Domingo, 22 de Novembro de 2009
por Pedro Correia | 22.11.09

"O passado nunca morre, nem sequer é passado." Lembrei-me desta frase de William Faulkner ao princípio da tarde de hoje, na cerimónia de despedida do Jorge Ferreira, a que assistiram largas dezenas de pessoas - algumas das quais colegas de faculdade que não via há quase 30 anos. Além dos familiares, lá estavam amigos que ele foi fazendo ao longo de décadas - na escola, na universidade, na vida partidária, no Parlamento, na advocacia, no Instituto Politécnico de Tomar. Lá compareceram deputados, advogados, juízes, jornalistas, professores, bloguistas, estudantes universitários, dirigentes políticos, gente das mais diversas crenças e dos mais diversos quadrantes. Muitas pessoas com uma particularidade comum: de uma ou de outra forma, todos quantos ali estávamos nos sentimos tocados pelo espírito gregário do Jorge, pelo seu humor contagiante, pela sua abertura de espírito, pela sua curiosidade intelectual. Vamos mantê-lo bem vivo na memória, imaginando-o daqui por diante a tomar partido em todos os domínios da actualidade portuguesa, que ele acompanhava com manifesto interesse e sem nunca perder o espírito crítico  - o que é outro exemplo que também não será esquecido.

O passado nunca morre, nem sequer é passado.




21 comentários:
De mdsol a 22 de Novembro de 2009 às 20:06
:)


De João Carvalho a 22 de Novembro de 2009 às 20:39
Gostei de saber o que contaste e gosto do que dizes.


De Pedro Correia a 22 de Novembro de 2009 às 22:30
Obrigado, compadre. Um abraço para a Terceira.


De Ana Paula Fitas a 22 de Novembro de 2009 às 22:15
Pedro,
Lamento sinceramente a perda do seu amigo... dê, por favos, uma espreitadela, daqui a pouco no A Nossa Candeia.
Um abraço.


De Pedro Correia a 22 de Novembro de 2009 às 22:30
Sempre atenta, Ana Paula... Já passo por lá.


De jmvfaria a 22 de Novembro de 2009 às 22:26
Bonita homenagem.


De Pedro Correia a 22 de Novembro de 2009 às 22:29
Obrigado, José Manuel. Gosto muito desta frase do Faulkner. Sinto-a muito verdadeira.


De Ana Sofia Couto a 22 de Novembro de 2009 às 22:36
Também gostei muito de ler, Pedro. A frase de Faulkner contém uma verdade essencial.


De Pedro Correia a 22 de Novembro de 2009 às 22:38
Penso o mesmo. Melhor: sinto o mesmo.


De JuliaML a 22 de Novembro de 2009 às 23:42
Quando o Tomar Partido fez 4 anos, dediquei-lhe este post


"http://oprivilegiodoscaminhos.blogspot.com/2007/12/viver-tomar-partido.html#links



De Pedro Correia a 23 de Novembro de 2009 às 10:07
Bem merecido, Júlia.


De ariel a 23 de Novembro de 2009 às 00:05
Estou siderada. Estava no completo desconhecimento quer da doença quer da morte do Jorge Ferreira. Nem sei o que diga. Bonita homenagem Pedro.


De Pedro Correia a 23 de Novembro de 2009 às 10:08
É difícil, nestas circunstâncias, dizermos alguma coisa que escape ao trivial e ao lugar-comum, Ariel. E o Jorge detestava lugares-comuns. Obrigado pelas suas palavras.


De Valter Marques a 23 de Novembro de 2009 às 02:05
Tive tanta pena de não poder estar presente no seu funeral.
Foi o grande professor que eu tive. Um grande homem que conheci. Deixei a minha homenagem no meu blog "www.esquerdismosliberais.blogspot.com".
Cumprimentos Pedro!


De Pedro Correia a 23 de Novembro de 2009 às 10:09
Esteve bem representado por colegas seus, pode crer. Um abraço.


De NC a 23 de Novembro de 2009 às 02:37
Fiquei a saber que esta tarde estivemos no mesmo sítio, a fazer o mesmo. O mundo é mesmo pequeno...
Um abraço


De Pedro Correia a 23 de Novembro de 2009 às 10:14
Pois é. Vi por lá muita gente conhecida, incluindo ex-colegas de faculdade que não via há muitos anos. Mas suponho que nós, por enquanto, só nos conhecemos da escrita.


De NC a 23 de Novembro de 2009 às 12:47
De facto estavam lá vários colegas do curso do Jorge, entre os quais eu (ano 79-84 de Direito da UCP). Era do nosso ano? Se era confesso-lhe que não me lembro do seu nome [ mas eu sou péssima com os nomes, lembro-me muito melhor das caras...]


De Pedro Correia a 23 de Novembro de 2009 às 13:46
Então fomos colegas. Eu tenho boa memória para nomes mas tenho ainda melhor memória para caras. Estivemos ontem perto um do outro, certamente.


De NC a 23 de Novembro de 2009 às 16:58
Desconfio que agora sei quem é. Pareceu-me ver uma cara familiar, mas já lá vão 25 anos...
Ao Jorge via-o com relativa frequência, nos últimos tempos, porque também tenho escritório na Visconde Valmor. Éramos vizinhos.


De Pedro Correia a 23 de Novembro de 2009 às 22:30
De facto, o mundo é pequeno. Fui várias vezes ao escritório dele, na Visconde Valmor.


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