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Confusão de uma 'pessoa humana'

por João Carvalho, em 31.03.10

Chama-se Isabel Moreira e escreve aqui. Escreve, por exemplo, sobre a «dignidade da pessoa humana» (o itálico é meu). Ou seja: escreve sobre a dignidade daquele grupo especial de gente que consegue essa coisa extraordinária de juntar a qualidade de pessoa à qualidade de ser humano. Sim, sim, essa gente especial que não devemos confundir com pessoas que são simples mortais e não seres humanos e menos ainda confundir com seres humanos confrangedoramente vulgares e que nada têm de pessoas.

Chama-se Isabel Moreira e escreve: «Eu insisto e insisto e insisto. Quando escrevo sobre estes temas não estou a pensar em Sócrates, mas no Estado de direito. Todos têm direito ao bom nome e à privacidade. E a imprensa tem de respeitar as decisões judiciais.» Claro que não é por insistir e insistir e insistir e por não pensar em Sócrates que tem razão. É evidente que todos têm direitos e todos têm deveres, mas o que caracteriza um Estado de Direito democrático é precisamente o direito de não cumprir os deveres, sejam leis ou sejam decisões judiciais. Contrapõe-se a esse direito o risco de assumir o incumprimento, como é óbvio. E contrapõe-se ao invocado respeito pelas decisões judiciais o direito ao recurso a instâncias judiciais superiores, bem como a possibilidade de alcançar revogação de decisões judiciais anteriores.

Por outras palavras: ao direito de um não corresponde necessariamente um dever de outro; ao direito de um pode opor-se um direito de outro. Com uma excepção corriqueira, talvez: o direito de escrever sobre certos temas é capaz de implicar o dever de conhecer um pouco mais.

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CPLP e Guiné Equatorial

por Paulo Gorjão, em 31.03.10

Quase tudo me separa de José Ribeiro e Castro. Não sou do CDS, não sou conservador, não sou da sua geração, enfim, podia continuar. Há, no entanto, alguns pontos de contacto. Um deles é que no panorama nacional, talvez em resultado da sua passagem pelo Parlamento Europeu, Ribeiro e Castro é um dos poucos deputados que toma posição sobre temas que envolvem a política externa portuguesa em particular, e a política internacional em geral. Aprecio esta sua faceta. Hoje, por exemplo, Ribeiro e Castro expressou a sua opinião pessoal -- concorde-se ou não -- sobre a eventual adesão da Guiné Equatorial à CPLP. É que, como diria Jorge Sampaio, há mais vida para além do PEC...

P.S. -- Sobre a eventual adesão da Guiné Equatorial à CPLP, ler Gerhard Seibert (página 7).

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Calma, Cravinho.

por Luís M. Jorge, em 31.03.10
Para o ex-ministro socialista João Cravinho, "a corrupção política é o principal problema do país" e "está à solta". "O governo tem uma estratégia explícita, apresentada publicamente, aprovada na Assembleia da República? Não tem. Não bate a bota com a perdigota. Isto é tentar vazar o oceano da corrupção para uma selha rota. Aqui radica o problema fundamental de vontade política e de coerência na luta contra a corrupção".

Se anda à solta é para benefício do povo. Volta ao banco, e está caladinho.

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Pagamos todos

por Sérgio de Almeida Correia, em 31.03.10

 

 

Inunda-nos de campanhas de marketing e publicidade. São anúncios fedorentos, logos nas camisolas dos jogadores, jovens a baterem-nos à porta quase diariamente, chamadas telefónicas a oferecerem-nos serviços excepcionais, uma velocidade supersónica na Internet, pacotes e mais pacotes e depois um tipo vai a uma loja da PT, tira uma senha, vê que tem 20 pessoas à frente e ao fim de 10m apercebe-se que durante esse período só terminou o atendimento de uma das pessoas que já estava a ser atendida. Quando se trata de prestar os serviços de que efectivamente necessitamos a PT ou a ZON são iguais. Isto é, são ambas más. Dá-me vontade de mandar um email ao Sr. Zeinal Bava ou ao seu colaborador Rui Pedro Soares para ver se um deles, que recebe ao mês e não à hora, tem tempo de me pedir a suspensão de uma linha telefónica. Quando se trata de impingir-nos o serviço vêm-nos bater à porta e falar na excelência da empresa e nas suas facilidades; quando se trata de acabar com o serviço e pô-los a andar é uma carga de trabalhos, um ror de tempo perdido. Pagamos Todos.       

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Não há milagres

por Sérgio de Almeida Correia, em 31.03.10

Vender património para pagar dívidas, sanear pessoal e meter os amigos na autarquia, não são receitas novas, mesmo que o discurso dissesse o contrário. A situação era má, todos o sabiam, mas não valia a pena andar a contar histórias. Não há milagres, mas o mal, também aqui, já vem de trás. É triste e é verdade.  

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A Jota nunca há-de sair dele

por Pedro Correia, em 31.03.10

Defesa do investimento público para afinal se assumir como defensor da privatização dos CTT e da área seguradora da Caixa Geral de Depósitos? Autor de uma série de frases soltas que têm o condão de ser contrariadas pelos factos? Necessidade de uma agenda que o obriga a dizer o mesmo e o seu contrário? "Artificialidade da pose"? "Culto da imagem"? "Ligação ao aparelho"? "Saiu da Jota [JSD] mas a Jota nunca conseguiu sair dele"?

Este artigo de Constança Cunha e Sá no Correio da Manhã pretendia visar Pedro Passos Coelho. Mas eu, confesso, li-o como se fosse uma descrição perfeita de José Sócrates.

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Eu já tinha má impressão

por Sérgio de Almeida Correia, em 31.03.10

É verdade. Eu já tinha má impressão do presidente demissionário da Liga de Clubes. Fosse pelo seu percurso académico, profissional, político e/ou desportivo, fosse por qualquer outra razão, sempre o achei demasiado parecido com outras pessoas por quem não tenho particular admiração.

Não tenho nada contra ele, mas também nunca vi nada, com excepção do seu estoicismo, que abonasse a seu favor. Nem mesmo o facto do Benfica o apoiar fez nascer qualquer simpatia pela personagem. Não sei se por causa do major Loureiro, se por causa de Gilberto Madaíl, a mistura entre bola, parlamento e negócios autárquicos foi coisa que sempre me complicou com o sistema, que me faz desconfiar da transparência, da lisura de processos, da forma como entendo que as coisas devem ser. 

Agora, depois desta coboiada dos castigos aos "pugilistas" do FC Porto, de tudo aquilo que se passou, da forma como ele se demitiu e dos silêncios dele e do Conselho de Justiça da FPF, e, em especial, depois desta entrevista e da forma desassombrada como tudo foi dito por Ricardo Costa, ainda fiquei com pior impressão de Hermínio Loureiro e de toda aquela gente.

O Dr. Laurentino Dias vai ter de pôr esta gente toda na ordem se não quiser um dia ter um dissabor. E ele que não se iluda, não é por haver muitos conselheiros metidos nestas guerras que o caso muda de figura. Os homens são todos iguais.

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Cem palavras que odeio (15)

por Pedro Correia, em 31.03.10

"OUTROSSIM"

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Novela sem fim à vista?

por Sérgio de Almeida Correia, em 31.03.10

O caso, se é que caso existe, da deputada Inês de Medeiros continua a arrastar-se indecorosamente pelos corredores da Assembleia da República e as páginas dos jornais.

Farta de ser enxovalhada, a deputada resolveu agora escrever uma carta a Jaime Gama no sentido de ser posto um ponto final na indecisão relativamente ao pagamento das suas viagens entre Paris e  Lisboa. Acho muito bem que o tivesse feito.

Se há coisa que eu não suporte é a indecisão, a falta de coragem para decidir, o empurrar com a barriga, o fazer saltar o processo de secretária em secretária com despachos de "visto" e coisas do mesmo género. É muito nosso, é muito típico e é também muito mau, pois que em mais de três décadas de democracia ainda não foi possível corrigir mais esse mau hábito que herdámos do salazarismo.

Eu gostava que esta questão não tivesse chegado tão longe. Também gostava que a questão não tivesse sido sequer colocada depois da eleição, posto que a meu ver era assunto para ter sido resolvido antes com quem convidou a deputada para integrar as listas.

Havendo boa fé e seriedade por parte de Inês de Medeiros, como me parece ser o caso, é evidente que se há alguém a quem não possam ser assacadas responsabilidades é à própria. Espero, pois, que o assunto se resolva de uma vez por todas.

Outra coisa é perguntarem-me o que eu penso de se escolher para deputado alguém que vive fora do país. A única coisa que eu posso dizer é que entendo que o escolhido, sendo eleito, deveria passar a residir no território nacional.

Percebo que houvesse interesse em juntar o útil ao agradável, mas se a deputada residisse em Helsínquia ou no Rio de Janeiro, para já não falar em Anchorage, será que faria algum sentido a sua inclusão nas listas mantendo ela a residência numa dessas cidades?

A desconformidade entre o local de residência e o local onde vota é apenas mais um sinal da falta de exigência e de rigor que existe neste país. Não é por haver muitas situações dessas que devemos fechar os olhos e assobiar (os que assobiam) para o lado.

Aqui há uns anos, uma familiar chegada, por sinal doente e reformada, foi multada e obrigada a actualizar o seu recenseamento, porque tendo pedido um atestado na Junta de Freguesia do Estoril, onde tinha passado a residir pouco tempo antes, se verificou que estava inscrita em Cascais. O zeloso funcionário da autarquia remeteu logo o processo para o Tribunal de Cascais onde na altura uma ainda mais diligente senhora procuradora se encarregou do resto.  

Para todos os efeitos, Inês de Medeiros foi eleita deputada e residia, como continua a residir, em Paris. Independentemente da sua vontade de aí continuar a morar, direito que naturalmente lhe assiste e que certamente terá frisado a quem a convidou, não me parece que faça algum sentido nesta altura estar a discutir quem paga ou deixa de pagar as passagens aéreas.

Se asneira houve ela está feita e de nada serve agora atirar as culpas para quem as não tem. Mas que deve haver alguém que devia ser chamado à pedra, isso para mim é limpinho. E para o caso é indiferente o nome do convidante, tanto mais que no fim seremos todos a pagar pela forma como o assunto foi (mal) conduzido. 

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Pedoperigo

por João Carvalho, em 31.03.10

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Um divórcio anunciado

por Sérgio de Almeida Correia, em 31.03.10

 

Não era nada que não se imaginasse já, tantas foram as tricas, os amuos, as declarações inflamadas e os silêncios. Ao dizer que a Itália não gosta dele, o que já todos sabiam, e que ele não gosta de Itália, despede-se do circo onde nunca foi nem quis fazer figura de palhaço. Haja alguém que não tenha medo das palavras.

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Tanto barulho para nada

por Pedro Correia, em 31.03.10

 

Os apelos à desistência do candidato Aguiar-Branco na corrida à presidência do PSD, com destaque para uma abrupta intervenção de Pacheco Pereira num dos seus múltiplos palcos mediáticos, além de revelarem muito da concepção que certa "elite" laranja tem da democracia, não produziriam qualquer efeito, mesmo se tivessem sido escutados. Como os resultados demonstraram, os votos em Passos Coelho ultrapassaram largamente a soma dos obtidos por Aguiar-Branco e Paulo Rangel. Bem fez o líder parlamentar social-democrata em ignorá-los. Às vezes há que deixar o ruído fluir, como se estivéssemos a contemplar a passagem do tempo num banco do jardim de Santo Amaro.

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Este vai sem título

por João Campos, em 31.03.10

... porque não me ocorre nenhum título que seja adequado a esta notícia. Não tanto por causa das miúdas e da respectiva maluqueira, mas sim por causa dos pais das miúdas. Alguém quer explicar como é que se deixa adolescentes acamparem na rua em plena cidade de Lisboa durante dez dias por causa de um concerto, ou isto afinal é a coisa mais normal do mundo e eu (que não tenho filhos, nem me prestaria a tanto para ver uma banda) é que sou antiquado?

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As canções do século (90)

por Pedro Correia, em 31.03.10

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Ligação directa

por Pedro Correia, em 31.03.10

Ao Um Rapaz Mal Desenhado.

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De blogue em blogue

por Pedro Correia, em 30.03.10

1. Um abraço de parabéns aos nossos amigos do Aventar, agora a festejarem o primeiro aniversário.

2. O Amor nos Tempos da Blogosfera com bons reforços. Motivo redobrado para merecer leitura.

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Protagonismo e abstenção

por Sérgio de Almeida Correia, em 30.03.10
 
Ma Mourinho cos'è, un grillino? - Pierluigi Bersani
 
Para o comediante Berlusconi, "o 8º rei de Roma", foi o amor que venceu, o que, aliás, não será fácil de imaginar com a sua guarda de veline promovidas a candidatas para renovarem o establishment político. Mas para a Itália política foi a esquerda que perdeu e a abstenção que cresceu. À medida que aumenta o protagonismo do capo, diminui a participação. O Corriere della Sera, à semelhança do que faz o La Repubblica, publica um interessante dossier sobre as eleições italianas (regionali, provinciali e comunali), incluindo as mais insólitas frases de uma campanha onde até José Mourinho foi assunto.

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NotaPost com a colaboração da nossa comentadora MACarvalho.

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Agostinho Branquinho...

por Paulo Gorjão, em 30.03.10

... seria a minha escolha.

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De obstipação não sofrem eles

por Sérgio de Almeida Correia, em 30.03.10

Saiu hoje a 10ª alteração ao Decreto-Lei n.º 555/99. Dá uma média de uma alteração por ano num regime tão sensível como é o da urbanização e da edificação. Só em papel e tinta é um desperdício.

Não há maneira de se estabilizar a produção legislativa neste país. O próximo programa de Governo devia incluir um capítulo sobre isto, devia mesmo ser um ponto de honra do titular da pasta da Justiça. 

Bem sei que as leis não são imutáveis, mas assim os únicos que ganham com esta situação são os editores de livros jurídicos.  

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Será na Margem Sul?

por João Carvalho, em 30.03.10

AERÓDROMO

PARE, ESCUTE E OLHE

ATENÇÃO AOS AVIÕES

CUIDADO!

ATRAVESSE RAPIDAMENTE

PROIBIDO CIRCULAR NA PISTA

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Um péssimo apoio

por João Campos, em 30.03.10

A verdade é que há muito tempo que o meu apoio político (se é que a minha preferência se pode designar por "apoio", mas vamos partir do princípio de que pode, ou este post não resulta) não conhece resultados muito positivos. Em 2005, nas legislativas antecipadas, votei em Santana Lopes - ganhou José Sócrates. Em 2009, queria que Santana Lopes (uma vez mais) vencesse a corrida à câmara de Lisboa - ganhou António Costa. Preferia que Paulo Rangel tivesse ganho as directas do PSD - venceu Pedro Passos Coelho. À câmara de Odemira, a santa terrinha, votei PSD - venceu PS; na aldeia, votei CDU - venceu o PS. Nas eleições americanas, queria que tivesse ganho McCain - venceu Obama. Se isto se aplica ao futebol, então o Benfica ainda conhecerá uma hecatombe até ao final da temporada (lagarto, lagarto, lagarto); mas para já, recomendo ao PSD de Passos Coelho que faça tudo o que estiver ao seu alcance para não conquistar o meu apoio, se quer realmente chegar ao Governo. Ainda que o facto de eu não apoiar o PS também não augure nada de bom.

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O horror.

por Luís M. Jorge, em 30.03.10

Portugal descobriu a pedofilia a 23 de Setembro de 2002. Nesse ano a opinião pública concluiu subitamente que era um crime hediondo e repugnante aquilo que antigamente lhe parecia uma conquista singela da ascensão social.

 

Durante toda a minha adolescência, e uma boa parte da idade adulta, não desconhecia que no parque Eduardo VII alguns meninos pobres trocavam favores com senhores importantes. Lisboa inteira tratava pelo petit nom deputados e ministros que divagavam à noite entre as alamedas frondosas, aspirando o perfume vivificante das acácias.

 

Quem travou amizades na mailing list do circuito Lux-Frágil pôde discorrer entre vodkas-tónicos sobre as orgias homossexuais de um figurão das noites Lisboetas — eventos cuidadosamente encenados, dizia-se, em que os mais jovens não iam para a cama com o Vitinho.

 

Fora de Lisboa o fenómeno tinha outro bucolismo: o pai chegava bêbado a casa, dava um sopapo na mulher e uma pinocada na filha. Na manhã seguinte esta ia guardar cabras, como de costume, e aos treze anos dava o salto para França com o irmãozinho nos braços.

 

Agora, em 2010, a Igreja assume que encobriu a pedofilia.

 

Dizem que leva umas décadas de atraso. Pois leva. Mas não é a única, nem somos todos parvos.

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Cem palavras que odeio (14)

por Pedro Correia, em 30.03.10

"OBSTACULIZAR"

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Estaremos nós...

por João Carvalho, em 30.03.10

... estancionados em frente da garagem daquele deputado socialista que ainda há poucos dias se queixava dos que querem «fazer chincana política com um dos mais altos magistrados da nação»?

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As canções do século (89)

por Pedro Correia, em 30.03.10

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Ligação directa

por Pedro Correia, em 30.03.10

Ao ProfBlog.

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Relatório asnático

por Ana Vidal, em 29.03.10

"O INE apresentou os números do défice. (...) O reporte seguiu para Bruxelas."

 

(SIC Notícias, Jornal das 9)

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Mais rápido do que a própria sombra

por Paulo Gorjão, em 29.03.10

Um leitor coloca um comentário. Cinco minutos depois já está a enviar novo comentário acusando o blogue de censura, entre outras considerações. Como se alguém tivesse de aqui estar ao serviço da comunidade em registo 24/7 para libertar os comentários de imediato de sua excelência. Foram logo os dois comentários para o lixo que tenho mais que fazer do que aturar anónimos com falta de ar.

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Happy Easter

por João Carvalho, em 29.03.10

O nosso amigo e comentador regular Luís Reis Figueira fez-me portador deste cartão e dos seus votos de boa Páscoa a todos nós e aos nossos comentadores habituais.

O excesso de chocolate proposto é inaceitável e inevitável. (Onde é que eu já ouvi isto?)

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Sorte, sorte

por João Campos, em 29.03.10

Passei o fim-de-semana a hibernar, apesar do bom tempo. Nem aos blogues dediquei muita atenção. Já hoje não consigo não ler textos sobre a vitória de Passos Coelho nas directas do PSD. Sobre isso, portanto: se eu fosse militante, o meu voto não teria caído em Passos Coelho. A sua vitória parece-me porém inequívoca (sê-lo-ia mesmo que tivesse sido por uma margem menor), e há que dar os parabéns ao vencedor. Contudo, não creio que a vitória de Passos Coelho tenha inaugurado uma nova era na política portuguesa, como alguns comentadores parecem dizer. Resolveu, pelo menos por enquanto, o "problema" da liderança laranja. Mas só isso. Por isso, e para dar um exemplo, textos como este de Vasco Campilho parecem-me um tanto ou quanto prematuros. O entusiasmo eu percebo; mas, "élites" à parte, dizer "sobrepondo estes três estratos de significado, o que vemos? Um partido clarificado nas suas opções, desempoeirado nas suas ideias, modernizado nas suas estruturas, aberto à sociedade, e posicionado para a conquista de uma maioria. Fazia falta um PSD assim" logo após a vitória do novo líder é francamente exagerado. Não discuto que "faça falta" um PSD "assim". E até pode ser que Passos Coelho venha a significar tudo aquilo para o PSD (mantenho-me céptico). Mas por enquanto, não creio que todas as "opções" estejam já "clarificadas". Que o partido tenha as suas ideias "desempoeiradas" e as suas estruturas "modernizadas". Que se "abra" à "sociedade". Enfim, que conquiste uma maioria. Mas isso é o que aí vem, não o que já é dado assente; dito de outra forma, tudo isso será o trabalho de Passos Coelho daqui para a frente. Não estava a "torcer" por ele, mas desejo-lhe agora muita sorte. Vendo aquilo que o PSD tem sido nos últimos anos - uma autêntica máquina de triturar líderes -, diria que Passos Coelho vai precisar de toda a que conseguir.

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Chegou a oposição

por Sérgio de Almeida Correia, em 29.03.10

Cinco anos depois da primeira vitória eleitoral de José Sócrates, o PS volta a ter oposição.

O novo líder do PSD, saído das directas do passado dia 26, Pedro Passos Coelho, é o homem por quem muita gente aguardava. E não apenas dentro do seu próprio partido.

Agora, finalmente, o primeiro-ministro vai voltar a ter alguém com quem se confrontar, alguém que dispensa o histerismo fácil, o dichote fulminante, e que cultiva uma certa pose de estadista. Aquilo que servia para Menezes, Ferreira Leite ou Rangel não serve para Coelho. A receita vai ter de ser outra e o PS só tem a ganhar com a vitória de Passos Coelho já que isso o vai obrigar a reformular um discurso que começava a dar evidentes sinais de esclerosamento e pela necessidade de introduzir alguma inteligência e moderação na vida política. Impõe-se o regresso de alguma sensatez ao Parlamento. 

Da verdadeira consistência dos argumentos de Coelho e da sua gente - um melting pot onde se encontram os melhores e os medíocres, lugar de alegre convívio entre o centralismo mais arreigado e o pior do regionalismo -, começaremos a ter notícia dentro de alguns dias, quando aquele apresentar no próximo congresso do seu partido as linhas com que irá marcar o caminho que quer trilhar.

À sua esquerda, há também quem prossiga uma cruzada em defesa do regime e da qualidade da nossa democracia. Cada dia que passa mostra que ele é um seguro do PS e do país. Não é, pois, de admirar, que tenha ido ao Clube de Política de Quarteira, pela mão do Miguel Freitas e da Jamila Madeira, alertar para o perigo dos partidos continuarem a não privilegiar as ideias e as propostas, transformando-se em meros exércitos eleitorais. Nada de mais oportuno, certeiro e clarividente quando o PSD profundo se prepara de novo para se transformar num exército eleitoral, e uma boa parte do PS, irrealisticamente, se prepara para ir na onda. Como se fosse por via das eleições que se afastassem as más políticas e a má moeda. Exemplos recentes mostram bem que não é assim.

A má moeda está arreigada. Tende a fixar-se nos partidos e nas instituições. E quando corre o risco de descolar, porque sabe que não pode sobreviver longe da rocha, como um fóssil, fixa-se ainda com mais brutalidade, move influências, conspira e lança a confusão, o boato, o rumor.

Para já, Passos Coelho desfez o tabu das presidenciais. O tempo e a situação económica correm a seu favor. E enquanto ele põe ordem na capoeira e varre as penas que ficaram a esvoaçar desde a última contenda interna, seria bom que José Sócrates e o PS aproveitassem este início titubeante da Primavera para prepararem os dias mais solarengos que hão-de chegar. Com a água que tem caído, e passado por baixo e por cima das pontes, não há razão para termos um Verão seco e triste.

Fundamental é que haja alguém que comece já a limpar a lama e os detritos acumulados com as enxurradas dos últimos meses. Não há nada como um partido com ideias e gente nova, limpo e de cara lavada perante o país e os seus eleitores antes de umas eleições presidenciais.

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Cem palavras que odeio (13)

por Pedro Correia, em 29.03.10

"ADREDE"

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A cartilha das Antas

por Sérgio de Almeida Correia, em 29.03.10

Domingos Paciência, que foi um atacante mediano e é hoje um belíssimo treinador, quando questionado no final do passado sábado sobre o resultado do jogo Benfica - Braga, para além de não ter visto as oportunidades de golo desperdiçadas por Saviola e Cardozo, veio dizer que o golo de Luisão foi meramente fortuito. Como se houvesse golos fortuitos quando se está no meio da pequena área da equipa adversária, a cinco metros de uma baliza e se remata à procura de um golo. Pior do que isso foi que se tivesse vindo queixar de um golo marcado no final da 1ª parte, bem dentro do tempo de desconto, esquecendo-se que o jogo só termina quando o árbitro apita. Mas mais grave é que tenha considerado ser essa a razão da derrota quando depois o Braga teve mais 45 minutos para recuperar. E que não tenha falado no golo de Alan que deu a vitória ao Braga no jogo com o Olhanense, golo que foi marcado aos 94 minutos. Na altura ninguém ouviu o treinador do Braga queixar-se de que já passavam 4 minutos da hora. 

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Blogue da semana

por Sérgio de Almeida Correia, em 29.03.10

Já aqui confessei a minha admiração pelo cartoonismo e pela arte daqueles que o fazem. Com estilo e sentido de oportunidade. Admiro, por isso mesmo, aqueles que com dois traços e duas palavras são capazes de dizer quase tudo aquilo que interessa, fazendo-nos meditar e não quantas vezes voltar ao essencial com um sorriso nos lábios. O nome sugere algo de épico com um toque oriental. Talvez saído de alguns daqueles filmes em que eles corriam mais rápidos do que o vento para levarem a mensagem. Talvez que o facto de termos a mesma idade e sermos do mesmo mês tenha pesado na escolha. De qualquer modo, e sem prejuízo do blogue que escolhi para esta semana já estar na barra lateral do Delito, continuo a pensar que tal como em relação aos clássicos, sejam eles do cinema, da literatura ou da música, nunca é tarde para voltarmos aos melhores. O Bandeira ao Vento é dos bons. Por isso já se tornou, também ele, num clássico.    

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O comentário da semana

por João Carvalho, em 29.03.10

 

«Deixem ver se eu percebi.
Um gajo é apanhado numa tentativa de corrupção e paga cinco mil euros de multa.
Outro gajo chama corrupto ao gajo que foi condenado por tentativa de corrupção e é condenado a pagar dez mil euros de multa.
É mais ou menos isto, não é?

Bem, não sei de que filme é que tiraram isto, mas o guião parece-me fraquinho, pouco realista, quase estúpido demais para acreditar. E depois dizem que o cinema português é isto, que ninguém vê filmes portugueses.
Pois, com argumentos destes, que criam situações que nunca poderiam acontecer na realidade, no mundo real, no dia-a-dia de qualquer português...»

 

Do nosso leitor Dr. Mento. A propósito deste texto do Luís M. Jorge.

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O PSD a votos (33)

por Pedro Correia, em 29.03.10

Ler:

O António de Almeida.

O Daniel Oliveira.

O Fernando Moreira de Sá.

O Filipe Tourais.

O João Maria Condeixa.

O João Pereira Coutinho.

O Luís Naves.

O Miguel Marujo.

O Nuno Gouveia.

O Paulo Gorjão.

O Ricardo Cataluna.

A Sofia Loureiro dos Santos.

O Vítor Matos.

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As canções do século (88)

por Pedro Correia, em 29.03.10

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Ligação directa

por Pedro Correia, em 29.03.10

À Conversa Avinagrada.

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"Um homem sério"

por Ana Sofia Couto, em 28.03.10

 

Pois é. O problema do filme dos irmãos Coen é que não há filme. Mas há boas ideias. O prólogo (?) sobre mortos que regressam e a história do homem que queria manter a seriedade têm em comum o facto de nos deixarem numa posição em que não temos muitos instrumentos para interpretar aquilo que vemos, aquilo que (nos) acontece. Todo o filme é como a história contada pelo primeiro Rabino (o mais velho, que reduz a teologia a um exercício sem finalidade), porque estamos à espera daquilo que não podemos ter: uma explicação, um fim que explique a desgraça de um homem. Por mais desgraças que aconteçam a Larry Gopnik (ou a nós), só temos a história absurda do Rabino. Mesmo se soubéssemos que Deus estava a brincar connosco, isso não alterava grande coisa.

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Passado presente (CCXXXIV)

por Pedro Correia, em 28.03.10

 

Daniel Boone

série da NBC norte-americana (1964-70)

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Inquérito

por Paulo Gorjão, em 28.03.10

"Acha que Pedro Passos Coelho tem condições para substituir José Sócrates como primeiro-ministro?", pergunta o Diário de Notícias, no inquérito que está a promover na sua edição online, na barra lateral direita. No momento em que escrevo, 52% dos votantes responde que sim. Vamos reforçar a votação, se faz favor?

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Uma verdade intemporal

por Pedro Correia, em 28.03.10

“O rei nada mais é do que o vil escravo dos seus aduladores.”

Shakespeare, Ricardo II

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Realpolitik

por Teresa Ribeiro, em 28.03.10

Ontem, no Eixo do Mal, o Ricardo Costa deixou-me a meditar no que disse: "Para os candidatos Pedro Passos Coelho e Paulo Rangel foi fácil rejeitar o PEC. Mas se qualquer um deles já fosse líder do PSD acabaria por decidir como Manuela Ferreira Leite". 

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Cem palavras que odeio (12)

por Pedro Correia, em 28.03.10

"PERCEPCIONAR"

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Heróis da BD (48)

por Pedro Correia, em 28.03.10

 

 

 

 

 

Carequinha (Henry), de Carl Anderson

 

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Foi-se

por João Carvalho, em 28.03.10

 

 

 

Ao fim de dia e meio de tentativas frustradas, confirma-se o pior: o velho carregador do telemóvel de Manuela Ferreira Leite já deu o que tinha a dar. Calou-se e pronto.

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De blogue em blogue

por Pedro Correia, em 28.03.10

1. Chama-se Manual de Maus Costumes. É um novo blogue que merece atenção. Assinado por Jorge Lopes de Carvalho.

 

2. Outro, também recém-surgido: A Douta Ignorância. De Bruno Vieira Amaral, Rui Passos Rocha e Tiago Moreira Ramalho.

 

3. Para ler, à esquerda. A Fúria dos Dias.

 

4. Impressões, da Catarina Reis da Fonseca: vale a pena visitá-la.

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As canções do século (87)

por Pedro Correia, em 28.03.10

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Ligação directa

por Pedro Correia, em 28.03.10

Ao Tea and Politics.

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