Domingo, 30 de Maio de 2010
por João Carvalho | 30.05.10

Sexta-feira, 28, ao nascer do sol. Estou na gare das Lages.

A que horas é o próximo TGV para Lisboa?

Hoje não vai haver — responde-me o funcionário. — Se fosse amanhã...

Aos sábados há? — indago.

Não tem havido, mas nunca se sabe. O futuro a Deus pertence.

Saio da estação chateado. «Seis séculos depois de Gonçalo Velho Cabral e de Cristóvão Colombo, isto está tudo na mesma.» Atravesso a rua e entro na agência de viagens. «Avião para Lisboa?» Dizem-me que vai haver um.

Tem algum tour a propor-me para uma ida-e-volta rápida? Queria ir hoje e voltar amanhã.

Assim por tão pouco tempo... Deixe-me ver o que é que se arranja... Tenho aqui qualquer coisa... Olhe, só se for um encontro com um blogue, que inclui um jantar com vista nocturna para o Tejo, um belo quarto na avenida de Roma e um lauto almoço amanhã no Campo Pequeno.

Parece tentador — respondo. — Esse serve-me.

Sigo para para o aeroporto.

 

Lisboa, início da tarde. Desço do aeroplano. Olho em volta e parece-me tudo novo, mas mal amanhado. «Será Alcochete?» Não é. No terminal 1, alguém chama por mim. «Pedro?» Era mesmo ele, o meu compadre, sempre pontual.

Seguimos para casa. Ele vai trabalhar e eu deixo-me ficar preguiçosamente no sofá. Pego no livro que o Pedro Correia acaba de me oferecer e leio três contos do avô dele. Depois vou à janela e o sol chama por mim. Pego no telefone e ligo para o 'Pau Para Toda a Obra'.

João?

João?!? Mas...?

Vamos beber um copo?

'Bora — responde-me o Severino, ainda incrédulo.

 

Perto das 20 estou no DN. Seguimos, o Pedro e eu, para o Museu do Oriente. Sob o olhar protector de uma divindade indiana, os primeiros dois a chegar já nos esperam. Subimos os quatro até uma mesa imensa virada ao rio. Vão chegando os outros.

Bebem alguma coisa antes? — pergunta um empregado.

Um gin tónico — peço.

Ele desaparece e volta. «Gin tónico não está incluído.» Pergunto então o que está incluído e peço um Martini seco com limão.

Já chegaram quase todos. Ninguém acredita que um gajo voou dos Açores só para estar ali e regressar no dia seguinte. Sempre julguei que fossem mais inteligentes, mas percebo que é só fama: pois se eu voei dos Açores só para estar ali e regressar no dia seguinte, não acreditam porquê? Mas sei como resolver o caso: dedais variados de louça regional-autonómica sugestivamente decorados, para "todos e todas" como diria o Louçã, não só não distinguem géneros como é quanto basta para acreditarem, «cambada de materialistas».

 

Ao meu lado, o único lugar vazio. O «tinto ou branco», ambos muito decentes, vem ao nosso encontro e nós levantamo-nos para ir ao encontro do buffet. Se quiserem a companhia do rio, do sol a pôr-se sem pressas, da noite intimista a marcar o tempo e das luzes a tomar conta da ponte (da "primeira travessia", está claro, porque a "segunda" é longe e as luzes da "terceira" parecem uma árvore de Natal sempre a piscar: aparecem e desaparecem conforme o ministro que abre a boca), então o restaurante do Museu do Oriente é muito recomendável.

Se, pelo contrário, estão à espera de encontrar um serviço de cozinha de luxo asiático, esqueçam: o buffet é modesto e sem qualquer toque de exotismo ou esforço estético que o torne atraente aos olhos-que-também-comem. Só que tudo isto é compensado pelo ambiente, serviço de mesa e justiça na conta final. Assim, o saldo é positivo.

 

A notável animação dos primeiros momentos não esmorece com o desenrolar da festa. A mesa é comprida, mas também é larga, o que favorece muito os diálogos que se cruzam e até possibilita que algumas conversas consigam ser comuns aos 16 delituosos. Mais perto de mim, a frescura da Ana Cláudia Vicente impõe-se sem dificuldade. Mais longe, a Ana Margarida Craveiro espalha alegria pelos olhos. Lá ao fundo, a Ana Sofia Couto representa a serenidade, atravessada de quando em quando por surpreendente determinação. Organizadora do "evento", a competência da Ana Vidal só peca pelo esquecimento imperdoável (roam-se as cuscas todas) do fotógrafo. Por fim, aparece tarde e a más horas (por razões tão válidas quanto os atrasos permanentes de Sócrates) o André Couto, que rompe a noite e logo se integra com a mesma animação que já nos contagia há muito. A meio de um dos lados, o António Manuel Venda espelha um discreto e permanente sorriso enigmático, talvez fruto da experiência próxima com o seu javali. A boa onda ao vivo está acolá no homem que toca a quatro mãos, o Zé Bandeira, sobre o qual nunca consigo concluir se escreve bem como desenha ou se desenha bem como escreve. Sem estar sentado com um compêndio à frente, o José Gomes André é a enciclopédia ambulatória de serviço. O mais sóbrio é o João Campos (John, o benjamim do grupo), que conhece a Europa a palmo e não é capaz de trocar este repasto por nova-partida-nova-viagem. A Leonor Barros, vestida de negro a preceito, podia ser a fadista da noite, porque quando abre a boca parece logo que é para cantar, mas tinha de ser o fado-corrido, porque é incansável a dar atenção a tudo. Polémico q.b., o Luís M. Jorge larga ideias inovadoras e bem recebidas. O Paulo Gorjão é a alma poética do fingidor, austero na escrita e efusivo na oralidade. O Pedro Correia é o dono, o patrão, o padrinho perante quem todos se calam quando abre a boca, mesmo que seja para meter uma garfada. Sempre cavalheiro e discretíssimo, o Sérgio de Almeida Correia dá nas vistas por deixar o Algarve para estar presente em todas. Se fosse preciso atear o fogo (que não era) a todas aquelas almas, encarregava-se a Teresa Ribeiro, risonha esfusiante e saltitante imparável em torno de todas as coisas.

 

Olho atentamente para o gang delituoso e pergunto-me: «Que faço eu aqui, além de me babar todo?» Cheio de Anas, de abraços e de carinhos por todos os lados, entre tantas beldades talentosas e tantos gurus de primeira água, sinto que este meu primeiro encontro com a quadrilha me tolhe a lucidez. Não me atreverei a estar no próximo jantar. Como? Depois do Verão, os jantares passarão a ser mais regulares? Nunca mais faltarei.

Quando as luzes se apagam, a Ana Vidal reúne alguns guarda-costas noctívagos e resistentes e ainda vamos ver se as docas continuam no sítio. À frente do último copo, apuram-se alguns pontos da agenda de trabalho que tinha estado basicamente em cima da mesa, parte dos quais estamos certos de que serão em breve janelas de oportunidade para os nossos estimadíssimos comentadores e leitores habituais, muito lembrados ao longo da noite.

 

Com falta marcada ficam quatro: o Adolfo Mesquita Nunes (falta justificada por ausência em terras nórdicas, lá para os lados onde nascem as nuvens que levam as companhias aéreas à falência), a Cristina Fereira de Almeida (falta injustificada, com os voos já normalizados), o J.M. Coutinho Ribeiro (falta injustificada, com quase três autoestradas Porto-Lisboa) e a Marta Caires (falta justificada, com o meu voto de vencido e a Madeira ali tão perto).

Têm razão os autores dos nossos blogues de estimação: roam-se de inveja, que o DELITO DE OPINIÃO é o máximo. Nem seria de esperar que não fosse, uma vez que o DO está no pelotão da frente quanto à lei da paridade. As nossas inspiradas meninas têm o duplo dom de ser também o motivo da nossa inspiração colectiva. Se as vissem melhor, iam perceber.

Comentar

170 comentários:
De ariel a 30 de Maio de 2010 às 14:58
Vou fazer de conta que acredito nessa falha da Ana Vidal quanto ao fotógrafo.... quanto ao resto só me resta mesmo cuscar e morrer de inveja.
:))

De João Carvalho a 30 de Maio de 2010 às 15:05
Esgadanhe-a toda, por incompetente. E é claro que a Ariel também foi lembrada.

De ariel a 30 de Maio de 2010 às 15:50
Para a próxima diz-me em segredo onde é que eu vou lá tirar a foto...
:))

De João Carvalho a 30 de Maio de 2010 às 19:21
Combinado.

De ariel a 30 de Maio de 2010 às 18:26
Já agora "une petite correction" o Louça diria "para todas e todos", les femmes d'abord, eheheh

De mdsol a 30 de Maio de 2010 às 18:47
Ariel, também sentiu as orelhas a arder? Eu sou muito distraída julguei que a sensação resultava de não ter o cabelo apanhado. Afinal ...
Eh eh eh eh

:))))

De João Carvalho a 30 de Maio de 2010 às 19:24
A correcção acima é também para si, Maria.

De João Carvalho a 30 de Maio de 2010 às 19:25
Só que a correcção acima caiu abaixo...

De ariel a 30 de Maio de 2010 às 19:38
Minha amiga, não desfazendo, eh eh eh eh, orelhas a arder comigo é o pão nosso de cada dia, quando não as sinto a arder é que estranho.:)) embora tenha de facto sentido em certo calor, tenho a certeza que as do DO são as mais benignas e amigáveis.

:)))

De João Carvalho a 30 de Maio de 2010 às 20:03
Consigo e para si, só podem ser benignas e amigáveis. Eu que saiba que há outras que não são.

De mdsol a 30 de Maio de 2010 às 20:11
Okay. O adquado era ter escrito: sentir as orelhitas quentinhas...

:))))

De ariel a 30 de Maio de 2010 às 20:39
:))))

De João Carvalho a 30 de Maio de 2010 às 19:23
Uma correcção, Ariel. A escrita foi pensada e jamais me escaparia o cavalheirismo. Acontece que Louçã diria — como realmente diz — "todos e todas", como não tardará a verificar.

De ariel a 30 de Maio de 2010 às 19:32
Realmente?, veja lá o que é a sugestão e a atenção que dou àquele cavalheiro, estava convencida do contrário. Mais um ponto negativo a acrescentar ao rol.
:))

De João Carvalho a 30 de Maio de 2010 às 20:05
Entendo que não dê muita atenção àquele cavalheiro, mas fico muito sentido por não dar atenção ao meu cavalheirismo. Eu ia lá falhar uma dessas se não tivesse a certeza...

De ariel a 30 de Maio de 2010 às 21:13
Tem toda a razão. Já coloquei aqui um cilício para me mortificar e penitenciar de tamanho pecado.

:))

De mdsol a 30 de Maio de 2010 às 22:08
ah ah ah ah
O que eu me divirto! Boa, Ariel

:)))

De João Carvalho a 30 de Maio de 2010 às 22:09
:o)

De Ana Vidal a 31 de Maio de 2010 às 13:18
Não lhe leve a mal, Ariel, não é falta de cavalheirismo. Afinal, o pobre Louçã tem tias que são mansos, o que justifica plenamente a baralhação com os géneros...

De João Carvalho a 31 de Maio de 2010 às 16:41
Isso não será mais o género mal educado? Eheh...

De ariel a 31 de Maio de 2010 às 21:08
Ah ah ah Ana, boa!!!

De mdsol a 30 de Maio de 2010 às 14:59
:)

[Interprete o :) como um enorme, imenso, infinito elogio]

De João Carvalho a 30 de Maio de 2010 às 15:07
E também a Maria do Sol foi muuuiiiito lembrada.

De mdsol a 30 de Maio de 2010 às 18:32
Tanto quanto a amêijoa fresca,
Em seu rimar tão dilecto
Mailo tric sempre à pêsca (sotaque da capital)
Sem esquecer a Ana Cleto

No mínimo! Não faço por menos.

E agora, que já estou com palavras,
...de modo que, colocar no texto o nome dos seus colegas delituosos por ordem alfabética é pormenor muito "reparável".

:))

De João Carvalho a 30 de Maio de 2010 às 19:26
Ah! Alguém reparou... Só mesmo de si.
:o)

De mdsol a 30 de Maio de 2010 às 20:12
Eh eh eh eh
Tenho fortíssimos motivos para reparar nestas coisas da ordem alfabética!

:)))))

De João Carvalho a 30 de Maio de 2010 às 20:17
Acredito. Eheh...

De Maria Ema a 30 de Maio de 2010 às 15:01
Clap clap clap ... Muito bem, João Carvalho, e, obrigada por essa sua crónica deliciosa. Hoje já vou dormir melhor - tal era o desassossego....:))
No entanto, o João aumentou a minha vontade de conhecer, "realmente", os "meus" estimados delituosos.


De João Carvalho a 30 de Maio de 2010 às 15:09
Não fôra o pecado da Ana Vidal e estaria aqui a conhecer o 'gang'. E vale mesmo a pena. Mais elas do que eles, claro...

De Ana Vidal a 31 de Maio de 2010 às 13:20
Queres parar de bater no ceguinho??? Aiiii....

E é tudo uma questão de perspectiva: eu acho que "eles" é que vale a pena conhecer.

De João Carvalho a 31 de Maio de 2010 às 16:42
Eu incluído?

De Ana Vidal a 31 de Maio de 2010 às 18:59
Tu? Enquanto me chamares incompetente, ficas de fora do baralho.

De João Carvalho a 2 de Junho de 2010 às 11:19
Incompetentezinha... pode ser?

De Ana Vidal a 2 de Junho de 2010 às 13:18
NÃO!

De João Carvalho a 2 de Junho de 2010 às 14:32
Não me venhas p'ráqui gritar!

De Ana Vidal a 2 de Junho de 2010 às 16:00
É para que saibas.

De João Carvalho a 2 de Junho de 2010 às 16:27
Snniiiiffffff!!!... Miau...

De macarvalho a 30 de Maio de 2010 às 15:06
Calculo ... o máximo!
E tudo a bajular o "menino" vindo das ilhas!
Começa com o compadre, termina com o compadre e tem as giras e talentosas delituosas.
Pois ... agora entendo porque saíste "babado".
Mais, quero mais!
Essa do TGV, não entendi. Não há às 6ªs feiras? Uma questão de linhas?

De João Carvalho a 30 de Maio de 2010 às 15:16
Políticos de bitola estreita, é o que é.

De Maria Ema a 30 de Maio de 2010 às 15:06
Ah, só agora vi, o João chamou-me "cusca ", então vou acrescentar: "...aumentou a minha vontade e curiosidade..." eh eh.

De João Carvalho a 30 de Maio de 2010 às 15:18
Bicusca*.

* — Cusca a dobrar, entenda-se...

De macarvalho a 30 de Maio de 2010 às 15:23
Mas, sou cusca desde quando?????
Homessa ....
Roidinha de inveja, isso sim!
Também, já vi que tem uma linda vista para o Tejo e para a ponte, além de uma acessibilidade fácil.
Cusca, eu?

De João Carvalho a 30 de Maio de 2010 às 19:27
Com acessibilidades para as docas.

De macarvalho a 30 de Maio de 2010 às 20:48
Hoje é record de audiências ....
Ah, estes delituosos e seus delitos!

De João Carvalho a 30 de Maio de 2010 às 22:11
Delitos em cima da mesa.

De zeparafuso a 30 de Maio de 2010 às 15:45
Parabéns ! Quando assim acontece, é porque valeu a pena. Continuem! Já por diversas vezes tenho dito e vou gritar: BLOGUE INTELIGENTE! VIVA A CAMARADAGEM! Desculpe João mas acho merecido. Mas já agora, para que conste até fiquei arrepiado com a descrição, tenho os cabelos todos em pé (sou careca, Ah,Ah,Ah )

De João Carvalho a 30 de Maio de 2010 às 19:29
Não venha para aqui GRIT... Careca? Ó Zé, o seu cabelo ia crescer num instante se visse as nossas meninas.

De Leonor Barros a 30 de Maio de 2010 às 19:50
Pela parte que me toca, de inveja pela minha cabeleira ;-)

De João Carvalho a 30 de Maio de 2010 às 20:18
Cabelão, é o que é.

De Ana Vidal a 31 de Maio de 2010 às 13:21
Boa, Leonor. Ah, fadista!
LOL

De zeparafuso a 30 de Maio de 2010 às 20:12
Cada um tem o que merece. Eu mereço não ter cabelo, nem inveja de quem o tem. A brincadeira do grito foi a sério. Vocês merecem até muito mais que um grito. São o blogue mais inteligente e ao mesmo tempo brincalhão. Brincando a sério, aprendo a brincar, que mais posso exigir de um blogue? Continuem ! Merecem tudo de bom. Estes Bloguistas ensinam que se farta. Força ! Quanto às meninas cabeludas..............não o percam, não ponham brilhantina, que estraga o cabelo. Ah! Ah! Ah! Ah!

De João Carvalho a 30 de Maio de 2010 às 20:19
G'anda Zé. Obrigado pelas suas palavras.

De Leonor Barros a 30 de Maio de 2010 às 22:53
Estava a brincar quanto à cabeleira, é verdade que se há algo que me falta cabelo não é de certeza, mas era mesmo brincadeira.
Ainda em relação à trunfa é bem 'au naturel' como o João pode constatar :)

De João Carvalho a 30 de Maio de 2010 às 23:48
Cabelão! Dito sincopadamente e à boa maneira brasileira.

De Leonor Barros a 31 de Maio de 2010 às 00:07
E é mesmo do Brasil que ele vem, a minha avó paterna era brasileira, tinha uma cabeleira farta que passou ao meu que por sua vez ma passou. Estes genes brasileiros deram-me outras coisas a que dispensaria um centímetros mas nada a fazer. Coisas da genética :)

De Leonor Barros a 31 de Maio de 2010 às 00:08
ao meu pai.

De João Carvalho a 31 de Maio de 2010 às 00:14
E as emendas não se corrigem assim, sua preguiçosa. Apaga-se o comentário e escreve-se de novo.
:o)

De João Carvalho a 31 de Maio de 2010 às 00:12
É tempo de eu substituir fado por samba.
Quanto ao resto, pareceu-me tudo adequado e bem apessoado...

De joão severino a 30 de Maio de 2010 às 15:53
Caro JC

Este filme maravilhosamente realizado poderia ser transformado em livro se lhe juntasses um pouco de história dos Açores, de Lisboa, de aeroportos portugueses com as suas partidas e chegadas, de fundações q.b., de jornalistas e de mulheres elegantes que são desejadas e invejadas...

parabéns!

De João Carvalho a 30 de Maio de 2010 às 19:30
Porreiro, pá.
É a tua amizade a falar.
Um abraço.

De Paulo Gorjão a 30 de Maio de 2010 às 16:14
Excelente texto, parabéns.

De João Carvalho a 30 de Maio de 2010 às 19:30
Um grande abraço, Paulo.

De João Campos a 30 de Maio de 2010 às 16:42
Não trocava mesmo... que belo jantar. E que bela crónica, João!

De João Carvalho a 30 de Maio de 2010 às 19:31
Abraços, amigão.

De Chloé a 30 de Maio de 2010 às 17:25
Sem desprimor para anteriores cronistas do reino, escola impressionista, este relato é mais do género realismo pós romântico, tão típico do João Carvalho :-) Muito bom. E a nossa natural cusquice saiu consoladinha de todo! Isto é que é saber tratar os leitores como deve ser...
Além do mais, estas crónicas são um serviço público e dão-nos óptimas ideias para usar nas fugas à capital.
Agora, vamos às fotos e a essa nota sobre a alegada falta da Ana Vidal... Não pega, não pega e não pega! Então querem-nos convencer que não havia telemóveis 3G no bolso dos comensais?! Ora, ora, assim não vale... :-)

De João Campos a 30 de Maio de 2010 às 18:49
Agora que penso nisso... realmente ninguém se lembrou dos telemóveis..!

De João Carvalho a 30 de Maio de 2010 às 19:32
Tens razão, John. Temos de contratar a Chloé.

De João Carvalho a 30 de Maio de 2010 às 22:12
Gracias, Chloé.
Telemóvel é a tua tia. Pós-romântico? Eu?!?

De Chloé a 30 de Maio de 2010 às 23:34
Estava a pensar em pintura, não em personalidade...

De João Carvalho a 30 de Maio de 2010 às 23:40
Hum...

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