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Flo is back

por João Campos, em 31.10.11

Ceremonials, o novo álbum de Florence + The Machine, foi lançado hoje. Para os mais distraídos, a cantora britânica Florence Welsh e a sua banda foram responsáveis por Lungs, um dos melhores álbuns de 2009 (para mim, claro). Foi um daqueles álbuns raros que ouvi uma vez e gostei imediatamente de todas as músicas, sem excepção. Amor à primeira vista, se quiserem, ou à primeira audição, para ser mais exacto (se quiserem perceber porquê, ouçam as músicas "Howl", "Drumming" e "Cosmic Love"). A expectativa face ao novo álbum era por isso muito elevada - ainda que eu seja bastante racional na gestão de expectativas, e tivesse a plena noção de que seria muito difícil igualar Lungs.


A verdade é que, pelo menos à primeira audição, Ceremonials fica alguns furos abaixo - bastante mais do que esperava. Não que o álbum esteja mau - longe disso, e vale sempre a pena ouvir a voz de Florence Welsh. Simplesmente fica muito aquém do extraordinário primeiro registo. No entanto, honra lhe seja feita: as músicas "What the Water Gave Me" e "No Light, No Light" estão certamente entre as melhores da banda.

No entanto, e apesar da ligeira desilusão inicial, vou insistir um pouco com este álbum. Tenho já uma longa lista de álbuns que me aborreceram à primeira e me cativaram à segunda. E depois de Lungs, Florence certamente merece a insistência.

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Porquê?

por João Carvalho, em 31.10.11

Porque é que está uma equipa da RTP há dias no Brasil para dizer do processo contra Duarte Lima aquilo que todos dizem e que todos sabem por ouvir os outros dizer? Porque é que parece que vão ficar por lá até Duarte Lima aparecer ou até o processo estar concluído? Porque é que o correspondente da RTP no Brasil anda pela América do Sul a seguir o Presidente e o primeiro-ministro e a equipa de enviados-especiais-à-acusação-de-Duarte-Lima anda a dar a volta ao Brasil? Porque é que só alguns sentem a crise nos salários? Porque é que a gente lhes paga muito mais do que nós recebemos? Porque é que temos de continuar a sustentar a RTP?

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Do novo álbum, O Que Você Quer Saber de Verdade, disponível na próxima Segunda-Feira.

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Bom Halloween!

por Rui Rocha, em 31.10.11

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Azul

por António Manuel Venda, em 31.10.11

 

Nunca a tinha visto por aqui, ao contrário, por exemplo, da borboleta do imperador Ming, que é uma presença frequente. Apareceu há dois dias e pela tranquilidade que mostra quando me aproximo dá a ideia de que é para ficar. Parece atraída pelas flores onde vive o lagarto da clave de sol, mesmo à porta de casa.

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Lisboa antiga (49)

por Pedro Correia, em 31.10.11

 

OLIVAIS

«Apenas o coupé partiu de novo, Ega rompeu nas costumadas admirações pelo Craft, encantado com aquele encontro que dava mais um retoque luminoso à sua alegria. O que o entusiasmava no Craft era aquele ar imperturbável de gentleman correcto, com que ele igualmente jogaria uma partida de bilhar, entraria numa batalha, arremeteria com uma mulher ou partiria para a Patagónia...

-- E que casa que ele tem nos Olivais, que sublime bric-à-brac

Eça de Queiroz, Os Maias

Imagem: blogue Olivesaria

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Halloween

por João Carvalho, em 31.10.11

 

— Espelho, espelho meu, haverá outra mais bruxa do que eu?

Sim.

— Espelho, espelho meu, diz-me quem é essa bruxa!

Bruxelas.

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Concedo. Não abandonámos ainda os domínios da realpolitik em matéria de diplomacia económica. Aí temos a deslocação de Paulo Portas à Venezuela de Chávez para o provar. Mas, alguma coisa já mudou. Está para nascer o primeiro que possa acusar o Governo actual de manter relações políticas ou comerciais com Khadafi.

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No Dia Mundial da Poupança

por Pedro Correia, em 31.10.11

Convém estar de olho aqui:

www.deco.proteste.pt

www.saldopositivo.cgd.pt

www.kuantokusta.pt

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Sem filtros.

por Luís M. Jorge, em 31.10.11

A blogosfera em peso rasgou as vestes quando leu estas declarações do Secretário de Estado da Juventude e do Desporto. Num país em que a palavra juventude serve de eufemismo a uma casta de adultos indolentes e primadonas agastadas da classe média urbana, e em que por desporto se toma o futebol — prática criminosa só debelável com a interdição — qualquer laracha que o burocrata responsável pelos dois buracos negros proferisse ao microfone teria potencial incendiário. Ainda por cima se fosse verdade.

 

E o que disse o homem? Que os nossos inúteis, se não encontrarem trabalho cá dentro, devem procurá-lo lá fora. Isto, na economia do euro, é uma lapalissada rudimentar, mas causou as apoplexias do costume.

 

E o que acrescentou o homem? Que depois de conhecerem as boas práticas dos países de destino poderão voltar à origem e realizar os seus projectos com outra segurança. Isto tem algum mal? Não tem. É o bê-á-bá da autonomia que uma sociedade civilizada deve exigir a maiores de dezoito anos.

 

Infelizmente, os nossos jovens ainda querem esta merda:

 

 

Tretas, corrupção e muita mama. E a mama, por agora, acabou.

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"Gorduras do Estado" (5)

por Pedro Correia, em 31.10.11

Autarquias coleccionam milhões em dívidas a construtoras

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Isaltinar não faz suar

por João Carvalho, em 31.10.11

De acordo com o Jornal de Notícias, secundado pela SIC-Notícias, «a Polícia Judiciária propôs ao Ministério Público uma nova acusação de Isaltino Morais por corrupção, devido à transferência de direitos de construção em terrenos da aldeia do Meco para a mata de Sesimbra em 2003, quando era ministro do Ambiente», decisão que pode ter-lhe rendido na altura 400 mil euros em "luvas".

Reza ainda a notícia que «a proposta de acusação e os alegados subornos constam do relatório final da investigação da PJ» apresentado ao MP há sete meses. Por outras palavras:

— a hipótese de corrupção foi há oito anos;

— o relatório final da PJ estava pronto há não-se-sabe-quanto-tempo e chegou ao MP em Março de 2011;

— o caso ainda não-se-sabe-se-é-caso neste fim do mês de Outubro;

— já faltam verbas para mais desodorizantes.

Não se esfalfem tanto, que a gente já se habituou ao cheiro a suor judicial. Não adivinhamos se o presumido inocente é culpado ou não, mas estamos carecas de saber que se trata do mesmo homem que queria fazer de nós todos uns idiotas com aquela história do sobrinho taxista podre de rico na Suíça e que disse ter-se abotoado ao dinheiro dos nossos impostos que o Estado lhe entregara para campanhas eleitorais.

Dou por mim a pensar que deve haver muita gente em instituições judiciais dispensadas de pagar impostos. Alguém que os pague e que esteja no seu perfeito juízo consegue tolerar que a sua qualidade de contribuinte seja insultada e continuar a dormir com o trabalho por fazer?

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Reflexão do dia

por Pedro Correia, em 31.10.11

«Camões, Gil Vicente, Camilo e outros mais que se verá estão a ser implacavelmente traduzidos para a novilíngua nacional para venda a preços módicos, nas bancas já a partir de amanhã. O anúncio é bastante perspicaz. Para dar exemplo de que a língua "está sempre a mudar", apelando ao potencial leitor que "não fique para trás", alinham-se estes tratos, ao correr das épocas: "Vossa senhoria, vossa mercê, vossemecê, você, tu, pá, coisinho, meu." E garante-se que na "coleção klássicos", "a primeira coleção que respeita o novo Acordo Ortográfico", "recomendada pelo Plano Nacional de Leitura" e com "revisão atualizada pela Associação de Professores de Português", hão-de estar "26 obras fundamentais da literatura portuguesa". Enfim: "Os clássicos como nunca os leu." Com K, claro. (...)

Quem sabe se limando as consoantes mudas e outras atrapalhações da escita não lhes dá também para limar os "pera", os "fermosa", os "inda", os "assi" e demais velharias, isto só para falar no Luiz Vaz. (...) Não se percebe, aliás, por que temos de ler de Camões pieguices como "alma minha gentil que te partiste" quando tu, pá, coisinho, meu, lerias bem melhor "garina minha baril que te basaste". Por que razão continuam a maçar-nos com os clássicos se os "klássicos" são muito mais "atuais"? E se têm o carimbo das altas individualidades e tudo? Secretaria de Estado, Instituto Camões, Biblioteca Nacional, Associação de Professores de Português, Plano Nacional de Leitura? (...) Não fiquem é por aqui, por favor. Peguem nas envelhecidas traduções que por aí há e "atualizem" tudo: Platão, Homero, Dante. E já viram a Bíblia, que "desatualizada" está?

Sejam rápidos. Havemos de ouvir, nas ruas: "Taprobana, meu!" "Taprobana? Tá-se".»

Nuno Pacheco, no Público

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7.000 milhões de oportunidades

por Rui Rocha, em 31.10.11

 

O número, redondo e esmagador, aí está. A ONU declarou o dia 31 de Outubro de 2011 como data oficial em que a humanidade passa a contar com 7.000 milhões de seres vivos. Trata-se, como é óbvio, de uma proclamação simbólica. Em rigor, não é possível saber o momento exacto em que a barreira é ultrapassada. O certo é que fizemos um longo caminho. No tempo em que Jesus Cristo viveu seríamos 300 milhões. Em 1927, 2.000 milhões. No ano 2000 éramos mais de 5.000 milhões. A ONU encara a situação como uma oportunidade. A mensagem fundamental é a de que o mundo ainda não é demasiado estreito se os caminhos que forem escolhidos não conduzirem ao abismo. Todavia, este é também o momento em que importa ter presente alguns dados inquietantes. A criança 7.000 milhões tem uma elevadíssima probabilidade de ser pobre. Na verdade, cerca de 3.500 milhões de pessoas vivem com o equivalente a 1,76€ por dia (um maço de tabaco custa o dobro num quiosque perto de si). De acordo com a Unicef, a fome é a principal causa de morte infantilMorrem de fome 22.000 crianças por dia. No próximo minuto, morrerão 15. Uma morrerá a cada 4 segundos. Estima-se que 1.000 milhões de seres humanos nunca aprenderão a ler e a escrever. Tudo isto são dados estatísticos. A realidade diz que, nos dias que correm, nascer no Corno de África é praticamente uma sentença de morte. Nascer-se mulher em muitas partes do mundo implica ainda uma probabilidade bem maior de condenação à iliteracia. Nos países desenvolvidos nascer negro ainda não é o mesmo que nascer branco. Falta, porventura, um movimento OWS (Occupy the World Streets) que pressione, como aqui explica Gonzalo Fanjul,  um novo equilíbrio na afectação de recursos naturais,  a iniciativa política e a imaginação que permitam responder às seguintes questões:

- investimento maciço em saúde e educação básicas (o orçamento para educação de todas as crianças do mundo representava, no ano 2000, 1% do investimento total em armamento);

- concretização do direito universal à agua potável;

- investimento na micro-agricultura em África;

- estratégia global para responder à dependência das energias fósseis;

- definição de políticas de migração mais flexíveis.

Tudo isto pressupõe que a lógica puramente nacionalista ceda um pouco perante uma indispensável abordagem humanista. O futuro é ainda uma folha em branco. As opções políticas globais condicionarão as cores com que se pintará o mapa-mundi da sustentabilidade.

 

* na foto, Danica, a menina 7.000 milhões, nascida nas Filipinas. Vai receber uma bolsa de estudo e os pais terão apoio para abrir uma loja.

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Cinquenta bordoadas na língua de Camões (36)

por Leonor Barros, em 31.10.11

Isistiao

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E já que falamos em quantos somos

por Ana Cláudia Vicente, em 31.10.11

... esta simpática jiga-joga que a BBC colocou no site proporciona a todos os curiosos a descoberta do seu número (aproximado, imagino) de ordem de chegada ao planeta. É caso para dizer que somos mais que as mães.

 

[Foto: via Mien Magazine]

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7.000.000.000 — I

por João Carvalho, em 31.10.11

 

À mesa...

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7.000.000.000 — II

por João Carvalho, em 31.10.11

 

...a partir de hoje.

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Domingo à tarde

por António Manuel Venda, em 31.10.11

 

Domingo à tarde. Arranjar as valas por aqui, por causa das chuvadas do Inverno. É um trabalho um bocado complicado, mas vale a pena. Como o trabalho na empresa, que tem alturas em que também é complicado, duro mesmo, especialmente os fechos de edições pela noite dentro, seja de que projecto for - dos nossos ou dos de clientes. Nessas alturas, pelos exemplos que vejo em Portugal, já tive momentos de me passar pela cabeça a ideia de que se tivesse, há muito tempo, ido roubar para a política levaria agora uma vida descansada. Procuro sempre afastar essa ideia com todas as minhas forças. Pela vergonha que seria, obviamente.

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O comentário da semana

por Pedro Correia, em 31.10.11

 

«Eu tenho carta (e carro que posso utilizar, mesmo não sendo meu) e ando SEMPRE de metro. Não pego no carro há mais de um ano. Se não puder utilizar o metro a partir das 21 horas em certos troços e a partir das 23 horas em todos, vou passar a andar SEMPRE de carro.

Com os meus horários laborais e restante estilo de vida, não posso estar dependente de um meio de transporte a meio gás. Quando sair de manhã, levo o carro comigo para garantir o regresso.
Considerando a congestão e poluição já existentes em Lisboa, vai ser giro ver o que acontece.

Também vai ser interessante ver o número de acidentes rodoviários a aumentar, devido à diminuição das carreiras de madrugada. Ainda mais cómico vai ser explicar aos turistas mais jovens que têm de se ir embora antes das 23 horas para conseguirem chegar ao alojamento a tempo.
Cortem na administração e, se for preciso, diminuam ainda mais a frequência dos metros/autocarros e aumentem um pouco o preço. Mas não os eliminem. Os transportes públicos existem para servir as cidades, não os administradores. Quando as cidades vão todas no caminho contrário e a tentar aumentar a cobertura dos transportes públicos a todas as horas, para diminuir a dependência de transporte próprio, em Lisboa mata-se aquilo que já existe. Metem Lisboa nos rankings turísticos todos e depois dão um tiro no pé. Brilhante!

Sim, é preciso cortar em muita coisa, mas Lisboa é um destino acessível e que recebe muitos turistas à conta disso. Não são propriamente turistas que andem de limusina e não convém afastá-los, porque o comércio, a restauração e a hotelaria precisam deles para conseguir sobreviver minimamente.
E, pelos vistos, ainda ninguém se lembrou que as pessoas vão sair menos no próximo ano, mas irão sair ainda menos se tiverem de gastar dinheiro em táxi ou combustíveis para regressar a casa. Vão cortar no metro e, ao mesmo tempo, diminuir as vendas de muitos restaurantes e bares. E isso leva a que o IVA diminua e o desemprego (e os respectivos subsídios) aumente.
Já vi carruagens mais cheias depois das 21 horas (fora dos fins-de-semana) do que a certas horas do dia. Se o argumento é que "dá prejuízo", eu aposto que dá prejuízo a todas as horas. Logo, fechem-no todo de vez. Assim não dá prejuízo de certeza...


Da nossa leitora Sara Coelho. A propósito deste texto do João Campos.

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As canções do século (669)

por Pedro Correia, em 31.10.11

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RTP: um escândalo contínuo

por João Carvalho, em 30.10.11

          

 

A notícia reza que «os programas de informação da RTP apresentam "uma evolução positiva" no cumprimento do pluralismo político-partidário, "em alguns indicadores", segundo a avaliação divulgada pela insuspeitíssima Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC).

O problema não está na avaliação da ERC, nem sequer na "evolução positiva" da RTP em termos de pluralismo político-partidário. O problema continua a ser nós sustentarmos uma RTP pública escandalosamente caríssima que consegue evoluir, mas não consegue cumprir o pluralismo.

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A crise não chegou à criatividade fiscal

por João Campos, em 30.10.11

A ser verdade, esta notícia é o exemplo perfeito de como uma boa ideia (incentivar as pessoas a pedirem factura quando adquirem bens ou serviços) pode rapidamente dar lugar a um perfeito disparate (multar quem não pede factura). No entanto - e, uma vez mais, a confirmar-se a notícia -, será sem dúvida muito interessante como poderia ser esta ideia colocada em prática. Que diabo: neste país nem o estacionamento é minimamente controlado, quanto mais o pedido de factura por uma bica!

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Um café na manhã quente

por Laura Ramos, em 30.10.11


Para amansar o peso do decreto de Outono e a loucura que tomou os relógios, fui para a outra banda, encafeinar-me ao final da manhã.

Gosto deste mosteiro, 300 anos esquecido, que nos foi devolvido com um brio invulgar e que tem vida, energia, programação constante (e um belo auditório). 
Um caso de gestão de património histórico que se segue a uma gigantesca obra de recuperação e que depois conseguiu ganhar outro desafio  ainda mais difícil: ser gerido com alma por gente irrequieta e indiferente às profecias.
Da esplanada do bar-restaurante, para lá do espelho de água, ali está ele, teimosamente afundado numa cota inferior ao rio, finalmente enquadrado, gracioso e nosso.
Gosto de conversar aqui. Inspiram-me a gravidade das pedras e a sobriedade elegante do edifício românico ou, dizem, do gótico experimental.
E é como se nunca  tivesse a certeza absoluta de que, de repente, uma horda de clarissas palradoras não invadisse o relvado em sentido a nós, directamente saídas do século XIII e com uma alegria de agora, ao contemplarem o exterior liberto da tirania das águas.
Vamos... isto ainda é do efeito-woody (pensei). Mesmo assim, é melhor não dizer o que me vai na cabeça, ainda meio ensonada, quando me perguntam porque é que eu hoje não estou ali. Estou, estou: aliás, nunca estive tanto.
Se elas - as freiras mendicantes - aterrassem, de facto, nos dias de hoje, encontrariam imenso que fazer à sua volta.

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Lisboa antiga (48)

por Pedro Correia, em 30.10.11

 

RUA AUGUSTA

«-- Essa concepção do Paraíso -- exclamou ele -- parece-me de um estofador da Rua Augusta! Como Natureza, couves galegas; como decoração, os velhos cretones do gabinete, desbotados já por três barrelas...»

Eça de Queiroz, Os Maias

Foto: blogue Alfobre de Letras

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Passado presente (CCCXLII)

por Pedro Correia, em 30.10.11

 

 

Colecção Histórias (Bertrand + Ibis)

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Mudanças

por Ivone Mendes da Silva, em 30.10.11

Desculpem lá,  é impressão minha ou este domingo está esquisito? Que horas são, exactamente?

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Notícias verdadeiramente surpreendentes

por Leonor Barros, em 30.10.11

Se os portugueses estivessem a comprar mais livros é que me surpreenderia. Espera-se um desfile infinito de produtos até à machadada final: "portugueses deixaram de comprar". Ponto. 

 

Imagem: Quint Bucholz

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Cosmelogias

por Rui Rocha, em 30.10.11

  

Cosme passava as tardes de Domingo em profunda reflexão. Deitado no sofá, tomava-se de angústias. Sentia-se paralisado pela evidência da finitude da vida. Ah, dessem-lhe agora a imortalidade e ele bem saberia como aproveitar o tempo.

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Sulfúricas

por Laura Ramos, em 30.10.11

 

Encontrei uma solução que gostaria de apresentar.
Em vez de me cortarem um quarto no vencimento, bastaria despedir nove de entre os meus colegas que, ao longo dos anos, não escreveram dez linhas aproveitáveis. Já agora, talvez não fosse má ideia pôr na rua os docentes que não preparam aulas, os que faltam aos compromissos académicos, os que promovem os amigos e os que andam a "salvar" o mundo com propaganda que introduzem na sala de aula.

 

Maria Filomena Mónica

Expresso 29.10.2011

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Tique insistente de mau gosto

por João Carvalho, em 30.10.11

«Sismo na Turquia — Governo reviu em alta o número de mortos para 596»

Notícia de rodapé na SIC-N

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Se não beber... (28)

por João Carvalho, em 30.10.11

... tente conduzir.

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Bom domingo

por Patrícia Reis, em 30.10.11
"A sensibilidade das pessoas tem recônditos tão profundos que, se por eles nos aventurarmos com ânimo de tudo examinar, há grande perigo de não sairmos de lá tão cedo."
(J. Saramago, "O ano da morte de Ricardo Reis")

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Os alemães, esses incompetentes

por Rui Rocha, em 30.10.11

 

Isto é muito revoltante. O que nós já tivemos de aturar aos alemães. Tremo de raiva só de imaginar as insinuaçõezinhas que fizeram sobre as nossas contas públicas. Enfureço-me com a visão de cabeças loiras a abanarem em sinal de desaprovação quando o nosso Sócrates lhes explicava um ou outro problema de somenos importância. E o que terão dito do pobre Jardim, meu Deus. Ainda esta semana, Frau Rotweiler Merkel afirmou que Portugal está fest entschlossen. Fest entschlossen! Mas quem é que a senhora julga que é para nos insultar desta maneira, ahn? E agora, depois de tanta sobranceria, descobre-se um desvio colossal na dívida da Alemanha. São 55,5 mil milhões de euros, senhores. Ahahahah, isto é que é um buraco. Escusam de vir com conversa fiada, a coisa da Deutsche Technologie e não sei que mais. Sempre quero ver como vão sair desta. E, como não sou de rancores, se precisarem de ajuda, que digam. Temos por cá um especialista em contas públicas que quase não suporta faltas de rigor e pode dar uma ajuda.

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Intérpretes mal interpretados?

por João Carvalho, em 30.10.11

Vai começar amanhã, segunda-feira, um fórum internacional para debater a «harmonização dos direitos dos intépretes». Parece, no entanto, que o programa pode ser todo alterado, não só por ser difícil harmonizar os intérpretes, mas também porque consta que houve um mal-entendido na interpretação do que os intérpretes pretendem.

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As canções do século (668)

por Pedro Correia, em 30.10.11

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Blogue da semana: Alegre ou Triste

por José António Abreu, em 29.10.11

Ela indica no perfil que vive em Ponta Delgada mas anda a escrever posts sobre as aventuras de uma freira em Amesterdão (não, não é o que estão a pensar mas sim, também é o que estão a pensar). Faz perguntas lixadas como esta. E gosta do fantasma de Kurt Cobain, das letras do Thom Yorke e – não há perfeição sem uma ligeira falha – do estilo do Fernando Ribeiro. Eu aprecio-o porque ela escreve bem e também porque blogues assim me fazem pensar que hei-de acabar por perceber as mulheres. Mesmo que logo a seguir me obriguem a considerar a hipótese de ainda ir demorar um certo tempo.

 

Anyway... O blogue da semana chama-se Alegre ou Triste. É aconselhável em qualquer dos estados de espírito.

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Fotografias tiradas por aí (13)

por José António Abreu, em 29.10.11

Porto.

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Lisboa antiga (47)

por Pedro Correia, em 29.10.11

 

RUA DAS FLORES

«Na manhã seguinte, às oito horas pontualmente, Carlos parava o break na Rua das Flores, diante do conhecido portão da casa do Cruges. (…) A criada dissera que o sr. Cruges vivia agora na Rua de S. Francisco, quatro portas adiante do Grémio.»

Eça de Queiroz, Os Maias

Foto: blogue Ruas de Lisboa com alguma história

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Espolsaram

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A falta de um sorriso amarelo

por João Carvalho, em 29.10.11

O deputado socialista Paulo Campos, ex-secretário de Estado das Obras Públicas e defensor do indefensável programa dos Magalhães, não é apenas um dos rostos da ruína nacional. Ele é também um dos rostos mais sorridentes da Assembleia da República.

No hemiciclo ou perante uma comissão parlamentar, a permanente tentativa para dar um tom irónico às suas intervenções é invariavelmente sublinhada pelo esgar de um sorriso forçado, sem nunca perceber que o único sorriso que lhe ia a calhar seria o amarelo.

Por essas e por outras, o homem está sempre a ser surpreendido pelos adversários que tanto subestima. É o caso de Luís Marques Mendes, que vê a possibilidade de o ruinoso negócio das SCUT com a Mota-Engil ser "um caso de polícia".

Convém reter que esse foi um dos últimos negócios de monta com enormes prejuízos públicos projectados para um longo futuro, negócio que Campos defendeu esta semana no Parlamento com ironia despropositada e sorriso cínico. Já agora, registe-se também que ao lado dele está quem esteve por cima dele: o ex-ministro Mendonça.

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Michael Moore, o homem que doou mil perus

por Rui Rocha, em 29.10.11

O mundo organiza-se a partir do princípio da simplicidade. E os instrumentos que permitem concretizar a simplicidade são uma classificação bipolar e um lápis. O lápis serve-nos para desenhar um risco. A classificação  bipolar serve para situar a realidade face ao risco que desenhámos. Bom e mau, esquerda e direita, branco e negro, norte e sul, pobre e rico e tantos outros pares que nos são úteis na nossa relação com o mundo. Ora, o movimento Ocuppy Wall Street utiliza também este método de abordagem. O lápis do OWS desenhou a fronteira: 99% de um lado, 1% do outro. Simples, não é? É. Depois, é só distribuir os americanos pelo lado do risco que lhe corresponde. Simples, não é? É. E assim se fez. Michael Moore, o conhecido documentarista, colocou-se, naturalmente, do lado bom do risco. O dos 99%. Simples, não é? É. Pois, e participou nas manifestações e tudo. Então a história acaba aqui. Grato pela V/ atenção. Aum... o quê? O Michael Moore tem rendimentos e património que o colocam do lado do risco que corresponde ao grupo do 1%? A sério? Ah, negou que assim fosse. Então está tudo bem. Aum... o quê? Ah, acabou por admitir. Pois, pois, pois. E os seus rendimentos colocam-no no grupo restrito dos 10% mais ricos dentro da malta do 1%? Bem, bem, bem. Ah, mas já fez um post a explicar tudo que até já foi traduzido no Esquerda.net? Então, tudo está bem quando acaba bem, não? Ufa! Óptimo. Já agora, vamos só ver o que ele diz. Ah! Vendeu à Warner Bros. os direitos de distribuição de um filme por 3 milhões de dólares. Boa camarada. E o que fez com o dinheiro? Muito bem. Pagou impostos, pagou dívidas, criou uma fundação, deu algumas prendas a familiares e amigos, fez ofertas meritórias, comprou uma moto e um apartamento em Manhattan... Espera, isto parece uma fábula do capitalismo, caramba, cruzes credo. Não? Ah, pois. Também doou mil perus no dia de Acção de Graças. Pronto, assim já fica tudo muito mais claro. Jamais um capitalista faria uma doação de mil perus. E, embora o post de Michael Moore não esclareça, é certinho que, a partir daí, fez exactamente o mesmo sempre que recebeu dinheiro pelos seus direitos de autor (que são, como se sabe, uma genial invenção socialista). Claro, claro, claro. Pois, enfim, não sei camaradas. Mas, confesso que, apesar de tudo, estava muito mais entusiasmado quando comecei a escrever o post. Parecia-me tudo tão simples. Mesmo com a coisa dos mil perus, confesso que isto já não me parece tão claro como fazer um risco no chão e colocar as pessoas de um lado ou do outro. Bom, mesmo bom, era que o Michael Moore fosse realmente pobre. Ou, quando muito, remediado.

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A carta

por João Campos, em 29.10.11

Não tenho carta de condução. É algo que faz muita confusão a vários amigos. Dois ou três, quando me encontram, perguntam invariavelmente: então e a carta, já a tiraste? Há oito anos que a resposta é a mesma, tal como a justificação: carta de condução não é uma prioridade por 1) não ter dinheiro para comprar um carro, 2) não ter dinheiro para manter um carro, 3) estacionar na zona onde vivo é impossível e na zona onde trabalho é caríssimo e 4) não preciso, pois Lisboa tem um sistema de transportes - autocarros, eléctricos e metro - muito bom, que permite chegar a qualquer lado a qualquer hora. O que até aqui foi bem verdade, mas poderá deixar de ser em breve se a ideia peregrina de (mais) um grupo de paspalhos, perdão, de trabalho, conseguir levar a água ao seu moinho: A eliminação das carreiras de serviço nocturno da Carris e o encerramento do Metro de Lisboa às 23 horas ou mais cedo são algumas das medidas propostas no Plano Estratégico de Transportes (PET). No caso do metro, algumas linhas podem passar a fechar às 21h, como é o caso da linha amarela entre Campo Grande e Odivelas.

 

Isto é, a todos os níveis, um perfeito disparate. Lisboa ainda é uma capital europeia; retirem-lhe os transportes públicos nocturnos e mais vale mudarem a capital para Beja, que sempre tem melhor comida e gente mais simpática (não desfazendo). Em Barcelona, por exemplo, e pelo menos até 2008, o metro funcionava a noite toda às sextas e sábados (obviamente); por cá, nunca ninguém se lembrou disso, e depois propõem a "instituição de boleias" para a malta que quer sair à noite e beber uns copos. De estratégia, a mentalidade "estratégica" dos nossos governantes sabe muito pouco: qualquer plano resume-se a "cortar, cortar, cortar". Puta que os pariu.

 

Passe a demagogia do que se segue, gostaria de sugerir - devia antes dizer, de exigir - aos senhores que elaboraram o Plano Estratégico de Transportes que abdiquem dos carrinhos do Estado ou da empresa (com respectivos motoristas), dos carritos próprios, e que durante um mês se desloquem única e exclusivamente em transportes públicos na cidade de Lisboa. Talvez assim pudessem perceber que nem toda a gente tem um trabalho das nove às seis, que muita gente vive para lá da linha Colégio Militar - Campo Grande - Oriente e trabalha até mais tarde no centro da cidade, e que os transportes nocturnos, por todos os motivos e mais alguns, são essenciais à vida da cidade - são as suas artérias e veias. Cortar isso é tornar a cidade ainda mais triste, ainda mais decadente. 

 

De qualquer forma, se este plano avançar, lá terei de investir as minhas parcas poupanças na carta e num carro, se quiser a ter alguma liberdade de movimento dentro da cidade. Ou então mudo de cidade, para uma mais pequena onde qualquer distância se faça com comodidade e segurança a pé, ou para uma capital europeia decente, civilizada e com transportes. De uma coisa, porém, estou certo: se o Estado decidir avançar com esta medida, é bom que nunca mais se atreva sequer a ponderar quaisquer medidas ou "estratégias" para promover a utilização dos transportes públicos em detrimento do carro na cidade de Lisboa. A paciência para aturar falta de vergonha dos cabrões que nos desgovernam também aqui tem limites. 

 

(Entretanto, e por uma vez na vida, o meu aplauso para as declarações de António Costa)

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