Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




A teia de cumplicidades na guerra

por Pedro Correia, em 31.08.09

Sem uma profunda teia de cumplicidades pessoais, ao mais alto nível, a II Guerra Mundial não teria sido o que foi. Esta é a tese central do historiador francês Marc Ferro no seu livro Sete Homens em Guerra. As cumplicidades foram simétricas: assentaram, do lado do Eixo, na forte relação pessoal entre Hitler e Mussolini e, do lado ocidental, na firme aliança entre Roosevelt e Churchill. Entre os dois pólos, oscilou Estaline – que em 1939 assinou o pacto de não-agressão com Berlim e em 1941, com os tanques germânicos a acossá-lo, se aliou a Londres e Washington. As restantes figuras históricas que justificam o título do livro são o general Charles de Gaulle, chefe da França Livre, e o imperador japonês Hirohito, aliado de Hitler no Oriente.

 

Ferro revela múltiplos episódios protagonizados por todos eles. Hitler, por exemplo, era um antigo admirador de Mussolini. Quando se encontraram pela primeira vez, o alemão ofereceu ao italiano as obras de Nietzsche, o seu filósofo preferido. Estaline, por sua vez, manteve laços diplomáticos com a Roma fascista durante cerca de uma década. E no início dos anos 30 mandou traduzir para russo o Mein Kampf, de Hitler, obra que leu atentamente. Churchill, embora detestasse o líder nazi, chegou a ser um notório admirador de Mussolini. Roosevelt e Estaline estimavam-se mutuamente. A tal ponto que na conferência de Ialta, quando o presidente americano não compareceu a uma sessão de trabalho por se encontrar muito doente, o ditador soviético teve a preocupação de visitá-lo. “Porque é que a natureza o castiga desta forma?”, interrogou-se no final, virando-se para Molotov e Gromyko, que o acompanhavam.
 
Alguns outros episódios:
– Quando visitou Estaline, em Dezembro de 1944, De Gaulle recusou dormir na Casa de Hóspedes do Kremlin, alegadamente por ter “muitos micróbios”, optando pela embaixada francesa. E enalteceu Estalinegrado como “símbolo da unidade entre aliados”, ignorando o esforço solitário dos russos. Resultado: Estaline reservou-lhe um tratamento glacial.
– Em Ialta, o ditador soviético apresentou o temível Beria, chefe do KGB, a Roosevelt e Churchill. “Quem é?”, perguntou-lhe o inquilino da Casa Branca. “É o nosso Himmler”, respondeu Estaline, deixando os seus interlocutores gelados.
Abril de 1943: Hitler e Mussolini encontram-se em Salzburgo. Estão macilentos, precocemente envelhecidos. “Dois doentes”, arrisca alguém. “Não, dois cadáveres”, corrige o dr. Pozzi, médico de Mussolini. Não se enganava: para os dois tiranos, aquele era o princípio do fim.

 

Sete Homens em Guerra. De Marc Ferro (Bertrand, 2008)

395 páginas

Classificação: * * *

Autoria e outros dados (tags, etc)

Esplanadas e restaurantes de praia (24)

por Ana Vidal, em 31.08.09

 

Bar/Esplanada da Praia da Luz - Porto (Foz)

Autoria e outros dados (tags, etc)

Blog da Semana

por Teresa Ribeiro, em 31.08.09

Não é um baby blog daqueles que alinham as gracinhas dos filhotes como se de um diário se tratasse para mais tarde recordar, nem tão pouco o port folio dos estados de alma sempre tão intensos e impregnados de sentimentos de culpa, frustrações e paixões desmedidas que assolam as mães modernas e saudáveis. A Um Metro do Chão faz tangentes a tudo isso com uma subtileza e humor admiráveis. Note-se que nada tenho contra baby blogs, mas este tem a particularidade de não reclamar do leitor cumplicidades fechadas, só partilháveis por mães. Por outras palavras, não exclui. Porque não se esgota na relação mãe-filhos, antes parte dela para espreitar o mundo com outros olhos. Os olhos de uma mãe.

Autoria e outros dados (tags, etc)

TAP: evolução na continuidade

por João Carvalho, em 31.08.09

Que a TAP apresenta uma "situação financeira crítica" nada tem de novo, para lá da actualização dos números sobre o desastre do costume: no primeiro semestre deste ano, o grupo apresentava 247,2 milhões de euros negativos. Só que isto é bem mais do que os 171,7 milhões de euros negativos com que fechou 2008.

 

Ora, se esta é a sina da TAP que andamos todos a pagar, escusava de ser nossa sina ter de aturar aquilo a que, pelos vistos, ninguém hoje resiste: a terminologia dos exercícios literários desajustados que passaram a ser moda, só para dizer coisas que antigamente eram simples e formais. No caso, por exemplo, o relatório do semestre passado da Parpública (accionista única do Grupo TAP) diz que a situação crítica se mantém por causa do «resultado negativo apurado no semestre». M. de La Palisse cairia derrotado se lesse estes impagáveis nacos de prosa que passaram a ser norma entre nós.

 

Do mesmo relatório ressaltam coisas assim, vejam só:

– o segmento das "actividades aeronáuticas" «continua a ter um peso relativo extremamente expressivo no âmbito do Grupo» (pudera!);

– «neste segmento o capital próprio, que já era negativo no final de 2008, apresenta ainda uma redução de aproximadamente 77 milhões de euros, integralmente explicada pela evolução do Grupo TAP» (evolução!);

– «este prejuízo, embora bastante significativo, representa menos de metade do registado em igual período do ano anterior e está em linha com o orçamentado» (parabéns!);

– «há assim uma evolução positiva a qual se deve essencialmente aos resultados do negócio do transporte aéreo» (é a chamada evolução positiva dos resultados negativos do negócio que me cheira ser a vocação da TAP!).

 

Poupo-vos outras pérolas do mesmo quilate. E peço desculpa pelo desafio à vossa paciência, mas foi só para registar mais este ensaio literário que vem ajudar a arrumar na gaveta da História o tempo em que as coisas simples eram relatadas com simplicidade.

Autoria e outros dados (tags, etc)

As melhores praias portuguesas (75)

por Pedro Correia, em 31.08.09

 

Samarra (Sintra)

Autoria e outros dados (tags, etc)

Teste cinematográfico 26

por Teresa Ribeiro, em 31.08.09

 

Os lábios carnudos de Nastassja Kinski prestes a morder um morango são imagem de marca de que filme?

 

Solução do teste anterior: uma orelha humana

Vencedor: João Sousa

Autoria e outros dados (tags, etc)

E o Porto aqui tão perto?

por Carlos Barbosa de Oliveira, em 31.08.09

Quando, no início de Agosto, tracei aqui no DO os cenários possíveis  resultantes das eleições do próximo dia 27, afastei a hipótese de reedição do Bloco Central e defendi que se o PSD vencesse as eleições, o governo não duraria mais de dois anos.
Nos últimos dias, multiplicaram-se as entrevistas  a “ilustres” do PS e do PSD admitindo a possibilidade de um novo Bloco Central. Não há fumo sem fogo, pelo que esta tentativa de reanimação de um “nado morto” deve estar a ser cozinhada nos bastidores, com a cumplicidade e empenho de alguém interessado nessa solução para o país.
Duvido é que ela  venha a concretizar-se com a dupla Sócrates/ MFL.
Se o PSD vencer as eleições e a única solução governativa for uma aliança com o PS, não acredito que Sócrates renuncie ao cargo de líder dos rosas, para viabilizar um governo presidido por MFL. Tão pouco me parece que MFL, vencendo as eleições, abdique do seu lugar, para entregar a chefia do Governo, por exemplo, a Rui Rio. Logo, se o PSD vencer as eleições, parece-me pouco provável um governo do Bloco Central.
No caso de o PS ser o vencedor, já me parece mais viável. Sócrates manter-se-ia à frente do governo e MFL – para alívio de muitos- iria tratar do netinho, deixando a outra figura do PSD a missão de dirigir a equipa governativa. Neste caso, a figura de Rui Rio poderia voltar a ser falada. Ora, nesse caso, os portuenses correm o risco de eleger no dia 11 de Outubro – por esmagadora maioria- um presidente de câmara que nunca chegará a exercer o seu mandato. Elisa Ferreira irá explorar esta hipótese durante a campanha eleitoral?

Uma coisa é certa: com ou sem  governo de Bloco Central, o Centrão  continuará a governar o país, como faz  há quase 30 anos. Logo, o essencial não muda. Muito por culpa de um Bloco de Esquerda autista, que insiste em manter-se afastado do poder, talvez receoso de vir a esboroar-se, no caso de aceitar responsabilidades governativas. Mas isso fica para outra análise...

Autoria e outros dados (tags, etc)

A Espanha que fique com a Península

por João Carvalho, em 31.08.09

«Portugal parte hoje para a Suécia (...)»

(Primeira linha de título no Público Última Hora)

Autoria e outros dados (tags, etc)

Silly Season (10)

por Ana Vidal, em 31.08.09

Autoria e outros dados (tags, etc)

Expressões que detesto (34)

por Pedro Correia, em 31.08.09

"DURAS CRÍTICAS"

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Escrever direito, por linhas tortas

por Carlos Barbosa de Oliveira, em 31.08.09

Vasco Pulido Valente escreve um artigo no “Público” de sábado, onde minimiza o interesse dos programas eleitorais e, a partir daí, tira a ilação de que a escolha dos portugueses será feita com base na personalidade de Sócrates e MFL.
VPV escreve a determinada altura:
“MFL estabeleceu uma diferença entre ela e o engº Sócrates. Não se confundem. Nem no estilo, nem no carácter, nem na visão da sociedade, nem no que se propõem fazer.”
Não poderia estar mais de acordo. No entanto, se esses fossem os parâmetros de avaliação dos portugueses, Sócrates já poderia cantar vitória. Apesar de todos os defeitos  que se lhe reconhecem,  está a anos-luz de MFL.
Sócrates é mais consistente. É arrogante, mas não recorre sistematicamente ao insulto, nem passa o tempo a lançar a suspeição sobre os seus adversários políticos. Tem, apesar de tudo, uma visão da sociedade menos intolerante. Preocupa-se (pouco) com os mais desfavorecidos, mas não os despreza. Não enche a boca com declarações farisaicas de verdade e transparência, para  depois incluir nas listas de deputados gente com comportamentos cívicos (não estou a falar de questões judiciais) como o de António Preto. Não é cobarde. Quando vai à Madeira não se deixa humilhar, remetendo-se ao silêncio. Faz propostas para Portugal, não discorre sobre o vazio.
A diferença, objectiva, de carácter e estilo, é francamente favorável a Sócrates. A sua visão da sociedade portuguesa e as propostas que faz para o país são, apesar de tudo, bem mais consentâneas com as necessidades da sociedade portuguesa.
A explicação é simples. Sócrates acredita que está a fazer o melhor para Portugal. MFL quer o poder a qualquer preço e não faz a mínima ideia do que fará se o poder lhe cair nas mãos.
 

Autoria e outros dados (tags, etc)

E a gripe, como vai?

por J.M. Coutinho Ribeiro, em 31.08.09

As notícias sobre o crescendo de casos de gripe A preocupam-me. É que eu conheço muitas pessoas, mas não conheço ninguém que tenha contraído a doença. E também não conheço alguém que conheça alguém que esteja com gripe A. E - entendamo-nos - conheço pessoas que estiveram de férias no México, no Algarve, em Londres e conheço pessoas que conhecem pessoas que estiveram em muitos outros sítios suspeitos. Nada, de nada, por mais que até conheça pessoas que, deitadas no meu sofá, estarreciam, pedindo-me que lhes lesse na net os sintomas, para ver se convergiam com o mal-estar. Nada, outra vez. Com estas e com outras, fico na dúvida: será que não conheço as pessoas certas, ou será que ainda vai sobrar para mim?

Autoria e outros dados (tags, etc)

União de facto pior que gripe

por João Carvalho, em 31.08.09

O candidato recém-aliciado do PS Miguel Vale de Almeida dá hoje explicações no lugar do costume por causa de «alguma confusão noticiosa sobre o que disse ontem no Campus da JS em Santa Cruz». Ninguém sabe se foi a imprensa que não o compreendeu, se foi ele que não se fez explicar. Mas fez questão de deixar agora mais claro que «reduzir» o que quis dizer «a uma questão politiqueira entre o PS e o BE é coisa que não» lhe «interessa nem motiva». Designadamente, «porque bem mais importante é denunciar o projecto reaccionário do PSD».

Em suma: Vale de Almeida ainda não está no segredo dos deuses. Mas há-de estar. Mais tarde. Ou tarde de mais. Quando os seus novos amigos começarem a viver em união de facto com os tais «reaccionários». O Bloco Central ainda vai ser pior do que a gripe A.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Intuições que podem sair caras

por J.M. Coutinho Ribeiro, em 31.08.09

Já fiz tantas apostas de que o PS perde as próximas eleições legislativas, que, se a coisa corre mal, arrisco a insolvência. Ainda por cima, já não me lembro com quem apostei que o PSD ganharia as europeias, pelo que nem sequer posso opôr compensações. Mas há mais: meteu-se-me na cabeça que o resultado vai ser tão tortuoso, que o próximo PM vai sair do Porto, numa solução de emergência. Deliro?

Autoria e outros dados (tags, etc)

O comentário da semana

por Pedro Correia, em 31.08.09

 

"Ao dizer que a ética é separada da política, Maquiavel, contrariamente à versão corrente do seu pensamento, não quer dizer que a política não tem ética, quer apenas dizer que o que faz um bom cidadão não é o mesmo que aquilo que faz um bom indivíduo, reflexão cujos contornos e implicações não podem ser explorados neste espaço. Não era a primeira vez que nos víamos diante de boas pessoas que não cumprem as leis do estado. Portanto, Paulo Rangel está enganado. Mas enganado está também Marques Mendes se considera que a legislação, que estabelece apenas limites para a acção, pode governar as acções e decisões individuais e ajuizar acerca da vida pessoal. Veja-se a Antígona, de Sófocles, para perceber que um bom cidadão, respeitador da lei, pode encontrar em si mesmo motivos que, pela sua superioridade moral, conduzem à violação das leis da comunidade. É esta imprevisibilidade da decisão pessoal que a lei, necessariamente generalizante, não contempla e ainda bem, pois, caso contrário, estaríamos diante de uma tentativa de generalização moralizante de costumes que depressa se transformariam em regras comportamentais, de mera adequação, coartando toda a criatividade pessoal. Para além disso, Marques Mendes esquece-se que somos todos inocentes, até prova em contrário, prova essa que depende de um juízo em tribunal.
Um exemplo que serve para ambos os casos, embora seja um exemplo-limite: durante o regime nazi, um bom alemão - leia-se, um bom cidadão do estado nazi - seria aquele que denunciaria os judeus às autoridades, estando legalmente estabelecido que essa seria a conduta apropriada; no entanto, poucos serão aqueles que consideram tal cidadão uma boa pessoa, pois a lei moral, por assim dizer, pode contrariar e sobrepor-se à lei da comunidade. Ora, se no caso da proposta de Paulo Rangel estamos diante de uma espécie de vale-tudo político, em que a ética é negligenciável, no caso da proposta de Marques Mendes arriscamos também a acabar com a ética, tornando-nos, no limite e em casos extremos a que se chega aplicando o seu raciocínio, marionetas do regime.
Resumindo: um partido pode e deve avaliar o nível de confiança política e pessoal que lhe merece determinado membro, funcionando aí como se de uma pessoa colectiva se tratasse, avaliando acerca do mérito de determinado comportamento. Um estado não pode, à revelia da sua Constituição e de um direito fundamental, legislar acerca do mérito ético do comportamento pessoal de um seu cidadão, pois o que está em causa, para o estado, é a violação ou não das leis que delimitam o que é possível ou não fazer, e não os modos de o realizar. Assim, se há suspeita, acuse-se, leve-se a tribunal, e logo se puna, se a culpa for provada. Caso contrário, os direitos de cada um devem ser respeitados, cabendo ao mesmo decidir e agir de acordo com o que pensa ser certo. É verdade que isto não é confortável, nem oferece soluções imediatas, mas a ética e a política não são, ao contrário do que para aí se vê praticar, uma espécie de matemática social, e assim evitam-se deslizes em rampas que, já se sabe, têm sempre tendência para inclinações acentuadas."

 

Do nosso leitor Miguel Pereira. A propósito deste meu texto. Imagem: Maquiavel

Autoria e outros dados (tags, etc)

Ligação directa

por Pedro Correia, em 31.08.09

Ao Combustões.

Autoria e outros dados (tags, etc)

As melhores praias portuguesas (74)

por Pedro Correia, em 30.08.09

 

Ilha da Culatra (Faro)

Autoria e outros dados (tags, etc)

O seu blogue é viciante

por Pedro Correia, em 30.08.09

 

Ao contrário do que acontece noutros blogues, cheios de Gente Importantíssima que não passa cartão aos outros, aqui no DELITO DE OPINIÃO agradecemos as referências elogiosas que nos fazem e damos sequência às correntes que nos propõem. A mais recente é esta, destinada a distinguir as características "viciantes" do nosso blogue. Um prémio que nos foi dado por sete colegas da blogosfera que passo a enumerar:

 

As Minhas Leituras

Branco no Branco

Câmara dos Lordes

Direito de Opinião

Mátria Minha

O Bom Gigante

Palavrossavrvs Rex

 

Mandam as regras que, além do selo do prémio já posto ali em cima, enuncie também três objectivos a curto prazo. Aqui ficam:

1. Manter o blogue com estas características - aberto e plural;

2. Alargar o elenco de autores, sempre com a marca da qualidade;

3. Seguir em frente, sem prazo limite.

 

Falta passar a corrente a dez blogues que justificam o título de 'viciante', no bom sentido. São estes:

Deserto do Sara

Dias Assim

Esse Bandido

Estação Central

Grande Jóia

Lóbi do Chá

O Escafandro

O Homem do Leme

Página de Rosto

Ponteiros Parados

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Legislativas (22)

por Pedro Correia, em 30.08.09

 

MAIS UMAS DOCES ACHEGAS PARA O BLOCO CENTRAL

 

Pina Moura, ex-ministro socialista, elogia o programa do PSD. Paulo Mota Pinto, vice-presidente de Manuela Ferreira Leite, não exclui uma coligação com o PS. A futura política de alianças vai fazendo o seu caminho, entrevista a entrevista. Simplex. Jamais digas jamais.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Heróis da BD (17)

por Pedro Correia, em 30.08.09

 

 

Michel Vaillant, de Jean Graton

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Centrão: a terceira travessia

por João Carvalho, em 30.08.09

Sempre que se fala em grandes projectos políticos, ela aí está. Chamam-lhe a terceira travessia. Não se adivinhava, mas os primeiros sinais concretos foram assinalados aqui pelo Pedro Correia, há quatro dias: a entrevista de João de Deus Pinheiro ao i era «a resposta simétrica às recentes declarações de Ferro Rodrigues ao Expresso». Faltava apenas ligar as duas margens. Foram ligadas ontem, quando um socialista fez a apologia do programa eleitoral dos sociais-democratas.

Joaquim Pina Moura representa a terceira travessia. Ele é a ponte que faltava. Agora, resta apenas saber quem irá liderar o Bloco Central depois de 27 de Setembro, porque o projecto já é real e está pronto a ir por diante. A menos que a Terra trema, cheira-me que há muita gente por aí que vai ficar com cara de peixe. E com os bicos dos sapatos esfolados em vão.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Uma dúvida

por Paulo Gorjão, em 30.08.09

O que farão os apoiantes de Manuela Ferreira Leite, que andam por aí a dizer de José Sócrates e do PS o que Maomé não disse do toucinho, se a líder do PSD aceitar fazer parte ou liderar um governo de Bloco Central? Nesse mesmo dia demitem-se do PSD (ou assumem a ruptura, no caso dos independentes), ou é apenas mais um sapo -- a juntar a outros -- que engolirão em nome do acesso ao poder, a bem de Portugal, claro?

P.S. -- Sobre o Bloco Central, mais algumas notas aqui.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Ligação directa

por Pedro Correia, em 30.08.09

Ao Sol.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Como diria Ferreira Leite

por Pedro Correia, em 29.08.09

O Pedro Picoito, que nunca teve pressa em conhecer o tardio programa do PSD, revela alguma ansiedade por ler o meu comentário ao referido programa. Como diria Manuela Ferreira Leite, há-de ser divulgado no momento oportuno.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Esplanadas e restaurantes de praia (23)

por Ana Vidal, em 29.08.09

 

Esplanada da praia - Praia da Ingrina

Autoria e outros dados (tags, etc)

As melhores praias portuguesas (73)

por Pedro Correia, em 29.08.09

 

Melides (Grândola)

Autoria e outros dados (tags, etc)

Ambiente: o ciclo da ineficácia

por João Carvalho, em 29.08.09

Cíclica e cansativamente, passou a ser um fado arrastado ouvir que o Estado tem continuado a produzir muitos papéis e pouca obra para salvar a orla marítima. Nos quase mil quilómetros da costa continental, os atentados são escandalosos e agrupam-se maioritariamente em dois planos: barracas, habitações precárias e casas modestas construídas sem autorização e que não dispõem das infraestruturas mínimas indispensáveis de salubridade e quejandas (clandestinas, portanto); construções familiares de veraneio ou de exploração turística erguidas com autorização suspeita por conveniências inconfessáveis (de clandestinidade encoberta por despachos irregulares, portanto).

Ainda há poucos anos, o anterior ministro do Ambiente parecia um irredutível gaulês quando declarou que iria arrasar com tudo o que estivesse a mais. Ia fazê-lo em dois tempos, mas ficou tudo na mesma em dois contratempos: primeiro, o tal ex-ministro deve ter percebido que tinha de arrasar com a sua propriedade de ócio numa reserva natural e, depois, ainda por cima, ele próprio não teve tempo para cumprir a sua palavra por estar muito ocupado a estudar o destino de milhares de sobreiros que a lei determinara serem intocáveis. Um caso bicudo, como se calcula, já que era preciso abatê-los sem lhes tocar. Era como estrelar um ovo sem lhe partir a casca, não é verdade?

Já nestes últimos anos, o actual governo foi deixando as coisas como estavam, mas acaba por ter menos culpas no seu cartório. É o resultado – reconheça-se em abono da verdade – de ter Ministério do Ambiente e não ter ministro. Temos de ser justos: era muito difícil alterar a situação com este estranho modelo.

Imagem — Um raminho de sobreiro intocável

que sobrou do célebre abate em Portucale.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Maquiavel e Paulo Rangel

por Pedro Correia, em 29.08.09

César Bórgia deu ouvidos a Maquiavel e acabou mal: Paula Teixeira da Cruz tem toda a razão. Uma boa lição, que contraria a aula de Paulo Rangel.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Teste cinematográfico 25

por Teresa Ribeiro, em 29.08.09

 

Encontrou aquilo, há uns anos, perto da casa da namorada. Nessa ocasião não se estava a rir assim, não. Pudera, tratava-se de um achado insólito, macabro, prenúncio do horror que ele acabaria por testemunhar. Lembram-se do que era?

 

Soluções do teste anterior: Ingmar Bergman

Vencedor: João André.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Silly Season (9)

por Ana Vidal, em 29.08.09

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

A greve compensa

por Jorge Assunção, em 29.08.09

Esta empresa dá prejuízo atrás de prejuízo. A TAP que, por lei, não pode controlar a empresa, na prática, controla-a. Há muito que a companhia aérea nacional procura um investidor privado que queira comprar a Groundforce (como já referi, a legislação a isso obriga). Contudo, dificilmente alguém estará interessado numa empresa que em 2008 apresentou um prejuízo de cerca de 36 milhões de euros. Uma reestruturação da mesma é necessária. Os sindicatos, em nada aproveitando o facto de estarmos próximos de eleições, forçam a adopção de um acordo que dificulta qualquer reestruturação, pedindo a acção do governo para salvar postos de trabalho na empresa. O governo, através da TAP, cede à pressão dos sindicatos. Nem tão cedo aparecerá um privado interessado na empresa. Nem tão cedo a empresa deixará de apresentar prejuízo. Para um privado o prejuízo constante não é opção. Em empresas controladas pelo Estado é. Todos sabemos quem é que paga. Para o contribuinte não há quem o salve. Neste país, o direito à greve, legítimo e justo, está totalmente desvirtuado, aproveitando sobretudo a quem procura extrair rendas junto do contribuinte.

Autoria e outros dados (tags, etc)

A importância do primeiro parágrafo

por Pedro Correia, em 29.08.09

  

É o maior desafio para qualquer jornalista: como agarrar o leitor logo nas primeiras linhas? Há técnicas clássicas que se desenvolveram para focar a atenção das pessoas num texto, seduzindo-as com o estilo e o conteúdo. Um desafio estimulante, diga-se. E tanto mais estimulante quanto é certo que a capacidade de concentração da generalidade dos leitores contemporâneos está cada vez mais diluída. A estética de videoclip, o culto do zapping, as mil e umas artimanhas da linguagem publicitária, as centenas de canais televisivos ao dispor de cada um, as mensagens de telemóvel que a todo o momento nos assaltam e a magia da Internet tornam-nos seres dispersos e errantes. A ninguém sobra hoje tempo nem paciência para ler textos de jornal que se estendem por várias páginas. A comunicação moderna tem requisitos bem específicos neste domínio.

Mas não seria assim também noutras épocas? Na sua memorável comédia A Primeira Página, escrita há oito décadas, os dramaturgos norte-americanos Ben Hetch e Charles MacArthur centraram toda a acção numa redacção de jornal – daquelas bem antigas, cheias de fumo e com garrafas de uísque em cima das secretárias. O director do Chicago Examiner, Walter Burns, pede ao mais conceituado dos seus repórteres para lhe ler o parágrafo de abertura da prosa que tem na máquina de escrever. Não gosta nada do que ouve, preguntando-lhe por determinado pormenor. “Isso vem no segundo parágrafo”, esclarece o repórter. “E quem diabo vai ler o segundo parágrafo?”, dispara o director.
Tantos anos depois, este é um dilema que permanentemente nos assalta: quem acabará por ler os segundos parágrafos de cada texto nosso?

Autoria e outros dados (tags, etc)

Ligação directa

por Pedro Correia, em 29.08.09

Ao Blogs sobre Moura Guedes.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Passado presente (CL)

por Pedro Correia, em 28.08.09

 

PPD defensor da 'reforma agrária'

Autoria e outros dados (tags, etc)

Nada na manga

por João Carvalho, em 28.08.09

— ... E por isso é que temos de proceder a esta busca. Diga-nos lá: o senhor tem alguma coisa escondida em qualquer local da casa?

— Nada tenho a esconder na casa-de-banho secreta com uma porta secreta para um aposento secreto que é o meu escritório secreto. Estou com a consciência secreta tranquila por ter feito tudo com a maior clareza secreta e transparência.

Autoria e outros dados (tags, etc)

As melhores praias portuguesas (72)

por Pedro Correia, em 28.08.09

 

Salema (Vila do Bispo)

Autoria e outros dados (tags, etc)

Reading Snack (3)

por Paulo Gorjão, em 28.08.09

Se o leitor tivesse que escolher apenas um artigo para ler hoje sobre política internacional, a minha recomendação seria esta: Douglas Farah, "Chávez Excellent Adventure".

 

 

P.S. -- Sobre o crescente papel da China na cena internacional, aqui.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

A pontualidade dos atrasos

por João Carvalho, em 28.08.09

«Para a TAP, os atrasos estão a ser pontuais e ligeiros.»

(Repórter da RTP sobre a greve da Groundforce)

Autoria e outros dados (tags, etc)

Movimento anti-marquises

por Pedro Correia, em 28.08.09

 

Finalmente, uma ideia digna de aplauso: pôr fim ao pesadelo estético que é a proliferação de marquises, feíssimo fenómeno português sem paralelo na Europa e no Mundo. Se este senhor Luís Mesquita Dias fosse candidato autárquico em Lisboa, votava nele.

 

Imagens: Lisboa antes de ser invadida pela praga das marquises. Tinha muito melhor aspecto, não acham?

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

O ministro-ampulheta

por João Carvalho, em 28.08.09

A estas horas, já o primeiro-ministro assistiu ao fecho da comporta da Barragem de Odelouca. Acompanhado por quem? Não se imagina. A acompanhá-lo estava nem-mais-nem-menos que o ministro do Ambiente. Em pessoa. Imparável. Hiperactivo. Ninguém o segura. Depois de duas aparições na praia Maria Luísa, Nunes Correia (assim se chama ele) reaparece (ó loucura!) em Odelouca.

Está visto que o ministro do Ambiente é uma espécie de ampulheta do governo: é posto em pé no início do ciclo e volta a aparecer para avisar que a areia está prestes a acabar.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Rostos do Sul (3)

por Carlos Barbosa de Oliveira, em 28.08.09


 

Sempre que vou a Buenos Aires não dispenso uma ida à Plaza de Mayo numa tarde de quinta-feira.
É ali, frente à Casa Rosada (sede do Governo), que todas as semanas se reúnem em vigília as mães e avós de Mayo. São mulheres que envergam xailes e empunham cartazes reclamando a devolução dos cadáveres dos seus filhos e netos assassinados durante a sangrenta ditadura argentina.
Já lá vão quase três décadas mas o ritual repete-se semanalmente, porque aquelas mulheres recusam-se a esquecer ou perdoar os facínoras que delapidaram centenas de vidas, deixando os opositores ao regime morrer nos cárceres ou lançando-os de helicópteros, ainda vivos, nas águas do Atlântico. Eram jovens que lutaram e morreram por uma causa.
Gosto de ir à  Plaza de Mayo  conversar com aquelas mulheres, porque elas acreditam que a sua persistência contribuirá para punir os culpados, impedindo que as atrocidades dos algozes da ditadura sejam esquecidas. Têm razão. A sua vigília semanal tem dado frutos. Vinte anos depois (2003), quando Gustavo Kirchner chegou ao poder, o Senado aprovou uma lei que revogou a amnistia concedida aos acusados de cometer crimes durante a ditadura. Foi também graças a elas que o Padre Christian Von Wernich foi condenado a prisão perpétua.

O antigo capelão da polícia de Buenos Aires foi o primeiro religioso a ser condenado “por crimes contra a humanidade” praticados durante a ditadura militar. Consta da acusação a prática de sete homicídios qualificados, 31 casos de tortura e 42 privações ilegais de liberdade. Nada mau para um "cordeiro de Deus"...
Não será o último verme de batina  a apodrecer nas celas das prisões argentinas. Durante o seu julgamento foi possível estabelecer uma série de relações da Igreja com a ditadura e descobrir vários membros do clero, colaboracionistas, envolvidos nas práticas de tortura e homicídio. Alguns já foram condenados e outros estão a ser julgados. Na principal cadeia da ditadura – a Escola Mecânica da Marinha – deverão ter sido torturados mais de 5 mil opositores ao regime. Só 250 sobreviveram.
Na última vez que lá estive conversei, mais uma vez, com a Patrícia, uma senhora de 83 anos que todas as quintas-feiras marca presença na vigília, na companhia da filha. Nunca esmoreceu. Põe-me sempre a par dos últimos desenvolvimentos. Em Abril, estava mais optimista do que nunca. Fora descoberto o responsável pelo desaparecimento do filho e do marido. No seu rosto havia uma expressão magoada, que escondia um sorriso de alívio. Finalmente ia conhecer um pouco da história que lhe tinham roubado, dos familiares desaparecidos.
Abençoado seja o país cujo povo não perde a memória. Por cá, Cavaco Silva atribuiu pensões a pides pelos serviços prestados ao país. Simultaneamente, recusava uma pensão à viúva de Salgueiro Maia. Cada povo  tem o presidente que merece.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Belles toujours

por Pedro Correia, em 28.08.09

 

Teresa Caeiro

Autoria e outros dados (tags, etc)

Ter razão cedo de mais

por Pedro Correia, em 28.08.09

 Em 29 de Setembro de 1938, virava-se em Munique uma das mais vergonhosas páginas da diplomacia ocidental. Neville Chamberlain, então primeiro-ministro britânico, vendeu a Checoslováquia e a honra do seu país na capital da Baviera, capitulando aos pés de Hitler sem que o tirano nazi tivesse sequer necessidade de disparar um tiro. Tudo em nome “da paz honrosa no nosso tempo”, como proclamou no regresso a Londres, entre os aplausos da populaça.

A 'paz' dos pacifistas é muitas vezes apenas o caminho mais curto para a guerra: eis a principal lição dos compromissos de Munique, em que Chamberlain e o primeiro-ministro francês Édouard Daladier se vergaram à vontade de Hitler e do seu aliado Mussolini para 'preservarem' a paz. Os tambores de guerra já rufavam – eles foram os últimos a perceber.
Discursando na Câmara dos Comuns a 5 de Outubro de 1938, Winston Churchill – então o mais impopular dos políticos britânicos – advertiu Chamberlain para o enorme fiasco de Munique: “Teremos a desonra e teremos a guerra.”
Foi apupado pelos seus pares. Mas era o único a ter razão, como meses depois todos perceberam. Vai fazer agora 70 anos.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Ligação directa

por Pedro Correia, em 28.08.09

Ao Jornal do Pau.

Autoria e outros dados (tags, etc)

O que ele sabe sob estas coisas!

por João Carvalho, em 27.08.09

«(...) 60 por cento da nossa economia vive sobre a alçada do Estado.»

(O comentador político Pedro Marques Lopes, insistentemente, na SIC-Notícias)

Autoria e outros dados (tags, etc)

Esplanadas e restaurantes de praia (22)

por Ana Vidal, em 27.08.09

 

Esplanada de S. Pedro - Praia de S. Pedro do Estoril

Autoria e outros dados (tags, etc)

Os partidos e as canções da campanha eleitoral(2)

por Carlos Barbosa de Oliveira, em 27.08.09

 

A discussão à volta da canção que deverá servir de base à campanha do PSD correu ainda mais animada, do que a elaboração das listas para deputados.
Depois de Passos Coelho ter sido mandado calar, por ter perguntado para que queriam  uma canção de campanha se MFL não ia fazer comícios, Pacheco Pereira avançou com a hipótese de “É mentira, é mentira, é mentira sim senhor…”.  É necessário fazer passar a mensagem do Sócrates Pinóquio, argumentava PP perante o ar pouco convencido de MFL, adepta fervorosa de “Trocas e Baldrocas”.
“Mentiroso já eu lhe chamei várias vezes, precisamos de uma coisa mais forte” - insistia MFL.
Perante o impasse, resolveram pedir a opinião de  Marcelo Rebelo de Sousa.
Vocês estão doidos?” - perguntou MRS logo que informado sobre a causa do inesperado telefonema. “Qualquer dessas canções se pode virar contra o PSD! Têm de escolher uma coisa menos dúbia, mais soft, que apele à memória dos eleitores. Que tal o “Yesterday” dos Beatles?  Parece-me que essa música pode levar muita gente a recordar os tempos gloriosos  da AD”.
“Parece-me boa ideia. Que acha, Pacheco Pereira?” – perguntou MFL
“Bem, quanto ao passado não estou lá em muito boa condição de opinar. Essa música lembra-me o tempo em que fundei o PCP- ML, ressabiado por não ter sido aceite no Partido Comunista… mas a canção é bonita e tem força, sem dúvida.”
A proposta foi votada e aprovada por aclamação.
Quando MFL entrar nos locais dos comícios, será recebida ao som do “Yesterday”, enquanto imagens da sua juventude na companhia de Cavaco serão exibidas no ecrã.
Quando MFL falar na necessidade de reformas na educação, os presentes não deixarão de recordar  o respeito que ela teve pelos professores e pelas escolas e a forma como bloqueou as escolas de formação profissional. Não faltará, também, quem recorde aquele momento glorioso em que meia dúzia de jovens baixou as calças e mostrou os rabos à então ministra da educação, MFL, como reconhecimento pelo grande trabalho que desenvolveu.
Quando falar de políticas de juventude, muitos jovens serão tentados a sacar dos recibos verdes para agradecerem a MFL. A geração dos recibos verdes estar-lhe-á  eternamente reconhecida pela criatividade. Nada melhor para um jovem do que não ter direitos. Nem sequer a estar doente, porque nem recebia apoio do Estado, nem o seu salário.
Quando MFL falar da necessidade de apoiar as “piquenas” e médias empresas, milhares de pequenos empresários que viram  as suas empresas falir, com a criação do Pagamento Especial por Conta e o aumento da taxa do IVA de 17 para 19%, sonharão com o seu renascimento das cinzas e lembrarão com saudade o tempo em que eram empresários e não recorriam ao subsídio de desemprego.
Quando a líder dos laranjinhas, empolgada, falar no combate ao défice, todos recordarão a forma empenhada como o combateu quando foi ministra das finanças de Durão Barroso. As restrições que aplicou aos portugueses tiveram tanto sucesso que o défice, em tempo de vacas gordas, atingiu quase 7 por cento!
Quando MFL falar da injustiça de que têm sido alvos os funcionários públicos, muitos recordarão com saudade os tempos em que ela congelou os seus salários.
Finalmente, quando MFL aludir à necessidade de devolver  credibilidade e  transparência à política, todos responderão “Amen” diante de uma fotografia do Preto. Nesse preciso momento, uma onda de nevoeiro inundará o recinto e MFL, envergonhada, sairá pela porta dos fundos com a cabeça apoiada no ombro de Pacheco Pereira. À porta, jovens simpatizantes  da JSD, que não ouviram as mensagens de Alexandre Relvas ou Marques Mendes  durante a Universidade de Verão do PSD, gritarão vivas à líder, exibindo  exemplares do Príncipe de  Maquiavel.

Autoria e outros dados (tags, etc)

As melhores praias portuguesas (71)

por Pedro Correia, em 27.08.09

 

Salgado (Nazaré)

Autoria e outros dados (tags, etc)

Legislativas (21)

por Pedro Correia, em 27.08.09

 

 

O BLOCO CENTRAL REVISITADO

 

Sejamos claros. O que está essencialmente em jogo, na campanha para as legislativas, é a política de alianças pós-eleitoral. É um tema incómodo, do qual os líderes políticos fugirão a dar respostas claras - comprometendo assim, ainda mais, a relação de confiança e de transparência com os eleitores.

Mas podemos trabalhar no campo das hipóteses. E aqui as alternativas são mais claras do que parecem: ou a votação no CDS é suficiente para possibilitar uma aliança eleitoral, qualquer que seja, ou PS e PSD estão condenados a entender-se – com estes ou outros líderes. Não foi por acaso que na sua recente visita à Áustria o Presidente da República elogiou a 'grande coligação' lá existente, espécie de reedição do bloco central que por cá tivemos na década de 80: é nessa direcção que convergem já os estados-maiores dos dois principais partidos. Também não é por acaso que, como sublinha o Paulo Gorjão, no próprio dia da apresentação do tardio programa eleitoral do PSD, um dos seus principais candidatos, João de Deus Pinheiro, defende em entrevista ao i uma coligação com os socialistas. É a resposta simétrica às recentes declarações de Ferro Rodrigues ao Expresso que apontavam na mesma direcção. Deus Pinheiro, sublinhe-se, não é um novato na política: é um homem da estrita confiança simultânea de Cavaco Silva, de quem foi ministro, e de Manuela Ferreira Leite, que o designou como cabeça de lista às legislativas por Braga.

É esta a solução que está a desenhar-se no horizonte enquanto há quem pretenda atirar poeira aos olhos dos eleitores, fingindo cavar trincheiras só para dar algum colorido à campanha. Pura ilusão de óptica, como Ferro Rodrigues e Deus Pinheiro já perceberam. O cenário pós-27 de Setembro já está montado. E tem pontes entre os supostos rivais, não tem trincheiras.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Teste cinematográfico 24

por Teresa Ribeiro, em 27.08.09

Filmava o que não se via, por isso usava as câmaras como se fossem sondas. Com os actores em grande plano, sobretudo as actrizes, que tão bem soube despir em enquadramentos onde só se viam rostos. Morreu há dois anos como previsto, a jogar xadrez.

De quem se trata?

 

Solução teste anterior: Ponto supra-esternal

Vencedora: Sofia

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pág. 1/8



O nosso livro


Apoie este livro.



Links

Blogue da Semana

  •  
  • Afinidades

  •  
  • Lá fora cá dentro

  •  
  • Mais ligações

  •  
  • Informações úteis


    Arquivo

    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2016
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2015
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2014
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2013
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2012
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2011
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2010
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2009
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D