Fiquei agora sem saber ao certo quem se pronunciou naquele palco - se o ilustre professor universitário, insusceptível de pressões políticas, ou o aguerrido social-democrata que tudo fará para travar o passo a José Sócrates. Fiquei também com a certeza de que o PSD não acerta uma: continua a estragar tudo em que mexe.
Às vezes até parece que estão a seguir à risca um manual sobre aquilo que não se deve fazer e, precisamente, fazem tudo aquilo que não se deve. O Paulo Pinto Albuquerque, se ainda houvesse dúvidas sobre o seu empenho na divulgação das escutas, clarificou-as de forma irremediável. Nem ele ou o PSD ganharam alguma coisa com a manobra de espertice saloia.
Como é óbvio, não podia estar mais de acordo. Tanto amadorismo político é confrangedor. Para não dizer que é caricatural.
De João a 26 de Novembro de 2009 às 22:07
Esse Albuquerque bem me enganou. Estava na dúvida. Agora fica claro o que pretendem aqueles que reclamam a divulgação das escutas.
Claro como água. Luminoso como um raio de sol.
Pedro, transcrevo aqui o post que acabei de escrever:
"Esta semana perguntava o que move o Dr. Paulo Pinto de Albuquerque. Utilizando argumentos jurídicos inválidos e absurdos, que dariam para chumbar na cadeira de Processo Penal se tivessem sido utilizadas na Faculdade, e multiplicando-se em entrevistas, debates televisivos e colunas de opinião nos media, foi malhando no Primeiro-Ministro com enorme e evidente exaltação.
Através do Pedro, acabei de saber o que o move contra o PM: vai concorrer a vice-presidente da distrital de Lisboa do... PSD!
Como escreveu o Pedro, "fiquei agora sem saber ao certo quem se pronunciou naquele palco (Prós & Contras) - se o ilustre professor universitário, insusceptível de pressões políticas, ou o aguerrido social-democrata que tudo fará para travar o passo a José Sócrates". Nem mais!...
O Dr. Pinto de Albuquerque continuará a ser um brilhante penalista, mas a sua credibilidade foi ao ar. Pelo menos enquanto jurista, professor de Direito e ex-juíz.
Adenda: entretanto, li no CC que a lista pela qual concorre, integra António Preto e Helena Lopes da Costa. Sem comentários."
Abraço.
É uma tristeza, Ricardo. Hoje houve várias notícias que me indignaram. Esta foi uma delas.
Tambem a mim.
Cedo percebi que haveria alguma coisa por detras de argumentos tao absurdos e ontem ficou-se a saber o que era: o interesse politico (e pessoal, claro).
Se do ponto de vista politico, nada lhe tenho a apontar, fez o que lhe competia como adversario politico, tendo seguido a linha do seu partido, nomeadamente Aguiar Branco (outro jurista que se esqueceu das leis...), ja como jurista e ex-juiz deixou cair uma enorme nodoa na sua credibilidade, nodoa essa que dificilmente sairá, mesmo com lixivia.
Abraço.
Quando pensamos que estamos a ouvir um penalista e acabamos por descobrir que estamos a ouvir um candidato partidário.
Desejo que ainda consiga um cargo importante por mor da sua fidelidade partidário.
Presidente da Junta, por exemplo....
Em Portugal, no que se refere à política, anda-se a perder a noção do mais elementar decoro a uma velocidade estonteante.
De
indie a 27 de Novembro de 2009 às 09:53
a man got to do what a man got to do...
De
mdsol a 27 de Novembro de 2009 às 13:15
... pero que las hay, las hay... Balhamedeus!
:))
[E agora vou-me bandear uns dias daqui dos arredores, também designados como paisagem, para o centro nevrálgico deste "magavilhoso" rectângulo]
De rosa a 28 de Novembro de 2009 às 00:20
...ñ esquecer, também, que Paulo P. Albuquerque é um ex-juiz, desde há muito pouco tempo!
O sonho de muito juiz é fazer política. Pura e dura.
Ainda juiz há pouco. Não deve ter mudado assim tanto em tão pouco tempo. Em cada Juiz é sempre possível haver um político à espreita. Possível, não obrigatório.
Ainda bem que ainda não é obrigatório. Mas se isto continua assim não tardaremos muito a lá chegar.
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