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Uma frase

por António Manuel Venda, em 28.02.10

«Nós jugamos pelo Seguro!»

Frase da página de apoio (no Facebook) à candidatura de António José Seguro a presidente da República

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Não há pachorra!

por João Carvalho, em 28.02.10

Nestes últimos anos, sempre que há uma desgraça, passou-se a resgatar mortos e feridos. Embirro com o emprego da expressão.

Mais recentemente, quando o presidente do BPN foi detido, o tribunal emitiu um comunicado que dizia que Oliveira Costa ia ser ou tinha sido removido para a prisão. Achei horrível.

Há pouco, sobre as cheias dos rios, um responsável qualquer mostrou-se na RTP preocupado com a extracção da população. Fiquei sem palavras.

Em contraste absoluto, os que falam assim não se limitam a referir pessoas ou seres humanos. Não. Habitualmente, preferem dizer pessoas humanas. Bolas!

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A 't-shirt'

por João Carvalho, em 28.02.10

De onde me chegou esta fotografia? Já não faço a mais pequena ideia. Por qualquer razão, parece-me a Malásia. Não há palmeiras lá ao fundo, mas o Morris Minor semi-escondido ali atrás, a cor da terra e o bichinho sugerem-me a Malásia. Ou será a África do Sul? Quem é que se lembraria de erguer semelhante monumento à beira da estrada?

Pelo sorriso, o Lacoste foi às compras e deve ter arranjado uma t-shirt com um homenzinho ao peito...

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Feminino e plural

por Carlos Barbosa de Oliveira, em 28.02.10

A partir de amanhã iniciarei, no Delito de Opinião, a rubrica “Mulheres do Mundo”, que se prolongará até final do mês. É uma forma de me associar à comemoração do dia 8 de Março, Dia Internacional da Mulher.
“Portugal no Feminino” e “Blogs  no Feminino” são outras duas rubricas que ao longo do mês de Março  poderão ler aqui.

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Crise?

por João Carvalho, em 28.02.10

O governo decidiu estender o congelamento de salários às empresas públicas, mas a TAP e a CGD podem ser excepções. Claro. Que culpa têm a TAP e a Caixa de o país estar como está? Os portugueses que paguem a crise. Mas só os que são menos iguais do que os outros.

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Libertar o futuro, mas pouco... (2)

por Paulo Gorjão, em 28.02.10

Da entrevista de hoje de Paulo Rangel ao Correio da Manhã retenho que não quer privatizar nem a RTP nem a Lusa. Só com a RTP, em 2009, o Estado teve de suportar quase 400 milhões de euros, como lembrou recentemente Pedro Passos Coelho. Rangel, pelos vistos, quer libertar o futuro, mas não pretende mexer nesta despesa. Sobre as SCUT também não me recordo de lhe ter escutado uma palavra nos tempos mais recentes. O mesmo se pode dizer sobre as parcerias público-privadas. Ou sobre as despesas do Estado em geral.

Como é que pretende libertar o futuro é um mistério. Dito de outra maneira, ninguém sabe -- e o próprio não explica -- como é que pretende reduzir o endividamento externo e o défice do Estado. Convenhamos que insistir apenas em citar o novo aeroporto e o TGV é curto, muito curto. Bem sei que aquilo que hoje é verdade amanhã pode ser mentira, mas mesmo assim convinha dizer alguma coisa substantiva. Para já, a bota não bate com a perdigota. Até ao momento o candidato da ruptura é, na verdade, o candidato do statu quo. É o candidato da continuidade da actual direcção do PSD que, convém lembrar, obteve 29,1% nas últimas eleições legislativas. Mais grave, e pelo que se começa a ver, é o candidato da continuidade também nas orientações políticas que nos conduziram até aqui.

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Na berlinda

por Sérgio de Almeida Correia, em 28.02.10

Esta empresa parece que teima em não sair da primeira página. Não vale a pena bater no ceguinho, mas não custa nada recordar o que já aqui se deixou. Deve ser possível aprender alguma coisa com o que se tem passado e isto não tem rigorosamente nada que ver com o trabalho de todos aqueles que em nome dela andam de manhã à noite e em quaisquer condições atmosféricas pendurados nos postes deste país.

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Parabéns

por Sérgio de Almeida Correia, em 28.02.10

A quem nasceu em 28 de Fevereiro de 1904, cumpre hoje mais um glorioso aniversário e tem muitos milhões com ele, espalhados pelo mundo, a soprar as suas velas.

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Cinco perguntas apenas

por Sérgio de Almeida Correia, em 28.02.10

1 - Se é verdade, e eu até agora não ouvi ninguém desmenti-lo, que uma empresa de Luís Figo recebeu o pagamento relativo a uma campanha publicitária do Taguspark através de uma empresa offshore, que assim se furtou ao pagamento dos impostos devidos em Portugal, faz algum sentido apresentá-lo como modelo e exemplo de cidadania que devam ser seguidos pela juventude portuguesa?

 

2 - É normal, natural e legítimo que empresas como o Taguspark, na qual participa uma autarquia (pessoa colectiva de direito público) e o Estado está representando por algumas pessoas singulares como Rui Pedro Soares, aceitem fazer pagamentos em contas offshore para entidades que com ele colaboram, realizando campanhas em Portugal e no estrangeiro, vendendo a imagem do país e do concelho de Oeiras?

 

3 - O primeiro-ministro e o ministro das Finanças estão dispostos a proibir os pagamentos de empresas públicas e/ou participadas pelo Estado, directa ou indirectamente, a entidades offshore, dando assim um sinal mais no combate à corrupção, à fuga ao fisco e à vontade política de limpar o ambiente?

 

4 - No Taguspark vai ficar tudo na mesma? Ninguém se demite?

 

5 - Que pensam disto Manuela Ferreira Leite, os candidatos à liderança do PSD, o CDS/PP e o Presidente da República? Alguém sabe?

 

P.S. A estrutura accionista da empresa Taguspark e a composição dos órgãos sociais pode ser vista aqui. Assim, sempre se poderá avaliar melhor a "justeza" dos pagamentos a offshores.

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Alguém deve ter ficado com as orelhas a arder

por Sérgio de Almeida Correia, em 28.02.10

Mesmo longe, há quem não deixe escapar uma oportunidade. A leitura deste post do jornalista Paulo Reis dever ter deixado muita gente sem saber o que dizer. A memória é uma coisa tramada.

 

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O estado a que isto chegou (II)

por Pedro Correia, em 28.02.10

 

1. Nasce um novo termo no léxico nacional: escutas plantadas. Para PJ ouvir e PGR acreditar, vertendo em despacho. A 25 de Junho de 2009, Rui Pedro Soares declarou alto e bom som sete vezes ao telemóvel, em conversa detalhada com o amigo e correligionário Paulo Penedos, que Sócrates não tinha conhecimento do negócio da TVI.

 

2. Rui Pedro Soares, sempre ele - o jovem socialista que Sócrates elogiou na recente entrevista a Miguel Sousa Tavares. Era, desde a chegada do PS ao poder, administrador-executivo da PT. Mas também membro do Conselho de Administração da Tagus Park, o maior parque tecnológico português, onde se tornou figura decisiva a partir de 2006. Dois anos depois, segundo o Expresso, levou Paulo Penedos para a administração da Promitagus, uma empresa-satélite do Tagus Park, que "servia apenas para reduzir a carga fiscal das receitas de arrendamento dos edifícios do parque tecnológico". Se isto não é polvo, não sei o que é um polvo.

 

3. A Tagus Park pagou a Luís Figo 350 mil euros por um filme publicitário de sete minutos gravado a 25 de Setembro - o próprio dia em que o futebolista surgiu como apoiante de Sócrates na recta final da campanha legislativa. O filme só foi montado em Janeiro e a Tagus Park ignora ainda o que fará com ele. Como se só agora tivesse pensado verdadeiramente no assunto.

 

 

4. Miguel Sousa Tavares, no Expresso: "Choca que José Sócrates não perceba que ninguém mais entende como é que se pode ganhar 2,5 milhões de euros por ano de ordenado como administrador da PT, aos 32 anos de idade e sem currículo algum que não o de militante da JS."

 

5. Os homens de Sócrates começam a cair. Para já, apenas os homens de Sócrates nas empresas soi-disant privadas: Armando Vara no BCP, o inefável Rui Pedro Soares e Fernando Soares Carneiro na PT. É o fim de ciclo político mais penoso a que tenho assistido desde sempre em Portugal.

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Evidências

por Ana Vidal, em 28.02.10

 

... e agora também o Chile. Começa a parecer-me evidente que a natureza está farta de nós.

 

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Bebés

por Teresa Ribeiro, em 28.02.10

É uma notícia que se presta a extrapolações demagógicas, desde já a de que é por causa das leis que despenalizam a IVG que as mulheres abortam mais. Mas, segundo me pareceu, o Instituto de Política Familiar coloca a questão da forma certa. Se há tantas mulheres a abortar  numa Europa que envelhece a um ritmo preocupante, é necessário investir nas leis de protecção à família e, é claro, desincentivar a IVG (o que é muito mais eficaz do que passá-la à clandestinidade).

Contaram-me que há muitos, muitos anos, um modesto trabalhador rural da região saloia da periferia de Lisboa confessou com a maior naturalidade que preferia que lhe morresse um filho do que uma vaca. Um filho, dizia ele, não tinha problema, porque se arranjava outro, ao passo que uma vaca custava-lhe muito dinheiro.

Na sua inocência bruta, aquele pobre diabo não se apercebia da alarvidade que proferia. Eram outros tempos. As mulheres pariam como coelhas e os filhos criavam-se a pão e azeitonas. A taxa de mortalidade infantil há 60 anos, em Portugal, era vergonhosa, mas como por cada mulher nasciam muitos filhos, a população portuguesa estava longe de registar um saldo demográfico negativo (até porque a esperança de vida era consideravelmente inferior à que temos hoje). Não havia, portanto, sobressaltos. As taxas de nascimento e de mortalidade próprias dos países subdesenvolvidos nunca representam um risco para a economia. 

Agora as mulheres já não querem "parir". Preferem "ter bebés", de preferência quando assim o desejarem e em condições dignas. Como princípio, não me parece mal. Dêem-lhes horários a tempo parcial - em Portugal quase não existem - boas redes de creches e leis eficazes contra a discriminação no mercado de trabalho e elas desejarão ter mais filhos.

Os detractores do Estado social, que em regra também são ferozes opositores das leis que despenalizam a IVG, deviam pensar com seriedade nisto. Dar condições de vida às pessoas é mais consequente do que gritar slogans em manifestações em defesa da vida que em muitos casos não desejariam para os seus.

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Desplante

por Ana Vidal, em 28.02.10

Subscrevo, integralmente, este veemente protesto da Luísa contra mais um dos inúmeros abusos dos nossos queridos governantes sobre a brandíssima índole dos portugueses. Há limites para o descaramento.

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Heróis da BD (44)

por Pedro Correia, em 28.02.10

 

 

 

Aquaman, de Mort Weisinger e George Papp

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Passado presente (CCXXVI)

por João Carvalho, em 28.02.10

 

Ford GT40* MkI (EUA, 1966)

 

* — O Ford GT40 deve o seu nome a duas características: um grand touring com 40 polegadas (1,02 metros) de altura. Começou por ser um V8 de 4700cc e passou a ter 7 litros (7000cc) a partir do MKII. Teve uma longa carreira de sucessos em circuitos de velocidade, especialmente vocacionado para as provas de resistência (como as 24 Horas de Le Mans), o que lhe garantiu um lugar na História do desporto automóvel. O apreço obtido ditou que fossem preparadas algumas versões de estrada (foto da esquerda) para uns poucos privilegiados.

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It's not economic, stupid

por António Manuel Venda, em 28.02.10
Na volta é dos tempos que vivemos; há pouco, na televisão, ouvi chamar London Economic Orchestra à London Philharmonic Orchestra.

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De blogue em blogue

por Pedro Correia, em 28.02.10

1. Lisboa-Tel Aviv: um ano de vida. Um abraço ao Levy.

2. Cinco anos d' O Insurgente, um dos meus blogues preferidos. Parabéns aos seus autores, incluindo o nosso Adolfo Mesquita Nunes.

3. Deserto do Mundo nasceu há dois anos. E está cada vez melhor. Felicito a Cristina Nobre Soares.

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As canções do século (59)

por Pedro Correia, em 28.02.10

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Ligação directa

por Pedro Correia, em 28.02.10

Ao Açúcar Amarelo.

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Investigação difícil

por João Carvalho, em 27.02.10

 

— Mas onde será que ela anda?! Se é cor-de-rosa não deve ser difícil de encontrar... Será que anda disfarçada? Que diabo!... Esta investigação não me está a correr muito bem... Estou a ver que tenho de recorrer às escutas... A menos que mande arquivar o processo e não se fala mais nisso...

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Temos direito à verdade

por Carlos Barbosa de Oliveira, em 27.02.10

Ninguém gosta de viver num país onde o primeiro ministro está constantemente sob suspeita. Recordo que, ainda antes de ser eleito, já os jornais afirmavam que era homossexual e vivia um idílio com um conhecido actor.
Em plena campanha eleitoral, surgiu o primeiro capítulo do Freeport. Depois veio o episódio da licenciatura, das casas cujo projecto terá assinado, embora não fossem da sua autoria, a segunda parte do caso Freeport, a Face Oculta, as tentativas de interferência na comunicação social e a pressão sobre jornalistas.
Não sei se me terá escapado alguma coisa, mas estes casos já seriam suficientes para desejar, como cidadão português, que tudo se esclareça rapidamente. É certo que  algumas das acusações (como a da homossexualidade) existiram apenas na mente fantasiosa de alguns proto-jornalistas que só pretendem vender jornais. É verdade que, até ao momento, não há provas que permitam acusar Sócrates. Ninguém ignora que há jornalistas enfeudados a interesses partidários  que se comportam como vestais, tentando convencer-nos que a sua única preocupação é a descoberta da verdade. Todos sabemos que há agentes da justiça que passam para os jornais informações, cuja veracidade é questionável, que esses mesmos jornalistas dão como fidedignas, apenas porque convêm aos seus interesses.
Nada disto invalida, no entanto, que os portugueses tenham o direito de exigir  saber a verdade sobre a implicação do PM em todos os casos de que vem sendo acusado. A bem da democracia e do Estado de Direito, é urgente que tudo seja esclarecido.
Mas se a Justiça não é capaz de actuar em tempo útil e se deixou enredar numa onda de suspeição, também o julgamento em praça pública reflecte a fraqueza de carácter daqueles que, sem provas, acusam Sócrates e intoxicam a opinião pública com rodriguinhos dialécticos e vitimizações próprias de meninos de escola mimados.
O PSD recusou a proposta do BE para a criação de uma Comissão de Inquérito. Preferiu tratar do assunto na Comissão de Ética, transformando a AR num circo, por onde passou  gente sem qualquer credibilidade, que apenas aproveitou o palco para se vitimizar e dar espectáculo. Algumas das pessoas que por lá passaram merecem-me menos crédito do que alguns criminosos ou proxenetas. Não dou qualquer crédito a gente despeitada e imprestável ou que faz do jornalismo uma feira de vaidades.
Felizmente o PSD recuou e acabou por aceitar a proposta do BE. Vem aí uma Comissão de Inquérito Parlamentar. Contra todas as (minhas) expectativas, o PS vai votar contra. 
A bem da verdade e da higienização deste país, o PS deveria apoiar esta Comissão. Quem não deve não teme. Tentar ocultar eventuais culpas de Sócrates em todo este processo é prestar um mau serviço ao País. Contribuir para o apuramento da verdade, mesmo que isso signifique o fim do seu líder, é um contributo inestimável para a  credibilidade das instituições e a preservação do regime. O país não pode continuar a viver neste clima de suspeição, onde as alcoviteiras  e os Miguéis de Vasconcellos se transformam em actores de telenovela e são elevados à condição de heróis nacionais.
 

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Blogue da semana

por João Campos, em 27.02.10

Desta vez, calha-me a mim escolher o blogue da semana; e a minha escolha é um dos meus blogues preferidos há muito, muito tempo: Aurea Mediocritas. Um blogue difícil de classificar; diria que o seu autor (sempre comunicativo e bem humorado nas caixas de comentários) dedica o blogue à recolha das peças - textos, imagens, vídeos, hiperligações - mais insólitas, divertidas, negras e divertidas (a repetição é intencional) deste vasto mundo que é a Internet. Ao Aurea Mediocritas, por exemplo, posso agradecer a descoberta do melhor webcomic que conheço, e horas incontáveis de gargalhadas - não me canso de visitar aleatoriamente os arquivos. Recomendo.

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O primeiro-ministro mentiu

por João Carvalho, em 27.02.10

Disse que a reacção não passaria e ela passou.

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Entre as brumas da memória

por Ana Vidal, em 27.02.10

"Fui militar combatente na Guerra 1961/74 e sou defensor da nossa nacionalidade. Mas com estes politicos pergunto-me se não terá sido um erro os feitos de 1140 (Independência), 1385 (Aljubarrota) e 1640 (Restauração). Afinal quem teve visão foi o povo de Olivença."

 

(Comentário de um leitor numa notícia do Sapo sobre o caso PT/TVI e o depoimento de Rui Pedro Soares na Comissão de Ética. O estado de desânimo  e impotência em que todos andamos está bem espelhado neste desabafo, que me arrancou primeiro um sorriso desprevenido mas, logo a seguir, uma enorme tristeza)

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O estado a que isto chegou

por Pedro Correia, em 27.02.10

  

 

1. Há suspeitas fortíssimas de que os socialistas Armando Vara e Paulo Penedos, alvos de escutas da Polícia Judiciária no processo Face Oculta, foram avisados desse facto pelo próprio aparelho institucional que devia proteger a investigação, a 24 ou 25 de Junho de 2009. A 24 de Junho, recorde-se, o Procurador-Geral da República foi oficialmente notificado da existência dessas escutas.

 

2. Freitas do Amaral, com a sua indiscutível autoridade de professor de Direito, critica o Procurador-Geral da República num artigo demolidor na revista Visão. «O caso das escutas só é 'meramente político', como diz o PGR, porque este optou por uma concepção muito restritiva do conceito de 'atentado ao Estado de Direito'», salienta o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros de José Sócrates.

 

 

3.  Um dos maiores especialistas portugueses em Direito Penal, Manuel da Costa Andrade, acaba de sublinhar, em artigo no Público, que o valor da lilberdade de imprensa e o escrutínio do comportamento dos políticos pelos jornalistas podem afastar a ilicitude da suposta violação do segredo de justiça. Até porque os jornalistas «têm o direito de não ser colocados na mira da fúria e do arbítrio dos detentores do poder».

 

4. O boy socialista Rui Pedro Soares, que prestava funções no Departamento de Marketing da PT Multimédia, passando depois pelo departamento de gestão de edifícios da mesma empresa, chegou à Comissão Executiva da PT após a vitória socialista nas legislativas de 2005. Uma promoção espectacular. Quem disse que Portugal não é um país de oportunidades?

 

 

5. Ricardo Sá Fernandes, que foi secretário de Estado das Finanças com António Guterres, garante em entrevista ao i que deixará de votar PS se Sócrates não esclarecer todo o caso das escutas. «O primeiro-ministro e a sua entourage estão a lidar com isto da pior maneira possível porque estão a esconder-se atrás do segredo de justiça, quando o problema não é de segredo de justiça. Por razões formais que existam, há uma razão substancial que passa por cima de todas essas, que é do escrutínio público da decisão judiciária. Não há justiças secretas.»

 

6. José Medeiros Ferreira assinala no Correio da Manhã, com a argúcia habitual: «Portugal deve ser o único país em que o 'segredo de justiça' é um problema nacional. É, pois, um assunto bem português. Experimentem falar do segredo de justiça e de arguido numa capital do mundo e verão a dificuldade de tradução.»

 

7. Desta vez a pressão para que fale não vem dos jornais, mas da Assembleia da República. José Sócrates será o primeiro chefe de um Governo em Portugal a depor no Parlamento. Sem face oculta.

 

 

8. João Cravinho, um dos mais respeitados senadores do PS, sem papas na língua aos microfones da Rádio Renascença: «Não se pode ter uma golden share, nomear o presidente de uma empresa e dois em sete administradores da Comissão Executiva e fingir que o que se passa na PT não é da responsabilidade também do grande accionista Estado.» O destinatário destas palavras, obviamente, é o primeiro-ministro.

 

9. A entrevista à SIC em que José Sócrates passou todo o tempo a evitar responder a Miguel Sousa Tavares não contribuiu um milímetro para que recuperasse a popularidade. Pelo contrário: segundo uma sondagem da Marktest para o Económico e a TSF, hoje divulgada, a popularidade do primeiro-ministro cai a pique. Não admira. Outra coisa é que seria de espantar.

 

10. Atenção à reunião de amanhã da Comissão Nacional do PS. O alerta vem de Ana Gomes.

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Parabéns

por João Carvalho, em 27.02.10

 ————— Parabéns, Jorge! —————

 (Não leves a mal ter já cortado uma fatia, antes que o bolo se estrague, mas esperamos todos que regresses enquanto ele está fresco. A Ana Gabriela perguntou por ti.)

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As canções do século (58)

por Pedro Correia, em 27.02.10

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Ligação directa

por Pedro Correia, em 27.02.10

À Machina Speculatrix.

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Não estranhem

por Sérgio de Almeida Correia, em 26.02.10

Ausente mas não distante, ainda estou a recuperar. Os acontecimentos da semana, por uma razão ou por outra, quase que iam dando cabo de mim. 

A chuva, Miguel Sousa Tavares, José Sócrates, as desgraças da Madeira que a todos nos tocam, em especial quando temos gente por aquelas bandas, a súbita conversão de Alberto João, as intervenções da magistratura do MP, as visitas à Comissão de Ética, as intervenções de Rui Soares e António José Saraiva, os apoios de Passos Coelho (até de Macau veio o apoio de Arnaldo Gonçalves), a sua gravata roxa berrante e Mendes Bota todo ufano atrás dele e das câmaras, a chegada de Rui Rio à corrida do PSD, os 4-0 ao Hertha de Berlim, um post muito comentado do Luís M. Jorge, e tudo o mais que não vale a pena estar aqui a recordar porque todos têm a memória fresca.

Enfim, foi muita  coisa junta para uma só semana. 

Mas de tudo registei com particular emoção os donativos do Governo de Timor-Leste para apoio à reconstrução da Madeira. Se há gestos que tocam esse foi um deles. Em especial vindo de quem teve que ouvir há alguns anos, não muitos, alguns de entre nós dizerem que o dinheiro que para lá se mandava era mal gasto e que para lá não deveria seguir nem mais um tostão porque havia portugueses com fome. Na altura houve quem por lá ouvisse e triste e envergonhadamente calasse (a pobreza será sempre triste e envergonhada). Pois é, só que os tempos mudam e a gratidão ainda é uma coisa muito bonita. A dos pobres poderá não ser mais verdadeira mas é mais tocante. E vale por mil bofetadas de luva branca.

 

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Para maiores de 6 anos

por João Carvalho, em 26.02.10

O primeiro-ministro foi visitar uma escola, acompanhado por uma comitiva que incluía a ministra da Educação, o secretário do estado-em-que-isto-está, repórteres, cameramen, etc., além de muitos assessores.

Depois de apresentar todas as maravilhosas realizações do seu governo, diz às criancinhas estar disponível para responder a algumas perguntas. Uma das crianças levanta a mão e o primeiro-ministro dirige-se-lhe.

– Qual é o seu nome, jovem?

– Sou o Manelinho.

– E qual é a sua pergunta?

– Eu tenho três perguntas:

1. Onde estão os 150 mil empregos prometidos?

2. Quem meteu ao bolso o dinheiro do outlet?

3. O senhor tinha conhecimento e tomou parte nas negociatas e nos escândalos de que todos falam?

O primeiro-ministro mexe-se, tosse, assoa-se, ajeita as mãos e vai tomar a palavra para começar uma das suas "cortinas de fumo" verbais quando a campainha para o recreio toca e ele aproveita para dizer que responderá depois do intervalo.

 

Após o recreio, o primeiro-ministro volta a dirigir-se aos alunos.

– Porreiro, pá. Onde estávamos? Acho que eu ia responder a algumas perguntas, não é? Quem tem perguntas?

Um outro garoto levanta a mão e o primeiro-ministro aponta para ele.

– Pode perguntar, jovem. Como é o seu nome?

– Sou o Zequinha e tenho cinco perguntas:

1. Onde estão os 150 mil empregos prometidos?

2. Quem meteu ao bolso o dinheiro do outlet?

3. O senhor tinha conhecimento e tomou parte nas negociatas e nos escândalos de que todos falam?

4. Por que é que a campainha do recreio tocou meia hora mais cedo?

5. Onde está o Manelinho?

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O lixo de Portugal

por João Campos, em 26.02.10

Miguel Sousa Tavares, em entrevista ao Correio da Manhã (sublinhados meus):

 

CM: ‘Sinais de Fogo' estreou com boas audiências, 13,9%, mas comentou-se que entervistar o primeiro-ministro era uma forma de branqueamento...

 

MST: São comentários de blogues? Isso é o lixo de Portugal. Não vou comentar uma única frase de blogues. Só li um comentário ou dois que vinham nos jornais, e que respeito porque as pessoas assinam o que escrevem, que diziam ter sido a mais contundente das entrevistas a José Sócrates. Mas não posso fazer uma entrevista e comentá-la. Isso não me cabe a mim.

 

Ora bem. Os blogues - esses marotos - são, para o jornalista e "escritor", o lixo de Portugal. O que eu compreendo. É uma chatice um blogue não poder servir, por exemplo, para calha daquele móvel lá de casa. Ou para suporte para copos. Felizmente, há quem continue a publicar livros que, não podendo proporcionar leituras minimamente interessantes, servem muito bem para aquelas finalidades.

 

Esta breve resposta, porém, deu para compreender o que gosta MST de ler a seu respeito.. O que me leva a deduzir que não gosta dos blogues - esses malandros - porque nos blogues nunca se diz bem de MST. Isto tem de mudar. Por favor, haja alguém que faça um blogue de elogio ao senhor. Digam, por exemplo, que as suas entrevistas (ou as suas calhas, perdão, os seus romances) são "as mais contundentes" em qualquer coisa, não importa. Isto em, digamos, trezentos posts. Escrevam também grandes elogios ao Futebol Clube do Porto, e desanquem na lei do tabaco tanto quanto possível. Em menos de nada a blogosfera - ou pelo menos um blogue, o que já não é mau - ganha mais um ávido leitor. Ou pelo menos, deixa de ser o lixo de Portugal.

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O PSD a votos (5)

por Pedro Correia, em 26.02.10

Paulo Rangel, um veterano da blogosfera, percebeu antes de outros que as campanhas internas nos partidos também passam pelos blogues - hoje mais que ontem, amanhã mais que hoje. Mas, aqui entre nós, 'Libertar o Futuro' é um slogan ainda mais frouxo do que a célebre 'asfixia democrática', que emoldurou a derrota eleitoral do PSD em 2009. No quartel-general da candidatura não haverá ninguém capaz de arranjar melhor?

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Pub: IPRIS Viewpoints

por Paulo Gorjão, em 26.02.10

Pedro Seabra, "EU and Latin America: Reviving a Ten Year Old Partnership" (IPRIS Viewpoints 12, March 2010).

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Estado de Guerra

por Teresa Ribeiro, em 26.02.10

 

Há poucos filmes realizados por mulheres, menos ainda se são sobre guerra. Confesso que nem me lembro de nenhum outro para além deste surpreendente Estado de Guerra (no original, The Hurt Locker), vencedor dos Bafta e sério candidato aos principais oscares. Sobre Kathryn Bigelow, que o assina, já houve quem escrevesse:  ...nasceu mulher, mas filma como um homem, a quem a natureza dotou com dois pares de testículos. Não fosse sobre guerra, aposto que jamais o trabalho de Bigelow suscitaria uma avaliação feita nestes termos.

Sim, a guerra já é pr'ó menino e pr'á menina, mas há uma dimensão, onde se jogam códigos ancestrais, que só a eles pertence. Quem sabe se é por não conceberem a vida que os homens se apropriam tanto dessa coisa que apesar de todos os horrores os faz sentir dramaticamente machos e vivos.

Hemingway sustentava que a experiência da guerra era importante para um homem e fez dela uma das suas bandeiras. Dizem as más línguas que essa tão propalada vivência não passava de basófia, o que só vem confirmar que apesar de temida e odiada a guerra é mitificada pela metade da humanidade que usa uma semi-automática entre as pernas.

O nosso Lobo Antunes fez de parte significativa da sua obra uma catarse sobre a sua passagem por Angola. Assume o trauma, mas quando lá esteve não deixou de escrever à mulher, passe a ironia, o óbvio: ...arriscar o pêlo dá às pessoas um certo panache, uma coqueterie da virilidade e da solidão.

Discordo do tal crítico quando diz que até parece que Bigelow tem tomates. Se ela os tivesse provavelmente não seria tão eficiente a expor as personagens do seu filme, militares especializados no desarmamento de bombas, simultaneamente jogadores e joguetes, no cenário glabro do Iraque.

Em The Hurt Locker ela de facto não filma a guerra - essa coisa que tanto fascina os homens - mas os homens na guerra, que é o que nos fascina a nós, porque os revela em estado puro, a contas com a sua capacidade de vencer o medo que é o que os move a partir do momento em que aprendem a andar à latada com os putos da vizinhança e a medir pilinhas.

Não se pense que por privilegiar esta abordagem psicológica o filme é redutor. Considero Estado de Guerra um dos filmes do género mais realistas a que alguma vez assisti. Com uma narrativa bem próxima do registo do documentário, quase totalmente despojado dos efeitos visuais do costume - vê-se muito pouco sangue. A violência aqui não se mostra, respira-se, e é este o grande requinte desta obra de baixo orçamento. Uma obra que deixa os avatares de Avatar a milhas de distância.

Na noite dos oscares vou torcer por este.                                    

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Parábola do assédio

por Carlos Barbosa de Oliveira, em 26.02.10

A Joana andava a ser assediada  pelo Chefe. Nunca se queixou à APAV, porque achava piada à situação e sabia que podia tirar dividendos dela. Enquanto permitisse as investidas do Chefe, correspondendo com um sorriso enigmático e aceitasse  um ou outro convite para almoçar, onde permitia  umas carícias,  podia baldar-se à sexta-feira a seguir ao almoço, desleixar um pouco o serviço e até fazer umas gazetas,  para ir até à praia.
O Chefe, porém, jogava em mais do que um tabuleiro e começou também a assediar a Mariana. Só que Mariana reagiu de forma diferente... Em vez de se aproveitar da situação, avisou- o  de que não tolerava os avanços. O  Chefe insistiu e  ela apresentou queixa à APAV.
Numa tentativa de conciliação, o Chefe prometeu promovê-la e acabar de vez com o assédio.
Quando Joana  soube da história, decidiu também apresentar queixa. 

Alguns colegas elogiaram a sua coragem e apoiaram-na. Outros deixaram de lhe falar e acusaram-na de ser oportunista.
 

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Sucateiro é assim

por João Carvalho, em 26.02.10

Há sucateiros assim. Ganham dimensão, tornam-se próximos do poder, estendem os tentáculos; fazem dinheiro fácil e até se dedicam a valiosas antiguidades. Mas não deixam de ser sucateiros.

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Belles toujours

por Pedro Correia, em 26.02.10

 

Paz Vega

 

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Rasgos (10)

por Ana Vidal, em 26.02.10

 

Hieronymus Bosch, o visionário  (1450 - 1516)

 

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As canções do século (57)

por Pedro Correia, em 26.02.10

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Ligação directa

por Pedro Correia, em 26.02.10

Ao 2 Dedos de Conversa.

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Sabia que... (11)

por João Carvalho, em 25.02.10

... o Centro de Conferências RBS Williams F1, construído numa vasta propriedade em Grove, Oxfordshire (Inglaterra), a meio caminho entre Londres e Birmingham, tem uma exposição permanente de Fórmula 1? Pois tem: além das possibilidades que uma estrutura desta natureza sugere, tem vários bólidos de Grande Prémio das mais de três décadas do Team Williams, fundado em 1977 por Sir Frank Williams and Patrick Head.

 

Até tem mais: tem um restaurante-buffet e um anfiteatro que se chamam "Estoril", a lembrar os tempos em que o velho autódromo português ainda não tinha sido desleixado.

No relvado junto à entrada do Centro de Conferências, o corte dos arbustos não podia ser mais sugestivo. Por ali, parece que até o jardineiro é especial de corrida.

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A entrevista

por Luís M. Jorge, em 25.02.10

Na minha meninice devorei os romances de Harold Robbins: nessas narrativas corajosas, em palavras duras, os protagonistas ficavam multimilionários e conduziam bólides nas 24 Horas Le Mans. Mal sabia o dr Pais do Amaral que anos depois cumpriria as aspirações de uma criança intoxicada por má literatura.

 

O que me agradava sobremaneira nas aventuras dos canalhas mais ricos do mundo era a exibição das suas acrobacias eróticas: esses homens, leitor, tinham falos, e esses falos, leitor, só conheciam dois estados — ou estavam erectos ou, hélas, entumescidos. Pontualmente também os encontrávamos rijos, túrgidos, e até mesmo, se a memória não me falha, tumefactos — mas nunca, nunca por amor de deus se achavam moles, tenros, frouxos, indolentes ou descaídos.

 

Recordo um capítulo em particular, no qual o protagonista fodia uma groupie platinada com mamas grandes e botas à cowgirl no jacuzzi de uma penthouse com vista para o rio Hudson — se não foi isto, perdoem a liberdade poética. Pouco antes do orgasmo a mulher gritava com arrebatamento:

 

— Ben, tu és o maior!

 

E ele responde, entre duas bombadinhas:

 

— Obrigado, Mandy.

 

E ela retorque, triunfante:

 

— Eu não sou a Mandy, sou a Sandy. Mas podes chamar-me o que quiseres, desde que continues a foder.

 

Ao assistir à entrevista de José Sócrates na semana passada compreendi finalmente a natureza da relação entre os portugueses e o primeiro-ministro: ele pode dizer o que quiser, desde que continue a fodê-los.

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Libertar o futuro, mas pouco...

por Paulo Gorjão, em 25.02.10

Contradições inerentes à superficialidade com que atiram sound bites para o ar.

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Contrastes

por João Carvalho, em 25.02.10

O Chevrolet Bel Air de 1957 que está no topo é um carro normal que tem pouco de normal: enorme, luxuoso e gastador, como todos os carros norte-americanos do tempo do Elvis (e não só).

Já o carro idêntico que se segue não é normal e tem tudo para ser normal: só um europeu é que o acharia anormal. Contrastes do sonho americano que tantas vezes é um pesadelo para o mundo.

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Num café à beira da estrada...

por Carlos Barbosa de Oliveira, em 25.02.10

Depois de ouvir  Paulo Rangel (e o seu mandatário Mário David) denegrir o nome de Portugal  no PE e depois da intervenção miserável de MFL, ontem, num almoço com a câmara de comércio luso- francesa, pergunto-me qual será a vantagem para o povo português de trocar o PS pelo PSD.
A pergunta ganha mais sentido quando falo com esta gente alentejana e estremenha, alheia ao que se vai passando na AR (com excepção da cena circense de uma t-shirt protagonizada por um tipo que gosta de escrever sobre palhaços). Para além dos problemas que vai sentindo no bolso e no estômago, o que preocupa esta gente não são as discussões sobre quem governa, mas sim se o modo como governa  lhes assegura um futuro melhor. 
Paro num café de estrada quando a noite começa a cair. Há rostos fixos no televisor, sorvendo as imagens da tragédia da Madeira. São rostos de desalento, onde está estampada a solidariedade com a dor dos madeirenses. Quando o pivot começa a falar do caso Face Oculta e das audições na AR, os homens  pedem cervejas e voltam a jogar às cartas. As  mulheres saem em debandada.  Sou agora o único atento ao televisor. Ouço alguém dizer atrás de mim. “Isto agora já só vai dar notícias para os gajos de Lisboa”.
Pois é…  a maioria dos “gajos de Lisboa” ainda não percebeu a origem e os interesses que se escondem por trás  dos  ataques ao PS e a Sócrates.
 

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Discussões que não se confundem

por Adolfo Mesquita Nunes, em 25.02.10

A propósito do manifesto “Todos pela Liberdade”, que em boa hora subscrevi, pediram-me várias vezes a opinião sobre a legalidade e a oportunidade da publicação de escutas ilegais. Reparo agora que ainda não tinha tido oportunidade de escrever sobre o assunto, coisa que suponho ainda vá a tempo de fazer.

 
Não tenho opinião formada sobre a (i)legalidade das escutas do processo Face Oculta publicadas ou por publicar. Mas se as escutas forem de facto ilegais, e há muito boa gente que o nega, ou se a publicação das escutas for, em si mesma, ilegal, não posso, enquanto cidadão que é confrontado com a pergunta “devem tais escutas ser publicadas”, dar outra resposta de princípio que não seja: “não, as escutas não devem ser publicadas” (trata-se de uma resposta de princípio, uma vez que admito a existência de regras deontológicas do jornalismo que criem um ambiente de excepção, que desconheço e sobre as quais não me posso pronunciar).
 
Mas o manifesto “Todos pela Liberdade” não nasceu para pedir a publicação de escutas,  ilegais ou não. Se assim o fosse, não teria estado entre os promotores do mesmo. Nasceu porque, tendo sido publicadas escutas com relevância política, elas obrigam, no entender dos signatários, a explicações.
 

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Cada vez mais...

por António Manuel Venda, em 25.02.10

Cada vez mais me vou convencendo de que boa parte da nossa política é feita por bandidos.

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Consolador

por Pedro Correia, em 25.02.10

É consolador saber, como ontem revelou Henrique Monteiro na Assembleia da República, que temos um primeiro-ministro com disponibilidade para falar mais de uma hora ao telefone com o director do Expresso, numa noite de quinta para sexta-feira, procurando dissuadi-lo de publicar uma notícia que lhe dizia respeito. Mais consolador é presumir que este procedimento deve decorrer ao abrigo de uma alínea qualquer do Estatuto do Jornalista que ainda há poucos dias Arons de Carvalho enaltecia, também no Parlamento, como demonstração cabal de que não existem condicionamentos à liberdade de imprensa em Portugal.

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George pós-pico

por João Carvalho, em 25.02.10

«Portugal está numa situação de pós-pico da pandemia de gripe A, afirma o director-geral da saúde, Francisco George.»

(Público Última Hora)

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