30.01.12

 

Nome de Julian Assange falado para responsável das secretas. Fonte bem informada garante que o fundador da Wikileaks tem o perfil necessário para assegurar a continuidade do trabalho que tem sido feito.

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Classe média

por Helena Sacadura Cabral, em 30.01.12

"A classe media está em risco de empobrecimento rápido e pode desaparecer como a conhecemos em Portugal, em consequência da crise económica que o país atravessa, disse ontem o sociólogo Elísio Estanque que lança esta semana um livro sobre o tema".

 

E quem se importa com a questão? Os governantes, decerto não. E a oposição, por norma, não gosta de classe média...  

 

PS. O nome erradamente referido na notícia era Elísio Estampa, que agora foi corrigido. O que explica o delicioso comentário de um leitor atento e cheio de humor!

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Rêves Ardents

por Laura Ramos, em 30.01.12

Raras vezes uma mulher assim, neste meio, detém esta força. Contra a sua obra (e a obra por fazer) contaram séculos de predomínio masculino, oportunamente somados aos mais recentes anos de desconceito dos valores humanísticos, na crista de um poder que devia ser esclarecido porque é o poder de todos os futuros: o universitário.

Não a quiseram por cá? Outros a quiseram. Habituem-se.

Conheço-a há quase tantos anos quanto a mim própria e sei que ela é a força de teimar na acção. A obra lúcida, em movimento, contra o mecanicismo económico, os oráculos da estatística, os que olham fixamente - e sem - um amanhã enganado.

La science sans conscience n'est que ruine de l'âme: foi este o seu estandarte, que diz tudo sobre quanto se perdeu.

Agora, a caminho de Rabat para dirigir o novo polo da maior associação universitária do mundo, deixa na última página do 'Jornal de Letras' o seu Diário de partida de um tempo velho; e de chegada a um tempo  com futuro.

 

Cristina Robalo Cordeiro


(...) Trago comigo um mundo imenso de rostos e de afectos. Deixo uma casa, uma cidade, uma universidade. Ou, pelo menos, uma certa ideia da minha universidade, no sentido que De Gaulle dava à celebérrima afirmação «Je me suis toujours fait une certaine idée de la France».

Detenho-me na resposta de Bellabes à última pergunta que lhe é colocada: «Não gosto de competições! Apenas uma forma de competição me interessa, a que me põe face a mim, em face de mim». E vêm-me à memória os meus recentes combates, tão semelhantes em natureza, tão desiguais nos seus efeitos.

Sei então porque parto. Não para reconhecer objectos e gestos, perfumes e sabores, no mistério das silhuetas desaparecidas na esquina de um souk ou das sombras projectadas sobre as paredes atravessadas pelo tempo. Mas porque é grande o apelo da vida, do pensamento e da acção. Porque há lugares onde ainda é possível construir, onde é inútil e ultrajante dizer não, não há condições… nem meios nem esperança! Parto porque há condições, meios e esperança! E vontade firme!
Boa sorte, Cristina.

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Sentido de humor?

por Helena Sacadura Cabral, em 30.01.12

Marcelo Rebelo de Sousa pediu neste domingo à noite “aos cavaquistas anónimos” que “desamparem a loja” de…Cavaco e deixem de falar no nome do Presidente da República.

 

Tem uma graça este Professor/Comentador!

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Ora vejam lá o que vos calha em sorte

por Patrícia Reis, em 30.01.12

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Melancolia

por Teresa Ribeiro, em 30.01.12

Será que tudo o que o génio artístico produz é arte? A pergunta é retórica. Por maior que seja o seu talento também os génios que nos alimentam a alma têm dias maus. Se além de génios forem mentes perturbadas, uma situação que, como se sabe, anda muitas vezes a par, o risco de sermos contemplados com excrescências artísticas aumenta. Sempre que sou confrontada com obras assinadas por loucos consagrados que me são apresentadas como sendo de génio, mas que por um motivo ou outro me inspiraram uma profunda rejeição, fico a meditar nestas coisas. Aconteceu-me há dias, quando vi Melancolia, o último filme de Lars Von Trier.

Aquela angústia sufocante, que evolui em crescendo até ao final do filme, incomodou-me tanto que cheguei a ponderar abandonar a sala. Se o fizesse não seria a única naquela sessão. Convenhamos que a câmara permanentemente móvel contribuiu em partes iguais para o meu mal-estar. É uma moda, que começou por ter piada, mas que se está a tornar enjoativa. Quando vejo um filme, a menos que se justifique pela temática estar sempre consciente do meu papel de espectadora, gosto de entrar nele e de me esquecer de tudo à volta. Uma câmara aos saltos perturba-me esse entrosamento e cansa extraordinariamente o olhar.

Mas voltando a Melancolia: senti ao ver o filme que estava a participar de um delírio doentio. A linguagem que ali se falava não era a minha. Busquei nas minhas cavernas mais obscuras razões para me identificar com aquele terror primal mas não encontrei correspondência para aquilo. Porque "aquilo" deixou de ser partilhável a partir do momento em que se tornou demasiado pessoal. Dei comigo, incomodada, a espreitar para dentro da cabeça do Lars Von Trier, quando o que eu gosto, ah se gosto, é de espreitar para dentro da minha. Arte é apresentar ao mundo, com apurado sentido estético, um monólogo apavorado? Talvez, mas nesse caso pintem um quadro (adoro Van Gogh), componham (gosto de Schumann), escrevam (sou fã da Virginia Woolf), mas não façam nada que me retenha duas horas dentro de uma sala escura. É que fico mal disposta.

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Transportes públicos? (42)

por João Carvalho, em 30.01.12

 

Um bom transporte é o que leva todas aquelas pequenas coisas de que podemos precisar quando nos deslocamos...

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Uma hipótese

por António Manuel Venda, em 30.01.12

«Deve ter sido a família que lhe pediu. Sempre são mais quatro dias em que não anda lá por casa.»

Bruno Nogueira, numa crónica na TSF, avançando com uma hipótese de explicação

para a decisão que alguém tomou de eliminar quatro feriados

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A biblioteca na árvore

por João Carvalho, em 30.01.12

 

No seguimento deste post, ficamos agora a dever esta fotografia da biblioteca numa árvore à gentileza da nossa comentadora Rita Maria. É em Berlim e recomenda-se que quem levar livros do tronco deixe ficar outros, mas ninguém é obrigado a fazer essa troca.

O certo é que os livros mudam facilmente de mãos, o que só pode ser bom.

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Contos ínfimos (4)

por Ana Vidal, em 30.01.12

REDES

 

A carta dizia apenas: "Vem. A vida é um arame sem rede". Ela sorriu e foi, porque sabia que a rede é um arame sem vida.

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O comentário da semana

por Pedro Correia, em 30.01.12
 
«Era e será a minha Livraria, ainda que, conforme muitos, não entrasse lá desde há algum tempo (ainda que, por questões particulares que não se prendem com a troca à modernidade). A Portugal, por questões familiares, está-me nos genes... e foi de lá que vieram toda a Enid Blyton; Astérix o Gaulês e todos os que se seguiram; os posters; os discos em vinil da área do jazz. Havia de ser em seguida o meu primeiro emprego, no grande e único (à época) Boletim Bibliográfico, que me permitiu manusear e sentir os milhares de livros que davam entrada. Atrás deles tive o previlégio de conhecer dois humildes mas Grandes homens; Jorge Pimenta e o Prof. José Pedro Machado. Foi a época do boom da "Rua do Carmo" nos inícios dos anos 80. Saudades sim dessa Lisboa onde ao meio-dia e meia de cada sábado saía para a rua e adquiria um LP na discoteca quase em frente. O cheiro a café que subia do Rossio; o som do violino com pai e filho junto ao elevador de St. Justa... o Arnaldo que deambulava rua acima e rua abaixo a dizer de sua justiça.
É autênticamente mais um pouco de mim que morre... da mesma forma que morreram as árvores da minha infância ou os meus primos queridos.
O Chiado de hoje continua a ter para mim o sabor bom de há 30 anos, através da Portugal. Daqui a meses já não terá... da mesma forma que para muitos de nós ele tenha sido alterado com a falta dos Grandes Armazéns.
Somos nós a passar pelo tempo e a deixarmos nele aquilo que vamos sendo. Garantidamente que não te direi para já adeus, Livraria Portugal.»
 
Do nosso leitor José Manuel. A propósito deste texto da Teresa Ribeiro.

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Da noite para os dias

por António Manuel Venda, em 30.01.12

«Foi uma noite especial. Não é todos os dias que se ganha ao campeão nacional.»

Paulo Alves, treinador do Gil Vicente, após a vitória por 3-1 sobre o Porto

 

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As canções do século (760)

por Pedro Correia, em 30.01.12

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Blogue da Semana

por Adolfo Mesquita Nunes, em 29.01.12

Não sei quem é, acho!, o Mr. Brown que escreve n'Os Comediantes, o blogue que escolhi para ser blogue da semana. Sei apenas que gosto das análises políticas que faz (nem sempre - e bem! - favoráveis ao governo que apoio): quer na forma, muito clara e precisa, quer no conteúdo, desconfiado do bem intencionado estatismo que nos tem governado. É, por isso, um blogue que leio com regularidade e que é surpreendentemente pouco citado ou linkado pela blogosfera que se dedica à política. Para além disso, e já basta, desconfio que partilho com ele (e, ao que parece, com a Clara Ferreira Alves) um gosto especial por Graham Greene.

  

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The promise of calm

por Helena Sacadura Cabral, em 29.01.12

 

Não resisti ao roubo. Roubei à minha querida amiga Maggie Pereira, este belo texto que ela postou no seu blogue O Destino Marca a Hora.

 

"People don't know how to love. They bite rather than kiss. They slap rather than stroke.
Maybe it's because they recognize how easy it is for love to go bad, to become suddenly impossible... unworkable, an exercise of futility.
So they avoid it and seek solace in angst, and fear, and aggression, which are always there and readily available.
Or maybe sometimes... they just don't have all the facts.
Anger and resentment can stop you in your tracks. That's what I know now. It needs nothing to burn but the air and the life that it swallows and smothers. It's real, though - the fury, even when it isn't. It can change you... turn you... mold you and shape you into something you're not.
The only upside to anger, then... is the person you become. Hopefully someone that wakes up one day and realizes they're not afraid to take the journey, someone that knows that the truth is, at best, a partially told story. That anger, like growth, comes in spurts and fits, and in its wake, leaves a new chance at acceptance, and the promise of calm.
Then again, what do I know? I'm only a child."
 
Lavender "Popeye" Wolfmeyer
The Upside of Anger
 
Sem comentários. Para quê?!

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Abençoados sejam!

por Helena Sacadura Cabral, em 29.01.12

 

Ainda há quem se preocupe com os outros e passe a noite a resgatar, em restaurantes, refeições que sem este movimento solidário seriam deitadas para o lixo.

Esta iniciativa foi lançada há menos de um ano, em Lisboa, e tem mais de cem voluntários a recuperar comida que cafés e conexos acabariam por deitar fora. O objectivo é acabar com desperdício e mitigar a fome.

Abençoada gente!

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Macchiato, quando muito

por Ivone Mendes da Silva, em 29.01.12

Acabo de ver Os Descendentes.  Acho que não gostei. Digo acho porque não percebi muito bem. É certo que pequenos ou grandes dramas não escolhem o lugar onde ocorrem, mas contá-los exige mais do que do que uma boa articulação narrativa, pede uma rede de símbolos que suportem o plot e o façam encorpar. Eu não sou pessoa de paisagens exótico-balneares e, talvez por isso, aquele mobiliário de praia, o guarda-roupa estival e as impossíveis camisas havaianas tenham constituído um ruído que me impediu de apreciar o filme e, a meu ver, lhe retirou a credibilidade trágica.

Defeito meu, claro, que vi muito Visconti em pequenina e fiquei assim, desde então, sempre à espera de ver o pathos a escorrer do set decoration como água nos filmes de Tarkovski.

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Passado presente (CCCLXIV)

por Pedro Correia, em 29.01.12

 

Jornal Comércio do Funchal

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Justiça: pelo prestígio e celeridade

por João Carvalho, em 29.01.12

O projecto da actual ministra da Justiça é encerrar uma série de tribunais que tenham supostamente um reduzido número de processos, processos esses que passariam para outros tribunais. A ideia parece-me que vai para lá do mero factor económico, uma vez que tende a sobrecarregar tribunais maiores e até, provavelmente, com problemas de pendências. Vejamos.

A Saúde e a Educação, como se sabe, são sectores públicos que não é suposto darem lucro, certo? O mesmo acontece com a Justiça: como aqueles, este quer-se um sector que deve apostar, tanto quanto possível, na proximidade. Assim, como poderá encarar-se pacificamente que se fechem tribunais onde se faz justiça com maior rapidez e se agravem as situações mais complexas e demoradas?

Se houver boa-fé, a ideia da ministra deve ser repensada e revista. Não é difícil encontrar soluções alternativas para melhorar o deplorável estado em que a Justiça se encontra.

Uma das soluções é terminar com a chamada "competência territorial". Ou seja: permitir que as partes em litígio não tenham de sujeitar-se à comarca a que pertencem, mas antes poderem escolher a comarca que melhor as sirva. Dir-me-ão: uma das partes (a arguida) é capaz de não estar muito interessada na celeridade dos tribunais. Pois bem: a escolha que referi pode ficar ao critério dos autores dos processos, que constituem seguramente a parte interessada na sua mais rápida conclusão.

Não me parece ser necessário lembrar que a degradação crescente do prestígio que devia enformar a Justiça está directamente relacionada com a falta de celeridade. E a celeridade constitui um dos aspectos mais sensíveis e decisivos do Estado, nas suas competências específicas a favor do desenvolvimento e do crescimento que procuramos com o dramatismo que se sabe.

Centremo-nos, pois, no prestígio exigível e em soluções exequíveis, visto que a Justiça já está de rastos o bastante para que ainda andemos a inventar.

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A biblioteca do sem-abrigo

por João Carvalho, em 29.01.12

 

Esta ilustração tem o seu quê de estranho e improvável, mas atrai-me. Imagino um sem-abrigo recente, alguém a quem a crise não quis poupar e atirou para uma situação indigente. Imagino o novo pobre, arruinado. Tudo perdido num ápice. Tudo, menos a sua biblioteca. Mesmo na rua, não é coisa que um homem dispense, enquanto for possível.

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Não se brinca com o fogo.

por Luís Menezes Leitão, em 29.01.12

Há dias escrevi aqui sobre o disparate que representa a União Europeia lançar um embargo petrolífero ao Irão quando os seus membros em situação mais complicada, como a Grécia, França e Itália, estão absolutamente dependentes do petróleo iraniano. Parece, no entanto, que a Baronesa Catherine Ashton que, por escolha não se sabe de quem, dirige brilhantemente a política externa europeia, achava que depois de anunciar o embargo o conseguia realizar a prazo ou às pinguinhas, sem que o Irão reagisse. Mas o Irão acaba de demonstrar que está disposto a subir a parada neste jogo de poker que lhe propõem e ameaça cortar o petróleo à Europa já na próxima semana. A União Europeia vai por isso confrontar-se de imediato com um choque petrolífero a somar aos inúmeros sarilhos em que está envolvida. Eu só me pergunto como é que é possível termos tanta

 incompetência e falta de sentido da realidade à frente dos destinos da União Europeia. Porque o que os líderes europeus andam presentemente a fazer chama-se brincar com o fogo.

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Os livros que fomos lendo

por Pedro Correia, em 29.01.12

 

Durante quase três meses, fomos aqui revelando as leituras que íamos fazendo, partilhando-as com os leitores. Chegou o momento do balanço desta série, desenrolada em 24 etapas.

 

A Ivone Costa, a 3 de Novembro, relia A Mecânica da Ficção, de James Wood.

 

O JAA, a 7 de Novembro, falou-nos de um dos três livros que então lia: Uma Mentira Mil Vezes Repetida, de Manuel Jorge Marmelo.

 

O José Maria Pimentel, a 14 de Novembro, deixou-nos nota da obra que ia lendo: China: its History and Culture, de W. Scott Morton e Charlton Lewis.

 

O João Campos, a 15 de Novembro, fazia uma incursão pela banda desenhada: As Extraordinárias Aventuras de Dog Mendonça e Pizzaboy II - Apocalipse. De Filipe Melo (argumento) e Juan Cavia (ilustrações).

 

O João Carvalho, a 18 de Novembro, optava por "alcoviteirices": Amantes dos Reis de Portugal, de Paula Lourenço, Ana Cristina Pereira e Joana Troni.

 

A Laura Ramos, a 22 de Novembro, citava Leo Ferré à laia de introdução do seu texto sobre o livro A Confraria do Vinho, de John Fante.

 

A Leonor Barros, a 28 de Novembro, trouxe-nos literatura em alemão: Meine Russischen Nachbarn, de Wladimir Kaminer.

 

Luís M. Jorge, a 30 de Novembro, lamentava a perda do livro que estava a ler: The Sense of an Ending, de Julian Barnes.

 

O Luís Menezes Leitão, a 2 de Dezembro, assumia-se como apreciador de biografias ao escrever sobre Estaline, de Jean-Jacques Marie.

 

A Patrícia Reis, a 2 de Dezembro, escreveu sobre Dois Rios, de Salem Tatiana Levy, e a biografia de Lúcio Feteira, de Miguel Carvalho.

 

A 6 de Dezembro, foi a minha vez: deixei a minha opinião sobre uma obra muito interessante: A Liderança Segundo John Kennedy, de John Barnes.

 

O Rui Rocha, a 7 de Dezembro, desvendava-nos o livro que andava a reler: A Criação do Mundo, de Miguel Torga.

 

A Teresa Ribeiro, a 12 de Dezembro, trazia-nos aqui a sua perspectiva sobre Os Nus e os Mortos, de Norman Mailer.

 

O Adolfo Mesquita Nunes, a 19 de Dezembro, confessou-nos a sua nada surpreendente predilecção por The Iron Lady, biografia de Margaret Thatcher escrita por John Campbell.

 

A Ana Cláudia Vicente, a 23 de Dezembro, interrompia Vitorino Nemésio para ler Luiz Pacheco.

 

A Ana Lima, a 26 de Dezembro, narrava-nos a sua opinião sobre O Retorno, de Dulce Maria Cardoso.

 

A Ana Margarida Craveiro, a 27 de Dezembro, andava a braços com "um tijolo de 800 páginas": The Better Angels of our Nature, de Steven Pinker.

 

A Ana Sofia Couto, a 30 de Dezembro, falou-nos de Mais Platão, Menos Prozac!, de Lou Marinoff.

 

A Ana Vidal, a 2 de Janeiro, trouxe-nos notícias d' O Túnel, de Ernesto Sabato.

 

O António Manuel Venda, a 3 de Janeiro, relia o Breviário das Más Inclinações, de José Riço Direitinho.

 

A Cláudia Köver, a 13 de Janeiro, transmitiu-nos as suas impressões sobre Comboio Nocturno para Lisboa, de Pascal Mercier.

 

O Fernando Sousa, a 20 de Janeiro, apresentou-nos os Contos Reunidos, de Felisberto Hernández.

 

A Helena Sacadura Cabral, a 21 de Janeiro, lia Longe é um Bom Lugar, de Mário Zambujal.

 

E a série terminou a 26 de Janeiro com o José Navarro de Andrade. Leitor d' Os Espiões, de Luís Fernando Veríssimo.

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As canções do século (759)

por Pedro Correia, em 29.01.12

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A importância do car_alho

por Rui Rocha, em 28.01.12

 

A propósito do episódio da alteração do apelido do líder cessante da CGTP no ticker das notícias da SIC, os comentadores mais entendidos nestas matérias salientaram exclusivamente a importância do "v". Defenderam todos eles que a ausência da dita consoante seria decisiva na deturpação do sentido da palavra. Por acaso, não concordo. Procurarei concretizar o que pretendo afirmar através de um exemplo. Tomemos o apelido Silva. Façamos cair o "v". Fica Sila, certo? Pois é. Não fica nada de especial. Ora exactamente o mesmo se passa em Carvalho. A corrupção do apelido e a sua transformação naquilo que vocês sabem está relacionada com a queda do "v", claro. Mas, tal facto, só por si, seria absolutamente irrelevante se antes e depois dessa consoante não existisse no apelido o que existe. Isto é, o car (antes) e o alho (depois). É pois de elementar justiça que se reconheça a importância do car_alho. Permita-se então que aumente em relevância e que ocupe o seu devido lugar.

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Mais uma...

por Helena Sacadura Cabral, em 28.01.12

 

"A agência de notação financeira Fitch cortou a classificação da dívida da Bélgica, Chipre, Itália, Eslovénia e Espanha.

A Fitch refere que, além destes seis países, atribui também um ‘outlook' negativo para Portugal e França "por força a reflectir o risco de a crise vir a intensificar-se no futuro". 

 

Aguardam-se os novos capítulos...

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Soberania?

por Helena Sacadura Cabral, em 28.01.12

 

De acordo com o noticiado pelo Financial Times, a Alemanha quer que a Grécia abdique da soberania sobre as decisões orçamentais, transferindo-a para um “comissário do Orçamento” da Zona Euro, para que Atenas receba um segundo resgate de 130 mil milhões de euros.

 

Alguém tem dúvidas de que esta posição é a antecâmara da saída da Grécia da zona do euro?

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