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Ler

por Pedro Correia, em 31.07.10

Seria cómico se não fosse, comprovadamente, trágico. De Isabel Moreira, na Jugular.

Cavar a sepultura. Do Tomás Vasques, no Hoje Há Conquilhas.

Tão absurdo quanto trágico. De Paulo Marcelo, n' O Cachimbo de Magritte.

Batota barata. Do Daniel Oliveira, no Arrastão.

A mentirinha dos 350 milhões. De João Miranda, no Blasfémias.

Dois meses de espíritos escandalizados. Do Francisco José Viegas, n' A Origem das Espécies.

O nacional-proibicionismo. Do João Tunes, na Água Lisa.

Olé!? Da Joana Lopes, no Entre as Brumas da Memória.

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Taralhoco

por João Carvalho, em 31.07.10

Deve ser do calor. Imaginem que sonhei que a ministra da Educação quer acabar com os chumbos no ensino. O sol a mais fez-me tanto mal à cabeça que até fiquei taralhoco.

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Blogue da semana

por Teresa Ribeiro, em 31.07.10

Este blogue recomenda-se a pessoas com preocupações ambientais e sociais, espírito empreendedor e muito boa onda. Está associado a uma revista que oferece tudo isto e que ainda por cima é bonita. O próximo número sai amanhã para as bancas, mas como do conteúdo não constam prosas sobre as férias das Lilis e das Bibis e os casamentos e separações de apresentadores de concursos e estrelas de novelas, encontram-na só nos principais pontos de venda, como as FNACS, as Lojas da Galp e Centros Comerciais.

E pronto, agora que aproveitei para fazer publicidade à revista Gingko, já posso deixar-vos o link para o respectivo blogue, nosso blogue da semana.

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Um miúdo, um cavalo, um cão

por Pedro Correia, em 31.07.10

 

 

Da minha infância guardo calorosas recordações de uns livrinhos escritos por uma autora com um belo nome que jamais esqueci: Cécile Aubry. Esses livros narravam as aventuras de Poly, um pónei, e do seu dono, um miúdo que teria a minha idade à época. As aventuras de Poly, a par dos álbuns de banda desenhada, ajudaram-me ainda em criança a ler e amar a língua francesa - o que viria a ser reforçado com a adaptação dessas histórias a uma série televisiva que me prendia a atenção dado o meu gosto de sempre por animais. O próprio filho da autora interpretava esta e uma outra série - Belle e Sébastien, em que o pequeno cavalo dava lugar a um grande cão.

Nunca mais ouvi falar em Cécile Aubry. Até esta semana, quando soube da notícia da sua morte. Antes de se dedicar à literatura infantil, como autora de grande sucesso, tinha-se destacado como actriz em filmes como Manon, de Henri-Georges Clouzot, hoje um clássico do cinema francês, e A Rosa Negra, ao lado de Tyrone Power e Orson Welles. O rosto correspondia ao nome: era uma mulher muito atraente - como se comprova pelas capas da Life e da Paris Match aqui reproduzidas - que, no entanto, não se deixou enredar nas malhas do show business.

Escrevo estas linhas e sinto que estou a discorrer sobre tempos pré-históricos: Cécile Aubry é um nome oriundo de um mundo que deixou de ser o nosso. Um mundo muito mais simples, em que uma tarde de Verão podia ser preenchida a ler exemplares da revista Tintim, romances como O Príncipe e o Pobre, de Mark Twain, ou as narrativas desta mulher que abandonou o cinema para encantar a minha geração com histórias de miúdos e dos respectivos animais de companhia.

Histórias de um mundo ainda sem computadores que deixaram um rasto de ternura imune à erosão do tempo e à voracidade de todas as modas.

 

 

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Teste cinematográfico 10 (II série)

por Teresa Ribeiro, em 31.07.10

Aquela pedra de gelo dizia que era feita para o amor, mas quando me lembro da forma como tratava o desgraçado do professor, até fico azul. Que cínica! Misógino que se preze só pode ter esta mulher como referência.

 

Solução do teste anterior: O Lugar do Morto, de António Pedro de Vasconcelos (1984), com Ana Zanatti e Pedro Oliveira.

 

Vencedor: Cordeiro

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As canções do século (212)

por Pedro Correia, em 31.07.10

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Ligação directa

por Pedro Correia, em 31.07.10

Ao Carioca de Limão com Cheirinho.

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De blogue em blogue

por Pedro Correia, em 30.07.10

1. Novo lay out d' A Douta Ignorância. Gosto.

 

2. Terra dos Espantos também com novo visual. Por mim, está aprovado.

 

3. Ana Lima no 2711. Mais um motivo para visitar este blogue.

 

4. Cristina Nobre Soares anuncia pausa que só terminará em meados de Setembro. Até lá.

 

5. Agradeço à Ana Gabriela e ao Luís Serpa as simpáticas referências que fizeram à série 'Os filmes da minha vida'. Que vai prosseguir aqui no DELITO.

 

6. Se há coisa que aprecio é alguém com sentido de humor. Alguém capaz de dar um nome destes a um blogue. Ou melhor: de não o dar.

 

7. Prosa puxa prosa: o texto "delituoso" da Margarida motivou a reedição deste, do João André, que também já foi nosso convidado. As palavras são como as cerejas. E os postais também.

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Portugal do Bom - algumas sugestões

por Ana Cláudia Vicente, em 30.07.10

Um mergulho sob as cascatas da Misarela. Um bocado de história em Marialva. Caminhadas por São Jacinto. Um gelado na Emanha. Bailarico no Pinhal. Arroz malandrinho na Comporta. Uma romaria na Idanha. Uma noite em Marvão. Um poejo ou um medronho, algures entre Almodôvar e Odemira. Lapas acabadinhas de apanhar em São Jorge.

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Indeed

por José Gomes André, em 30.07.10

"Como é evidente, ninguém de boa-fé pode acreditar que os procuradores titulares da investigação do processo Freeport não ouviram José Sócrates porque não tiveram tempo", João Galamba.

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Frases do ano (46)

por Pedro Correia, em 30.07.10

"Sócrates é como Deus Nosso Senhor, está em toda a parte”

Almeida Santos

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Convidada: MARGARIDA

por Pedro Correia, em 30.07.10

 

O Bryan Adams nunca soube, mas eu namorei com ele

 

Metade do meu ipod tem músicas dos anos 80/90. Nunca mais senti o que sentia quando Morrissey cantava "last night I dreamed that somebody loves me" e me dava ao luxo de deprimir, nas noites quentes de Agosto, férias entediantes e a pensar que o Carlos do quinto E, afinal, só me queria por causa do cubo mágico. Não há como a música do Prince para que as nossas hormonas (já por elas aos saltos) nos obrigassem a "Get off" abanando a anca pequena (bons tempos) na idade da inocência em que o microfone que as bailarinas lambiam era um microfone e nada mais... Ou o desespero do cadeado no telefone que não nos permitia telefonar à Susy e pedir-lhe para gravar o top mais (em VHS, claro) porque iria dar os "Europe", oh the final countdown, aquele cabelo, aqueles movimentos, senhores, que lindos que eles são (que feios que eles eram). 


E depois a Samantha Fox! Íamos ser assim, alma enorme e cabelo espetado, era só a nossa mãe não o cortar à tigela, íamos ser assim, giras, com a boca semi-aberta, a sussurrar "touch me" seja lá o que isso queria dizer. Namorei durante anos com o Bryan Adams, ele nunca soube de nada mas namorei. Tonight havia de ser a noite e nunca iria deixar que algum sentimento "cuts like a knife", ia tratar bem dele, era só o tipo apanhar a carreira e sair na minha zona, margem sul, autocarro 54, simples.

E depois, de chumaços enormes que não nos permitiam olhar para os lados, take on me dos Ah ah, sabiamos de cor, inovação total em termos de telediscos (sim telediscos) e - segurem-se, vou descer baixo - Tarzan boy, era terrível e andava na boca de toda a gente alternando com as aberrações "modern talking" que faziam uma dupla três D; ora de vez em quando pareciam um casal, ora agora são dois homens.

A Madonna era virgem, o festival da canção era um feito sem igual, o tabaco custava dezaseste escudos, a feira popular era o feito do ano e o cheiro preferido era do plástico dos cadernos no início do ano lectivo, início esse a que chegávamos emburrecidos de três meses de férias. Coma mental. Totalmente. Eu era a morena e tu podes ser a loura, amigas para sempre, vamos casar com dois irmãos para que não nos tenhamos de separar nunca, vou ser veterinária e modelo ao mesmo tempo. O meu melhor vai chegar, tenho o mundo todo para morder. Eram assim os anos oitenta. Bem giro.

Os anos oitenta passaram (a sério, eu sei), os anos noventa também, chegamos a 2010 e o Morrissey faz concertos no Poceirão, o cubo mágico é electrónico, o top mais foi substituido pela MTV, Prince cantou numa praia, os Europe venderam o cabelo para extensões e foram trabalhar para o talho do sogro, Samantha Fox anda com afrontamentos, o nosso cabelo não é à tigela mas o espetado já não se usa, Bryan Adams? quem é esse tipo?, não quero falar no preço do tabaco nem sequer no emburrecimento das férias que alastrou ao ano inteiro provocando nos adolescentes de hoje um vazio de ambições. Ninguém quer ir para nada, não há ambições, os veterinários estão no desemprego e já nem sequer se pode ir para dentista; ninguém hoje tem dentes para morder o mundo...

 

Margarida

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Belles toujours

por Pedro Correia, em 30.07.10

 

Lindsey Vonn

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Os nossos convidados

por Pedro Correia, em 30.07.10

Hoje recebemos a visita da Margarida. Sem Filtro, claro.

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António Feio

por Leonor Barros, em 30.07.10

 

1954 -2010

 

Sofrer devia ser proibido.

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As canções do século (211)

por Pedro Correia, em 30.07.10

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Desculpa lá, Sócrates.

por Luís M. Jorge, em 29.07.10

 

O Galambinha tem razão: aquele assunto do Freeport está completamente esclarecido.

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Sherlocks à portuguesa

por Pedro Correia, em 29.07.10

Em seis anos de investigação sobre o caso Freeport, o Ministério Público não teve tempo para registar as respostas que o ex-ministro do Ambiente José Sócrates estaria certamente pronto a dar a 27 pertinentes perguntas sobre o tema. O que parece dar razão ao juiz Rui Rangel, que esta noite, no telediário da RTP2, afirmou sem rodeios: "Há que repensar o papel do Ministério Público no domínio da investigação criminal." Enquanto isso não acontece, seria útil contratarem novos peritos em material tecnológico. Só para evitar que futuros "problemas no sistema central de gravações" voltem a impedir a realização de escutas a suspeitos, como sucedeu entre 26 de Fevereiro e os primeiros dias de Março de 2005, também no caso Freeport. Uma chatice.

 

ADENDA - Vital Moreira, fiel ao seu estilo, prefere matar o mensageiro. Nada de novo.

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Catalonia: A political bullfight, as usual

por Paulo Gorjão, em 29.07.10

Diogo Noivo, aqui.

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Vírgulas

por João Carvalho, em 29.07.10

«Como estamos num Estado de direito, Sócrates é inocente, ponto,»

(Título de Isabel Moreira só com vírgulas, aqui)

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Boas notícias

por João Campos, em 29.07.10

Após a "pausa" do ano passado, o Fórum Fantástico regressa este ano, de 12 a 14 de Novembro, na Biblioteca Municipal de Telheiras. Até ao momento, já está confirmada a presença de alguns escritores nacionais e internacionais. Mais informações aqui.

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Um episódio do 'salazarismo'

por João Carvalho, em 29.07.10

Só há pouco li, na revista "Actual" do Expresso, um extenso artigo de Rui Ramos sobre Salazar e o Estado Novo, no qual esbarrei com este período: «Perseguiu e exilou o bispo do Porto, D. António Ferreira Gomes, em 1958-1959.» É um simples detalhe retirado do todo, mas chamou a minha atenção. Como a História não se inventa e como já me tenho dedicado ao assunto, retirarei de um livro que publiquei há meia dúzia de anos um excerto em que narro o episódio.

 

«Em 1958, D. António Ferreira Gomes (1906–1989), bispo do Porto, depois de duas intervenções entendidas como críticas à situação, dirige uma carta a Salazar em que reclama a liberdade de os católicos defenderem os princípios sociais da Igreja. Considerado incómodo para o regime e aconselhado a afastar-se, o bispo desloca-se a Roma no ano seguinte e, na volta, é impedido de entrar no País, ficando em Tuy (na Galiza) e passando depois a viver entre Espanha, França (Lourdes) e o Vaticano. Em rigor, não tem o estatuto de exilado político e não chega a ser substituído como bispo do Porto. O Papa João XXIII — Ângelo Giuseppe Roncalli (1881–1963) — nomeia-o para uma das comissões que preparam o concílio Vaticano II e o seu regresso só vai ser possível dez anos mais tarde, em 1969, na sequência de um movimento em que sobressai o advogado portuense Francisco Manuel Lumbrales de Sá Carneiro (1934–1980), num envolvimento que o transporta à política, para se destacar depois como deputado da "ala liberal" nos finais do Estado Novo.»

 

Não deve dizer-se, portanto, que o bispo do Porto foi perseguido e exilado de facto e menos ainda que isso ocorreu em 1958/59. Na verdade, o plano foi mais bem urdido: esperaram que ele fosse ao estrangeiro e criaram uma teia artificial de dificuldades administrativas na fronteira para impedir a sua reentrada em Portugal. O afastamento do bispo durou uma década, mas foi em vão que o Estado Novo pressionou a Igreja para que o substituísse na diocese do Porto.

 

(V. Carta a Salazar, de 13 de Julho de 1958, uma "pró-memória" para uma entrevista com Salazar que nunca veio a acontecer.)

Imagem — Estátua de D. António Ferreira Gomes (Porto, Clérigos)

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Do abstracto ao concreto

por Pedro Correia, em 29.07.10

Não sei a que textos em concreto alude João Galamba, por interposto militante socialista da Amadora, para sustentar em abstracto que este blogue devia pedir desculpa ao primeiro-ministro. Será este, em que sublinho a presunção de inocência de José Sócrates enquanto aproveito para lembrar aos mais esquecidos que o actual chefe do Governo ascendeu a secretário-geral do PS na sequência de acusações não comprovadas contra o antecessor, Eduardo Ferro Rodrigues, numa clara demonstração de que a política tem horror ao vácuo? Será este, em que refiro a necessidade de explicações do primeiro-ministro, reafirmando a sua presunção de inocência? Será este, em que se anota que o Presidente da República considerou o caso Freeport um "assunto de Estado"? Ou este, que comenta a tardia demissão do procurador Lopes da Mota após a pena de suspensão que lhe foi imposta pela secção disciplinar do Conselho Superior do Ministério Público no termo do processo disciplinar instaurado pelo procurador-geral da República por pressões sobre os investigadores?

Não ignoro que é mais fácil, para um deputado da nação, criticar blogues do que atacar o Chefe do Estado ou o procurador-geral Pinto Monteiro a propósito do caso Freeport. Até por isso, agradeço antecipadamente a resposta. 

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Freeport: só mais uma nota

por João Carvalho, em 29.07.10

A talhe de foice sobre um ponto tocado pelo José Gomes André aqui mesmo por baixo, registo explicitamente uma conclusão tirada aqui por um tal José Albergaria, que publicita as abrantices do costume e que João Galamba correu a publicar em segunda mão sem trabalho nem imaginação própria: «Acham que algum desses senhoritos (Zé Manel Fernandes, Pacheco Pereira, Moura Guedes, Ana Leal, Eduardo Moniz, José António Saraiva, os bloguistas do 5 dias, do Mar Salgado, do Corta Fitas, do Delito de Opinião, do, do...) vão apresentar desculpas a José Sócrates? Podemos, todos, ficar à espera e sentados.»

 

Estamos a falar do mesmo Sócrates? Bem me parecia. Pela nossa parte e relativamente ao que escrevemos ao longo do tempo, podem mesmo ficar todos à espera. Mas não é sentados, ouviram? Ou alguém vos deu autorização para preguiçar? É em pé, que é bom para as pernas. E bem vão precisar delas não há-de faltar muito.

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Freeport: quatro notas

por José Gomes André, em 29.07.10

1. "A verdade vem sempre ao de cima", diz-nos Sócrates. Certamente... Basta aliás estar atento às notícias da sucessiva incapacidade da justiça para punir criminosos reconhecidos como Valentim Loureiro, Pinto da Costa ou Isaltino Morais, entre outros. Significa isto que Sócrates é culpado de um acto ilícito? Não. Tal como não significa que é inocente de qualquer acto ilícito apenas porque o Ministério Público foi incapaz de apresentar prova ou porque o tribunal assim o determinou.

 

2. Pode então perguntar-se: "Mas pairará sempre sobre Sócrates um manto de suspeição, apenas porque os seus opositores o desejam?". Ao que respondo: da minha parte, seguramente. Não devido ao Caso Freeport, mas pela extraordinária capacidade do primeiro-ministro em cultivar amizades com patifes de toda a espécie e em se meter em todo o tipo de trafulhices (particularmente as de "menor porte") - da Licenciatura às casas da Guarda.

 

3. Sobre o processo em causa, continuam por responder algumas questões de somenos importância: como diabo se constrói um monstro urbanístico daquele género numa área protegida? Quem o autorizou e porquê? E a troco de quê?

 

4. Registe-se a reacção histérica à Esquerda. Os Abrantes foram ao baú resgatar umas capas de jornais supostamente "caluniosas" (como adoram a palavra), suplicando pela imolação dos jornalistas que não obedeceram aos pedidos caridosos de Lopes da Mota & Ca. Tiago Barbosa Ribeiro (não confundir com o excelente autor do "Kontratempos", que emigrou para parte incerta) pede mesmo o julgamento dos jornalistas envolvidos. E João Galamba, citando José Albergaria, exige um pedido de desculpas de uma data de gente, incluindo os bloggers do "Delito de Opinião". Da minha parte, pedirei desculpa com a máxima prontidão, assim que Sócrates também pedir desculpa por ter mentido sobre os números do défice, o não-aumento de impostos e o grau de endividamento nacional. Palavra de honra. 

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Para tudo há um preço

por Pedro Correia, em 29.07.10

"A PT é uma empresa muito importante para o País. E a participação da PT na Vivo é um activo estratégico de sucesso no mercado brasileiro - é mesmo a empresa de telecomunicações nº 1 no Brasil. Sucede que a internacionalização da PT e a sua presença no Brasil é absolutamente fundamental para a economia portuguesa.
Eu compreendo, por isso, muito bem o interesse dos espanhóis da Telefónica em comprar uma empresa tão boa como a Vivo, tal como compreendo os interesses financeiros dos accionistas da PT em obterem ganhos de curto prazo.
Mas ao Estado Português não compete defender os interesses das empresas espanholas, nem interesses financeiros de curto prazo - mas sim os interesses estratégicos do País. E a verdade é que esta proposta não convenceu o Estado, não convenceu o Governo."

São palavras de José Sócrates, impressas há exactamente 28 dias, no jornal Público. Palavras, como tantas outras deste primeiro-ministro, destinadas a figurar numa espécie de antologia muito particular. Nem um mês decorreu e já a poderosa Telefónica passa a liderar o mercado brasileiro de telecomunicações após adquirir a participação da PT num raide digno dos filmes do Rambo. Diferença: oferecia 7,15 mil milhões de euros, mas acabou por oferecer 7,5 mil milhões. Olé.

Sócrates, como sempre ocorre quando é ultrapassado pelos acontecimentos, congratula-se com o sucedido: "Valeu a pena ter resistido às pressões." Já está esquecido das suas próprias palavras, aparentemente tão categóricas, dadas à estampa no início do mês. Ficam reimpressas aí em cima, com a devida vénia: a função dos blogues é também a de reavivar permanentemente a memória dos leitores. Entretanto, ficamos a saber qual é o valor exacto dos "interesses estratégicos do País", na óptica do primeiro-ministro: 350 milhões de euros. Razão tinha o outro: para tudo há um preço.

 

ADENDA: Em matéria de nacionalismo económico, o Brasil dispensa lições portuguesas. Como sempre foi óbvio. (Via Blasfémias)

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As canções do século (210)

por Pedro Correia, em 29.07.10

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Ligação directa

por Pedro Correia, em 29.07.10

Ao Plataforma Algarve pela Vida.

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Bem-vindo

por João Carvalho, em 28.07.10

Macau Passado é um novo blogue do João Severino, a quem até fica mal dar as boas-vindas, pelas suas vivas andanças na blogosfera. Mas fica feito o acolhimento ao novo espaço, que promete ser um repositório de muitas memórias dos vários anos passados no "último reduto do Império Português".

Um abraço ao João e longa vida ao projecto.

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EU foreign policy: More harm than good

por Paulo Gorjão, em 28.07.10

Vasco Martins, aqui.

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Parabéns

por Paulo Gorjão, em 28.07.10

Não é por nada, mas não queria deixar de dar os parabéns a Ricardo Salgado.

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Teste cinematográfico 9 (II série)

por Teresa Ribeiro, em 28.07.10

Invulgar sucesso de bilheteira, este filme português, dos anos oitenta, teve a particularidade de ser protagonizado por um jornalista e a uma apresentadora de televisão.

 

Solução teste anterior: mãe de Steven Spielberg, realizador de ET.

Vencedor: Leonor

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Convidado: JOÃO TUNES

por Pedro Correia, em 28.07.10

 

Chega para lá esse Ministério

 

O meu ramo de engenharia não é a civil, acho que as autoestradas nos trocaram o tempo ganho e o encurtamento de distâncias pela monotonia com o juro do roubo das paisagens. Para mais, detesto pagar as portagens. Portanto, o ramo das Obras Públicas não é comigo. É mesmo o ramo ministerial que me está mais distante. Prefiro as Finanças, para as odiar quando me descontam o IRS. Ou a Cultura para me lembrar de Carrilho em oportunidade aproveitável de simpatia. Também gosto da Defesa para me rir do caricato de terem abolido o serviço militar obrigatório substituindo-o pelos submarinos obrigatórios. Enfim, e resumindo, as Obras Públicas estão-me sempre, qualquer que seja o ângulo de apreciação, em último lugar de proximidade e estima. No entanto, se tento afastar de mim o cálice das Obras Públicas, estas, nos últimos anos, teimam em não me largarem. Primeiro, Santana Lopes ministeriou um tipo que, antes e quando presidente da empresa em que eu trabalhava, tentou “despedir-me com justa causa” por umas coisas que escrevi num fórum interno da empresa. Santana caiu e subiu ao Ministério das Obras Públicas um meu antigo camarada de partido com quem tive colaboração próxima e de quem não só tinha boa opinião como acrescia uma estima pessoal. Mas não tardou que ele se saísse com boutades atrás de boutades e, inclusive, me pusesse a viver no meio do “deserto”, ofendendo-me e ao resto da malta da margem sul. Percebi, assim, que este amigo e antigo camarada, por força de enturmar na equipa de Sócrates, se tornara um trapalhão. Depois veio o Doutor Mendonça, que foi vários anos meu vizinho de residência, com as nossas famílias a partilharem convívios e com quem conspirei fartamente na camaradagem da dissidência no PCP sob a utopia pueril de “democratizar o partido”, ou seja, tornar quadrado o que é redondo. Fiquei à espera do que lhe aconteceria após frequentar uns tantos conselhos de ministros chefiados por Sócrates, um especialista a degradar ministros que não tenham tomado posse já em estado de degradação. Não tardou a resposta temida. Primeiro, propagandeou o TGV como forma de captar banhistas espanhóis para a Costa da Caparica. Agora acaba de me ofender, enquanto transmontano de origem, esparvoeirando a dizer que era mais barato oferecer automóveis e combustíveis ao pessoal do vale do Tua que manter-lhes o comboio em andamento. Convenci-me que há aqui sina não escrita na palma da mão. Pelo sim e pelo não, tenho debaixo de olho todos os tipos de algum gabarito que conheço e sejam potencialmente ministeriáveis. Algum de entre eles, certo e a saber, vem a seguir ao Mendonça. Para as Obras Públicas, é claro.   

 

João Tunes

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Estou aqui a tentar perceber...

por Paulo Gorjão, em 28.07.10

... qual foi a utilidade que teve a utilização da golden share. O resultado final parece-me muito semelhante -- para não dizer igual -- ao que já se antecipava como sendo possível nessa altura. Basta consultar os jornais. Tudo não passou de uma manobra estéril para o Governo mostrar autoridade? Para o Governo ceder sem parecer que o estava a fazer? É para isso que serve a golden share?

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Os nossos convidados

por Pedro Correia, em 28.07.10

Daqui a pouco, aparece por cá o João Tunes. Com a acutilância e a irreverência a que já nos habituou no seu blogue, Água Lisa.

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Inglês técnico

por João Carvalho, em 28.07.10

Freepór? Ah, pois, o Freepór. Não deixaria a noite chegar sem fazer um comunicado sobre o Freepór, claro. O dia tivera uma agenda apertada com o seu ponto alto em Sines, no seu seapór e no futuro Harbor Freight Transpór. Tivera de falar na alta velocidade, mas sem se referir ao novo airpór. A seguir, dispensaria o motorista para dar uma volta no seu carro de spór. Depois de jantar, iria calhar bem um cálice de Pór wine doce. Onde é que se produz? Será em Pór-au-Prince? Ou em Davenpór? Não interessava. Esperava-o uma noite bem dormida. Queria levantar-se cedo, chamar o transpór oficial e ir fazer uma corridinha junto ao cais, lá para as bandas do Taguspór. Se o dia fosse mais calmo, aproveitaria para rever aquele velho compêndio de inglês técnico.

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As canções do século (209)

por Pedro Correia, em 28.07.10

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Ligação directa

por Pedro Correia, em 28.07.10

A Insustentável Beleza dos Seres.

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Dúvidas varridas

por João Carvalho, em 27.07.10

«Em 2013, haverá uma linha de alta velocidade Poceirão–Madrid, que servirá também para mercadorias.» Estas palavras foram proferidas hoje pelo primeiro-ministro. Já não me lembro qual tinha sido a última versão e também ficou por se saber como é que a obra irá ser paga, mas agora varreram-se quaisquer dúvidas, porque a frase foi claríssima. Mais a mais, quem fez a afirmação foi o próprio José Sócrates. Portanto, pode dar-se como certo que a linha não será para mercadorias, não será Poceirão–Madrid e não será de alta velocidade. Nem será em 2013.

Ainda bem que terminaram todas as dúvidas, não é?

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Freitas 'Krugman' do Amaral

por Pedro Correia, em 27.07.10

Diogo Freitas do Amaral anda mesmo em passo trocado relativamente ao Governo. Numa altura em que o Executivo socialista prepara um novo pacote de megaprivatizações, o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros de José Sócrates exibe musculatura nacionalista, proclamando na Visão: "Se a União Europeia acabar por nos tirar - sem fundamento explícito nos tratados - as golden shares, a Assembleia da República não deve hesitar em estabelecer, por lei, os direitos de veto do Governo nas empresas consideradas estratégicas. E se essa e outras medidas semelhantes também forem consideradas 'ilegais' à luz do Direito comunitário(!), então haverá que caminhar sem receios para a nacionalização de 50,01% do capital das empresas que não estamos dispostos a perder. O Estado português não pode ceder."

Aprecio esta bravata do biógrafo de D. Afonso Henriques. Restam-me, no entanto, algumas dúvidas. Aqui ficam elas:

Quais as empresas que "não estamos dispostos a ceder"? Serão a TAP, a ANA, a EDP, a GALP, a CP e os CTT, que o Governo quer privatizar rapidamente e em força? Será a Vivo brasileira, que suscitou o recente conflito entre a PT e a Telefónica espanhola, agravado com a interferência de Sócrates? O regresso ao nacionalismo económico num mundo globalizado é um sinal de "progresso"? A hipotética reabertura dos postos alfandegários em Quintanilha, Vilar Formoso e Vila Verde de Ficalho significaria "progresso"? E o que sucederá enfim aos interesses empresariais portugueses e espanhóis se o Presidente Lula - rendido à receita de Freitas 'Krugman' do Amaral - anunciar a nacionalização da Vivo? Regressamos orgulhosamente sós ao doce cantinho peninsular, como nos tempos de Salazar e Franco, a dedilhar guitarras e a tocar castanholas?

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Chansons do século (1)

por Luís M. Jorge, em 27.07.10

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Giros e talentosos (34)

por Leonor Barros, em 27.07.10

 

Vítor Baía

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AQIM strikes again

por Paulo Gorjão, em 27.07.10

Luís Amado desaconselha passeios no deserto do Saara. Diogo Noivo explica o que está a acontecer e as eventuais consequências no âmbito da UE.

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O problema constitucional — 2

por João Carvalho, em 27.07.10

«Para Mouzinho da Silveira, os grandes vícios do País estão nas instituições vigentes, caducas e obsoletas, o que lhe permite expressar a ideia de que, para benefício dos cidadãos, é mais importante reformar as estruturas do Estado do que proceder à mudança do sistema de governar. Verdadeiro estadista fundamentado no conhecimento profundo das causas públicas, até a Constituição lhe parece supérflua: com ou sem ela, é possível fazer mais e melhor, alterando radicalmente a teia institucional em que Portugal está enredado.»

 

(O autor in O Supremo Tribunal de Justiça em Portugal: Dois Séculos e Quatro Regimes de Memórias; STJ, 2003)

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O problema constitucional

por Ana Margarida Craveiro, em 27.07.10

Thus he (Immanuel Kant) kept away from all moralizing and understood that the problem was how to force man "to be a good citizen even if he is not a morally good person" and that "a good constitution is not to be expected from morality, but, conversely, a good moral condition of a people is to be expected under a good constitution".

 

Hannah Arendt, Kant Lectures, página 17. Em grande medida, este é o nosso problema constitucional. Com e sem preâmbulos, simbólicos ou não.

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Cem palavras que odeio (100)

por Pedro Correia, em 27.07.10

"DICIONARIZAR"

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Luis M. Jorge, o abrantes secreto.

por Luís M. Jorge, em 27.07.10

Segundo o Google Reader, este post foi publicado por mim às nove e quarenta e três de segunda-feira.

 

Este, foi publicado pelo Miguel Abrantes às nove e cinquenta e nove do mesmo dia.

 

Gosto muito de colaborar com os assessores do senhor primeiro-ministro.

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Brazil's Atlantic turf

por Paulo Gorjão, em 27.07.10

Aqui.

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As canções do século (208)

por Pedro Correia, em 27.07.10

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