Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Solidariedade comovente

por Teresa Ribeiro, em 30.04.09

Ainda a propósito do post aqui de baixo, vejo agora em reportagem televisiva que os partidos que aprovaram a nova lei de financiamento partidário - isto é, todos - alegaram que para o PCP, que tem todos os anos a Festa do Avante para organizar e um eleitorado envelhecido (eventualmente avesso a cartões de crédito e cheques), esta alteração é conveniente. Foi bonito ver este gesto de solidariedade para com os camaradas da assembleia!

Autoria e outros dados (tags, etc)

Dá-me agora que ninguém vê, ó meu!

por João Carvalho, em 30.04.09

Fica o exemplo. Em tempo de crise. Depois, não se esqueçam de ficar admirados com a abstenção. Tirando esta chamada de atenção, sou incapaz de comentar a aprovação parlamentar de hoje relativa ao financiamento partidário. Porque correria o risco de escrever alguns palavrões.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Um grande campeão

por J.M. Coutinho Ribeiro, em 30.04.09

 

Talvez tenha sido o melhor atleta português de todos os tempos:

Joaquim Agostinho morreu, faz hoje 25 anos

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Feira do Livro

por Leonor Barros, em 30.04.09

 

A Feira do Livro é estar sentado debaixo de um guarda-sol às listras a dar autógrafos e a comer os gelados que a minha filha Isabel me vai trazendo de uma barraquinha três editoras adiante, preocupada com as atribulações de um pai suado, de repente da idade dela, a escrever dedicatórias, de língua de fora, numa aplicação escolar. Isto não é uma queixa: gosto das pessoas, gosto que me leiam, gosto sobretudo de conhecer as pessoas que me lêem e me ajudam a sentir que não lanço ao acaso do mar garrafas com mensagens corsárias que não se sabe onde vão ter, e gosto dos romances que escrevi. Tenho orgulho neles e tenho orgulho em mim por ter sido capaz de os fazer. De modo que ali estou, satisfeito e tímido, acompanhado pelo Nelson de Matos que me pastoreia com paciência, com uma placa com o meu nome e as capas em leque à minha frente, um pouco como a sensação de vender bijuterias marroquinas nos túneis do Metropolitano do Marquês ou fatos de treino fosforescentes na Feira do Relógio, que os leitores folheiam, compram, me estendem para o selo branco, e eu em lugar de lhes explicar obsequioso e seguro que os livros não debotam nem encolhem na máquina limito-me por falta de vocação cigana a pôr a etiqueta lá dentro
(Deus sabe o que me apetece às vezes assinar Hermés ou Valentino)
e a devolvê-los com o sorriso lojista de quem garante qualidade e boa malha.
 

 

António Lobo Antunes, Livro de Crónicas

 

 

A  Feira do Livro de Lisboa  já está no Parque.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Aos demagogos do desemprego

por André Couto, em 30.04.09

Acho uma certa piada aos demagogos do desemprego, aqueles que acham que Portugal é imune à conjuntura económica que o rodeia e, plenos política barata, disparatam constantemente sobre o tema.
Compreendo que a história por vezes é cruel e muito difícil de digerir, afinal, em 2005, quando o desemprego descia em todo o lado, aumentava em Portugal. Não era?
Mas porque já estamos em 2009 e 2005 é um pesadelo passado, tomei a liberdade de "roubar" ao Jorge Assunção esta tabela, para partilhar a convosco minha reflexão.
Analisando a evolução 2007-2010 das taxas de desemprego, vemos que a Irlanda, exemplo de comparação tão querido do CDS/PP, vê a sua galopar 8,5%. Espanha, nossa vizinha embora isso nada releve para alguns, vê a sua disparar 11%, sendo que em 2007 era apenas três décimas superior à de Portugal.
Cá no Burgo, e segundo previsão do insuspeito Fundo Monetário Internacional, a taxa de desemprego cresce "apenas" 3%...

Se é o cenário desejável? Não, não é. Mas se em 2005, quando tudo estava internacionalmente saudável, o desemprego crescia em Portugal, imagino velocidade de crescimento superior à da luz hoje em dia, caso o PSD fosse governo.

Autoria e outros dados (tags, etc)

À djistância de um cliqui,

por André Couto, em 30.04.09


 

não perca... o Cánau da Verdadji!

Autoria e outros dados (tags, etc)

Da Democracia na América

por Jorge Assunção, em 30.04.09

 

É, também, no respeito que os governantes têm por aqueles que governam que se encontra a grandeza do país em causa. E os jornalistas são, além de vigilantes para com os abusos do poder, os melhores intermediários que um povo pode ter na sua relação com quem exerce o poder.

 

A foto foi roubada daqui e uma óptima entrevista com o recém eleito presidente Obama pode ser encontrada aqui.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Passado presente (LXXV)

por João Carvalho, em 30.04.09

 

 

 

Os Panhard (França) pós-Guerra:

Dyna X (1948/54), Dyna Z (1954/59),

PL 17 (1959/65) e CT 24 (1964/67).

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Desnorte (2)*

por Ana Vidal, em 30.04.09

 

As galinhas de Fafe numa manifestação espontânea, após a visita do inspector à Escola Secundária. Noutro cartaz podia ler-se: "Isto não é Aveiro, aqui os ovos não são moles". E num outro, ainda: "Fora com os trouxas de ovos".

 

(* Título roubado à Leonor)

Autoria e outros dados (tags, etc)

Europeias (14)

por Pedro Correia, em 30.04.09

 

 

TRAPALHADAS SOCIALISTAS

 

1. O cartaz é do PS. O lapso era grosseiro: estava errada a data de adesão de Portugal à CEE. Culpa do partido? Nada disso: a culpa foi da gráfica.

2. O tempo de antena é do PS. Com base numa iniciativa inqualificável: filmar crianças numa escola pública do ensino básico fazendo-as elogiar o Magalhães para as utilizar sem pré-aviso na propaganda eleitoral. Culpa do partido? Nada disso: a culpa foi da produtora.

Autoria e outros dados (tags, etc)

"Obama, Roosevelt e as lições do passado"

por José Gomes André, em 30.04.09

É o título de um artigo que tive a oportunidade de escrever para o "Público", a propósito dos primeiros "cem dias" de Obama. Para os interessados, e para quem não pôde ler (o acesso online é restrito a assinantes), fica aqui a peça (longa, desde já previno).

 

"A referência aos primeiros cem dias de governação como um importante barómetro político nasceu com a Presidência de Franklin Roosevelt, cujo início foi caracterizado justamente por uma crucial e frenética acção governativa, determinante para salvar os Estados Unidos de uma crise sem precedentes. O momento era especialmente grave: o desemprego atingira em 1932 os 24%; a economia conhecera uma contracção de 13,4% e o sistema bancário estava à beira do colapso. Impulsionado por uma vitória retumbante, Roosevelt avançou porém com um vasto programa político capaz de combater aquele cenário negro, fazendo jus ao lema que havia enunciado no seu discurso inaugural: «A única coisa de que devemos ter medo é o próprio medo».  

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Ligação directa

por Pedro Correia, em 30.04.09

AO País do Burro.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Desnorte

por Leonor Barros, em 29.04.09

A Norte andam a passar-se fenómenos estranhos. Primeiro foi o caso Charrua, magistralmente resolvido pela Moreira excelentíssima. Agora mais a Norte surge outro fenómeno curioso. Na sequência da chuva de ovos com que a Ministra da Educação foi recebida em Novembro último, a diligente Inspecção-Geral da Educação pôs pés ao caminho para averiguar do feito. Até aqui tudo normal. Contudo, nem tudo correu bem e o alerta foi dado pelos pais dos alunos da Escola Secundária de Fafe. A fazer fé na notícia, o Inspector lembrou-se de questionar os alunos sobre o possível envolvimento de professores na chuvada de ovos,estimulando a delacão. Além dos menores não poderem ser ouvidos sem a presença dos pais ou quem os represente e não o tendo sido, como parece ser o caso, foi cometida uma ilegalidade, não se entende o teor destas inquirições. Prefiro acreditar que foi trabalho do Bruxo de Fafe a admitir que este país vai de mal a pior e que se perdeu por completo o pudor.

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Sabia que...

por João Carvalho, em 29.04.09

... este foi o primeiro automóvel a chegar ao País do Sol Nascente? Pois é que foi mesmo. Trata-se de um Panhard & Levassor, fabricante francês, e foi importado pelo Japão em 1898.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Blogue da semana

por Pedro Correia, em 29.04.09

Eles voltaram, após ano e meio de ausência. E voltaram em forma. Aí está, de novo, o Dolo Eventual. É o nosso blogue da semana.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

A facilidade

por António Manuel Venda, em 29.04.09

«Portugal é um país onde é fácil ser corrupto.» Frase de um participante de um dos fóruns da rádio, há poucos dias.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Feminino singular

por Pedro Correia, em 29.04.09

 

A Joana atribuiu ao DELITO DE OPINIÃO o prémio Este blogue é tão bom que até arrepia. E desafia-me a mencionar outros blogues que mereçam esta distinção.

Para validar a escolha, há que dar os seguintes passos:

 

· Reencaminhar este prémio para dez blogues
· Exibir a imagem do prémio
· Publicar o endereço do blogue que o premiou
· Indicar dez blogues para fazerem parte do "este blogue é tão bom que até arrepia"
· Avisar os indicados
· Publicar as regras
 
Parece complicado, mas não é. Aqui ficam as minhas escolhas. Todas com nome próprio. Feminino. E singular.

 

Ana

Ângela

Carla

Eugénia

Isabela

Joana

Leonor

Luísa

Rita

Sofia

 

Agradeço a distinção, em nome de toda a tribo 'delituosa'. Falta acrescentar um agradecimento à Eugénia de Vasconcellos e ao José Simões, que também nos distinguiram. E sublinhar que Entre as Brumas da Memória, da própria Joana Lopes, também deve, por mérito próprio, ser incluída nesta galeria de blogues que admiro.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Passado presente (LXXIV)

por João Carvalho, em 29.04.09

 

Lâmpada de Aladino em bronze*

(símbolo da Enfermagem)

 

* — Pedidos na caixa de comentários.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Europeias (13)

por Pedro Correia, em 29.04.09

 

 

CINCO CANDIDATOS NA SIC NOTÍCIAS

 

O debate entre os cabeças de lista às europeias desta noite, na SIC Notícias, foi mais substantivo e - pareceu-me - também mais esclarecedor do que o da RTP. Com Nuno Melo e Miguel Portas a marcar pontos, Vital Moreira coladíssimo ao Governo, Paulo Rangel estranhamente apagado e Ilda Figueiredo igual a si própria.

Detalhemos um pouco.

 

ILDA FIGUEIREDO

O melhor. A sua reiterada preocupação com a "perda de soberania" de Portugal na União Europeia, o que faz dela, aparentemente, a mais patriótica dos cabeças de lista.

O pior. A contradição em que cai com frequência ao reclamar contra o "directório das grandes potências europeias" enquanto reclama mais dinheiro dessas mesmas potências.

A frase. "É necessária uma ruptura com estas políticas do capitalismo, do neoliberalismo."

 

MIGUEL PORTAS

O melhor. Procurou sempre centrar a discussão nas questões europeias. Reclamou um referendo europeu, negado pelo PS e pelo PSD, e mais poderes efectivos para o Parlamento Europeu.

O pior. Diz-se "europeísta", mas é fácil confundi-lo com um eurocéptico.

A frase. "Não sou europorreirista, como Vital Moreira e Paulo Rangel."

 

NUNO MELO

O melhor. Foi o mais eficaz nas críticas a Vital Moreira, lembrando que no anterior debate o candidato socialista chegou a elogiar José Sócrates por ter reduzido os impostos, proeza que mais ninguém vislumbrou.

O pior. Passou uma esponja no passado eurocéptico do CDS, como se isso nunca tivesse existido.

A frase. "Não somos eurocépticos nem eurocalmos. Somos europeístas convictos."

 

PAULO RANGEL

O melhor. Esteve sereno e calmo. Introduziu no debate um dos temas mais importantes - a baixíssima aplicação dos fundos europeus em Portugal, no âmbito do actual QREN (quadro de referência estratégico nacional).

O pior. Esteve sereno demais.

A frase. "A concorrência ajuda não apenas as pequenas e médias empresas mas os pequenos e médios estados."

 

VITAL MOREIRA

O melhor. Rebateu com alguma eficácia as posições eurocépticas dos partidos à sua esquerda.

O pior. Demasiado colado a Sócrates, elogiou o Governo por ter conseguido desbloquear verbas europeias sem assinalar que essa verbas só têm vindo a ser residualmente aplicadas.

A frase. "Não quero ganhar o campeonato da algazarra, da vozearia e da mistificação."

Autoria e outros dados (tags, etc)

Ligação directa

por Pedro Correia, em 29.04.09

À Praça Stephens.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Não sei se é bem isso...

por J.M. Coutinho Ribeiro, em 28.04.09

«Em política, quem passa a vida a ter de esclarecer, corrigir, especificar, desmentir, clarificar,  o que disse é porque não acerta. Está nos livros», diz o Jorge Ferreira, no Tomar Partido. E tem razão - é mais ou menos como um actor cómico que se vê obrigado a explicar a piada, perante o sorriso amarelo da assistência.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Coisas práticas

por Cristina Ferreira de Almeida, em 28.04.09

- Se faz favor, para o Pingo Doce?

- A senhora vai sempre em frente. Quando chegar à rotunda vira à esquerda e depois  é passando o "porreiro pá" logo à direita.

- Ora bolas, tinham-me dito que era depois do Vital Moreira e já tive que dar uma volta enorme...

- Isso foi alguém que não é de cá  e fez confusão, de certeza. O Minipreço é que é logo a seguir ao Vital Moreira. Mas é o Minipreço...

Autoria e outros dados (tags, etc)

Bloco central

por Jorge Assunção, em 28.04.09

Em relação aos apoios anunciados para combater a crise, Manuela Ferreira Leite insistiu em que o Governo diga «onde foi buscar o dinheiro», manifestando «receio» de que este provenha da Segurança Social. «A ausência de informação, o facto de não haver um orçamento rectificativo e o facto de ver o ministro do Trabalho em silêncio pode significar que isto está a ser feito pela Segurança Social», sustentou, referindo como «bastante estranho» que o ministro do Trabalho «não queira comentar» o alargamento do subsídio social de desemprego.

 

Alguém perguntou ao governo "onde foi buscar o dinheiro"? Já está esclarecida a questão?

Autoria e outros dados (tags, etc)

Nem tudo é mau

por João Carvalho, em 28.04.09

«Eu não consigo falar!... Pois... Eu peço desculpa... mas de facto não consigo falar!...»

(Maria de Lurdes Rodrigues, na Assembleia da República)

Autoria e outros dados (tags, etc)

Apelo

por André Couto, em 28.04.09

 
Fonte "ultra fidedigna" comunicou-me que esta linha visa ajudar a Dra. Manuela Ferreira Leite a superar um problema de solidão que se tem vindo a agudizar nas últimas semanas.
Muitos dos que foram eleitos consigo viraram costas e muito do eleitorado tradicional do PSD tem-se transferido para outras cores, o que tem deixado a líder cada vez mais sozinha e com medo que os poucos que sobram abandonem o barco.

Devemos ter especial sensibilidade por esta mensagem ser eminentemente para dentro do Partido, um apelo desesperado para evitar a debandada geral.


Sejamos solidários com a sua causa.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Já começou a chantagem (3)

por José Gomes André, em 28.04.09

A reacção de Vitalino Canas à entrevista de Ferreira Leite, segundo notícia do DN: "Vitalino Canas, porta-voz do PS, disse que as palavras da líder do PSD sobre soluções de Governo «só visam obscurecer uma escolha clara: só haverá estabilidade com uma maioria absoluta» dos socialistas."

Autoria e outros dados (tags, etc)

Europeias (12)

por Pedro Correia, em 28.04.09

 

 

 NADA A VER

 

Pacheco Pereira tem andado muito distraído, a contemplar o banco de jardim do Alto de Santo Amaro. Talvez isso explique o tom eufórico com que garante, no seu blogue, que só agora Zapatero apresentou o cabeça de lista do PSOE às europeias. Anda nove meses atrasado, o ideólogo de Manuela Ferreira Leite. Desde Julho de 2008 que era conhecido esse cabeça de lista - Fernando López Aguilar, ex-ministro da Justiça de Zapatero e actual secretário-geral dos socialistas das Canárias. Nada a ver com 14 de Abril de 2009, a data que Ferreira Leite escolheu para apresentar o cabeça de lista do PSD às europeias. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Boa tarde, PSD, fala a Manela!

por André Couto, em 28.04.09

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Delito de opinião

por Pedro Correia, em 28.04.09

Liberdade só da boca para fora - e fora de casa. Lá dentro, impera o regime do inquérito interno, para travar qualquer fuga à ortodoxia. Em qualquer mês do ano. Incluindo Abril.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Passado presente (LXXIII)

por João Carvalho, em 28.04.09

Remington Rand Calculator model 73P, 1930s/50s por galessa's plastics 

 

Calculadora Remington 73P

(décadas de 30 e 40)

Autoria e outros dados (tags, etc)

Diz que disse que não disse

por Pedro Correia, em 28.04.09

Manuela Ferreira Leite voltou a meter os pés pelas mãos. Como quando falou em suspender a democracia por seis meses ou sustentou que não deviam ser os jornalistas a seleccionar as notícias que difundem. Entrevistada ontem por um Mário Crespo que se excedeu em benevolência, no prime time da SIC, a presidente do PSD abriu a porta a um entendimento com o PS para um futuro governo de Bloco Central, confirmando que as divergências com José Sócrates são de forma e não de fundo. Como tem vindo a ser hábito, não tardaram os oficiosos hermeneutas de serviço a traduzir as palavras de Ferreira Leite, procurando interpretar o seu verdadeiro pensamento sobre a matéria: diz que disse que não disse. É um clássico, desde que a ex-ministra das Finanças ascendeu ao posto supremo do partido: os seus apaniguados tremem cada vez que abre a boca. Confirma-se: a senhora não é fadada para estas lides. O PS só pode agradecer ao PSD. Espero sinceramente que Sócrates não seja ingrato.

 

ADENDA 1. Por tudo isto, não admira que personalidades do partido, como Marcelo Rebelo de Sousa, Pedro Santana Lopes, Pedro Passos Coelho e Nuno Morais Sarmento confessem não se ter dado sequer ao incómodo de ver a entrevista. E admira ainda menos que os votos de comunistas e bloquistas, conjugados, andem muito perto dos do PSD.

 

ADENDA 2. Curiosa, cada vez mais curiosa, a simetria entre José Sócrates e José Pacheco Pereira. Um queixa-se da 'campanha negra' contra ele, o outro queixa-se da 'campanha 'contra a líder dele. Desta vez, ao menos, Pacheco dispara contra "os jornalistas" em geral, sem fazer discriminações: a 'conspiração' é global. Aqui entre nós, que ninguém nos ouve, isto anda tudo ligado. E o Elvis não morreu: foi raptado por marcianos.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Perfil de presidente

por António Manuel Venda, em 28.04.09

Fiz em tempos um trabalho sobre autarquias locais. Para esse trabalho tive uma enorme ajuda do meu amigo Luís Bento, que é consultor. Um dos seus contributos foi traçar o perfil-tipo de quem ocupa as cadeiras da presidência nos municípios portugueses. Deixo a seguir 13 tópicos que ele definiu.

 
1. É um(a) homem (mulher) com experiência política prévia nos respectivos partidos, com experiência de vida, capaz de galvanizar a opinião pública local através de projectos e de ideias que traduzam realizações possíveis e/ ou necessárias, com idade compreendida entre os 45 e os 55 anos. Vive maioritariamente do salário que aufere, mas detém competências e capacidades para exercer outra profissão. Gosta da evidência pública e, muitas vezes, exagera na importância que a si próprio(a) confere.
2. Não tem, normalmente, experiência de gestão – situação que prefere esconder – e revela carências no domínio do planeamento estratégico.
3. Gosta de ser pragmático(a), talvez para se defender – e tem dificuldades em perceber os mecanismos financeiros, entendendo muito melhor as regras económicas.
4. Trabalha muitas horas, rodeia-se de diversos assessores – muitas vezes sem qualquer preparação para gerirem os dossiers que lhes são confiados –, conferindo-lhes a necessária confiança política.
5. Tem dificuldades de análise de dossiers mais complexos.
6. Queixa-se da máquina administrativa, mas pouco faz para melhorá-la, pois tem medo de perder influência e controlo.
7. Procura a notoriedade externa, mas dentro da câmara tem dificuldades de diálogo com os técnicos e com os funcionários.
8. Adora conceder audiências e fazer-se esperar.
9. Está sempre à procura de conseguir licenciar grandes empreendimentos – os que trazem receitas significativas –, podendo, muitas vezes, desrespeitar o Plano Director Municipal (PDM), só para aumentar, a curto prazo, a receita do município.
10. Tem uma enorme falta de sensibilidade para as questões ligadas às novas tecnologias, com excepção dos telemóveis e dos automóveis topo de gama.
11. É um(a) excelente «vendedor(a)» do seu concelho, tudo fazendo para lhe conferir notoriedade nacional.
12. Gosta, verdadeiramente, do contacto com as populações e vive intensamente os problemas dos seus munícipes.
13. Por vezes, tem dificuldade em perceber que ainda não é primeiro(a)-ministro(a).

Autoria e outros dados (tags, etc)

Ligação directa

por Pedro Correia, em 28.04.09

Ao Notas ao Café.

Autoria e outros dados (tags, etc)

A sedução do poder

por Pedro Correia, em 27.04.09

 

 

 

Juan Luis Cebrián é uma referência importante no jornalismo europeu. Pelo papel que teve na fundação e consolidação do El País como principal jornal espanhol - e também pela sua acção como pedagogo, revelado enquanto autor de obras como Cartas a um Jovem Jornalista. Por tudo isto, foi enorme a minha decepção ao ler ontem, no El País, um texto dele sobre Nicolas Sarkozy que mais não é do que um desabragado panegírico ao Presidente francês. Um texto que descredibiliza a reputação de Cebrián, a tal ponto que pode apresentar-se, em futuras cartas a jovens jornalistas, como exemplo evidente do que não se deve escrever.

Seguem alguns trechos desta longa conversa entre Cebrián e Sarkozy, intitulada 'O Poder e a Felicidade':

 

- "Estamos en los jardines del Elíseo en torno a un café y en mangas de camisa, bajo un sol de primavera del que se defiende con unas rayban de cristales ahumados que ocultan sus ojos claros, transparentes, embaucadores hasta la seducción. Es fácil sucumbir a ella."

- "De acuerdo al catecismo, mentir es decir a sabiendas lo contrario de lo que uno piensa con intención de engañar o confundir al prójimo, convencido estoy de que Nicolas Sarkozy no es, desde luego, de los que mienten."

- "El es ahora dueño de su tiempo, lo regula, lo ordena, discurre por él con un aire de seguridad que no exhalaba cuando era candidato. El poder le ha cambiado, para mejor, como si le hubiera incitado a transcurrir la distancia que media entre el homo faber y el homo sapiens.

- "Vi al presidente francés más sólido, más tranquilo, más seguro de sí mismo, más decidido que nunca a implantar sus reformas. Más contento también."

 

Leio esta autêntica peça de propaganda ao Presidente francês e questiono-me, como outras vezes já fiz, sobre o que levará tantos profissionais da informação - incluindo alguns dos mais conceituados - a sucumbir com aparente facilidade aos mecanismos de sedução do poder. Por cada Bob Woodward, que se mantém como jornalista tantos anos depois do caso Watergate, surgem oito Cebriáns - ou nove, ou dez, que cedo trocam as redacções pelas administrações de órgãos de informação e passam a encarar o poder político com olhos cúmplices, perdendo a perspectiva crítica que outrora cultivavam.

Há muitas formas de desprestigiar a profissão. Esta é uma das mais eficazes. E uma das mais letais - por vir de dentro.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Já começou a chantagem (2)

por José Gomes André, em 27.04.09

Tal como previra, esta série vai ter pernas para andar. Veja-se este curioso texto de Carlos Manuel Castro, no Eleições 2009: "[...] caso o PS ganhe as próximas eleições legislativas com minoria, tal representaria uma forte ameaça à estabilidade nacional. Com uma direita sem rumo nem causas, apenas preocupada em sobreviver, e com uma esquerda totalmente irresponsável e desprendida do bem-estar dos portugueses, como ficará o País sem a estabilidade política destes anos? Condenado a um período de quase ingovernabilidade."

Autoria e outros dados (tags, etc)

Que paridade???

por João Carvalho, em 27.04.09

A propósito do desaguisado que opôs Ana Gomes a Manuela Ferreira Leite, a propósito das "negociações" entre Alberto João Jardim e o PSD sobre candidatos(as) elegíveis, a propósito dos "piropos" que ainda estão para vir — a propósito, enfim, das candidaturas femininas impostas e desse inesperado número de mulheres obrigadas a entrar à força na política — receio bem que a lei da paridade só contribua para umas valentes e escusadas "peixeiradas".

Oxalá eu me engane, mas ainda estamos na pré-campanha e há já vários episódios que se dispensavam. De resto, se querem saber, nem vejo onde está a tal paridade. Uma mulher para cada dois homens? Isso é que é paridade? Pois a mim parece mais ménàge à trois...

Autoria e outros dados (tags, etc)

Cem mil leitores

por Pedro Correia, em 27.04.09

Aabamos de atingir a cifra dos cem mil leitores, o que muito nos satisfaz. Com 1023 visitas diárias e 3708 páginas consultadas por dia, em média. E 5,24 minutos de permanência por leitor, também em média - o que é um sinal evidente de que não falta quem aprecie o que vamos escrevendo. Além de ligações a cerca de 280 blogues, de Portugal e do estrangeiro. Menos de quatro meses após termos iniciado este DELITO DE OPINIÃO.

Razões de sobra para continuarmos. Com tanto ânimo como até aqui.

Autoria e outros dados (tags, etc)

O triunfo dos porcos?

por Ana Vidal, em 27.04.09

 

Não bastava a crise económica generalizada, a insegurança do terrorismo à escala planetária, o aquecimento global... agora até as doenças dos porcos constituem uma ameça de pandemia.  A humanidade está a atravessar um qualquer fim de ciclo.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Dos livros

por Ana Margarida Craveiro, em 27.04.09

Um dia destes, um amigo dizia-me que um escritor atinge a sua qualidade máxima por volta dos 36 anos. Depois, é sempre a cair. Este fim-de-semana, li que o Ian McEwan está a escrever um romance sobre as alterações climáticas. Depois do Le Carré e do José Rodrigues dos Santos, eis que a escassez dos recursos chega ao feudo mais canonizado da literatura contemporânea. Confesso que leio as obras mais recentes de McEwan por preguiça de abandono: não gostei de Saturday (pobrezinho, previsível, demasiado correcto), nem de On Chesil Beach (infantil, quase). Parece-me que tenho o argumento final para o deixar nas prateleiras: os 36 anos de McEwan já lá vão. Resta a pergunta: para quando o romance sobre a gripe suína?

Autoria e outros dados (tags, etc)

Europeias (11)

por Pedro Correia, em 27.04.09

 

 

 TOCA A ACHINCALHAR

 

Li este texto uma vez, e outra. E tive grande dificuldade em acreditar no que lia. Parece-me inconcebível que uma candidata ao Parlamento Europeu, órgão político que deve ser o reduto supremo da cidadania, aluda assim a uma dirigente política só porque esta cometeu o pecado de pertencer a outro partido. Mais que isso: concebo mal que uma mulher se dirija assim a outra mulher, sendo ambas políticas. Isto porque fui escutando, ano após ano, como justificação definitiva para a introdução de quotas sexuais nas listas eleitorais, que as mulheres têm uma forma muito diferente dos homens de estar na política. São mais elegantes, mais cordatas, menos explosivas, menos cavilosas, resistem sem dificuldade à tentação de achincalhar o adversário - presumia eu. Enganei-me redondamente: Ana Gomes acaba de me demonstrar até que ponto eu estava errado.

 

ADENDA: Vital Moreira, cabeça de lista do PS e parceiro de blogue de Ana Gomes, reitera aqui a sua aversão aos ataques pessoais na política. Nada mais a propósito: só posso concordar. Ressalvando, naturalmente, o que assinalei aqui.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Quem se vê na TV (14)

por João Carvalho, em 27.04.09

Os falantes-em-teu-nome

São muito interessantes, à frente de uma câmara de televisão e de um microfone. Os falantes-em-teu-nome nunca respondem às perguntas do interlocutor, mas explicam ao interlocutor o que o interlocutor seria se o interlocutor fosse como eles.
É difícil entender o que lhes vai na mente: tanto pode ser modéstia, como pode ser imodéstia. Modéstia por não falarem deles ou imodéstia por assumirem uma atitude mais professoral, visto que se escusam a responder, mas manifestam grande preocupação por ensinar aos entrevistadores o que eles perderam por ser entrevistadores e não ser o que eles são.
Este grupo é, na sua esmagadora maioria, constituído por artistas. Podem ser actores, pintores, cantores, etc., mas artistas quase sempre, autores incluídos. Intelectuais, enfim. Os falantes-em-teu-nome tratam frequentemente os interlocutores por 'tu' e são conhecidos pelo modo desenvolto como se colocam no lugar destes. Pode ser assim:
Entrevistador – Ao fim de tantos anos de teatro, o que é que sente quando pisa o palco?
O falante-em-teu-nome – É difícil explicar. Ficas sempre como se fosse a tua  primeira vez, sentes aquele formigueiro pelo teu corpo acima. De repente, estás noutro lugar, não és tu, começas a encarnar o teu personagem, percebes?
Também pode ser assim:
Entrevistador – O que é que quiseste mostrar nesta tua segunda exposição?
O falante-em-teu-nome – Bem, tu sabias que tinhas de alargar os teus horizontes, que tinhas de apresentar uma pintura que estendesse o olhar das pessoas até onde querias ir, percebes? Como se tivesses sido conduzido por um impulso repentino que te fez ir mais além do que tu próprio julgavas que ias.
Ou então:
Entrevistador – O título mais recente é já um novo sucesso. Como é que começa um livro?
O falante-em-teu-nome – Nunca sabes quando vai acontecer, percebes? Um dia acordas como se tivesses sonhado com a história que tens dentro de ti, começas a escrever e sentes que é uma coisa imparável.
São muito interessantes, os falantes-em-teu-nome. Dá vontade de apanhar um e perguntar-lhe: «Como tem sido a tua vida de casado?» A resposta adivinha-se:
– Ah... Chegas a casa e ela está lá à tua espera, percebes?...

Autoria e outros dados (tags, etc)

Os "repetidos" e os "dificílimos"

por J.M. Coutinho Ribeiro, em 27.04.09

Quando era miúdo, um dos meus passatempos era coleccionar cromos da bola, numa caderneta que dava direito a prémio quando completa. Trocava os "repetidos" - os que estavam sempre a sair - com os meus amigos e havia os "dificílimos", aqueles que raramente saíam e que, praticamente, inviabilizavam o prémio. Por vezes, trocávamos os "dificílimos" por uma série de "repetidos", sempre no afã de completar a caderneta e ganhar a bola brilhante que o estabelecimento ostentava. Leio, agora, que a PSP se prepara para lançar uma variante dos cromos, só que agora já não da bola, mas do crime. Lê-se, no JN, que várias esquadras do país estão a impor "números-base" de detenções a fazer até ao fim do ano.

Estou a ver os polícias:

-  Então, já detiveste este?

- Ora, esse é "dificílimo". Mas tenhos alguns "repetidos" para a troca...

- Ora, esses toda a gente detém...

- Troco 10 "repetidos" por um "dificílimo".

- Bem, deixa-me pensar...

(Palpita-me que todos vão completar a caderneta. Porque, neste jogo, os "repetidos" valem tanto como os "dificílimos"...)

Autoria e outros dados (tags, etc)

De blogue em blogue

por Pedro Correia, em 27.04.09

1. A Daniela Major celebrou o primeiro aniversário da sua Câmara dos Lordes. Muitos parabéns.

2. Saúdo o Lutz Brückelmann por ter reaberto o Quase em Português. Já era tempo.

3. Verdadeiro acontecimento é o regresso do Dolo Eventual, que se despediu com um "voltamos já" em Outubro de 2007 e esteve ano e meio em silêncio. Um abraço a todo o "bando doloso", com votos de muitos e bons posts.

4. A Joana Lopes lançou-me este desafio. Não tardo a dar resposta.

5. A Cristina Vieira lança, por sua vez, este desafio ao DELITO em peso, num dos posts com mais ligações já surgidos este ano na nossa blogosfera. Desafio aceite, como se tem lido por cá nos últimos dois dias.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Passado presente (LXXII)

por Ana Margarida Craveiro, em 27.04.09

(um grande, grande filme)

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Ligação directa

por Pedro Correia, em 27.04.09

Ao Macau Antigo (de Macau)

Autoria e outros dados (tags, etc)

O tempo da descoberta

por Leonor Barros, em 26.04.09

Faz hoje trinta e cinco anos que a mulher do PIDE dormiu lá em casa. Apesar do meu pai ter visto o PIDE rumar ao seu trabalho, talvez na António Maria Cardoso, e não o ter avisado de que havia uma revolução em curso e que provavelmente não voltaria para jantar, a mulher do PIDE era colega da minha mãe na escola, tinha dois filhos pequenos, o mais novo ainda de colo, e ficou completamente só com as crianças numa casa que ficava na mesma rua que a nossa, apenas umas casas abaixo e do outro lado. Do PIDE ninguém teve pena lá em casa, havia de pagar o que fez aos outros, os primos da minha mãe eram repetidas vezes presos pela PIDE bem como o padre amigo da família, sabia-se lá em casa muito bem quem eram e ao que iam, mas a pobre mulher, professora de Francês com duas crianças pequenas, era digna de compaixão e assim dormiu a primeira de algumas noites no sofá-cama da sala com a criançada.

Além da mulher do PIDE havia também a mulher do capitão que por não ser de confiança tinha ficado de fora de todas as movimentações dos capitães e no dia exacto, enquanto todos se deslocavam para Lisboa, ele dormia o sono dos justos. A mulher do capitão não sabia de nada naquele 25 de Abril. Foi portanto com enorme surpresa e risco de apoplexia que a minha mãe sob o olhar vigilante de Américo Tomás e Marcelo Caetano pendurados a cinzento numa sala do liceu, a informou de que algo estava a acontecer. A mulher do capitão não dormiu lá em casa, mas faz parte das personagens que vivem no meu vinte e cinco de Abril, onde a protagonista continua a ser a minha mãe, uma vez que foi através dela que a revolução chegou até mim.
Naquele dia de manhã, acho que estava um dia cinzento, a minha mãe tentava sintonizar em vão uma estação de rádio que transmitisse a música habitual mas em vez disso encontrava música clássica. Terá sido num desses momentos que ouviu o comunicado das Forças Armadas e que não mais se conteve de alegria. Fomos acordados com a sua euforia pueril, a chama da espera que se acendia, o tempo de todas as utopias, de repente, tão presente nas nossas vidas, e que permaneceu durante muito tempo.
E depois vieram mais pessoas, pessoas tão díspares: os amigos do Ultramar com as inevitáveis incertezas e ressentimento contra algo que lhes tirara tudo o que haviam construído ao longo de décadas em Angola, o exotismo da fala e das roupas, tudo tão novo, tão rápido, o amigo desertor que encontrara abrigo em casa dos meus pais durante a recruta e que se desfardava no mais ínfimo espaço de tempo para se libertar da grilheta de uma guerra que ele antecipava mas para a qual a Bélgica surgiu como a fuga plausível, os amigos que nos acusavam de sermos progressistas e que reclamavam estranhamente que a politica estraga as amizades, o chefe de polícia temido e temível pela população estudantil e o padre do "reviralho" que se tornara nosso amigo inseparável, a amizade dura até hoje, e que se juntava ao grupo de amigos que coloria aquele tempo de mudança súbita.
E depois vieram palavras desconhecidas antes, uma explosão lexical de braço dado com as pessoas pela rua subitamente coloridas e livres, a música que ecoava a cada esquina, as tertúlias estimulantes lá por casa e a descoberta de um outro tempo, enquanto eu deixava abruptamente a minha infância. Muitas descobertas, portanto.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Segurem-me senão eu digo...

por João Carvalho, em 26.04.09

«O que  me ocorreu foi aquela visão cinzenta, para não dizer mais forte. Salazarenta (...)»

(Mário Lino em resposta a Paulo Rangel, nas televisões)

Autoria e outros dados (tags, etc)

Passado presente (LXXI)

por Ana Vidal, em 26.04.09

 

O Polvo

 

(série da RAI, de 1984 a 1999)

Autoria e outros dados (tags, etc)

Passado presente (especial)

por João Carvalho, em 26.04.09

images/products/6-pastadentes.jpg Pasta Dentífrica Couto, Marketing Viral inexplorado…

 

Pasta Dentífrica Couto actual*

(antiga Pasta Medicinal Couto, desde os anos 30)

* — Disto ainda há, mas está sem graça.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Músicas de filmes (XIV)

por Jorge Assunção, em 26.04.09

 

Pink Panther Theme por Henry Mancini

A pantera cor-de-rosa (1963) de Blake Edwards

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pág. 1/8





Links

Blogue da Semana

  •  
  • Afinidades

  •  
  • Lá fora cá dentro

  •  
  • Mais ligações

  •  
  • Informações úteis


    Arquivo

    1. 2014
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2013
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2012
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2011
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2010
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2009
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D