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Mundial 2018

por José Gomes André, em 08.01.09

Num ano de crise económica e com três actos eleitorais não faltarão críticos à ideia de Portugal organizar o Mundial de Futebol em 2018 (juntamente com a Espanha). Manuel Alegre, com a demagogia a que nos habituou, já veio afirmar que “o país tem outras prioridades”. Esta observação óbvia não nos deve toldar a análise: é certo que a experiência megalómana do Euro 2004 (com a desnecessária construção de dez estádios) justifica algumas reticências, mas a ideia não é totalmente descabida.

 Portugal tem um parque desportivo herdado precisamente do Euro 2004 que estaria disponível para esse Mundial, o qual poderia ser rentabilizado numa competição extraordinariamente mediática. Com os estádios construídos, Portugal praticamente não precisaria de investir em infra-estruturas, bastando-lhe fazer alguns ajustes nos acessos e nas condições hoteleiras para receber os visitantes. Um custo mínimo face ao enorme retorno económico que a organização de um Mundial de futebol obviamente geraria.

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12 comentários

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De cs a 08.01.2009 às 20:53

em 2018 os estádios de 2004 estão com 14 anos de idade, alguns deles sem manutenção nenhuma, e cá para mim em 2019 estaremos aqui a dizer que se calhar construir mais 10 estádios de raiz teria sido melhor.
Valerá a pena utilizarmos esses eventos quando tivermos um pais de gente de bem, com um Estado de bem, não me parece seja o caso de Portugal nos anos mais próximos , e 2018 está muito próximo.

Sei lá...nem sei o que é melhor para este rectângulo .

Bom blog este

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De João Carvalho a 08.01.2009 às 21:17

Pertenço ao grupo dos reticentes. No entanto, se é certo que «o País tem outras prioridades», concordo que a ideia não seria descabida. Duvido que a Espanha se mostre interessada, mas não seria descabido fazê.lo, não senhor.

O que me assusta mais são dois pontos muito concretos: por um lado, o estado de degradação a que os recentes mega-estádios terão chegado nessa altura, quer pelos nossos habituais 'cuidados', quer pelo abandono forçado de alguns; por outro lado, o facto de ver associados no seu 'post' o Mundial de 2018 e a crise actual. Vire p'ra lá essa boca, meu caro!

Espera-se que o País esteja em crise em 2018, como é óbvio. Mas será a crise nacional, a nossa...
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De J.M. Coutinho Ribeiro a 08.01.2009 às 21:47

Acho que iriam arranjar maneira de descobrir que era preciso construir mais uns estádios.
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De António de Almeida a 08.01.2009 às 22:24

-Um Mundial segundo as normas FIFA disputa-se em 12 estádios. Foi aberta uma excepção para o Brasil em 2014 jogar em 14 estádios de 14 cidades, face à extensão territorial. Admitindo em tese a organização conjunta, numa lógica de 12 serão 8 em Espanha, 4 em Portugal, se aproveitarem o precedente para agradar aos governos autónomos do lado de lá, seria 9-5. Com 15 anos de funcionamento, os contribuintes portugueses teriam de pagar os melhoramentos ao SLB, FCP e SCP, curiosamente no Estádio Nacional que nos pertence a todos é que não se gasta 1 Euro, depois é claro o ALLgarve, eventualmente Braga e Coimbra lutariam pela vaga. De caminho a realização serviria para justificar o aeroporto, o TGV e eventuais investimentos em redes tecnológicas que possam vir a representar um upgrade na actual banda larga. Para o fogo de artifício, balões e folclore os nossos políticos nunca se negam, encontram sempre patrocionadores para para pagarem as contas, nós todos, o contribuinte!
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De Luis Melo a 08.01.2009 às 22:43

Também concordo com o José Gomes André. Até porque caso contrário, os estádios não servem para nada.

Leiria, Aveiro, Loulé-Faro... pelo menos estes 3, estão completamente abandonados e não tarda estarão "a cair aos pedaços" porque, nem os clubes nem as câmaras têm dinheiro para a manutenção.
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De José Oliveira a 09.01.2009 às 01:30

Portugal só tem a ganhar com a realização do Mundial na Península Ibérica. É óbvio que a Espanha teria/terá sempre mais projecção mas também mais custos. Muito mais custos. Eles asseguram 8 estádios, pelo menos. Madrid, Barcelona e Sevilha poderiam ter dois estádios (Real e Atlético, Barcelona e Espanhol, Bétis e Sevilha). Depois tinham ainda Valência, Bilbau, Corunha. Ou até mesmo Saragoça e Málaga. Hipóteses não faltariam. Portugal não terá dez estádios em condições de receber jogos de um Mundial em 2018 mas terá três certamente: Dragão, Luz e Alvalade. E se precisar de mais algum, a escolha é óbvia: Algarve. Pode voltar a ser abandonado que não deixa de "cumprir a sua missão": atrair turistas para uma zona destinada a isso mesmo - turismo. E, nos próximos anos ainda muito pode acontecer nesse estádio. Caso o Olhanense suba à I Liga, por exemplo, já se falou na possibilidade de usar o Estádio do Algarve. Pelo menos em jogos grandes.

Concluindo, não vejo grandes razões para cepticismo. Dificilmente temos algo a perder. E é uma forma da nossa selecção garantir a qualificação. Nos dias que correm, talvez dê jeito.
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De José Oliveira a 09.01.2009 às 01:42

Errata: E nos próximos anos ainda muito pode acontecer nesse estádio.
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De José Fernandes a 09.01.2009 às 01:46

O EURO2004 foi um momento óptimo para a nossa auto-estima, sempre tão baixa. A quantidade de estrangeiros que nos visitaram (sem ser o Algarve), foi óptima.
Economicamente, a construção dos estádios foi má. Mas o EURO2004 justifica-se plenamente se organizarmos mais eventos, que tragam por essas estradas e aeroportos pessoas.
Os nossos produtos, mais baratos que o resto da Europa (cada vez que me lembro dos Suíços apaixonados pela nossa cerveja e pelo preço), traduz-se numa entrada de dinheiros sempre importante.
Agora, entre 2004 e 2018 vão 14 anos e é preciso que regularmente haja eventos que não rentabilizem esses espaços. Já tivemos uma final da Taça UEFA, mas e uma final da Champions?
Os estádios estão a ser usados para competições automobilísticas o que acho óptimo.
Neste aspecto, acho que a empresa do João Lagos tem feito um bom trabalho.
Abraço ao JGA.

José Fernandes
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De José Gomes André a 09.01.2009 às 03:24

Obrigado pelos comentários. Sublinho que, como foi dito, numa participação conjunta com Espanha Portugal deveria apresentar quatro estádios, sendo que pelo menos em três deles (Alvalade, Luz, Dragão) não seriam necessárias nenhumas obras de melhoramento.

São estádios 5 estrelas na classificação da UEFA, e a menos que ocorra um acidente em algum deles, estarão em perfeitas condições em 2018. Naturalmente poderão ser necessários ajustes (acessos, em particular), mas não me parece que fosse um investimento caro.

Em todo o caso, como referi, o tema merece debate. Não acho é que deva ser posto de lado só porque parece "intelectual" e "sério" recusar liminarmente a proposta. Abraço a todos!
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De João Carvalho a 09.01.2009 às 12:56

Ok. E que tal desafiarmos Manuela Ferreira Leite para esse debate? Hehehehe...
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De AAC a 09.01.2009 às 09:28

Olha, olha, mais um lírico do futebol... Em 2018 os estádios têm pelo menos 14 anos, o que de certeza vai obrigar a obras impostas pela FIFA para cumprir os requisistos de segurança e modernidade e acessibilidades e patati-patatá. Baixem mas é os preços dos bilhetes para vermos os jogos da nossa (sofrível) liga.
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De onitsuaf a 09.01.2009 às 22:09

disso dos estádios eu não percebo nada e até admito que ninguém vá querer construir nada de novo ou fazer obras de monta no que já existe. mas é um bocado ingénuo achar que conseguimos participar na organização dum evento à escala mundial sem usar isso como pretexto para "investir" uns valentes milhões*. pois se até para fazer uns outdoors com fotos de celebridades nacionais conseguimos gastar um milhãozinho.

________________
* a julgar pela moda que está a ser lançada pelos pacotes de combate à crise, o nosso ouvido já só reagirá a centenas ou milhares de milhões, se se gastarem apenas umas largas dezenas de milhões, ninguém achará questionável

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