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Lido e registado (18)

por Sérgio de Almeida Correia, em 31.12.10

PS: Feliz Ano Novo. O meu nascerá na longínqua Indonésia, ao pé de filhos, netos, sobrinhos e sobrinhos-netos que vivem pelas Ásias. Voltarei daqui a 15 dias. Boas Festas”. – Maria João Avillez, Sábado, 29/12/2010

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Os filmes da minha vida (25)

por Pedro Correia, em 31.12.10

All that Roy
Alguns actores acompanham-nos em períodos decisivos das nossas vidas. Servem-nos de modelos, tornam-se nossos confidentes, transmitem-nos um gesto, um esgar, uma expressão, uma frase que logo tornamos nossa. Um dia verificamos que desapareceram para sempre. É como certas amizades, que se evaporam quase sem nos darmos conta disso.
Aconteceu-me em Fevereiro de 2008 com Roy Scheider: li a notícia de que morreu, aos 75 anos, e estranhei o facto de não sentir sequer um fio de emoção. Porque Roy Scheider acompanhou-me durante quase uma década de idas assíduas às salas de cinema. Lá estava o seu rosto angular, de onde sobressaía um par de olhos tristes, dialogando com Jane Fonda em Klute. Lembro-me também dele em Os Incorruptíveis Contra a Droga e O Homem da Maratona. Recordo-o igualmente em Tubarão – esse filme nuclear, que marcou o regresso de Hollywood ao grande cinema depois de vários anos errantes a querer macaquear o pior dos filmes europeus enquanto as produções britânicas amealhavam Oscares. E lembro-me dele sobretudo em All That Jazz, de Bob Fosse: raras vezes um actor levou a representação a tais limites de esforço físico e psicológico: li algures que estava arrasado quando acabou de rodar o filme.
Valeu a pena o esforço: All That Jazz teve várias nomeações para o Óscar e conquistou a Palma de Ouro em Cannes.
Depois perdi-me dele. Ou ele perdeu-se de mim. Vi-o ainda, quase de fugida, em Na Calada da Noite (Robert Benton, 1982), um daqueles múltiplos filmes que se reclamavam da herança de Hitchcock sem lhe chegarem aos calcanhares. O mesmo rosto angular, os mesmos olhos tristes, a mesma expressão de quem já se decepcionou com quase tudo. Decepcionantes foram também as várias “sequelas” de Tubarão em que esbanjou talento. Aí já não parecia aquele Roy de outros tempos.
Nunca mais o vi. Ou, se o vi, foi como se não o reconhecesse. Correspondia a um período da minha vida ultrapassado para sempre. O cinema também é isto: enche-nos de emoção, seca-nos as emoções em ritmos e ciclos alternados. So long, Roy. Foi bom ter-te conhecido naqueles anos irrepetíveis em que descobria o encanto do cinema e ao mesmo tempo me descobria a mim próprio.

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Lido e registado (17)

por Sérgio de Almeida Correia, em 31.12.10

Cavaco Silva é um político profissional – mas às vezes não parece. Era evidente que, na campanha eleitoral, iria ter de explicar muito bem as suas relações com o BPN e os detalhes do negócio em que comprou e vendeu acções da SLN. É básico: em democracia, os candidatos a cargos públicos devem contar aos eleitores, com detalhes, toda a sua vida financeira. Por isso, devia ter-se preparado para responder às dúvidas, às suspeitas e até às acusações – com factos, com argumentos e com documentos. O problema é que Cavaco Silva acha que está acima disso.”

 

Quando diz que os seus adversários teriam de “nascer duas vezes” para “serem mais honestos” do que ele, mostra presunção; quando equipara todas as dúvidas sobre o seu percurso a “uma campanha suja”, revela insensatez; quando qualifica as intervenções de adversários como “tretas” e “larachas”, exibe desespero.”

 

Enquanto Cavaco Silva não explicar muito bem as suas ligações (ou a falta delas) ao Banco Português de Negócios, o assunto vai voltar a ser falado – uma vez, e outra, e outra, até que finalmente, exausto e farto, o candidato será obrigado a reconhecer que o tema merece comentário. Aí, será demasiado tarde.

 

Editorial, Sábado, 29/12/2010

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2011: ano da cidadania

por Sérgio de Almeida Correia, em 31.12.10

 

Como dizia o criador da pantera cor-de-rosa, a vida é um estado de espírito e isso exige que saibamos encará-la em 2011, com ou sem crises, na exacta medida dos nossos sonhos, fazendo da intervenção cívica um grito ao serviço da comunidade e do Estado de direito. Sem este não há democracia, nem estado social, nem liberdade. E a cidadania acabará por definhar e fenecer. Por isso desde já declaro 2011 o ano da cidadania.

 

Mas se por qualquer razão 2011 fizer de nós todos cartoons, então que o sejamos respirando saúde e lucidez.

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Votos de bom ano para todos

por João Carvalho, em 31.12.10

Gari Melchers, Mural da Paz, 1896

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Boa travessia... and sing!

por Laura Ramos, em 31.12.10

 

Tenham uma grande noite!

Eu estou de saída para a minha, espero que seja tão inspirada quanto esta...

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Adeus 2010

por Leonor Barros, em 31.12.10

 

Concentremo-nos no essencial. Harmonia, tranquilidade, saúde, lucidez e preseverança para que 2011 se afirme como um ano positivo. A todos os comentadores, visitantes e aos meus companheiros de escrita, votos de um feliz e pleno Ano Novo.

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O caso Ensitel (2)

por Paulo Gorjão, em 31.12.10

Será seguramente a partir desta semana o caso de estudo mais notório em Portugal. Adiante. A Ensitel acaba de anunciar que retira a queixa. Demorou uma eternidade, causou dano desnecessário, mas vergou perante os factos. Resta arrumar a casa e retirar as devidas lições. É a vida.

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2011 e Nós

por Laura Ramos, em 31.12.10

 

- Nada há de mais deprimente do que um ano de dificuldades pré-anunciadas? Um rol interminável de privações pessoais, desistências nacionais, sofrimento social?

Pois eu digo: - Não há nada de mais enervante!

Talvez possamos reencontrar o sentido da cidadania. Talvez a sociedade civil acorde.

Talvez possamos refundar a democracia, em vez de lhe lavrar o epitáfio. Talvez tenhamos uma oportunidade única de exigir mais da acção política e dos próprios políticos.

Talvez aqueles que têm mais a dar ao país do que a receber deixem de se esconder, e de temer trocar a sua honra pela participação na coisa pública.

Depende de cada um de nós, independentemente da responsabilidade dos outros.

E isto não é retórica. É puro bom senso.

Não se deprimam: - Enervem-se!

E tenham um bom ano.

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O animal feroz...

por João Carvalho, em 31.12.10

... põe-se em guarda. Não está habituado à coragem quase desafiadora da pomba frágil que finge ignorá-lo.

O melhor é ficar quieto e manter-me de sobreaviso — pensa o animal feroz. — Isto não me cheira nada bem.

Acho que já o assustei — pensa a pomba. — Está na hora de chamar o pombal inteiro e mostrar-lhe com quantos paus se faz uma canoa.

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Publicidade a quanto obrigavas (4)

por Ana Vidal, em 31.12.10

 

Uma dica útil para quem gosta de comer e beber alarvemente, sobretudo no dia de hoje. Basta que comece 2011 com esta nova amiga, simpática, discreta e eficiente. Ainda por cima estará a fazer uma boa acção, dando guarida a uma pobre bicha solitária. Ou seja, é um 2 em 1: seja solidário e mantenha a linha.

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Um 'gentleman'

por Pedro Correia, em 31.12.10

 

Gosto de acentuar isto numa época em que é moda bater nos políticos: nos meus anos de repórter parlamentar conheci vários deputados com grande estatura política, cultural e humana - deputados de todas as bancadas, do CDS ao Bloco de Esquerda.

Desses tempos, de que falarei um dia aqui em pormenor, guardei bons contactos e até algumas amizades para a vida. Tempos em que conheci Eduardo Azevedo Soares, agora falecido aos 69 anos. Foi ministro, secretário de Estado, vice-presidente e secretário-geral do PSD, além de parlamentar. Mantive com ele diversos contactos profissionais, por vezes a propósito de assuntos muito polémicos, e nunca o vi perder uma das suas características principais, que bem o definiam: era um gentleman. Assim o recordo, na hora triste da sua partida. Precisamente por ser um atributo cada vez mais raro na sociedade portuguesa, tomada de assalto nos últimos anos por uma fornada de "animais ferozes".

No tempo dos gentlemen vivíamos melhor.

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Lido e registado (16)

por Sérgio de Almeida Correia, em 31.12.10

Se nem face ao Governo socialista Cavaco exerceu qualquer contrapeso na arena socioeconómica, imagine-se face a um governo do PSD…”

 

O partido do actual Presidente, o PSD, apresentou um projecto de revisão constitucional onde propõe uma liberalização dos despedimentos e um recuo significativo do papel do Estado na Saúde ou na Educação, logo apontando para uma privatização (pelo menos parcial) destes serviços. Finalmente, os apoiantes de Cavaco querem o recuo do Estado social. Rui Ramos (e o seu discípulo H. Raposo), recentemente convidado para apresentar o último livro de Cavaco, todas as semanas se insurge no Expresso contra o Estado social, contra os privilégios dos funcionários públicos, contra os sindicatos e os grevistas, etc. (…). Logo, Cavaco não tem condições para ser um contrapeso em defesa do Estado social: muitos dos seus apoiantes pressioná-lo-ão para que seja o seu coveiro” – André Freire, Público, 27/12/2010

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Dezembro (3) casamenteiro (36)

por João Carvalho, em 31.12.10

Bolo de casamento "Ensitel".

Este bolo é especialmente dedicado a noivos que recebam prendas compradas na Ensitel. Se os produtos não funcionarem adequadamente, façam como faria a Ana Gomes: agarrem-se às canelas da Ensitel.

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Como servir um vinho espumante

por Rui Rocha, em 31.12.10

Este é o dia certo para discutir, em termos científicos, a melhor maneira de servir um vinho espumante. Ao leitor sedento peço, todavia, um tudo-nada de paciência. Antes de nos aventurarmos nesse  efervescente desafio, importa perceber a que se deve a natureza borbulhante desta apreciada bebida. Ocorre-me, precisamente neste momento, que bebida, em rigor, ainda não foi. Na verdade, nem sequer foi servida! Temos, pois, um caso flagrante de algo que antes de ser já o era. E o que são as associações de ideias, eis que me vem à lembrança o Estado Social. Aquele que já não o sendo, dizem dele que ainda é. Este que nos servem, quando já foi totalmente consumido. Puxa-me o leitor pelo braço para que volte às borbulhas. A mim, que já me perdia com quistos. Pois as borbulhas resultam, caríssimo leitor, do simples facto de os vinhos espumantes terem um nível significativo de dióxido de carbono. Daí que na recente Cimeira de Cancun, depois de terem chegado a um fantástico acordo sobre a climatização da sala de congressos (nem mais nem menos que 23 graus célsius na escala de Richter), os ali presentes tenham festejado com o mais nobre dos espumantes: o champanhe. Foi, concordará, uma poderosa metáfora sobre os efeitos do dióxido de carbono. Os aguerridos congressistas deram o copo ao manifesto. E beberam-no frio, em clara oposição ao aquecimento global. Prossigamos. O que se passa, paciente leitor, é que a concentração de dióxido de carbono dentro da garrafa é muito superior à que existe na atmosfera. Tirando-se a rolha, o dióxido de carbono liberta-se, formando as festivas borbulhas. Mal comparado, é como se fosse um aumento da função pública aprovado antes das eleições. Depois das eleições, que fazem aqui o papel de rolha, os aumentos perdem-se na atmosfera. E o que acontece dentro da garrafa? Ora enfeites de Natal! Isso o leitor já sabe. Dentro da garrafa fica menos dinheiro do que aquele que o funcionário público tinha antes de tirar a rolha. Percebida a subtileza do mecanismo, é então altura de aprofundar o método. Permito-me, todavia, uma última deambulação pelos conhecimentos elementares sobre espumantes. Para dizer que estes apresentam, basicamente, três tipos. Socorro-me do futebol para ser melhor compreendido. Se o vinho for aparentado com José Mourinho, dizemos dele ser bruto. Se for do género Guardiola, chamamos-lhe doce. Se se apresentar como o cabelo do Jorge Jesus antes de uma segunda demão de Farandol, será meio-seco. Método, dizíamos. Vamos a ele. O vinho espumante pode servir-se na vertical. Tal e qual como subiu a cápsula que resgatou os mineiros chilenos.  Tal e qual como se fosse o descontrolo das contas públicas da Grécia. É o conhecido método wikileaks.  Profusão de borbulhas que se perdem no ar. Também lhe pode chamar método Gonçalo M. Tavares. Mas, só se o vinho for de qualidade. Em alternativa, ponha-se o copo inclinado. Neste caso, o contacto entre o líquido e o cristal que o há-de amparar faz-se de forma menos turbulenta. Como se fosse uma derrapagem da dívida soberana portuguesa. Controlada pela intervenção do BCE no mercado. Como se fosse o descalabro do BPN. (Des)controlado por injecções de milhões. De uma maneira ou de outra, o líquido chegará ao Fundo. Do copo. A diferença, leitor, é que, pondo-se este inclinado, a libertação do gás é, no imediato, menos intensa. E o gozo da bebida é mais prolongado. Agora que o leitor conhece o método correcto, devo-lhe algumas recomendações. O espumante celebra a amizade. Deve bebê-lo mesmo que as cadeiras de Liu Xiaobo e Guillermo Fariñas se mantenham vazias. Não há nada mais perturbador para os carcereiros do que as borbulhas que se libertam. Mas, não se esqueça, leitor. Antes de beber, deve fazer prova. De rendimentos. A taxa de alcoolemia admissível impõe a moderação. Daí as famosas taxas moderadoras. O leitor bem sabe que o povo tem de sofrer a crise como o Governo a sofre. O espumante também azeda. E isto está uma boa Merkel. Posto isto, em vez de passas, acompanhe com PECs. Três por 2010 e mais um pelo ano que aí vem. O que importa, leitor, é que acabámos de percorrer alguns dos acontecimentos mais importantes do ano que termina. Esqueci-me de algum? Qual? O casamento homossexual? Rima. Mas, não é verdade. Na foto coloquei dois copos felizes. Do mesmo género. Brindemos então com este espumante que não mata a sede, mas sa-CIA. Desejo-lhe um Guantánamo Novo muito feliz. Salve-se. Se puder!

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Belles toujours

por Pedro Correia, em 31.12.10

 

Jennifer Aniston

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Lido e registado (15)

por Sérgio de Almeida Correia, em 31.12.10

O princípio, que não admira tenha sido aceite tacitamente pelos maiores partidos (PS e PSD), é indecoroso. Ao nível do vulgar cidadão, um infractor não tem como compensar a multa a que foi condenado, por tribunais ou pela polícia. Os partidos, pelo contrário, transformam a multa em ‘investimento’: pagam-na agora, mas recebem-na depois. Se outras multas aplicadas a dirigentes partidários passarem também a ser incluídas nas despesas correntes, seja por mau estacionamento ou por qualquer acto indevido e punível, então todas elas passarão a ser pagas pelo Estado, ou seja, por todos os contribuintes, deixando incólumes os infractores”. – Editorial, Público, 27/12/2010

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Se não beber... (9)

por João Carvalho, em 31.12.10

... tente conduzir.

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O caso Ensitel

por Paulo Gorjão, em 31.12.10

O caso Ensitel para mim é muito simples. Não estamos a falar de um conflito de consumo. Isso ficou lá para trás e é secundário para o caso. O que está aqui em causa, nesta altura, é a liberdade de expressão. É a liberdade de expressão da Maria João Nogueira (MJN), mas poderia ser a sua ou a minha. E nisso, peço desculpa, mas não tem que existir qualquer tipo de hesitação. Há que lutar com unhas e dentes. A MJN já nos faz o favor de defender a sua e a nossa liberdade de expressão. Ninguém lhe paga o tempo e as chatices. O mínimo que podemos -- e devemos -- fazer é ajudar a pagar os custos judiciais. No canto superior direito. É muito fácil e muito rápido. Vamos TODOS ajudar a defender a NOSSA liberdade de expressão. Uma pequena migalhinha a cada um não custa nada. O efeito acumulado é imenso. Passem a palavra. Um bom ano de 2011 para todos.

 

P.S. -- Quem preferir fazer um donativo não via PayPal mas através do NIB da MJN, nesse caso o número é o 0033 0000 45293471486 05.

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Um milhão...

por Ana Vidal, em 31.12.10

 

... não se rouba. Conquista-se.

 

Obrigada a todos os que nos lêem, comentam, criticam, discutem, brincam, elogiam. Aqui no Delito - e em plena crise! - somos milionários de amigos.

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As canções do século (365)

por Pedro Correia, em 31.12.10

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Lido e registado (14)

por Sérgio de Almeida Correia, em 30.12.10

Cavaco é um ornamento que não mexeu nem mexerá um dedo para acabar com a promiscuidade entre a política e os “negócios”Vasco Pulido Valente, Público, 24/12/2010

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Presidenciais (11)

por Pedro Correia, em 30.12.10

Parte dos desempregados e pensionistas perdem isenção de taxas moderadoras na saúde - medida que abrangerá igualmente os cônjuges dos reformados com pensões de reforma inferiores ao valor do salário mínimo nacional, até agora isentos daquelas taxas. Pensionistas e desempregados vão passar também a pagar o transporte de ambulância. Tudo isto, como é evidente, agravará ainda mais os efeitos da crise nas bolsas dos mais desfavorecidos. Uma decisão do Governo tomada apenas a três semanas das presidenciais, para facilitar a vida ao recandidato Cavaco Silva contra o candidato oficialmente apoiado pelo PS. Bem pode Manuel Alegre, justamente indignado com esta acção interna de sabotagem à sua campanha, clamar contra a inconstitucionalidade da medida - um claro ataque ao 'estado social' por parte do Executivo socialista. Cavaco, reconfortado pelas sondagens e pelo esforço desenfreado do Governo em divorciar-se ainda mais dos portugueses, só tem motivos para sorrir. E para agradecer a José Sócrates.

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Esquece, ó FMI!

por João Carvalho, em 30.12.10

A gente precisa mais do FBI.

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Ó FMI, anda cá!

por Leonor Barros, em 30.12.10

Chefias da Segurança Social foram promovidas com retroactivos a Janeiro.

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Uma chapada em Ahmadinejad (a sério!)

por Rui Rocha, em 30.12.10

O El País divulgou hoje mais um wikicoiso. Este é especialmente saboroso. Algum tempo depois do pico de agitação da chamada Revolução Verde no Irão, a questão da segurança interna do país foi discutida no Conselho Supremo da Segurança Nacional iraniano. Perante uma intenção de alguma abertura do regime manifestada por Ahmadinejad (uau!), o Chefe da Guarda Revolucionária terá dado uma bofetada ao pequeno líder. É claro que foi uma chapada pelas piores razões. O autor do acto manifestou assim a sua repulsa por qualquer fresta de alívio da mão-de-ferro do regime. É claro também que o Irão bloqueou já a página internet do El País. Mas, a imagem fica. E vale mil palavras. Eu cá, que não sou de violências, também lhe dava um calduço.

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Ontem / Hoje (6)

por Ana Cláudia Vicente, em 30.12.10

«Peço-te que nunca mais lancem mãos do meu nome sem me consultarem. Sou humilde demais para indispensável e humilde de menos para verbo de encher

 

[António José de Almeida a Afonso Costa em carta de 19 de Janeiro de 1902, expedida de São Tomé.

Correspondência Política de Afonso Costa. 1896-1910. (Ed. Estampa)]

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A minha série do ano

por Ana Margarida Craveiro, em 30.12.10

 

A humanidade, em dez episódios.

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Um milhão

por Pedro Correia, em 30.12.10

Acabámos de ultrapassar uma meta bonita: um milhão de leitores. A poucos dias de celebrarmos o segundo aniversário. E com inúmeros delitos ainda por cometer.

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Lido e registado (13)

por Sérgio de Almeida Correia, em 30.12.10

Enquanto formos um país de fidelidades versus competências não nos mobilizaremos para ultrapassar as nossas dificuldades” – Manuela Ferreira Leite, Expresso, 23/12/2010

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En-mim-tel

por Rui Rocha, em 30.12.10

A empresa ideal não tem clientes. Nem trabalhadores. Nem administradores. Nem KPI's. Nem prémios de gestão. Nem serviço de apoio ao cliente. Nem advogados pagos à hora para lixar os clientes. A empresa ideal é a En-mim-tel. Só tem bottom line.

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O meu livro do ano

por Ana Margarida Craveiro, em 30.12.10

 

Li-o devagarinho, porque não queria chegar ao fim. A expectativa era grande, depois de Gente Independente. Às primeiras páginas, soube que tinha mais um grande livro nas mãos, daqueles a que me vai apetecer voltar. Foi editado este ano pela Cavalo de Ferro, a minha editora favorita.

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Jornalismo isento

por José Gomes André, em 30.12.10

Ainda se fosse só essa, não estávamos mal. O pior é a colecção de opiniões numa "notícia" supostamente imparcial (bolds meus): "Cavaco [surpreendeu] pela agressividade. Uma táctica de debate que procurou inverter a atitude defensiva e autojustificativa que adoptou face aos outros candidatos. De forma paternalista, acusou Alegre de mentir e de não estar informado."

"Já Alegre surpreendeu pela forma elegante com que ignorou a crispação de Cavaco e como nunca se irritou. E apenas foi dizendo que Cavaco lidava mal com as críticas e com opiniões políticas diferentes.
 [...]
A divisória ideológica entre os dois principais candidatos foi a marca do confronto mais político do ciclo de debates. E foi chamada à colação por Alegre ao assumir-se como senhor de uma "visão mais aberta" e "progressista"[...]"

"Esta divisão manifestou-se depois no papel do Estado e do Presidente face aos mercados e à crise económica. Em que Alegre defendeu a necessidade de o Presidente ser uma voz activa de defesa dos interesses de Portugal e em que sustentou ainda a necessidade de que sejam revistas as soluções para a crise pelos dirigentes políticos da Europa, já que se trata de um problema político."
 [...] "E [Cavaco] irritou-se mesmo quando Alegre o colou a soluções assistencialistas de combate à pobreza que põem em causa e têm como fim "esvaziar" os serviços públicos".

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A surpresa

por António Manuel Venda, em 30.12.10

A julgar pelo que tenho lido e ouvido hoje, terá sido a grande surpresa do debate entre Cavaco Silva e Manuel Alegre. A postura mais atacante do presidente, quando se esperava que fosse Alegre a tê-la. A mim não me surpreendeu, não porque estivesse à espera dela mas sim porque o assunto nada me interessava. Que atacasse Alegre, que atacasse Cavaco, que atacassem os dois, que pelo contrário aparecessem tipo o Inter de Mourinho em Barcelona… Fosse lá o que fosse.

Mas houve uma coisa que verdadeiramente acabou por me surpreender: os comentários de Cavaco à actuação da actual administração do Banco Português de Negócios (BPN). Alegre, não sei por quê, nem se interessou muito pelo assunto. Quem conduzia o debate a mesma coisa. Mas deviam ter-se interessado, assim como a Polícia Judiciária devia rapidamente também interessar-se e tentar perceber na investigação que presumo está a fazer o que é que Cavaco poderá estar a tentar branquear para ser tão crítico de quem gere o banco agora. Ainda por cima quando está longe de ter a mesma postura em relação aos seus antigos «ajudantes» (termo seu) que toda a gente sabe o que é o que arranjaram naquele estranho universo empresarial. E «ajudantes» que ao contrário do que ele, Cavaco, diz não são apenas de há vinte ou vinte e cinco anos – basta ver o caso do «ajudante» que até às últimas se manteve no Conselho de Estado.

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A Ensitel e a Maria João

por Teresa Ribeiro, em 30.12.10

Em tempos, alguém que trabalhou num departamento de apoio ao cliente de uma grande seguradora confidenciou-me que logo nos primeiros dias lhe fizeram chegar a advertência: "Este serviço serve para defender os interesses da empresa e não dos seus clientes." Mais: "Qualquer excesso de zelo relativo ao acompanhamento de um cliente será devidamente punido." Recordei-me deste episódio quando tomei conhecimento, através do post que Paulo Gorjão aqui deixou, da autêntica telenovela que se desenrola desde o início de 2009 entre a Ensitel e a nossa Maria João Nogueira, do Sapo. Lamento o que ela está a passar, mas se o seu caso tem algum mérito é o de constituir um exemplo para todos nós, incautos consumidores, pelos melhores e pelos piores motivos, por isso merece ser amplamente divulgado.

Vale a pena consultar todos os links que MJN alinhou para percebermos como é que uma simples reclamação pode evoluir para um processo em tribunal. Se tal aconteceu foi apenas porque  MJN decidiu não abdicar dos seus direitos  e ser mais forte que todo o sistema, que devido à nossa irrelevante cultura cívica, ainda se consubstancia em torno dos interesses das organizações e não dos seus utentes ou clientes. Como a cultura é esta, a expectativa é a de que os queixosos desistam. Desistir é tão normal que se alguém se recusa a fazê-lo provoca estranheza junto de quem lhe é próximo. No caso da empresa visada, hostilidade.

O tempo em que o cliente tinha sempre razão, já era. Agora, perguntam-nos, untuosos, em que nos podem ser úteis, ao mesmo tempo que tecem as linhas com que nos hão-de neutralizar, entre sorrisos. Mas mudar este modelo não é complicado. Basta fazer bem o nosso papel, que é o de não ceder à primeira dificuldade. A perseverança da Maria João é, neste contexto, um acto de cidadania. Houvesse ao balcão destas empresas pepsodent meia dúzia de melgas como ela por dia e a situação tornar-se-ia insustentável. A arrogância e a falta de transparência passariam a ser inviáveis do ponto de vista comercial e os consumidores teriam uma vida muito mais tranquila.

Parabéns, Maria João, e boa sorte.

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Última hora

por João Carvalho, em 30.12.10

Notícia acabada de nos chegar dá conta de que o Pai Natal já regressou a casa "são e salvo". Mas muito apertadinho...

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Lotaria de Ano Novo

por Rui Rocha, em 30.12.10

Número sorteado: Dois mil e onze.

Prémio: Seiscentos mil desempregados

 

Estamos todos habilitados.

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Crisis? What crisis?

por Leonor Barros, em 30.12.10

Portugueses gastam mais dinheiro no Natal comparativamente ao período homólogo em 2009.

 

Brasil, Cabo Verde, Marrocos, Nova Iorque e Senegal esgotados há um mês para a Passagem de Ano.

 

Compra de carros sobe em Dezembro.

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Lido e registado (12)

por Sérgio de Almeida Correia, em 30.12.10

Mas duvida-se que, fora desta campanha eleitoral, tivesse apadrinhado o casamento de dois sem-abrigo e a distribuição das refeições que os restaurantes não vendem. Ou que viesse dizer que todos temos de nos sentir envergonhados com a existência de fome em Portugal, não acrescentando que alguns devem ter mais vergonha do que os restantes” – Fernando Madrinha, Expresso, 23/12/2010

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O drama de certas notícias

por João Carvalho, em 30.12.10

Quando falta informação, vai-se buscá-la. Vai-se? Reparem na entrada desta notícia: «Um fogo de grandes dimensões destruiu um mosteiro medieval situado na abadia de Rochefort, na Bélgica, muito conhecida pela produção de cerveja.» Um mosteiro numa abadia? Pode ser que sim. Na Abadia de Rochefort? Mas conhecida pela cerveja é a abadia ou a região? Segundo a própria notícia logo adiante, nem uma nem outra: «o mosteiro do século XIII atingido pelas chamas é muito popular pela produção da cerveja Rochefort Trappist»; mosteiro e abadia são, nesta história, a mesma coisa, apesar da confusão que começa por colocar um no interior da outra.

Na verdade, trata-se da Abadia de Nossa Senhora de Saint-Rémy, fundada em 1230 e situada na província belga de Namur, perto da cidade de Rochefort. É nessa abadia que está instalada uma fábrica de cerveja, a Brasserie des Pères Trappistes de Rochefort. Os monges residentes em Saint-Rémy, actualmente em número de 15, iniciaram o fabrico da cerveja em 1595.

Em suma: a notícia é curta e não houve vítimas. Quanto ao resto, as imprecisões e faltas de informação são graves? Nem por isso, enquanto não forem as mesmas cabecinhas a dar tratamento a notícias, por exemplo, de alguma cimeira europeia sobre os países em crise ou de algum comunicado do ministro Mendonça sobre os avanços irregulares do seu TGV. Aí é que a coisa muda dramaticamente de figura.

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Ceci n'est pas un post (16)

por Ana Vidal, em 30.12.10

 

Civilização

 

Hoje acordámos algures entre o Tigre e o Eufrates, e do mais alto zigurate contemplámos o mundo. Deixámo-nos cobrir de ouro e pedrarias e, com as asas de Enlil, voámos sobre Ur como pássaros deslumbrados. Eu dei-te o sagrado nome de Dumuzi e tu chamaste-me Inanna, tua rainha. E descobrimos em nós o mar primordial, os ancestrais tesouros que tínhamos guardados, sem o sabermos, na montanha cósmica da nossa memória. Hoje fomos inspirados Hammurabis bordando palavras novas em pedra, para que nunca mais as esqueçamos e os vindouros saibam, um dia, que as proferimos. Hoje selámos promessas com licores e tâmaras, tão doces como as nossas bocas recém-despertas. E depois esculpimo-nos em pedra negra com mãos aventureiras e livres, nessa pedra tão misteriosa como a origem do Tempo, sombreando a nácar e lápiz-lazuli o brilho fascinado dos nossos olhos. E por fim coroámo-nos imperadores do Sonho, porque os astros nos disseram que só ele persiste e permanece, mesmo quando tudo o mais se desfaz em ruínas.

 

 Hoje inventámos uma civilização. A nossa.

 

(Imagem: René Magritte)

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O debate.

por Luís M. Jorge, em 30.12.10

Que Manuel Alegre nada tem na cabeça é uma revelação tardia para quem acompanhou as anteriores incursões do bardo na alta política. A estratégia da candidatura — defender a pátria da fúria dos mercados, resguardar o estado social — nem era má; mas exigia alguém que a executasse com talento. O perfil do candidato — uma alminha impoluta, um independente do PS — tinha sentido, mas dispensava a incarnação de um poetastro oco e egotista.

 

Havia mais gente adequada à estratégia e ao perfil? Havia, pois.

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Se não beber... (8)

por João Carvalho, em 30.12.10

... tente conduzir.

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Lido e registado (11)

por Sérgio de Almeida Correia, em 30.12.10

Havia, de facto, diversos episódios da sua presidência que justificavam que tivesse de se defender: coisas que devia ter dito e não disse e outras que disse a despropósito; a falta de coragem política para usar o veto político em leis que não eram da governação e com as quais não concordava; a figura constitucional inédita da promulgação após raspanete; o sórdido episódio das ‘escutas’ de Belém; o seu pesado silêncio perante a degradação ética da justiça e a sua inércia para com as humilhantes questiúnculas militares expostas na praça pública, por exemplo”. – Miguel Sousa Tavares, Expresso, 23/12/2010

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Mais uma distinção

por João Carvalho, em 30.12.10

Desta vez, o DELITO DE OPINIÃO recebeu um Blog d' Ouro atribuído pel' A Nossa Candeia. Agradecemos à Ana Paula Fitas o prémio e a amizade, com o apreço que sempre nos tem merecido a sua contribuição para uma blogosfera viva e saudável.

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Votem bem

por Teresa Ribeiro, em 30.12.10

Presidenciais? Quais presidenciais? Falo de coisas realmente importantes.

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As canções do século (364)

por Pedro Correia, em 30.12.10

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O mau e o pior

por João Carvalho, em 30.12.10

«Mais de metade das empresas municipais teve prejuízos em 2009 e vive em dificuldades. O Governo aponta casos de facilitismo e garante que irão acabar.» Segundo José Junqueiro, secretário de Estado da Administração Local, tal facilitismo "aconteceu em alguns casos de que agora vamos tendo conhecimento". Junqueiro até já acha que «há empresas municipais a mais».

Pelos vistos, o Governo está surpreendido e começa agora a achar aquilo que toda a gente já sabe há muito, o que é mau. Mas o pior é o governo prometer que o facilitismo vai acabar, o que deve significar exactamente o contrário, como é costume.

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Lido e registado (10)

por Sérgio de Almeida Correia, em 29.12.10

A dimensão da crise que se abateu e abaterá sobre Portugal necessita de bastante mais do que uma maioria absoluta. Claro que os políticos dirão que, tendo o PSD e o CDS mais de 50% dos deputados, todas as condições estão realizadas. Mas isso é ver pouco e distorcido. Recordemos que Cavaco teve essas condições e deixou uma enormidade de reformas por fazer” – Henrique Monteiro, Expresso, 23/12/2010

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É inútil fugir

por Sérgio de Almeida Correia, em 29.12.10

Está convencido de que uma parte do País está empenhada numa “campanha suja”. Já antes dele houve quem pensasse o mesmo.

 

Quando confrontado com os factos a única resposta que encontra para todas as dúvidas que surgem sobre a sua actuação e os factos políticos que rodeiam o seu mandato é dizer que é honesto.

 

Sejamos claros: o problema não está numa viagem a Paris ou numas férias na Alemanha, cruzando auto-estradas ao lado de Dias Loureiro. As companhias podem ter alguma importância para os lados de Boliqueime. Para os portugueses isso é indiferente desde que não tenham qualquer interferência nas funções que se exerce e se saiba explicar isso quando a dúvida surge. Não se é desonesto por causa disso.

 

O problema não é de honestidade. É de protecção de camarilhas. Perceber isto é básico para quem quer ser Presidente da República.

 

Para ler Keynes e Friedman, e trocar impressões com Fernando Lima ou Dias Loureiro, Cavaco Silva não deve ter tido tempo para ler Jorge de Sena. E se leu, por aquilo que tem vindo a dizer, não percebeu nada. Alegre devia ter-lhe dito isto. Olhos nos olhos.

 

Quando se veste o mesmo casaco durante demasiado tempo ele acaba por ganhar formas, vícios, jeitos, cotovelos coçados e às vezes também borbotos. O casaco nunca mais se livra deles, mesmo depois de pendurado no cabide. E a limpeza a seco, ao fim de mais de uma década, já não faz milagres. Os outros podem fingir que não reparam. Mas está tudo lá quando se olha para ele e voltamos a vesti-lo.  

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