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A sexualidade da PT

por Paulo Gorjão, em 30.04.10

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Frases do ano (22)

por Pedro Correia, em 30.04.10

"O engenheiro Zeinal já se assumiu como o pai daquele negócio fracassado [entre a PT e a TVI]. Eu assumo-me aqui como a pílula do dia seguinte desse negócio."

Henrique Granadeiro, hoje, na comissão parlamentar de inquérito

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As desculpas variam, a consequência é parecida

por Ana Margarida Craveiro, em 30.04.10

 

"In 1995, it was estimated that 90% of parliamentarians had outside jobs. This was one reason why attendance was poor irrespective of the colour of the government. The scrutiny of legislation suffered as a result and poorly worded and defective legislation was common."

 

Sobre a Roménia. E por cá, qual é a desculpa?

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Questões do semipresidencialismo

por Ana Margarida Craveiro, em 30.04.10

 

A legitimidade popular pode ser usada para evitar a responsabilidade pelos erros políticos cometidos.

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Cem palavras que odeio (40)

por Pedro Correia, em 30.04.10

"INSTITUCIONALIZAÇÃO"

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Pombinhos.

por Luís M. Jorge, em 30.04.10

A blogosfera de Sócrates reconhece que o PSD ultrapassou o PS nas sondagens, mas sublinha que os portugueses não querem eleições antecipadas. Pois não. Não querem os portugueses, nem quer Pedro Passos Coelho.

 

O primeiro-ministro é para cozer em lume brando, até atingir uma consistência levemente cremosa, que cubra o fundo da colher. Chama-se uma redução.

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...

por Luís M. Jorge, em 30.04.10

 

2550 A.C. Confrontado com uma praga de gafanhotos e com a maçadora volubilidade do Nilo,

o faraó decide estimular a procura interna.

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Com carinho,

por Ana Margarida Craveiro, em 30.04.10

do Adolfo para o Ministro das Finanças, no programa Descubra as Diferenças.

 

 

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Descubra as diferenças

por Ana Margarida Craveiro, em 30.04.10

Esta semana, André Abrantes Amaral e Antonieta Lopes da Costa em debate com Ana Margarida Craveiro e Adolfo Mesquita Nunes.


Juntos, analisam alguns dos principais temas da actualidade:

- ‘Rating’ ao fundo – Os mercados financeiros ficaram nervosos após o corte do ‘rating’ da república portuguesa pela Standard & Poor's. Depois da Grécia, seremos nós?

- Corrupção absolvida? – O administrador da Bragaparques, Domingos Névoa, foi absolvido pelo Tribunal da Relação de Lisboa da tentativa de suborno de um vereador do município lisboeta. A decisão parece ter abalado a já pouca confiança que os cidadãos têm nos tribunais. Será caso para tanto?

- Recuos do governo –  O governo aprovou uma alteração à lei do funcionamento dos tribunais, prevendo a suspensão dos prazos judiciais, no período entre 15 e 31 de Julho. Esta alteração e o novo estatuto do aluno, entretanto também apresentado, são mais sinais da fraqueza deste governo?

 

Hoje, às 18.05, repetição no domingo às 19.05, em 90.4 FM.

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Não há coincidências (6)

por Ana Vidal, em 30.04.10

Um contra o outro (2010) - Deolinda

 

Interrompo os clássicos para dar-vos conta de um episódio (recorrente em mim, como já aqui expliquei) que voltou a acontecer-me recentemente. Desta vez, num concerto do grupo Deolinda. Gostei de vê-los/ouvi-los ao vivo e percebi que o seu grande trunfo é a comunicação directa com o público. Não sendo o tipo de música que oiço em casa, reconheço que Ana Bacalhau tem uma fortíssima presença em palco e pôs toda a gente a cantar e a dançar. Mas... mal tinham arrancado os primeiros acordes desta canção (foi a primeira do alinhamento, se não me engano) e eu já estava a ouvir outra. Uma outra letra, em inglês, que nem sequer recordava bem, mas - diga-se em abono da verdade - com muito menos graça e qualidade do que a letra portuguesa. Para além de um sopro familiar de António Variações no refrão, havia uma melodia conhecida a buzinar-me ao ouvido, que atravessava toda a canção. Cheguei a casa e fui investigar, claro. Encontrei as Baccara e o seu Yes, sir, I can boogie. Estava explicado.

 

Acredito piamente que Pedro da Silva Martins, apresentado no novíssimo álbum dos Deolinda como autor de todas as letras e músicas, não tivesse feito de propósito. Há memórias que nos ficam escondidas num canto qualquer do subconsciente e se insinuam, feiticeiras, nas criações que acreditamos serem nossas. Com as melodias isso deve acontecer muito. Pero que las hay, las hay... e o single de estreia de "Dois Selos e um Carimbo", Um contra o outro - cuja semelhança com uma canção anterior é mais subtil do que as que tenho aqui trazido - será talvez um bom exemplo disso. Ironicamente, começa assim a letra: "Anda/ Desliga o cabo/ Que liga a vida/ A esse jogo/ Joga comigo/ Um jogo novo/ Com duas vidas ...".

 

Ora bem, o que se passou comigo foi eu não ter conseguido desligar o cabo. Por isso fui parar à vida anterior deste "jogo com duas vidas".

 

 

Yes, sir, I can boogie - Baccara

 

Esta canção, que foi um êxito estrondoso desde o primeiro momento - o mais significativo na carreira das Baccara, se não o único - teve inúmeros covers. O último conhecido data de 1977, num álbum de êxitos chamado Top of the Pops, Volume 62 , que usou a canção sem atribuir os créditos devidos aos músicos originais. O último? Não. O último, para mim, é o refrão de "Um contra o outro", a canção dos Deolinda. Deixo ao vosso imperial polegar o julgamento da minha tese.

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Belles toujours

por Pedro Correia, em 30.04.10

 

Susana Félix

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Primeiro, o PS; depois, o país...

por José Gomes André, em 30.04.10

O Governo recusa-se a cancelar os projectos faraónicos do TGV e do novo aeroporto. No momento actual, esta atitude deve-se a pura teimosia: não só seria demasiado custoso ao PS dar a mão à palmatória, como quase humilhante explicar ao eleitorado o porquê de mais uma traição ao seu programa eleitoral. Nesta contabilidade, o Governo socialista volta a colocar as suas prioridades político-eleitorais à frente dos interesses do país. Que se registe, para memória futura.

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Um dia para lembrar

por Pedro Correia, em 30.04.10

Novo recorde de visitas num só dia ontem registado no DELITO: 12 676 leitores, com 16 551 páginas visitadas. Isto no dia em que ultrapassámos a marca dos 600 mil visitantes.

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As canções do século (120)

por Pedro Correia, em 30.04.10

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A aliança mais rápida de sempre

por Ana Margarida Craveiro, em 29.04.10

Aquela espécie de Bloco Central informal desfez-se umas 24 horas depois. As notícias sobre o entendimento das gravatas lisas foram manifestamente exageradas.

Agora fora de brincadeiras: acho muito bem que Passos Coelho mande José Sócrates dar uma volta ao bilhar grande. O entendimento do PSD, enquanto partido de centro-direita, não pode passar por mais socialismo. Foi isso, em parte, que nos meteu nesta embrulhada, e o PSD não pode, nem deve, pactuar com uma solução que, afinal, é parte do problema. Quanto a mais negociações, é como o povo diz: à primeira todos caem, à segunda só quem quer. Qualquer futuro entendimento tem de ter um caderno de encargos e linhas vermelhas bem explícitas por parte do PSD.

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Quadratura do círculo

por Pedro Correia, em 29.04.10

 

Num interessantíssimo texto publicado n' O Cachimbo de Magritte, Pedro Picoito anuncia uma original condição de militante: desde a eleição de Pedro Passos Coelho, passou a uma espécie de exílio interior, remetendo-se à clandestinidade dentro do partido a que teima em pertencer. Continuará a pagar as quotas do PSD, ao que se presume, mas suspende o voto. Invocando, entre outros motivos relevantes, o facto de Passos Coelho usar gravatas muito parecidas com as do actual primeiro-ministro.

Ignorante que sou nestas andanças partidárias, presumia eu que o primeiro dever estatutário de um militante é votar no partido de que faz parte. Pedro Picoito esclarece-me que não: afinal é possível permanecer simultaneamente dentro, pagando quotas, e também fora, não votando no partido em que se milita. Atitude diferente, portanto, da que assumiu o Duarte Calvão, que devolveu à procedência o cartão laranja mal Passos foi eleito com uns expressivos 61% dos votos.

Entendo a decisão do Duarte. Mas, pela mesma lógica, tenho alguma dificuldade em entender a atitude de Pedro Picoito, que equivale à quadratura do círculo: como militar num partido cujo líder se detesta ao ponto de merecer o epíteto de relógio parado? Por mim, se fosse pessoa para aconselhar alguém, recomendar-lhe-ia uma solução marxista, tendência Groucho: nunca pertencer a um clube que o aceitasse como sócio. Como os proletários do século XIX, nada teria a perder senão as grilhetas.

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Bandeirada (inaugurando a praia)

por Bandeira, em 29.04.10


Cravo & Ferradura, DN, 12.7.2009

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Expressões que detesto (51)

por Pedro Correia, em 29.04.10

"GRANDE SUPERFÍCIE"

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Florença, o (e do) Duomo (II)

por Bandeira, em 29.04.10

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Florença, o (e do) Duomo (I)

por Bandeira, em 29.04.10

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...

por Luís M. Jorge, em 29.04.10

 

"Porreiro, pá."

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Parlamento sem tradutor

por João Carvalho, em 29.04.10

Um dos convocados para hoje pela comissão de inquérito parlamentar sobre o caso PT/TVI é Zeinal Bava, o homem que tanto dá cartas no mundo da portugalização linguística como no da gestoralização empresarial.

Parece que o Parlamento ia aproveitar para testar o novo sistema de tradução simultânea, mas está em apuros: até à hora de fecho deste post, ainda não tinha encontrado um tradutor de portuguesing para língua-de-genting.

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O futebol como metáfora da política

por Pedro Correia, em 29.04.10

 

O futebol pode ser uma metáfora da política. Pensei nisto esta noite, ao ver o jogo das meias finais entre o Barcelona e o Inter, com um Camp Nou cheio de adeptos a incentivar o clube catalão. Durante 90 minutos, o Barça jogou ao ataque, pressionando o último reduto italiano. E chegou a marcar um belíssimo golo, por Piqué. Insuficiente, no entanto, para anular o 3-1 da primeira mão, jogada em casa do Inter.

Sem uma jogada ofensiva, sem um remate à baliza, sem um único avançado, o clube treinado por José Mourinho ganhou o acesso à final com o Bayern de Munique. Só por ter sido eficaz a defender. O espectáculo que deu no estádio foi deprimente. A "justiça" - termo que os nossos comentadores desportivos adoram - do desfecho foi nula. Mas não estamos no reino da estética: como dizia o outro, quem quer espectáculo compra bilhete para a ópera. E também não estamos no domínio da justiça, como se um relvado fosse um tribunal: se estivéssemos, o Barça seria um vencedor obrigatório.

Estamos no domínio dos resultados. Só isso. Mourinho transformou a sua equipa num intransponível muro de betão. Dando mau espectáculo e condenando ao fracasso o futebol de ataque. Mas carimbou o passaporte para a final.

E é por isto que o futebol me parece uma metáfora da política. Não interessa se o espectáculo é feio ou se o desfecho é "injusto".

Só os resultados contam.

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Uma estreia que regressa?

por João Carvalho, em 29.04.10

«Queremos que o regresso destes autocarros às ruas do Porto seja uma festa, uma vez que se trata de uma estreia nacional.»

(Jorge Freire, administrador da STCP, sobre o regresso de autocarros de dois pisos ao Porto, no Público)

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Ler

por Pedro Correia, em 29.04.10

25 de Abril, sempre. Fiscal é que nunca mais... Do João Maria Condeixa, na República dos Cáusticos.

Caminhos tortuosos. Do Miguel Morgado, n' O Cachimbo de Magritte.

Uma barulheira por causa do silêncio. Do Francisco José Viegas, n' A Origem das Espécies.

Os políticos e os brincalhões. De Francisco Proença de Carvalho, no 31 da Armada.

Os limites constitucionais do disparate. Do Luís Naves, no Albergue Espanhol.

As crises que nos envolvem. De José Medeiros Ferreira, no Córtex Frontal.

Um caso de estudo. Do João Ricardo Vasconcelos, no Activismo de Sofá.

Pedidos de Portugal ao Google. Da Maria João Nogueira, no Jonasnuts.

Uma pessoa habitua-se. Da Sofia, no Dias Assim.

Technicolor. De Cristina Nobre Soares, no Deserto do Mundo.

Os nomes delas. De Rui Herbon, na Jugular.

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As canções do século (119)

por Pedro Correia, em 29.04.10

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Ligação directa

por Pedro Correia, em 29.04.10

À Ask.com.

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Uma moção de censura é que era...

por Paulo Gorjão, em 28.04.10

 

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Pela blogosfera.

por Luís M. Jorge, em 28.04.10

A culpa das nossas dificuldades é das agências de rating/do Guterres/dos especuladores internacionais. Agora, isto já só lá vai com mais investimento público/mais cortes na despesa.

 

Em qualquer caso, a Alemanha devia pagar-nos.

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E atão?

por João Carvalho, em 28.04.10

— Temos medidas focadas no corte da despesa e é nessas medidas que temos de concentrar a nossa atenção» – disse Teixeira dos Santos.

Lembram-se daquela piada sobre o casal alentejano cuja mulher começara a usar baton?

Atão porque é que nã ficas? – insistia o marido.

Atão porque é que nã concentram?

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A força da realidade

por Adolfo Mesquita Nunes, em 28.04.10

Tal como digo no post que hoje publiquei no Aparelho de Estado, antes mesmo de conhecer os resultados da reunião entre Passos Coelho e José Sócrates, a solução para a crise não está no entendimento entre Sócrates e Passos Coelho. Está na vontade política de cortar radicalmente nas despesas e de abandonar o socialismo que nos governa há decadas.

 

E tanto não está que, como se vê do encontro em questão, o consenso entre ambos quedou-se por uma meia dúzia de banalidades e lateralidades que só por brincadeira podem ser entendidas como medidas de combate à crise (se é evidente que o combate à fraude e a melhor fiscalização das prestações sociais merecem aplauso, já é de rir que as mesmas sejam encaradas como medidas de combate à crise, como se fosse necessário uma crise para nos lembrar que é preciso garantir que "ninguém tem vantagem em ficar no subsídio de desempre apenas por ser uma situação mais vantajosa do que estar a trabalhar").

 

Não é este consenso que salvará Portugal. Nem o acordo político de regime apregoado pelo Presidente da República. Nenhum deles resiste à força da realidade que vivemos.    

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Revisões do estatuto do aluno

por Ana Margarida Craveiro, em 28.04.10

Trinta e seis anos depois, temos um sistema nacional de educação que tem por objectivo a desigualdade de facto. Quem é rico, foge e compra um futuro com mensalidades de ouro; quem é pobre, sujeita-se à falta de respeito pelo trabalho, mérito e esforço. Pobres professores, pobres alunos, pobre país.

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Giros e talentosos (29)

por Leonor Barros, em 28.04.10

 

Javi Garcia

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Portugal dos pequeninos

por Pedro Correia, em 28.04.10

 

José Sócrates, que lidera um governo minoritário, tinha toda a conveniência em chamar a São Bento os líderes dos partidos da oposição, procurando sensibilizá-los para a necessidade de haver respostas conjuntas à grave crise económica e financeira em que o País mergulhou. Seria até uma excelente ocasião para o efeito, neste dia em que a Assembleia da República suspendeu a agenda de trabalhos devido a uma inédita greve dos funcionários parlamentares. No entanto, deixou o líder do principal partido da oposição tomar a iniciativa. O encontro de hoje na residência oficial do primeiro-ministro ocorreu na sequência de um telefonema de Pedro Passos Coelho a Sócrates. Como se Passos já fosse o primeiro-ministro e o líder socialista tivesse sido remetido a uma cura de oposição.

Enquanto o PSD de Passos Coelho trava um ameno diálogo com Sócrates, dispondo-se a encontrar soluções de convergência com o Governo para reduzir o gigantesco défice português, o PSD de Manuela Ferreira Leite continua a conduzir um inquérito parlamentar destinado a demonstrar que o chefe do Governo é um indivíduo que mente, não tem carácter nem merece confiança. Uma situação de pura esquizofrenia política, bem reveladora das duas faces que os sociais-democratas persistem em exibir aos portugueses.

Mas a esquizofrenia não se reduz ao PSD. O PCP, partido leninista, deixou José Pedro Aguiar-Branco roubar-lhe a bandeira do leninismo na sessão solene comemorativa do 25 de Abril. Os comunistas já não são o que eram: há quanto tempo não ouvimos Jerónimo de Sousa citar Lenine?

Na mesma sessão, o Presidente da República optou por tecer longas considerações sobre o mar, apontando-o como "novo desígnio", como se o País não estivesse em risco de naufragar e vivêssemos todos bem aconchegados num doce Portugal dos pequeninos. Crise? Qual crise? Porreiro, pá.

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Honra - um conceito ultrapassado

por Ana Vidal, em 28.04.10

Recebi ontem, por mail, o texto que aqui partilho. É escrito na primeira pessoa e a história é comprovadamente verdadeira. Antes que me caia o mundo em cima, aqui fica também uma declaração de princípios: não, não sou saudosista, não suspiro por um novo Salazar nem a figura do próprio me foi alguma vez particularmente simpática. A conquista da democracia é para mim um valor inestimável e, espero, sem retorno. O que me parece importante destacar neste texto é a atitude de um país perante os seus compromissos, que mudou radicalmente em tão pouco tempo. Bem sei que as alterações de fundo na posição de Portugal perante o exterior são enormes desde então, que o facto de pertencermos a uma comunidade económica mudou definitivamente as regras do jogo e que deixámos de ter capacidade para tomar posições isoladas. Apesar dessa inevitável perda de autonomia, não hesito em afirmar: ainda bem que já não estamos "orgulhosamente sós". Mas a verdade é que, pelo caminho, entre as muitas vantagens que ganhámos, alguns princípios fundamentais se perderam. Um deles, para mim o mais importante, é a "velha" noção de Honra. Como se constata pelas escandaleiras nacionais que nos invadem diariamente, em que até as instituições mais sagradas são postas em causa e perderam todo o prestígio, a Honra - tanto a nível particular como colectivo - transformou-se num conceito ultrapassado. Por isso deixo aqui este testemunho, que transcrevo na íntegra, memória de algum conforto nos dias lamacentos e ameaçadores que atravessamos.

 

«Corria o ano da graça de 1962. A Embaixada de Portugal em Washington recebe pela mala diplomática um cheque de 3 milhões de dólares (em termos actuais algo parecido com € 50 milhões) com instruções para o encaminhar ao State Department para pagamento da primeira tranche do empréstimo feito pelos EUA a Portugal, ao abrigo do Plano Marshall.

 

O embaixador incumbiu-me – ao tempo era eu primeiro secretário da Embaixada – dessa missão.

 

Aberto o expediente, estabeleci contacto telefónico com a desk portuguesa, pedi para ser recebido e, solicitado, disse ao que ia. O colega americano ficou algo perturbado e, contra o costume, pediu tempo para responder. Recebeu-me nessa tarde, no final do expediente. Disse-me que certamente havia um mal entendido da parte do governo português. Nada havia ficado estabelecido quanto ao pagamento do empréstimo e não seria aquele o momento adequado para criar precedentes ou estabelecer doutrina na matéria. Aconselhou a devolver o cheque a Lisboa, sugerindo que o mesmo fosse depositado numa conta a abrir para o efeito num Banco português, até que algo fosse decidido sobre o destino a dar a tal dinheiro. De qualquer maneira, o dinheiro ficaria em Portugal. Não estava previsto o seu regresso aos EUA.

 

Transmiti imediatamente esta posição a Lisboa, pensando que a notícia seria bem recebida, sobretudo num altura em que o Tesouro Português estava a braços com os custos da guerra em África. Pensei mal. A resposta veio imediata e chispava lume. Não posso garantir a esta distância a exactidão dos termos mas era algo do tipo: "Pague já e exija recibo". Voltei à desk e comuniquei a posição de Lisboa.

 

Lançada estava a confusão no Foggy Bottom: - não havia precedentes, nunca ninguém tinha pago empréstimos do Plano Marshall; muitos consideravam que empréstimo, no caso, era mera descrição; nem o State Department, nem qualquer outro órgão federal, estava autorizado a receber verbas provenientes de amortizações deste tipo. O colega americano ainda balbuciou uma sugestão de alteração da posição de Lisboa mas fiz-lhe ver que não era alternativa a considerar. A decisão do governo português era irrevogável.

 

Reuniram-se então os cérebros da task force que estabelecia as práticas a seguir em casos sem precedentes e concluíram que o Secretário de Estado - ao tempo Dean Rusk - teria que pedir autorização ao Congresso para receber o pagamento português. E assim foi feito. Quando o pedido chegou ao Congresso atingiu implicitamente as mesas dos correspondentes dos meios de comunicação e fez manchete nos principais jornais. "Portugal, o país mais pequeno da Europa, faz questão de pagar o empréstimo do Plano Marshall"; "Salazar não quer ficar a dever ao tio Sam" e outros títulos do mesmo teor anunciavam aos leitores americanos que na Europa havia um país – Portugal – que respeitava os seus compromissos.

 

Anos mais tarde conheci o Dr. Aureliano Felismino, Director-Geral perpétuo da Contabilidade Pública durante o salazarismo (e autor de umas famosas circulares conhecidas ao tempo por "Ordenações Felismínicas" as quais produziam mais efeito do que os decretos do governo). Aproveitei para lhe perguntar por que razão fizemos tanta questão de pagar o empréstimo que mais ninguém pagou. Respondeu-me empertigado: - "Um país pequeno só tem uma maneira de se fazer respeitar – é nada dever a quem quer que seja".

 

Lembrei-me desta gente e destas máximas quando há dias vi na televisão o nosso Presidente da República a ser enxovalhado pública e grosseiramente pelo seu congénere checo a propósito de dívidas acumuladas.

 

Eu ainda me lembro de tais coisas, mas a grande maioria dos Portugueses de hoje nem esse consolo tem.

 

Estoril, 18 de Abril de 2010


Luís Soares de Oliveira»

 

(Nota: Descobri entretanto que este texto foi publicado em primeira mão neste blogue.)

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Cem palavras que odeio (39)

por Pedro Correia, em 28.04.10

"INTERVENCIONAR"

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Mantenham a calma...

por João Carvalho, em 28.04.10

O rating de Portugal no exterior desce de A+ para A-. Como tantos avisam há muito, a situação económico-financeira continua a deteriorar-se e o país vai perdendo crédito sucessivamente.

Tomo conhecimento da reacção de Teixeira dos Santos. O ministro das Finanças responde aos factos com frases feitas, lugares-comuns e ideias redondas, do tipo «há que executar as medidas necessárias», «o dia de amanhã vai ser a continuação do dia de hoje», «agora há que agir, há que actuar, há que tomar medidas». Ainda por cima, a resposta é em forma de comunicado escrito e, no entanto, parece-me coisa atabalhoada feita em cima do joelho. Por exemplo: «Os mercados têm revelado uma turbulência muito significativa no que se refere à dívida portuguesa e, pelo contrário, acho que uma notícia destas não vai serenar os mercados, que vão continuar a manifestar essa turbulência e esse nervosismo».

 

Não preciso de ser especialista para parar, reflectir e tentar ordenar alguns dados. Só corro o risco de pecar por omissão. Vejamos.

 Pior do que não haver contenção na despesa pública e começar a cortar nela, é saber que, enquanto a inflacção se tem mantido praticamente inalterável, a despesa pública até aumentou quatro por cento.

 Estamos a entrar no quinto mês do ano e o Orçamento do Estado (OE), apresentado e aprovado tarde e a más horas, ainda não está a ser executado.

 O Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC), segundo os mais variados entendidos que ouço, é tímido e insuficiente na estabilidade e é nada de nada no crescimento. Além disso, o PEC também não está a ser executado.

 É hoje um dado adquirido que a Saúde pública, um monstro que suga o OE até ao tutano, tem 25 a 30 por cento de desperdício nos seus gastos monumentais. Só que ninguém impede que as horas extraordinárias no sector subam todos os meses, nem põe cobro à gestão desastrosa que as contas comprovam.

 Do trabalho do actual Executivo, que herdou do anterior uma espécie de legado atribuído a si próprio, tenho dificuldade em lembrar-me de muito mais do que da urgentíssima promoção legislativa de casamentos gay e da reabertura de um diálogo com os professores que já está inquinado. Seis meses depois de tomar posse, deve ter feito mais do que isto e estou seguramente a ser injusto, mas tenho a certeza de que nada fez do que todos queríamos: ninguém está melhor, a pobreza não está a diminuir, o país não recupera uma migalha do que anda a perder há anos.

Apesar de considerar este ponto da situação muito incompleto e imperfeito, creio que é possível tirar algumas conclusões sérias e concretas, nenhuma delas relaxante — excepto para o governo, pelos vistos.

 

A situação é favorável? Não é. É razoável e está controlada? Também não. É má? É. Estamos perigosamente parecidos com a Grécia? Não sei. Acho que estamos parecidos com o barco que se afunda e em que o comandante tranquiliza os passageiros:

— Atenção! A situação não é grave, mas é dramática. Atenção! Mantenham a calma e salve-se quem puder.

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Trinta e um

por Pedro Correia, em 28.04.10

O DELITO DE OPINIÃO é o 31º blogue mais popular da língua portuguesa. São contas do Twingly.

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As canções do século (118)

por Pedro Correia, em 28.04.10

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Ligação directa

por Pedro Correia, em 28.04.10

Ao Entre Douro e Minho.

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Frases do ano (Extra! Extra!)

por João Carvalho, em 27.04.10

"Há que executar as medidas necessárias (...) O dia de amanhã vai ser a continuação do dia de hoje (...) Os mercados têm revelado uma turbulência muito significativa no que se refere à dívida portuguesa e, pelo contrário, acho que uma notícia destas não vai serenar os mercados, que vão continuar a manifestar essa turbulência e esse nervosismo (...) Agora há que agir, há que actuar, há que tomar medidas (...) Temos medidas focadas no corte da despesa e é nessas medidas que temos de concentrar a nossa atenção: reduzir o peso do Estado, reduzir a despesa e corrigir o défice excessivo (...)"

Teixeira dos Santos, ministro das Finanças, sobre o corte em dois níveis do rating de Portugal pela Standard & Poor’s

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Continuando em modo de serviço público

por Ana Margarida Craveiro, em 27.04.10

No site da DECO encontramos o serviço SOS Poupar. Tem bastantes ideias sobre como gastar menos, em coisas simples que estão à nossa mão (desligar os modos stand-by, por exemplo), e um simulador de sobreendividamento. Permite calcular a nossa taxa de esforço, e assim ver se estamos em perigo face à subida das taxas.

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Pai incógnito

por Paulo Gorjão, em 27.04.10

 

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Evite ser mais uma vítima

por João Carvalho, em 27.04.10

Inspirado pelo post da Ana Margarida aqui por baixo, deixo-vos um guia de segurança para operações bancárias que alguns já devem conhecer, mas que poderá tornar-se útil para muitos.

Assim, quando for fazer uso de serviços bancários pela Internet, siga as três dicas abaixo para verificar a autenticidade do site em que está a entrar.

 

1. Minimize a página. Se o teclado virtual for minimizado também, está correcto. Se ele permanecer no ecrã sem ser minimizado, é pirata. Não tecle mais nada.

2. Sempre que entrar no site do banco e ao digitar a sua senha, digite-a com erro ao fazê-lo pela primeira vez. Se aparecer uma mensagem de erro, significa que o site é realmente do banco, porque o sistema tem como verificar a senha digitada. Porém, se digitar a senha errada e não acusar erro, é mau sinal: os sites piratas não têm forma de conferir a informação, porque o objectivo é apenas capturar a senha.

3. Sempre que entrar no site do banco, verifique se aparece no rodapé da página o ícone de um cadeado, como deve aparecer. Além disso, clique duas vezes sobre esse ícone e confirme que surge uma pequena janela com informações sobre a autenticidade do site. Em alguns sites piratas o cadeado pode até aparecer, mas será apenas uma imagem e, ao clicar duas vezes sobre ele, nada acontecerá.

 

Aqui fica este guia preventivo. Os três pequenos procedimentos acima são simples, mas poderão garantir que V. não venha a ser mais uma vítima de fraude virtual (vulgo 'pirataria na Internet'). Como se sabe, todo o cuidado é pouco.

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Um dia de notícias graves

por Ana Margarida Craveiro, em 27.04.10

 

Para quem ainda não o fez, se calhar já era tempo de cortar aos pedacinhos aqueles cartões que tanto jeito dão a evitar pensar no presente. É que o futuro está negro, e, se o Estado passa relativamente bem sem comida nem tecto, nós os privados ainda temos necessidades básicas. Tão importante quanto um PEC e OE rectificativo é a nossa atitude, nas nossas economias privadas: cortar e poupar.

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Do fim do Parlamento ou do meu fim?

por João Carvalho, em 27.04.10

«Concurso de professores sobressalta Parlamento a poucos dias do seu fim»

(Título do Público 'Última Hora')

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Resumo.

por Luís M. Jorge, em 27.04.10

Aqui no salão estamos tod@s contentes.
O Névoa safou-se, o Rui Pedro calou-se
e já há sapatinhos Bottega Lasanha.

 

@s noss@s amig@s estão em liberdade,
Foi-se o Cravinho e a bruxa da verdade.
Quer preservativos, sua santidade?

 

O Névoa safou-se, o Rui Pedro calou-se,
e há sapatinhos Bottega Lasanha.

 

As greves passam-nos ao lado,
O Pacheco ainda ladra, coitado.
O chefe anda um pouco agastado.

 

Mas o Névoa safou-se, o Rui Pedro calou-se,
e já há sapatinhos Bottega Lasanha.

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Só com seis meses e já cansado

por Pedro Correia, em 27.04.10

 

Seis meses depois de ter tomado posse à frente do seu segundo governo, José Sócrates sabe melhor que ninguém que não chegará ao fim da legislatura. A culpa não é dos outros: é dele mesmo. Depois de ter governado quatro anos e meio com maioria absoluta, o primeiro-ministro foi incapaz de perceber que a política é a arte do possível. Ora é impossível governar durante outros quatro anos com a oposição simultânea da esquerda e da direita. E a benevolência do Presidente da República, seja quem for a partir do próximo ano, tem os dias contados.

Faz falta a esta frágil maioria socialista uma cultura de negociação. Uma das originalidades portuguesas é a ausência de uma política clara de alianças no Parlamento. Ter maioria absoluta, no quadro político europeu, não é uma regra - é a excepção. Quase todos os Estados membros da União Europeia são governados por coligações governamentais. Só a intransigência de Sócrates, surdo aos argumentos da esquerda e da direita, possibilitou esta aventura irresponsável: governar num grave cenário de crise sem acautelar apoios prévios no Parlamento.

Poderia e deveria tê-lo feito: a actual aritmética parlamentar permite-lhe isso. Mas o instinto de "animal feroz", que o incentiva a contínuas fugas em frente, impediu-o de agir como Mário Soares, que noutros momentos de crise não hesitou em aliar-se ao PSD ou ao CDS (então não havia Bloco e o PCP prometeu a São Lenine permanecer até à eternidade na oposição). Todos os grandes políticos europeus fizeram isso - até Winston Churchill, herói dos conservadores, esteve cinco anos coligado com os trabalhistas.

 

Seis meses depois, estamos mais pobres e endividados. Temos menos energia anímica e menos esperança no futuro. O ministro que parecia mais competente, Teixeira dos Santos, está hoje desacreditado depois de ter visto todas as suas previsões desmentidas pelos factos. Vieira da Silva, que foi um bom titular do Trabalho e da Segurança Social, cometeu o erro de ter aceite a transferência para a pasta da Economia. Os truques de retórica de Augusto Santos Silva, que faziam dele um eficaz ministro dos Assuntos Parlamentares, retiram-lhe autoridade de Estado para estar à frente do Ministério da Defesa. E até a antiga ministra-estrela Ana Jorge tem vindo a somar desaires em questões como o fecho das urgências de Valença e o medicamento unidose.

Este Governo chega ao fim do primeiro semestre já cansado - evidência que os dotes mediáticos do primeiro-ministro não consegue ocultar. É demasiado fácil augurar-lhe vida curta. E quanto mais tarde este PS que Sócrates transformou numa massa amorfa perceber isto mais longa será a sua futura travessia na oposição.

 

Ler, a propósito:

- Bolsa de Lisboa fecha com maior queda do ano.

- Portugal com a segunda pior classificação de risco da zona euro.

- Previsâo: economia portuguesa estagna em 2010.

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Pensamentos rápidos

por Ana Margarida Craveiro, em 27.04.10

Não sou jurista, nem li o acórdão. Ouvi, como todos, a versão jornalística sobre a absolvição de Domingos Névoa. E, naturalmente, fiquei chocada. A ser exactamente verdade aquilo que foi dito, confirma-se que em Portugal a corrupção não é crime. Ou antes, é um crime impossível de condenar, porque por mais boa vontade que a classe política até possa ter na sua função legislativa, esbarra contra juízes pouco interessados na verdade dos factos. O que mais me choca é a incapacidade deste juiz de perceber o alcance desta decisão: a partir daquela absolvição, qualquer eventual corruptor ganhou um jail-free card. E qualquer comissão anti-corrupção viu os seus esforços cair por terra.

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Expressões que detesto (50)

por Pedro Correia, em 27.04.10

"CORPO DOCENTE"

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