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Lisboa antiga (18)

por Pedro Correia, em 30.09.11

 

ATERRO DA BOAVISTA (actual Avenida 24 de Julho)

«E então por esse longo Aterro, triste no ar escuro, com as luzes do gás dormente luzindo em fila de enterro, Alencar foi falando desses "grandes tempos" da sua mocidade e da mocidade de Pedro; e, através das suas frases de lírico, Carlos sentia vir como um aroma antiquado desse mundo defunto...»

Eça de Queiroz, Os Maias

Foto: blogue Ruas de Lisboa com Alguma História

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Isto sim, é importante

por Ana Margarida Craveiro, em 30.09.11

 

Idris Elba wants licence to thrill as cinema's next James Bond 

 

Por cá, estamos plenamente a favor. 

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George também quer isaltinar?

por João Carvalho, em 30.09.11

Chama-se George Wright, costumava aparecer pela Praia das Maçãs e já toda a gente sabe quem é. Preso ao fim de 40 anos de buscas, não quer ser extraditado para os EUA: prefere ser julgado, condenado e preso em Portugal. Porquê? Vá lá saber-se. Cá para mim, ele tem esperança de poder isaltinar. Ou vale-azevedar, ou algo do género.

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Piano Bar

por Laura Ramos, em 30.09.11

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Liga dos Impunes (resultados ao intervalo)

por Rui Rocha, em 30.09.11

 

Isaltino Morais 1 x Armando Vara 0.

Armando Vara 0 x Dias Loureiro 0.

Dias Loureiro 0 x Fátima Felgueiras 0.

Fátima Felgueiras 0 x Isaltino Morais 1.

Armando Vara 0 x  Fátima Felgueiras 0.

Isaltino Morais 1 x Dias Loureiro 0.

 

Isaltino Morais segue isolado na liderança com 1 dia de choldra já cumprido.

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O desacordo ortográfico

por Luís Menezes Leitão, em 30.09.11

 

Não resisto a entrar nesta polémica. Quando o acordo ortográfico foi assinado, estava previsto que só deveria entrar em vigor quando fosse ratificado por todos os Estados de língua oficial portuguesa. Quando se percebeu que isso não iria acontecer, decidiram os Estados que o ratificaram passar a aplicá-lo após três ratificações: as de Portugal, do Brasil e de Cabo Verde. Em consequência os outros países que falam português continuarão a escrever à moda antiga e a ortografia da língua portuguesa variará totalmente de país para país. Era difícil conceber disparate maior, que conseguisse causar mais dano ao papel da língua portuguesa no mundo.

 

Ao pretender erigir a pronúncia das palavras em critério decisivo, o acordo ortográfico esquece as raízes das palavras e as conexões entre elas, contribuindo para um enorme empobrecimento da nossa língua, para além de estimular a confusão entre palavras distintas. Para além disso, pretendendo seguir a pronúncia, adopta muitas vezes uma ortografia que com ela nada tem a ver.

 

Vejamos em primeiro lugar, a confusão entre palavras distintas. Assim, se "concepção" passar a "conceção", como a distinguimos de "concessão", acto de conceder? Se "recepção" passar a "receção", como distingui-la de "recessão", como a que atravessamos? E há casos de completa indistinção entre palavras diferentes. Um exemplo é "retractar" que, se passar a "retratar", passa a confundir-se com "tirar o retrato". Também "espectador", se passar a "espetador" pode confundir-se com "aquele que espeta".

 

Falemos, em segundo lugar, da perda de ligações entre as palavras: os habitantes do novo "Egito" continuam a ser os "egípcios", não tendo passado a ser os "egitenses".

 

Aponte-se, em terceiro lugar, o esquecimento das raízes das palavras. Muitas vezes na língua portuguesa existem versões erudita e popular da mesma expressão, como "ruptura", a partir do latim "ruptus", e "rotura", a partir do português "roto". Agora inventou-se uma terceira variante: a "rutura". Mas "ruto" não existe em português.

 

E finalmente, estabelece-se por vezes uma ortografia totalmente deslocada da pronúncia: "vêem" passa a "veem", "crêem" a "creem". Esta ortografia terá alguma coisa a ver com a pronúncia destas palavras em português?

 

Claro que os defensores do acordo ortográfico virão argumentar que também deixámos de escrever "pharmácia" e "philosophia". A meu ver, mal. O "ph" permitia descobrir imediatamente a origem grega dessas palavras. Cabe perguntar como é que o inglês conseguiu triunfar no mundo se continua a escrever "pharmacy" e "philosophy"?

 

Se Portugal quer de facto unificar a sua ortografia com o Brasil, diferenciando-se da escrita dos outros países de língua portuguesa, tem uma boa solução: adopte integralmente a norma brasileira. Este disparate é que não faz sentido nenhum.

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Placas giratórias centrais

por Rui Rocha, em 30.09.11

 

A forma como os portugueses conduzem em rotundas é a prova evidente de que alguns problemas do país são insolúveis. E não é por falta de oportunidades. O que mais há por aí  são rotundas para podermos treinar.

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O genocida que gostava de ler

por Pedro Correia, em 30.09.11

É mais apaziguador pensarmos em Adolf Hitler como um demente, virtualmente iletrado: duas doses de extremo fanatismo misturadas com uma dose de loucura produziram o mais repugnante ditador de todos os tempos. Mas alguns estudos históricos rigorosos e muito bem documentados têm desfeito aquela imagem demasiado esquemática do líder nazi -- o que acaba por ser ainda mais arrepiante. Hitler era um leitor compulsivo, possuía uma enorme biblioteca privada, com cerca de seis mil obras espalhadas por três residências (Berlim, Munique e Obersalzberg), segundo revelava já em 1935 uma reportagem assinada por Janet Flanner na New Yorker. Anos depois, o correspondente da United Press International na capital alemã, Frederick Oechsner, avaliava em 16.300 o número de volumes da colecção particular do Führer.

São inúmeros os testemunhos sobre os hábitos de leitura do líder nacional-socialista -- desde os tempos em que combatia como cabo nas trincheiras da I Guerra Mundial até aos dias finais de Abril de 1945, no bunker da chancelaria de Berlim, com a cidade já invadida pelos blindados soviéticos. Costumava ler com um lápis na mão e fazia frequentes anotações nas margens. Quase como se dialogasse com o autor.

Nenhum investigador foi tão longe nesta matéria como Timothy W. Ryback, colaborador habitual da Atlantic Monthly, da New Yorker, do Wall Street Journal e do New York Times, que analisou minuciosamente os 1224 livros remanescentes do ditador -- "que constituem, no máximo, 10% da sua colecção particular" -- hoje depositados na secção de livros raros da Biblioteca do Congresso, em Washington, e na Universidade de Brown, Providence (estado de Rhode Island). Perdidos talvez para sempre, no saque que se seguiu à tomada do bunker hitleriano em 2 de Maio de 1945, estão os cerca de 80 volumes que acompanharam o tirano até ao fim. Um deles -- presume-se -- seria a versão alemã, condensada, da vasta biografia de Frederico o Grande escrita pelo historiador britânico Thomas Carlyle que lhe fora oferecida semanas antes por Joseph Goebbels.

 

Hitler devorava biografias: Júlio César e Napoleão eram duas das personalidades que o fascinavam. E tinha também especial predilecção por obras relacionadas com arte, sobretudo arquitectura. Mas era igualmente um leitor voraz dos dramas de William Shakespeare, conhecia o Quixote e não escondia o fascínio por pensadores germânicos como Kant, Fichte, Schopenhauer e Nietzsche. O "triunfo da vontade" foi um dos conceitos nietzschianos que incorporava sistematicamente nos seus discursos.

Nada mais perturbante do que um genocida que gostava de livros -- embora tivesse também mandado queimar muitos na praça pública, incluindo obras de Freud, Brecht, Erich Maria Remarque, Thomas Mann e Stefan Zweig. Na sua biblioteca caseira havia de tudo um pouco -- exoterismo, religião, astrologia, volumes inócuos de auto-ajuda, As Viagens de Gulliver, livros sobre campanhas militares, panfletos de promoção da cozinha vegetariana e a mais execrável propaganda nazi. Também lá figuravam, em destaque, títulos como Peer Gynt, de Ibsen, e Feuer und Blut, de Ernst Jünger, e muitos policiais, incluindo a obra completa de Edgar Wallace. Além, naturalmente, do eterno Príncipe, de Maquiavel, e Da Guerra, de Clausewitz. "Era a biblioteca de um diletante", assinala Ryback. Mas uma biblioteca praticamente apenas omissa em poesia.

 

"Tiro o que preciso dos livros", gostava de afirmar Hitler. Uma das secretárias que o acompanharam até ao fim, Traudl Junge, conservava em 2001 a memória dos dias crepusculares no bunker, com o autor de Mein Kampf "sentado na sua poltrona, munidos dos seus óculos, a ler um livro" enquanto o regime totalitário se fragmentava em escombros.

O arrebatado leitor de Fichte e Nietzsche prometera que o III Reich duraria mil anos: bastaram 12 para este reino de terror chegar ao fim. Ignoramos se o Führer alguma vez chegou a ler Ricardo III. Mas entre as ruínas do seu regime poderia dizer como este rei imortalizado por Shakespeare: "Lançar-me-ei com negro desespero contra a minha alma e acabarei convertido em inimigo de mim mesmo."

 
A Biblioteca Privada de Hitler. Autor: Timothy W. Ryback. Civilização Editora, Porto, 2011.
Classificação: ****

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O Ministro Nuno Crato tem uma paixão pela matemática. Pois bem, vou dar-lhe alguns números: 349712xxxx; 743578xxxx; 161263xxxx; 408926xxxx. Números são, como quaisquer outros. A diferença é que estes têm dramas lá dentro. O primeiro designa o Ricardo, o segundo a Laura, o terceiro a Joana e o quarto o Paulo. Os números são os que lhe foram atribuídos nos concursos de contratação de professores para necessidades temporárias. O Ricardo deu aulas durante mais de dez anos com contratos precários. Se trabalhasse no sector privado, a empresa que o mantivesse nessa situação já teria sido obrigada a integrá-lo nos quadros. No Estado não é assim. Agora, está desempregado. A Laura deu aulas até 31 de Agosto. Não ficou ainda colocada porque alguns horários anuais foram classificados como temporários. Por isso, colegas com graduação inferior passaram-lhe à frente. Agora está desempregada. A Joana também deu aulas até 31 de Agosto. Ainda não ficou colocada porque a sua graduação não é grande coisa. A lei diz que tem direito a uma indemnização pela caducidade do contrato anterior. O Estado recusa-se a pagar-lhe as importâncias devidas. Agora está desempregada. E faz-lhe falta esse dinheiro. O Paulo concorreu a uma oferta de escola. Poderia ter sido em Almancil, mas foi um pouco mais ao lado. O problema, todavia, foi o mesmo. Critério de concurso martelado para favorecer alguém que, por acaso, era a única pessoa que poderia cumprir as condições exigidas. O Paulo, entretanto, continua desempregado. O Ricardo, a Laura, a Joana e o Ricardo têm famílias, sonhos, defeitos, depressões, angústias, amores, amigos, alegrias e solidão. Podia dar a Nuno Crato mais trinta e tal mil números com pessoas lá dentro que se encontram em situação idêntica. Dir-me-ão que nada do que refiro é novo. Que já acontecia em anos anteriores. E é provável que seja verdade. Todavia, alguma coisa mudou. Os horários disponíveis foram objecto de uma redução significativa. Nos últimos anos, todas as disfunções do sistema estavam esbatidas. Se o Paulo não conseguisse um horário em Quarteira, havia de ter mais sorte em Albufeira, uns dias depois. Agora não é assim. Quem não fica hoje, pode nunca mais ficar colocado. E a falta de esperança é a véspera da revolta. Não se pede a Nuno Crato que contrate um único professor que não se revele necessário. Mas, exige-se-lhe que, nas actuais circunstâncias, seja implacável no combate às perversões do sistema. As que referi ali mais acima e as outras que por aí andam. Que veja os números e as pessoas lá dentro. Que assegure aos números o rigor.  E às pessoas o tratamento digno e justo que merecem.

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A Game of Thrones

por João Campos, em 30.09.11

Quem ainda não ouviu falar de A Game of Thrones, do norte-americano George R.R. Martin, irá certamente ouvir em breve, quando a adaptação do romance para série televisiva da HBO estrear por cá em Outubro, no Sy-Fy. Uma excelente adaptação, aliás, como a HBO já nos habituou. Mas deixemos a adaptação para outro dia, e falemos dos livros hoje.

 

A Game of Thrones (na tradução portuguesa, A Guerra dos Tronos), publicado em 1996, é a primeira parte da série A Song of Ice and Fire, que já conta com cinco livros publicados: A Clash of Kings (1998), A Storm of Swords (2000), A Feast For Crows (2005) e A Dance With Dragons (2011). Mais dois estão previstos, The Winds of Winter e A Dream of Spring, apesar de ser impossível fazer qualquer previsão sobre a conclusão e publicação das duas últimas sequelas. Dentro da literatura de fantasia, há muito quem considere A Song of Ice and Fire a melhor série do género desde que Bilbo encontrou o Anel e Frodo teve de resolver o problema. Talvez não seja a melhor série literária do género deste Tolkien - o britânico Philip Pullman, com a trilogia His Dark Materials, é sempre um sério candidato ao segundo lugar -, mas não fica longe, e conseguiu refrescar um género que, ao longo dos anos, usou e abusou das ideias do velho professor inglês. 

 

A verdade é que A Game of Thrones aproxima-se muito mais da nossa História medieval do que das narrativas de fantasia convencionais. George Martin assume ter retirado bastantes ideias de episódios históricos como a Guerra das Rosas, entre outros. Os elementos do fantástico estão presentes, e tornam-se cada vez mais relevantes à medida que a série avança, mas a intriga e os conflitos entre as várias casas nobres e facções políticas e militares do mundo ficcional dos Sete Reinos de Westeros constituem o verdadeiro motor de toda a história, à medida que os apoiantes das grandes casas Stark, Baratheon, Arryn, Tully, Lannister, Tyrell e Martell (e outros, tantos outros), sem esquecer os despojados herdeiros dos Targaryens, se embrenham nas malhas da intriga da capital do reino. E, acrescente-se de passagem, que intriga!

 

A estrutura narrativa é outro dos pontos fortes de A Game of Thrones, com a estrutura por capítulos a abdicar dos narradores de primeira ou terceira pessoa convencionais. Cada capítulo do livro tem como título o nome de uma personagem, e é narrado de acordo com o ponto de vista dessa personagem. Esta estrutura pode parecer estranha ao início, mas revela-se surpreendentemente dinâmica à medida que a história progride, dando protagonismo a vários personagens em localizações distantes. Sem esquecer, claro, que diferentes personagens encaram as situações de formas distintas, e também isso é visível ao longo da narrativa. 

 

Em resumo, A Game of Thrones (e o resto da série) é uma leitura cativante, que certamente não decepcionará quem gostar de uma boa história muito bem contada. Deixo contudo o aviso: George Martin parece retirar particular satisfação de quebrar convenções, e a noção de "plot armor" é praticamente inexistente na sua obra. Dito de outra forma, e em jeito de advertência a potenciais leitores: não se afeiçoem demasiado às personagens, mesmo que (aparentemente) elas sejam protagonistas. É bastante provável que venham a ter alguns dissabores (que, na minha opinião, só melhoram a leitura). 

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Como é difícil isaltinar

por João Carvalho, em 30.09.11

Oito anos depois, o homem foi dentro. Mas não quer dizer que tenha ido mesmo dentro. Ultrapassada mais esta fase de incidentes processuais levantados e eventuais irregularidades a conferir, o homem pode ter ido dentro apenas para uma charutada e já volta.

Um companheiro de lides do homem já declarou a Oeiras, à Nação e à Justiça qualquer coisa a que a RTP deu voz e que se resume assim: o homem foi dentro, mas não tinha de ir; afinal, há tanta gente por aí que devia ir dentro e nunca foi; basta ver o caso da Madeira, por exemplo. Ou seja (dito de outro modo): antes de serem multados todos os outros condutores mal estacionados, ninguém tem de ser multado por estacionar mal o carro.

Enfim: a nossa Justiça não tem apenas de começar a ser mais justa, a evitar ter dois pesos e duas medidas, a ser mais célere e a aprender a funcionar sem gerar muitos incidentes. Não. A nossa Justiça também tem de saber que, depois de um certo tempo, é preciso e urgente deixar uma pessoa isaltinar sem mais delongas.

Ao fim de oito anos, vá lá, é justo permitir que um homem isaltine de vez, sem continuar ainda sujeito à instabilidade de ser posto dentro e voltar a sair. Alimentar tamanha intranquilidade num homem que anda há oito anos a dizer que está de consciência tranquila só prova como é difícil isaltinar em Portugal.

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Arquive lá, doutor!

por António Manuel Venda, em 30.09.11

Gabinete do Secretário de Estado do Desporto e Juventude

Despacho n.º 13072/2011

Nos termos do n.º 3 do artigo 2.º do Decreto -Lei n.º 262/88, e 23 de Julho, nomeio o Prof. Doutor Carlos Manuel da Conceição Guardado da Silva, técnico superior do mapa de pessoal da Câmara Municipal de Torres Vedras, para realizar o trabalho especializado de organização do arquivo do Gabinete, com carácter extraordinário, pelo período de 15 dias, sendo-lhe atribuída a remuneração de € 1 600, após a aplicação das reduções remuneratórias legalmente previstas.

O presente despacho produz efeitos a 5 de Setembro de 2011.

31 de Agosto de 2011. — O Secretário de Estado do Desporto e Juventude, Alexandre Miguel Cavaco Picanço Mestre

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Cinquenta bordoadas na língua de Camões (24)

por Leonor Barros, em 30.09.11

Esatamente

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Belles toujours

por Pedro Correia, em 30.09.11

 

Catherine Deneuve

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Monotonia? Qual monotonia?

por Ana Vidal, em 30.09.11

 

Quem disse que Portugal é um país onde nada acontece? Na mesma semana, fico a saber estas duas notícias emocionantes:

 

1. Que tem sido praticamente meu vizinho, há anos, um perigoso assassino evadido de uma cadeia americana, que matou um homem e até desviou um avião. Um rapazinho pacato, como se vê, que por cá casou e teve filhos, sendo considerado por todos os vizinhos como "uma boa pessoa".

 

2. Que uma das minhas personagens preferidas da deliciosa série Alô, Alô - o polícia inglês - foi inspirada no jardineiro algarvio de David Croft, o argumentista e produtor inglês que morreu ontem em Tavira e que por cá viveu durante muitos e felizes anos.

 

A monotonia é uma cena que não nos assiste, como diria o mais recente herói das estradas portuguesas.

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As canções do século (638)

por Pedro Correia, em 30.09.11

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Mariduo e mulheur conjugados

por João Carvalho, em 29.09.11

«(...) no caso do cônjugue estar isento (...)»

Ministro Paulo Macedo sobre novas taxas moderadoras na Saúde, Telejornal, RTP

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Lisboa antiga (17)

por Pedro Correia, em 29.09.11

 

CAIS DO SODRÉ

«Voltou ainda três vezes ao Aterro, não a tornou a ver; e então envergonhou-se, sentiu-se humilhado com este interesse romanesco que o trazia assim, numa inquietação de rafeiro perdido, farejando o Aterro, da Rampa de Santos ao Cais do Sodré, à espera de uns olhos negros e de uns cabelos louros de passagem por Lisboa, e que um paquete da Royal Mail levaria uma dessas manhãs...»

Eça de Queiroz, Os Maias

Foto: blogue Ruas de Lisboa com Alguma História

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lançamento amanhã na Barata/Leya pelas 18h30

por Patrícia Reis, em 29.09.11
«O senhor Mesquita tinha a certeza de que à noite se transformava num tubarão‑martelo. Tirando tal convicção, que a família acatava com serena bonomia, o senhor Mesquita passava por ser uma pessoa quase normal. É verdade que acordava asfixiado todas as manhãs, e que levava alguns segundos até conseguir adaptar‑se ao novo ambiente. A seguir barbeava‑se, vestia‑se, lia o jornal enquanto bebia café e... trincava torradas, e quando saía de casa, a pé, em direção ao emprego, a uns duzentos metros, se tanto, na esquina mais próxima, já era inteiramente um homem.
Um homem comum.»
José Eduardo Agualusa, “Uma Pessoa quase Normal” in A EDUCAÇÃO SENTIMENTAL DOS PÁSSAROS – onze contos sobre anjos, demónios e outras pessoas quase normais, Dom Quixote

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A irlandesa Lisa Hannigan foi uma das duas descobertas que fiz através do filme Ondine, de Neil Jordan (sendo a outra, evidentemente, a polaca Alicja Bachleda). Isto não deixa de ser estranho, considerando que Lisa participou no álbum O, de Damien Rice, a que há uns anos dediquei muitas horas de atenção. Sou mais uma vez forçado a reconhecer que a minha capacidade de retenção de informações importantes já teve melhores dias mas, enfim, antes tarde do que nunca. Dois vídeos: o melhor livro pop-up de sempre (do álbum Sea Sew, de 2009) e como levar ao extremo a tendência para o colour blocking (do novo álbum, Passenger, com lançamento previsto para o mês que vem).
 

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Tenho as minhas embirrações. Por definição, estas existem mesmo que os destinatários não tenham culpa nenhuma. Caso contrário, não seriam embirrações, mas acusações objectivas fundamentadas com factos. No futebol, por exemplo, tinha uma grande embirração com o Postigó, etiqueta  colectiva que utilizava para designar a soma nula do contributo futebolístico do Postiga e do Djaló. E seria sempre assim mesmo que, por alinhamentos improváveis dos astros, um dia viessem a transfigurar-se em utilizadores da bola com aceitável proficiência. O mesmo se passa, na música, com o Sérgio Godinho. Não adianta. Não é tanto o facto de eu não gostar das músicas dele. É que fico sempre com a impressão de que as músicas dele não gostam de mim. E ninguém me tira isto da cabeça. Aliás, devo confessar que um dos meus piores pesadelos foi aquele em que me vi a assistir a um concerto do Sérgio Godinho com a primeira parte assegurada por Vítor Gaspar. Em versão acústica. Para mim, as baladas do Sérgio assumem sempre forma verbal. No modo, fico abalado. No tempo, sinto que chegou a hora de abalar. Ora, este mesmo sentimento me desperta o Albino Almeida, o Presidente da CONFAP (na imagem, com óculos à John Lennon). Fez-me o homem algum mal? Que eu saiba, não (nunca fiando). Defende coisas que abomino? Pois, em rigor não sei porque nunca vejo o Prós & Contras, programa para o qual é convidado pelo menos quatro vezes por ano. Terá uma voz irritante? Enfim, é possível. Mas, o certo é que quando dá entrevistas na rádio aproveito para sintonizar a Emissora Foz do Neiva que tem sempre programas geniais em que é possível, com um bocado de sorte, escutar o grupo de cantares de Manhouce, quando não o agrupamento folclórico de Perre. Este último de uma bela localidade mesmo ali ao lado de Viana do Castelo. Não posso, em consciência, afirmar que use peúgos brancos de lã. Mas, se me perguntassem, responderia convictamente que sim. Embirro com ele e pronto. Não conheço os estatutos da CONFAP, mas admito que só possa ser seu presidente quem tiver filhos a estudar. Por isso, quase me envergonho de o reconhecer em público, dou comigo a desejar, não poucas vezes, que os filhos do Albino nunca reprovem. Eu sei, eu sei, a coisa assume uma certa gravidade. Mas, com franqueza! Querem agora os caríssimos convencer-me de que nunca pensaram no mesmo?

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Gostei

por António Manuel Venda, em 29.09.11

Gostei de ouvir ontem à tarde Pedro Passos Coelho dizer no Parlamento que da última vez que aí tinha estado, afinal, tinha falado de mais – a propósito da dívida da Madeira e do respectivo plano de recuperação, ou lá como vai ser chamado. Teve a humildade (e a «frontalidade», palavra sua) de assumir um erro. Está a aprender. Agiu de forma diferente da do dia em que no mesmo sítio anunciou o imposto extraordinário de 50% sobre o subsídio de Natal. Nessa altura, se a medida era inevitável (como as coisas estão, e com a falta de informação que temos, admito que era, mas certezas nem me atrevo a ter sobre o assunto), se era inevitável, ia eu dizendo, pedia desculpa por tudo o que tinha andado a apregoar na campanha eleitoral, com o cúmulo daquela cena lamentável numa escola de Vila Franca de Xira, e depois de pedir desculpa fazia o anúncio. Mas não. Comportou-se então como um vulgar mentiroso. Por isso, agora, gostei da atitude. Demonstra que tem capacidade para aprender com os próprios erros, coisa que, como se sabe, não está ao alcance de toda a gente.

 

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Reflexão do dia

por Pedro Correia, em 29.09.11

«Estou a ficar velho por causa do acordo ortográfico. Aos 37 anos, sou um daqueles velhinhos que teimam em escrever 'pharmácia' porque no tempo deles era assim. Bem sei que é cedo demais para estas teimosias, mas resisti até onde pude. Eu tentei não ser reaccionário. Não tentei com muita força, mas tentei. Continuei a escrever como sempre, mas os revisores da Visão tinham depois o trabalho de corrigir o texto de acordo com a nova ortografia. Vou pedir-lhes que deixem de o fazer. Eu sou do tempo em que se escrevia recepção. Não adianta fingir que sou do tempo em que se escreve receção para nos aproximarmos dos brasileiros -- que, curiosamente, vão continuar a escrever recepção

Ricardo Araújo Pereira, na Visão

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Quem diz a verdade não merece castigo...

por Fernando Sousa, em 29.09.11

Mas o que é que Alessio Rastani disse para provocar tanta celeuma? Que está a fazer muito dinheiro, que adora esta recessão e que sonha todos os dias com outra? Que se está nas tintas para o euro? Que é a Goldman Sachs que manda no mundo? O que é que aqui é notícia? O despudor? Eheheheheh…

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Famílias disfuncionais

por Rui Rocha, em 29.09.11

Nas famílias, mais tarde ou mais cedo, chega o momento em que os filhos deixam de viver à custa dos pais. Nas democracias, os pais do regime nunca deixam de viver à custa dos filhos.

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Balada de Outono

por Laura Ramos, em 29.09.11
Vá lá! Pisquemos o olho a este fim de Verão...

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O presidente do Partido Social-Democrata-Madeira (PSD-M), Alberto João Jardim, disse hoje que a sua política é para as pessoas e não para agradar contabilistas, troika e a União Europeia e que considera "abençoada" a dívida.

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As canções do século (637)

por Pedro Correia, em 29.09.11

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Estados de espírito

por Leonor Barros, em 28.09.11

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De Portugal inteiro (75)

por Pedro Correia, em 28.09.11

Ilhas Selvagens (da Madeira)

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nem tudo o que parece é

por Patrícia Reis, em 28.09.11

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Ontem, os nossos luíses, eheh, pareço uma aristocrata francesa antes de revolução, dizia eu que os nossos luíses se digladiaram aqui sobre os grafitis com ilustrados argumentos. Lamentámos todos que o certame tivesse sido interrompido pelo jantar de um e pelas aulas de outro. Hoje, porém, voltei a lembrar-me do assunto: ao passar rapidamente os olhos pelos títulos da imprensa  online, leio que Durão Barroso afirmou que se devia dizer: "Amo-te, Europa." Eu achei muita piada a este arroubo de matriz mitológica. Após tal enunciação, só falta, num gesto de apaixonado de primeira viagem, ir pichá-la numa fachada. Pública, talvez, não sei.

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Lisboa antiga (16)

por Pedro Correia, em 28.09.11

 

PRAÇA DE CAMÕES

«Estavam no Loreto; e Carlos parara, olhando, reentrando na intimidade daquele velho coração da capital. Nada mudara. A mesma sentinela sonolenta rondava em torno à estátua triste de Camões.»

Eça de Queiroz, Os Maias

Foto: Biblioteca Nacional

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Adjectivos, depressa!

por Leonor Barros, em 28.09.11

Se alguém estiver em posse de adjectivos fortes, sem eufemismos e bem expressivos, é favor entregá-los ao Ministro Nuno Crato e a este Governo. Digam que vão da minha parte. E avisem-nos que é feio, muito feio, criar expectativas e a quarenta e oito horas do Dia do Diploma falhar redondamente ao compromisso. É muito tranquilizante saber que o Estado não é uma pessoa de bem e que está parco em valores e palavra. E por favor, poupem-me ao discurso de que o país não pode, blá blá blá, que estamos pobrezinhos, que sim, a economia, os mercados, e o diabo a sete e de uma vez por todas levantem os rabos do encosto cómodo que não lhes permite vislumbrar os dois milhões de pobres que existem neste país. Quinhentos euros podem fazer a diferença. Tenho a certeza de que fariam.

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De blogue em blogue

por Pedro Correia, em 28.09.11

1. Um blogue atento a Lisboa: Cidadania Lx

 

2. Músicas dos Anos 60 em blogue. Para ler. E ouvir.

 

3. Volta a ser trilhada a Estrada Poeirenta.

 

(em actualização)

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Sugestão de troféu para alunos de mérito

por Rui Rocha, em 28.09.11

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Matar saudades

por Pedro Correia, em 28.09.11

 

De Díli (blogue O Livro das Contradisoens)

 

 

Da praia da Areia Branca, em Timor (blogue O Livro das Contradisoens)

 

 

Da Avenida da Praia Grande, em Macau (blogue Macau Antigo)

 

  

 

Da marginal de Maputo (blogue Digital no Índico)

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Habituem-se

por Luís Menezes Leitão, em 28.09.11

Eu não concordo muito que o Estado dê prémios pecuniários aos alunos, mas acho absolutamente inconcebível que um prémio já atribuído possa ser retirado a 48 horas de antecedência da cerimónia, quando os alunos já tinham sido avisados que o iriam receber. Imagino a enorme decepção que todos os alunos contemplados irão sofrer quando forem à cerimónia e não receberem prémio algum. E o que terão que passar as suas famílias para compensar a sua desilusão.

Mas há que reconhecer que com esta decisão o Ministério da Educação acaba de prestar um grande serviço pedagógico aos alunos. Ficaram desde já a saber que é este o Estado Português com que terão de conviver em adultos: um Estado que a todo o tempo pode desrespeitar os seus compromissos, cortar unilateralmente os salários aos seus funcionários, as pensões aos seus pensionistas e aumentar retroactivamente os impostos que cobra. Os alunos podem assim desde já habituar-se a que é este o país em que vivem e pensar em emigrar para o estrangeiro. Só essa lição vale mais que o prémio.

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Diz quem viu que estas são tão bem dispostas como as dos Açores.

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Um, dois, três e nascer outra vez

por Teresa Ribeiro, em 28.09.11

Envelhecer já não é encarado como um fenómeno natural. Agora chamam-lhe arte. Não me parece mal. Se considerarmos os testemunhos dos clientes das plásticas e até dos que fazem questão de celebrar o aparecimento das rugas como algo libertador, até podemos considerá-lo uma arte de palco. Às vezes esses que se manifestam contra a corrente exibem tal alegria com os seus duplos queixos e cabelos brancos que por vezes os confundo com os outros. Há alegrias tão contentinhas que até parece que levaram silicone nos entrefolhos.

As obsessões colectivas são sempre inquietantes e ridículas. Inquietantes, porque não há como evitar que se tornem nossas, nem que seja só um bocadinho, e ridículas porque os comportamentos obsessivos, que o diga Woody Allen, têm um enorme potencial de comicidade.

Já li muito sobre a arte de envelhecer ou, em versão mais musculada, sobre o combate ao envelhecimento. Das bulas dos cremes hidratantes que nos prometem a juventude aos 40, até às receitas dos famosos sem idade, mas este fim-de-semana, de entre uma série de entrevistas a figuras públicas maiores de 60, destacou-se uma frase cintilante: "Estou a programar o meu futuro para ser livre, como fui quando era pequenina". Quem a disse foi uma rapariga chamada Ana Bola. Ao lê-la percebi porque a idealização da minha carcaça velha a escarafunchar, de cócoras, na terra, plantando couves ou alfaces para dar à coisa um propósito adulto, me persegue há tantos anos. É um projecto que tem muito mais sentido do que alguma vez lhe atribuí. Revela até uma estética - trata-se de um círculo que se fecha - que não me fica nada mal. Mas sobretudo este meu sonho de acabar os meus dias numa quinta, ou até mesmo num quintal, a tratar de bichos e couves, apresentou-se-me, à luz desta confissão da Ana Bola, como um sinal de resistência saudável a esta cultura fóbica que desenvolvemos contra nós próprios, todos velhos em potência. Não é à toa que ela tem envelhecido tão bem, sempre a esbanjar uma energia de catraia. Ah, grande Bola, que me iluminaste. O envelhecimento "combate-se" é assim! Assim e com alguns cremes, vá...

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Liberdade de imprensa na Madeira

por Rui Rocha, em 28.09.11

Facto: Candidatos do PND barricados no edíficio sede do Jornal da Madeira que acusam de ser um meio que "enxovalha, humilha e goza" todos os dias com a oposição.

 

Prognóstico para a manchete de amanhã do Jornal da Madeira: PND reúne candidatos no Jornal da Madeira e apela ao voto em Alberto João Jardim.

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No Diário de Notícias- 270 toneladas de prata, no valor de 170 milhões de euros, num navio encontrado a 4700 metros de profundidade.

No Jornal de Notícias - 240 toneladas de prata, no valor de 150 milhões de euros, num navio encontrado a 4000 metros de profundidade.

No Diário Digital: 200 toneladas de prata, no valor de 170 milhões de euros, num navio encontrado a 4700 metros de profundidade.

No Sol - 240 toneladas de prata, no valor de 170 milhões de euros, num navio encontrado a quase 5000 metros de profundidade.

No Dinheiro Digital - 220 toneladas de prata, no valor de 160 milhões de euros, num navio encontrado a 4700 metros de profundidade.

No Público: 240 toneladas de prata, no valor de 170 milhões de euros, num navio encontrado a 4700 metros de profundidade.

 

E, last but not the least, a notícia choque no Correio da Manhã: Barco afundado poderá lucrar 34 milhões de euros. Bom proveito lhe faça, lá nas profundezas, que a mim dói-me muito a cabeça.

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Cinquenta bordoadas na língua de Camões (23)

por Leonor Barros, em 28.09.11

Solideriedade

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Larguem o osso!

por José Maria Gui Pimentel, em 28.09.11

A oposição, da esquerda à direita, ciosa de uma oportunidade palpável para atacar AJJ, agarrou-se com unhas e dentes à questão do buraco financeiro. Mas fê-lo de uma maneira que – particularmente nos partidos de esquerda – não creio ser a melhor, pois dá a entender que, nos mais de 30 anos de governação, a má conduta de AJJ se resume ao sobre-endividamento do arquipélago. Com este método, não demorará muito (se é que já não acontece) até o povo adaptar o célebre adágio “aldraba mas faz”, para “endivida mas faz”. Sobretudo se, como parece ser o caso, os encargos vierem a ser partilhados com os portugueses do continente (e dos Açores, já agora).

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Ainda os Graffiti. A minha contribuição.

por Ana Lima, em 28.09.11

Isto de só ter tempo para os blogues tarde e a más horas é o que dá. Corro o risco de vir já um pouco fora de contexto (agora que a discussão está praticamente encerrada). Mas porque este é um tema que me interessa e sobre o qual já estudei algumas coisas pensei que poderia meter a minha colher.

 

Terão razão os dois “Luíses”. Cada um, dentro de uma perspectiva diferente. Eu concordo com o Luís Menezes Leitão em alguns aspectos e com o Luís M. Jorge noutros. E, ponto prévio, gosto, de uma forma geral, de graffiti.

 

Há quem considere as pinturas e gravuras rupestres a primeira forma de graffiti, confundindo-se, assim, com a primeira forma de arte. Mesmo não indo tão longe é unanimemente aceite que o graffiti se tornou fundamental na civilização romana uma vez que não havia parede que não fosse aproveitada para inscrever, a carvão (daí o nome), os protestos, as ordens, os acontecimentos públicos, aquilo que se queria dizer a alguém sem se denunciar a autoria. (Se se lembrarem da série “Roma” era assim que as paredes apareciam e os historiadores dizem que é um retrato fiel daquela altura). Ao longo dos séculos nunca deixou de se escrever e desenhar nas paredes. Passando para um tempo bem mais perto de nós, quando, em  Maio de 68, os muros serviram de suporte das mensagens era a transgressão que contava. Foi essa transgressão que levou muitos a adoptarem os muros e os comboios das cidades norte americanas, nos anos 60 e 70 do século passado, como as telas onde eram desenhadas imagens e mensagens de protesto, utilizando já não o carvão mas materiais mais recentes como eram as tintas em spray. Foi esse movimento que se estendeu a todo o mundo, tornando-se uma forma de arte urbana. O muro de Berlim foi durante anos estudado, os artistas mais emblemáticos (Jean-Michel Basquiat, por exemplo, ou mais recentemente Banksy) foram alvos de teses. Também os grandes museus do mundo fazem exposições de obras de graffiters. Em Portugal o Museu Efémero foi uma iniciativa interessante no Bairro Alto, em Lisboa. Ainda agora, de vez em quando, aparecem, naquele bairro, obras de artistas “consagrados” no meio.  E a exposição do ano passado, no museu do CCB, dos “Gémeos” brasileiros estava muito bem conseguida.

 

E os “Gémeos” trazem-me à actualidade. São eles os autores dos graffiti que a Câmara de Lisboa autorizou nos edifícios da Av. Fontes Pereira de Melo. Neste momento vale a pena dizer que a terminologia associada a esta arte urbana é imensa e que distingue vários tipos de inscricões e vários tipos de graffiters. Mas mesmo não falando dessa questão aqui, não se pode deixar de distinguir o que é a complexidade de um graffiti, de um conjunto sem nexo de tags, as malfadadas assinaturas, que aparecem na primeira fotografia do Luís Menezes Leitão (na R. Diário de Notícias, parece-me) e que são, normalmente, feitas apenas para marcar um território ou meramente com a intenção deliberada de sujar. (Em Portugal não se utiliza tanto mas no Brasil distingue-se completamente entre graffiti e pichação). Nem podemos pensar que qualquer parede poderá servir de suporte aos graffiti. Os “verdadeiros graffiters” normalmente seleccionam criteriosamente esses suportes.

 

Então o que podem ou devem fazer as câmaras? Não é por nunca terem pensado no assunto que ele não é resolvido. Algumas autarquias reprimem, pura e simplesmente o que, até agora, não se tem revelado eficaz. Os graffiters são transgressores e o risco de ser apanhado faz parte das condições de realização dos trabalhos. O principal debate está em saber se se deve dar um enquadramento legal, disponibilizando espaços onde os artistas possam desenhar com o compromisso de o fazerem apenas nesses locais. A Galeria de Arte Urbana, em Lisboa, ou as pinturas de viadutos e túneis no município de Oeiras são disso exemplo. Mas, dentro da comunidade de graffiters, muitas são as vozes que entendem que essa situação é uma subversão completa do espírito do graffiti que inclui sempre o elemento transgressor e que a sua institucionalização não faz qualquer sentido.

 

No Porto não sei se já foi feita alguma coisa neste âmbito mas em Lisboa optou-se por uma situação mista. Ao mesmo tempo que se põem à disposição espaços próprios (os painéis na Calçada da Glória, por exemplo), avançam-se acções de limpeza de fachadas.  Quem conhece o Bairro Alto sabe que, de há uns meses a esta parte, tem sido feita uma campanha de remoção de graffiti, limpeza e repintura de paredes que, em algumas ruas, tem feito uma enorme diferença. A ideia da autarquia era estender a acção a outros bairros. Mas o contrato com a empresa acabará e a fiscalização, que hoje em dia é diária e tem corrigido as situações que todas as manhãs surgem, não poderá ser feita eternamente. A fiscalização policial também existe mas, tal como em tantos outros casos, não é, nem nunca será, suficiente. Falou-se nas câmaras de vigilância que podiam ajudar a esse controle mas também não chegaram a ser instaladas. Os moradores estão satisfeitos com o esforço mas as verbas para o efeito são limitadas e para a câmara é um verdadeiro trabalho de Penélope. 

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A vantagem de suceder a Sócrates

por Rui Rocha, em 28.09.11

De acordo com o barómetro TSF / Diário Económico, os primeiros 100 dias de governo assinalam uma subida expressiva do PSD e um desastre para o PS e para o CDS. O estado de desgraça do país é o palco de um estado de graça de Passos Coelho que reforça junto dos eleitores o benefício da dívida. Apesar de vários erros de percurso e de já ter sido obrigado a quebrar promessas eleitorais, o Primeiro-Ministro tem conseguido passar a mensagem essencial. É diferente de Sócrates. E isso marca um aspecto fundamental que deve ser considerado pela oposição nos próximos tempos. Não adianta insistir na reabilitação daquele que agora se dedica a cursar filosofia em Paris. A alternativa a Passos Coelho, sempre indispensável em democracia, não pode ser o regresso a Sócrates ou aos seus métodos. Há-de fazer-se por caminho diferente. O caminho que Seguro ainda não encontrou.

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Frases de 2011 (61)

por Pedro Correia, em 28.09.11

«Ontem eu reparava no sorriso das vacas, estavam satisfeitíssimas olhando para o pasto que começava a ficar verdejante.»

Cavaco Silva, nos Açores

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As canções do século (636)

por Pedro Correia, em 28.09.11

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