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Saiu-nos prémio

por Teresa Ribeiro, em 30.06.09

 

Depois destes sete, agora mais quatro. A Textura do Texto, Grandejóia, o Pátio das Conversas e Ponteiros Parados distinguiram-nos com este prémio, que diz que foi criado a pensar nos blogs que demonstram talento seja nas artes, nas letras, nas ciências, na poesia ou em qualquer outra área e que com isso enriquecem a blogosfera e a vida dos leitores. É pois ainda a pigarrear de orgulho que agradecemos a distinção.

Seguem sete blogs que, na nossa delituosa opinião, preenchem inteiramente estes requisitos:

 

Água Lisa

Blasfémias

Combustões

Mar Salgado

A Terceira Noite

Blogkiosk

Hoje Há Conquilhas, Amanhã Não Sabemos

 

(ainda tínhamos mais uns vinte para pôr, mas não deixam)

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Irão, não estou bem a par!

por Pedro Correia, em 30.06.09

 

Queixa-se Vítor Dias dos "silêncios, distracções e atrasos" da blogosfera portuguesa sobre o "intolerável golpe de Estado nas Honduras". Uma crítica certeira, vinda de quem se assume como excepção à regra: O Tempo das Cerejas já aludiu aqui e aqui ao que se passa nas Honduras. Por mim, só gostaria que Vítor Dias levasse a sua coerência um pouco mais longe, pronunciando-se sobre a intolerável fraude eleitoral no Irão, a intolerável repressão dos oposicionistas no Irão, o intolerável esmagamento dos direitos mais elementares no Irão, o intolerável recorde mundial de jornalistas presos no Irão e a intolerável matança de pessoas que foram assassinadas no Irão só porque exigiam liberdade. Gostava, mas até agora não consegui satisfazer este desejo: no seu blogue, Vítor Dias ainda não se pronunciou sobre tão irrelevante questão. Talvez porque a fraudulenta 'eleição' presidencial iraniana só ocorreu a 12 de Junho e ainda não haja suficiente matéria de análise. Talvez porque o Avante! já escreveu tudo quanto havia a escrever sobre este assunto. Talvez porque Tegucigalpa fique mais perto de Lisboa do que Teerão. Talvez até porque já não seja tempo de cerejas, sei lá. Mas vou continuando à espera. Sentado.

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Expliquem-me devagar

por Cristina Ferreira de Almeida, em 30.06.09

Granadeiro queria comprar 30 por cento da TVI. O governo não deixou. A explicação veio de Sócrates: "É por causa de umas coisas que eu cá sei, para depois não virem dizer: ah, e tal..." (sic). Desiludido, como é natural, Granadeiro ataca... Manuela Ferreira Leite. Pois.

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As melhores praias portuguesas (13)

por Pedro Correia, em 30.06.09

 

Tocha (Cantanhede)

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Pronto, ...

por Ana Vidal, em 30.06.09

... já podemos voltar ao caviar.

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Mudança de paradigma

por António Manuel Venda, em 30.06.09

«As autoridades estão na mira deste grupo de assaltantes.»

«Jornal da Uma», TVI, hoje

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De Portugal inteiro (41)

por Pedro Correia, em 30.06.09

Argivai Online (de Argivai, Póvoa de Varzim)

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Este artigo...

por Paulo Gorjão, em 30.06.09

 ... não tem pés nem cabeça. Dispenso-me de explicar os motivos.

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Expressões que detesto (21)

por Pedro Correia, em 30.06.09

"ODOR CORPORAL"

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Mentes...

por João Carvalho, em 30.06.09

Tem andado a circular por aí um "documento" sobre «Mentes Famosas» da História da Humanidade:

  Portrait of Galileo Galilei by Giusto Sustermans  Godfrey Kneller's 1689 portrait of Isaac Newton (aged 46)    José Sócrates

Leonardo da Vinci – mente excepcional;

Galileu Galilei – mente extraordinária;

Isaac Newton – mente brilhante;

Albert Einstein – mente genial;

José Sócrates – mente muito.

A lista merece reparo, por um exagero que comete e que pode configurar uma injustiça para outros. É que a obra de Einstein já tem sido contestada...

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A lama

por António Manuel Venda, em 30.06.09

Campos e Cunha. É um dos portugueses que ao passar de forma fugaz pela política mais a enlameou. Mesmo assim, parece não ter vergonha de andar por aí a dar opiniões a torto e a direito. Nem faltam jornalistas que parecem não ter vergonha de pedir-lhe que as dê. Há pouco, ao chegar a casa, vi-o numa entrevista na televisão, mais uma, ainda por cima num programa chamado «Diga lá excelência», ou «Diga lá, excelência» (talvez sem vírgula, para o caso, fique melhor). Curiosamente, é o mesmo programa em que pelos seus tempos infelizes de ministro acabou por fazer esta deplorável figura.

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Passado presente (CXV)

por Teresa Ribeiro, em 30.06.09

Cartas de amor (em papel)

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Na passadeira com Pacheco

por Cristina Ferreira de Almeida, em 30.06.09

Hoje vi o programa de Pacheco Pereira no ginásio enquanto corria na passadeira. Ciente do facto de que estar a suar frente à imagem de Pacheco Pereira não diz nada de bom sobre mim, sinto que o código deontológico me obriga a esta pequena humilhação, que tem por vantagem poderem os mais cépticos descontar os efeitos das endorfinas na minha apreciação. A verdade é que gostei. Claro que tive que vencer a resistência natural que me ataca sempre que vejo alguém tentar ser Deus - que também pode ser devida a ter aumentado o ângulo de inclinação da maquineta. Fui ainda assolada pelas imagens do banco no Jardim de Santo Amaro  e de todo o país a fazer chuva e sol (tentativa de controlar o espaço e o tempo, obter o dom da ubiquidade), que venci com mais um momento de humildade: não era o que eu fazia, no fundo, a correr parada para lutar contra o tempo? Já pequena como uma formiga numa enorme passadeira negra, dei por mim a pensar que aquilo é até muito saudável (o programa) e que a democracia passa também por desancarmos em nós próprios até doer. Quando comecei a ficar sem fôlego e com os músculos das pernas em puré e Pacheco Pereira continuava fresquinho, tive uma epifania. Num clarão, percebi que, ao fazer um programa de televisão, Pacheco Pereira dera mais um passinho no sentido de se tornar objecto de si próprio. Percebi que pouco falta para o ver correr ao meu lado na passadeira, suado, a ver televisão e a pensar umas coisitas sobre tudo e nada. No fundo, soltar o pequeno taxista que há em todos nós. Bem vindo.

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Ligação directa

por Pedro Correia, em 30.06.09

A Toca do Remexido.

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O paradigma volta a atacar

por João Carvalho, em 29.06.09

No sítio do costume, a Fátima Campos Ferreira deu a palavra ao socialista Vítor Ramalho. Em poucos minutos, o discurso reencontrou o novo paradigma. Basicamente, estava a ver que a coisa não era posta em cima da mesa e que corríamos um grande risco sistémico.

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O PCP e o Irão

por Pedro Correia, em 29.06.09

"Na próxima festa do Avante os comunistas portugueses ainda se arriscam a ajoelhar no pavilhão da República Islâmica, a chamar camaradas aos polícias e às milícias do Corpo de Guarda da Revolução e a ouvir a saudação do Guia Supremo. Até lá, jovens pais, levai até junto deles as criancinhas."

Luís Januário, A Natureza do Mal

 

ADENDA

Ler também:

A volta ao mundo nas páginas do Avante! Do José Simões, no Der Terrorist

Avante camarada, avante. Do Tomás Vasques, no Hoje Há Conquilhas

Marx morreu! Viva Pavlov! Do Daniel Oliveira, no Arrastão

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Ministra enterrou-se

por João Carvalho, em 29.06.09

Quem ainda não estava a par, ficou seguramente preocupado com a notícia de que há doentes cancerosos a morrer por falta de resposta do nosso sistema de saúde. Horas depois, a ministra da Saúde veio explicar publicamente que as listas de espera para cirurgias têm estado a diminuir e que, portanto, vai havendo menos mortos.

Era o que tinha para dizer ao País? Apenas com uma curta intervenção, Ana Jorge conseguiu riscar de alto a baixo a sua passagem pelo ministério. Será caso para nem a mencionar no seu currículo, porque acabou de matar o exercício que lhe estava entregue. Para cargos políticos, acredito que morreu.

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Onde pára o original?

por João Carvalho, em 29.06.09

Michael Jackson deixa mais de 100 inéditos por editarEm vida, mexeu e remexeu em tudo quanto estava por fora. Agora, mexem e remexem em tudo quanto está por dentro.

Depois de tantas operações e de tantas autópsias, não sobra nada com o aspecto de origem.

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Fanático

por Pedro Correia, em 29.06.09

"Um fanático é alguém que não consegue mudar de opinião e não quer mudar de tema", dizia Churchill. Uma frase que vem mesmo a propósito disto.

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São precisos comentários?

por José Gomes André, em 29.06.09

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As melhores praias portuguesas (12)

por Pedro Correia, em 29.06.09

 

Figueirinha (Arrábida, Setúbal)

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Da presidência

por Ana Margarida Craveiro, em 29.06.09

Algo me diz que este tem sido o livro de cabeceira do nosso PR:

 

(Jorge Reis Novais, Semipresidencialismo)

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Para mais tarde recordar

por Pedro Correia, em 29.06.09

Esta entrevista de Emídio Rangel ao JN.

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Leituras

por Pedro Correia, em 29.06.09

"A morte é sempre um acontecimento natural, seja por fuzilamento, por acidente ou por doença, e sabes porquê? Porque a morte é a única coisa certa que há na vida; tudo o resto é ficção - é virtual como se diz agora. O dinheiro, os cargos, as mordomias, o poder, as mulheres - é tudo ficção, aparece e desaparece. A morte não. Está sempre presente, todos os dias, ninguém a fará nunca desaparecer."

Tomás Vasques, O general de todas as estrelas foi-se embora sem ter bebido um trago de Havana Club (Edições Asa, 2001)

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Felizes uma ova

por João Carvalho, em 29.06.09

Os portugueses são pobres e desmobilizados, num país socialmente muito frágil; mesmo assim, apesar de pouco capazes de se mobilizar individual e colectivamente, são felizes. É a conclusão (?) do recente estudo Necessidades em Portugal – Tradição e Tendências Emergentes, de sociólogos do Centro de Estudos Territoriais do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa.

OBJETIVO 1: ERRADICAR LA POBREZA EXTREMA Y EL HAMBRE por Diego SiquieresAs notícias que vi sobre aquele estudo deixam um bocado a desejar: dão conta dos baixos rendimentos de muitos agregados sem dizer quantas pessoas compõem esses agregados; referem casais jovens que acabam por se considerar relativamente felizes com alguma relutância, talvez pela idade e por se sentirem saudáveis, mas não concretizam a ideia de felicidade; e por aí fora.

Sou muito desconfiado em relação a estas conclusões abstractas de que os teóricos costumam gostar muito. Interessa-me mais o lado concreto das coisas. Registei alguns dados mais específicos.

A população pobre anda nos 20 por cento e o estudo ainda  encontrou privações que se alargam muito para lá dessa percentagem. Por exemplo: um terço dos portugueses em condições precárias e preocupados com a sua sobrevivência e 32,6 por cento sem conseguir aquecer a casa; muito mais do que os 20 por cento de pobres sem conseguir pagar uma semana anual  de férias fora e de regresso ao trabalho antes de concluídas as baixas médicas por causa da redução salarial; 57 por cento com um orçamento familiar abaixo dos 900 euros.

Outros dados: a privação média ou alta atinge 35 por cento dos portugueses; os mais vulneráveis são os idosos, as famílias monoparentais e os menos instruídos; os mais jovens também já enfrentam situações de vulnerabilidade; as qualificações superiores não garantem emprego.

Posto isto, o tal estudo diz que as condições deficientes ou más determinam (numa escala de 1 a 10) um grau de satisfação de 6,6 (um dos mais baixos da Europa) e um grau de felicidade de 7,3.

Concluir que estamos satisfeitos e que somos felizes é aceitar com um encolher de ombros que temos notas positivas sem sequer  saber o que é satisfação e felicidade. Por isso é que não gosto de abstracções. Basta reler os dados concretos para ficar assustado. E para desmontar o cenário que o actual governo apregoava há um ano sobre o aumento da nossa qualidade de vida e a descida do número de pobres.

 

Nota — Sobre este assunto, vale a pena reler esta reflexão no DO, do Jorge Assunção, escrita há pouco mais de um mês.

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Ligação directa

por Pedro Correia, em 29.06.09

Ao Hole Horror.

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O sono dos injustos

por João Carvalho, em 28.06.09

«A Assembleia Legislativa da Madeira tem pago pareceres jurídicos para fundamentar, ou para justificar a posteriori, iniciativas legislativas ou meros caprichos eleitoralistas» da maioria madeirense. Pagos assim pelo Orçamento, tais pareceres «custam, em média, 25 mil euros cada e, na generalidade, são encomendados por ajuste directo a juristas da área social-democrata, actuais ou ex-deputados».

Ora, a apetência de Alberto João Jardim para disparar sobre tudo e todos costumava ter o contraponto dos seus pares, que corriam sempre a assinalar o exercício impoluto do presidente do governo regional e líder do PSD-M. Porém, as irregularidades sobre as viagens aéreas de Jardim, estas adjudicações directas aos amigos suportadas pelo erário público e outras escandaleiras estão a minar a auréola do desbocado todo-poderoso da Madeira.

Tudo isto parece confirmar o que há muito se sabe: por princípio, o exercício do poder por tempo indeterminado não é recomendável. Embora, também por princípio, o País e os visados continuem a dormir o sono dos justos. Injustamente.

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Uma dúvida

por Paulo Gorjão, em 28.06.09

Agora que já está marcada a data das eleições autárquicas, o que é que José Pacheco Pereira está à espera -- e, já agora, António Lobo Xavier, no que toca ao CDS -- para levantar a questão da presença de António Costa na Quadratura do Círculo?

Se JPP não percebe, eu explico: já nem falo na possibilidade de António Costa poder discutir temas que envolvam Lisboa. Limito-me à simples questão da notoriedade que lhe advém da sua presença regular na SICN. JPP não acha que isto prejudica Pedro Santana Lopes em particular e o PSD e Manuela Ferreira Leite em geral? Ele que está em guerra permanente contra os inimigos internos não vê nenhum problema no seu papel de idiota útil, para utilizar a sua expressão?

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Está no papo

por João Carvalho, em 28.06.09

A notícia: «Sócrates propõe criar cinco mil estágios profissionais por ano na função pública». Neste fim da legislatura, "propor" é um eufemismo: deve ler-se "Sócrates promete".

Se prometer também não aumentar impostos, referendar o Tratado de Lisboa, arranjar 150 mil novos postos de trabalho, encomendar os famosos estudos de viabilidade do TGV e equilibrar as contas públicas – se prometer também tudo isto, então Sócrates vai por bom caminho. Está no papo.

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As melhores praias portuguesas (11)

por Pedro Correia, em 28.06.09

 

Comporta (Alcácer do Sal)

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Banco ou máfia?

por João Carvalho, em 28.06.09

Toneladas de dinheiro, jactos privados, mordomias sem fim, luxos vitalícios – nada disso me impressiona excessivamente. O que me faz espécie é aquilo dos 40 seguranças privados. (Lembrei-me logo de Santana Lopes primeiro-ministro, com os seus 14 seguranças, como se Portugal fosse a Colômbia ou a Guiné-Bissau.) O homem fez o quê e anda com medo de quem?

Aquilo dos 40 seguranças é, a meu ver, a prova provada do que até tenho medo de pensar: não estamos a falar de um banco e de banqueiros; estamos é a descobrir uma máfia e uns 'padrinhos'. A menos que estejamos perante um mix de Santa Isabel e de Zé do Telhado, que só queira juntar para distribuir pelos pobres, como se espera de um bom católico.

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Eles

por Teresa Ribeiro, em 28.06.09

Sempre fizeram parte do meu imaginário. Eles eram os bandidos, os vendidos, uma espécie de agentes patogénicos que infectavam a nação e impediam o progresso do país. Eles também eram os que nos uniam nas rodas de café, nos táxis, nas barbearias, nos jantares de família e até no emprego. Claro que todos tínhamos por certo que a eles ninguém beliscaria e essa era a evidência que temperava a nossa mansa revolta - a revolta de quem se sabe impotente. Essa resignação alastrava, já se sabe, aos assuntos do foro pessoal, que só podiam correr mal. Daí a nossa tristeza colectiva, o fado e o fardo existencial, o medo de ser feliz.

Mas depois eles começaram a aparecer. A partir de certa altura as notícias, os nomes associados a casos de fraude e corrupção passaram a surgir nos jornais com uma regularidade inquietante. Apito Dourado, Operação FuracãoBNP, BPPBCP e caso Freeport têm rostos. A maioria, já se sabe, safar-se-á, incólume. Todavia é preocupante a nova apetência por este tipo de investigação. Acaso alguém se lembrou que sem eles provavelmente não conseguiríamos funcionar como o colectivo de fortes traços identitários que somos há séculos?  

Antes que esta perseguição ganhe dimensões de consequências imprevisíveis, acho que o melhor é fazerem o favor de ficar por aqui. A menos que um dia queiram ver a culpa, essa solteirona empedernida, a dar o nó e a partir daí deixar-nos sem assunto, sem argumentos que nos aliviem de culpas e responsabilidades e, o que é pior, com um destino nas mãos. Além de que em tempo de crise ninguém se preocupa com minudências.

 

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Frequência religiosa

por Ana Margarida Craveiro, em 28.06.09

Habituada que estou a fazer inquéritos, ao ler este género de coisas salto logo para a operacionalização em perguntas:

- Em termos religiosos, como se define? Ateu.

- Com que frequência se desloca à igreja ou local de culto? Diariamente/ mais do que uma vez por semana.

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Heróis da BD (8)

por Pedro Correia, em 28.06.09

 

 

Mortadelo e Filemón, de Francisco Ibañez

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Expressões que detesto (20)

por Pedro Correia, em 28.06.09

"EMPATE TÉCNICO"

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Ligação directa

por Pedro Correia, em 28.06.09

Ao Tijolo com Tijolo.

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Passado presente (CXIV)

por Jorge Assunção, em 27.06.09

 

Biblioteca do Escuteiro Mirim (1986)

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Voltar

por Leonor Barros, em 27.06.09
O primeiro ensinamento que tirei quando cheguei a Paraty foi que não se deve beber água de coco quando se vai fazer uma viagem longa de carro, com poucos sítios para parar à beira da estrada excepto o mato brasileiro frondoso e tropical Pelo meio da manhã de um dia quente e luminoso apareceu o transfer, à porta do hotel, em Ipanema. Um táxi apenas, sem mais turistas, e a recepção calorosa do taxista, Sérgio de seu nome, simultaneamente guia durante o caminho longo entre o Rio e Paraty. Não tivesse eu bebido um dos néctares mais simples mas mais saborosos que conheço também pelo ritual em si e a simplicidade do fruto catado pela cabeça e a singela palhinha, teria achado o caminho bem menos longo. Uma vez chegada a Paraty, só tinha algo em mente, sempre o mesmo, acompanhado do grilo falante Nunca mas nunca mais te lembres de beber água de coco e assim que entrei na Pousada rompi de imediato com uma das regras do sítio: não usar sapatos durante a estadia no local. E depois de arrumadas as malas e instalada bem lá no último piso do sobrado com um terraço de chão de madeira e uma rede amarela tão convidativos que lá ofereci o corpo beijado pelo sol à descontracção, arrumei os meus dias no Rio e me abandonei ao reencontro com as minhas origens, o deve e haver da matriz miscigenada, foi pôr pé nas ruas de paralelepípedo e adentrar uma das vilas mais acolhedoras que conheço. A vegetação exuberante e as montanhas em pano de fundo, o casario bem cuidado, os sobrados e a calçada, a praça de dia mais tranquila e de noite animada pelos artesãos, uma caipirinha com a cachaça certa e, acima de tudo, a mistura alquímica de que são feitos todos os lugares mágicos que nos preenchem a alma: algo indizível, dificilmente descritível, algures entre a plenitude e a nostalgia que transportamos como uma tatuagem na alma. Um passeio de escuna para me banhar nas águas mais tépidas e prazeirosas que conheci no Brasil e para sempre o ar quente e húmido, exactamente como eu gosto, o calor displicente que embala os corpos e amacia a alma e depois mais uma volta no mato para o banho indispensável de cachoeira, há sempre uma cachoeira à nossa espera no Brasil, e depois voltar e guardar bem perto do coração aquele pedaço de Brasil mesclado com Portugal e sentir esta vontade de perdidamente voltar.
 
Embora este texto já tenha sido publicado aqui, a vontade de voltar regressa em força agora que se aproxima a FLIP.

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Palhaçada

por Leonor Barros, em 27.06.09

Nada como uma derrota nas eleições europeias para surgirem as alterações que hipoteticamente granjearão mais votos. Esta é um bom exemplo. Ou admitimos isso ou teremos de admitir que o Ministério da Educação não sabe o que faz e nos andou a enganar a todos com a verborreia do mérito.

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Para que serve o ministro?

por João Carvalho, em 27.06.09

Bruxelas começa a abdicar, finalmente, da rigorosa calibragem de fruta e legumes que decidiu impor e tem feito cumprir há anos. Com o pretexto (difícil de entender) de harmonizar o tamanho, cor e forma de 36 produtos agrícolas, andámos todos a desperdiçar e a deitar fora, durante anos e anos, toneladas e toneladas de bens alimentares que não encaixavam na padronização imposta por eurocratas inventores de ideias: a fruta e os legumes enjeitados nem sequer para concentrados e sumos serviam.

Graças à iniciativa da actual comissária europeia para a Agricultura, 26 desses produtos limitam-se a ter de respeitar aquilo que é essencial: só precisam de ser saudáveis e de estar limpos, em condições seguras e higiénicas para o consumo. As medidas absurdas foram revogadas e a normalização simples e racional vai entrar agora em vigor, a 1 de Julho.

Porém, se a iniciativa parece pacífica, desenganem-se: só nove países aprovaram estas regras simplificadas; 16 votaram contra e Portugal foi um dos dois países que se abstiveram. Mais: o ministro da Agricultura que temos não só se absteve como até se queixa das alterações e diz que apenas não votou contra por não estarem abrangidos dez produtos.

Jaime Silva quer lá saber se há fome e se há desperdício de comida. Ele afirma que está «de acordo com o princípio», mas acha que esta liberalização devia ser gradual.

A verdade é que cada Estado-membro pode determinar as exigências que entender. Portanto, com o ministro que ainda temos, parece provável que o alcance real da entrada no mercado de produtos hortofrutículas não-calibrados seja fraco: a ASAE deixará de ser uma dor de cabeça para quem coloca no mercado, mas as regras das grandes superfícies que compram sem ver poderá ser dominante.

Cross-section and full view of a ripe tomatoNão se sabe o que Jaime Silva queria, ao defender a aceitação apenas gradual de bens alimentares não-padronizados, mas bons para comer. Com a nossa agricultura (e as pescas) abaixo de uma expressão razoável, também não se sabe por que temos de manter um ministro que não cumpre o padrão exigível. Nem um director-geral: qualquer chefe de secção servia para dar conta do recado.

Os pepinos que não forem firmes e hirtos, por exemplo, o ministro acha que só deviam aceitar-se devagarinho? Não se entende. Por estas e por outras é que já não há tomates como antigamente: andam todos luzidios, todos iguais, todos amaricados.

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As melhores praias portuguesas (10)

por Pedro Correia, em 27.06.09

 

Zambujeira do Mar (Odemira)

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Maias

por António Manuel Venda, em 27.06.09

Releio «Os Maias». Carlos, a certa altura, fala com um tipo do Tribunal de Contas.

 
– Duas horas e um quarto! – exclamou Taveira, que olhara o relógio. – E eu aqui, empregado público, tendo deveres para com o Estado, logo às dez horas da manhã.
– Que diabo se faz no Tribunal de Contas? – perguntou Carlos. – Joga-se? Cavaqueia-se?
– Faz-se um bocado de tudo, para matar o tempo… Até contas!

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Uma decisão sensata

por Sérgio de Almeida Correia, em 27.06.09

Cavaco Silva acabou de revelar que as legislativas terão lugar a 27 de Setembro. Nada a dizer quanto à fundamentação, nem relativamente à data. O debate fica a ganhar e as autarquias não perdem a visibilidade que também merecem. Com altos e baixos, provocados mais pela sua falta de jeito para lidar com a comunicação social do que por erros de julgamento ou de acção, o Presidente continua a revelar bom senso. Tomara que a oposição e a direcção do meu partido tivessem revelado igual acerto na acção política.

 

P.S.O facto de ter sido possível escolher um Provedor de Justiça em meia dúzia de minutos depois da retirada do Prof. Jorge Miranda demonstra bem esta falta de acerto e o paroquialismo das lideranças que temos.  

 

 

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Passado presente (especial)

por Ana Vidal, em 27.06.09

 

Kodachrome (1935 - 2009)

 

Quase 75 anos depois da sua criação, a primeira película fotográfica colorida - e considerada a melhor de sempre - é retirada do mercado pela Kodak, vítima da supremacia da era digital. Foi usada, desde sempre, pela famosíssima revista National Geographic. E foi consagrada por Paul Simon, que lhe dedicou uma canção:

 

Kodachrome

You give us those nice bright colors
You give us the greens of summers
Make we think all the world's a sunny day, oh yeah!

 

A partir de agora, já não adianta pedir: Mamma don't take my kodachrome away...

 

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Frases de filmes (23)

por Pedro Correia, em 27.06.09

 

"Consegui, Mamã! No topo do mundo!"

Cody Jarrett/James Cagney

em Fúria Sanguinária, de Raoul Walsh (1949)

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Os quadros das nossas vidas (7)

por Teresa Ribeiro, em 27.06.09

Há mais de um ano que tentava convencer a minha mãe a remover do quarto todos os resíduos daquela existência larvar a cheirar a pó de talco que eu queria esquecer. Tinha 15 anos, quase 16. Os laços rosa pálido do papel de parede atentavam contra a minha dignidade. As bonecas não combinavam com os Eças, Jorge Amados e Steinbecks que começava a alinhar nas prateleiras.

Até que um dia ela cedeu. Radiante, meti as bonecas na arca, fiz o escalpe das paredes e rumei à Dargil, na 5 de Outubro, onde de vez em quando entrava para namorar discos e os posters que um dia haveria de comprar para pôr no quarto.

Foi então que tive aquela epifania. Entre bandas metálicas e ícones do cinema descobri O Jardim das Delícias de Hieronymus Bosch, o holandês nascido em 1450 que viria a influenciar pintores do século XX como Salvador Dali. Não, jamais me passou pela cabeça levá-lo para pendurar à cabeceira da cama. Não era uma gótica, nem sequer andava lá perto. Mas a verdade é que não conseguia desviar os olhos daquelas criaturas grotescas que estranhamente me ameaçavam, sobretudo as da banda direita do tríptico, que representa o Inferno.

 Jung chamou a Hieronymus Bosch "o mestre do monstruoso". Com efeito nunca, desde que interiorizara a ideia de Inferno, alguém mo conseguira sugerir de forma tão avassaladora. As imagens de pesadelo deste mestre holandês pareciam imbuídas de um poder maléfico que, ao contrário de qualquer expressão artística de inspiração satânica, não me excluía mas implicava.

A força de Bosch está nesta sua estranha capacidade de nos convocar a contragosto para as cenas que pinta, como se recusasse deixar-nos ficar simplesmente a contemplá-las. Neste sentido podemos mesmo considerá-lo um artista de intervenção, embora esse epíteto aplicado a quem viveu no século XV seja, no mínimo, insólito.

Pouco se sabe acerca de Hieronymus Bosch, como convém, de resto, ao autor de uma obra tão enigmática. Especula-se que poderá ter pertencido a uma comunidade herética que defendia o amor livre, o que explicaria a sua forma desassombrada de representar cenas de sexo explícito numa época de profunda repressão moral e sexual. Mais crível é, porém, a versão que o identifica como membro de uma seita ultra-religiosa denominada Irmandade de Maria. Nesse contexto a sua obra terá emergido como uma catarse através da qual expiou os demónios que mais ameaçavam a sua integridade cristã. Não é difícil imaginá-lo. A catarse é o mais clássico indutor da actividade artística, porém na época ninguém ousou fazê-lo com tamanho arrojo, permitindo-se representar, sem qualquer subtileza, o material não editado que provém do inconsciente.

Não por acaso Jung chamou-lhe também "descobridor do inconsciente". E com esta afirmação não pretendia referir-se  apenas ao inconsciente do artista. Foi nesse papel de descobridor que o reconheci, por instinto, naquela longínqua tarde na Dargil. Como não é impunemente que nos mexem no inconsciente, depois disso voltei lá uma e outra vez, sob os mais variados pretextos. Nunca assumia que era para o ver. Mas era. 

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Expressões que detesto (19)

por Pedro Correia, em 27.06.09

"JANELA DE OPORTUNIDADE"

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Como disse?

por João Carvalho, em 27.06.09

«(...) Sócrates e Zapatero estiveram sempre a par das negociações que colocavam a TVI sobre a alçada do Estado.»

(Pivot citando mal o Expresso, na SIC-Notícias)

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Ligação directa

por Pedro Correia, em 27.06.09

Ao Costa Rochosa.

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O melhor empregado da Europa

por Ana Margarida Craveiro, em 26.06.09

Quando há uma boa notícia para os nossos agricultores:

A partir de 1 de Julho são revogadas as normas europeias que harmonizavam a calibragem das 36 frutas e legumes mais consumidos no continente, que estabeleciam, de Portugal à Lituânia, características idênticas para o diâmetro das melancias, a cor do tomate, a forma das maçãs ou a rectidão dos pepinos.

"Não fazia sentido continuar a deitar fora comida só porque tinha uma forma esquisita", explica ao Expresso Michael Mann, o porta-voz da comissária europeia responsável pela agricultura, a grande impulsionadora desta modificação.

 

 

O nosso excelso ministro responde:

O ministro da agricultura português não esconde alguma irritação com esta "mudança radical": "parece que de repente descobrimos que a normalização é um privilégio de ricos, que há fome no mundo e que, além das facilidades de transporte e armazenamento, não traz qualidades adicionais aos produtos".

 

Citações daqui.

 

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