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Óbvio!

por Cristina Ferreira de Almeida, em 31.05.09

Um dia explicava não sei o quê às crianças quando me saiu a frase "... e como o casamento entre pessoas do mesmo sexo é proibido...". Ia continuar quando os vejo de olhos arregalados: - "É proibido?!? Porquê?!?". Não consegui explicar. A verdade é que também não sabia.

Lembrei-me disso e fiquei orgulhosa quando o meu nome foi projectado no ecran do cinema S. Jorge como uma das primeiras 800 assinaturas de um movimento que pede igualdade de direitos no acesso ao casamento. Até me sinto ridícula de tão óbvia que me parece esta reclamação, mas a verdade é que muitas coisas que nos parecem hoje óbvias tiveram que ser conquistada. Toca lá a assinar, vá.

 

http://www.igualdade.net/

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Cultura Vital

por João Carvalho, em 31.05.09

O candidato-mor do PS viu-se obrigado a deixar de lado a agenda politiqueira. Primeiro a prometer e primeiro a deixar os temas que queria que fossem exclusivamente europeus, Vital Moreira anunciou hoje que ia flectir no rumo que tem mantido e dedicou o dia à cultura. Numa Europa que é assumida e felizmente multicultural, nada mais acertado para começar a responder às dúvidas e expectativas dos eleitores...

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Passado presente (XCVI)

por Pedro Correia, em 31.05.09

 

 Fawlty Towers

(BBC, 1975-79)

Provavelmente a melhor sitcom de sempre

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Onde está a Ana Gomes?

por Ana Margarida Craveiro, em 31.05.09

A ler: o editorial de Henrique Monteiro sobre a tortura aqui em Portugal. O que nos distingue dos outros é que, mesmo perante assassinos de crianças, como é o caso, temos critérios mínimos de decência. Direitos mínimos, como o não ser espancado, torturado. No dia em que a tortura é provada, mas não implica prisão de ninguém, estamos um bocadinho mais próximos dos "Irões" e "Yemens". Um passo pequeno, mas significativo.

As Anas Gomes deste mundo só gostam de tortura sobre coitadinhos do outro lado do mundo. A tortura dentro de portas, apoiada por um sistema judicial podre, não interessa grande coisa.

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Europeias (34)

por Pedro Correia, em 31.05.09

 

MMS: ONDE MORA O MÉRITO?

 

Li o programa do Movimento Mérito e Sociedade às eleições europeias.

 

Principais propostas:

- Uma verdadeira política fiscal comum

- Salário mínimo uniformizado no espaço europeu 

- Políticas de acesso à saúde e à educação uniformizadas no espaço europeu

- Cidadãos europeus com os mesmos direitos e deveres na UE

- Igualdade de acesso à cultura, saúde e justiça

- Melhoria do ensino do português além-fronteiras

- Incentivos e benefícios às remessas provenientes dos portugueses a viver na Europa

 

Comentários:

- O MMS tem o programa eleitoral mais bem escrito de todos quantos li até agora.

- O facto de estar bem redigido não impede que este programa seja, essencialmente, um conjunto de generalidades e abstracções.

- 'Igualdade' e 'uniformizado' são palavras-chave neste programa do Movimento Mérito e Sociedade. Percebe-se onde está a Sociedade. Só apetece perguntar onde está o Mérito. 

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O pequeno ditador

por Leonor Barros, em 31.05.09

Domingo de manhã é um dia improvável para visitas ao supermercado. Contudo acontece, raramente, mas acontece e por isso neste Domingo cumpriu-se a improbabilidade e a excepção.

Entre o burburinho que presumo habitual, uma fila desencorajadora no peixe e os carrinhos a abarrotar, cruzei-me com uma mãe carregando o filho de um lado e o carrinho de compras no outro. O ar de desânimo e estafa no rosto da mulher bem jovem denunciam o suplício que passará entre dois pólos da sua existência, a vida doméstica de um lado, e do outro, a maternidade, empurrada como quem empurra o mundo, o contraste infeliz com a manhã tépida e apaziguadora de sol. Mais um volta e ouço o grito de uma outra mãe, o eco lá para o corredor das bolachas Francisco! Ó Francisco! e depois a reincidência num tom ainda mais elevado Francisco! Avisto entretanto o Francisco, uma criança de uns quatro, cinco anos previsivelmente, a empurrar o carrinho de compras, cada vez mais alheado ao chamamento da mãe. Impávido e sereno o Francisco seguia o seu caminho como se nada, rigorosamente nada, fosse. Francisco! Desta feita, o Francisco ia já bem ligeiro a afastar-se da vista da mãe. A progenitora acorreu à criança para que não a perdesse de vista e arremessou-lhe com mais uma ralhadelas sonoras, a que o Francisco correspondeu com uma altaneira ignorância do alto da sua ínfima idade. Francisco, o que é que tínhamos combinado? Nada. Mãos adentro de uma prateleira, ia lampeiro buscar algo da sua preferência. Já que o obrigaram a ficar pelo menos traria algo consigo. Mais uma admoestação e nada. A mãe corre lesta para o carrinho, furiosa e descontrolada, e retira algo a que o Francisco finalmente reage com o choro imediato. A mãe, com o desespero estampado no rosto, cede e diz-lhe Então pronto! Surpreendente que aos quatro, cinco anos aquela mãe não consiga impor-se, ceda às chantagens do pequenote e que fique desesperada. Menos surpreendente é, pois, que quando adolescentes não lhes consigam fazer nada.

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Heróis da BD (4)

por Pedro Correia, em 31.05.09

 

 

Jeff Hawke, de Sidney Jordan

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Ler

por Pedro Correia, em 31.05.09

Ao mesmo.  Do João Gonçalves, no Portugal dos Pequeninos.

Memória. Da Helena Matos, no Blasfémias.

A voz do dono. De Filipe Tourais, n' O País do Burro.

O que temos de aturar. Do Filipe Nunes Vicente, no Mar Salgado.

Cortinas de fumo. De Gabriel Silva, no Blasfémias.

Para que serve a requalificação do Terreiro do Paço? De Fernando Penim Redondo, no Dote Come.

Zeca. De Bruno Vieira Amaral, n' O Cachimbo de Magritte.

Guerra e Paz 2. Da Joana Carvalho Dias, no Hole Horror.

Odeio-te, Philip Roth, odeio-te! De Eugénia de Vasconcellos, na Mátria Minha.

Terra Nova: a independência que descambou num fiasco... De A. Teixeira, no Herdeiro de Aécio.

Liberdade de expressão (2). Do Tomás Vasques, no Hoje Há Conquilhas.

Pyongyang também é aqui. De Rui Bebiano, n' A Terceira Noite.

"Como é que Deus permite isto?" Do Henrique Raposo, no Clube das Repúblicas Mortas.

Can't tell the truth cause it all comes out wrong. De Pedro Jordão, em The Heart is a Lonely Hunter.

 

(em actualização)

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Ligação directa

por Pedro Correia, em 31.05.09

À Política de Verdade.

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De Portugal inteiro (34)

por Pedro Correia, em 30.05.09

Gargol (da Nazaré)

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Passada com o presente

por Teresa Ribeiro, em 30.05.09

A minha cesta dos jornais está sempre a transbordar das notícias que eu imagino que estou a perder e que afinal não perdi porque a Internet, as televisões e as rádios as afogaram. Das leituras que ficam para trás distinguem-se algumas colunas de opinião, artigos onde se coligem dados que me interessa arquivar e uma ou outra entrevista que eu quero ler, ou voltar a ler, com vagar. A que Alfredo Mendes deu ao Público a 26 de Fevereiro li no próprio dia em que saiu, mas depois deixei-a ficar. Não para arquivar - a história de um despedimento já não é notícia - nem sequer para reler. Talvez apenas porque a ideia de a meter no lixo me incomoda.

Fotografaram-no bem. Naquela foto de página está tudo: a mágoa e sobretudo o espanto de quem se vê, ao fim de mais de 30 anos de profissão, a ser entrevistado e fotografado por colegas. De repente do outro lado. Não a fazer perguntas de gravador na mão, mas inquirido por dois profissionais de um meio que o regurgitou. Diz que foi despedido durante uma conversa que durou dois minutos. Trabalhava no Diário de Notícias há  32 anos e foi um dos 122 trabalhadores do grupo Controlinveste que receberam, no princípio do ano, guia de marcha.

A dignidade com que se fez ao boneco que ironicamente sela a sua carreira de jornalista é parte do meu problema. Não consigo, mesmo que respeitosamente demore no gesto mais que os tais  dois minutos, mandá-lo para o lixo. Acabo a passar os olhos por dois ou três tópicos desta entrevista e lembro-me que o que mais me perturbou foi ler a descrição que ele fez da forma como foi acolhido na profissão, tinha então 16 anos: quando meti na cabeça que havia de ser jornalista mandei uma carta para o Jornal de Notícias. "Se dentro de uma semana não tiver resposta, escrevo para o Comércio do Porto", lembra-se de ter pensado. Mas a resposta veio mesmo, assinada pelo então subdirector do JN, Freitas Cruz. Era um convite para ir à redacção. Diz que ficou extasiado. No dia aprazado deslocou-se ao JN e aguardou cerca de quinze minutos. De repente apareceu-me um senhor muito aflito, a pedir desculpa pela espera. Era Freitas Cruz, que o aconselhou a seguir estudos mas acabou a convidá-lo para colaborador desportivo.          

Um director a recebê-lo? Um director a desculpar-se porque fez perder um quarto de hora a um miúdo de 16 anos? Parece ficção. Apetece-me embrulhar a cena e metê-la na série Passado Presente aqui do Delito, com a etiqueta Disto já não há. Que contraste entre esse mundo distante que Alfredo Mendes nos deixa entrever e aquele que o dispensou em poucos minutos. Enquanto devolvo a história dele à minha cesta pergunto-me como foi possível chegar a isto. Ao mesmo tempo que me interrogo reparo que está calor, é sábado e estou a perder demasiado tempo com a minha sempiterna pilha de jornais. Com os malditos jornais. Raios os partam! 

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Hoje, no i

por Ana Margarida Craveiro, em 30.05.09

Merecem a abstenção que têm

Ana Margarida Craveiro



Primeiro facto: os eurodeputados tendem a alinhar-se mais por famílias políticas do que a navegar por linhas nacionais. No parlamento europeu, há política à moda antiga. Segundo facto: a abstenção nas eleições europeias seria menor se houvesse uma politização das eleições, com estratégias europeias a ir a votos. Sucede que o eleitorado não conhece essa politização, logo, não vota. Conhecer as várias Europas propostas é meio caminho para tornar a Europa uma disciplina de política interna - como ela é - e não uma matéria de relações internacionais – como ela já não é. Mas em Portugal nada mudou. De forma medíocre, esta campanha não passou as nossas fronteiras. A abstenção assim o atestará, de novo.
A pequena Europa do passado tinha vencedores consensuais. Hoje, a competição pelo poder é feita a 27, com maiorias de esquerda ou direita. Ou seja, existe uma verdadeira democracia na Europa. A nossa campanha desrespeitou essa democracia europeia com a politiquice portuguesa do costume.
 

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Desculpa de mau pagador

por Paulo Gorjão, em 30.05.09

Vital Moreira deu um tiro no pé. Insiste em não perceber que deu um tiro no pé e continua com o dedo no gatilho e com a pistola apontada ao pé. Sejamos claros. Até ao momento -- que eu saiba -- o PSD enquanto partido político não teve qualquer conduta menos própria. Dito de outra maneira, enquanto exerciam funções, os titulares dos órgãos nacionais -- e em particular da comissão política nacional --  em momento algum procuraram tirar proveito próprio recorrendo ao nome do PSD. Ou seja, nada, literalmente nada, compromete o bom nome do PSD. Logo, de um ponto de vista institucional, Manuela Ferreira Leite não tem nada que condenar politicamente o que quer que seja. Por inúmeras razões, não lhe fica bem explorar o caso BPN desta forma.

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Europeias (33)

por Pedro Correia, em 30.05.09

 

 

 

PPM: UM REI NA CASA BRANCA

 

Li o programa do Partido Popular Monárquico às eleições europeias.

 

Principais propostas:

- Trabalhar em benefício da cultura, da tradição, dos produtos e ideias portuguesas

- Exigir medidas responsáveis e eficazes contra o crime económico

- Exigir o fim da pesca por arrastão nas águas portuguesas

- Integração das minorias étnicas

- Referendo ao Tratado de Lisboa

 

Comentário:

O programa deste partido é um autêntico mistério. Não pelo facto de não propor praticamente nada em concreto: outros que se apresentam a estas eleições também nada propõem aos portugueses. Verdadeiramente enigmático, para mim, é que um partido que se intitula monárquico e poderia fazer a diferença neste particular não inclui uma só linha, uma só palavra, em defesa da monarquia. Poderia mencionar Isabel II de Inglaterra, ou Juan Carlos de Espanha, ou Margarida da Dinamarca. Mas não. A grande referência internacional deste desconcertante PPM é Barack Obama. "A América, através da recente eleição do seu primeiro Presidente negro, já deu o primeiro sinal de que esta é a hora de apostar em algo que há cinco anos seria impensável", destaca o Partido Popular Monárquico no preâmbulo do seu programa - quase apetece chamar-lhe Partido Popular Obármico, dada a devoção que parece dedicar ao inquilino da Casa Branca. Alguém sabe informar-me se Obama usa coroa?

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Berlusconi proíbe livro de Saramago

por Carlos Barbosa de Oliveira, em 30.05.09

A editora de Berlusconi censurou um livro de Saramago. Estou ansioso por ver as reacções daqueles que acusaram Chavez de ditador por, pretensamente, (digo pretensamente, porque já se provou que tudo se reduziu a uma montagem grotesca) ter proibido a entrada de Mario Vargas Llosa na Venezuela.

Povavelmente vão dizer que foi um acto normal em democracia...

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Ligação directa

por Pedro Correia, em 30.05.09

À Papa Myzena.

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Alexandra, Abraão e Isaac

por Cristina Ferreira de Almeida, em 29.05.09

 

O juiz que entregou Alexandra à mãe biológica reconhece que decidiu o destino da "menor" com base em relatórios e pareceres, sem nunca ter falado com nenhuma das partes. Nisso, não difere de muitos juízes, nem o seu processo de decisão difere de muitos processos. A única diferença de Gouveia Barros é que, apesar de tudo, se mostrou incomodado com a evolução do caso e falou com os jornalistas sobre a sentença. Estranhamente, é por ter falado que vai responder perante o Conselho Superior de Magistratura.

Não defendo que as decisões judiciais devam ter por base os sentimentos populares sobre cada caso - até porque, ao contrário do que acontece no futebol, não temos um vídeo que esclareça a justeza de cada acordão. Mas acho que a Justiça não pode viver isolada de um compromisso: o dos valores sociais que entendemos serem comuns.

Barack Obama expôs essa necessidade brilhantemente num discurso que gostaria de lincar mas não consigo. Disse ele que se, à saída da Igreja onde discursava, as pessoas vissem Abraão com uma faca na mão para matar Isaac - em resposta à prova de lealdade que Deus lhe pediu - certamente não ficariam à espera da mão de Deus. Denunciariam Abraão e esperariam que a Comissão de Protecção de Menores lhe retirasse a guarda de Isacc. "Faríamos isso porque não ouvimos o que Abraão ouve, nem vemos o que Abraão vê. Então, o melhor que podemos fazer é agir de acordo com aquilo que todos nós vemos e com aquilo que todos nós ouvimos", disse Obama.

Creio que, neste caso, o compromisso de que Obama fala poderia ter feito toda a diferença na vida de Alexandra. 

 

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A sorte de...

por Paulo Gorjão, em 29.05.09

... José Sócrates é que até dia 7 de Junho Vital Moreira não tem tempo para se suicidar politicamente. Ele está a tentar, com empenho, mas (in)felizmente o tempo não permite muito mais.

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Coerência

por Paulo Gorjão, em 29.05.09

A coerência não é, não foi, não será, uma característica dominante na política portuguesa. Nada a fazer.

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Músicas de filmes (XIX)

por Jorge Assunção, em 29.05.09

 

The Magnificient Seven por Elmer Bernstein

Os Sete Magníficos (1960) de John Sturges

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Provedor volta à estaca zero

por Carlos Barbosa de Oliveira, em 29.05.09

Como se esperava, depois dos bizarros esclarecimentos de Bernardino Soares justificando a abstenção do PCP, a AR  não conseguiu eleger o Provedor de Justiça.
Os parlamentares demonstram, uma vez mais, que se estão borrifando para os cidadãos que os elegeram.
Numa altura em que alguns  tiranetes e capangas vão mostrando a sua raça,  atropelando os mais elementares direitos dos cidadãos, a inoperância da Provedoria de Justiça até convém ao PS. Não se julgue, porém, que  depois do escarcéu à volta deste assunto o PSD sai de cara lavada.

Por quanto tempo mais vai ficar Nascimento Rodrigues de baixa?

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Slogans das Europeias

por Carlos Barbosa de Oliveira, em 29.05.09

Por toda a Europa, a oferta de brindes continua a ser uma prática seguida por vários partidos. Na Holanda, por exemplo, o partido “Os Verdes” oferece preservativos com este slogan: “apetece-me ter relações europeias”.
Os liberais holandeses recorreram a uma ventoinha e acrescentaram-lhe o slogan “Fan of Europe”, aproveitando o duplo significado da palavra “fan”.
Bem distantes do miserabilismo dos slogans exibidos nos outdoors que proliferam em Portugal.

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O selectivo purismo jurídico-penal de Vital Moreira

por Adolfo Mesquita Nunes, em 29.05.09

Talvez já não surpreenda -- mas não deixa de entristecer -- que, a propósito do caso BPN, Vital Moreira se esqueça de tudo quanto vem afirmando sobre a presunção de inocência nos sucessivos escândalos que rodeiam José Sócrates e, abandonando os "alegados" e os "presumíveis", se dedique a associar o PSD à "roubalheira" no BPN.

O muito selectivo purismo jurídico-penal de Vital Moreira já não supreende porque, como por várias vezes aqui fui tentando dar conta, o candidato do PS às eleições europeias tende a mudar rapidamente de posição consoante os intervenientes nos escândalos sejam próximos do seu PS. 

Mas se a surpresa já se foi, a tristeza perante esse espectáculo não pode deixar de ficar e de aumentar a cada dia que passa. Não só pelo triste estado a que o debate político chegou em Portugal mas também -- e sobretudo -- pela forma como, por estas bandas, os mais altos representantes dos vários partidos vão dando a entender que a lei e os princípios de direito só servem para ajudar os mais próximos e não para proteger o indivíduo.

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Europeias (32)

por Pedro Correia, em 29.05.09

 

 

PNR: O CÃO-GUIA

 

Tentei ler o programa eleitoral do Partido Nacional Renovador para estas europeias. Tentei, mas não consegui: se tem programa, o PNR esconde-o dos eleitores. Resta um apelo do seu líder, José Pinto-Coelho, para que "cada nacionalista" não deixe de votar no partido a 7 de Junho. Não sou nacionalista: a retumbante proclamação do gauleiter luso não se dirige a pessoas como eu. Mesmo assim, parece-me demasiado minimalista este apelo para se votar num programa que fica por divulgar. Como se cada eleitor fosse cego e surdo - e o partido o seu cão-guia.

Como contributo original do PNR para esta campanha, sobra o termo federasta. Odeio esta palavra.

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Época de incêndios

por J.M. Coutinho Ribeiro, em 29.05.09

Leio que o país está em polvorosa e eu prognostiquei este tempo - parece que vai piorar -, ávido de tempos novos, dum recomeço com esperança. Lamento - fui apanhado no contratempo, que me dispersa, enquanto vou escrevendo por aí:

 

Luto, demente, entre o dormonoct e a ansiedade, pelo mais logo e pelos dias que hão-de vir, por aí, entre a planície de fogo e o medo do regresso à circunferência inexpugnável que me mirrou as asas, mesmo quando, nos olhares distraídos, havia a arrogância da águia. Há entre ti e eu a linha ténue da perplexidade, que não sei se é tua, se minha, se nossa, meu amor, que - por fim - tem rosto.

 

Está desculpada a ausência? Eu volto já, incendiário.

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Topem, mas topem bem

por Jorge Assunção, em 29.05.09

Ana Gomes pede que "topem quem figura neste quadro de horrores das candidaturas ao PE, que o PSE acaba de divulgar". Ora, no quadro de horrores surge Monica Macovei, romena conhecida por lutar contra a corrupção no seu país e não só. A propósito vale a pena ler isto. E sim, topem, topem como os socialistas aparentam estar contra alguém que é um símbolo na luta contra a corrupção.

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Ligação directa

por Pedro Correia, em 29.05.09

AO Quebra-Notas.

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Era o quê?

por João Carvalho, em 28.05.09

«A permanência dele era embaraçante.»

(António Costa sobre Dias Loureiro, no Quadratura do Círculo, SIC-Notícias)

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Passado presente (XCV)

por Pedro Correia, em 28.05.09

 

Projector e filmes Super 8

(Imagem roubada aos nossos vizinhos d' O Andarilho)

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ERC reprova actuação da TVI

por Carlos Barbosa de Oliveira, em 28.05.09

Não faltará por aí quem critique a decisão da ERC mas, face às queixas apresentadas, o regulador não podia deixar de tomar posição, sob pena de perder toda a credibilidade.
Em causa está um conjunto de peças a propósito do caso Freeport, exibidas no Jornal da sexta-feira onde, a coberto de jornalismo de investigação, se torpedeou constantemente o Estatuto do Jornalista.
A TVI pode preencher todo o horário nobre com  telenovelas, o que não pode é fingir que faz informação quando está a produzir apenas uma telenovela informativa, desrespeitando o Estatuto do Jornalista e as regras mais elementares do jornalismo.
Na sua deliberação, o Conselho Regulador considerou "verificada, à luz da análise efectuada, a possibilidade de a TVI ter posto em causa o respeito pela presunção de inocência dos visados nas notícias (tal como resulta do artigo 14.º, n.º 2, alínea c) do Estatuto do Jornalista)". Afirma ainda o Conselho que a TVI se afastou de alguns princípios expostos no seu Estatuto Editorial, a cujo cumprimento se encontra vinculada, e onde se compromete "a observar, nomeadamente, nos seus programas de Informação, regras estritas de honestidade, de isenção, de imparcialidade, de pluralismo, de objectividade e de rigor".
Poderá haver quem acredite que aquilo que a TVI anda a fazer é jornalismo, mas compete à ERC, enquanto entidade reguladora, esclarecer os cidadãos sobre as diferenças entre jornalismo, opinião e “vendetta”.
Texto da deliberação e peças analisadas, aqui.

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Passado presente (XCIV)

por João Carvalho, em 28.05.09

 

Relógio de mesa de carrilhão

(Alemanha, séc. XIX)

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Ternura é...(8)

por Carlos Barbosa de Oliveira, em 28.05.09

Um banco cobrar 104€ a um cliente que pretende acabar com a sua conta.

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Europeias (31)

por Pedro Correia, em 28.05.09

 

MPT: CURTO E GROSSO

 

Li o programa do MPT-Partido da Terra às eleições europeias.

 

Principais propostas:

- Transparência

- Um tratado europeu, curto e legível, com um máximo de 25 páginas

- Transparência

 

Comentário:

O programa do MPT parece-me demasiado opaco.

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Os professores da nossa vida

por Paulo Gorjão, em 28.05.09

Este texto de Leonor Barros trouxe-me à memória de imediato uma ou duas coisas. A primeira foi que conheci Schiele através de uma exposição, há vários anos, na sede da CGD. O estilo é inconfundível. Fiquei tão impressionado e gostei tanto que a posteriori li o que encontrei sobre a obra e a vida atormentada de Schiele.

A segunda coisa de que me lembrei de imediato foi do professor que mais me marcou ao longo da minha vida académica. Fiz o secundário na Escola Secundária Filipa Lencastre, na Praça de Londres. Guardo excelentes memórias de um grande Professor -- com letra maiúscula -- e, mais importante, de um grande educador de jovens. Ainda hoje tenho imensa pena de nunca mais o ter encontrado para lhe expressar a minha admiração e agradecimento pelo seu enorme empenho. A sua dedicação excedia em muito aquilo que lhe era curricularmente exigido. Professor de História, levava as suas colecções pessoais de slides -- que foi constituindo à sua custa nas deslocações que fazia, nas suas férias, a museus europeus e não só. Ao longo do ano lectivo passávamos horas a ver slides de quadros de pintores das mais diversas épocas e escolas, à medida que dava a matéria. Mais importante, de forma discreta, mas eficaz, despertava a nossa curiosidade e sentido estético. Um senhor e um grande professor. O seu nome era Adérito Tavares.

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Podemos regressar aos insultos à moda antiga?

por Paulo Gorjão, em 28.05.09

O insulto, seja em privado ou proferido em público, tem efeitos terapêuticos. Não há nada como um bom palavrão, no momento certo, para descomprimir.

Parece que hoje em dia há quem os queira substituir com os placebos "neoliberal" e "neoconservador". Espanto dos espantos, há mesmo quem fique mais ofendido do que se lhe aplicassem um palavrão com as letras todas.

Confesso que nesta matéria sou conservador, sem ser neo. Nada, absolutamente nada, substitui um bom palavrão. Disse.

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Falando de assuntos sérios...

por Paulo Gorjão, em 28.05.09

... nunca mais estreia?

 

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Por falar em demissões...

por Cristina Ferreira de Almeida, em 28.05.09

... não haverá mais ninguém a ouvir a voz da consciência? Uma vozinha a sussurrar baixinho: "como tencionas explicar o teu papel nesta embrulhada?"

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Ligação directa

por Pedro Correia, em 28.05.09

Ao Dar à Tramela.

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Empurrado

por Pedro Correia, em 27.05.09

Há mais de um mês, escrevi aqui que Dias Loureiro não tinha alternativa: devia mesmo demitir-se do Conselho de Estado. O ex-secretário-geral social-democrata demorou demasiado tempo a assumir o gesto que lhe competia. Em boa verdade, não saiu pelo seu pé: foi empurrado pela pressão dos acontecimentos, depois de horas consecutivas de transmissões em directo de uma audição parlamentar em que Oliveira e Costa, seu ex-colega de Governo e de banco, o arrasou sem contemplações. A sua permanência no Conselho de Estado, muito para além do que o bom senso aconselharia, abalou consideravelmente o prestígio deste órgão, que na prática deixou de funcionar, e constituiu uma forma de insustentável pressão sobre o Presidente da República, como já em Dezembro alertei. A degradação da nossa vida democrática não acontece por acaso: acontece precisamente por casos destes.

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Adivinha

por João Carvalho, em 27.05.09

«Entradas de leão, saídas de sendeiro.»

Alguém adivinha quem? Vá lá, eu dou uma ajuda:

nomeações de leão, demissões de sendeiro...

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Obviamente, demite-se

por Ana Vidal, em 27.05.09

Ofereço a Dias Loureiro este texto do escritor mexicano Juan José Arreola, por me parecer um bom epitáfio para uma saga lamentável, que durou uma eternidade. O gesto da demissão poderia até ter sido bonito, se tivesse ocorrido há mais tempo. Agora, até a frase que acabei de ouvir-lhe - "A minha protecção é a minha consciência" - parece uma anedota.

 

 

Acabo de proclamar a independência dos meus actos. À cerimónia compareceram apenas alguns desejos insatisfeitos, duas ou três atitudes condenáveis. Um propósito nobilitante, que prometera aparecer, enviou à última hora a sua escusa humilde. A cena transcorreu num silêncio pavoroso.

Creio que o erro esteve na proclamação ruidosa: trombetas e sinos, foguetes e tambores. E, para culminar, uma engenhosa queima de moral pirotécnica, que não chegou a arder de todo.

No final das contas, achei-me sozinho comigo mesmo. Despojado de todos os atributos de caudilho, os confins da noite me encontraram empenhado na simples tarefa de escritório. Com os últimos restos de heroísmo, atirei-me à penosa incumbência de redigir os artigos de uma extensa Constituição, que amanhã submeterei à assembleia-geral. O trabalho divertiu-me um pouco, apagando do meu espírito a triste impressão do fracasso.

Leves e insidiosos pensamentos de rebeldia voam como mariposas nocturnas em volta da lâmpada, enquanto sobre os escombros da minha prosa jurídica passa, de quando em vez, um ténue sopro da Marselhesa.

 

(JJA - Liberdade)

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Passado presente (XCIII)

por Leonor Barros, em 27.05.09

 

Mafalda (1964 - 1973)

 

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Como é???

por João Carvalho, em 27.05.09

«Não havia outra alternativa.»

(Francisco Louçã sobre a demissão de Dias Loureiro, na SIC)

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Razão para gostar de Roland Garros

por Jorge Assunção, em 27.05.09

 

Michelle Brito eliminou em Roland Garros a 15.ª melhor jogadora do Mundo e ficou apurada esta quarta-feira para a terceira ronda do torneio

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Razões para votar PSD nestas eleições

por Ana Margarida Craveiro, em 27.05.09

 

Votar no PSD é reeleger Durão Barroso como Presidente da Comissão. A iniciativa Better Regulation é uma muito boa razão para o querer:

- menos custos para as empresas europeias (em particular, para PMEs);

- simplificação da legislação - mais legível, mais propensa à criatividade;

- redução da burocracia;

- maior cuidado nas políticas e seu alcance;

- reduzir o acquis communautaire de 80.000 páginas para pelo menos 50.000.

 

É também isto que está em causa nestas eleições: menos regulação, melhor regulação. São duas faces de uma mesma moeda. E a moeda foi cunhada por esta Comissão.

 

Também publicado aqui.

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Portugal dos Pequeninos em livro

por Paulo Gorjão, em 27.05.09

 

O lançamento será na Bertrand do Chiado, dia 3 de Junho, às 18.30, e a apresentação do livro e do autor será feita por José Pacheco Pereira. Marcarei presença, seguramente.

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A Leste, nada de novo...

por Carlos Barbosa de Oliveira, em 27.05.09

O caso Alexandra, que abordei aqui e aqui, tem-me apaixonado pelas diferentes componentes que o envolve e não se esgotam na  vertente humana - sem dúvida a de maiores consequências para os envolvidos, mas com pouca relevância no foro jurídico.
As decisões contraditórias dos juízes de Barcelos e Guimarães evidenciam uma vez mais que a justiça portuguesa é uma roleta russa onde a vida dos cidadãos é decidida de acordo com o juiz que lhe cai em sorte.
Como dizia ontem uma amiga advogada, à maioria dos juízes apenas interessa o aspecto processual, ignorando outras vertentes que mereceriam análise.
O tratamento jornalístico do caso em Portugal e na Rússia também me suscita especial atenção. Penso estamos perante um caso que irá permitir uma análise ainda mais rica do que o caso Maddie, em que a manipulação noticiosa da imprensa britânica era demasiado visível. Será também uma boa oportunidade para perceber em que nível está a liberdade de imprensa na Rússia
Temos, depois, a análise do comportamento social e cívico. Os imigrantes russos podiam ter ficado calados, mas decidiram sair em defesa da família portuguesa e ponderam organizar uma manifestação para o demonstrar aos portugueses, mas também às autoridades russas. De registar, para memória futura.
Finalmente, temos a vertente política. Se já havia sinais de que o caso Alexandra se poderia transformar num caso político, a recusa do visto à família portuguesa, para participar no programa de televisão onde se ia encontrar com Alexandra, vem retirar quaisquer dúvidas.
A partir de agora, o caso joga-se em mais um tabuleiro e convém estar atento ao desenvolvimento das jogadas.
Adivinho, a breve prazo, a abertura de uma outra frente. Na cabeça de alguns guionistas (atenção, Moita Flores!) já anda certamente a bailar a hipótese de fazer um filme ou uma novela sobre o assunto. Em breve, aparecerá um livro (pelo menos) onde toda a história será relatada.
Alguma imprensa irá explorar o assunto à exaustão. Tal como Maddie, também Alexandra irá permitir a alguns a obtenção de bons lucros. Esperemos é que as histórias que surjam sejam bem contadas.
Entretanto, é bom não esquecer, estamos a cinco dias do Dia Mundial da Criança. Espero que este caso seja lembrado nessa data. Como caso exemplar de violação dos seus direitos.

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As coisas são o que são

por Pedro Correia, em 27.05.09

À atenção de quem encara estas europeias como a primeira volta das legislativas.

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Europeias (30)

por Pedro Correia, em 27.05.09

 

 

PH: PEACE AND LOVE

 

Li o programa do Partido Humanista às eleições europeias.

 

Principais propostas:

- Desmantelamento das armas atómicas existentes em território europeu.

- Retirada imediata das tropas europeias dos territórios estrangeiros ocupados. 

- Inscrever nos tratados europeus uma renúncia expressa à guerra como meio de resolução de conflitos.

- Regularizar todos os imigrantes residentes em território europeu e equiparar os estrangeiros aos cidadãos comunitários em matéria de liberdade de circulação e direito de estabelecimento. 

- Conceder asilo a todas as pessoas e respectivas famílias que são forçadas a fugir dos seus países, independentemente das suas motivações para emigrar. 

- Estabelecer como critérios obrigatórios de convergência a existência de sistemas públicos de saúde e de educação gratuitos, universais e de qualidade.

- Combater a precariedade laboral e o desemprego, impondo modelos de participação dos trabalhadores na propriedade e gestão das empresas.

- Regular a actividade bancária, fomentando as operações de capital de risco no apoio à actividade produtiva e impedindo os juros usurários.

- Monitorizar e controlar a prescrição de psicofármacos a crianças, alegadamente hiperactivas ou com défice atencional.

- Incentivar o empreendedorismo e a criação de empresas através de apoios financeiros.

 

Comentários:

1. O Partido Humanista devia mudar de nome. Devia chamar-se Partido da Paz e do Amor.

2. Felizmente os belíssimos princípios pacifistas advogados pelo PH não vigoravam durante a II Guerra Mundial. Caso contrário a Europa teria ficado submetida à 'paz' de Hitler.

3. O programa do PH concilia o estado máximo de bem-estar, ainda por cima com a banca "regulada" e proibida de praticar "juros usurários", com a concessão máxima de direitos políticos e sociais aos imigrantes. Quadratura do círculo: se fosse aplicado à letra - partindo do princípio de que alguma vez teria aplicação prática - este programa atrairia à Europa milhões de deserdados do mundo inteiro em busca de direitos máximos e regalias máximas que não encontram, nem de longe, nos países de origem. Nunca é dito como seria financiado esse estado de bem-estar, um pormenor despiciendo a que talvez o PH aluda num dos seus próximos programas eleitorais.

4. Detesto a expressão 'défice atencional'.

5. Faltou algo essencial no cardápio das promessas eleitorais do PH: um pote de ouro no fim do arco-íris. Omissão imperdoável.

6. O programa do PH é assim como aqueles manuais de auto-ajuda que se vendem aí pelos supermercados: não faz bem nem mal, antes pelo contrário.

7. O PH enganou-se de ano. Estamos em 2009, não em 1968.

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O vício do anonimato

por Paulo Gorjão, em 27.05.09

Expliquem-se, se faz favor, se conseguirem: qual é a necessidade de uma fonte oficial falar sob anonimato para dizer isto, se é exactamente igual ao comunicado oficial?

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