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Frases do ano (54)

por Ana Vidal, em 31.08.10

"Para mim, polvo significa o mesmo que nuvem."

Carlos Queiroz, sobre o castigo por injúrias

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Passado presente (CCLVI)

por Ana Vidal, em 31.08.10

 

Cadeira de esplanada "Mestre Gonçalo"

(design português dos anos 60 e ainda em uso)

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Frases do ano (53)

por Pedro Correia, em 31.08.10

"Hoje o nosso estado social está melhor."

José Sócrates, ao inaugurar uma creche em 'parceria' com uma rede de hipermercados no dia em que o desemprego atingiu novo máximo histórico em Portugal.

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Passado presente (CCLV)

por João Carvalho, em 31.08.10

 

Rover 2000 (Reino Unido, anos 60)

 

Nota — Este post marca o dia em que a Câmara Municipal de Lisboa fechou de vez o Museu Fernando Pessa do Automóvel Antigo, iniciado com a oferta do saudoso Fernando Pessa do seu velho Rover 2000, que contou com a contribuição de alguns amigos, que a Câmara de Lisboa assumiu (primeiro com João Soares e depois com Santana Lopes) e ao qual nunca chegou a dar verdadeira dignidade. Não passou de um nado-morto adiado.

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Frases do ano (52)

por João Carvalho, em 31.08.10

"Lamento a forma talvez deselegante como eu expressei a minha frustração."

O seleccionador nacional de futebol, suspenso, Carlos Queiroz sobre o castigo por injúrias

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Os filmes da minha vida (13)

por Pedro Correia, em 31.08.10

 

TAXI DRIVER:

NO CORAÇÃO DAS TREVAS

 

Qual é a diferença entre um vilão e um herói num mundo onde todas as barreiras morais foram transpostas e as tradicionais fronteiras entre o bem e o mal estão diluídas? Esta é a pergunta-chave de Taxi Driver, um filme que não cessa de nos perseguir noite fora, anos fora. Vê-lo uma vez é vê-lo para sempre: jamais nos libertaremos daquela atmosfera viscosa de Nova Iorque, daquelas ruas onde se exibe a devassidão, daqueles vidros embaciados que nos transmitem a imagem de uma cidade que é a antítese perfeita de um bilhete postal.

Viajamos num táxi conduzido por Travis Bickle, ex-veterano de guerra que combate a insónia de mãos no volante enquanto anseia por um dilúvio que "lave toda a porcaria das ruas". Nunca Nova Iorque pareceu tão irreal como neste filme só aparentemente realista: porque afinal a vemos sempre pelo olhar desfocado deste ex-fuzileiro de 26 anos que guia sem destino ao som da banda sonora de Bernard Herrmann - o compositor de Alfred Hitchcock -, falecido horas depois de concluir esta magnífica partitura que lhe serviu de testamento.

"Não consigo dormir", diz o taxi driver que Robert de Niro interpreta com uma intensidade quase dolorosa, como se fosse o último papel da sua vida. Perguntam-lhe por habilitações literárias. "Algumas." Tem a folha limpa? "Tão limpa como a minha consciência." Horário? Qualquer serve: das seis da tarde às seis da manhã, "às vezes até às oito". Seis dias por semana, "às vezes sete". A noite funciona como cenário quase exclusivo desta espécie de western urbano a que só a fugaz aparição luminosa de Betsy (Cybill Shepherd) confere um toque de claridade. Travis vê-a vestida de branco, "pura como um anjo", na sede de campanha do senador Charles Palantine, candidato à Casa Branca com o demagógico slogan "Nós somos o povo". Ele acabará por ser um dos seus passageiros ocasionais. "Aprendi mais sobre este país a andar de táxi do que em todas as limusinas", garante Palantine, que há-de conseguir a nomeação. Passageiro bem diferente é o marido enganado, interpretado pelo próprio realizador, Martin Scorsese, noutro momento inesquecível deste filme: fá-lo estacionar à porta de um prédio onde está a mulher, que o trai "com um preto", e revela que há-de matá-la com uma Magnum 44. "Esgoto a céu aberto", a Nova Iorque de Taxi Driver.

 

Outro motorista, mais cínico e mais sábio, dá-lhe uma saraivada de bons conselhos: "Sai, embebeda-te, leva uma mulher para a cama. Não te rales tanto. Descontrai." Mas este é um idioma estranho a Travis, que deixou uma parte de si mesmo no Vietname e conserva apenas uma memória distante dos pais, a quem envia um lacónico postal sem remetente, esquecido já das datas de todos os aniversários.

Nós vamos com ele, vendo os néons faiscar à nossa volta na cidade que nunca dorme. É uma viagem ao coração das trevas, onde não se vislumbra o povo do demagogo Balantine: só "chulos, drogados, prostitutas, travestis", exploradores de carne humana. Travis Bickle, "misto de São Paulo e Charles Manson" (a definição é do próprio Scorsese), vê ali, quarteirão após quarteirão, o sucedâneo dos vietcong que não conseguiu vencer na selva da Indochina. Rapa o cabelo, arma-se até aos dentes, mergulha numa orgia de violência contra uma guerrilha imaginária, confundindo as ruas do Bronx com o trilho de Ho Chi Minh. Reserva a última bala para si próprio, mas por um capricho do acaso a arma não dispara.

É quanto basta para a imprensa o proclamar herói: ganha direito aos 15 minutos de fama que nunca ambicionou. "Os jornais têm a mania de exagerar", diz para Betsy na última vez que falam antes do desencontro definitivo. Taxi Driver jamais poderia ter um happy ending: este é o mais inclemente, perturbante e devastador filme que conheço sobre a solidão e a absoluta impossibilidade de se ser feliz.

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Taxi Driver, 1976. Realizador: Martin Scorsese. Principais intérpretes: Robert de Niro, Cybill Shepherd, Jodie Foster, Peter Boyle, Harvey Keitel, Albert Brooks.

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De blogue em blogue

por Pedro Correia, em 31.08.10

1. Francisco José Viegas de parabéns. Pelo quinto aniversário d' A Origem das Espécies.

 

2. A Realidade Oculta: um novo blogue. De Vítor Cunha e André Sousa Machado.

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Para acabar Agosto em beleza

por Sérgio de Almeida Correia, em 31.08.10

Como é de imaginar, Agosto continua a ser o momento mais aconselhado para serem publicadas alterações a diplomas tão relevantes como a lei das uniões de facto, com implicações no Código Civil, ou a 19ª ao Código de Processo Penal. Sim, leram bem, 19ª. As editoras de livros jurídicos continuam a esfregar as mãos de contente. 

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Convidado: JOÃO TÁVORA

por Pedro Correia, em 31.08.10

 

Uma parábola na estação tola

 

Tramado é que esta ingrata civilização do bem-estar e do consumo desempregou os nossos corpinhos feitos para malhar na terra, para caçar, subir às árvores ou para alvorar a fugir dalgum animal selvagem mas deixou-nos um dilacerante apetite de quem precisa de armazenar calorias para uma semana de carência. Nesta cultura de sofreguidão hedonista somos desafiados a corresponder ao primeiro assomo de apetite (não me refiro apenas à comida) e tratar o nosso corpo como tratamos o resto da natureza, num total desprezo pela sua ecologia: são os efeitos colaterais da democratização da alarvidade.

 

 

Aqui chegados, todos conhecemos almas inquietas com a sua decadência física, que a partir dos quarenta-e-tal anos se entretêm em dietas, ginásticas passivas e outros exercícios sem esforço que o dinheiro possa comprar. As mulheres são vítimas privilegiadas desta ilusão: começam cedo no escritório com garrafinhas de água e golinhos de cinco em cinco minutos para iludir o apetite e exercitar a bexiga, um disparate que resulta num corrupio constante, um ver-se-te-avias entre o seu posto de trabalho e a retrete. Perante a ausência de resultados, começa a fase dos chás verdes, bruxarias e outras mezinhas de ervanária: inicia-se assim um desaguisado colateral com os intestinos até estes se tornarem tão preguiçosos como a dona. Passam-se anos nestes rituais, com uma vida cada vez mais próspera e sedentária, num desafio crescente com o espelho e a ingrata balança, até chegar a fase desesperada. Esta surge na sequência duma visita a um dietista famoso ou dica duma amiga, e é constituída por um metódico programa de ingestão de comprimidos coloridos: cada vez mais nevrótica, entra numa espiral de euforia, perde o apetite, a calma, e uns gramas até cair numa depressão depois duma violenta disputa com o cônjuge inocente.

Tudo se irá resolver com uma semana a chocolates e um programa de fim-de-semana de reconciliação com o marido num hotel com SPA e restaurante gourmet. Assim se recuperam todos os gramas e mais uns quilinhos optando então a dondoca por mudar de vida, queimar incenso e passar a vestir balandraus. A moral da história é que as aldrabices não funcionam: não há fuga possível, nem caminho fácil entre a mediocridade e o sucesso.

É irónico como nesta sociedade que venera o corpo e as aparências não haja parábola mais eficaz sobre as virtudes do mérito e do prazer diferido do que a da forma física. Tal como na escola só se aprende com estudo e empenho, tal como a riqueza só é criada com esforço e trabalho, a partir duma certa idade, a forma física depende fatalmente da austeridade alimentar e de muito, muito, exercício físico. Quem se preocupa com o implacável efeito da gravidade nos seus músculos e outros apêndices, está condenado a trabalhar e suar o corpinho, semana após semana, mês após mês, ano após ano, com muita perseverança e desapego, que o resto vem com as endorfinas e mais algum desapego; afinal, o mais importante na vida nem sequer é isso!

 

Nota: qualquer semelhança com factos ou pessoas reais é mera coincidência.

 

João Távora

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Há quem chame "socialismo" a isto

por Pedro Correia, em 31.08.10

A Venezuela é hoje mais perigosa do que o Iraque. Uma conclusão do New York Times. Vale a pena ler.

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Os nossos convidados

por Pedro Correia, em 31.08.10

Eis o momento de dar as boas-vindas ao João Távora, dos blogues Centenário da República e Corta-Fitas. Hoje é dia de ele escrever connosco.

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Agosto casamenteiro (15)

por João Carvalho, em 31.08.10

Este é o bolo certo para um casamento à antiga, porque ninguém acredita que o noivo não bebeu para conduzir. Já o pai e, antes dele, o avô tinham feito o mesmo. Outros tempos.

 

Termina assim esta série, que percorreu a segunda metade de Agosto, um mês muito dado a casamentos pela visita dos portugueses emigrados que vêm às origens e juntam a família para formalizar os enlaces. Isto numa altura em que a nossa emigração tem andado a crescer desmesuradamente pelos piores motivos: sobrevivência, descrédito, falta de esperança, etc.

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Os subúrbios

por João Campos, em 31.08.10

 

Já que, perante isto, isto e isto, parece-me necessário alguém fazer o papel de advogado do diabo, faço-o eu: o novo álbum dos Arcade Fire, The Suburbs, é muito bom. Sem ironias - é mesmo muito bom. Como disse lá no jardim há coisa de um mês, estranhei à primeira, rendi-me à segunda. Não o considero inferior ao Neon Bible. Dia 18 de Novembro comprovamos ao vivo. De resto, tenho um palpite: os Arcade Fire vão ser a próxima banda a sofrer o "síndrome Muse".

 

(E, já agora, o melhor disco dos Radiohead é o Amnesiac. Também sem ironia.)

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As canções do século (243)

por Pedro Correia, em 31.08.10

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Ligação directa

por Pedro Correia, em 31.08.10

Ao Circo da Lama.

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Ler

por Pedro Correia, em 30.08.10

Para os comunistas recordarem em 2011... Do Emídio Fernando, no Correio Preto.

Os idiotas. Do Tiago Moreira Ramalho, n' A Douta Ignorância.

Pode lá haver combate mais justo? Do Rui Bebiano, n' A Terceira Noite.

Um caldeirão de Freud. De Miguel Serras Pereira, no Vias de Facto.

Alá, Deus, Javeh. Do Francisco José Viegas, n' A Origem das Espécies.

Tal como nos filmes. Do Bruno Vieira Amaral, n' A Douta Ignorância.

A tecnofobia. Do Luís Naves, no Emoções Básicas.

Num cinema perto de si. Do António Figueira, no Albergue Espanhol.

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A entrevista

por Pedro Correia, em 30.08.10

 

- Esta é a sua primeira entrevista como candidato à Presidência. Pretendemos saber um pouco mais a seu respeito.

- Boa noite. Portanto os trabalhadores portanto explorados portanto por este governo de direita. Nós defendemos...

- Não pretendíamos falar muito de política. Para já, só queríamos saber um pouco de si.

- Defendemos a mudança da política portanto contra o governo de direita portanto que explora os trabalhadores.

- Mas os portugueses não o conhecem. Quem é o senhor afinal?

- Um comunista portanto integrado no colectivo portanto nós pensamos que estas políticas de direita portanto só prejudicam os trabalhadores.

- É casado? Tem filhos?

- Portanto nós lançámos esta candidatura para fazer a diferença portanto o que importa é alterar a política...

- Desculpe, mas não respondeu à minha pergunta. Gostava de saber se é casado e tem filhos.

- Hum... Vivo em união de facto e tenho duas filhas portanto a nossa intenção com esta candidatura é defender os trabalhadores...

- E nos tempos livres? O que faz quando não exerce actividade política?

- Sempre ao serviço do povo trabalhador portanto o colectivo decidiu apresentar esta candidatura...

- Desculpe, não está a responder ao que lhe perguntei. Como ocupa os seus tempos livres?

- Hum... No contacto com a natureza portanto há que pôr fim portanto a esta política de direita que já dura há mais de trinta anos e portanto de exploração das classes trabalhadoras...

- E de onde é natural?

- Nós defendemos portanto uma verdadeira política de esquerda...

- Desculpe, mas não está a responder. Pretendia saber onde nasceu.

- Hum... Nasci numa terra da Beira onde vou de vez em quando portanto com esta política de direita...

- E gosta de ler? Lê nos tempos livres?

- Nós pretendemos que esta candidatura portanto esteja ao serviço das classes trabalhadoras e do povo português portanto contra o grande capital monopolista...

- Desculpe, mas não me respondeu. Perguntei-lhe que livros costumava ler.

- Hum... Leio ensaios políticos portanto nós exigimos o fim desta política de direita...

- E não lê romances?

- O PS é igual ao PSD portanto e ao CDS na política de direita portanto contra os trabalhadores...

- Desculpe, não me respondeu. Costuma ler romances?

- Hum... Já li romances de José Saramago e Álvaro Cunhal nós pretendemos...

- Mas só lê autores comunistas?

- Uma candidatura portanto que esteja mesmo ao serviço dos trabalhadores...

- Desculpe, mas não me respondeu. Só lê autores que sejam comunistas?

- Hum... Também já li portanto autores de outras tendências mas nós portanto lançámos esta candidatura para que o povo português portanto esteja representado na Presidência da República...

- Para finalizar: a Coreia do Norte é uma democracia?

- Os trabalhadores... contra o governo de direita... nós... portanto... portanto... portanto... portanto... 

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Teste cinematográfico 20 (II série)

por Teresa Ribeiro, em 30.08.10

Armado em Deus, o tarado do Kevin Spacey decide punir, um a um, os sete pecados mortais. Mas neste enredo macabro ele também não se exclui e dispõe-se a pagar por isso. Qual o pecado de que se acusa?

 

Solução do teste anterior: O Crepúsculo dos Deuses (1950) de Billy Wilder

 

Vencedor: Bruno Vieira Amaral

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Convidado: JOSÉ SIMÕES

por Pedro Correia, em 30.08.10

 

Frente de incêndio

 

Dizia um velhote na televisão, a ver a vida a andar para trás à frente da frente de incêndio que, “a minha mata está limpa, limpo-a todos os anos, a do Estado não”. “Porquê?”- perguntava o atrapalhador de serviço aos telejornais – “não sei… nós não mandamos no Estado, o Estado é que manda em nós…”, fazendo com isto as delícias dos blasfemos e insurgentes e outros liberalizadores económicos, e só económicos, porque de costumes estamos liberalizados até demais. Toca pois a privatizar as matas e as florestas do Estado porque assim ainda alguém as limpa. Duas vezes mas limpa, e a primeira a limpar é logo do património comum herdado de centenas de anos de história. Wrong answer. Nós é que mandamos no Estado, assim uma espécie de Luís XIV alargado e democratizado: o Estado somos nós. E esta é a pior frente de incêndio, a da submissão e do medo respeitoso, e que consome há muuuuuitos anos  a alma deste povo com várias frentes conjugadas numa só, e que aproveita aqueles que a pretexto da rentabilização económica e da creação (assim mesmo, com “e”) de riqueza e da segurança das populações e das aldeias ensaiam um fast forward a uma espécie de feudalismo século XXI.

 

José Simões

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20 motivos para amar Portugal (XVI)

por Pedro Correia, em 30.08.10

MARVÃO

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Re-prou-vê!

por João Carvalho, em 30.08.10

«No comício de 're-em-trê' do CDS-PP (...)»

(Uma pivot, repetidamente, em vários blocos noticiosos da SIC-N)

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Os nossos convidados

por Pedro Correia, em 30.08.10

Serve esta para vos informar que hoje avança, como nosso convidado, o José Simões. Do blogue Der Terrorist.

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Agosto casamenteiro (14)

por João Carvalho, em 30.08.10

Este bolo de casamento é um simplex. A proposta serve como uma luva para noivos que são contra a burocracia e que estão com pressa para mudar de vida. Ou para não mudar.

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O comentário da semana

por Pedro Correia, em 30.08.10

 

«Recordo a história que um antigo soldado português em Angola contava acerca de uma operação desenvolvida para atacar a base dos guerrilheiros do MPLA. Não me lembro do nome da operação, mas chamemos-lhe "Operação Trovão".
Ora a Operação Trovão andava há meses a ser delineada em segredo e, depois, começou a sua organização. Iam os soldados todos, com as linhas de logística, a força aérea e se calhar até os submarinos de Portas todos direitinhos àquele quartel-general dos angolanos, um espaço poeirento com umas cabanitas a fazer de casernas.
As forças foram todas reunidas e treinadas até à exaustão de forma a garantir que o plano avançava sem falhas. Os líderes da operação reuniram-se vezes sem conta em Luanda para garantir que nada ficaria ao acaso. O dia foi escolhido para que o tempo (sol, chuva, trovoada ou outra coisa qualquer) fosse perfeito para o ataque. As tropas foram colocadas em posição e a ordem foi dada para o ataque.
No campo estavam apenas os restos das cabanitas, uns papéis pelo chão e só faltava um papel a dizer "Para a próxima façam menos barulho"".
Aparentemente a coisa tinha sido tão mal compartimentalizada [palavra a odiar, Pedro?] que o MPLA foi tendo uma ideia do que se passava através da movimentação das companhias e pelotões pelos bordeis de Luanda. O plano terá ficado completamente claro, juntamente com as datas, quando os líderes da operação, durante a suas visitas a Luanda para coordenação de objectivos, contavam os pormenores todos, tintim por tintim, às senhoras que lhes iam levando as frustrações a golpes de ancas.
Como se vê, a coisa tem tradição nas forças armadas...»

 

Do nosso leitor João André. A propósito deste texto da Ana Margarida Craveiro.

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As canções do século (242)

por Pedro Correia, em 30.08.10

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Blogue da semana

por Leonor Barros, em 29.08.10

O blogue desta semana dispensa grandes apresentações, aliás, dado o sucesso dispensa qualquer apresentação. É irreverente, sarcástico, incisivo e não há meias palavras. Aconselho a todos aqueles que são sensíveis a linguagem mais forte que se mantenham arredados, contudo, aviso desde já, não sabem o que perdem. Além de belissimamente ilustrado, fala-se de tudo um pouco, de livros e das aventuras de um livreiro a contas com leitores curiosos. É por estas e por outras, também pelo manifesto anti-pontos de exclamação, que o meu blogue da semana é o Irmão Lúcia. Os meus parabéns ao Pedro Vieira.

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Publicidade a quanto obrigas (5)

por Ana Vidal, em 29.08.10

 

- Bom dia. Quero aqueles jeans da Diesel que estão no cartaz. Número 38, faxavor.

- Lamento, da Diesel já só temos do 46 para cima... mas não se preocupe, tenho outros iguaizinhos de outra marca. E por acaso até são de melhor qualidade, fica a ganhar. Vou buscar.

- Não quero. Têm de ser da Diesel. Pode ser o 46, não faz mal.

- Mas... vão-lhe ficar enooooormes! Olhe que não lhe vão ficar bem...

- Não interessa. E pare de  criticar, sua... sua... esperta! Você não percebe nada disto. Não vê que quero ter ideias, ser criativa, enfim, ser ESTÚPIDA????

 

(Nota: Mais brilhantes elogios à estupidez aqui)

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Saber dizer "não" em vez de um vulgar "talvez"

por Pedro Correia, em 29.08.10

 

Num mundo dominado por incertezas, onde tantas vezes escutamos a palavra "talvez", há que saber também dizer não. Com toda a clareza. Há quem se preocupe em cultivar adversativas à la carte, acrescentando um “mas” justificativo das mais brutais agressões dos direitos humanos. Em nome do respeito pelas diferenças culturais, relativizam-se atropelos de toda a espécie. Em nome de afinidades políticas ou cartilhas ideológicas, absolve-se num quadrante o crime que se denuncia noutro.
As indignações selectivas retiram autoridade moral a quem se dedica a esta prática nada recomendável. Como criticar retrospectivamente a ditadura salazarista, que organizava eleições fraudulentas e perseguia opositores políticos, enquanto se aplaudem práticas do mesmo género no mundo contemporâneo em países como o Irão, onde as presidenciais de 2009 decorreram num inaceitável contexto de coacção, violência e medo? De que vale enaltecer uma figura como a do general Humberto Delgado, com a sua impetuosidade heróica, enquanto se reservam palavras de compreensão ou mesmo de elogio aos salazares de barba e turbante que transformaram o Irão num cenário de pesadelo? De que serve hoje denunciar os desmandos da ditadura do xá derrubado em 1979 enquanto se evita qualquer crítica ao actual regime teocrático de Teerão que destina a tantos dos seus cidadãos, como opções exclusivas, o exílio ou a "justiça islâmica", com o seu brutal cortejo de condenações à morte?
Há realidades inaceitáveis, que não podem ser justificadas por quadrantes geográficos, crenças religiosas ou matizes culturais. A prática da escravatura é inaceitável. A mutilação genital feminina é inaceitável. As lapidações são inaceitáveis. E os regimes que praticam ou toleram atrocidades deste tipo são igualmente condenáveis. Sem ambiguidades, sem adversativas. Sem a palavra "talvez".

 

Publicado hoje no DN

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20 motivos para amar Portugal (XV)

por Pedro Correia, em 29.08.10

COSTA NOVA

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Heróis da BD (70)

por Pedro Correia, em 29.08.10

 

 

 

 

Batman, de Bob Kane e Jerry Robinson

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Agosto casamenteiro (13)

por João Carvalho, em 29.08.10

O bolo de casamento aqui proposto sugere a situação muito específica em que o noivo tem a sorte de casar com a mais desejada das mulheres, a avaliar pelo número de pretendentes que chegam em cima da hora (coitado do que chega de avioneta) para tentar que o enlace não se realize. A situação pode ser ligeiramente mais complicada se o noivo não souber a história completa dela com os ex-namorados.

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As canções do século (241)

por Pedro Correia, em 29.08.10

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Almas gémeas

por Pedro Correia, em 28.08.10

De súbito, à esquerda e à direita, certos artilheiros nada melhor têm a dizer do que procurar ridicularizar uma manifestação hoje realizada em Lisboa (e em mais outras cem cidades do mundo) a favor da iraniana Sakineh Ashtiani, condenada por suposto "adultério" a ser apedrejada até à morte - a forma mais bárbara de execução. É bem verdade que os extremos se tocam. Insuspeitáveis almas gémeas aliviam-se em sintonia nestas ocasiões, não para intervir a favor das vítimas mas em generosa condescendência com os carrascos.

Lembremo-nos disto da próxima vez que alguma destas luminárias decidir impingir-nos virtuosas pregações. Em nome dos bons costumes, do "liberalismo", do "socialismo", da revolução permanente, sei lá que mais. Ou até em nome dos direitos humanos, que por vezes costumam dar jeito para alinhavar uma crónica quando falta inspiração para outro assunto.

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Sabia que... (46)

por João Carvalho, em 28.08.10

... recentemente e com um intervalo de poucas semanas, apareceu um jacaré a nadar nas imediações de Chicago e outro nas margens de Nova Iorque? Pois pode acreditar: dois-jacarés-dois encontrados bem longe do seu habitat natural.

Claro que não tardaram a aparecer também ambientalistas a dissertar sobre o aquecimento global, as graves consequências para a fauna do planeta e todas essas coisas. Porém, desta vez, gente mais atenta e menos apressada chegou-se à frente com uma outra verdade mais objectiva e fundamentada: eram jacarés de estimação abandonados por proprietários idiotas, que devem ter-lhes achado muita gracinha enquanto os bichos eram pequenos e serviam de corta-unhas, mas descobriram depois que se tornam uma maçada quando esticam e deixam de caber no bolso e quando é preciso dar-lhes comida e a banheira já não chega para o banho. Ainda por cima, parecem surdos e pouco inteligentes, porque nem aprendem a responder quando os chamam pelo nome e estragam tudo quando se põem a abanar o rabo. Sobretudo, são chatos. Mas mesmo chatos.

O caso ilustra bem a pressa habitual dos ambientalistas, portugueses incluídos. No nosso país, por exemplo, quando os ambientalistas se apressam a considerar que uma área do território nacional tem de ser preservada por lei como reserva natural devemos ficar logo de pé atrás: é sinal de que essa área é excelente para alterar a legislação e construir um outlet em grande.

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Passado presente (CCLIV)

por Pedro Correia, em 28.08.10

 

Hotel Espadarte (Sesimbra)

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20 motivos para amar Portugal (XIV)

por Pedro Correia, em 28.08.10

AZENHAS DO MAR

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Agosto casamenteiro (12)

por João Carvalho, em 28.08.10

             

As propostas de hoje para bolos de noivos são dedicadas aos enlaces que não deviam existir, mas existem. Desde o casamento em que ele ainda está na fase das serenatas ao casamento em que ela já canta vitória antes da chegada dele, não faltam situações que nada auguram de bom. Excepto comer o bolo, claro.

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As canções do século (240)

por Pedro Correia, em 28.08.10

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E o Porto ali tão perto

por Leonor Barros, em 27.08.10

Pode ser preconceito, se for assumo-o sem problemas mas isto das mulheres a falar de futebol pode parecer algo estranho. Não é a primeira vez que o faço mas sempre que o faço é pelo factor surpresa. E foi isto lá pela tarde por causa do sorteio de grupos, seja lá o que isso for. Pelo que lhe calhou em sorte, o Futebol Clube do Porto terá de se defrontar com o Beşiktas de Istambul, o CSKA de Sofia, e o Rapid de Viena. A propósito desta má sorte, Carlos Manuel afirmou que o problema para os jogadores eram as viagens. Ora como se sabe nenhuma das três dista a mais de umas quatro ou cinco horas de voo. Ou o Carlos Manuel tem com as coordenadas trocadas ou não recuperou às Provas de Recuperação à disciplina de Geografia, repetitiva, eu sei, mas nada a fazer. Andam estes viris rapazes a ser pagos a peso de ouro para se queixarem de uma viagenzita de avião ali mesmo na esquina da Europa. Meninas, é o que é.

 

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Heróis com nome

por Sérgio de Almeida Correia, em 27.08.10

Não sei qual vai ser o desfecho da história. Quero que seja feliz. Vou fazer por isso.

É uma história que podia dar um romance. Um romance longo, recheado de muitas histórias. De histórias de vida. De histórias de luta e de conquista. Uma por cada um dos trinta e três.

Também não sei, e tenho dificuldade em imaginar, eu que nem gosto de andar de metro e fujo de me meter em grutas, o que será estar enfiado num cubículo a 700 metros de profundidade, tendo por luz a escuridão, por espaço a voz e o cheiro dos companheiros de infortúnio, o seu suor, a sua dor, e amiúde um pequeno tubo por onde sobe e desce a esperança entre minúsculas embalagens de medicamentos, de vitaminas, e  bocados de papel amarfanhado. Bocados de papel onde se vertem pequenas frases, pequenas palavras. Letras que trazem em si a magia, o sonho do reencontro.

Cada segundo que passa é uma conquista. Cada minuto vivido é um tiro no infortúnio. Cada hora respirada é uma morteirada na desgraça. E ao fim do dia que é sempre noite ainda se arranjam forças para sorrir para uma câmara, dizer uma larachas e cantar o hino. Eles, os desgraçados, o sal da terra, são a final os primeiros porta-vozes da esperança para quem à superfície, na dor da sua ausência, tem a sorte de ver todos os dias o raiar da aurora e se pode aquecer com os primeiros raios de sol.

Para quem, como eu, passa o dia sentado a uma secretária, sentindo o conforto do couro da cadeira em que se senta, e ainda se dá ao luxo de praguejar contra o ruído do ar condicionado, ou para aqueles que vão para a televisão e os jornais exigir que os milhões que saíram de um banco na Suíça voltem para uma conta onde estão mais uns quantos milhões, que servirão para lhe pagar as gravatas da Hermès, não devia ser fácil sair à rua enquanto aqueles homens ali estiverem.

Os dramas que acontecem longe são como um mau romance que termina quando se arruma o livro numa estante sem conhecer o final do primeiro capítulo. Para sempre. Até que as traças o devorem.      

Mineiro não é apenas sinónimo de nome "di jogador di futibol". Ou de natural de Minas Gerais. Também é profissão de alguns homens. Campo de batalha. E, às vezes, uma palavra de estímulo. De conforto. Um grito contra a amargura. Amanhã uma promessa de casamento cumprido. Uma aposta na vida.

Estes homens são a exaltação da condição humana. A prova de que vale a pena.

Não sei qual vai ser o desfecho da história. Quero que seja feliz.  E que Deus, ou lá quem for, qualquer que seja o nome, os proteja. Eles merecem.

Os meus heróis têm sempre nome. E um rosto. Quero que sejam felizes.

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Finalmente

por João Campos, em 27.08.10

Voto antecipado será alargado a alguns estudantes e trabalhadores: O Governo aprovou esta quinta-feira uma proposta de lei que irá remeter ao Parlamento para o alargamento das situações em que é permitido o voto antecipado em todas as eleições, apesar de a regra continuar a ser o voto presencial. De acordo com o Ministro da Administração Interna, Rui Pereira, (...) passa a prever-se o voto antecipado para estudantes matriculados em estabelecimentos de ensino situados em locais diferentes daqueles onde estão recenseados e eleitores que devido à sua profissão se encontrem impedidos de votar no dia fixado, quer estejam em Portugal ou no estrangeiro. (TVI 24)

Finalmente, sim, mas com uma dúvida: se o Cartão do Cidadão inclui o número de eleitor, porque tem de ser a votação antecipada? Não seria mais prático ser electrónica? (Mais uma vez: para que serve o Cartão do Cidadão, afinal?)

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Há poucas coisas tão boas como sermos surpreendidos - no bom sentido - por um livro. Não sei como é que as outras pessoas compram os seus livros, quais são os critérios que utilizam, ou como chegam a um livro em particular. Comigo, isso normalmente acontece por influência. Por exemplo, o gosto pela literatura de ficção científica devo-o a um antigo (e extraordinário) professor de Filosofia, que sabendo do meu gosto pelo género no cinema e das minhas incursões pela escrita de ficção, me emprestou aquele que é um dos livros da minha vida: The Snow Queen, de Joan D. Vinge. Já o gosto pela "literatura de fantasia" surgiu do meu interesse antigo pelas mitologias, por alguns jogos mais ou menos geek que jogava durante a adolescência, e pelo impacto visual da adaptação de The Lord of the Rings, de Tolkien, realizada com mestria por Peter Jackson. E outros escritores surgiram mais ou menos por acaso. Vergílio Ferreira apareceu - em ambos os sentidos - no meu décimo-segundo ano (como podem ver, ter professores realmente bons pode fazer uma grande diferença). Salinger, com The Catcher in the Rye, surgiu após ver uma (excelente) série de animação japonesa que usava a obra como inspiração de um enigmático personagem (a saber: Ghost in the Shell - Stand Alone Complex). O interesse por Ayn Rand veio após anos a ler as constantes referências a ela feitas pela malta d'O Insurgente ao longo dos anos, e a leitura do Fountainhead não desiludiu (nem a de Atlas Shrugged, já agora - são dois livros extraordinários). E, enfim, Eça é Eça. Mas disperso-me: voltando ao tema das surpresas, a verdade é que a partir do momento em que a ideia de ler um autor surge por influência positiva, e planeamos a leitura, esperamos que o livro seja bom. E ainda que o livro supere largamente as nossas expectativas, uma boa parte do factor surpresa acaba por se perder. Afinal, estávamos à espera que fosse bom. As nossas fontes, por assim dizer, não podiam estar erradas.

 

Tive recentemente uma óptima surpresa com Nightfall, de Asimov e Silverberg. Mas Nightfall estava no meu "plano de leitura" (em resumo, fiz uma lista mais ou menos longa de obras de ficção científica que tenciono adquirir e ler durante os próximos tempos), pelo que, inevitavelmente, iria lê-lo e deliciar-me. Mas como o li com uma rapidez que até a mim me surpreendeu, e me atrasei um pouco com a minha próxima encomenda, dei por mim sem nada novo para ler, a duas semanas de receber mais dois livros da minha lista. Sem vontade para releituras, fui à loja mais próxima ver se encontrava alguma coisa para me entreter até ao início de Setembro. Por momentos, pensei comprar um de Salinger, que as novas edições da Penguin estão aparentemente muito boas, mas o meu apetite de leitura anda um bocadinho mais "futurista", passe a expressão; ainda olhei para a secção de fantasia, mas não vi nada que me interessasse; e a primeira ideia que me veio à cabeça foi adquirir o 2001: A Space Odyssey, de Arthur C. Clarke, que tinha visto à venda semanas antes e que me interessava por vários motivos - por Clarke ser um dos mestres do género, e por o filme de Kubrick ser o meu filme preferido. Esgotado, obviamente (as leis de Murphy costumam aplicar-se bastante a mim). Após longos minutos a olhar para a prateleira de sci-fi (a oferta ainda não é perfeita por cá, mas tem melhorado), optei por Clarke, mas por um livro do qual só conhecia o título, graças às longas pesquisas na Internet: Rendezvous With Rama. Foi uma opção às cegas - nunca tinha lido nada de Clarke, e a edição que comprei não tem uma sinopse muito elaborada na contracapa, pelo que do enredo, sabia praticamente nada. Como disse no início deste texto, há poucas coisas tão boas como sermos surpreendidos por um bom livro; e Rendezvous With Rama foi uma dessas boas surpresas, com a sua fascinante história de exploração de um objecto estranho à deriva no Sistema Solar (Clarke gosta de objectos estranhos e "escuros" - recordemos o monólito de 2001), com as suas personagens, os exploradores do futuro a lembrar os descobridores de tempos passados, com as constantes "espreitadelas" à sociedade futurista daquelas personagens, com a sua precisão científica, e com a sua escrita pausada, ritmada, muito bem arrumada em capítulos curtos que, por vezes, são quase uma história em si. Que todas as leituras fossem assim: agradáveis e surpreendentes.

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Giros e talentosos - Edição Especial

por Leonor Barros, em 27.08.10

 

Sir Sean Connery

 

80 anos de puro talento e charme e muitas curiosidades. 

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Romenos

por Ana Margarida Craveiro, em 27.08.10

Sobre cidadãos romenos, um dado interessante, que pode explicar alguma coisa (em particular, a inacção do governo romeno face à significativa diáspora romena):

 

"The emigration of 2-3 million Romanians to other EU states mainly since 2000 has provided an important safety-valve preventing frustrations with a disorderly political system spilling over into unrest. Other emigration opportunities and membership of a stabilising entity like the EU are likely to reduce the likelihood of serious instability."

Tom Gallagher & Viorel Andrievici, "Semi-presidentialism in Romania". In Elgie and Moestrup, 2008.

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Teste cinematográfico 19 (II série)

por Teresa Ribeiro, em 27.08.10

Não conheço um filme que fale da decadência física e psicológica de uma mulher que já conheceu o estrelato de uma forma tão cruel, por isso a coragem da protagonista ao aceitar o papel que lhe propuseram numa fase em que a sua carreira chegava ao fim é um dos aspectos mais admiráveis deste noir cuja trama é relatada por um cadáver. Pormenor notável, de que só tomamos conhecimento no fim.

 

Solução do teste anterior: o filho morreu quando estava a fazer mergulho

 

Vencedor: Ariel

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Contra a barbárie

por Pedro Correia, em 27.08.10

 

Amanhã, em mais de cem cidades do mundo, haverá protestos contra a barbárie anunciada no Irão, onde nos últimos 31 anos pelo menos 150 pessoas foram apedrejadas até à morte. Em Lisboa protesta-se também. No Largo de Camões, às 18 horas.

É um protesto igualmente contra o relativismo cultural, que nos impele a "respeitar todas as culturas", mesmo aquelas que toleram, incentivam e propagam a barbárie. Estas culturas não merecem qualquer respeito. Mais: merecem que nos pronunciemos activamente e deliberadamente contra elas. Mais ainda: não merecem sequer ser associadas ao nobre substantivo "cultura", tantas vezes abastardado. Porque barbárie e cultura são realidades incompatíveis. Digam o que disserem os relativistas.

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Convidada: ISABEL TEIXEIRA DA MOTA

por Pedro Correia, em 27.08.10

 

O consolo estético

 

Todos os anos se repete. Chega o Verão e a nossa intimidade é invadida de imagens de nudez multiplicada nas bancas, como nas ruas, como na praia, que para Nélson Rodrigues não é mais que um “campo de nudismo”. Vem isto a propósito do próprio Nélson Rodrigues, o jornalista e dramaturgo que me pôs a ler brasileiro sem enjoar. As crónicas de O Óbvio Ululante (1968) – livro que me foi dado a conhecer recentemente - são únicas. A forma como, numa delas, expõe a tragédia da nudez do carnaval do Rio é digna de nota. Deixo aqui um pequeno trecho: «Nunca houve um carnaval tão triste, porque nunca houve um carnaval tão nu. Dirá alguém que minha obsessão pela nudez é uma fixação infantil. Não sei se infantil, mas é uma fixação. Os jornais e os locutores vão falar em “alegria, alegria”. Realmente, não houve tal. Nada mais triste do que a nudez sem amor. Mas o nu é sempre belo, dirão alguns. Nem isso. É feio, e repito: - sem amor, é feiíssimo.»

O que que eu quero dizer é que hoje são muitas as instituições - “pai, mãe, irmãos, marido, namorado, vizinhos, autoridades, imprensa, rádio e televisão” - que se juntam para promover nádegas e umbigos, em especial no Verão, sem sequer perceberem que «não há nada mais feio, mais triste e ofensivo». E eu, que li com gosto as crónicas de Nélson Rodrigues, encontrei alguém que me proporcionou um enorme consolo estético e me reconciliou com a língua portuguesa do Brasil. Tudo num único movimento: uma escrita excelente.

 

 

Isabel Teixeira da Mota

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Belles toujours

por Pedro Correia, em 27.08.10

 

Jimena Navarrete

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Os nossos convidados

por Pedro Correia, em 27.08.10

Está a chegar a Isabel Teixeira da Mota, nossa convidada de hoje. Vem directamente do Albergue Espanhol.

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Agosto casamenteiro (11)

por João Carvalho, em 27.08.10

O bolo de casamento hoje sugerido não é para todos, mas vai certamente ao encontro de globe-trotters e easy-riders. Pode o enlace nem durar muito tempo, mas há-de ser um tempo movimentado e divertido para ambos. O problema maior destas uniões em duas rodas é que ele está sempre debaixo de olho, ao passo que ela não tem as mensagens visuais controladas.

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