Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2009
por Teresa Ribeiro | 20.02.09
A arrogância, se for sistemática e ostensiva, tem um problema. Gera anticorpos. Se estiver associada ao exercício do poder, pode mesmo despertar reacções epidérmicas exuberantes e úlceras nervosas que quando inflamadas levam à organização espontânea de campanhas negras e afins. É por isso que se recomenda, a quem gosta de ser insuportavelmente arrogante no exercício do poder, uma conduta irrepreensível.
Onde é que subscrevo?
Refere-se a quem exactamente? Cavaco Silva? Paulo Portas? Ferreira Leite? José Sócrates? É que são todos insuportavelmente arrogantes e exercem ou exerceram poder.
Paulo Quintela: Mais do que referir-me a alguém em concreto o que pretendo é dizer que arrogância em extremo exige, no mínimo, uma superioridade ética e moral que a sustente. Para que se torne, ao menos, aceitável e não se converta, a prazo, numa enorme casca de banana.
Nós os meridionais somos muito temperamentais (até rima) e temos muita dificuldade em chamar os bois pelos nomes, mas no seu post os nomes estão lá pela boca do 'Sol' e do 'Público'.
Quanto à arrogância, ela esconde sempre grandes fraquezas, venha ela de onde vier. Veja o nosso empresário médio, ensino básico e arrogância, os nossos políticos em geral, e também a arrogância arvorada em 'casca de banana' que vemos em determinadas posições, embora disfarçadas de tolerância.
É verdade que em regra a arrogância esconde fraquezas, mas de há uns tempos a esta parte também se passou a identificá-la, erradamente, como manifestação de determinação e assertividade. Esta confusão de conceitos teve como efeito o branqueamento da dita, o que é lamentável. Porque se há coisas realmente insuportáveis, a arrogância é uma delas. Mas questionar a razão de ser da arrogância nem era bem o ponto deste post...
De Alexix a 20 de Fevereiro de 2009 às 14:38
O Loureiro dá ganza, a ler aqui: http://portaria-59.blogspot.com/
De mike a 20 de Fevereiro de 2009 às 17:07
Concordei de imediato com este pensamento do dia. Mas deixou-me pensativo. Bem sei que são coisas diferentes, mas uma conduta irrepreensível de quem está no exercício do poder não devia ser incompatível com uma postura insuportavelmente arrogante?
Mike, essas espécies de que fala são muito raras :)
Nem mais, Teresa.
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