Quinta-feira, 12 de Novembro de 2009
por Paulo Gorjão | 12.11.09

Multiplicam-se os exemplos de empresas portuguesas que cada vez mais olham para o triângulo Lisboa-Brasília-Luanda como uma alternativa -- ou encaram-no de forma complementar -- às suas estratégias de investimento e de expansão na União Europeia (UE).

Estou profundamente convencido que estamos a assistir a um processo estrutural de reequilíbrio da nossa política externa. Desde a entrada na UE em 1986 que Portugal viveu um sonho. Um sonho que se começou a desmoronar quase de imediato, com a queda do Muro de Berlim, embora na altura não se tivesse consciência do seu impacto. Goradas as expectativas, pelo menos em parte, temos vindo a ajustar-nos à dura realidade. Como sempre acontece, a euforia deu lugar ao pessimismo. Agora, porém, começa a emergir uma política externa mais equilibrada.




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