Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Banana Republic

por Paulo Gorjão, em 31.01.09

Não é por nada, mas parece-me que grande parte da elite portuguesa, nas esferas política e judicial, foi afectada por um vírus. As pessoas dizem as maiores barbaridades sem ter noção da gravidade do que estão a dizer. Veja-se, hoje, Cândida Almeida no Expresso: "[Tal como Pinto Monteiro, também ouve ruídos no telemóvel?] Ruídos? Sim, e muitas vezes ponho em causa se não estou a ser escutada. É tão fácil. Por isso não tenho conversas importantes ao telefone. Faço reuniões. E quando quero mesmo falar com o senhor PGR, ligo-lhe e vou ter com ele. (Expresso/Única, 31.1.2009: 20).

A nossa elite é isto. Ou também é isto. Não tem a noção do alcance das suas palavras. A nossa elite tem sempre a boca cheia de sentido de Estado e de pose institucional, mas depois larga atoardas deste calibre. É claro que ficamos todos muito mais descansados pelo facto de Cândida Almeida não falar ao telefone com o "senhor PGR". Afinal, como se sabe -- e se não sabe ficou a saber -- é tão fácil colocar o telefone de uma procuradora sob escuta. Difícil é colocar o gabinete do PGR sob escuta. Algo que, como se sabe, nunca aconteceu. É por isso que Cândida Almeida prefere reuniões e vai ter com o "senhor PGR".

Pela minha parte, com as voltas que a vida dá, até tremo só de pensar que um dia posso estar nas mãos destes senhores da PGR. Não me inspiram nenhuma confiança.

Autoria e outros dados (tags, etc)

"O ópio do Povo"

por André Couto, em 31.01.09

 

Pedro Mantorras

Autoria e outros dados (tags, etc)

Calma e tranquilidade...

por João Carvalho, em 31.01.09

Freeport, Portucale, Isaltino, Valentim, antiga Câmara de Lisboa, antiga Câmara do Porto, submarinos, helicópteros, Siresp, Felgueiras, BCP, BPN, Parque Mayer, casino, 'Operação Furacão', sei lá que mais. Corro o risco de ser injusto: posso ter metido uns a mais e peço que me desculpem, mas devo ter-me esquecido de mais uns quantos, porque não há memória que aguente.

Será importante lembrar estas coisas? Não sei. Fica ao vosso critério. Só me lembrei por estarmos à vista de eleições legislativas e autárquicas. Com os mesmos partidos e, aqui e ali, até com os mesmos candidatos? Com os mesmos suspeitos e, aqui e ali, até com os mesmos arguidos? Temos de esperar com calma e tranquilidade, não é?

Autoria e outros dados (tags, etc)

Isto costuma ser mau sinal

por J.M. Coutinho Ribeiro, em 31.01.09

Conta-me boa fonte que começa a haver alguma agitação no gabinete do primeiro-ministro. E que há mesmo quem aproveite para fazer as malas. Pelo menos um importante assessor de imprensa, que é dado como em trânsito para a embaixada de Portugal em Madrid. Claro que nada disto terá a ver com o Freeportgate. Mas pode parecer que tem.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Destes, gosto mesmo! (11)

por Paulo Gorjão, em 31.01.09

 

Acho que é a primeira vez que participo nestas coisas das correntes. Tiago Loureiro citou, simpaticamente, o Delito de Opinião. Dou, pois, continuidade à corrente. Destes, gosto mesmo:

A Barbearia

A Grande Alface

Avenida Central

Blasfémias

Câmara de Comuns

Corta-Fitas

Da Literatura

Elevador da Bica

Geração de 60

Hoje Há Conquilhas

Margens de Erro

Pedro Rolo Duarte

Portugal dos Pequeninos

Praça da República

Vasco Campilho

Autoria e outros dados (tags, etc)

Ainda a campanha negra

por Paulo Gorjão, em 31.01.09

Não foi apenas a PGR que, aparentemente, esteve a dormir em serviço desde 2005. Nitidamente, a comunicação social também hibernou nesse período. A facilidade com que agora se descobrem novos pedaços de informação significa que alguém não fez o que lhe competia desde 2005. E o que lhe competia era investigar, levantar as pedras, informar. Doa a quem doer, independentemente de conveniências pessoais e políticas.

Momentos como este que actualmente vivemos ajudam a perceber melhor a importância da existência de jornalismo de investigação, por um lado, e, por outro, o perigo que existe na excessiva concentração dos meios de informação em dois ou três grandes grupos.

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Passos Coelho e o Freeport

por Paulo Gorjão, em 31.01.09

O jornal Público refere que Pedro Passos Coelho se pronunciou ontem numa conferência sobre o caso Freeport. Pessoalmente entendo que não o deveria ter feito. Dito de outra maneira, eu não o teria feito se estivesse no lugar de PPC.

Adiante. PPC não pode dizer duas ou três palavras sem que se procure pontos de convergência ou divergência com Manuela Ferreira Leite. De imediato se refere no jornal que PPC "contrari[ou] a linha que tem vindo a ser seguida pela direcção nacional do PSD". Nesta matéria não faltam exemplos de outros militantes do PSD que contrariam todos os dias a direcção nacional do PSD. Alguns, por mero acaso, politicamente muito próximos de Manuela Ferreira Leite.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Aguarda-se

por Paulo Gorjão, em 31.01.09

Com curiosidade. Pelas próximas sondagens.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Vale a pena ver

por João Carvalho, em 31.01.09

Um fenómeno raro que o João Severino tem aqui, no Pau Para Toda a Obra. Fotos inéditas da neve que caiu na ilha de São Jorge, coisa que não se via há muitas décadas. O autor chama-se João Gonçalves e aconselho uma vista de olhos.

Autoria e outros dados (tags, etc)

O primeiro presidente do Havai

por Pedro Correia, em 31.01.09

  

 

Barack Obama será mesmo o 44º Presidente dos Estados Unidos da América? Convencionou-se dizer e escrever que sim. Mas nem todos concordam. Porque este histórico elenco de 44 inquilinos da Casa Branca tem um repetente: Grover Cleveland foi presidente no quadriénio 1885-1889 e renovou a experiência entre 1893 e 1897. Em estrito rigor, não devia ter sido contabilizado duas vezes – era esta, por exemplo, a opinião de um dos seus mais prestigiados sucessores, Harry Truman. Quando alguém lhe chamava 33º presidente norte-americano, Truman corrigia sempre: “Sou o 32º” Lembrando-se do Grover Cleveland da sua infância, democrata dos quatro costados como ele.

 

Ao contrário do que sucede nos Estados Unidos da América, em Portugal não se costuma contabilizar por duas a presidência de Bernardino Machado, que teve um primeiro capítulo entre 1915 e 1917 (interrompido pelo golpe de Sidónio Pais) e um segundo e derradeiro capítulo entre 1925 e 1926 (interrompido pelo golpe de Gomes da Costa em 28 de Maio).
Quadragésimo-terceiro ou quadragésimo-quarto, Barack Hussein Obama é o primeiro ocupante da Casa Branca de ascendência africana e com um nome cheio de conotações islâmicas. Será também o primeiro natural do Havai, que só se tornou estado em 1959, dois anos antes de ele nascer, sob a presidência de Dwight David Eisenhower. É um motivo de natural orgulho para os havaianos, tanto mais que apenas 21 dos 50 estados norte-americanos foram até hoje berço de presidentes. E há até estados muito importantes, como o Michigan ou a Florida, que nunca deram nenhum inquilino à Casa Branca.
 
Mais de metade dos 43 presidentes vieram só de quatro estados. Com vantagem para a Virgínia, o estado natal de oito chefes do poder executivo norte-americano (George Washington, Thomas Jefferson, James Madison, James Monroe, William Henry Harrison, John Tyler, Zachary Taylor e Woodrow Wilson). Segue-se muito de perto o Ohio, com sete (Ulysses Grant, Rutherford Hayes, James Garfield, Benjamin Harrison, William McKinley, William Howard Taft e Warren Harding). Quatro vieram de Nova Iorque (Martin Van Buren, Millard Fillmore, Theodore e Franklin Roosevelt) e outros quatro de Massachusetts (John Adams, John Quincy Adams, John Fitzgerald Kennedy e George Herbert Bush).
Foi preciso esperar quase duzentos anos para haver um presidente natural do Texas (Eisenhower, seguindo-se pouco depois Lyndon Baines Johnson) e outro da Califórnia (Richard Nixon). E o Illinois só forneceu um presidente à entrada do terceiro século de independência norte-americana: Ronald Reagan, eleito em 1980.
 
Outros estados que foram berço de presidentes: Vermont, Carolina do Norte (ambos com dois), Carolina do Sul, New Hampshire, Nova Jérsia, Iowa, Missuri, Arcansas, Georgia, Nebrasca, Pensilvânia e Connecticut (um cada).
O Kentucky também só foi estado natal de um presidente. Mas pode orgulhar-se de que esse presidente é hoje considerado o melhor de todos os tempos nos Estados Unidos: Abraham Lincoln (que ocupou a Casa Branca desde 1861 até ser assassinado em 1865). Sem ele, o mais firme e consequente defensor da cidadania negra na pátria de Washington e Jefferson, talvez um afro-americano de origem humilde e nome árabe, como Barack Hussein Obama, não estivesse hoje onde está.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Soneca

por João Carvalho, em 31.01.09

O André Couto conseguiu, aqui em baixo, dar-me a esperança de tirar uma soneca esta tarde. É que a noite que passou dormi pouco e mal. Ainda por cima, acordei sobressaltado a pensar em inglês técnico: Who framed Zezito? Vou ver, portanto, se faço a sestazinha dos justos. Obrigado e até depois da pestanada, André!

Autoria e outros dados (tags, etc)

"Cardápio à la carte..." [3]

por André Couto, em 31.01.09

Política Nacional, Caso Freeport:

Paulo Ferreira, Vá para fora, cá dentro;

Daniel Reis, Ultimatum;

Miguel Abrantes, Poderes (o)cultos;

Fernanda Câncio, roga-se: leiam a carta;

Rui Pena Pires, Populismo judicialista;

Tiago Barbosa Ribeiro, Fantasmas;

Eduardo Pitta, A CartaFicção e Realidade;

 

Post do dia:

Paulo Pedroso, Pacheco Pereira merece bengaladas;

 

Com a actualidade exclusivamente dominada pelo Caso Freeport deixo hoje nove textos sobre este tema. São visões muitos diferentes da maioria do que tenho lido mas que, por algum motivo, individualmente prenderam a minha atenção.

 

Como post do dia destaco o de Paulo Pedroso, em especial na medida em que transporta a sua experiência pessoal para o caso que tem dominado em exclusivo a actualidade. É impossível ficar-lhe indiferente.

Autoria e outros dados (tags, etc)

De Portugal inteiro (10)

por Pedro Correia, em 31.01.09

Boca de Incêndio (da Guarda).

Autoria e outros dados (tags, etc)

Parece excelente

por João Carvalho, em 31.01.09

No Pátio das Conversas, o Ricardo S. escreve assim (aqui): «parece que Dias Loureiro é presidente do conselho fiscal da Fundação Champalimaud desde 2005. Para quem diz que não percebe nada de contabilidade, é um excelente "tacho"...» Realmente, se não é, parece.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Ler

por Pedro Correia, em 31.01.09

 

 

Verdade ou consequência. De André Macedo, no ABC do PPM.

 

Pacheco Pereira merece bengaladas. De Paulo Pedroso, no Banco Corrido.

 

Negra, ma non troppo. De Hidden Persuader, no Bicho Carpinteiro.

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

O braço esquerdo de Sócrates

por Pedro Correia, em 31.01.09

 

Augusto Santos Silva sente-se indignado com a "continuação da campanha política" contra o primeiro-ministro. Acredito: é a segunda vez, em dois dias, que se pronuncia sobre o caso Freeport. Mas talvez seja demasiado prolixo, este 'braço esquerdo' de Sócrates: recomendo-lhe alguma da sábia contenção que a generalidade dos dirigentes da oposição - começando por Manuela Ferreira Leite - tem revelado nesta matéria. Não vá dar-se o caso de ainda dizer alguma coisa de que depois venha a arrepender-se. Recordo que este foi o mesmo ministro que, na recta final das presidenciais de Janeiro de 2006, quando o desespero já se apossava do núcleo de apoiantes de Mário Soares, proferiu a mais desastrada frase de toda a campanha socialista. Ao vaticinar que a eleição de Cavaco Silva para o Palácio de Belém seria "um golpe de estado constitucional".

Seria útil que Santos Silva falasse um pouco menos por estes dias. Aliás, a melhor maneira de ajudar o fragilizado chefe do Governo é mesmo remeter-se ao silêncio. Já.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Ligação directa

por Pedro Correia, em 31.01.09

À Memória Virtual.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Aprenda mais sobre o caso Freeport

por Pedro Correia, em 30.01.09

Aqui e aqui e aqui.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Segredos...

por João Carvalho, em 30.01.09

A famosa carta rogatória tem 14 páginas. A RTP abre o Telejornal a dizer que teve acesso a ela e Rita Marrafa de Carvalho, enviada a Inglaterra há alguns dias, dá amplamente conta dos detalhes. Quebra do segredo de justiça? Quebra do segredo de justiça em Londres, talvez. A menos que a RTP esteja à testa da «campanha negra» e a Rita seja o rosto visível dos «poderes ocultos»...

Autoria e outros dados (tags, etc)

Por Baco e Dionísio!

por Carlos Barbosa de Oliveira, em 30.01.09

Com o fim de semana à porta lembrei-me que, depois da tensão dos últimos dias, poderia escrever sobre o vinho, para animar as hostes.
Já experimentou pedir num desses bares que animam a noite lisboeta uma garrafa de vinho? Se nunca o fez, experimente! Vai ver a cara da pessoa a quem fez o pedido e sentir-se como um bêbado que se enganou na porta da taberna.
Na noite lisboeta corre a insípida cerveja, o social whisky, o altaneiro gin, a democratizada vodka, ou o empertigado rum.
Volteiam no ar os “shots”, integra-se, sorrateiro, o absinto, acampou a folgazona caipirinha, mas a entrada está vedada ao vinho.
Sendo entre todas estas bebidas, com excepção de algumas cervejas, a de mais baixo teor alcoólico, o vinho foi proscrito da noite (com a quase honrosa excepção das casas de fado) e deixou de ser considerado “bebida socialmente correcta” - a não ser que venha seguido dos qualificativos Porto ou Madeira, esses sim com direito a acompanhar outras bebidas estrangeiras.
Mas se o leitor for daqueles que não desistem à primeira e obstinadamente procurar beber vinho num desses locais de culto da noite lisboeta, fica desde já avisado de dois pequenos pormenores: a oferta é reduzidíssima e os preços avassaladores.
Na Bíblia podem encontrar-se 450 citações sobre o vinho, todas elas em defesa do precioso néctar, considerado bebida sagrada que todos devem ter direito a usufruir.
Então, por que razão anda por aí gente a querer tirar-nos esse direito?

Autoria e outros dados (tags, etc)

Livro indispensável por estes dias

por José Gomes André, em 30.01.09

Autoria e outros dados (tags, etc)

Como?

por João Carvalho, em 30.01.09

Augusto Santos Silva voltou ao caso Freeport para se mostrar indignado com a violação do segredo de justiça. Déjà vu. Mas, como diria José Sócrates: como é que sabe isso, pode dizer-me?

Autoria e outros dados (tags, etc)

A ajuda que faltava...

por João Carvalho, em 30.01.09

Diogo Vaz Guedes passou a ser o novo rosto do BPP, nesta fase delicada e polémica. João Rendeiro manifestou-se satisfeito e disse aos repórteres que vai «ajudar o Diogo». Tenho a certeza que este fica muito mais tranquilo com a ajuda do João.

Enfim, nada de cerimónias entre nós, os ricos: banqueiros, investidores, administradores e repórteres...

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Uma das dúvidas

por João Carvalho, em 30.01.09

Naquele programa habitual das quintas-feiras, António Costa foi finalmente peremptório: o outlet Freeport foi aprovado ainda na vigência da zona protegida antes das alterações que esta sofreu. Foi? A afirmação é claríssima e não deixa margem para interpretações. Mas foi mesmo?

Tenho as minhas reservas. António Costa nada teve que ver com o assunto. Ele sabe mesmo isso com tanta segurança? outlet licenciado cumpria as exigências requeridas por via da zona protegida tal como esta era antes de ser alterada? Saber isto de fonte segura esclarece uma das grandes dúvidas que têm permanecido no nevoeiro. António Costa será fonte segura ou apenas o disse de boa-fé?

Gostaria de ouvir o mesmo da boca daqueles que o sabem mesmo e ainda não o disseram. José Sócrates, Rui Gonçalves (Ambiente) ou Silva Pereira (Ordenamento do Território), algum deles pode fazer o favor de ser igualmente peremptório?

Autoria e outros dados (tags, etc)

Linchamento moral

por Pedro Correia, em 30.01.09

Ontem à noite, num programa de televisão (não refiro qual é para não fazer propaganda), assisti, quase incrédulo, à maior tentativa de linchamento moral que me lembro de ter visto alguém fazer a um político. Partindo, ainda por cima, de um político-comentador (com perdão aos leitores pela cacofonia) que adora elaborar juízos morais sobre os outros.

Estas palavras, felizmente, não ficaram sem uma resposta firme e categórica. Apesar dessa resposta, senti repulsa na minha contingente qualidade de telespectador do programa, que não volto a ver. Os linchamentos não podem ser justificados a coberto de nenhum desígnio político, seja ele qual for.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Dar para os dois lados

por J.M. Coutinho Ribeiro, em 30.01.09

De Fernanda Câncio, uma história ao cuidado de Valentim Loureiro, Fátima Felgueiras, Avelino Ferreira Torres, Abílio Curto, Isaltino Morais, Oliveira e Costa, Dias Loureiro, Paulo Pedroso e de alguns outros cujo nome, de momento, não me lembro ou que se perderam pelo caminho.

 

(O que também me faz lembrar esta história)

 

(Publicado também aqui. Com acrescento aqui. E aqui.)

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Politicamente ferido

por Pedro Correia, em 30.01.09

Alguns propagandistas do Governo na blogosfera, fazendo coro com José Socrates, pareceram ficar tranquilizados com o comunicado do procurador-geral da República, que se fez esperar com o suspense de uma tragédia grega. Foram demasiado apressados, confundindo os desejos com a realidade. Porque o comunicado, conjugado com as declarações da procuradora Cândida Almeida que dominaram as televisões no serão de ontem - certamente com a conivência de Fernando Pinto Monteiro -, em nada contribuíram para aliviar a pressão política sobre o primeiro-ministro. "Se [Sócrates] vier a ser suspeito um dia, naturalmente serão investigadas as suas contas bancárias”, disse a procuradora, sibilina, enquanto Pinto Monteiro sublinha o óbvio: "Serão seguidas quaisquer pistas consideradas com interesse, analisados todos os fluxos bancários e inquiridas todas as pessoas ligadas ao caso, realizando-se as diligências tidas como necessárias para a descoberta da verdade." Acentuando que "ninguém está acima da lei", como se alguém admitisse o contrário.

Espada de Dâmocles? É evidente. Torno a citar Cândida Almeida, na entrevista À RTP: "Eu diria que, no conjunto do processo, o nome de José Sócrates aparece mas não há qualquer suspeita, até este momento, quanto ao envolvimento dele." E em jeito de remate: "Uma investigação é aberta. O que hoje é verdade amanhã não o é."

As dúvidas, mais do que legítimas, quanto ao licenciamento do Freeport nas condições em que foi feito e no prazo em que se concretizou subsistem pelo menos desde 2005 e nunca foram desfeitas. A isto somam-se agora as suspeitas em torno da intervenção do tio de Sócrates, Júlio Monteiro, e de outros familiares do actual primeiro-ministro neste processo, além das inúmeras contradições já detectadas nos mais diversos depoimentos públicos. Daqui sai um chefe do Governo obviamente fragilizado, politicamente ferido e com uma imperiosa necessidade de concentrar o essencial das suas energias no esclarecimento cabal deste caso que já começa a ter repercussões além-fronteiras. Um país em recessão não pode ser governado desta maneira. Como, aliás, o próprio Sócrates não deixará de reconhecer a curto prazo. 

 

Ler também

- Candidamente..., de Gabriel Silva, no Blasfémias

Autoria e outros dados (tags, etc)

Sim, ainda a corrente (intervalo blogo-hipo-socrático)

por Ana Cláudia Vicente, em 30.01.09

 

Não querendo quebrar o elo à mais viral corrente dos últimos dias, desta feita transmitida por cortesia de João Távora, via Risco Contínuo, aqui deixo uns quantos blogues de que gosto bastante. Poderiam ser outros (que os há muitos e bons; mais populares e já abundantemente citados, ou mais escondidos, ou especializados, ou estrangeiros, etc), mas de momento escolho estes. Porque não sei como é com vocês,  mas comigo, nos dias de extremo monotematismo, dá-me para pedir asilo junto dos de maior idiossincrasia.

 

Insónia

Menina Limão

Devaneios

O Mundo Perfeito

Il Miglior Fabbro

Kitschnet

Last Breath

Welcome to Elsinore

Nu Singular

Terapia Metatísica

Ainda Não Está Escuro

Conto de Fuga

A Montanha Mágica

O Regabofe

Esse Cavalheiro

Autoria e outros dados (tags, etc)

Ligação directa

por Pedro Correia, em 30.01.09

Ao Estado Sentido.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Ana Jorge imita Sarah Palin

por Pedro Correia, em 29.01.09

 

A ministra da Saúde acha que Praga é capital da Eslováquia. E ainda não reparou que a Checoslováquia já não existe. Não admira que não saiba o montante exacto das dívidas do serviço nacional de saúde.

Só faltou dizer que da casa dela vê a Espanha lá ao longe...

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Subitamente

por Pedro Correia, em 29.01.09

congresso do PS que se realiza entre 27 de Fevereiro e 1 de Março, em Espinho, ganha de súbito interesse. Talvez até acabe por ser afinal um congresso digno desse nome.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Como disse?

por João Carvalho, em 29.01.09

Após a não-declaração, versão 2, nunca ouvi tantas vezes em tão pouco tempo tantos repórteres e tantos comentadores em todos os canais a falar de quem poderia estar sobre suspeita. O que até é o meu caso, só que eu não conto, uma vez que estou mais atento a quem poderá estar sob...

Agora desculpem lá, mas não posso continuar aqui. Quero assistir à entrevista de Judite de Sousa à procuradora Cândida Almeida na RTP-1 e à «entrevista exclusiva» à procuradora Cândida Almeida na SIC-Notícias!!!

Autoria e outros dados (tags, etc)

Freepost

por Carlos Barbosa de Oliveira, em 29.01.09

Portugal não é apenas esse país exótico que inventou os PIN para viabilizar projectos turísticos, comerciais  ou industriais  em áreas protegidas, ou  altera um PDM num piscar de olhos, para proteger a actividade de um sucateiro cuja influência pode ser importante no resultado eleitoral de um concelho recôndito.
Portugal é o país do “jeitinho”, do “empenho”, ("ó sr doutor, se me arranjasse qualquer coisa ao miúdo que anda há dois anos ao alto sem  conseguir trabalhar… Obrigado stôr"), onde (quase) ninguém já acredita ser capaz de mostrar o seu valor se não tiver um encosto, um padrinho, uma “cunha”.
Mas Portugal é, também, um dos países europeus onde os cidadãos mais fogem ao cumprimento dos seus deveres fiscais, utilizando as mais imaginativas artimanhas para iludir o Fisco.
Em Portugal, não é só o merceeiro que rouba no peso do fiambre. Também o médico ou o advogado evitam passar recibo sobre os seus serviços e, quando lho exigem, vai de carregar sobre o preço da consulta. No final de uma refeição num restaurante, há sempre um  empregado solícito que pergunta: deseja factura?
Quando pedimos a um electricista, um canalizador, ou um carpinteiro algum serviço em nossas casas, a pergunta sacramental, antes de fazerem o orçamento, é: quer recibo?  Ou seja, quer que lhe ponha mais 20 por cento de IVA  na conta?
Claro que o português não quer, por isso responde logo: não, deixe lá isso! 
Portugal é o país onde a  Segurança Social detectou, nos últimos meses, 80 mil infractores. Ou seja, 80 mil cidadãos que se locupletaram indevidamente com quantias que não lhe eram devidas, pagas por todos nós. Baixas fraudulentas, gente a receber subsídio de desemprego, enquanto trabalha noutro local, ou está a  gerir o seu boteco.
Portugal é o país onde a alta finança se move tranquilamente em off shores, a banca está sempre sob suspeita e as gasolineiras aumentam o preço dos combustíveis quando desce o preço do petróleo.
Resumindo: somos um país de vigaristas!
Perante este panorama, espanto-me quando vejo  os portugueses obcecados e deprimidos  com a ideia de um Conselheiro de Estado ser um troca-tintas ou de um PM ter metido a mão na massa de um “outlet”.
Mas afinal não são os nossos governantes portugueses? Não pertencem eles à oligarquia de interesses de um Centrão que governa o pais há mais de 30 anos, retribuindo-se favores e prebendas, partilhando salomonicamente os cargos decisórios?
O Centrão lembra-me, com inusitada frequência, o comportamento de duas famílias  que lutam pelo poder de uma região. Convivem alegremente nas festas de casamento entre membros dos clãs, fazem discursos elogiando o significado daquela união, mas vão ao funeral dos membros da família adversária com aquela doce sensação de que ganharam mais poder com o seu  enfraquecimento.
Perdem a compostura e sacam de naifas ou revólveres, para eliminar o adversário, no momento em que a conquista de uma posição favorável no tabuleiro de xadrez depende de uma ida às urnas. Encarniçam-se, fazem jogo sujo, mas unem-se para alertar os seus súbditos que a luta se limita aos dois clãs.
Sinceramente, não tenho pachorra para tanta mesquinhez. Estou fora deste filme, porque quando se trata de lutas de “famiglia”, prefiro o recurso ao DVD, para  ver os requentados episódios de “La Piovra”! Ao menos, aquilo é (aparentemente) apenas ficção. 
Parafraseando aquele “graffitti” na cidade do México, onde se podia ler  “Basta de realismo, queremos promessas!”, apetece-me dizer:
Basta de telenovelas noticiosas, queremos saber o fim da história!

Autoria e outros dados (tags, etc)

Quando o telefone toca...

por Paulo Gorjão, em 29.01.09

Tenho curiosidade em saber se desta vez, tal como aconteceu no episódio da licenciatura, o Primeiro-Ministro e a sua equipa também andam a fazer telefonemas para as redacções dos meios de comunicação social. É que se não andam, não percebo. Afinal, em tempos, a ERC esclareceu num dos seus inúmeros relatórios que não via nenhum problema nisso. Volto ao princípio: há ou não telefonemas?

Autoria e outros dados (tags, etc)

A declaração de Sócrates: o essencial

por José Gomes André, em 29.01.09

Estou atrasado 28 minutos, mas isso não interessa nada. Sou uma vítima. Todos me devem e ninguém me paga. Querem-me derrotar. Querem-me atacar. Poderes ocultos querem-me destruir. Isto é um ataque pessoal. Não me derrotam. Não me vencem. Resistir é vencer. Aprendi agora a palavra insídia e vou repeti-la pelo menos sete vezes. Poderes ocultos também é uma expressão gira. E calúnia. Cabala não vou dizer, mas servia. Boa tarde.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Aceitam-se apostas

por Cristina Ferreira de Almeida, em 29.01.09

Dez cromos do Sandokan contra um em como não se demite.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Se a moda pega...

por Carlos Barbosa de Oliveira, em 29.01.09

E se Sócrates aproveitar o caso Freeport para se demitir e forçar eleiçoes antecipadas? Voltar-se-á a candidatar, fazendo uma jogada à moda da Madeira? Será,de qualquer modo, a primeira vez que um PM se demite com base em suspeitas provenientes de um país estrangeiro, enquanto a justiça do seu país o iliba. Se a moda pega...

Autoria e outros dados (tags, etc)

Notícias lá do meu bairro (3)

por Carlos Barbosa de Oliveira, em 29.01.09

Gosto de  ler, no blogkiosk , as notícias que a Patrícia Fonseca nos envia desde Gaza.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Obviamente demita-se

por Leonor Barros, em 29.01.09

Dezassete horas e vinte e nove minutos. Depois da aguardada comunicação da Procuradoria-geral da República espera-se em suspenso a comunicação do Primeiro-Ministro, José Sócrates, a segunda em menos de uma semana.  

Com o país ao rubro pelo alegado envolvimento no caso Freeport, José Sócrates faria bem em demitir-se. Independentemente do resultado das investigações, José Sócrates vê pela terceira vez no mandato o seu nome envolvido em situações menos claras. A suspeita só por si constitui uma quebra de confiança a parte dos seus eleitores, logo a demissão devia ser o caminho.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Ler

por Pedro Correia, em 29.01.09

As contas do PM, na Porta da Loja.

 

Freeport a grande velocidade, no Estrago da Nação.

 

O sagrado segredo de justiça, no Blasfémias.

 

O 'Estudo da OCDE' sobre a Educação, na Geração de 80.

 

Já cansa, na Jugular.

 

Trogloditas!, no Der Terrorist.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Um país (s)em Rede

por Carlos Barbosa de Oliveira, em 29.01.09


Há dias, alguém me perguntava:

- Em que rede é que te moves?
-Na Net… não conheço outras!
- Não é dessa que falo. Refiro-me à rede de relações.
-Não tenho dessas redes... Sou free lancer da vida.
-Então assim não vais longe. Para se conseguir algo na vida temos de estar numa rede.
-Mas isso tem um preço, não tem?
- De que te serve a independência, se não conseguires passar da cepa torta?
 

Não fiquei preocupado por "não passar da cepa torta". Prefiro ter espinha direita e dormir tranquilo com a minha consciência, mas não pude evitar um lamento por viver  num país que se move em Rede. Ou será antes numa teia... de aranha?

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Trapalhadas socráticas

por Pedro Correia, em 29.01.09

Uma operação de propaganda feita de forma canhestra para embarretar papalvos acabou por ser desmascarada por Carlos Nunes Lopes no 31 da Armada e produzir os efeitos bem captados por Ana Cristina Leonardo na Meditação na Pastelaria. Sobre este assunto faço minhas as palavras de João Paulo Sousa, no Da Literatura. E do Emídio Fernando, no Correio Preto. E de Isabel Salema Morgado, no Semicírculo. E ainda do Pedro Sales, no Arrastão. É possível iludir algumas pessoas todo o tempo e todas as pessoas durante algum tempo, mas não todas as pessoas durante todo o tempo. Excepto, naturalmente, as que gostam de ser enganadas. Que las hay, las hay - fora e dentro da blogosfera.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Para memória futura

por Adolfo Mesquita Nunes, em 29.01.09

Os mesmos que agora clamam, dentro do PS, contra a politização da justiça serão os primeiros a anunciar a absolvição de José Sócrates por força da sua reeleição.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Zulmira

por Marta Caires, em 29.01.09

A Zulmira - vou chamá-la assim porque acho graça ao nome - é minha colega aqui no serviço, pessoa muito educada, que gosta de hotéis de cinco estrelas e spas. Uma mulher do nosso tempo, profissional e mãe, que, ao olhar para a história do Sócrates e do 'Freeport' ficou escandalizada. Não tem dúvidas que ali há marosca, cunhas e favorecimentos de tios e primos, luvas e facilidades. Nisto, a nossa Zulmira não tem diferença do povo, do cidadão, do comum dos portugueses. A história -mesmo sem arguidos e acusações formadas - está decidida contra o primeiro-ministro, ainda que Sócrates se enfureça no Parlamento e, indignado, se desdobre em explicações e comunicados.

Eu, por mim, não sei, ando cautelosa com as sentenças. Estes casos, estas novelas de investigações, esta Justiça de televisão, com imagens repetidas, as bandeirinhas do 'out-let' a esvoaçar, a malta de tocaia à porta do tio e do Smith. Já vi isto tantas vezes, o Apito Dourado, a Casa Pia e a Maddie. Quem não se lembra da compaixão pelos pais que acabou em dúvidas cruéis, os cães a encontrar sangue e nós transformados em impiedosos espectadores, indiferentes à comoção dos dois médicos ingleses. É. Não sei o que pensar da culpa, mas a Zulmira sabe, tem uma certeza que sibila no tom de voz, sobretudo quando fala do tio, dos primos do primeiro-ministro.

Cheira-lhe a esturro, há de certeza um nó solto de favorecimento e tráfico de influências. E a Zulmira diz tudo isto, enquanto levanta o auscultador e marca um número. Quer uma consulta rápida para o especialista, a cunhada está doente, pede também para o padrinho que é pessoa a quem deve muitos favores. O doutor não os podia ver e passar à frente dos velhinhos que esperam pela consulta há três meses? Ficava-lhe agradecida, sim, sim, muito agradecida e disponível para o que fosse preciso. O 'Freeport' regressa à televisão, mais bandeirinhas e, com um olhar reprovador, Zulmira abana a cabeça, ali há cunha.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Contra a pérfida Albion

por Pedro Correia, em 29.01.09

 

Vital Moreira fremente de indignação: estes ingleses só pensam em entalar José Socrates "para óbvios fins políticos". Uma grande maçada. A Rainha deve ter alguma coisa a ver com isto. E o John Le Carré também.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Ó Maria, está na altura de matar o bicho!

por Ana Margarida Craveiro, em 29.01.09

Assumindo que José Sócrates é afastado da liderança do partido (pelo próprio PS ou pelo PR, é irrelevante para o meu ponto), acho bem que o PSD não ponha já o Veuve-Clicquot no frigorífico. É que se calhar a Sagres ainda pode durar mais uns anos.

Proponho dois cenários muito diferentes. Num primeiro, temos um eleitorado preocupado com a crise, levando a que a escolha seja racional. Temos altas taxas de desemprego, ainda por cima crescentes, endividamento, falta de dinheiro generalizada. Em quem votamos? No partido "responsável", com provas de governo. Aquele que assegura a estabilidade, a continuidade de políticas. Tendo em conta que não existem grandes diferenças entre PS e PSD, tanto podemos votar num como noutro. O líder talvez não seja muito relevante (rei morto, rei posto), o que interessa é o contexto. E esse implica uma escolha muito clara: os princípios que se lixem, precisamos é de manter o motor a funcionar.

No segundo, a reacção é emotiva. Estamos fartos destes biltres, ladrões. São todos iguais, PS e PSD. Sabemos que são sempre eles a liderar os governos, mas vamos castigá-los, não atribuindo maiorias claras. Com um bocado de sorte, conseguimos até obrigá-los a coligar-se com os pequenos, que parecem estar mais "puros". E portanto votamos nos partidos mais extremistas (sem qualquer conotação): PCP, BE e CDS recolhem tranquilamente os votos neste cenário.

Em nenhum dos meus cenários o caminho do PSD é mais fácil. Se calhar, ainda é cedo para se afiarem as facas.

 

Também aqui.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Freitas do Amaral e o baralho

por João Carvalho, em 29.01.09

Sobre o caso Freeport e as recentes declarações de Freitas do Amaral, o Ricardo S. distingue-me aqui com um belo naco de prosa. O título «Quero tanto, tanto, tanto!...» ilustra a ideia peregrina de que eu estou com os «que desejam que Sócrates seja mesmo culpado» e pretende-se resposta a este meu post.

Boa tentativa, a do Ricardo S., mas não mais do que isso: só uma tentativa. Não meti Freitas do Amaral no «saco daqueles que vieram a público defender Sócrates»; foi ele que entrou sozinho. Vejamos.

 

1. Ele não encontrou nada ilegal no polémico licenciamento porque entendeu ficar-se pela distância no tempo entre a aprovação do outlet e a entrada em vigor das alterações à zona protegida. Só que também entendeu ignorar que uma coisa e outra foram submetidas ao mesmo conselho de ministros, segundo notícia que já então circulava abundantemente. Acontece que o primeiro culmina com um simples despacho e o outro demora a tramitação habitual de um diploma até ser publicado em Diário da República e entrar em vigor.

2. O aspecto acima não favoreceu, portanto, a douta conclusão que ele tirou: «do ponto de vista do Direito administrativo, não encontro nada que possa ser considerado ilegal, a menos que a partir de amanhã surjam dados novos que não conheço». Ora, como muito bem diz o Ricardo, «Freitas do Amaral não foi ouvido apenas como político e antigo Ministro do governo de Sócrates». Pois. Não foi apenas, mas foi também. Correu esse risco e correu-lhe mal a lição.

3. Depois, há uma coisa em Freitas do Amaral com que eu embirro solenemente e nem escondo: aquele ar de enfado, aquela manifesta maçada de ter de explicar minudências aos simples mortais como se estivesse a servir a sopa dos pobres a um sem-abrigo que não usou desodorizante nem lavou os dentes. O problema que ele enfrenta (não foi a primeira vez e vaticino que não será a última) é que há alguns mortais habituados a pensar; mesmo sem a pretensão de dar lições de Direito administrativo, percebem alguma coisita de ginástica de cintura.

 

Há muito que lamento que Freitas do Amaral se disponha a estes jogos em que baralha as cartas de Professor de Direito com as de político de parte incerta e ex-ministro de Sócrates. Esse baralho é viciado e acompanhado por aquelas poses insuportáveis. Ele deve achar isso útil para confundir os simples mortais, por certo. E, pelos vistos, com relativo sucesso, como fica provado pela apreciação do Ricardo...

Autoria e outros dados (tags, etc)

Estranha forma de oposição

por Pedro Correia, em 29.01.09

 

 

1. "O primeiro-ministro é um cidadão a quem é pedido mais que aos outros, tem determinados direitos, entre os quais não pode estar quatro anos, com nova campanha eleitoral e estar ainda sob suspeita de investigação."

Nuno Morais Sarmento, preocupado com os incómodos de Sócrates, na Rádio Renascença

 

2. "Em Portugal tenho visto tanta coisa enviesada no que diz respeito a debates e a julgamentos políticos que quando chegam ao nível do primeiro-ministro tenho pessoalmente as maiores das dúvidas."

Luís Filipe Menezes, pondo as mãos no fogo pelo "comportamento ético" do primeiro-ministro, em Gaia

Autoria e outros dados (tags, etc)

Ligação directa

por Pedro Correia, em 29.01.09

Ao Risco Contínuo.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Andam a confundir tudo

por J.M. Coutinho Ribeiro, em 28.01.09

O único motivo pelo qual as autoridades inglesas querem conhecer as contas bancárias de José Sócrates é este estudo da Universidade de Newcastle. Até porque convém não esquecer que ele é o 6º mais elegante do mundo.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pág. 1/9





Links

Blogue da Semana

  •  
  • Afinidades

  •  
  • Lá fora cá dentro

  •  
  • Mais ligações

  •  
  • Informações úteis


    Arquivo

    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2016
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2015
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2014
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2013
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2012
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2011
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2010
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2009
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D