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As luminárias vão a banhos

por Pedro Correia, em 31.07.11

Em sucessivos canais televisivos de notícias, os participantes de programas consagrados ao "debate político" têm anunciado aos portugueses que irão de férias durante todo o mês de Agosto, regressando apenas em Setembro. Num país em crise, com um governo recém-empossado, numa altura em que a política necessita mais que nunca do escrutínio público e quando o próprio Parlamento resume a duas semanas o seu período de férias, os referidos programas não abdicam de um longo descanso estival e os seus comentadores encartados já se encontram a banhos, como se este fosse um Verão igual a qualquer outro. Já imagino até alguns deles a resmungar, em artigos de jornal, como é saturante passar um mês inteiro nas longas filas de trânsito e de veraneantes nas rotas algarvias.

É bom anotar este facto para responder aos próximos moralistas de serviço asssim que vier a propósito. Sobretudo aos que se preparam para regressar às pantalhas só em Setembro, devidamente bronzeados, como se tivessem descoberto a pólvora nas falésias de Albufeira e na marina de Vilamoura. Só me interrogo como conseguiremos viver cinco intermináveis semanas sem o juízo implacável destas fulgurantes luminárias.

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Não é que uma nomeação faça a primavera, mas todo o processo se assemelha demasiado com o passado – facto que nos retira confiança para o futuro. Vai ser assim?

(…)

Sim, é cedo para avaliar, nem tudo o que parece é, mas aquilo que vemos está mal. É um mal que, seguramente, ainda tem conserto… mas isso significa que está estragado”

Henrique Monteiro, Expresso, 30 de Julho de 2011

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Domingos célebres

por João Carvalho, em 31.07.11

Hoje, no limite do prazo, ficou decidido que o BPN será adquirido pelo BIC. Não é a primeira vez que uma operação de suma importância se concretiza num domingo: ficou conhecido, há uns anos, o caso de um curso de Engenharia, cadeira de inglês técnico incluída.

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O Relvas diz que este é do contra

por Sérgio de Almeida Correia, em 31.07.11

Que tenham sido precisas apenas semanas para o Governo deitar fora as suas promessas mais emblemáticas é sinal de que Passos Coelho não estava preparado para governar e que o que era prometido não era para ser levado a sério. Só assim se explica que, após a subida de impostos, o Governo se tenha entretido na criação de novas estruturas orgânicas e a repartir o conselho de administração da Caixa por uma coligação de sensibilidades políticas da coligação PSD/CDS/Belém que nos governa.”

Pedro Adão e Silva, Expresso, 30 de Julho de 2011

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É bem feito!

por João Carvalho, em 31.07.11

Das quatro principais agências de rating chinesas, a Dagong é a única que não tem qualquer parceria com as agências Moody’s, Fitch e Standard & Poor’s. Pois é precisamente a Dagong que acaba de anunciar — mesmo havendo um acordo entre Democratas e Republicanos para subir o limite da dívida externa norte-americana — «que vai baixar a nota dos EUA», que não está no topo, mas sim em A+.

É muito bem feito! A decisão surge do mercado que é o maior credor de Washington. Quanto mais baixar o rating dos EUA, mais desce o crédito das agências Moody’s, Fitch e Standard & Poor’s.

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É amanhã dia 1 de Agosto

por Rui Rocha, em 31.07.11

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Mas estes gajos combinaram todos?

por Sérgio de Almeida Correia, em 31.07.11

“(…) o que se passou com as escolhas para a Caixa Geral de Depósitos mostra que o discurso e a prática continuam distantes. Será que não haveria no mercado outros nomes igualmente competentes, mas mais consensuais e com imagens de maior independência face aos partidos e a interesses financeiros?

João Garcia, Expresso, 30 de Julho de 2011

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                   Lucius Malfoy                                Lili Caneças 

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A arma dele não perdoava

por Pedro Correia, em 31.07.11
Sherlock Holmes, a criatura, foi sempre mais popular do que o criador, Conan Doyle. O mesmo se passou com Perry Mason, que ultrapassou largamente o seu criador, Erle Stanley Gardner, em reconhecimento público. Ou Nero Wolfe (criado por Rex Stout) e O Santo (por Leslie Charteris). Até Poirot e Maigret gozam hoje de maior notoriedade do que os seus autores, Agatha Christie e Georges Simenon. Com Mickey Spillane (1918-2006) era ao contrário: sempre foi mais popular do que Mike Hammer, o detective que criou. Ao ponto de não faltar quem pensasse que o detective era o próprio Spillane. Um detective muito diferente dos demais: forjado nos abismos da guerra, formado no auge do terror atómico, surgido depois de Auschwitz e Hiroxima, quando já nenhuma utopia era credível. Violento, amoral, Hammer odiava o compromisso com o mundo do crime. Ao ponto de, em obras como O Juiz Sou Eu e A Minha Arma não Perdoa, se confundir ele próprio com um criminoso pelos métodos que empregava. Foi esta a originalidade de Spillane, que não tardou a ter imitadores de quinta ordem, iniciando um repugnante subgénero no policial - o do detective-vingador a qualquer preço.
Lembrei-me dele ao saber que a Titan Books tenciona publicar até 2014 três policiais que Spillane deixou inacabados e serão concluídos por Max Allan Collins, depositário do seu arquivo. Nunca apreciei o estilo duro deste autor, que enriqueceu com os livros que produzia sem jamais esconder o ódio à literatura: os meus modelos de private eye são Marlowe (de Chandler) ou Lew Archer (de Ross Macdonald), seres magoados mas que conservavam um fundo de heroicidade romântica nada em consonância com a era sem heróis em que viviam. Hammer, pelo contrário, estava em plena sintonia com uma época em que se apagavam os últimos vestígios de uma ética colectiva, afogada em nome do sacrossanto determinismo individual.
A arma dele não tinha alma. Como as que matam em tantas rotas, da Noruega à Síria, nestes implacáveis tempos de Talião.

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Onde é que eu já vi isto?

por Sérgio de Almeida Correia, em 31.07.11

Encarar as empresas do Estado e, desde logo, o banco público como propriedade partidária a distribuir pela clientela não é novidade. Mas Passos Coelho e Paulo Portas, tão exigentes e moralistas quando estavam na oposição, prometeram agir de modo diferente. Tiveram uma oportunidade de ouro para o demonstrar e falharam redondamente.

(…)

O Governo não hesitou aumentar o número de gestores, pagos a peso de ouro – talvez de modo a ajustar a oferta à procura de lugares – num momento em que pede sacrifícios; ignorou ou desvalorizou potenciais conflitos de interesses, tendo em conta o percurso profissional de alguns dos nomeados; e até no processo de recrutamento cometeu erros graves, visto um dos contemplados ter vindo dizer que foi convidado para “vice”, quando compete à própria administração da Caixa atribuir esse cargo.

Tudo isto num único ato de gestão é revelador de quão distantes estão as belas palavras dos líderes do PSD e do CDS contra o clientelismo do Estado.”

Fernando Madrinha, "O Pote e a Rua", Expresso, 30 de Julho de 2011

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Subiu um ponto

por Sérgio de Almeida Correia, em 31.07.11

Fica-lhe bem. Podia ter silenciado. Ou falado omitindo. Como o Presidente da República noutras ocasiões. Mas eu registo aqui o gesto.

Neste País, estas coisas também não podem passar despercebidas, mesmo que em Massamá não reparem.

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Deve ser um empate técnico

por Sérgio de Almeida Correia, em 31.07.11

E, já agora, (que) dispensem um minuto a olhar para a Caixa, que tem, desde esta semana, uma administração do tamanho do Governo. Temos 11 ministros e 11 administradores da Caixa.

Ricardo Costa, Expresso, 30 de Julho de 2011

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As canções do século (577)

por Pedro Correia, em 31.07.11

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Paulo ministro, Paulo presidente

por Ana Vidal, em 30.07.11

 

 

É impressão minha ou o discurso de Paulo Portas no Funchal foi um plágio descarado daquele célebre sketch da Ivone Silva "Olívia patroa, Olívia costureira"?

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Reflexão do dia

por Pedro Correia, em 30.07.11

«Às vezes pergunto-me se a esquerda nasceu para governar.»

Lídia Jorge, esta noite, em entrevista à SIC N

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Grandes contos (8): Vergílio Ferreira

por Pedro Correia, em 30.07.11
Há em Portugal uma espécie de pudor atávico em praticar a arte do conto - característica que felizmente tem vindo a dissipar-se nas duas últimas décadas, com nomes que vão de Mário de Carvalho a Rui Zink. Entendido como género "menor" pela generalidade dos exegetas lusos de matriz universitária, o conto foi sendo considerado uma espécie de parente pobre da nossa literatura. Quem o cultivava quase tinha de pedir licença prévia para o efeito.
Alguns dos mais estimulantes autores portugueses do século XX, como Vergílio Ferreira, José Rodrigues Miguéis e José Cardoso Pires, dedicaram uma atenção marginal ao conto, sem repararem por vezes que nessas breves páginas se concentrava do melhor da sua escrita. Os notáveis Contos de Vergílio Ferreira, reunidos em volume em 1976 (Edição Bertrand), são bem a prova disso. Trata-se do espelho perfeito da obra de um romancista que começou integrado na corrente neo-realista e depois se tornou uma das vozes mais originais do nosso idioma.
Contos reúne ficções originalmente repartidas por dois títulos: A Face Sangrenta (1953) e Apenas Homens (1972). É um Vergílio Ferreira em transição da escola realista para a temática existencial que viria a coroar a fase "madura" da sua obra, este que emerge num dos mais tensos e vibrantes contos que conheço. Chama-se O Encontro e arranca deste modo tão sugestivo: "Agora a serra descia a toda a pressa para a aldeia. Depois, tranquila, alastrava devagar num grande vale, para subir ainda, suavemente, lá ao longe. Quebrado de cansaço e quase de surpresa, o engenheiro parou um instante no alto de um penhasco, soprando o fumo largo do cigarro, olhando em roda o silêncio da tarde. Um grande vento de solidão e montanha embatia-lhe no peito, inchando-lhe a camisa desapertada, penetrando-o de grandeza e de um incerto pavor."
Frases magníficas, num português sem rugas, mas que nos introduzem afinal num mundo primitivo, com as suas anacrónicas noções de honra e os seus insólitos rituais de inspiração bíblica. Vergílio Ferreira, escrevendo no Portugal de Salazar, descreve um país ancorado nos confins dos tempos e que permaneceu inalterado quase até aos nossos dias. Um crítico marxista falaria em luta de classes nesta história do engenheiro anónimo, oriundo de Lisboa, que se confronta com os códigos vigentes numa remota aldeia do interior. Na longa cena final, redigida quase com pulsão cinematográfica, de súbito "uma submissão milenária esmagou os dois irmãos" sedentos de vingança.
Mas esta é uma narrativa que não se deixa aprisionar por esquematismos de ordem estética ou ideológica: O Encontro merece lugar destacado em qualquer recolha dos melhores contos portugueses. E no entanto o autor, num prefácio escrito para a edição de 1976, quase pediu desculpa aos leitores pelo atrevimento: "Escrever contos foi-me sempre uma actividade marginal e eles relevam assim um pouco da desocupação e do ludismo." Não havia necessidade. O Vergílio Ferreira-contista nada fica a dever ao Vergílio Ferreira-romancista: em qualquer dos casos é sempre um vulto maior das nossas letras.

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                      Petunia Dursley                                 Ana Gomes

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E ninguém revê a jornalista?

por João Carvalho, em 30.07.11

«O número de vítimas da tragédia na Noruega foi revisto em alta: dos 76 mortos há agora 77 mortos.»

Jornalista em voz off na SIC-Notícias

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a minha mãe

por Patrícia Reis, em 30.07.11

Vi a minha mãe chorar três vezes. Uma num funeral. Uma em Ouro Preto, durante o Festival Literário, quando José Luís Peixoto disse o poema "Cinco à Mesa" e, por fim, ontem quando Jamie Cullum tocava com a felicidade estampada no rosto. Numa vida qualquer podia ser ela. Qualquer coisa a arrebatou a música, essa possibilidade maior, e o pensamento: podia ser eu. Não digo que a minha mãe, a mesma que amanhã faz 59 anos, fosse dar pontapés no piano ou algo assim, mas sei que "I got you under my skin" são acordes e acordes, todos juntos que, em vez de fazerem uma sinfonia, são a banda sonora de uma vida que ela acatou e não cumpriu. Não creio que tenha tido hipótese de escolha. Como ela, tantos de nós.

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Sabia que... (70)

por João Carvalho, em 30.07.11

... foram inventados óculos cuja adaptação à distância é feita por zoom manualmente ajustável? Pois é: a patente está registada nos EUA e é suposto dirigir-se àqueles que ainda usam lentes bifocais ou que usam lentes progressivas.

O funcionamento é muito simples: os óculos integram duas lentes sobrepostas para cada olho e a haste central por cima do nariz, que faz a ligação entre as duas molduras duplas, possui um mecanismo básico com um "pinchavelho" que serve para aproximar ou afastar, progressivamente e em movimento contínuo, as lentes exteriores das lentes fixas interiores. No fundo, o resultado prático é semelhante ao do zoom dos binóculos, que permite o ajustamento à distância que se quer focar, aliado à variação das diopterias pelo efeito da sobreposição de duas lentes.

Não parece que o sucesso da invenção em Portugal esteja garantido. Por um lado, seria problemático agravar as campanhas rodoviárias: se conduzir não beba e não use óculos de adaptação manual permanente — eis o que se afigura impraticável. Por outro lado, só usa óculos quem vê mal, mas a verdade é que os portugueses são ceguinhos, uns, e invisuais, outros. Óculos para quê, se andamos sempre ó-tio-ó-tio?

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Passado presente (CCCXXIX)

por Pedro Correia, em 30.07.11

         

 

Revista Condor

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Dois nomes, dois símbolos

por Ana Vidal, em 30.07.11

Ia escrever qualquer coisa exactamente sobre o tema deste excelente texto de Fernanda Câncio. Mas está lá tudo o que eu diria, e muito mais bem dito. Limito-me a acrescentar um ponto que me parece importante: infelizmente, existem loucos, fanáticos e psicopatas em todas as ideologias políticas. Breivik pertence à extrema direita (Hitler fez escola, este caso é mais uma triste prova disso), mas também podia ser da extrema esquerda e escolher outros alvos (seguindo o mestre Estaline) com o mesmíssimo objectivo, mas de sinal contrário. O que quero dizer é que recuso acreditar que por detrás deste grau máximo de malignidade não esteja um muito sério distúrbio mental. Porque é sempre nestes perfis estranhos - autênticas bombas-relógio à solta nas sociedades - que melhor medram o fanatismo religioso ou político, a amoralidade e o ódio, transformando-os em exterminadores implacáveis num qualquer banho de sangue que glorifique a sua distorcida noção de justiça. E será sempre muito difícil - se não mesmo impossível - identificá-los como tal antes de perpetrarem as suas desvairadas vinganças.

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As canções do século (576)

por Pedro Correia, em 30.07.11

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Ler

por Pedro Correia, em 29.07.11

Sigh. Do Miguel Marujo, na Cibertúlia.

Gizem, Yasin. Da Fernanda Câncio, na Jugular.

Memórias de Oslo. Da Joana Lopes, no Entre as Brumas da Memória.

Otto Frank, o pai de Anne. Da Teresa, n' A Gota de Ran Tan Plan.

O regresso da doutrina Brejnev? De Luís Menezes Leitão, no Albergue Espanhol.

EDP errou. Do João E. Severino, no Pau Para Toda a Obra.

Com apenas dois graus. Da Carla Quevedo, na Bomba Inteligente.

A lotaria. De Maria do Rosário Pedreira, no Horas Extraordinárias.

A origem do Conto do Vigário, de Fernando Pessoa. De André Benjamim, no Ainda que os Amantes se Percam...

Da importância de escolher as palavras certas. Do Pedro Rolo Duarte.

Olhando os outros. De M, em 1 Dia Atrás do Outro.

Reiventar o futuro. Do Manuel Falcão, n' A Esquina do Rio.

Não sei por onde vou mas sei que não se deve ir por aí. Da Helena Matos, no Blasfémias.

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             Neville Longbottom                          José Luis Arnaut

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Então o Relvas não o tinha posto na coluna dos "anti-socratistas"?

por Sérgio de Almeida Correia, em 29.07.11

"Em política, o que parece é, pelo que não julgo haver forma de consertar o desastroso processo de nomeação da nova equipa de gestão da Caixa Geral de Depósitos.

 

"Tudo isto pode ter uma explicação razoável, pode até haver razões para o "orgulho" manifestado publicamente pelo ministro das Finanças, mas o mal está feito: este processo pareceu mostrar que continua a haver jobs para os boys e que a contenção defendida noutras instâncias não se aplica à Caixa. É o mais desastroso passo em falso do Governo desde que tomou posse."

 

"Ou seja (...) a defesa "ideológica" da importância "estratégica" da Caixa não passa, com frequência, de uma falácia, pois esta é demasiadas vezes utilizada para empregar alguns companheiros e ajudar os amigos do Governo em funções. Ou, se não é, parece que é."

 

"(...) a RTP tem ineficiências que custam muitos milhões de euros e que não são resolúveis mantendo a sua actual propriedade pública intocável. Era bom que o Governo clarificasse o que tenciona realmente fazer em vez de deixar a questão num limbo malsão" - José Manuel Fernandes, Público, 29 de Julho de 2011.

 

Alguns "socratistas" devem-se ter fartado de rir com o artigo de hoje. Eu também, mas foi só de imaginar a cara do ministro dos Assuntos Parlamentares ao ler o artigo. E de alguns bloggers que até há um mês não se cansavam de citá-lo.

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               Sibila Trelawney                                 Marcelo Rebelo de Sousa

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Doce e comestível...

por João Carvalho, em 29.07.11

 

... é este inesperado Renault 4L, um bolo de matrícula portuguesa encontrado aqui.

 

 

Só falta meter velas novas na 4L para o bolo ir às comemorações dos 50 anos do popular modelo que a Renault apresentou ao mundo em 1961.

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As respostas que importa dar sobre o caso Bairrão

por Sérgio de Almeida Correia, em 29.07.11

Muito se tem escrito e dito sobre o chamado "caso Bairrão". A investigação do Expresso permitiu conhecer mais alguns pormenores, mas neste momento, para além de ser necessário apurar se os ex-directores continuam a ter acesso à informação dos serviços de informações e se algum deles ou qualquer outro ex-colaborador violou, ou não, os respectivos deveres, são poucas as questões a que importa responder para que os portugueses fiquem tranquilos quanto à acção do Governo e dos seus membros. 

 

O Governo já negou que tivesse solicitado qualquer investigação, promovido a recolha ou recolhido informações sobre alguma pessoa em particular junto dos Serviços de Informação. Não me custa acreditar que seja verdade, como em outras situações também acreditei no Governo anterior. Mas nesta altura as perguntas e as respostas têm de ser mais claras e mais incisivas.

 

Assim, o que importa perguntar e saber é apenas isto:

 

1 - O senhor primeiro-ministro, o ministro dos Assuntos Parlamentares, o ministro da Administração Interna, qualquer outro membro do Governo ou algum dos seus colaboradores tentou obter, obteve ou solicitou informações, de modo informal, directamente ou por interposta pessoa, sobre Bernardo Bairrão e as suas ligações empresariais antes de ser entregue a lista definitiva de secretários de Estado ao Presidente da República? Se tiver sido esse o caso, quem pediu, a quem e de que forma, e se chegou a ser fornecida alguma informação? 

 

2 - Houve alguma investigação sobre Bernardo Bairrão ou as suas ligações empresariais autorizada por algum membro do Governo da República? Se sim, quando, quem conduziu essa investigação, com que objectivo e quem a autorizou?

 

Será bom que estas respostas sejam dadas com o maior rigor e o mais rapidamente possível. Se for pelo Expresso melhor, já que foi esse jornal que desencadeou a investigação, divulgou mais pormenores e foi desmentido. Para que os portugueses possam tirar as suas conclusões e possamos seguir em frente. 

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Transparência

por Sérgio de Almeida Correia, em 29.07.11

A criação desta página por parte do Governo, hoje anunciada na Assembleia da República pelo primeiro-ministro, é uma medida que registo e que deve ser aplaudida. Espero que seja um passo com continuidade em todas as áreas de acção do executivo e não uma medida desgarrada.

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TGV...

por João Carvalho, em 29.07.11

 

... snif... snniiiiffffffff...

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Portugal já está a mudar (7)

por Sérgio de Almeida Correia, em 29.07.11

"(...) anunciou [o primeiro-ministro] um conjunto de medidas que foram já debatidas no Parlamento – uma delas em 2002, durante o Governo PSD/CDS, liderado por Durão Barroso; e três propostas pelo Governo PS e registadas no Orçamento de Estado de 2011" - Público, 29 de Julho de 2011

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Prognósticos antes do final do jogo

por Rui Rocha, em 29.07.11

 

Pelo andar da carruagem, arrisco o seguinte prognóstico para o título de melhor jogador de cada um dos três grandes na próxima época:

 

Porto - Hulk

Sporting - Rinaudo

Benfica - Fábio Coentrão

 

Estou, em todo o caso, disponível para discutir o assunto.

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Notícias do 'estado social' (48)

por Pedro Correia, em 29.07.11

"Um bilião gasto em negócios do Estado sob suspeita"

Manchete do Jornal de Notícias

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Cinquenta bordoadas na língua de Camões (12)

por Leonor Barros, em 29.07.11

Esteija

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Ó meus amigos!

por Rui Rocha, em 29.07.11

Jesus:

"Fiz um curso de comunicação para lidar com os jornalistas"

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Mais trinta cidades que jamais esquecerei (XV)

por Pedro Correia, em 29.07.11
 
LAHAINA
"Coração do Havai, quente de sol." (Jack London)

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'Artitectura': os mal-amados (21)

por João Carvalho, em 29.07.11

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Keret House,

em Wola, Varsóvia

(Polónia)

A Keret House está a ser instalada no distrito de Wola, em Varsóvia — e dizer "instalada" não é uma mera opção da escrita: trata-se da casa mais estreita do país (talvez da Europa, talvez do mundo inteiro) e não possui frente bastante para atingir a dimensão mínima prevista no código municipal para ficar registada como habitação, pelo que está autorizada apenas como simples "instalação" de arte.

O recente projecto do gabinete Centrala, assinado por Jakub Szczęsny, deverá estar concluído já em Dezembro deste ano e prepara-se para ser apresentado e candidatar-se a prémios de urbanismo.

Encaixada num reduzido, inútil, inestético e inexplicável vão entre dois prédios, a exígua moradia assenta numa áerea de 14,5 metros quadrados, com dimensões interiores que variam entre os 122 centímetros e os 22 centímetros. A casa, com um só postigo na frente e um respiro em cima, foi concebida para lugar de trabalho do escritor israelita Etgar Keret (à direita) — que reside em Tel Aviv e gosta de estar em Varsóvia — mas igualmente capaz de servir como habitação-estúdio para quaisquer visitantes, entre jovens criadores e intelectuais de diferentes origens que o proprietário habitualmente recebe.

Para lá das estruturas em betão que resguardam a construção, alguns acabamentos interiores são flexíveis e/ou escamoteáveis. As escadas possuem controlo remoto para se manterem recolhidas ou poderem ser utilizadas.

Com inspiração na tecnologia que se aplica em embarcações, a Keret House dispõe de equipamentos próprios que lhe garantem as necessidades básicas e a tornam independente dos sistemas urbanos de abastecimento. A excepção é a energia eléctrica, cujo fornecimento será proveniente de um dos edifícios vizinhos.

Branca por fora e por dentro, a "coisa" parece uma placa de esferovite caída no intervalo entre dois prédios. Contudo, como exercício de arquitectura, deve reconhecer-se que é invulgar. O morador só não pode adoecer, porque o sobe-e-desce escadas, se já não é fácil em habitações normais com mais do que um piso, neste caso limita perigosamente o próprio e até quem chegar de fora para lhe deitar a mão.

Pelo mesmo motivo, é pouco aconselhável a quem espera envelhecer: sem a fonte da juventude por perto, o melhor é procurar uma casa térrea (de simples rés-do-chão) que seja normalzinha. À medida que avança, a idade do ser humano torna-se pouco dada a fantasias que exijam grande esforço físico quando o corpo exige repouso.

Pese embora a graça de mostrar aos amigos (um de cada vez, claro está) uma propriedade tão insólita e inesperada, a Keret House ainda será mais mal-amada quando toda a gente começar a sentir inveja das sardinhas, que sempre são enlatadas em espaços mais amplos. Por falar nisso: quando o inquilino abrir uma lata dentro de casa, o cheiro a peixe há-de ser insuportável...

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A esquerda de que a direita gosta

por Pedro Correia, em 29.07.11

"Quem não gostava de ter nos braços a felina Bruni, com as suas pernas de gazela e o seu sorriso de Botticelli?"
Pedro Mexia

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As canções do século (575)

por Pedro Correia, em 29.07.11

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Sim, há o medo do outro, especialmente quando ele é diferente, e a ameaça a valores «tradicionais», encarados como definidores de uma certa pureza, e haverá também distúrbios psiquiátricos que outras pessoas abordarão com mais propriedade do que eu, apesar de frequentemente a teoria explicar muito pouco. A mim, a Noruega fez-me voltar a Ballard. Numa sociedade totalmente saudável, a loucura é a única liberdade possível. Aparentemente, não existem sociedades mais saudáveis do que as nórdicas. Nível de vida invejável, civismo exemplar, protecções sociais generosas. Contudo, os nórdicos são conhecidos pela taxa de suicídios (ainda que, à la Liberty Valance, o mito possa ter-se sobreposto à realidade), e, com certa frequência, surgem da Escandinávia notícias de matanças aparentemente aleatórias ou, como no presente caso, na sequência de planos minuciosos. A violência, que em países menos saudáveis tende a surgir associada à luta pela sobrevivência, a conflitos étnicos ou religiosos com dezenas ou centenas de anos (transformados eles mesmos em tradição) ou à raiva pelas injustiças sociais, é nos países ocidentais (no sentido lato de «ocidentais») uma recusa da conformidade. É uma consequência da sensação de que não se é mais do que um elemento irrelevante numa gigantesca engrenagem funcionando de acordo com uma lógica cada vez mais asfixiante e impossível de alterar. Ballard avisava que os actos «inexplicáveis» de violência continuarão a aumentar. É a única liberdade possível. Enfim, talvez não seja bem a única: o suicídio, um acto de violência dirigido para dentro (note-se como a taxa tem aumentado nas últimas dezenas de anos), será outra. E depois há paliativos. Dos mais corriqueiros – o consumismo desenfreado, a modificação do corpo, os hobbies tornados obsessão, a pintura de frases de protesto em paredes – aos mais perigosos. Por exemplo, a adesão a posições extremistas, que oferecem um conjunto de regras totalmente diferente. Mas os extremistas são confrontados com o facto de nas sociedades «saudáveis», da Europa do Norte ou de qualquer outra zona geográfica, não ser suficiente adoptar certas posições e alardear o facto. Escrever  na internet comentários xenófobos, racistas ou contra uma determinada religião gera apenas umas quantas respostas inflamadas. Organizar uns encontros ou umas marchas pacíficas é notícia para rodapé de noticiário. Não há mudança. Ninguém liga. Continua-se irrelevante. Resta subir a parada. Tornar as marchas violentas ou (solução especialmente adequada para solitários, em número cada vez mais elevado nas sociedades «saudáveis») chamar a atenção por meios mais bombásticos (no pun intended). E é então que a sociedade, atingida no seu âmago, na sua sanidade, presta finalmente atenção. Um tipo que mata setenta e tal pessoas já não é um «idiota» que coloca coisas na internet. É um «monstro», alguém que abala certezas, que obriga a pensar. As sociedades «saudáveis» são sociedades anestesiadas e só a morte – e já não basta a morte de uma ou duas pessoas, a menos que sejam famosas – é suficientemente forte para dissipar o efeito da anestesia. Durante uns dias.

 

Ligada a esta sensação de manietação e irrelevância, há pelo menos um outro factor que talvez possa ser abordado analisando a pergunta: por que são quase todos estas pessoas, estes assassinos, estes «monstros», do sexo masculino? (Como os suicidas, de resto.) Ballard outra vez: Nós não somos os seres racionais que pensamos ser. Somos selvagens. Os nossos sistemas nervosos centrais, os nossos cérebros, os nossos instintos, os nossos reflexos estão adaptados à vida de caçador solitário. Ou Cormac McCarthy. Por um motivo completamente diferente, Ana Cristina Leonardo levou-me a retirar Meridiano de Sangue da estante. Reli algumas das dissertações filosóficas que o juiz Holden faz aos seus companheiros, nos intervalos entre matanças e recolha de escalpes (sim, é ficção mas frequentemente aprende-se mais na boa ficção do que em herméticos manuais científicos). Eis a natureza da guerra, cujo prémio é a um tempo o jogo e a autoridade e a justificação. Vista desta maneira, a guerra é a forma mais genuína de adivinhação. É pôr à prova a nossa vontade e a vontade de outrem no quadro daquela vontade mais vasta que, pelo facto de vincular todas as vontades individuais, é obrigada a escolher. A guerra é o jogo supremo porque representa, em última análise, o romper da unidade da existência. A guerra é deus.[…] Quando um homem cai morto num duelo, isso não demonstra que as suas ideias estavam erradas. O facto de ele se ter envolvido numa tal prova apenas atesta uma nova e mais vasta perspectiva. A vontade dos duelistas de renunciar a quaisquer novas discussões, reconhecendo o carácter trivial de todo e qualquer debate, e de apelar directamente às instâncias do absoluto histórico indica claramente a pouca importância de que se revestem as opiniões e a grande importância das divergências em torno dessas mesmas opiniões. Pois a discussão é efectivamente trivial, mas o mesmo não se pode dizer das vontades opostas que a discussão pôs em relevo.* A guerra enquanto jogo último. Enquanto necessidade masculina (ah, a testosterona) de conquista de poder e de testar limites – os do outro e os próprios. Antes, os homens caçavam e lutavam e, numa fase em que isso já não era bem visto, ainda entravam em duelos. Mas nas sociedades «saudáveis» (em parte, sinónimo de mais femininas) não se luta – não verdadeiramente, pelo menos. As lutas são mal vistas e as que existem têm de permanecer dentro dos limites entendidos como aceitáveis. Uma discussão num bar não pode acabar em pancadaria, da mesma forma que um desaguisado entre vizinhos não pode acabar em tiros ou em facadas. Nas sociedades «saudáveis» apenas as claques de futebol guerreiam (por vezes, sob falsos pretextos: de que forma a paixão a um clube, só por si, justificaria vandalizar áreas de serviço?). Ballard, aliás, defendia que se tornassem os desportos mais violentos e não menos. Até o trânsito – um escape em sociedades um pouco menos «saudáveis», mais dadas à troca de insultos, como a portuguesa – foi em muitos países civilizado à força de radares e pressão social. Esta luta contra os instintos tem consequências. Deixa latente uma sensação de cobardia, de insignificância, pronta a manifestar-se. Pronta a agarrar qualquer pretexto.

 

Ainda por cima, numa reacção natural mas, em parte, contraproducente, a resposta política e social a casos como o da Noruega é envidar esforços para aumentar o grau de sanidade. Lançar programas para ensinar tolerância. Perseguir ou regular sectores que não parecem tão «saudáveis» quanto deviam (heavy metal e jogos de vídeo, por exemplo). Proibir o acesso a armas de fogo. Criar mecanismos de vigilância mais intrusivos. Tudo em nome de uma lógica inatacável. Sensata. Civilizada. (E isto não é ironia; eu não me importava de viver na Noruega e é evidente que não devemos andar por aí aos tiros uns aos outros, até porque a minha pontaria deixa um bocado a desejar – e este último ponto, sim, é ironia.) Mas, afirmem Rousseaunianos e outras almas bem intencionadas o que afirmarem, o homem não é um ser «saudável». Ainda não. Talvez daqui a uns milhares de anos – ou umas dezenas, com manipulação genética (hurrah). Nos próximos tempos, ajudada pelo declínio económico, a pressão aumentará. Desconfio que em breve voltarei a Ballard.

 

* Edição Relógio d'Água, 2004. Tradução de Paulo Faria. Páginas 295 e 296.

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e agora, mãe?

por Patrícia Reis, em 28.07.11

E agora, mãe? Quando sair da escola vou fazer o quê? E como é que vamos sair da crise? E se acontece alguma coisa como na Noruega? Ou se temos células terroristas em Portugal? E aquele miúdo que desapareceu aos 11 anos e estava só a andar de bicicleta? E o que é a hepatite? E mata mais que a sida? E como é que temos filhos se temos de usar preservativo? E se for um falhado e ficar na caixa de hipermercado com autorização para ir à casa de banho de quatro em quatro horas? E se Deus não existir? E se Deus existir e andar a espreitar os meus gestos? E agora, mãe?

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                         Dolores Umbridge                        Maria Cavaco Silva

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Sulfúricas

por Laura Ramos, em 28.07.11

 

«Eis a vida conjugal, uma associação de homicidas que se focam nos outros antes mesmo de se focarem em si, um longo caminho para a morte que deixa cadáveres pela estrada. Quando virem uma mulher e um homem em frente ao Conservador, interroguem-se sobre qual dos dois virá a ser o assassino»

 

Eric-Emmanuel Schmitt, "Petits Crimes Conjugaux"

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Portugal já está a mudar (6)

por Sérgio de Almeida Correia, em 28.07.11

"O ministro das Finanças não revelou, contudo, como vai proceder a essa redução, adiando os detalhes para mais tarde"

 

Tantas são as vezes que isto acontece que ainda não percebi se faz parte da estratégia ou se é sina.

 

Com seis anos na oposição, se o trabalho de casa tivesse sido bem feito e se tivesse aprendido alguma coisa com os erros dos antecessores, já devia ter dado para se começar a concretizar quando se anuncia. Pensar o funcionamento da administração pública e ter uma proposta de reforma não depende de se chegar ao poder ou dos números da execução orçamental. 

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What if?

por Rui Rocha, em 28.07.11

 

Estamos no ano 2011 depois de Cristo. TodA a Terra foi ocupada pela China… Toda? Não! Um país povoado por irredutíveis americanos ainda resiste ao invasor. Só têm medo de uma coisa: que o tecto da dívida lhes caia em cima da cabeça.

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Eu não seria tão definitivo

por Rui Rocha, em 28.07.11

Há sempre a possibilidade de algum espectador morrer de tédio.

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Inesquecível

por Pedro Correia, em 28.07.11

 

A propósito da morte de Michael Cacoyannis, aqui fica uma cena memorável do mais célebre filme dele: Zorba, o Grego. Inesquecível.  

 

 

ADENDA:

Trinta e cinco anos depois, Anthony Quinn recria a cena em palco. Na presença do compositor, o grande Mikis Theodorakis. «The music of 'Zorba' is a music of life.»

(via Joana Lopes)

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                        Gémeos Weasley                      Cinha e Pimpinha Jardim

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Exercício prático

por Ana Margarida Craveiro, em 28.07.11

O que há de errado na seguinte frase? "No próprio sábado, último dia em que foi secretário-geral do PS, Sócrates também não quis atrasar-se nos detalhes e mandou o motorista do partido regressar com o carro de Espanha - onde tem estado a acompanhar o irmão em tratamentos médicos - à sede nacional." (Sábado de hoje)

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