Quarta-feira, 11 de Novembro de 2009
por J.M. Coutinho Ribeiro | 11.11.09

Ando com a sensação de que a única coisa estável, duradoura e verdadeiramente importante que estes mais de 30 anos de democracia geraram foi uma associação criminosa, imensa e ramificada, que atravessa os principais partidos políticos e que assenta no Estado em conluio com os privados. Passa pelos gabinetes dos governos, pelos demais órgãos de soberania, pelos órgãos desconcentrados da administração pública, pelas empresas públicas, pelas autarquias locais. Bastaria para que ficássemos consternados. Dir-se-á que não é um exclusivo português. Não, não é. O que é exclusivo português é a falta de pudor com que tudo se faz e, mais ainda, a impunidade que se lhe segue. E, também, a forma como todos vamos encolhendo os ombros a cada notícia sobre corrupção. Concluindo: Portugal é um país sem tomates.

 

 




20 comentários:
De João Carvalho a 11 de Novembro de 2009 às 00:42
Estás melhor?


De Ana Vidal a 11 de Novembro de 2009 às 00:55
LOL. João, para quem não saiba do que falas, a tua pergunta é... como direi... ligeiramente embaraçosa?

Desculpem a graçola, hoje estou impossível.


De João Carvalho a 11 de Novembro de 2009 às 01:07
Estás mesmo impossível. A minha pergunta é genuína. Se suscitar mistério ou parecer dúbia, melhor ainda.


De Ana Vidal a 11 de Novembro de 2009 às 01:18
Logo vi que era essa a intenção genuína...


De J.M. Coutinho Ribeiro a 11 de Novembro de 2009 às 01:07
Problema de saúde resolvido, João. Obrigado. O problema, agora, é recuperar o tempo perdido. Ufa!


De João Carvalho a 11 de Novembro de 2009 às 01:09
Ainda bem, Joaquim. O resto é que vai ser pior: metade do País também anda à procura do tempo perdido... e a outra metade já desistiu.


De J.M. Coutinho Ribeiro a 11 de Novembro de 2009 às 01:10
É, João. E que mais apetece? Desistir, pois, claro.


De João Carvalho a 11 de Novembro de 2009 às 01:32
Não é isso que espero de ti.


De J.M. Coutinho Ribeiro a 11 de Novembro de 2009 às 01:43
Também não é isso o que espero de mim. Mas que, às vezes, dá vontade, dá.


De J.M. Coutinho Ribeiro a 11 de Novembro de 2009 às 01:09
ehehehhe, Ana! Boa, boa! Nenhum embaraço. Presumo que continuas pelo teu "oriente" e vais voltar a mandar a tua filha ao jantar :-) E eu que não posso ir...


De Ana Vidal a 11 de Novembro de 2009 às 01:24
Uau! Quanto charme nessa alma invicta... mas está visto que o teu probema está mesmo nos olhos. Ao jantar irei eu, meu amigo. É o que se pode arranjar... se fores esquece-te outra vez dos os óculos, ok?


De J.M. Coutinho Ribeiro a 11 de Novembro de 2009 às 01:52
Nãaaa . O que disse aqui, disse-o no último jantar. Numa noite em que estava demolido, embora tenha disfarçado, tanto quanto pude. A história dessa noite dava um filme. Ou um post , no mínimo. Não tanto pelo jantar, mas pela viagem entre o cá e lá e o lá e o cá. E pelo desassossego . E pela vertigem da velocidade. Mas não era de associação criminosa que falavamos ?


De Ana Vidal a 11 de Novembro de 2009 às 02:06
Pois era. Mas não te sabia um Fangio! Fico à espera do post ou do filme, como queiras. Agora espicaçaste-me a curiosidade...


De J.M. Coutinho Ribeiro a 11 de Novembro de 2009 às 02:26
Não sou um Fangio, Ana, apenas um tipo que guia rápido. E que, ainda por cima, é capaz de, a mais de 200, enviar sms, num voo rasante na A1. Acho que a Leonor - que me lia por outros sítios - percebeu, vagamente, nesse noite, quando falámos de tantas coisas Não te expllicarei por aqui a dureza dos caminhos. Mas haverá outros aqui.


De Maria a 11 de Novembro de 2009 às 01:08
:)))
Também, quem pode estar bem com o esse estado de coisas...


De J.M. Coutinho Ribeiro a 11 de Novembro de 2009 às 01:53
O meu problema era nos olhos....


De hmbf a 11 de Novembro de 2009 às 09:24
Antes dos 30 anos de democracia já havia corrupção, toda ela concentrada no mesmo partido, é certo, mas o cenário não era diferente.


De Sérgio de Almeida Correia a 11 de Novembro de 2009 às 11:06
Permito-me discordar, meu caro. Pode parecer um contra-senso mas o país continua a ter tomates. Alguns portugueses é que os foram perdendo, outros viram-nos definhar e os poucos que ainda os têm protegem-nos para os tempos que aí virão.

Fico satisfeito por saber das melhoras e que tudo está a voltar à normalidade.

Um abraço,


De Lúcia a 11 de Novembro de 2009 às 15:03
Não seja tão pessimista. Exclusivo nosso a falta de pudir com que tudo se faz? Olhe que não... olhe que não... se olhar para Itália, fica parvo!
E só para dar um imediato exemplo europeu!


De Amêijoa Fresca a 11 de Novembro de 2009 às 16:01
A corrupção ocultada
entre teias espinhosas,
qual certeza enquistada
de práticas manhosas!

Da carência de tomateiros
e da respectiva produção
surgem negócios sucateiros
envolvidos em corrupção.

Um universo de roubalheira
feito de concursos viciados,
é o resultado da bandalheira
de tantos valores depreciados.

É um bando de intocáveis
de tentáculos enegrecidos,
com posturas estucáveis
por materiais apodrecidos.


Comentar post

Autores
Pesquisa
 
Novembro 2009
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9


22
23
24
25
26
27
28

29
30


Ligações
Arquivo
2009:

 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12


Visitas